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Cymbalta

Cymbalta - Bula do remédio

Cymbalta com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Cymbalta têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Cymbalta devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Eli Lilly And Company

Referência

cloridrato de duloxetina

Apresentação de Cymbalta

Cymbalta 30 mg, cápsulas de liberação retardada, apresentado em caixas com 7 ou 14 cápsulas.

Cymbalta 60 mg, cápsulas de liberação retardada, apresentado em caixas com 7, 14 ou 28 cápsulas.

EXCLUSIVAMENTE PARA USO ORAL
USO ADULTO ACIMA DE 18 ANOS

COMPOSIÇÃO

Cada cápsula contém: 33,7 mg de cloridrato de duloxetina equivalente a 30 mg de duloxetina ou 67,3 mg de cloridrato de duloxetina equivalente a 60 mg de duloxetina, ambos em microgrânulos de cobertura entérica, com a finalidade de evitar a degradação da droga no meio ácido do estômago.
Excipientes: hidroxipropilmetilcelulose, sacarose, esferas de açúcar, acetato succinato de hidroxipropilmetilcelulose, talco, dióxido de titânio e citrato de trietila.

Cymbalta - Indicações

Cymbalta é indicado para o tratamento da depressão. Cymbalta é eficaz na manutenção da melhora clínica durante o tratamento contínuo, por até seis meses, em pacientes que apresentaram resposta ao tratamento inicial.

Cymbalta é indicado para o tratamento de:
- transtorno depressivo maior;
- dor neuropática periférica diabética;
- fibromialgia (FM) em pacientes com ou sem transtorno depressivo maior (TDM);
- estados de dor crônica associados à dor lombar crônica;
- estados de dor crônica associados à dor devido à osteoartrite de joelho em pacientes com idade superior a 40 anos e
- transtorno de ansiedade generalizada.

Transtorno de ansiedade generalizada é definido pelo DSM-IV como ansiedade e preocupação excessivas, presentes na maioria dos dias, por pelo menos seis meses. A ansiedade e preocupação excessivas devem ser difíceis de controlar e devem causar prejuízo as suas funções diárias. Deve estar associado a três dos seis sintomas seguintes: inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele, ficar facilmente cansado, dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono.

Contra-indicações de Cymbalta

Cymbalta é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida à duloxetina ou a qualquer um dos seus excipientes. Cymbalta não deve ser administrado concomitantemente com inibidores da monoaminoxidase (IMAO) e deve ser administrado, no mínimo, 14 dias após a interrupção do tratamento com um IMAO. Com base na meia-vida de Cymbalta, deve-se aguardar, no mínimo, 5 dias após a interrupção do tratamento com Cymbalta, antes de se iniciar o tratamento com um IMAO.

Advertências

Suicídio: A possibilidade de uma tentativa de suicídio é inerente ao transtorno depressivo maior e a outros transtornos psiquiátricos e pode persistir até que ocorra uma remissão significativa dos sintomas depressivos. Deve ser feito acompanhamento estreito de pacientes com alto risco, no início do tratamento com a droga. Como com quaisquer outros medicamentos com ação farmacológica similar [inibidores seletivos d arecaptação de serotonina (ISRS) ou inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina (IRSN)], casos isolados de ideação e comportamentos suicidas foram relatados durante o tratamento com Cymbalta ou logo após sua interrupção.
Cymbalta não é indicado para uso em pacientes menores de 18 anos. Embora não tenha sido estabelecida relação causal de Cymbalta em induzir alguns efeitos, na análise de alguns estudos agrupados de antidepressivos em transtornos psiquiátricos, observou-se um aumento no risco de pensamentos e/ou comportamentos suicidas em pacientes pediátricos e adultos jovens (< 25 anos de idade), em comparação com o grupo placebo. Os médicos devem incentivar seus pacientes a relatarem, a qualquer momento, quaisquer tipos de pensamentos ou sentimentos aflitivos.
Ativação de mania/hipomania: Da mesma forma que com outras drogas similares com
atividade no sistema nervoso central (SNC), Cymbalta deve ser usado com cuidado em pacientes com histórico de mania.
Convulsões: Da mesma forma que com outras drogas similares com atividade no SNC,
Cymbalta deve ser usado com cuidado em pacientes com histórico de convulsão.
Midríase: Foi relatada midríase com o uso de Cymbalta. Portanto, deve-se tomar cuidado ao se prescrever Cymbalta para pacientes com aumento da pressão intraocular ou para aqueles com risco de glaucoma de ângulo fechado.
Aumento da pressão sanguínea: Cymbalta está associado ao aumento da pressão sanguínea em alguns pacientes. Em pacientes com hipertensão conhecida e/ou outra doença cardíaca, recomenda-se o monitoramento da pressão arterial como apropriado.
Elevação das enzimas hepáticas: Elevações nas enzimas hepáticas foram vistas em alguns pacientes tratados com Cymbalta em estudos clínicos. Estas foram geralmente transitórias e autolimitadas ou resolvidas com a descontinuação de Cymbalta. Elevações graves das enzimas hepáticas (acima de dez vezes o limite superior do normal) ou dano hepático com um padrão colestático ou misto foram raramente relatadas em alguns casos associadas com uso excessivo de álcool ou doença hepática preexistente. Porém, Cymbalta não deve ser prescrito para pacientes que façam uso considerável de álcool ou que tenham evidência de doença hepática preexistente.
Sangramento anormal: Cymbalta, assim como outros inibidores seletivos e não seletivos da recaptação de serotonina, pode aumentar o risco de sangramentos, incluindo sangramentos gastrointestinais. Por isso, deve-ser ter cuidado ao se administrar Cymbalta à pacientes que façam uso de anticoagulantes e/ou substâncias que afetem a coagulação (por ex.: Aspirina®, anti-inflamatórios não estereoidais – AINEs) e à pacientes que tenham tendência a sangramentos.
Carcinogênese, mutagênese, danos à fertilidade
Carcinogênese: Cymbalta foi administrado na dieta de ratos e camundongos por 2 anos.
Em ratos, não causou qualquer aumento na incidência de neoplasias esperadas ou não usuais ou diminuição na latência para qualquer tipo de tumor.
Em camundongos fêmeas recebendo Cymbalta, houve um aumento da incidência de adenoma hepatocelular e de carcinomas, somente em dose mais alta (144 mg/Kg/dia). No entanto, considerou-se que estas alterações eram secundárias à indução de enzimas hepáticas, levando à hipertrofia centrolobular e vacuolização. É desconhecida a relevância destas informações obtidas em estudos com camundongos, em humanos.
Mutagênese: Em uma bateria de testes de genotoxicidade in vitro e in vivo, Cymbalta não demonstrou nenhum potencial mutagênico.
Danos à fertilidade: O desempenho reprodutivo não foi afetado em ratos recebendo
Cymbalta por via oral em doses de até 45 mg/Kg/dia. Em ratas recebendo 45 mg/Kg/dia de
Cymbalta por via oral, foi demonstrada toxicidade reprodutiva manifestada por uma diminuição no consumo de alimentos e no peso corporal materno, interrupção do ciclo de estro, diminuição na sobrevivência da ninhada e nos índices de nascidos vivos e retardo no crescimento da ninhada. Em um estudo de fertilidade em fêmeas, o nível sem efeito observável (NOEL) para toxicidade materna, toxicidade reprodutiva e toxicidade relativa ao desenvolvimento foi de 10 mg/Kg/dia.
Gravidez (categoria C): Não houve estudos bem-controlados e adequados em mulheres grávidas. Devido ao fato dos estudos de reprodução animal nem sempre predizerem a resposta em humanos, este medicamento deve ser usado em gestantes somente se o benefício potencial justificar o risco para o feto. Sintomas de descontinuação (por ex.: hipotonia, tremor, nervosismo, dificuldade de alimentação, desconforto respiratório e convulsões) podem ocorrer no recém-nascido caso a mãe use Cymbalta próximo ao parto. A maioria dos casos ocorreu no nascimento ou poucos dias após.
Não houve evidência de teratogenicidade em estudos em animais.
Lactação: Cymbalta é excretado no leite materno. A dose infantil diária estimada, baseada em mg/Kg, é de aproximadamente 0,14% da dose materna. Devido à segurança de Cymbalta em crianças ser desconhecida, não é recomendável amamentar durante o tratamento com Cymbalta.
Trabalho de parto e no parto: O efeito de Cymbalta sobre o trabalho de parto e no parto em humanos é desconhecido. Cymbalta deve ser usado durante o trabalho de parto e no parto somente se o benefício justificar o risco potencial para o feto.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Efeitos não teratogênico: Recém-nascidos expostos a ISRS ou IRSN no final do 3º trimestre desenvolveram complicações, exigindo hospitalização prolongada, suporte respiratório e alimentação via sonda. Tais complicações podem surgir imediatamente após o parto. Na conclusão dos relatórios clínicos, foram descritos: dificuldade respiratória, cianose, apneia, ataque súbito, temperatura instável, dificuldade de alimentação, vômito, hipoglicemia, hipotonia, hipertonia, hiper-reflexia, tremor, nervosismo, irritabilidade e choro constante. Estas características são consistentes com os efeitos tóxicos diretos de ISRS e IRSN ou possivelmente com uma síndrome de interrupção de drogas. Em alguns casos, o quadro clínico foi consistente com uma síndrome serotoninérgica. O médico deve considerar cuidadosamente a relação entre riscos e benefícios do tratamento com Cymbalta em gestantes no 3º trimestre.
Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas: Embora estudos clínicos controlados com Cymbalta não tenham demonstrado qualquer prejuízo do desempenho psicomotor, memória ou função cognitiva, seu uso pode estar associado à sedação e tontura. Portanto, pacientes que estiverem sob tratamento com Cymbalta devem ter cuidado ao operar máquinas perigosas, incluindo automóveis.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Avaliação de pacientes quanto ao transtorno bipolar: Um episódio de depressão maior pode ser indicação de um transtorno bipolar. Embora não haja estudos clínicos estabelecidos sobre o assunto, acredita-se que o tratamento de tais episódios com um antidepressivo isolado possa aumentar a probabilidade de antecipação de um evento maníaco/misto em pacientes com risco para desenvolverem o transtorno bipolar. Não se sabe se quaisquer dos sintomas acima descritos representam uma conversão. Entretanto, antes de se iniciar o tratamento com um antidepressivo, os pacientes com sintomas para depressão devem ser adequadamente avaliados para determinar se os mesmos possuem risco para o transtorno bipolar, sendo que essa avaliação deve incluir um histórico detalhado do paciente, histórico familiar de suicídio, transtorno bipolar e depressão.
Deve-se observar que Cymbalta não está aprovado para o tratamento de depressão bipolar.
Síndrome serotoninérgica: O desenvolvimento de uma síndrome serotoninérgica com
potencial risco de vida ao paciente pode ocorrer com o uso de inibidores seletivos derecaptação de serotonina e com inibidores seletivos de recaptação de noradrenalina, incluindo o tratamento com Cymbalta, em particular com o uso concomitante de drogas serotoninérgicas (incluindo triptanos) e com drogas que prejudicam o metabolismo da serotonina (incluindo IMAOs).
Os sintomas da síndrome serotoninérgica podem incluir alterações no estado mental do paciente
(por ex.: agitação, alucinações e coma), instabilidade autonômica (por ex.: taquicardia, pressão sanguínea instável e hipertermia), desvios neuromusculares (por ex.: hipe reflexia e falta de coordenação) e/ou sintomas gastrointestinais (por ex.: náusea, vômito e diarreia).
Portanto, aconselha-se cautela quando Cymbalta for coadministrado com outras drogas que possam afetar o sistema de neurotransmissores serotoninérgicos, tais como triptanos, linezolida, lítio, tramadol ou Erva de São João (Hypericum perforatum). Não é recomendado o uso concomitante de Cymbalta com outros inibidores seletivos de recaptação de serotonina (por ex.: fluoxetina e paroxetina), inibidores da recaptação da serotonina e da noradrenalina ou triptofano.
Houve raros relatos pós-lançamento de síndrome serotoninérgica com o uso de inibidores seletivos da recaptação de serotonina e um triptano. Se o tratamento concomitante de Cymbalta com um triptano for clinicamente indicado, aconselha-se a observação cuidadosa do paciente, particularmente durante o início do tratamento e aumentos na dose (ver INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
Uso pediátrico: Cymbalta não é indicado para uso em pacientes menores de 18 anos.
Uso geriátrico: Embora tenham sido identificadas diferenças farmacocinéticas entre mulheres de meia-idade e idosas (. 65 anos) [AUC (área sob a curva) é mais alta e a meia-vida é mais longa em mulheres idosas], a magnitude das alterações não foi suficiente para justificar um ajuste de dose baseado apenas na idade (ver POSOLOGIA).
Hiponatremia: Casos de hiponatremia (índice sérico de sódio menor que 110 mmol/L) foram relatados muito raramente. A maioria dos casos ocorreu em pacientes idosos, especialmente quando houve histórico recente de alterações no balanço hídrico, ou pré-disposição a ela.
Hiponatremia pode estar presente sem sinais ou sintomas específicos (como tontura, fraqueza, náusea, vômito, confusão mental, sonolência e letargia). Sinais e sintomas associados a casos graves incluíram episódios de síncopes, incluindo quedas e estado apreensivo.

Uso em pacientes com insuficiência renal ou hepática: Foram descritas concentrações
plasmáticas elevadas de Cymbalta em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/min) ou com insuficiência hepática grave. Entretanto, em situações em que houver uma avaliação médica criteriosa e os benefícios do tratamento com Cymbalta justificarem os potenciais riscos para esses grupos de pacientes, uma dose mais baixa de Cymbalta deverá ser considerada (ver CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS e POSOLOGIA).
Atenção diabéticos: este medicamento contém SACAROSE.

