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Encrise - Bula do remédio

Encrise com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Encrise têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Encrise devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Biolab

Apresentação de Encrise

Solução injetável 20 U/ml. Caixa com 10 ampolas de 1ml.

Encrise - Indicações

Encrise (vasopressina injetável) é uma solução aquosa estéril de vasopressina sintética (8-arginina vasopressina) semelhante ao hormônio vasopressina da glândula pituitária posterior. Essencialmente não age como os ocitócitos e é padronizado para conter 20 unidades pressoras/ml. A solução contém clorbutanol 0,5% (derivado do clorofórmio) como conservante. A acidez da solução é ajustada com ácido acético. Encrise é indicado na prevenção e no tratamento de distensão abdominal pós-operatória, em radiografia abdominal para evitar a interferência de sombras gasosas, em diabetes insipidus, na hemorragia gastrintestinal, na ressuscitação cardiorrespiratória, no tratamento da fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular refratária à desfibrilação elétrica, na assistolia e atividade elétrica sem pulso e no choque séptico.

Contra-indicações de Encrise

Encrise é contra-indicado em casos de hipersensibilidade aos componentes da fórmula e em nefrite crônica com retenção de nitrogênio.

Advertências

Este medicamento não deve ser usado em pacientes com doença vascular, especialmente doenças nas artérias coronárias, exceto com extrema cautela. Nestes pacientes, mesmo pequenas doses podem precipitar angina, e com grandes doses, a possibilidade de infarto do miocárdio deve ser considerada. A vasopressina pode provocar intoxicação hídrica. Os primeiros sinais de tonturas, desatenção e dores de cabeça devem ser reconhecidos para prevenir coma e convulsões. A vasopressina deve ser utilizada com cautela na presença de epilepsia, enxaqueca, asma e insuficiência cardíaca ou outras condições onde a rápida adição de água extracelular pode apresentar riscos a um sistema já sobrecarregado. Nefrite crônica com retenção de nitrogênio contra-indica o uso de vasopressina até que níveis aceitáveis de nitrogênio sangüíneo sejam atingidos. Efeitos adversos como palidez, cólicas abdominais e náusea podem ser reduzidos pela ingestão de 1 ou 2 copos de água no momento da administração de vasopressina. Estes efeitos adversos não são normalmente sérios e provavelmente desaparecerão dentro de alguns minutos. Durante a terapia recomenda-se a realização periódica de eletrocardiogramas (ECG) e determinações dos níveis de fluídos e eletrólitos. A vasopressina pode ser utilizada por via endovenosa, porém devido ao risco de necrose decorrente de extravasamento, é preferível a utilização de uma veia central.

Uso na gravidez de Encrise

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgiãodentista. Não foram realizados estudos com a vasopressina na reprodução de animais. Também não se sabe se a vasopressina pode causar dano fetal quando administrada à mulheres grávidas ou se pode afetar a capacidade reprodutiva. Encrise só deve ser administrado à mulheres grávidas se absolutamente necessário. Doses de vasopressina suficientes para um efeito antidiurético normalmente não produzem contrações uterinas tônicas que possam ser nocivas ao feto ou ameaçar a continuidade da gestação. Lactação – A administração de Encrise às mulheres que estão amamentando deve ser feita com cautela.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Encrise

Reações alérgicas locais ou sistêmicas podem ocorrer de acordo com a sensibilidade individual. As seguintes reações foram relatadas após a administração de vasopressina: Geral: anafilaxia (parada cardíaca e/ou choque) foi observada logo após a injeção de vasopressina. Cardiovascular: parada cardíaca, palidez perioral, arritmias, diminuição do débito cardíaco, angina, isquemia do miocárdio e gangrena. Gastrintestinal: cólicas abdominais, náusea, vômito, eliminação de gases. Sistema nervoso: tremor, vertigem, sensação de pulsação na cabeça. Respiração: constrição brônquica. Pele e anexos: sudorese, urticária, gangrena cutânea.

