Depo-provera - Bula do remédio
Depo-provera com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Depo-provera têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Depo-provera devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.
Laboratório
Pharmacia
Apresentação de Depo-provera
Cart. c/ um fr.-amp. c/ 1 ml de susp. aquosa de acetato de medroxiprogesterona (150mg/ml).
Cart. c/ 1 seringa descartável pré-enchida c/ 1 ml de susp. aquosa de acetato de medroxiprogesterona (150 mg/ml).
Susp. aquosa 50 mg/ml em fr.-amp. de 1 ml.
Depo-provera - Indicações
Depo-provera 150mg (acetato de medroxiprogesterona) é indicado como contraceptivo (supressão da ovulação). É um anticoncepcional injetável de ação prolongada, que deve ser administrado a intervalos de 3 meses.
Contra-indicações de Depo-provera
Depo-provera 150mg é contra-indicado em pacientes grávidas ou c/ suspeita de gravidez; como teste para diagnóstico de gravidez, em pacientes c/ hipersensibilidade conhecida ao acetato de medroxiprogesterona ou a qualquer outro componente da fórmula; em pacientes c/ sangramento geniturinário de causa não-diagnosticada; c/ neoplasia mamária comprovada ou suspeitada; em pacientes c/ disfunção ou doença hepática; em pacientes c/ tromboflebite ativa ou história atual ou pregressa de distúrbios tromboembólicos ou cérebro-vasculares; em pacientes c/ história de aborto retido.
Advertências
Gerais
No caso de perdas sangüíneas vaginais inesperadas durante o tratamento com Depo®
Provera® (acetato de medroxiprogesterona) 150 mg, aconselha-se investigação diagnóstica.
Depo® Provera® 150 mg pode causar algum grau de retenção hídrica, portanto, deve-se ter
cautela ao tratar pacientes com condições médicas pré-existentes que possam ser
agravadas pelo acúmulo de líquidos tais como: epilepsia, enxaqueca, asma e distúrbio
cardíaco ou renal.
Pacientes com história de tratamento para depressão devem ser monitoradas
cuidadosamente durante o tratamento com Depo® Provera® 150 mg.
Algumas pacientes recebendo acetato de medroxiprogesterona podem apresentar uma
diminuição na tolerância à glicose. Portanto, pacientes diabéticas devem ser
cuidadosamente observadas durante terapia com Depo® Provera® 150 mg.
Havendo necessidade de exame histológico endometrial ou endocervical, o patologista (ou
laboratório) deve ser informado de que a paciente está sob tratamento com Depo®
Provera® 150 mg.
O médico/laboratório deve ser informado de que o uso de Depo® Provera® 150 mg pode
diminuir os níveis dos seguintes biomarcadores endócrinos:
• esteróides plasmáticos/urinários (cortisol, estrogênio, pregnanodiol, progesterona,
testosterona);
• gonadotrofinas plasmáticas/urinárias (LH e FSH);
• globulina ligada a hormônios sexuais.
Se ocorrer perda completa ou parcial súbita de visão ou no caso de instalação súbita de
proptose, diplopia ou enxaqueca, a medicação não deve ser re-administrada até realização
de exame. Se o exame revelar papiledema ou lesões vasculares retinianas, a medicação
não deve ser readministrada.
O acetato de medroxiprogesterona não apresentou associação causal com a indução de
distúrbios trombóticos ou tromboembólicos (tromboflebite, embolia pulmonar, alterações
cerebrovasculares e trombose da retina), entretanto, Depo® Provera® 150 mg não é
recomendado a pacientes com história de tromboembolismo venoso. A descontinuação do
medicamento é recomendada a pacientes que desenvolverem tromboembolismo venoso
durante o tratamento com Depo® Provera® 150 mg.
Fonte: Trussel et al. A guide to interpreting contraceptive efficacy studies. Obstet.Gynecol. 1990;
76:558-67.
* Bula de Norplant
Menor expectativa: quando o método é usado exatamente como indicado.
Taxa típica: inclui aquelas que não seguem exatamente as recomendações.
O médico deve estar alerta para a possibilidade de ocorrer gravidez ectópica nas pacientes
tratadas com Depo® Provera® 150 mg que engravidarem ou se queixarem de dor
abdominal intensa.
O exame físico preliminar da paciente e seu acompanhamento devem incluir uma avaliação
adequada da mama e de órgãos pélvicos, bem como o teste de Papanicolau.
O uso de Depo® Provera® 150 mg pode mascarar o aparecimento do climatério.
