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Faslodex

Faslodex - Bula do remédio

Faslodex com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Faslodex têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Faslodex devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Astrazeneca

Referência

Fulvestranto

Apresentação de Faslodex

Solução injetável (líquido viscoso), via intramuscular. Embalagem com uma seringa preenchida, contendo 5 ml da solução injetável, acompanhada de uma agulha estéril descartável.
USO ADULTO

Faslodex - Indicações

Faslodex é indicado para o tratamento de mulheres de qualquer idade e que estejam na pós-menopausa, portadoras de câncer de mama localmente avançado ou metastático, previamente tratadas com terapia endócrina, independente se a pós-menopausa ocorreu naturalmente ou foi induzida.

Contra-indicações de Faslodex

Faslodex é contra-indicado a pacientes com conhecida hipersensibilidade à droga ou a qualquer componente da fórmula.

Advertências

O fulvestranto é metabolizado primariamente no fígado.
Deve-se ter cuidado ao usar Faslodex em pacientes com insuficiência hepática, pois a depuração pode ser reduzida.
Deve-se ter cuidado antes de tratar os pacientes que tenham depuração de creatinina menor do que 30 ml/min.
Deve-se ter cuidado antes de tratar os pacientes com sangramento, trombocitopenia ou em uso de anticoagulante, devido à via de administração.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas: é improvável que Faslodex interfira na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Entretanto, durante tratamento com Faslodex foi relatada astenia, e deve-se observar com cuidado os pacientes que apresentam esse sintoma.

Uso na gravidez de Faslodex

Uso durante a gravidez e a lactação:
Categoria de risco na gravidez: D.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Como esperado com um antiestrogênico potente, estudos em animais têm mostrado toxicidade reprodutiva. O fulvestranto é encontrado no leite de ratas em níveis significativamente maiores do que os níveis plasmáticos. O risco potencial para humanos é desconhecido. Além disso, o uso de Faslodex deve ser evitado em gestantes ou lactantes.

Interações medicamentosas de Faslodex

O fulvestranto não inibe significativamente nenhuma das isoenzimas principais do citocromo P450 (CYP) in vitro, e resultados de um estudo de farmacocinética clínica envolvendo co-administração de fulvestranto com midazolam também sugerem que as doses terapêuticas de fulvestranto não terão efeito inibitório na CYP3A4. Em adição, apesar de o fulvestranto ser metabolizado pela CYP3A4 in vitro, o estudo clínico com rifampicina não mostrou alterações da depuração de fulvestranto quando induzido pela CYP3A4. Resultados de um estudo clínico com cetoconazol, um potente inibidor da CYP3A4, também indicou que não há alterações clinicamente relevantes na depuração de fulvestranto. Não é necessário ajuste de dose em pacientes recebendo inibidores ou indutores da CYP3A4.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Faslodex

Aproximadamente 47% dos pacientes apresentaram reações adversas. Entretanto, somente em 0,9% dos pacientes a terapia foi suspensa devido a eventos adversos. Os eventos adversos mais comumente relatados foram ondas de calor, náuseas e reações no local da injeção e foram geralmente leves.
As reações adversas observadas nos estudos clínicos são apresentadas a seguir:
Muito comum (> 10%):
Cardiovascular:
− Ondas de calor, que foram predominantemente leves.

Comum (> 1% a ≤ 10%):
Gerais:
− Reações no local da injeção incluíram dor leve e transitória e inflamação em 7% dos pacientes (1% das injeções), quando administradas injeções únicas de 5 ml.
− Cefaléia, geralmente leve.
− Astenia, normalmente leve ou moderada.

Gastrointestinais:
− Distúrbios gastrointestinais incluindo náusea, vômito, diarréia e anorexia, que foram geralmente leves.

Desordens hepatobiliares:
− Elevação das enzimas hepáticas, na maioria dos casos < 2 x limite superior da normalidade.

Pele:
− Rash, geralmente leve.

Urogenital:
− Infecções do trato urinário, geralmente leves.