Interações medicamentosas de Cymbalta

Inibidores da monoaminoxidase (IMAO): Houve relatos de reações graves, às vezes fatais, em pacientes recebendo um inibidor da recaptação de serotonina em combinação com um IMAO. Estes relatos incluíam os seguintes sintomas: hipertermia, rigidez, mioclonia, instabilidade autonômica com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais e alterações do estado mental, incluindo agitação extrema, progredindo para delírio e coma. Estas reações também foram relatadas em pacientes que haviam suspendido há pouco tempo um inibidor de recaptação de serotonina antes de iniciar um IMAO. Alguns pacientes apresentaram quadro semelhante à síndrome neuroléptica maligna. Os efeitos do uso combinado de Cymbalta e IMAOs não foram avaliados em humanos ou em animais. No entanto, em razão de Cymbalta ser um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina, recomenda-se que não seja usado em combinação com um IMAO ou dentro de, no mínimo, 14 dias após a suspensão do tratamento com um IMAO. Com base na meia-vida da duloxetina, devem-se passar, no mínimo, cinco dias da interrupção do Cymbalta até o início de um tratamento com um IMAO (ver CONTRAINDICAÇÕES).
Antidepressivos tricíclicos (ATC): Deve-se ter cuidado com a administração simultânea de antidepressivos tricíclicos (ATC) e duloxetina, pois esta pode inibir o metabolismo dos ATC.
Pode haver a necessidade de redução da dose e monitoramento das concentrações plasmáticas do ATC, caso o mesmo seja administrado simultaneamente à duloxetina.
Drogas metabolizadas pela CYP1A2: Em um estudo clínico, a farmacocinética da teofilina, um substrato da CYP1A2, não foi afetada de forma significativa pela coadministração com Cymbalta (60 mg duas vezes ao dia). Estes resultados sugerem que é improvável que Cymbalta cause um efeito clinicamente significativo no metabolismo de substratos da CYP1A2.
Inibidores da CYP1A2: Devido ao fato de a CYP1A2 estar envolvida com o metabolismo da duloxetina, o uso concomitante de Cymbalta com inibidores potentes da CYP1A2 provavelmente resultará em concentrações mais altas da duloxetina. A fluvoxamina (100 mg, uma vez ao dia), um potente inibidor da CYP1A2, reduziu o clearance plasmático aparente da duloxetina em cerca de 77%. Aconselha-se cautela ao se administrar Cymbalta com inibidores da CYP1A2 (por ex.: alguns antibióticos à base de quinolona) e, nesse caso, uma dose mais baixa de Cymbalta deve ser usada.
Drogas metabolizadas pela CYP2D6: Cymbalta é um inibidor moderado da CYP2D6.
Quando administrado na dose de 60 mg, duas vezes ao dia em associação a uma dose única de desipramina, um substrato da CYP2D6, Cymbalta aumentou em três vezes a AUC da desipramina. A coadministração de Cymbalta (40 mg, duas vezes ao dia) aumentou em 71% o estado de equilíbrio da AUC da tolterodina (2 mg, duas vezes ao dia), mas não afetou a farmacocinética do metabólito 5-hidroxil. Portanto, deve-se ter cuidado quando se administrar Cymbalta com medicamentos predominantemente metabolizados pela CYP2D6 e com índice terapêutico estreito.
Inibidores da CYP2D6: O uso concomitante de Cymbalta com inibidores potentes da CYP2D6 pode resultar em concentrações mais altas de duloxetina, já que a CYP2D6 está envolvida em seu metabolismo. A paroxetina (20 mg, uma vez ao dia) diminuiu em cerca de 37% o clearance plasmático aparente de Cymbalta. Aconselha-se cuidado ao se administrar Cymbalta com inibidores da CYP2D6 (por ex.: ISRS).
Drogas metabolizadas pela CYP3A: Resultados de estudos in vitro demonstram que
Cymbalta não inibe ou induz a atividade catalítica da CYP3A. Desta forma, não se espera um aumento ou diminuição no metabolismo de substratos da CYP3A (por ex.: contraceptivos orais ou outras drogas esteroidais) associado ao tratamento com Cymbalta. No entanto, estudos clínicos ainda não foram realizados para avaliar este parâmetro.
Drogas metabolizadas pela CYP2C9: Resultados de estudos in vitro demonstram que a
duloxetina não inibe a atividade enzimática da CYP2C9. Em um estudo clínico, a farmacocinética da S-varfarina, um substrato da CYP2C9, não foi significativamente afetada pela duloxetina.
Álcool: Quando Cymbalta e o álcool foram administrados em tempos diferentes, de forma que seus picos de concentração coincidissem, notou-se que Cymbalta não aumentou o prejuízo das habilidades mental e motora causado pelo álcool. No banco de dados de estudos clínicos com Cymbalta, três pacientes tratados com Cymbalta tiveram lesões hepáticas manifestadas através da elevação de ALT e bilirrubina total, com evidência de obstrução. Em todos estes casos, foi descrito uso concomitante significativo de álcool, o que pode ter contribuído para as anormalidades constatadas.
Antiácidos e antagonistas H2: Cymbalta tem um revestimento entérico que resiste à dissolução no estômago até alcançar um segmento do trato gastrointestinal onde o pH excede 5,5. Em condições extremamente ácidas, Cymbalta, desprotegido pelo revestimento entérico, pode sofrer uma hidrólise, formando naftol. É aconselhável cuidado ao se administrar Cymbalta para pacientes que possam apresentar retardo no esvaziamento gástrico (por ex.: alguns pacientes diabéticos). Medicamentos que aumentam o pH gastrointestinal podem promover uma liberação precoce de Cymbalta. Entretanto, a coadministração de Cymbalta com antiácidos que contenham alumínio ou magnésio (51 mEq) ou de Cymbalta com famotidina não causou efeito significativo nas taxas ou na quantidade absorvida de Cymbalta após a administração de uma dosagem de 40 mg. Não há informações se a administração concomitante de inibidores da bomba de prótons afeta a absorção de Cymbalta.
Fitoterápicos: A ocorrência de eventos indesejáveis pode ser mais comum durante o uso concomitante de Cymbalta com preparações fitoterápicas que contenham a Erva de São João (Hypericum perforatum) (ver ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
Drogas do SNC: Devido aos efeitos primários de Cymbalta serem sobre o SNC, deve-se tomar cuidado quando o mesmo for usado em combinação com outras drogas que agem no SNC. O uso concomitante de outras drogas com atividade serotoninérgica (por ex.: ISRS e IRSN, triptanos ou tramadol) podem resultar numa síndrome serotoninérgica (ver ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
Drogas com altas taxas de ligação a proteínas plasmáticas: Cymbalta encontra-se altamente ligado a proteínas plasmáticas (> 90%). Portanto, sua administração a pacientes tomando outra droga que esteja altamente ligada a proteínas plasmáticas pode causar aumentos das concentrações livres da outra droga.
Lorazepam: Sob condições de estado de equilíbrio, Cymbalta não teve nenhum efeito sobre a cinética do lorazepam e o lorazepam não teve nenhum efeito sobre a cinética de
Cymbalta.
Triptanos: Houve raros relatos pós-lançamento de síndrome serotoninérgica com o uso de inibidores seletivos da recaptação de serotonina e um triptano. Se o tratamento concomitante de Cymbalta com um triptano for clinicamente indicado, aconselha-se a observação cuidadosa do paciente, particularmente durante o início do tratamento e aumentos na dose (ver ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
Exames laboratoriais e não laboratoriais: Em estudos clínicos para o tratamento da dor neuropática diabética, observou-se um pequeno aumento na glicemia de jejum e no colesterol total dos pacientes que usaram Cymbalta. Já em estudos clínicos para transtorno depressivo maior, observou-se pequenos aumentos médios nos exames para dosagem de TGP (ALT), TGO (AST), CK (CPK) e fosfatase alcalina. Foram obtidos eletrocardiogramas de pacientes tratados com Cymbalta e de pacientes tratados com placebo em estudos clínicos de até 13 semanas.
Não foram observadas diferenças clinicamente significativas nos intervalos QTC, QT, PR e QRS entre os pacientes tratados com Cymbalta e aqueles tratados com placebo.
Nicotina: A biodisponibilidade de Cymbalta parece ser cerca de um terço mais baixa em fumantes do que em não-fumantes. No entanto, não há necessidade de ajuste na dose para fumantes.
Alimentos: Cymbalta pode ser administrado independentemente das refeições.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Cymbalta