Devido à sua ação prolongada e à conseqüente dificuldade em prever o tempo de
sangramento após a injeção, Depo® Provera® 150 mg não é recomendado para tratamento
de amenorréia secundária ou sangramento uterino funcional. Nessas condições recomendase
a terapia por via oral.
Este medicamento pode interromper a menstruação por período prolongado e/ou
causar sangramentos intermenstruais severos.
Advertências e Precauções Especiais
Perda da Densidade Mineral Óssea
O uso de acetato de medroxiprogesterona injetável reduz os níveis de estrógeno sérico em
mulheres na pré-menopausa e está associado a perda significativa da densidade mineral
óssea devido ao ajuste do metabolismo ósseo para um nível mais baixo de estrógeno. Esta
perda da densidade mineral óssea é particularmente preocupante durante a adolescência e
início da fase adulta, um período crítico do crescimento ósseo. A perda óssea é maior com o
aumento da duração do uso e pode não ser completamente reversível. Não se sabe se o
uso de acetato de medroxiprogesterona injetável irá reduzir o pico de massa óssea em
mulheres mais jovens e aumentar o risco de fraturas osteoporóticas ao longo da vida. Tanto
em mulheres adultas e adolescentes, a redução da densidade mineral óssea durante o
tratamento parece ser substancialmente reversível após a descontinuação de injeções de
acetato de medroxiprogesterona e o aumento da produção de estrógeno ovariano (vide
“Propriedades Farmacodinâmicas – Estudos de Densidade Mineral Óssea”).
Um estudo de coorte retrospectivo para avaliar o efeito do acetato de medroxiprogesterona
injetável na incidência de fraturas ósseas foi conduzido com 312.395 mulheres que utilizam
contraceptivos no Reino Unido. As taxas de incidência de fraturas foram comparadas entre
pacientes que utilizavam acetato de medroxiprogesterona de depósito (DMPA) e pacientes
que utilizam contraceptivos, mas que nunca haviam usado DMPA. A razão da taxa de
incidência (RTI) para qualquer fratura durante o período de acompanhamento (média = 5,5
anos) foi de 1,41 (IC 95% 1,35, 1,47). Entre a sub-coorte de dados antes e após o primeiro
relato de tratamento com contraceptivo (n = 166.367), comparações foram realizadas para o
período de acompanhamento e também para o período de 6 meses antes do primeiro relato
de tratamento com contraceptivo. Comparando as pacientes que utilizam DMPA com as
pacientes que não utilizam, a RTI para qualquer fratura pré-tratamento (RTI 1,28, IC 95%
1,07, 1,53) foi comparável ao RTI pós-tratamento (RTI 1,37, IC 95% 1,29, 1,45). Os
resultados gerais dão suporte à conclusão de que a alta incidência de fraturas entre
pacientes que utilizam DMPA neste estudo ocorre principalmente devido ao resultado de
outros fatores do que à exposição ao DMPA.
O acetato de medroxiprogesterona injetável deve ser utilizado como método contraceptivo a
longo-prazo (mais do que 2 anos), apenas se outros métodos contraceptivos forem
inadequados. A densidade mineral óssea deve ser avaliada quando uma mulher precisar
utilizar o acetato de medroxiprogesterona a longo-prazo. Nas adolescentes, a interpretação
dos resultados de densidade mineral óssea deve ser feita levando em conta a idade da
paciente e a maturidade esquelética.
Outro método contraceptivo deve ser considerado na análise risco/benefício do uso de
acetato de medroxiprogesterona injetável em mulheres com fatores de risco para
osteoporose tais como:
• Uso crônico de álcool e/ou tabaco;
• Uso crônico de medicamentos que podem reduzir a massa óssea como
anticonvulsivantes ou corticosteróides;
• Baixo índice de massa corpórea e distúrbios alimentares, por exemplo, anorexia
nervosa e bulimia;
• Doença do metabolismo ósseo;
• História familiar importante de osteoporose.
É recomendado que todas as pacientes tenham uma ingestão adequada de cálcio e
vitamina D.
Contracepção
Na maioria das mulheres que utilizam Depo® Provera® 150 mg observa-se uma
modificação do seu padrão de sangramento menstrual (por ex.: sangramento irregular ou
imprevisível, raramente, sangramento contínuo ou abundante). Quando as mulheres
continuam a usar Depo® Provera® 150 mg, poucas apresentam sangramento irregular e
muitas apresentam amenorréia. No caso de sangramento persistente ou grave, deve ser
realizada uma investigação apropriada para descartar a possibilidade de doença orgânica,
devendo o tratamento adequado ser instituído quando necessário.
