Diclofenaco Potássico - Bula do remédio
Diclofenaco Potássico com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Diclofenaco Potássico têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Diclofenaco Potássico devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.
Laboratório
Genérico
Referência
Diclofenaco Potássico 50 mg
Apresentação de Diclofenaco Potássico
Cada comprimido revestido contém:
Diclofenaco Potássico ............................................................................................................ 50 mg
excipientes: amido, celulose, copolímero de dimetilaminoetilmetacrilato, óxido de ferro vermelho,
croscarmelose sódica, dióxido de silício coloidal, dióxido de titânio, estearato de magnésio, fosfato
de cálcio dibásico, manitol, macrogol, talco, água deionizada, acetona e álcool isopropílico.
Diclofenaco Potássico - Indicações
Tratamento de curto prazo das seguintes condições agudas:
• estados dolorosos inflamatórios pós-traumáticos como, por exemplo, os causados por entorses;
• dor e inflamação no pós-operatório como, por exemplo, após cirurgias ortopédicas ou odontológicas;
• condições dolorosas e/ou inflamatórias em ginecologia como, por exemplo, dismenorréia primária
ou anexite;
• síndromes dolorosas da coluna vertebral;
• reumatismo não-articular na fase aguda;
• como adjuvante no tratamento de processos infecciosos acompanhados de dor e inflamação de
ouvido, nariz ou garganta como, por exemplo, nas faringoamigdalites e otites, respeitando os
princípios terapêuticos gerais de que a doença básica deve ser adequadamente tratada. Febre,
isoladamente, não é uma indicação.
Contra-indicações de Diclofenaco Potássico
Úlcera gástrica ou intestinal. Hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a
qualquer outro componente da formulação.
Como outros agentes antiinflamatórios não-esteróides, o
Diclofenaco Potássico também
é contra-indicado em pacientes nos quais crises de asma, urticária ou rinite
aguda são causadas pelo ácido acetilsalicílico ou por outros fármacos com atividade
inibidora da prostaglandina-sintetase.
Não é indicado para crianças abaixo de 14 anos. Com exceção de casos de
artrite juvenil crônica.
Advertências
Sangramento ou ulcerações/perfurações gastrointestinais podem ocorrer a qualquer
momento durante o tratamento, com ou sem sintomas de advertência ou história
prévia. Estas, em geral, apresentam conseqüências mais sérias em pacientes idosos.
Nesses raros casos, o medicamento deve ser descontinuado.
Assim como com outros antiinflamatórios não-esteróides (AINEs), reações alérgicas,
incluindo reações anafiláticas/anafilactóides, poderão também ocorrer, em
casos raros, sem a exposição prévia ao fármaco.
O
Diclofenaco Potássico, assim como outros AINEs, pode mascarar os sinais e sintomas
de infecção devido a suas propriedades farmacodinâmicas.
A segurança e eficácia do diclofenaco - independente da formulação farmacêutica
- não foi ainda estabelecida em crianças. Assim sendo, com exceção
de caso de artrite juvenil crônica, o uso do diclofenaco não é recomendado
em crianças de idade inferior a 14 anos.
Uso na gravidez de Diclofenaco Potássico
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento
ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando.
Interações medicamentosas de Diclofenaco Potássico
• Lítio, digoxina: o diclofenaco pode elevar as concentrações plasmáticas de lítio e
digoxina.
• Diuréticos: assim como outros antiinflamatórios não-esteróides (AINEs), o diclofenaco
pode inibir a atividade de diuréticos. O tratamento concomitante com diuréticos
poupadores de potássio pode estar associado à elevação dos níveis séricos
de potássio, os quais devem portanto ser monitorizados.
• AINEs: a administração concomitante de AINEs sistêmicos pode aumentar a
freqüência de reações adversas.
• Anticoagulantes: embora as investigações clínicas não pareçam indicar que o
diclofenaco apresente uma influência sobre o efeito dos anticoagulantes, existem
relatos de uma elevação no risco de hemorragias com o uso combinado de diclofenaco
diclofenaco
e terapia anticoagulante. Nestes casos, conseqüentemente, é recomendável uma monitorização dos pacientes.