Durante os estudos para o tratamento do Transtorno Depressivo Maior, os seguintes eventos adversos foram descritos com o uso de Cymbalta (N=3.779):
Reação muito comum (= 10%): boca seca, náusea e dor de cabeça.
Reação comum (= 1% e < 10%): palpitação, diarreia, vômito, dispepsia, diminuição do apetite10, diminuição de peso, fadiga6, queda7, rigidez muscular11, tontura, sonolência13, tremor, visão borrada, diminuição da libido17, ansiedade, distúrbio da ejaculação21, disfunção erétil, retardo na ejaculação, bocejo, hiperidrose, suores noturnos, constipação, flatulência, dor abdominal4, dor musculoesquelética12, espasmo muscular, parestesia14, insônia15, alteração do orgasmo16, agitação18, prurido, dor orofaríngea, sonhos anormais20, alteração da frequência urinária, zumbido no ouvido, aumento da pressão sanguínea8e rubor22.
Reação incomum (= 0,1% e < 1%): taquicardia, vertigem, midríase, distúrbio visual, ressecamento ocular, hemorragia gastrointestinal5, disfagia, eructação, gastroenterite, sensação de anormalidade, mal-estar, sede, achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas hepáticas9, aumento de peso, disgeusia, distúrbios do sono, bruxismo, noctúria, hesitação urinária, extremidades frias, dor de ouvido, gastrite, sensação de frio, sensação de calor, calafrio, laringite, distúrbio de atenção, mioclonia, desorientação19, apatia, retenção urinária, disúria, diminuição do fluxo urinário, reação de fotossensibilidade, suor frio, letargia, hipotensão ortostática, contração muscular, baixa qualidade do sono, disfunção sexual, dor testicular, distúrbio menstrual, maior tendência à contusão e dermatite de contato.
Reação rara (. 0,01% e < 0,1%): desidratação, hipotireoidismo, estomatite, halitose, distúrbio da marcha, aumento do colesterol sanguíneo, discinesia, odor urinário anormal, poliúria, sintomas da menopausa e constrição da orofaringe.
Durante os estudos para o tratamento da Dor Neuropática Periférica Diabética, os seguintes eventos adversos foram relatados com o uso de Cymbalta (N=906):
Reação muito comum (= 10%): náusea, tontura, dor de cabeça, sonolência13, fadiga6 e diminuição do apetite10.
Reação comum (= 1% e < 10%): constipação, boca seca, vertigem, visão borrada, diarreia, vômito, dispepsia, diminuição de peso, letargia, disgeusia, insônia15, tremor, disfunção erétil, hiperidrose, dor abdominal4, quedas7, dor musculoesquelética12, parestesia14, agitação18, disúria, alteração da frequência urinária, rubor22, espasmo muscular, achados laboratoriais relacionados à alterações de enzimas hepáticas9, distúrbios da ejaculação21, dor orofaríngea, prurido, palpitações e aumento da pressão sanguínea8.
Reação incomum (= 0,1% e < 1%): taquicardia, distúrbio visual, gastroenterite, sensação de anormalidade, mal-estar, sede, aumento de peso, rigidez muscular11, contração muscular, diminuição da libido17, desorientação19, noctúria, bocejo, suores noturnos, extremidades frias, ansiedade, dor de ouvido, zumbido no ouvido, eructação, estomatite, disfagia, flatulência, sensação de calor, sensação de frio, laringite, aumento do colesterol sanguíneo, desidratação, distúrbio de atenção, discinesia, alteração do orgasmo16, sonhos anormais20, retardo na ejaculação, constrição da orofaringe, reação de fotossensibilidade, suor frio, maior tendência à contusão, gastrite, distúrbio da marcha, baixa qualidade do sono, poliúria, diminuição do fluxo urinário, calafrio, dor testicular, disfunção sexual, distúrbio do sono, hesitação urinária, hemorragia gastrointestinal5 e retenção urinária.
Eventos não relatados: hipotireoidismo, midríase, ressecamento ocular, halitose, mioclonia, bruxismo, apatia, odor urinário anormal, sintomas de menopausa, distúrbio menstrual, dermatite de contato e hipotensão ortostática.
Durante os estudos para o tratamento da Fibromialgia, os seguintes eventos adversos foram relatados com o uso de Cymbalta (N=1.294):
Reação muito comum (= 10%): constipação, boca seca, náusea, diarreia, fadiga6, tontura, dor de cabeça, sonolência13 e insônia15.
Reação comum (= 1% e < 10%): palpitação, visão borrada, vômito, dispepsia, flatulência, quedas7, rigidez muscular11, dor musculoesquelética12, espasmo muscular, distúrbio de atenção, letargia, tremor, disgeusia, parestesia14, sede, dor abdominal4, diminuição ou aumento de peso, diminuição do apetite10, calafrios, alteração do orgasmo16, diminuição da libido17, ansiedade, distúrbio do sono, agitação18, bruxismo, sonhos anormais20, dor orofaríngea, bocejo, alteração da frequência urinária, distúrbios da ejaculação21, disfunção erétil, hiperidrose, suores noturnos, prurido, rubor22 e aumento da pressão sanguínea8.
Reação incomum (= 0,1% e < 1%): taquicardia, vertigem, dor de ouvido, zumbido no ouvido, hipotireoidismo, midríase, distúrbio visual, eructação, gastroenterite, estomatite, gastrite, disfagia, sensação de anormalidade, sensação de frio, sensação de calor, mal-estar, laringite, achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas hepáticas9, contração muscular, maior tendência à contusão, discinesia, baixa qualidade do sono, desorientação19, apatia, noctúria, hesitação urinária, retenção urinária, disúria, poliúria, disfunção sexual, distúrbio menstrual, reação de fotossensibilidade, dermatite de contato, constrição da orofaringe, suor frio, hemorragia gastrointestinal5, ressecamento ocular e extremidades frias.
Reação rara (. 0,01% e < 0,1%): halitose, odor urinário anormal, desidratação e distúrbio da marcha.
Eventos não relatados: aumento do colesterol sanguíneo, mioclonia, diminuição do fluxo urinário, dor testicular, sintomas de menopausa, retardo na ejaculação e hipotensão ortostática.
Durante os estudos para o tratamento dos Estados de Dor Crônica3 Associados à Dor Lombar Crônica e a Dor devido à Osteoartrite de Joelho, os seguintes eventos adversos foram descritos com o uso de Cymbalta (N=1.103):
Reação muito comum (. 10%): náusea.
Reação comum (= 1% e < 10%): vertigem, visão borrada, constipação, boca seca, diarreia, vômito, dispepsia, fadiga6, dor abdominal4, diminuição do apetite10, dor musculoesquelética12, tontura, dor de cabeça, sonolência13, disgeusia, parestesia14, insônia15, diminuição da libido17, disfunção erétil, distúrbio de ejaculação21, retardo na ejaculação, hiperidrose, rubor22, flatulência, aumento da pressão sanguínea8, achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas hepáticas9 e ansiedade.
Reação incomum (= 0,1% e < 1%): palpitações, noctúria, gastroenterite, agitação18, taquicardia, zumbido no ouvido, midríase, halitose, gastrite, hemorragia gastrointestinal5, quedas7, sensação de anormalidade, sede, calafrio, aumento ou diminuição de peso, rigidez muscular11, contração muscular, maior tendência à contusão, distúrbio da atenção, distúrbio do sono, letargia, tremor, baixa qualidade do sono, alteração do orgasmo16, desorientação19, apatia, sonhos anormais20, hesitação urinária, retenção urinária, disúria, alteração da frequência urinária, diminuição do fluxo urinário, disfunção sexual, dor testicular, bocejo, suores noturnos, distúrbio visual, eructação, prurido, espasmo muscular, dermatite de contato e dor orofaríngea.
Reação rara (. 0,01% e < 0,1%): mal-estar, estomatite, desidratação, aumento do colesterol sanguíneo, disfagia, discinesia, bruxismo, reação de fotossensibilidade, extremidades frias, suor frio, dor de ouvido, poliúria, hipotensão ortostática e odor urinário anormal.
Eventos não relatados: hipotireoidismo, ressecamento ocular, sensação de calor, sensação de frio, distúrbio da marcha, laringite, mioclonia, sintomas de menopausa, distúrbio menstrual e constrição da orofaringe.
Durante os estudos para o tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada, os seguintes eventos adversos foram relatados com o uso de Cymbalta (N=1.018):
Reação muito comum (= 10%): boca seca, náusea, fadiga6, tontura, dor de cabeça e sonolência13.
Reação comum (= 1% e < 10%): palpitações, visão borrada, midríase, constipação, diarreia, vômito, dispepsia, dor abdominal4, achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas hepáticas9, diminuição de apetite10, dor musculoesquelética12, tremor, parestesia14, insônia15, alteração do orgasmo16, diminuição da libido17, ansiedade, agitação18, bruxismo, sonhos anormais20, hesitação urinária, disúria, disfunção erétil, distúrbio da ejaculação21, alteração da frequência urinária, retardo na ejaculação, bocejo, hiperidrose, rubor22 e zumbido no ouvido.
Reação incomum (= 0,1% e < 1%): taquicardia, distúrbio visual, ressecamento ocular, gastroenterite, flatulência, sensação de anormalidade, sensação de frio, calafrio, mal-estar, aumento da pressão sanguínea8, aumento ou diminuição de peso, rigidez muscular11, contração muscular, distúrbio de atenção, letargia, disgeusia, discinesia, distúrbio do sono, apatia, disfagia, dor orofaríngea, constrição da orofaringe, suores noturnos, extremidades frias, vertigem, disfunção sexual, dor testicular, espasmo muscular, prurido e poliúria.
Reação rara (. 0,01% e < 0,1%): dor de ouvido, desorientação19, mioclonia, laringite, gastrite, sensação de calor, suor frio, hipotensão ortostática, desidratação, dermatite de contato, odor urinário anormal, retenção urinária, sede e halitose.
Eventos não relatados: hipotireoidismo, eructação, estomatite, hemorragia gastrointestinal5, maior tendência à contusão, quedas7, aumento do colesterol sanguíneo, noctúria, sintomas de menopausa, distúrbio menstrual, reações de fotossensibilidade, distúrbio da marcha, baixa qualidade do sono e diminuição do fluxo urinário.

A seguir são descritos os eventos adversos provenientes de estudos clínicos com
Cymbalta para todas as indicações1 (N=12.722):

Reação muito comum (. 10%): boca seca, náusea e dor de cabeça.
Reação comum (= 1% e < 10%): palpitações, visão borrada, diarreia, constipação, vômito, dispepsia, flatulência, dor abdominal4, fadiga6, diminuição de peso, diminuição do apetite10, dor musculoesquelética12, tontura, letargia, sonolência13, tremor, disgeusia, parestesia14, insônia15, alteração do orgasmo16, retardo na ejaculação, distúrbio de ejaculação21, diminuição da libido17, disfunção erétil, ansiedade, distúrbio do sono, agitação18, bocejo, hiperidrose, alteração da frequência urinária, rubor22, dor orofaríngea, prurido, espasmo muscular, aumento da pressão sanguínea8 e sonhos anormais20.
Reação incomum (= 0,1% e < 1%): vertigem, calafrio, ressecamento ocular, hemorragia
gastrointestinal5, taquicardia, dor de ouvido, zumbido no ouvido, midríase, distúrbio visual, eructação, gastroenterite, halitose, gastrite, quedas7, sensação de anormalidade, sensação de frio, sensação de calor, disfagia, mal-estar, sede, laringite, achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas hepáticas9, aumento de peso, desidratação, rigidez muscular11, maior tendência à contusão, contração muscular, distúrbio da atenção, discinesia, baixa qualidade do sono, bruxismo, desorientação19, apatia, noctúria, hesitação urinária, retenção urinária, disúria, poliúria, dor testicular, sintomas da menopausa, disfunção sexual, constrição da orofaringe, suores noturnos, reação de fotossensibilidade, suor frio, dermatite de contato, extremidades frias, hipotensão ortostática e diminuição do fluxo urinário.
Reação rara (. 0,01% e < 0,1%): hipotireoidismo, estomatite, distúrbio da marcha, mioclonia, odor urinário anormal, distúrbio menstrual e aumento do colesterol sanguíneo.

Legenda:
1. Esta categoria contém dados agrupados de estudos placebo-controlados interrompidos em 19 de outubro de 2011. Estes incluem estudos para indicações aprovadas e para outras condições que estão sendo estudadas.
2. Inclui estresse, desejo e incontinência urinária.
3. Inclui estudos para dor lombar crônica e estudos para osteoartrite.
4. Inclui dor abdominal na região superior, dor abdominal na região inferior, sensibilidade abdominal, desconforto abdominal e dor gastrointestinal.
5. Também inclui diarreia hemorrágica, hemorragia gastrointestinal inferior, hematêmese, hematoquezia, hemorragia hemorroidal, melena, hemorragia retal e úlcera.
6. Também inclui astenia.
7. Quedas foram mais comuns em pacientes idosos (= 65 anos).
8. Inclui aumento da pressão sanguínea sistólica, aumento da pressão sanguínea diastólica, hipertensão sistólica, hipertensão diastólica, crise hipertensiva, hipertensão essencial e hipertensão.
9. Inclui aumento da alanina aminotransferase, aumento da enzima hepática, aumento da aspartato aminotransferase, teste de função hepática anormal, aumento da gama-glutamiltransferase, aumento da fosfatase alcalina sanguínea, enzima hepática anormal e aumento da bilirrubina sanguínea.
10. Inclui anorexia. Listado previamente sob anorexia e diminuição do apetite.
11. Inclui rigidez musculoesquelética.
12. Inclui mialgia e dor no pescoço.
13. Também inclui hipersonia e sedação.
14. Inclui hipoestesia, hipoestesia facial, hipoestesia genital e parestesia oral.
15. Também inclui insônia moderada, insônia terminal e insônia inicial.
16. Também inclui anorgasmia.
17. Também inclui perda da libido.
18. Também inclui sensação de tremor, nervosismo, cansaço, tensão e hiperatividade psicomotora.
19. Inclui estado de confusão.
20. Inclui pesadelos.
21. Também inclui falha na ejaculação.
22. Também inclui fogachos.

A seguinte lista de eventos indesejáveis (reações adversas) é baseada em Relatos Espontâneos Pós-lançamento e correspondem à frequência de relatos fornecidos:

Reação rara (= 0,01% e < 0,1%): erupção cutânea, alucinações e retenção urinária.
Reação muito rara (< 0,01%): zumbido no ouvido após interrupção do tratamento, glaucoma, hepatite e icterícia, reação anafilática, aumento da alanina aminotransferase, aumento da fosfatase alcalina, aumento da aspartato aminotransferase, aumento da bilirrubina, hiponatremia, hiperglicemia (relatada especialmente em pacientes diabéticos), edema angioneurótico, síndrome de Stevens-Johnson, urticária, contusão, equimose, síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, arritmia supraventricular, hipersensibilidade, trismo, distúrbios extrapiramidais, parestesia (incluindo sensação de choque elétrico) devido à descontinuação do tratamento, síndrome das pernas inquietas, convulsões após a descontinuação do tratamento, síndrome serotoninérgica, convulsões, mania, agressão e raiva (particularmente no início do tratamento ou após a descontinuação do tratamento), sangramento ginecológico, galactorreia, hiperprolactinemia, crises hipertensivas, hipotensão ortostática e síncope (sendo estes dois últimos especialmente no início do tratamento).
Controle da glicemia: Em três estudos clínicos de Cymbalta no tratamento da dor neuropática periférica diabética, a duração média da história de diabetes nos pacientes era de aproximadamente 12 anos, a glicemia basal média em jejum foi de 176 mg/dL e a hemoglobina glicada Hba1c basal média foi de 7,81%. Nas 12 semanas de tratamento da fase aguda desses estudos, foi observado um pequeno aumento da glicemia de jejum em pacientes tratados com Cymbalta. A hemoglobina glicada Hba1c foi estável em pacientes tratados com Cymbalta e pacientes tratados com placebo. Na fase de extensão desses estudos, que durou até 52 semanas, houve um aumento na Hba1c no grupo tratado com Cymbalta e no grupo de tratamento de rotina, mas o aumento médio foi 0,3% maior no grupo tratado com Cymbalta.
Também houve um pequeno aumento na glicemia em jejum e no colesterol total em pacientes tratados com Cymbalta, enquanto seus testes laboratoriais mostraram uma pequena diminuição no grupo de rotina.
Sintomas da descontinuação foram relatados quando a duloxetina foi interrompida. Nos estudos clínicos, a maioria dos sintomas normalmente relatados após a descontinuação abrupta ou gradual da duloxetina incluíram tontura, náusea, dor de cabeça, parestesia, fadiga6, vômito, irritabilidade, pesadelos, insônia, diarreia, ansiedade, hiperidrose, vertigem, sonolência e mialgia.
Alterações laboratoriais: Em estudos clínicos placebo-controlados, o tratamento com
Cymbalta foi associado com pequenos aumentos médios nos valores de TGP (ALT), TGO (AST), CK (CPK) e fosfatase alcalina. Adicionalmente, o tratamento com Cymbalta foi associado a alterações pouco frequentes, discretas e transitórias nos exames descritos acima quando comparados ao placebo.
Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância
Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Cymbalta - Posologia

Modo de uso: Cymbalta deve ser administrado por via oral, independentemente das
refeições.

Não administrar mais que a quantidade total de Cymbalta recomendada para períodos de 24 horas. Caso o paciente se esqueça de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que lembrar.
Entretanto, se for quase a hora da próxima dose, o paciente deverá pular a dose esquecida e tomar imediatamente a dose planejada.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Tratamento Inicial
- Transtorno Depressivo Maior
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Para alguns pacientes pode ser conveniente iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir que os pacientes adaptem-se à medicação, antes de aumentar a dose para 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Alguns pacientes podem se beneficiar de doses acima da dose recomendada de 60 mg, uma vez ao dia, até uma dose máxima de 120 mg por dia, administrada em duas tomadas diárias. Não há evidências de que doses acima de 60 mg confiram benefícios adicionais. A segurança de doses acima de 120 mg não foram adequadamente avaliadas.

- Dor Neuropática Periférica Diabética
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Não há evidência de que doses acima de 60 mg confiram benefícios adicionais significativos e a dose mais alta é claramente menos bem tolerada. Para pacientes cuja tolerabilidade seja uma preocupação, uma dose inicial mais baixa pode ser considerada.