Após injeções repetidas, a amenorréia e a anovulação podem persistir por até 18 meses e,
em raros casos, por períodos ainda mais longos.
Recomenda-se que o médico alerte a paciente no início do tratamento, que seu ciclo
menstrual pode sofrer alterações, podendo ocorrer hemorragia ou sangramentos
intermenstruais imprevistos, mas que, com o decorrer do tratamento com Depo® Provera®
150 mg, esses efeitos geralmente diminuem até chegar à amenorréia, sem que haja
necessidade de qualquer outra terapia.
O levantamento de casos controlados de pacientes em terapia com Depo® Provera® 150
mg por tempo prolongado, constatou aumento discreto ou nulo do risco global de câncer de
mama e nenhum aumento do risco geral de câncer ovariano, de fígado ou de colo uterino,
bem como um efeito prolongado protetor, no sentido de reduzir o risco de câncer do
endométrio na população de pacientes. O aumento do risco relativo (RR) de 2,19 (Intervalo
de Confiança = IC 95% 1,23 a 3,89) foi associado ao uso de Depo® Provera® por mulheres
nas quais a primeira exposição ao medicamento ocorreu nos 4 anos anteriores e com idade
inferior a 35 anos. Entretanto, o RR global para pacientes que utilizam freqüentemente
Depo® Provera® 150 mg foi de apenas 1,2 (IC 95% 0,96 a 1,52). Outras análises recentes
mostraram resultados semelhantes no RR de câncer de mama associado ao uso de Depo®
Provera® 150 mg.
Depo® Provera® 150 mg possui efeito contraceptivo prolongado. O tempo médio da
concepção (para pacientes com capacidade para tal) após a suspensão do medicamento é
de 10 meses, com uma variação de 4 a 31 meses, independentemente da duração do uso.
Pacientes em terapia com Depo® Provera® 150 mg apresentaram tendência de aumento de
peso durante o tratamento.
No caso de surgimento de icterícia, deve-se considerar a não re-administração do
medicamento.
As pacientes devem ser alertadas para o fato de que Depo® Provera® 150 mg não protege
contra a infecção pelo HIV (AIDS), nem contra outras doenças sexualmente transmissíveis.
Uso na gravidez de Depo-provera
Depo® Provera® 150 mg é contra-indicado a mulheres grávidas.
Alguns relatos sugerem uma associação entre a exposição intra-uterina a fármacos
progestacionais durante o primeiro trimestre da gravidez e anormalidades genitais em fetos.
Crianças nascidas de mães com gravidez acidental um a dois meses após a injeção de
acetato de medroxiprogesterona suspensão injetável, podem estar sob risco aumentado de
baixo peso ao nascer que, por sua vez, está associado ao risco aumentado de morte
neonatal. O risco atribuível é baixo, uma vez que tais gestações são incomuns (vide
“Propriedades Farmacocinéticas”). Se a paciente engravidar enquanto estiver utilizando
Depo® Provera® 150 mg, ela deve ser informada do risco potencial para o feto.
Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.
Depo® Provera® é um medicamento classificado na categoria X de risco de gravidez.
Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que
possam ficar grávidas durante o tratamento.
Uso durante a Lactação
O acetato de medroxiprogesterona e seus metabólitos são excretados no leite materno. Não
há evidência sugerindo que esse fato determine qualquer dano ao lactente (vide “Propriedades Farmacocinéticas”).
Interações medicamentosas de Depo-provera
A administração concomitante de aminoglutetimida e altas doses de Depo® Provera®
(acetato de medroxiprogesterona) 150 mg, pode diminuir significativamente os níveis séricos
de acetato de medroxiprogesterona. As pacientes que utilizam altas doses de Depo®
Provera® 150 mg devem ser alertadas para a possibilidade de redução da eficácia com o
uso de aminoglutetimida.
Interações em Testes Laboratoriais
Certos testes de função endócrina e, possivelmente, hepática, podem ser afetados pelo
tratamento com Depo® Provera® 150 mg. Portanto, se esses testes resultam anormais em
pacientes sob terapia com essa medicação, recomenda-se que sejam repetidos após a
retirada do fármaco.
O patologista clínico deve ser informado do tratamento progestágeno, quando forem
enviadas amostras relevantes.