• Antidiabéticos: estudos clínicos demonstraram que o diclofenaco pode ser administrado
juntamente com hipoglicemiantes orais sem influenciar seus efeitos clínicos.
Entretanto, existem relatos isolados de efeitos hipo e hiperglicemiantes na presença
de diclofenaco, determinando a necessidade de ajuste posológico dos agentes
hipoglicemiantes.
• Metotrexato: deve-se tomar cuidado quando AINEs forem administrados menos
de 24 horas antes ou após tratamento com metotrexato, uma vez que a concentração
sérica deste fármaco pode se elevar aumentando assim a sua toxicidade.
• Ciclosporina: os efeitos dos AINEs sobre as prostaglandinas renais pode aumentar
a nefrotoxicidade da ciclosporina.
• Antibacterianos quinolônicos: têm ocorrido relatos isolados de convulsões que
podem estar associadas ao uso concomitante de quinolonas e AINEs.
Reações adversas / Efeitos colaterais de Diclofenaco Potássico
As seguintes estimativas de freqüência foram aplicadas: freqüente > 10%, ocasional
> 1% - 10%, rara > 0,001% - 1%, casos isolados < 0,001%.
• Trato gastrointestinal
Ocasional: epigastralgia, distúrbios gastrointestinais tais como náusea, vômito,
diarréia, cólicas abdominais, dispepsia, flatulência, anorexia, irritação local. Raros:
sangramento gastrointestinal (hematêmese, melena, diarréia sangüinolenta), úlcera
gástrica ou intestinal com ou sem sangramento ou perfuração. Casos isolados:
estomatite aftosa, glossite, lesões esofágicas, estenose intestinal diafragmática,
distúrbios do baixo colo tais como colite hemorrágica não-específica e exacerbação
de colite ulcerativa ou doença de Crohn; constipação, pancreatite.
• Sistema nervoso central
Ocasional: cefaléia, tontura ou vertigem. Casos raros: sonolência. Casos isolados:
distúrbios da sensibilidade, incluindo parestesia, distúrbios da memória, insônia,
irritabilidade, convulsões, depressão, ansiedade, pesadelos, tremores, reações
psicóticas, meningite asséptica.
• Órgãos Sensoriais
Casos isolados: distúrbios da visão (visão borrada, diplopia), deficiência auditiva,
tinitus, distúrbios do paladar.
• Pele
Ocasionalmente: rash ou erupções cutâneas. Casos raros: urticária. Casos isolados:
eritroderma (dermatite esfoliativa), perda de cabelo, reação de fotossensibilidade,
púrpura, incluindo púrpura alérgica, erupção bolhosa, eczema, eritema multiforme,
síndrome de Stevens-Johnson, síndrome de Lyell (epidermólise tóxica aguda).
• Sistema urogenital
Raro: edema. Casos isolados: insuficiência renal aguda, distúrbios urinários tais
como hematúria, proteinúria, nefrite intersticial, síndrome nefrótica, necrose papilar.
• Fígado
Ocasionalmente: elevação dos níveis séricos das enzimas aminotransferases.
Casos raros: hepatite, com ou sem icterícia. Casos isolados: hepatite fulminante.
• Sangue
Casos isolados: trombocitopenia, leucopenia, anemia (hemolítica e aplástica),
agranulocitose.
• Hipersensibilidade
Casos raros: reações de hipersensibilidade tais como asma, reações sistêmicas
anafiláticas/anafilactóides, incluindo hipotensão. Casos isolados: vasculite, pneumonite.
Sistema Cardiovascular
Casos isolados: palpitação, dores no peito, hipertensão, insuficiência cardíaca
congestiva.
Diclofenaco Potássico - Posologia
A dose inicial diária recomendada é de 100 a 150 mg. Em casos mais leves, bem como para
pacientes acima de 14 anos de idade, 75 a 100 mg/dia são em geral suficientes. A dose diária
prescrita deve ser fracionada em duas a três tomadas.