- Fibromialgia
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Para alguns pacientes pode ser conveniente iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir que os pacientes adaptem-se à medicação, antes de aumentar a dose para 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Não há evidência que doses maiores que 60 mg/dia confiram benefícios adicionais, mesmo em pacientes que não respondem a uma dose de 60 mg e doses mais altas estão associadas a uma taxa maior de reações adversas.
Estados de Dor Crônica Associados à Dor Lombar Crônica e a Dor devido à Osteoartrite de Joelho
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Para alguns pacientes pode ser conveniente iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir que os pacientes adaptem-se à medicação, antes de aumentar a dose para 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Alguns pacientes podem se beneficiar de doses acima da dose recomendada de 60 mg, uma vez ao dia, até uma dose máxima de 120 mg ao dia.

- Transtorno de Ansiedade Generalizada
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Para alguns pacientes pode ser conveniente iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir que os pacientes se adaptem à medicação, antes de aumentar a dose para 60 mg, administrada uma vez ao dia. Embora tenha sido mostrado que uma dose diária de 120 mg é eficaz, não há evidências de que doses superiores a 60 mg/dia confiram benefícios adicionais. No entanto, nos casos em que a decisão tomada seja de aumentar a dose acima de 60 mg, uma vez ao dia, o aumento da dose deve ser em incrementos de 30 mg, uma vez ao dia. A segurança de doses acima de 120 mg, uma vez ao dia não foi adequadamente avaliada.

Tratamento Prolongado/Manutenção/Continuação
- Transtorno Depressivo Maior

É consenso que os episódios agudos do transtorno depressivo maior necessitam de uma terapia farmacológica de manutenção, geralmente por vários meses ou mais longa. Cymbalta deve ser administrado em uma dose total de 60 mg, uma vez ao dia. Os pacientes devem ser periodicamente reavaliados para determinar a necessidade da manutenção do tratamento com Cymbalta e a dosagem apropriada para tal.
Dor Neuropática Periférica Diabética
A eficácia de Cymbalta deve ser avaliada individualmente, já que a progressão da neuropatia periférica diabética é bastante variável e o controle da dor é empírico. A eficácia de Cymbalta não foi avaliada sistematicamente em estudos placebo-controlados por períodos superiores a 12 semanas.

- Fibromialgia
A fibromialgia é reconhecida como uma condição crônica. A eficácia de Cymbalta no tratamento da fibromialgia foi demonstrada em estudos placebo-controlados por até 3 meses. A eficácia de Cymbalta não foi demonstrada em estudos mais longos; entretanto, o tratamento contínuo deve ser baseado na resposta individual do paciente.
Estados de Dor Crônica Associados à Dor Lombar Crônica e a Dor devido à Osteoartrite de Joelho
A eficácia de Cymbalta não foi estabelecida em estudos placebo-controlados além de 13 semanas.

- Transtorno de Ansiedade Generalizada
É comumente aceito que o transtorno de ansiedade generalizada requer terapias farmacológicas por vários meses ou até tratamentos mais longos. A manutenção da eficácia do tratamento do TAG foi estabelecida com o uso de Cymbalta como monoterapia. Cymbalta deve ser administrado numa dose de 60-120 mg, uma vez ao dia. Os pacientes devem ter acompanhamento médico periódico, para assim avaliar se a terapia deve continuar e em qual dosagem.

- Interrupção do Tratamento
Foram relatados sintomas associados à interrupção do tratamento com Cymbalta, tais como náusea, tontura, dor de cabeça, fadiga, parestesia, vômito, irritabilidade, pesadelos, insônia, diarreia, ansiedade, hiperidrose, vertigem, sonolência e mialgia. Os pacientes devem ser monitorados em relação a estes sintomas quando se optar pela interrupção do tratamento.
Quando o tratamento com Cymbalta precisar ser interrompido é recomendável que se faça uma redução gradual de sua dose (devendo ser reduzida pela metade ou administrada em dias alternados) por um período, de no mínimo, 2 semanas antes da interrupção completa do tratamento. O regime ideal a ser seguido deverá levar em consideração as características individuais, tais como a duração do tratamento, dose no momento da interrupção, dentre outros.
Se após a diminuição da dose de Cymbalta, ou sua suspensão, surgirem sintomas intoleráveis, deve-se considerar retornar à dose de Cymbalta usada antes dos sintomas serem descritos. Posteriormente, a interrupção poderá ser novamente instituída, mas com uma diminuição mais gradual da dose.

- Populações Especiais
Dose para Pacientes com Insuficiência Renal: Cymbalta não é recomendado para pacientes com doença renal em fase terminal (necessitando de diálise) ou com disfunção renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/min). Entretanto, em situações em que houver uma avaliação médica criteriosa e os benefícios do tratamento com Cymbalta justificarem os potenciais riscos para pacientes com insuficiência renal clinicamente significativa, recomenda-se uma dose inicial de 30 mg de Cymbalta, administrada uma vez ao dia (ver CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS e ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
- Dose para Pacientes com Insuficiência Hepática: Não é recomendada a administração de Cymbalta em pacientes com insuficiência hepática. Entretanto, em situações em que houver uma avaliação médica criteriosa e os benefícios do tratamento com Cymbalta justificarem os potenciais riscos para pacientes com disfunção hepática clinicamente significativa
(principalmente com relação a pacientes com cirrose), uma dose mais baixa e menosfrequente de Cymbalta deverá ser considerada (ver CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS e ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
- Dose para Pacientes Idosos: Nenhum ajuste de dose é recomendado para pacientes idosos com base na idade.
- Dose para Pacientes Pediátricos: Cymbalta não é indicado para uso em pacientes menores de 18 anos.

Superdosagem

Experiência em humanos: Nos estudos clínicos foram relatados casos de ingestão aguda acima de 3.000 mg de duloxetina administrada isoladamente ou em combinação com outras drogas.
Não foi relatado nenhum caso com êxito letal. No entanto, em experiências pós-lançamento, casos fatais foram relatados para doses agudas, primariamente com superdoses misturadas, mas também com duloxetina isolada, para doses baixas como de aproximadamente 1.000 mg. Sinais e sintomas de superdose (duloxetina isolada ou com drogas misturadas) incluem sonolência, coma, síndrome serotoninérgica, convulsões, vômito e taquicardia.
Experiência em animais: Nos estudos em animais, os principais sinais de toxicidade com superdose estavam relacionados a manifestações dos sistemas nervoso central e gastrointestinal, incluindo tremores, convulsões crônicas, ataxia, vômito e diminuição do apetite.
Tratamento da superdose: Não há antídoto específico para Cymbalta. Porém, se a síndrome serotoninérgica persistir, um tratamento específico (tal como ciproeptadina e/ou controle de temperatura) pode ser considerado. No caso de superdose aguda, o tratamento deve consistir daquelas medidas gerais empregadas no manejo da superdose com qualquer droga. São recomendados o estabelecimento de ventilação e oxigenação das vias aéreas adequadas e monitoramento dos sinais vitais e cardíacos, junto com medidas de suporte e sintomáticas apropriadas. Indução de vômito não é recomendada. Lavagem gástrica pode ser indicada se realizada logo após a ingestão ou em pacientes sintomáticos. Carvão ativado pode ser útil para diminuir a absorção. Diurese forçada, diálise, hemoperfusão, suporte dialítico e transfusão provavelmente não serão benéficas, uma vez que Cymbalta tem grande volume de distribuição.
No tratamento da superdose, considerar a possibilidade do envolvimento de múltiplas drogas.
Cuidado específico envolve os pacientes que estão tomando ou tomaram recentemente
Cymbalta e possam ter ingerido quantidade excessiva de um antidepressivo tricíclico. Neste caso, o acúmulo do antidepressivo tricíclico e/ou dos seus metabólitos ativos pode aumentar a possibilidade de sequelas clinicamente significativas e estender o tempo necessário de observação clínica cuidadosa (ver INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Características farmacológicas

Descrição: Cymbalta, cloridrato de duloxetina, é um inibidor da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). É apresentado em forma de cápsulas de liberação retardada para administração oral. Seu nome químico é cloridrato de (+)-(S)-N-metil-.-(1-naftaleniloxi)-2-tiofenopropanamina. A fórmula empírica é C18H19NOS•HCl, que corresponde a um peso molecular de 333,88. É um sólido branco a branco levemente acastanhado e levemente solúvel em água.

- Propriedades Farmacológicas
Mecanismo de Ação: O mecanismo de ação presumido de Cymbalta no tratamento da depressão está ligado à inibição da recaptação neuronal de serotonina e de noradrenalina, resultando em um aumento na neurotransmissão destas substâncias no sistema nervoso central.
Acredita-se que a ação de inibição da dor proporcionada por Cymbalta seja resultado da potenciação das vias descendentes inibitórias de dor no sistema nervoso central.
Cymbalta é um inibidor potente da recaptação de serotonina e de noradrenalina, apresentando afinidade fraca pelos transportadores que promovem a recaptação de dopamina.
Além disso, tem baixa ou nenhuma afinidade por receptores dopaminérgicos, histaminérgicos, colinérgicos e adrenégicos. Em estudos pré-clínicos, Cymbalta aumentou os níveis extracelulares de serotonina e de noradrenalina, de forma dose-dependente, em várias áreas do cérebro de animais.
Estudos neuroquímicos e comportamentais em animais mostraram um aumento da
neurotransmissão tanto de serotonina quanto de noradrenalina no sistema nervoso central.
Cymbalta também normalizou o limiar de dor em diversos modelos pré-clínicos de dor inflamatória e dor neuropática, além de atenuar o comportamento da dor em um modelo de dor persistente.

- Farmacocinética
Absorção: Em humanos, Cymbalta é bem absorvido quando administrado por via oral e sua concentração plasmática máxima (Cmáx) ocorre 6 horas após sua administração. Quando administrado com alimento, o pico de concentração é atingido em 6 a 10 horas, ocorrendo também uma discreta diminuição na absorção (aproximadamente 11%). Observa-se um atraso de 3 horas na absorção e um aumento de um terço no clearance aparente da duloxetina após uma dose vespertina, quando comparada à dose matinal.
Distribuição: O volume de distribuição aparente de Cymbalta é de aproximadamente 1.640 litros. A duloxetina encontra-se altamente ligada (> 90%) às proteínas plasmáticas, principalmente à albumina e à glicoproteína .1-ácida. A ligação proteica não é afetada pelas insuficiências renal ou hepática.
Metabolismo: Cymbalta é extensivamente metabolizado e seus metabólitos são excretados principalmente na urina. As principais vias de biotransformação da duloxetina envolvem a oxidação do anel naftil, seguida por conjugação e posterior oxidação. Tanto CYP2D6 quanto
CYP1A2 catalisam a formação dos dois principais metabólitos da duloxetina, o conjugado glucuronídeo da 4-hidróxi duloxetina e o sulfato conjugado da 5-hidróxi-6-metóxi duloxetina. Os metabólitos circulantes não são farmacologicamente ativos.

Excreção: A meia-vida de eliminação da duloxetina é de 12,1 horas e o clearance plasmático é de 101 L/h. A maior parte de Cymbalta (70%) é recuperada na urina na forma de metabólitos e aproximadamente 20% são recuperados nas fezes.

- Farmacocinética em populações especiais
Sexo: Embora tenham sido identificadas diferenças farmacocinéticas entre homens e mulheres (clearance plasmático mais baixo em mulheres), a magnitude das alterações não foi suficiente para justificar um ajuste de dose baseado apenas no sexo.
Idade: Embora tenham sido identificadas diferenças farmacocinéticas entre mulheres de meia-idade e idosas (. 65 anos) [AUC (área sob a curva) é mais alta e a meia-vida é mais longa em mulheres idosas], a magnitude das alterações não foi suficiente para justificar um ajuste de dose baseado apenas na idade (ver POSOLOGIA).
Fumantes: A biodisponibilidade de Cymbalta parece ser cerca de um terço mais baixa em fumantes do que em não-fumantes. No entanto, não há necessidade de ajustes na dose para fumantes.
Insuficiência Renal: Análises farmacocinéticas populacionais sugerem que disfunção renal de leve a moderada (clearance de creatinina estimado de 30-80 mL/min) não tem interferência significativa sobre o clearance da duloxetina. Pacientes com doença renal em fase terminal, recebendo diálise intermitente, tiveram os valores de Cmáx e AUC da duloxetina duas vezes mais altos comparados com indivíduos sadios. A meia-vida de eliminação foi similar em todos os grupos.
Assim, Cymbalta não é recomendado para pacientes com doença renal em fase terminal (necessitando de diálise) ou com disfunção renal grave (clearance de creatinina < 30 mL/min).
Entretanto, em situações em que houver uma avaliação médica criteriosa e os benefícios do tratamento com Cymbalta justificarem os potenciais riscos para pacientes com insuficiência renal clinicamente significativa, uma dose mais baixa de Cymbalta deverá ser considerada (ver POSOLOGIA).
Doença Hepática Crônica/Insuficiência Hepática: Nos pacientes com cirrose, a meia-vida e o clearance da duloxetina são aproximadamente 15% menores do que em indivíduos saudáveis.
Não é recomendada a administração de Cymbalta em pacientes com insuficiência hepática.
Entretanto, em situações em que houver uma avaliação médica criteriosa e os benefícios do tratamento de Cymbalta justificarem os potenciais riscos para pacientes com disfunção hepática clinicamente significativa, uma dose mais baixa de Cymbalta deverá ser considerada (ver POSOLOGIA).