Os seguintes resultados laboratoriais podem ser afetados pelo uso de progestágenos,
inclusive Depo® Provera® 150 mg:
Aumento do iodo ligado à proteína, aumento do iodo ligado à proteína extraível pelo butanol
e diminuição dos valores de captação de T3; aumento dos valores dos testes de coagulação
para a protrombina (Fator II) e Fatores VII, VIII, IX e X; aumento nos testes de
bromossulftaleína e outros testes de função hepática; alteração nos testes de tolerância à
glicose e no teste de metirapona. Os efeitos do acetato de medroxiprogesterona no
metabolismo lipídico são inconsistentes: foram observados tanto aumentos quanto reduções
nos níveis de colesterol total, dos triglicérides e do colesterol das lipoproteínas de baixa
(LDL) e alta densidade (HDL); diminuição da concentração de hormônio sexual ligado à
globulina; diminuição dos níveis de gonadotrofina; diminuição dos níveis de esteróides
plasmáticos e urinários (por ex. progesterona, estradiol, pregnanodiol, testosterona, cortisol).
Reações adversas / Efeitos colaterais de Depo-provera
No mais extenso estudo clínico c/
Depo-provera 150mg (acetato de medroxiprogesterona), envolvendo cerca de 3.900 mulheres tratadas por até 7 anos, foram observadas as seguintes reações adversas, que podem ou não estar associadas ao uso do produto:
Reações adversas relatadas por mais que 5% das pacientes: irregularidades menstruais (amenorréia e/ou sangramento), desconforto ou dor abdominal, alterações do peso corpóreo, tonturas, cefaléia, astenia (fraqueza ou fadiga), nervosismo.
Reações adversas relatadas por 1 a 5% das pacientes: diminuição da libido ou anorgasmia, dor pélvica ou mamária, dor lombar, cãimbras nos membros inferiores, alopecia ou ausência de crescimento capilar, depressão, distensão abdominal, edema, náuseas, erupções, insonia, leucorréia, fogachos, acne, artralgia, vaginite.
Reações relatadas por menos de 1% das pacientes: galactorréia, melasma, cloasma, convulsões, alterações do apetite, distúrbios gastrintestinais, icterícia, infecções geniturinárias, cistos vaginais, dispareunia, parestesia, dor torácica, embolia pulmonar, reações alérgicas, anemia, sonolência, síncope, dispnéia e asma, taquicardia, febre, sudorese excessiva e odor corporal, pele ressecada, calafrios, libido aumentada, sede excessiva, dor no local da injeção, rouquidão, sangramento retal, alterações no tamanho da mama, nódulos mamários ou sangramento do mamilo, câncer de mama, entumescimento axilar, inibição da lactação, sensação de gravidez, falha no retorno da fertilidade, paralisia, paralisia facial, esclerodermia, osteoporose, hiperplasia uterina, câncer do colo uterino, veias varicosas, dismenorréia, hirsutismo, gravidez acidental, tromboflebite, trombose venosa profunda.
Foram registrados relatos voluntários de anafilaxia, reações anafilatóides e crises convulsivas c/ o uso do produto, embora não esteja clara sua associação c/ o medicamento ou condições pré-existentes.
As seguintes reações adversas tem sido registradas ocasional ou raramente c/ o uso de progestágenos: sensibilidade mamária, alterações na secreção e ulceração cervical, hiperpirexia, alterações no peso, facies cushingóide, reações locais (dor, nódulos residuais e alterações da cor da pele no local da injeção).
Depo-provera - Posologia
O frasco de
Depo-provera 150mg (acetato de medroxiprogesterona) deve ser vigorosamente agitado antes do uso, para homogeneizar a suspensão.
A dose recomendada para contracepção (supressão da ovulação) é de 150mg de acetato de medroxiprogesterona (= 1 ml de
Depo-provera 150mg) a cada três meses, administrados por injeção intramuscular profunda nos músculos glúteo ou deltóide.
Para assegurar-se de que a paciente não esteja grávida no momento da primeira administração, é importante que a injeção seja aplicada somente durante os 5 primeiros dias após o início de um ciclo menstrual normal, nos 5 dias pós-parto (se a paciente não estiver amamentando a criança ao seio), ou na sexta semana pós-parto (se houver amamentação);
Se o período entre as injeções fôr maior que 13 semanas, o médico deve certificar-se que a paciente não esteja grávida antes da administração da medicação.
A dose não necessita ser ajustada ao peso corporal.