No tratamento da dismenorréia primária, a dose diária, que deve ser individualmente adaptada, é
geralmente de 50 a 150 mg. Inicialmente devem ser administradas doses de 50 a 100 mg e, se
necessário, estas doses devem ser elevadas no decorrer de vários ciclos menstruais até o máximo
de 200 mg/dia. O tratamento deve iniciar-se aos primeiros sintomas e, dependendo da sintomatologia,
continuar por alguns dias.
Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos inteiros e com um pouco de líquido, de preferência
antes das refeições.
Características farmacológicas
Farmacodinâmica:
Grupo farmacoterapêutico:
Antiinflamatório não-esteróide (AINE).
Mecanismo de ação:
O diclofenaco é um composto não-esteróide com acentuadas propriedades analgésica,
antiinflamatória e antipirética.
O diclofenaco possui um rápido início de ação, o que o torna particularmente adequado para o
tratamento de estados dolorosos e/ou inflamatórios agudos. A inibição da biossíntese das
prostaglandinas, demonstrada experimentalmente, é considerada fundamental no mecanismo de
ação do diclofenaco. As prostaglandinas desempenham papel importante na gênese da inflamação,
dor e febre.
O diclofenaco in vitro, nas concentrações equivalentes àquelas alcançadas no homem, não suprime
a biossíntese de proteoglicanos nas cartilagens.
Efeitos farmacodinâmicos:
Por meio de ensaios clínicos foi possível demonstrar que o diclofenaco exerce pronunciado efeito
analgésico em estados moderados ou severamente dolorosos. Na presença de inflamação devida,
por exemplo, a trauma ou após intervenção cirúrgica, o diclofenaco alivia rapidamente tanto a dor
espontânea quanto a relacionada ao movimento e diminui o inchaço inflamatório e o edema do
ferimento. Estudos clínicos também revelaram que na dismenorréia primária o diclofenaco é capaz
de aliviar a dor e reduzir o sangramento.
Farmacocinética:
Absorção:
O diclofenaco é rápida e completamente absorvido a partir dos comprimidos revestidos. A absorção
inicia-se imediatamente após a administração. O pico médio das concentrações plasmáticas de
3,8 mcmol/L são atingidos após 20-60 minutos após a ingestão de um comprimido revestido de
50 mg. A ingestão juntamente com alimentos não tem influência na quantidade de diclofenaco
absorvido, embora o início e taxa de absorção possam ser ligeiramente retardadas.
Distribuição:
99,7% do diclofenaco liga-se a proteínas séricas, predominantemente à albumina (99,4%).
O volume de distribuição aparente calculado é de 0,12 - 0,17 L/kg.
O diclofenaco penetra no fluido sinovial, onde as concentrações máximas são medidas de 2 - 4
horas após serem atingidos os valores de pico plasmático. A meia-vida aparente para eliminação
do fluido sinovial é de 3 - 6 horas. Duas horas após atingidos os valores de pico plasmático, as
concentrações da substância ativa já são mais altas no fluido sinovial que no plasma, permanecendo
mais altas por até 12 horas.
Biotransformação:
A biotransformação do diclofenaco ocorre parcialmente por glicuronidação da molécula intacta,
mas principalmente por hidroxilação e metoxilação simples e múltipla, resultando em vários
metabólitos fenólicos (3’-hidroxi-, 4’-hidroxi-, 5-hidroxi-, 4’,5-hidroxi- e 3’-hidroxi-4’-metoxidiclofenaco),
a maioria dos quais são convertidos aos conjugados glicurônicos. Dois desses
metabólitos fenólicos são biologicamente ativos, mas em extensão muito menor que o diclofenaco.
Eliminação:
O clearance (depuração) sistêmico total do diclofenaco do plasma é de 263 + 56 mL/min (valor
médio + DP). A meia-vida terminal no plasma é de 1 - 2 horas. Quatro dos metabólitos, incluindo
os dois ativos, também têm meia-vida plasmática curta de 1 - 3 horas. Um metabólito, 3’-hidroxi-
4’-metoxi-diclofenaco, tem meia-vida plasmática maior. Entretanto, esse metabólito é virtualmente
inativo.