Resultados de eficácia

- Transtorno Depressivo Maior
A eficácia de Cymbalta no tratamento do transtorno depressivo maior (DSM-IV) foi estabelecida em quatro estudos randomizados, duplo-cegos, placebo-controlados e com dose fixa em pacientes adultos em tratamento ambulatorial (18 a 83 anos). Em dois estudos, os pacientes foram randomizados para receber Cymbalta 60 mg, uma vez ao dia (N=123 e
N=128, respectivamente) ou para placebo (N=122 e N=139, respectivamente), por 9 semanas.
No terceiro estudo, os pacientes foram randomizados para receber Cymbalta 20 ou 40 mg, duas vezes ao dia (N=86 e N=91, respectivamente) ou para placebo (N=89), por 8 semanas. No quarto estudo, os pacientes foram randomizados para receber Cymbalta 40 ou 60 mg, duas
vezes ao dia (N=95 e N=93, respectivamente) ou placebo (N=93), por 8 semanas.

Em todos os estudos, Cymbalta demonstrou superioridade sobre o placebo quanto à melhora na pontuação total da Escala de Hamilton de Avaliação da Depressão de 17 itens (HAMD-17).

A análise da relação entre o resultado do tratamento em pacientes de diferentes idades, sexo e raça, não sugeriram que estes parâmetros possam resultar em um padrão de resposta diferente nestes pacientes.

- Dor Neuropática Periférica Diabética
A eficácia de Cymbalta no tratamento da dor neuropática associada à neuropatia periférica diabética (NPD) foi estabelecida em dois estudos randomizados, duplo-cegos, placebo-controlados, com 12 semanas de duração e doses fixas, envolvendo pacientes adultos com diagnóstico de neuropatia diabética periférica há pelos menos 6 meses. Os dois estudos tiveram a participação de 791 pacientes, dos quais 592 (75%) completaram os estudos. Os pacientes participantes tinham diabetes mellitus tipo 1 ou 2, com diagnóstico de dor polineuropática sensório-motora distal e simétrica, há pelo menos 6 meses. Os pacientes tinham uma pontuação na dor ao início do estudo maior ou igual a 4 [escala de até 11 pontos, começando em zero (sem dores) até 10 (pior dor possível)]. Além de Cymbalta, foi permitida uma dose de até 4 g por dia de paracetamol, de acordo com a dor. Os pacientes registraram suas dores todos os dias em um diário.

Os dois estudos compararam uma dose diária de Cymbalta 60 mg/dia ou 120 mg/dia (60 mg, duas vezes ao dia) com placebo. Além disso, o estudo 1 comparou também Cymbalta 20 mg com placebo. Um total de 457 pacientes (Cymbalta N=342 e placebo N=115) participaram do estudo 1 e um total de 334 pacientes (Cymbalta N=226 e placebo N=108) participaram do estudo 2. O tratamento com Cymbalta 60 mg, uma ou duas vezes ao dia, diminuiu de forma estatisticamente significativa a pontuação média inicial da dor e aumentou a proporção de pacientes com uma redução de pelo menos 50% na pontuação média da dor, do início ao final do estudo. Alguns pacientes apresentaram uma diminuição da dor logo na primeira semana, a qual persistiu durante todo o estudo.

- Fibromialgia
A eficácia de Cymbalta no tratamento de pacientes com fibromialgia foi estabelecida em dois estudos randomizados, duplo-cegos, placebo-controlados, com doses fixas em pacientes adultos diagnosticados portadores de fibromialgia que preencheram os critérios da American College of Rheumatology (ACR) (pacientes com histórico de dor generalizada há 3 meses, em 11 ou mais dos 18 lugares estabelecidos no corpo). O estudo 1 teve 3 meses de duração e envolveu apenas pacientes do sexo feminino. O estudo 2 teve 6 meses de duração e envolveu pacientes dos sexos feminino e masculino. Aproximadamente 25% dos participantes tinham diagnóstico de comorbidade com transtorno depressivo maior (TDM). Os estudos 1 e 2 envolveram 874 pacientes, sendo que 541 (62%) completaram os estudos. Os pacientes tinham uma pontuação na dor de 6,5 numa escala de dor de 11 pontos, sendo 0 (sem dores) e 10 (a pior dor possível).

Os dois estudos compararam Cymbalta 60 mg/dia (1 vez ao dia) ou 120 mg/dia
(administrado em doses divididas no estudo 1 e em dose única no estudo 2) com placebo. O estudo 2 também comparou Cymbalta 20 mg com placebo durante os três primeiros meses de um estudo de seis meses. O estudo 1 contou com 354 pacientes (Cymbalta N=234 e placebo N=120) e o estudo 2, com 520 pacientes (Cymbalta N=376 e placebo N=144), sendo 5% homens e 95% mulheres. O tratamento com as dosagens de Cymbalta de 60 mg ou 120 mg diários, resultou em um aumento estatisticamente significativo na diminuição da dor, com redução de pelo menos 50% na pontuação do índice de dor. A redução foi observada tanto nos pacientes com TDM, quanto nos que não apresentavam esta patologia. Pacientes que não completaram o estudo não tiveram melhora no índice de dor. Alguns pacientes declararam melhora já na primeira semana, e esta persistiu durante o estudo. Nenhum estudo demonstrou vantagem em dosagens maiores de 60 mg.

Estados de Dor Crônica Associados à Dor Lombar Crônica ou Dor Devido à Osteoartrite de Joelho

A eficácia de Cymbalta no tratamento de dor devido à osteoartrite de joelho foi avaliada em dois estudos clínicos duplo-cegos, randomizados, placebo-controlados e com duração de 13 semanas (Estudo OA-1 e Estudo OA-2). Todos os pacientes em ambos os estudos preenchiam os critérios clínicos e radiográficos da American College of Rheumatology (ACR) para a classificação da osteoartrite idiopática do joelho. A randomização foi estratificada com base no perfil de uso de anti-inflamatórios não estereoidais (AINEs) pelos pacientes.
Os pacientes tratados com Cymbalta, nos dois estudos, iniciaram o tratamento com 30 mg de Cymbalta, uma vez ao dia, durante uma semana. Após uma semana, aumentou-se a dose de Cymbalta para 60 mg, uma vez ao dia. Após sete semanas de tratamento com Cymbalta 60 mg, uma vez ao dia, no estudo OA-1, os pacientes que toleraram Cymbalta 60 mg/dia e com redução da dor menor que 30% passaram a receber 120 mg.
Já no estudo OA-2, todos os pacientes (independente da resposta ao tratamento de sete semanas) foram re-randomizados a continuar recebendo 60 mg de Cymbalta, uma vez ao dia ou a aumentarem a dose para 120 mg, uma vez ao dia, no restante do estudo. Os pacientes tratados com placebo em ambos estudos (OA-1, OA-2) receberam placebo durante todo o estudo. Nos dois estudos, as análises de eficácia foram realizadas com dados de pacientes que receberam Cymbalta 60 mg ou 120 mg, uma vez ao dia, por 13 semanas e comparados a grupos de pacientes que receberam placebo durante todo o tratamento.
Estudo OA-1: envolveu 256 pacientes (Cymbalta N=128 e placebo N=128), tendo 204 (80%) completado o estudo. Os pacientes tinham uma pontuação média de 6 pontos em uma escala de dor de 0 (sem dor) a 10 (pior dor possível). Após 13 semanas de tratamento, pacientes tomando Cymbalta tiveram redução significativa da dor. As análises do subgrupo não apresentaram diferenças nos resultados do tratamento em função do uso de AINEs.
Estudo OA-2: envolveu 231 pacientes (Cymbalta N=111 e placebo N=120) e 173 (75%) completaram o estudo. Os pacientes tinham uma pontuação média de 6 pontos em uma escala de dor de 0 (sem dor) a 10 (pior dor possível). Após 13 semanas de tratamento, os pacientes tomando Cymbalta não mostraram redução significativa da dor.

- Dor lombar crônica
A eficácia de Cymbalta no tratamento da dor lombar crônica foi estabelecida em dois estudos duplo-cegos, placebo-controlados, randomizados, com duração de 13 semanas (Estudo CLBP-1 e Estudo CLBP-2), e um estudo com duração de 12 semanas (CLBP-3). CLBP-1 e CLBP-3 demonstraram a eficácia de Cymbalta no tratamento da dor lombar crônica.
Pacientes em todos os estudos não tinham sinais de radiculopatia ou estenose espinal.
Estudo CLBP-1: envolveu 236 pacientes adultos (Cymbalta N=115 e placebo N=121), sendo que 182 (77%) completaram as 13 semanas de tratamento. Após sete semanas de tratamento, pacientes em uso de Cymbalta que toleraram uma dose de 60 mg/dia ou com menos de 30% de redução média da dor, tiveram sua dose de Cymbalta aumentada para 120 mg, uma vez ao dia, de modo duplo-cego, durante o restante do estudo. Os pacientes tinham uma pontuação média de 6 pontos em uma escala de dor de 0 (sem dor) a 10 (pior dor possível).
Após 13 semanas de tratamento, pacientes em uso de Cymbalta 60-120 mg diariamente, tiveram uma redução significativa da dor comparados ao grupo placebo. A randomização foi feita com base no uso de AINEs pelos pacientes. As análises do subgrupo não apresentaram diferenças nos resultados do tratamento em função do uso de AINEs.
Estudo CLBP-2: 404 pacientes foram randomizados e receberam doses fixas correspondentes de Cymbalta ou placebo diariamente (Cymbalta 20 mg N=59, Cymbalta 60 mg N=116, Cymbalta 120 mg N=112 e placebo N=117) e 267 (66%) completaram as 13 semanas de estudo. Após 13 semanas de tratamento, nenhuma das três doses de Cymbalta demonstrou diferenças estatisticamente significativas na redução da dor, comparadas com placebo.
Estudo CLBP-3: 401 pacientes foram randomizados e receberam doses fixas de 60 mg de Cymbalta ou placebo diariamente (Cymbalta N=198 e placebo N=203) e 303 (76%) completaram o estudo. Os pacientes tinham uma pontuação média de 6 pontos em uma escala de dor de 0 (sem dor) a 10 (pior dor possível). Após 12 semanas de tratamento, pacientes em uso de Cymbalta 60 mg, uma vez ao dia, demonstraram diferenças significativas na redução da dor, comparadas com placebo.

- Transtorno de ansiedade generalizada
A eficácia de Cymbalta no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) foi estabelecida em um estudo randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, com doses fixas, e em dois estudos randomizados, duplo-cegos, placebo-controlados com doses flexíveis, em pacientes adultos entre 18 e 83 anos de idade que preencheram os critérios do DSM-IV para TAG.
Em um dos estudos de dose flexível e no estudo de dose fixa, a dose inicial foi de 60 mg, sendo possível diminuir a dose inicial para 30 mg, uma vez ao dia por razões de tolerabilidade, antes de aumentá-la novamente para 60 mg, uma vez ao dia. Quinze por cento dos pacientes tiveram a dose diminuída. Um estudo de dose flexível teve uma dose inicial de 30 mg, uma vez ao dia por 1 semana antes de aumentar a dose para 60 mg, uma vez ao dia.
Os dois estudos de dose flexível envolveram titulações de dose com Cymbalta entre 60 mg ao dia e 120 mg, uma vez ao dia (N=168 e N=162) comparadas ao placebo (N=159 e N=161) por um período de tratamento de 10 semanas. A dose média para os pacientes que completaram o estudo foi de 104,75 mg/dia. O estudo de dose fixa avaliou doses de Cymbalta 60 mg, uma vez ao dia (N=168) e 120 mg, uma vez ao dia (N=170) comparadas ao placebo (N=175), por um período de tratamento de 9 semanas. Embora uma dose de 120 mg/dia tenha sido eficaz, não há evidências de que doses superiores a 60 mg/dia confiram benefícios adicionais.
Nos três estudos, Cymbalta demonstrou superioridade sobre o placebo, conforme avaliado na melhora da pontuação total da Escala de Ansiedade de Hamilton (HAM-A) e pela pontuação de Prejuízo Funcional Global da Escala de Incapacidade de Sheehan (SDS). A escala SDS é uma escala amplamente utilizada e bem validada, que mede a extensão em que os sintomas emocionais perturbam o funcionamento do paciente em três domínios da vida: trabalho/escola, vida social/atividades de lazer e vida familiar/responsabilidades domésticas.
As análises dos subgrupos não indicaram qualquer diferença nos resultados do tratamento em função de idade ou sexo.

Armazenagem

Cymbalta deve ser armazenado à temperatura ambiente (15 a 30ºC), mantido em sua embalagem até o momento do uso, protegido do calor, luz e da umidade. O produto tem validade de 24 meses, quando conservado dessa forma.
Cymbalta 30 mg apresenta-se na forma de cápsula, com tampa azul, contendo gravação “9543” em tinta verde e corpo branco com gravação “30 mg” em tinta reativa verde.
Cymbalta 60 mg apresenta-se na forma de cápsula, com tampa azul, contendo gravação “9542” em tinta branca e corpo verde com gravação “60 mg” em tinta reativa branca.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o medicamento.
Todo medicamento deve se mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

REGISTRO MS – 1.1260.0164
Farm. Resp.: Márcia A. Preda – CRF-SP Nº 19189

Fabricado por:
ELI LILLY AND COMPANY – Indianápolis – EUA

Embalado e Registrado por:
ELI LILLY DO BRASIL LTDA.
Av. Morumbi, 8264 – São Paulo, SP
CNPJ 43.940.618/0001-44
Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Só pode ser vendido com retenção da receita.