Encrise - Posologia

Via subcutânea e intramuscular Distensão abdominal: A dose usual inicial para pacientes adultos no pósoperatório é de 5 unidades (0,25 ml de Encrise), podendo ser aumentada para 10 unidades (0,5 ml de Encrise) nas injeções subseqüentes, se necessário. Recomenda-se que o Encrise seja administrado por via intramuscular e que as injeções sejam repetidas em intervalos de 3 ou 4 horas, se necessário. As doses devem ser proporcionalmente reduzidas para pacientes pediátricos. Encrise poderá ser administrado, nas mesmas doses, por via subcutânea. Encrise usado desta maneira prevenirá ou aliviará a distensão abdominal. Estas recomendações também são aplicáveis para distensões decorrentes de complicação de pneumonia ou outras toxemias agudas. Radiografia abdominal: Recomenda-se, em média, duas injeções intramusculares de 10 unidades cada (0,5 ml de Encrise). Estas injeções devem ser administradas, a primeira, duas horas antes e a segunda, meia hora antes da exposição dos filmes. Muitos radiologistas recomendam a utilização de enema antes da primeira dose de Encrise. Encrise poderá ser administrado, nas mesmas doses, por via subcutânea. Diabetes insipidus: Encrise pode ser administrado através de injeção intramuscular ou subcutânea. A dose injetável para adultos é de 5 a 10 unidades (0,25 a 0,5 ml de Encrise) repetidas duas ou três vezes por dia, se necessário. A dose recomendada na pediatria é de 2,5 a 5 unidades (0,125 a 0,25 ml de Encrise), a cada 6 a 8 horas, titulada para alcançar a resposta fisiológica desejada. Via endovenosa Utilizar preferencialmente veia central ou veia periférica profunda. Hemorragia gastrintestinal: A vasopressina (Encrise) foi administrada endovenosa no tratamento das hemorragias oriundas de várias causas. Foi utilizada para tratar o sangramento das varizes de esôfago e outros tipos de hemorragia gastrintestinal superior. Devido ao risco de necrose tecidual pelo extravasamento da solução, é preferível a escolha de uma veia central. A infusão endovenosa deve iniciar com 0,2U/minuto de Encrise e ser aumentada a cada hora de 0,2U/minuto até que a hemorragia seja controlada. Doses mais elevadas podem ser utilizadas, mas o limite prudente é de 1U/minuto. Um bolus endovenoso de 20U de vasopressina (Encrise) em mais de 20 – 30 minutos pode ser dado, mas talvez não haja necessidade. Após 12 horas de controle da hemorragia, a dose de vasopressina (Encrise) pode ser reduzida à metade, e pode ser interrompida dentro de mais 12 – 24 horas. Pode ser administrada concomitantemente nitroglicerina, via endovenosa, para controlar os efeitos colaterais. No tratamento da hemorragia gastrintestinal em crianças, a dose de vasopressina é de 0,01U/kg/minuto. Choque séptico: A administração recomendada é de 0,01 a 0,04 unidades/minuto em infusão contínua. A infusão contínua deverá ser mantida de 24 a 96 horas de forma a individualizar cada caso. Fibrilação ventricular ou Taquicardia ventricular refratária à desfibrilação elétrica e assistolia e atividade elétrica sem pulso (Ressuscitação cardíaca): A dose atualmente recomendada no manuseio da PCR em adultos, é de 40U por via endovenosa, uma única vez, seguida de bolus de 20 ml de água destilada ou soro fisiológico. Diabetes insipidus: A infusão contínua de vasopressina de 0,001 a 0,003U/kg/hora é efetiva no controle da poliúria e da osmolalidade sérica em crianças com diabetes insipidus pós-operatório.

Superdosagem

Sintomas: hiper-hidrose, hipernatremia, palidez, cólicas abdominais e náusea. Tratamento: a hiper-hidrose pode ser tratada com restrição de água e retirada temporária da vasopressina até que ocorra poliúria. Intoxicação hídrica severa pode exigir diurese osmótica com manitol, dextrose hipertônica ou uréia, sozinha ou associada com furosemida. SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR. NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS, PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA.

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