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Exelmin - Bula do remédio

Exelmin com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Exelmin têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Exelmin devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Laboratório

Uci

Apresentação de Exelmin

compr. 75/200 mg cx. c/ 6 Susp. fr. c/ 30 mL c/ cambendazol 150 mg+ mebendazol 400 mg.

Exelmin - Indicações

Exelmin é indicado no tratamento da estrongiloidíase, incluindo as formas crônica e disseminada, ancilostomíase, necatoríase, oxiuríase (enterobíase), tricuríase, ascaridíase e teníase. Exelmin é indicado para o tratamento de parasitoses simples ou múltiplas.

Contra-indicações de Exelmin

Em casos de hipersensibilidade ao cambendazol, mebendazol ou a qualquer componente da fórmula. Não é indicada a utilização de Exelmin durante o primeiro trimestre de gravidez.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Exelmin

Exelmin é bem tolerado, apresentando baixa incidência de efeitos colaterais. Geralmente, os efeitos adversos são leves e transitórios não causando a suspensão da terapia. Os efeitos adversos freqüentemente observados são náusea, vômito, dor abdominal, diarréia, sonolência, tontura, cefaléia, astenia.

Exelmin - Posologia

Crianças de 2 a 5 anos de idade 5ml da suspensão duas vezes ao dia(a cada 12 horas) Crianças de 6 a 10 anos de idade meio comprimido, duas vezes ao dia(a cada 12 horas) ou 7,5ml da suspensão duas vezes ao dia(a cada 12 horas) Adultos e crianças acima de 10 anos de idade 1 comprimido duas vezes ao dia(a cada 12 horas) ou 15ml da suspensão duas vezes ao dia(a cada 12 horas). Exelmin deve ser administrado durante três dias consecutivos. Na estrongiloidíase disseminada o regime da terapia depende da gravidade da parasitose e do quadro clínico do paciente. Após três semanas do término do tratamento, o paciente deve realizar exame laboratorial de fezes. Se houver resultado positivo, o tratamento com Exelmin deve ser repetido. Não é necessária a administração de laxantes ou purgantes antes ou após a administração de Exelmin.

Exelmin - Informações

A associação do cambendazol e mebendazol, derivados benzimidazólicos, confere ação anti-helmíntica de amplo espectro ao medicamento. O cambendazol atinge as parasitoses causadas por Ancylostoma brasilienses (larva migrans), Ancylostoma caninum, Toxocara canis, Toxocara cati e principalmente o Strongyloides stercoralis. O mebendazol apresenta atividade contra Ancylostoma duodenale, Necator americanus, Enterobius vermicularis, Trichuris trichiura, Ascaris lumbricoides, Taenia saginata e Taenia solium. O cambendazol e mebendazol agem inibindo a formação dos microtúbulos através do bloqueio da captação de glicose, resultando na depleção de glicogênio dos parasitas e formação reduzida da adenosina trifosfato (ATP), necessária para a sobrevivência e reprodução dos parasitas. Conseqüentemente ocorre paralisia e morte dos vermes, os quais são eliminados com as fezes. O cambendazol e mebendazol não interferem no metabolismo da glicose no homem devido o sistema microtubular das células do hospedeiro ser diferente daquele dos helmintos. Após a administração oral, o cambendazol é rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal, atingindo concentração sérica máxima em 2 a 4 horas. A meia-vida do cambendazol é de, aproximadamente, 8 horas. Apresenta biotransformação hepática, sendo eliminado principalmente pela urina e, 5%, pelas fezes. O mebendazol é pouco absorvido pelo trato gastrintestinal, aproximadamente 5 a 10%, atingindo concentração plasmática máxima em 2 a 5 horas, após a administração oral. O mebendazol apresenta alta ligação a proteínas plasmáticas, 95%, e biodisponibilidade de 2,1 a 3,3%, devido a alta eliminação pré-sistêmica. É biotransformado no fígado, formando metabólitos inativos. A meia-vida de eliminação é de 2,5 a 5,5 horas e em pacientes com insuficiência hepática é de, aproximadamente, 35 horas. Dois a 5% da dose são excretados pela urina e 95% pelas fezes.

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