Esse produto é controlado pela Portaria no 344 de 12/05/1998 – Lista C1.

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 14/01/2013

Cymbalta - Bula para o Paciente

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

Cymbalta é indicado para o tratamento da depressão. Cymbalta é eficaz na manutenção da melhora clínica durante o tratamento contínuo, por até seis meses, em pacientes que apresentaram resposta ao tratamento inicial.

Cymbalta é indicado para o tratamento de:
- transtorno depressivo maior;
- dor neuropática periférica diabética;
- fibromialgia (FM) em pacientes com ou sem transtorno depressivo maior (TDM);
- estados de dor crônica associados à dor lombar crônica;
- estados de dor crônica associados à dor devido à osteoartrite de joelho (doença articular
degenerativa) em pacientes com idade superior a 40 anos e
- transtorno de ansiedade generalizada.

Transtorno de ansiedade generalizada é definido como ansiedade e preocupação excessivas,
presentes na maioria dos dias, por pelo menos seis meses. A ansiedade e preocupação
excessivas devem ser difíceis de controlar e devem causar prejuízo as suas funções diárias.
Deve estar associado a três dos seis sintomas seguintes: inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele, ficar facilmente cansado, dificuldade em concentrar-se ou sensações de “branco” na mente, irritabilidade, tensão muscular e perturbação do sono.

COMO ESSE MEDICAMENTO FUNCIONA?

Cymbalta é um medicamento da classe dos inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina.

Cymbalta é um medicamento antidepressivo que age no sistema nervoso central (SNC),
proporcionando melhora de:
- sintomas depressivos em pacientes com transtorno depressivo maior;
- sintomas dolorosos em pacientes com neuropatia diabética [doença que provoca lesão dos
nervos devido aos altos níveis de glicose (açúcar) no sangue];
- sintomas dolorosos em pacientes com fibromialgia [doença que provoca dor muscular e fadiga (cansaço)];
- sintomas dos estados de dor crônica associados à dor lombar crônica;
- sintomas dos estados de dor crônica associados à dor devido à osteoartrite de joelho (doença
articular degenerativa) em pacientes com idade superior a 40 anos e
- sintomas ansiosos em pacientes com transtorno de ansiedade generalizada.

A absorção (ou início da ação) de Cymbalta, pela via oral, ocorre 6 horas após a administração do medicamento. Quando Cymbalta é administrado com alimento, esta absorção ocorre entre 6 a 10 horas. Quando o medicamento é administrado à tarde, observa-se um atraso de 3 horas na sua absorção. Esse atraso não ocorre quando o medicamento é tomado no período da manhã.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Cymbalta não deve ser tomado por pacientes que sejam alérgicos ao cloridrato de
duloxetina ou a qualquer ingrediente do medicamento.
Cymbalta não deve ser tomado por pacientes que estejam utilizando uma droga inibidora da
monoaminoxidase (IMAO) como PARNATE® (sulfato de tranilcipromina) e AURORIX®
(moclobemida) ou tiverem parado de tomar um IMAO nos últimos 14 dias. O uso de
Cymbalta com um IMAO pode causar efeitos colaterais graves ou provocar risco à vida.
Não tomar um IMAO por, pelo menos, 5 dias após a interrupção do tratamento com
Cymbalta. Pergunte ao seu médico se algum medicamento que você usa é desta classe.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Advertências e Precauções
Todos os pacientes submetidos ao tratamento com antidepressivos para qualquer indicação devem ser monitorados adequadamente e observados quanto à piora clínica, tentativa de suicídio e alterações notáveis de comportamento, especialmente durante os primeiros meses de tratamento com a droga ou nos momentos de alterações de dose, sejam aumentos ou diminuições da mesma.
Dessa forma, tanto familiares quanto responsáveis por pacientes que estiverem utilizando antidepressivos para o tratamento do transtorno depressivo maior ou outras indicações
(psiquiátricas ou não psiquiátricas), devem ser alertados sobre a necessidade de monitoramento desses pacientes quanto ao aparecimento de agitação, irritabilidade, alterações incomuns de comportamento, tentativa de suicídio e relatarem tais sintomas imediatamente ao médico.
Portanto, este monitoramento deve incluir a observação diária dos pacientes por seus familiares ou responsáveis.
Cymbalta deve ser administrado com cautela nas seguintes situações: pacientes com mais de 65 anos, pacientes com histórico de mania, pacientes com histórico de convulsão e pacientes que apresentam um problema conhecido como glaucoma de ângulo fechado (pressão alta no olho).
Uso pediátrico: Cymbalta não é indicado para uso em pacientes menores de 18 anos.
Embora não tenha sido estabelecida relação causal de Cymbalta em induzir alguns efeitos, na análise de alguns estudos agrupados de antidepressivos em transtornos psiquiátricos, observou-se um aumento no risco de pensamentos e/ou comportamentos suicidas em pacientes pediátricos e adultos jovens (< 25 anos de idade) em comparação com o grupo placebo.
Uso geriátrico: Embora tenham sido identificadas diferenças nas respostas entre mulheres de meia-idade e idosas (. 65 anos), a importância das alterações não foi suficiente para justificar um ajuste de dose baseado apenas na idade (ver COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?).
Hiponatremia: Foram relatados muito raramente casos de hiponatremia (concentração de sódio no sangue menor que 110 mmol/L). A maioria dos casos ocorreu em pacientes idosos, especialmente quando houve histórico recente de alterações no balanço hídrico (desidratação) ou pré-disposição a ela. A hiponatremia pode estar presente sem sinais ou sintomas específicos, como tontura, fraqueza, náusea (vontade de vomitar), vômito, confusão mental, sonolência e letargia (sensação de lentidão de movimentos e raciocínio). Sinais e sintomas associados a casos mais graves incluíram episódios de síncopes (desmaio), quedas e estado apreensivo.
Avaliação de pacientes quanto ao Transtorno Bipolar: Um episódio de depressão maior pode ser indicação de um transtorno bipolar. Embora não haja estudos clínicos estabelecidos sobre o assunto, acredita-se que o tratamento de tais episódios com um antidepressivo isolado possa aumentar a probabilidade de antecipação de um episódio maníaco/misto em pacientes com risco para desenvolver o transtorno bipolar. Não se sabe se quaisquer dos sintomas acima descritos representam tal precipitação. Entretanto, antes de se iniciar o tratamento com um antidepressivo, os pacientes com sintomas para depressão devem ser adequadamente avaliados para determinar se os mesmos possuem risco para o transtorno bipolar, sendo que essa avaliação deve incluir um histórico detalhado do paciente, histórico familiar de suicídio, transtorno bipolar e depressão. Deve-se observar que Cymbalta não está aprovado para o tratamento de depressão bipolar.
Transtornos renais e hepáticos: Em estudos com pacientes com comprometimento severo nas funções renais (clearance de creatinina < 30 mL/min) ou hepáticas, observou-se um aumento na concentração plasmática de duloxetina. Por isso, neste grupo de pacientes, a dose inicial para o tratamento com Cymbalta deve ser mais baixa. Entretanto, em situações em que houver uma avaliação médica criteriosa e os benefícios do tratamento com Cymbalta justificarem os potenciais riscos para esses grupos de pacientes, uma dose mais baixa de Cymbalta deverá ser considerada (ver COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? Populações especiais).
Aumento da pressão sanguínea: Cymbalta está associado a um aumento da pressão sanguínea em alguns pacientes. Portanto, recomenda-se o monitoramento da pressão arterial em pacientes com hipertensão conhecida e/ou outra doença cardíaca e que estiverem sob tratamento com Cymbalta.
Elevações das enzimas do fígado: O tratamento com Cymbalta foi associado com o aumento de algumas enzimas presentes no fígado. Elevações graves das enzimas do fígado foram raramente relatadas, sendo que, em alguns casos, estiveram associadas ao uso excessivo de álcool ou à doença hepática preexistente. Portanto, Cymbalta deve ser usado com cautela neste grupo de pacientes.
Uso em pacientes com doenças concomitantes: Cymbalta não foi avaliado em pacientes com história recente de infarto do miocárdio ou doença cardíaca instável.
Sangramento anormal: Cymbalta, assim como outros inibidores seletivos e não seletivos da recaptação de serotonina, pode aumentar o risco de sangramentos, incluindo sangramentos gastrointestinais. Por isso, deve-se ter cuidado ao se administrar Cymbalta à pacientes que façam uso de anticoagulantes e/ou substâncias que afetem a coagulação (anti-inflamatórios não estereoidais – AINES) e à pacientes que tenham tendência a sangramentos.
Gravidez: Não houve estudos adequados e bem controlados de Cymbalta em mulheres grávidas. Por esta razão, este medicamento deve ser usado em gestantes somente se o benefício potencial justificar o risco para o feto. Sintomas de descontinuação (por ex.: hipotonia – flacidez muscular, tremor, nervosismo, dificuldade de alimentação, desconforto respiratório e convulsões) podem ocorrer no recém-nascido caso a mãe use Cymbalta próximo ao parto. A maioria dos casos ocorreu no nascimento ou poucos dias após.
Não há evidências de que Cymbalta cause má formação em fetos em estudos com animais.
Amamentação: Cymbalta é excretado no leite materno. Devido à segurança de
Cymbalta em crianças ser desconhecida, não é recomendável amamentar durante o tratamento com Cymbalta.
Trabalho de parto e no parto: O efeito de Cymbalta sobre o trabalho de parto e no parto em humanos é desconhecido. Cymbalta deve ser usado durante o trabalho de parto e no parto somente se o benefício justificar o risco potencial para o feto.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou amamentando sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas: Os pacientes usando Cymbalta devem ter cautela para operar maquinário e conduzir veículos até que tenham certeza que sua habilidade não foi afetada pelo medicamento, pois Cymbalta pode estar associado com efeitos indesejáveis, tais como sedação e tontura.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Síndrome Serotoninérgica: O desenvolvimento de uma síndrome serotoninérgica pode ocorrer com o uso de inibidores seletivos de recaptação de serotonina e com inibidores seletivos de recaptação de noradrenalina, incluindo o tratamento com Cymbalta, em particular com o uso concomitante de drogas serotoninérgicas (incluindo triptanos) e com drogas que prejudicam o metabolismo da serotonina (incluindo IMAOs).
Os sintomas da síndrome serotoninérgica podem incluir alterações no estado mental do paciente (por ex.: agitação, alucinações e coma), instabilidade autonômica [por ex.: taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), pressão sanguínea instável e hipertermia (aumento da temperatura corporal)], desvios neuromusculares (por ex.: hiper-reflexia e falta de coordenação) e/ou sintomas gastrointestinais [por ex.: náusea (vontade de vomitar), vômito e diarreia].
Portanto, aconselha-se cautela quando Cymbalta for coadministrado com outras drogas que possam afetar o sistema de neurotransmissores serotoninérgicos, tais como triptanos, linezolida, lítio, tramadol ou Erva de São João (Hypericum perforatum). Não é recomendado o uso concomitante de Cymbalta com outros inibidores seletivos de recaptação de serotonina (por ex.: fluoxetina e paroxetina), inibidores da recaptação da serotonina e da noradrenalina ou triptofano.
Houve raros relatos pós-lançamento de síndrome serotoninérgica com o uso de inibidores seletivos da recaptação de serotonina e um triptano. Se o tratamento concomitante de
Cymbalta com um triptano for clinicamente indicado, aconselha-se a observação cuidadosa do paciente, particularmente durante o início do tratamento e aumentos na dose.

Interações medicamentosas
Cymbalta deve ser administrado com cuidado àqueles pacientes que estiverem sob tratamento com qualquer um dos medicamentos descritos a seguir: antidepressivos tricíclicos (ATCs), inibidores da enzima CYP1A2 (por ex.: fluvoxamina e antibióticos a base de
quinolona), medicamentos metabolizados pela enzima CYP2D6 (por ex.: desipramina e
tolterodina), inibidores da enzima CYP2D6 (por ex.: paroxetina e inibidores seletivos da
recaptação de serotonina), medicamentos com atividade serotoninégica (por ex.: ISRS, IRSN,
triptanos ou tramadol), medicamentos com ação no sistema nervoso central e medicamentos que sejam altamente ligados às proteínas presentes no sangue. Consulte seu médico para obter informações sobre estas classes de medicamentos e se você está tomando algum medicamento que interaja com Cymbalta.
Álcool: Quando Cymbalta e o álcool foram administrados em tempos diferentes, notou-se que Cymbalta não aumentou o prejuízo das habilidades mental e motora causado pelo álcool. No banco de dados de estudos clínicos com Cymbalta, três pacientes tratados com
Cymbalta tiveram lesões do fígado. Em todos estes casos, foi descrito uso concomitante significativo de álcool, o que pode ter contribuído para as anormalidades constatadas.
Fitoterápicos: A ocorrência de eventos indesejáveis pode ser mais comum durante o uso concomitante de Cymbalta com preparações fitoterápicas que contenham a Erva de São
João (Hypericum perforatum).
Exames laboratoriais e não laboratoriais: Em estudos clínicos para o tratamento da dor neuropática diabética, observou-se um pequeno aumento na glicemia (concentração de açúcar no sangue) de jejum e no colesterol total dos pacientes que usaram Cymbalta. Já em estudos clínicos para transtorno depressivo maior, observou-se pequenos aumentos médios nos exames para dosagem de TGP (ALT), TGO (AST), CK (CPK) e fosfatase alcalina. Foram obtidos eletrocardiogramas de pacientes tratados com Cymbalta e de pacientes tratados com placebo em estudos clínicos de até 13 semanas. Não foram observadas diferenças clinicamente significativas entre os pacientes tratados com Cymbalta e aqueles tratados com placebo.
Nicotina: A biodisponibilidade de Cymbalta parece ser um terço mais baixa nos fumantes do que em não-fumantes. No entanto, não há necessidade de ajuste de doses para fumantes.
Alimentos: Cymbalta pode ser administrado independentemente das refeições.
Antiácidos e antagonistas H2: É aconselhável cuidado ao se administrar Cymbalta para pacientes que possam apresentar retardo no esvaziamento gástrico (por exemplo, alguns pacientes diabéticos). Medicamentos que aumentam o pH gastrointestinal podem promover uma liberação precoce de Cymbalta. Entretanto, a coadministração de Cymbalta com antiácidos que contenham alumínio ou magnésio ou de Cymbalta com famotidina não causou efeito significativo nas taxas ou na quantidade absorvida de Cymbalta após a administração de uma dosagem de 40 mg. Não há informações se a administração concomitante de inibidores da bomba de próton afeta a absorção de Cymbalta.
Atenção diabéticos: este medicamento contém SACAROSE.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua
saúde.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Cymbalta deve ser armazenado à temperatura ambiente (15 a 30ºC), mantido em sua embalagem até o momento do uso, protegido do calor, luz e da umidade. O produto tem validade de 24 meses, quando conservado dessa forma.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem
original.