Características farmacológicas
Propriedades Farmacodinâmicas
O acetato de medroxiprogesterona (acetato de 17a-hidroxi-6a-metilprogesterona) é um
derivado da progesterona.
Mecanismo de Ação
O acetato de medroxiprogesterona é uma progestina sintética (estruturalmente relacionado
ao hormônio progesterona endógeno) que demonstrou possuir várias ações farmacológicas
sobre o sistema endócrino:
• Inibição das gonadotrofinas pituitárias (FSH e LH);
• Diminuição dos níveis sangüíneos de ACTH e de hidrocortisona;
• Diminuição da testosterona circulante;
• Diminuição dos níveis de estrogênio circulante (como resultado da inibição de FSH e
indução enzimática de redutase hepática, resultando em aumento do clearance de
testosterona e conseqüente redução de conversão de androgênios para estrogênios).
Todas essas ações resultam em um número de efeitos farmacológicos descritos abaixo:
Quando o acetato de medroxiprogesterona é administrado por via parenteral à paciente na
posologia recomendada, inibe a secreção das gonadotrofinas, que, por sua vez, evita a
maturação do folículo e a ovulação, determinando a redução da espessura do endométrio.
Como resultado, há uma atividade contraceptiva.
Estudos Clínicos
Estudos de Densidade Mineral Óssea
Alterações da Densidade Mineral Óssea em Mulheres Adultas
Em um estudo clínico controlado em mulheres adultas usando acetato de
medroxiprogesterona injetável (150 mg IM) por até 5 anos para contracepção, mostrou uma
diminuição média de 5-6% da densidade mineral óssea na coluna lombar e no quadril,
comparado à mudança não significativa da densidade mineral óssea no grupo controle. A
redução na densidade mineral óssea foi mais pronunciada durante os dois primeiros anos
de uso, com declínios menores nos anos subseqüentes. Foram observadas alterações
médias na densidade mineral óssea da coluna lombar de -2,86%, -4,11%, -4,89%, -4,93% e
-5,38% após 1, 2, 3, 4 e 5 anos, respectivamente. As reduções médias na densidade
mineral óssea do quadril total, colo femoral foram semelhantes.
Após a interrupção do uso de acetato de medroxiprogesterona injetável (150 mg IM), houve
recuperação progressiva da densidade mineral óssea em relação aos valores basais
durante o período de 2 anos pós-tratamento. Após 2 anos sem tratamento, o déficit da
densidade mineral óssea caiu para aproximadamente 2,1% na coluna e quadril. Um
tratamento de maior duração foi associado a uma taxa mais lenta de recuperação da
densidade mineral óssea (vide “Advertências e Precauções Especiais – Perda da Densidade
Mineral Óssea”).
Alterações da Densidade Mineral Óssea em Meninas Adolescentes (12-18 anos de idade)
Um estudo clínico aberto não randomizado em meninas adolescentes (12-18 anos) usando
acetato de medroxiprogesterona injetável (150 mg IM a cada3 meses por até 240 semanas
(4,6 anos) para contracepção, também mostrou um declínio significativo na densidade
mineral óssea em relação ao basal. Entre os pacientes que receberam >4 injeções por um
período de 60 semanas, a diminuição média da densidade mineral óssea na coluna lombar
foi de -2,1% após 240 semanas, a diminuição média no quadril total e colo femoral foi de -
6,4% e -5,4%, respectivamente. O acompanhamento pós-tratamento demonstrou que a
densidade mineral óssea da coluna lombar recuperou-se ao nível basal aproximadamente 1
ano após a descontinuação do tratamento e a densidade mineral óssea do quadril
recuperou-se ao nível basal aproximadamente 3 anos após a descontinuação do tratamento.
Em contrapartida, pacientes não-tratados demonstraram aumento da densidade mineral
óssea média nas 240 semanas de 5,1%, 1,1% e 1,5% para coluna lombar, quadril total e
colo femoral, respectivamente (vide “Advertências e Precauções Especiais - Perda da
Densidade Mineral Óssea”).
Propriedades Farmacocinéticas
Absorção: após administração intramuscular, o acetato de medroxiprogesterona é
lentamente liberado, resultando em um nível baixo, mas persistente na circulação.
Imediatamente após uma injeção intramuscular de 150 mg/mL de acetato de
medroxiprogesterona, as concentrações séricas foram de 1,7 ± 0,3 nmol/L. Duas semanas
mais tarde, os níveis foram de 6,8 ± 0,8 nmol/L. O tempo médio para o pico é de
aproximadamente 4 a 20 dias após uma dose intramuscular. Os níveis séricos de acetato de
medroxiprogesterona são reduzidos gradualmente e permanecem relativamente constante
por volta de 1 ng/mL por 2-3 meses. Os níveis na circulação podem ser detectados por 7 a 9
meses após uma injeção intramuscular.