Cerca de 60% da dose absorvida é excretada na urina como conjugado glicurônico da molécula
intacta e como metabólitos, a maioria dos quais são também convertidos aos conjugados
glicurônicos. Menos de 1% é excretado como substância inalterada. O restante da dose é eliminada
como metabólitos através da bile nas fezes.
Características em pacientes:
Não foram observadas diferenças idade-dependentes relevantes na absorção, metabolismo ou
excreção do fármaco.
Em pacientes com insuficiência renal, não se pode inferir, a partir da cinética de dose-única, o
acúmulo da substância ativa inalterada, quando se aplica o esquema normal de dose. A um
clearance de creatina < 10 mL/min, os níveis plasmáticos de steady-state (estado de equilíbrio)
calculados dos hidroxi metabólitos são cerca de 4 vezes maiores que em indivíduos normais.
Entretanto, os metabólitos são ao final excretados através da bile.
Em pacientes com hepatite crônica ou cirrose não-descompensada, a cinética e metabolismo do
diclofenaco é a mesma de pacientes sem doença hepática.
Experiência pré-clínica:
Mutagenicidade, carcinogenicidade e toxicidade sobre a reprodução:
O diclofenaco não influencia a fertilidade das matrizes (ratos) nem o desenvolvimento pré- peri- e
pós-natal da prole. Não foram detectados efeitos teratogênicos em camundongos, ratos e coelhos.
Não foram demonstrados efeitos mutagênicos em vários experimentos in vitro e in vivo, e nenhum
potencial carcinogênico foi detectado em estudos de longo prazo em ratos e camundongos.
Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco
Não está bem estabelecido se pacientes idosos possuem um risco aumentado de uma séria
toxicidade gastrointestinal durante o uso de antiinflamatórios não-esteróides (AINEs). Entretanto,
a ulceração e/ou hemorragia induzida pelo uso de AINEs pode possivelmente causar conseqüências
mais sérias em pacientes geriátricos do que em adultos jovens. Além disso, pacientes
idosos possuem uma maior predisposição ao comprometimento da função renal, o que pode
aumentar o risco de toxicidade renal e hepática durante o uso de AINEs, podendo requerer uma
redução da dosagem para evitar o acúmulo do medicamento no organismo. Alguns médicos
recomendam a pacientes geriátricos, especialmente com idade igual ou superior a 70 anos, a
administração de metade da dose inicial recomendada para adultos. Os pacientes idosos devem
receber um cuidadoso monitoramento durante o tratamento com AINEs para prevenir a ocorrência
de efeitos indesejáveis.
Armazenagem
Conservar o medicamento em temperatura ambiente (entre 15oC
e 30oC) e proteger da umidade.
Diclofenaco Potássico - Informações
O
Diclofenaco Potássico é utilizado no tratamento da dor e inflamação.
Prazo de validade: Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento diclofenaco
potássico apresenta prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação. Não utilize o
medicamento após o vencimento do prazo de validade.
Cuidados de administração: Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos com um pouco de
líquido, de preferência antes das refeições. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre
os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como
náuseas, diarréia, dor de estômago, dor de cabeça, tontura e vermelhidão da pele ou qualquer
outra que porventura possa ocorrer.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias: A ingestão de antiinflamatórios com álcool,
aumenta o potencial de irritação gástrica. Desta forma, recomenda-se não ingerir álcool durante
o tratamento.
Contra-indicações e precauções: Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja
usando, antes do início ou durante o tratamento. Antes de iniciar o tratamento com diclofenaco
potássico, informe ao seu médico se tem problemas de estômago e de intestino, suspeita de
úlcera, doença do fígado, de rim ou de coração. O
Diclofenaco Potássico é contra-indicado para
pacientes com úlcera gástrica e intestinal, alergia ao diclofenaco e para pacientes que têm crises
de asma, urticária e rinite aguda quando tomam ácido acetilsalicílico (ex.: aspirina). Pacientes
que apresentarem vertigens durante o uso do medicamento deverão evitar operar máquinas e
dirigir veículos. Devem ser feitos exames de sangue durante tratamentos longos.
Não é indicado para crianças abaixo de 14 anos. Com exceção de casos de artrite juvenil
crônica.