Cymbalta 30 mg apresenta-se na forma de cápsula, com tampa azul, contendo gravação
“9543” em tinta verde e corpo branco com gravação “30 mg” em tinta reativa verde.
Cymbalta 60 mg apresenta-se na forma de cápsula, com tampa azul, contendo gravação
“9542” em tinta branca e corpo verde com gravação “60 mg” em tinta reativa branca.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

- Como usar

Cymbalta deve ser administrado por via oral, independentemente das refeições. Não administrar mais que a quantidade total de Cymbalta recomendada pelo médico para períodos de 24 horas.

Tratamento Inicial

- Transtorno Depressivo Maior
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Para alguns pacientes pode ser conveniente iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir que os pacientes adaptem-se à medicação, antes de aumentar a dose para 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Alguns pacientes podem se beneficiar de doses acima da dose recomendada de 60 mg, uma vez ao dia, até uma dose máxima de 120 mg por dia, administrada em duas tomadas diárias. Não há evidências de que doses acima de 60 mg confiram benefícios adicionais. A segurança de doses acima de 120 mg não foram adequadamente avaliadas.

- Dor Neuropática Periférica Diabética
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Não há evidência de que doses acima de 60 mg confiram benefícios adicionais significativos e a dose mais alta é claramente menos bem tolerada. Para pacientes cuja tolerabilidade seja uma preocupação, uma dose inicial mais baixa pode ser considerada.

- Fibromialgia
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Para alguns pacientes pode ser conveniente iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir que os pacientes adaptem-se à medicação, antes de aumentar a dose para 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Não há evidência que doses maiores que 60 mg/dia confiram benefícios adicionais, mesmo em pacientes que não respondem a uma dose de 60 mg e doses mais altas estão associadas a uma taxa maior de reações adversas.
Estados de Dor Crônica Associados a Dor Lombar Crônica e a Dor devido a Osteoartrite de Joelho
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Para alguns pacientes pode ser conveniente iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir que os pacientes adaptem-se à medicação, antes de aumentar a dose para 60 mg, administrada uma vez ao dia.

Alguns pacientes podem se beneficiar de doses acima da dose recomendada de 60 mg, uma vez ao dia, até uma dose máxima de 120 mg ao dia.

- Transtorno de Ansiedade Generalizada
O tratamento com Cymbalta deve ser iniciado com uma dose de 60 mg, administrada uma vez ao dia.
Para alguns pacientes pode ser conveniente iniciar o tratamento com a dose de 30 mg, uma vez ao dia, durante uma semana, de forma a permitir que os pacientes adaptem-se à medicação, antes de aumentar a dose para 60 mg, administrada uma vez ao dia. Embora tenha sido mostrado que uma dose diária de 120 mg é eficaz, não há evidências de que doses superiores a 60 mg/dia confiram benefícios adicionais. No entanto, nos casos em que a decisão tomada seja de aumentar a dose acima de 60 mg, uma vez ao dia, deve-se fazer aumento gradual da dose em 30 mg, uma vez ao dia. A segurança de doses acima de 120 mg, uma vez ao dia não foi adequadamente avaliada.

- Tratamento Prolongado/Manutenção/Continuação

- Transtorno Depressivo Maior
É consenso que os episódios agudos do transtorno depressivo maior necessitam de uma terapia farmacológica de manutenção, geralmente por vários meses ou mais longa. Cymbalta deve ser administrado em uma dose total de 60 mg, uma vez ao dia. Os pacientes devem ser periodicamente reavaliados para determinar a necessidade da manutenção do tratamento com Cymbalta e a dosagem apropriada para tal.

- Dor Neuropática Periférica Diabética
A eficácia de Cymbalta deve ser avaliada individualmente, já que a progressão da dor neuropática periférica diabética é bastante variável e o controle da dor é empírico. A eficácia de Cymbalta não foi avaliada sistematicamente em estudos clínicos por períodos superiores a
12 semanas.

- Fibromialgia
A fibromialgia é reconhecida como uma condição crônica. A eficácia de Cymbalta no tratamento da fibromialgia foi demonstrada em estudos clínicos por até três meses. A eficácia de Cymbalta não foi demonstrada em estudos mais longos; entretanto, o tratamento contínuo deve ser baseado na resposta individual do paciente.
Estados de Dor Crônica Associados a Dor Lombar Crônica e a Dor devido a Osteoartrite de Joelho
A eficácia de Cymbalta não foi estabelecida em estudos clínicos além de 13 semanas.

- Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG)
É comumente aceito que o transtorno de ansiedade generalizada requer terapias farmacológicas por vários meses ou até tratamentos mais longos. A manutenção da eficácia do tratamento do TAG foi estabelecida com o uso de Cymbalta como monoterapia (sem nenhum outro medicamento). Cymbalta deve ser administrado numa dose de 60-120 mg, uma vez ao dia.
Os pacientes devem ter acompanhamento médico periódico, para assim avaliar se a terapia deve continuar e em qual dosagem.

- Interrupção do Tratamento

Foram relatados sintomas associados à interrupção do tratamento com Cymbalta, tais como náusea (vontade de vomitar), tontura, dor de cabeça, fadiga (cansaço), parestesia
(adormecimento ou formigamento de partes do corpo), vômito, irritabilidade, pesadelos, insônia, diarreia, ansiedade, hiperidrose (suor em excesso), vertigem (falsa sensação de movimentos), sonolência e mialgia (dor muscular). Os pacientes devem ser monitorados em relação a estes sintomas quando se optar pela interrupção do tratamento. Quando o tratamento com Cymbalta precisar ser interrompido é recomendável que se faça uma redução gradual de sua dose (devendo ser reduzida pela metade ou administrada em dias alternados) por um período, de no mínimo, 2 semanas antes da interrupção completa do tratamento. O regime ideal a ser seguido deverá levar em consideração as características individuais, tais como a duração do tratamento, dose no momento da interrupção, dentre outros. Se após a diminuição da dose de Cymbalta, ou sua suspensão, surgirem sintomas intoleráveis, deve-se considerar retornar à dose de Cymbalta usada antes dos sintomas serem descritos. Posteriormente, a interrupção poderá ser novamente instituída, mas com uma diminuição mais gradual da dose.

- Populações Especiais

- Pacientes com comprometimento renal
A dose inicial deve ser de 30 mg, uma vez ao dia, em pacientes com doença renal em estágio avançado (clearance de creatinina < 30 mL/min) (ver Advertências e Precauções).

- Pacientes com comprometimento hepático
A dose inicial ou a frequência de doses deve ser menor em pacientes com cirrose.

- Idade
Não é necessário nenhum ajuste de doses para pacientes idosos. Cymbalta não é indicado para uso em pacientes menores de 18 anos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Caso o paciente se esqueça de tomar uma dose, deverá tomá-la assim que lembrar. Entretanto, se for quase a hora da próxima dose, o paciente deverá pular a dose esquecida e tomar imediatamente a dose planejada.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Todos os medicamentos podem causar efeitos adversos em alguns pacientes. Os efeitos adversos mais comuns geralmente foram leves e desapareceram após algumas semanas.
Para Transtorno Depressivo Maior, os seguintes eventos adversos foram descritos durante os estudos clínicos com o uso de Cymbalta:
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): boca seca, náusea (vontade de vomitar) e dor de cabeça.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): palpitação, diarreia, vômito, dispepsia (indigestão), diminuição do apetite, diminuição de peso, fadiga (cansaço), queda, rigidez muscular, tontura, sonolência (incluindo sedação e excesso de sono), tremor, visão borrada, diminuição da libido (diminuição do desejo sexual), ansiedade, distúrbio da ejaculação, disfunção erétil, retardo na ejaculação, bocejo, hiperidrose (suor em excesso), suores noturnos, constipação (intestino preso), flatulência (gases), dor abdominal, dor musculoesquelética, espasmo muscular (contração involuntária do músculo), parestesia
(adormecimento ou formigamento de partes do corpo), insônia, alteração do orgasmo, agitação, prurido (coceira), dor orofaríngea (dor de garganta), sonhos anormais, alteração da frequência urinária, zumbido no ouvido, aumento da pressão sanguínea e rubor (vermelhidão da pele).

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), vertigem (falsa sensação de movimentos), midríase (dilatação da pupila), distúrbio visual, ressecamento dos olhos, hemorragia gastrointestinal, disfagia (dificuldade para engolir), eructação (arroto), gastroenterite
(inflamação das paredes do estômago e do intestino), sensação de anormalidade, mal-estar, sede, achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas do fígado, aumento de peso,
disgeusia (alteração do paladar), distúrbios do sono, bruxismo (ranger os dentes), noctúria
(aumento da frequência urinária noturna), hesitação urinária, extremidades frias, dor de ouvido, gastrite (inflamação do estômago), sensação de frio, sensação de calor, calafrio, laringite (irritação ou inflamação da laringe), distúrbio de atenção, mioclonia (movimentosinvoluntários muito bruscos dos braços ou das pernas durante o sono), desorientação, apatia, retenção urinária, disúria (dor ao urinar), diminuição do fluxo urinário, reação de fotossensibilidade, suor frio, letargia (sensação de lentidão de movimentos e raciocínio), hipotensão ortostática (redução da pressão arterial ao levantar), contração muscular, baixa qualidade do sono, disfunção sexual, dor testicular, distúrbio menstrual, maior tendência à contusão e dermatite de contato (inflamação na pele causada pelo contato com substâncias externas).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): desidratação, hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da glândula tireoide), estomatite
(feridas na boca), halitose (mau hálito), distúrbio da marcha (dificuldade para andar), aumento do colesterol, discinesia (movimentos involuntários), odor urinário anormal, poliúria (aumento do volume urinário), sintomas da menopausa e constrição da orofaringe (dificuldade de engolir, engasgar).

Para Dor Neuropática Periférica Diabética, os seguintes eventos adversos foram relatados durante os estudos clínicos com o uso de Cymbalta:

Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): náusea (vontade de vomitar), tontura, dor de cabeça, sonolência, fadiga (cansaço) e diminuição do apetite.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): constipação (intestino preso), boca seca, vertigem (falsa sensação de movimentos), visão borrada, diarreia, vômito, dispepsia (indigestão), diminuição de peso, letargia (sensação de lentidão de movimento e raciocínio), disgeusia (alteração do paladar), insônia, tremor, disfunção erétil, hiperidrose (suor em excesso), dor abdominal, quedas, dor musculoesquelética, parestesia (adormecimento ou formigamento de partes do corpo), agitação, disúria (dor ao urinar), alteração da frequência urinária, rubor (vermelhidão da pele), espasmo muscular (contração involuntária do músculo), achados laboratoriais relacionados à alterações de enzimas do fígado, distúrbios da ejaculação, dor orofaríngea (dor de garganta), prurido (coceira), palpitações e aumento da pressão sanguínea.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), distúrbio visual, gastroenterite (inflamação das paredes do estômago e do intestino), sensação de anormalidade, mal-estar, sede, aumento de peso, rigidez muscular, contração muscular, diminuição da libido (diminuição do desejo sexual), desorientação, noctúria (aumento da frequência urinária noturna), bocejo, suores noturnos, extremidades frias, ansiedade, dor de ouvido, zumbido no ouvido, eructação (arroto), estomatite (feridas na boca), disfagia (dificuldade para engolir), flatulência (gases), sensação de calor, sensação de frio, laringite (irritação ou inflamação da laringe), aumento do colesterol sanguíneo, desidratação, distúrbio de atenção, discinesia (movimentos involuntários), alteração do orgasmo, sonhos anormais, retardo na ejaculação, constrição da orofaringe (dificuldade de engolir, engasgar), reação de fotossensibilidade, suor frio, maior tendência à contusão, gastrite (inflamação do estômago), distúrbio da marcha (dificuldade para andar), baixa qualidade do sono, poliúria (aumento do volume urinário), diminuição do fluxo urinário, calafrio, dor testicular, disfunção sexual, distúrbio do sono, hesitação urinária, hemorragia gastrointestinal e retenção urinária.
Eventos não relatados: hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da glândula tireoide), midríase (dilatação da pupila), ressecamento ocular, halitose (mau hálito), mioclonia
(movimentos involuntários muito bruscos dos braços ou das pernas durante o sono), bruxismo
(ranger os dentes), apatia, odor urinário anormal, sintomas de menopausa, distúrbio menstrual, dermatite de contato (inflamação na pele causada pelo contato com substâncias externas) e hipotensão ortostática (redução da pressão arterial ao levantar).