Distribuição: aproximadamente 90 a 95% do acetato de medroxiprogesterona estão ligados
as proteínas. O volume de distribuição relatado é de 20 ± 3 litros. O acetato de
medroxiprogesterona atravessa a barreira hematoencefálica e a barreira placentária (vide
“Advertências e Precauções – Uso durante a Gravidez e Uso durante a Lactação”). Baixos
níveis de acetato de medroxiprogesterona foram detectados no leite de mulheres lactantes
(vide “Advertências e Precauções – Uso durante a Gravidez e Uso durante a Lactação”) que
receberam 150 mg de acetato de medroxiprogesterona por via intramuscular.
Metabolismo: o acetato de medroxiprogesterona é metabolizado no fígado.
Eliminação: a meia-vida de eliminação após uma injeção intramuscular única é de cerca de
6 semanas. O acetato de medroxiprogesterona é excretado principalmente nas fezes, via
secreção biliar. Aproximadamente 30% de uma dose intramuscular é excretado na urina
após 4 dias.
Após a descontinuação da medicação, as mulheres com peso corpóreo mais baixo
engravidam mais rapidamente que aquelas com peso maior. Não se conhece o efeito de
doença hepática e/ou renal na farmacocinética do Depo® Provera® (acetato de
medroxiprogesterona) 150 mg.
Dados de Segurança Pré-Clínicos
Carcinogênese, Mutagênese e Alterações da Fertilidade
Administração intramuscular a longo-prazo de acetato de medroxiprogesterona mostrou
produzir tumores mamários em cães da raça beagles. Não há evidência de efeitos
carcinogênicos associados com a administração oral de acetato de medroxiprogesterona em
ratos e camundongos. O acetato de medroxiprogesterona não foi mutagênico numa série de
ensaios de toxicidade genética in vitro ou in vivo. O acetato de medroxiprogesterona em
altas doses é um fármaco anti-fertilidade e, em casos de altas doses, pode-se esperar
diminuição da fertilidade até que o tratamento termine.
Modo de usar
Depo® Provera® 150 mg deve ser administrado por via intramuscular, em intervalos
de 12 a 13 semanas, sendo no máximo a cada 13 semanas (91 dias). Se passados
mais de 91 dias da última aplicação você deve excluir gravidez através de um teste
sorológico antes de realizar uma nova aplicação de Depo® Provera® 150 mg. Antes
do término das 13 semanas procure seu médico para programar a data correta da
nova aplicação. Este medicamento tem uma grande eficácia anticoncepcional, desde
que usado rigorosamente segundo a orientação de seu médico.
Armazenagem
Depo® Provera® 150 mg deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e
30°C), protegido da luz.
Depo-provera - Informações
O acetato de medroxiprogesterona é um derivado da progesterona, sendo ativo por administração parenteral ou oral.
Mecanismo de ação: Quando o
Depo-provera 150mg (acetato de medroxiprogesterona) é administrado à paciente, na posologia recomendada, a cada 3 meses, inibe a secreção das gonadotropinas, o que, por sua vez, evita a maturação do folículo e a ovulação, determinando a redução da espessura do endométrio. Como resultado, há uma atividade contraceptiva.
Farmacologia: Após uma injeção intramuscular única de
Depo-provera 150 mg (acetato de medroxiprogesterona), as concentrações séricas do acetato de medroxiprogesterona, medidas por radioimunoensaio extrativo, aumentam por cerca de 3 semanas até atingir níveis máximos de 1 a 7 ng/ml. Esses níveis caem então exponencialmente até se tornarem indetectáveis (< 100pg/ml) entre 120 a 200 dias após a injeção. A meia-vida aparente do acetato de medroxiprogesterona no soro sanguíneo após a administração IM de
Depo-provera (acetato de medroxiprogesterona), detectada através de radioimunoensaio não-extrativo, é de, aproximadamente, 50 dias.
Após a descontinuação da medicação, as mulheres c/ peso corpóreo mais baixo engravidam mais rapidamente que aquelas c/ peso maior. Não se conhece o efeito de doença hepática e/ou renal na farmacocinética do
Depo-provera 150mg (acetato de medroxiprogesterona).