Para Fibromialgia, os seguintes eventos adversos foram relatados durante os estudos clínicos com o uso de Cymbalta:

Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): constipação (intestino preso), boca seca, náusea (vontade de vomitar), diarreia, fadiga (cansaço), tontura, dor de cabeça, sonolência e insônia.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): palpitação, visão borrada, vômito, dispepsia (indigestão), flatulência (gases), quedas, rigidez muscular, dor musculoesquelética, espasmo muscular (contração involuntária do músculo), distúrbio de atenção, letargia (sensação de lentidão de movimentos e raciocínio), tremor,
disgeusia (alteração do paladar), parestesia (adormecimento ou formigamento de partes do corpo), sede, dor abdominal, diminuição ou aumento de peso, diminuição do apetite, calafrios, alteração do orgasmo, diminuição da libido (diminuição do desejo sexual), ansiedade, distúrbio do sono, agitação, bruxismo (ranger os dentes), sonhos anormais, dor orofaríngea (dor de garganta), bocejo, alteração da frequência urinária, distúrbios da ejaculação, disfunção erétil, hiperidrose (suor em excesso), suores noturnos, prurido (coceira), rubor (vermelhidão da pele) e aumento da pressão sanguínea.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), vertigem (falsa sensação de movimentos), dor de ouvido, zumbido no ouvido, hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da glândula tireoide), midríase (dilatação da pupila), distúrbio visual, eructação (arroto), gastroenterite
(inflamação das paredes do estômago e do intestino), estomatite (feridas na boca), gastrite
(inflamação no estômago), disfagia (dificuldade para engolir), sensação de anormalidade, sensação de frio, sensação de calor, mal-estar, laringite (irritação ou inflamação da laringe), achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas do fígado, contração muscular, maior tendência à contusão, discinesia (movimentos involuntários), baixa qualidade do sono, desorientação, apatia, noctúria (aumento da frequência urinária noturna), hesitação urinária, retenção urinária, disúria (dor ao urinar), poliúria (aumento do volume urinário), disfunção sexual, distúrbio menstrual, reação de fotossensibilidade, dermatite de contato (inflamação na pele causada pelo contato com substâncias externas), constrição da orofaringe (dificuldade de engolir, engasgar), suor frio, hemorragia gastrointestinal, ressecamento dos olhos e extremidades frias.

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): halitose (mau hálito), odor urinário anormal, desidratação e distúrbio da marcha (dificuldade para andar).
Eventos não relatados: aumento do colesterol sanguíneo, mioclonia (movimentos involuntários muito bruscos dos braços ou das pernas durante o sono), diminuição do fluxo urinário, dor testicular, sintomas de menopausa, retardo na ejaculação e hipotensãoortostática (redução da pressão arterial ao levantar).

Para Estados de Dor Crônica Associados à Dor Lombar Crônica e à Dor devido a
Osteoartrite de Joelho, os seguintes eventos adversos foram relatados durante os estudos clínicos com o uso de Cymbalta:
Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): náusea (vontade de vomitar).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): vertigem (falsa sensação de movimentos), visão borrada, constipação (intestino preso), boca seca, diarreia, vômito, dispepsia (indigestão), fadiga (cansaço), dor abdominal, diminuição do apetite, dor musculoesquelética, tontura, dor de cabeça, sonolência, disgeusia (alteração do paladar), parestesia (adormecimento ou formigamento de partes do corpo), insônia, diminuição da libido (diminuição do desejo sexual), disfunção erétil, distúrbio de ejaculação, retardo na ejaculação, hiperidrose (suor em excesso), rubor (vermelhidão da pele), flatulência (gases), aumento da pressão sanguínea, achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas do fígado e ansiedade.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): palpitações, noctúria (aumento da frequência urinária noturna), gastroenterite (inflamação das paredes do estômago e do intestino), agitação, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), zumbido no ouvido, midríase (dilatação da pupila), halitose (mau hálito), gastrite (inflamação do estômago), hemorragia gastrointestinal, quedas, sensação de anormalidade, sede, calafrio, aumento ou diminuição de peso, rigidez muscular, contração muscular, maior tendência à contusão, distúrbio da atenção, distúrbio do sono, letargia (sensação de lentidão de movimentos e raciocínio), tremor, baixa qualidade do sono, alteração do orgasmo, desorientação, apatia, sonhos anormais, hesitação urinária, retenção urinária, disúria (dor ao urinar), alteração da frequência urinária, diminuição do fluxo urinário, disfunção sexual, dor testicular, bocejo, suores noturnos, distúrbio visual, eructação (arroto), prurido (coceira), espasmo muscular (contração involuntária do músculo), dermatite de contato (inflamação na pele causada pelo contato com substâncias externas) e dor orofaríngea (dor de garganta).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): mal-estar, estomatite (feridas na boca), desidratação, aumento do colesterol sanguíneo, disfagia (dificuldade para engolir), discinesia (movimentos involuntários), bruxismo (ranger os dentes), reação de fotossensibilidade, suor frio, dor de ouvido, poliúria (aumento do volume urinário), hipotensão ortostática (redução da pressão arterial ao levantar) e odor urinário anormal.
Eventos não relatados: hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da glândula tireoide), ressecamento dos olhos, sensação de calor, sensação de frio, distúrbio da marcha (dificuldade para andar), laringite (irritação ou inflamação da laringe), mioclonia (movimentos involuntários muito bruscos dos braços ou das pernas durante o sono), sintomas de menopausa, distúrbio menstrual e constrição da orofaringe (dificuldade de engolir, engasgar).

Para Transtorno de Ansiedade Generalizada, os seguintes eventos adversos foram relatados durante os estudos clínicos com o uso de Cymbalta:

Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): boca seca, náusea (vontade de vomitar), fadiga (cansaço), tontura, dor de cabeça e sonolência.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): palpitação, visão borrada, midríase (dilatação da pupila), constipação (intestino preso), diarreia, vômito, dispepsia (indigestão), dor abdominal, achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas do fígado, diminuição de apetite, dor musculoesquelética, tremor, parestesia (adormecimento ou formigamento de partes do corpo), insônia, alteração do orgasmo, diminuição da libido (diminuição do desejo sexual), ansiedade, agitação, bruxismo (ranger os dentes), sonhos anormais, hesitação urinária, disúria (dor ao urinar), disfunção erétil, distúrbio da ejaculação, alteração da frequência urinária, retardo na ejaculação, bocejo, hiperidrose (suor em excesso), rubor (vermelhidão da pele) e zumbido no ouvido.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), distúrbio visual, ressecamento dos olhos, gastroenterite (inflamação das paredes do estômago e do intestino), flatulência (gases), sensação de anormalidade, sensação de frio, calafrio, mal-estar, aumento da pressão sanguínea, aumento ou diminuição de peso, rigidez muscular, contração muscular, distúrbio de atenção, letargia (sensação de lentidão de movimentos e raciocínio), disgeusia (alteração do paladar), discinesia (movimentos involuntários), distúrbio do sono, apatia, disfagia (dificuldade para engolir), dor orofaríngea (dor de garganta), constrição da orofaringe (dificuldade de engolir, engasgar), suores noturnos, extremidades frias, vertigem (falsa sensação de movimentos), disfunção sexual, dor testicular, espasmo muscular (contração Ninvoluntária do músculo), prurido (coceira) e poliúria (aumento do volume urinário).

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor de ouvido, desorientação, mioclonia (movimentos involuntários muito bruscos dos braços ou das pernas durante o sono), laringite (irritação ou inflamação da laringe), gastrite (inflamação do estômago), sensação de calor, suor frio, hipotensão ortostática (queda de pressão arterial ao levantar), desidratação, dermatite de contato (inflamação na pele causada pelo contato com substâncias externas), odor urinário anormal, retenção urinária, sede e halitose (mau hálito).
Eventos não relatados: hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da glândula tireoide), eructação (arroto), estomatite (feridas na boca), hemorragia gastrointestinal, maior tendência à contusão, quedas, aumento do colesterol sanguíneo, noctúria (aumento da frequência urinária noturna), sintomas de menopausa, distúrbio menstrual, reações de fotossensibilidade, distúrbio da marcha (dificuldade para andar), baixa qualidade do sono e diminuição do fluxo urinário.

A seguir são descritos os eventos adversos provenientes de estudos clínicos com
Cymbalta para todas as indicações:
Reação muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): boca seca, náusea (vontade de vomitar) e dor de cabeça.
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): palpitações, visão borrada, diarreia, constipação (intestino preso), vômito, dispepsia
(indigestão), flatulência (gases), dor abdominal, fadiga (cansaço), diminuição de peso, diminuição do apetite, dor musculoesquelética, tontura, letargia (sensação de lentidão de movimentos e raciocínio), sonolência, tremor, disgeusia (alteração do paladar), parestesia
(adormecimento ou formigamento de partes do corpo), insônia, alteração do orgasmo, retardona ejaculação, distúrbio de ejaculação, diminuição da libido (diminuição do desejo sexual), disfunção erétil, ansiedade, distúrbio do sono, agitação, bocejo, hiperidrose (suor em excesso), alteração da frequência urinária, rubor (vermelhidão da pele), dor orofaríngea (dor de garganta), prurido (coceira), espasmo muscular (contração involuntária do músculo), aumento da pressão sanguínea e sonhos anormais.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): vertigem (falsa sensação de movimentos), calafrio, ressecamento dos olhos, hemorragia gastrointestinal, taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), dor de ouvido, zumbido no ouvido, midríase (dilatação da pupila), distúrbio visual, eructação (arroto), gastroenterite (inflamação das paredes do estômago e do intestino), halitose (mau hálito), gastrite (inflamação no estômago), quedas, sensação de anormalidade, sensação de frio, sensação de calor, disfagia (dificuldade para engolir), mal-estar, sede, laringite (irritação ou inflamação da laringe), achados laboratoriais relacionados a alterações de enzimas do fígado, aumento de peso, desidratação, rigidez muscular, maior tendência à contusão, contração muscular, distúrbio da atenção, discinesia (movimentos involuntários), baixa qualidade do sono, bruxismo (ranger os dentes), desorientação, apatia, noctúria (aumento da frequência urinária noturna), hesitação urinária, retenção urinária, disúria (dor ao urinar), poliúria (aumento do volume urinário), dor testicular, sintomas da menopausa, disfunção sexual, constrição da orofaringe (dificuldade de engolir, engasgar), suores noturnos, reação de fotossensibilidade, suor frio, dermatite de contato (inflamação na pele causada pelo contato com substâncias externas), extremidades frias, hipotensão ortostática (redução da pressão arterial ao levantar) e diminuição do fluxo urinário.

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): hipotireoidismo (diminuição do funcionamento da glândula tireoide), estomatite (feridas na boca), distúrbio da marcha (dificuldade para andar), mioclonia (movimentos involuntários muito bruscos dos braços ou das pernas durante o sono), odor urinário anormal, distúrbio menstrual e aumento do colesterol sanguíneo.

Relatos Espontâneos Pós-lançamento e frequência de relatos fornecidos:

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): erupção cutânea (feridas na pele), alucinações e retenção urinária.
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): zumbido no ouvido após interrupção do tratamento, glaucoma (aumento da pressão do olho), hepatite (inflamação das células do fígado), icterícia (pele amarelada em função do aumento de bilirrubina), reação anafilática (reação alérgica generalizada), aumento das enzimas do fígado, aumento da bilirrubina, hiponatremia (baixa concentração de sódio no sangue), hiperglicemia [aumento do nível de glicose no sangue (relatada especialmente em pacientes diabéticos)], edema angioneurótico (tipo de inchaço), síndrome de Stevens-Johnson
(doença de pele grave), urticária (coceira), contusão, equimose (mancha roxa devido à presença de sangue no tecido), síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético, arritmia supraventricular (alteração dos batimentos cardíacos), hipersensibilidade, trismo (contração muscular prolongada da mandíbula), distúrbios extrapiramidais (rigidez associada a tremor), parestesia [adormecimento ou formigamento de partes do corpo (incluindo sensação de choque elétrico) devido à descontinuação do tratamento], síndrome das pernas inquietas, convulsões após a descontinuação do tratamento, síndrome serotoninérgica (caracterizada pelo conjunto de características clínicas de alterações no estado mental e na atividade neuromuscular em combinação com disfunção do sistema nervoso autônomo), convulsões, mania (crise de euforia), agressão e raiva (particularmente no início do tratamento ou após a descontinuação do tratamento), sangramento ginecológico, galactorreia (produção de leite pelas mamas), hiperprolactinemia (produção excessiva do hormônio prolactina), crises hipertensivas (aumento de pressão arterial), hipotensão ortostática (redução da pressão arterial ao levantar) e síncope (desmaio), sendo estes dois últimos especialmente no início do tratamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Os sintomas de superdose incluem convulsões, sonolência, taquicardia (aumento nafrequência dos batimentos cardíacos), coma, síndrome serotoninérgica e vômitos. Não há antídoto para
Cymbalta. Em caso de superdose, verifique as condições gerais do paciente, principalmente quanto à respiração e batimentos cardíacos. Lavagem gástrica pode ser indicada se realizada logo após a ingestão ou em pacientes sintomáticos. Carvão ativado também pode ser utilizado para diminuir a absorção.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722
6001, se você precisar de mais orientações.

Data da bula

26/06/2013

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