Incomuns (> 0,1 a ≤ 1%):
Desordens do Sistema Imune:
Reações de hipersensibilidade incluindo angioedema e urticária.
ATENÇÃO: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.

Faslodex - Posologia

A dose recomendada de Faslodex é de 250 mg, em injeção única de 5 ml, a ser administrada por via intramuscular na nádega, com intervalos de 1 mês. É recomendado que a injeção seja administrada lentamente.
Crianças: não é recomendado o uso em crianças ou adolescentes, já que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas nestes grupos etários.
Pacientes com Insuficiência Renal: não é recomendado ajuste de dose para pacientes com depuração de creatinina maior do que 30 ml/min. A segurança e a eficácia não foram avaliadas em pacientes com depuração de creatinina menor do que 30 ml/min.
Pacientes com Insuficiência Hepática: não é recomendado ajuste de dose para pacientes com insuficiência hepática categoria A e B de Child-Pugh. O uso do fulvestranto não tem sido avaliado em pacientes com insuficiência hepática categoria C de Child-Pugh (ver item Precauções e Advertências).
Idosas: não é necessário ajuste de dose para pacientes idosas.
Interações que Necessitam Ajuste de Dose: não existem interações droga-droga conhecidas que necessitem ajuste de dose.

Superdosagem

Não há experiência em humanos com superdosagem. Estudos em animais não mostram outros efeitos além daqueles relacionados direta ou indiretamente à atividade antiestrogênica, que foram evidentes com doses altas de fulvestranto. Caso ocorra superdosagem, as pacientes devem ser tratadas sintomaticamente.

Características farmacológicas

1. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Propriedades Farmacodinâmicas
O fulvestranto é um agente antineoplásico e é o primeiro de uma nova classe de antiestrogênicos que tem um novo modo de ação, que leva à supressão da proteína dos receptores de estrogênio, sendo descrito como supressor do receptor de estrogênio (supressor de RE). O fulvestranto é um antiestrogênico não-agonista (puro), que bloqueia completamente a ação trófica do estrogênio sem ter qualquer atividade agonista parcial (estrogênio-like). O fulvestranto tem alta afinidade de ligação ao receptor de estrogênio, e a ligação ocorre de maneira competitiva, comparavelmente ao estradiol.
O fulvestranto é um inibidor potente e reversível do crescimento in vitro das células de câncer de mama humano sensível ao estrogênio e tem maior potência e eficácia do que o tamoxifeno.
O fulvestranto inibe o crescimento de xenoenxertos do câncer de mama humano sensível ao estrogênio no camundongo nu, é mais efetivo que o tamoxifeno na prevenção do surgimento de tumores das células de câncer de mama humano do xenoenxerto e suprime o crescimento de tumores de mama por até duas vezes mais do que o tamoxifeno. O fulvestranto inibe o crescimento in vitro de células de câncer de mama resistentes ao tamoxifeno e de tumores de mama resistentes ao tamoxifeno in vivo.
Propriedades Farmacocinéticas
Após administração intravenosa ou intramuscular, fulvestranto é rapidamente depurado a uma taxa aproximadamente igual à do fluxo sanguíneo hepático (10,5 ml de plasma/min/kg). Entretanto, a injeção intramuscular de longa ação de Faslodex mantém as concentrações plasmáticas de fulvestranto dentro de uma faixa estreita (de 2 a 3 vezes) em um período de pelo menos 28 dias após administrado.
A administração de 250 mg de fulvestranto 1 vez ao mês (28 dias ± 3 dias) resulta em acúmulo limitado, atingindo-se o estado de equilíbrio depois de aproximadamente 3 a 6 doses. No estado de equilíbrio há uma diferença aproximada de 2 vezes entre os valores de Cmáx e Cmín (Cmáx 15,8 ± 2,4 ng/ml, Cmín 7,4 ± 1,7 ng/ml, AUC 328 ± 48 ng x dias/ml).
Os resultados dos estudos de fulvestranto em dose única são preditivos da farmacocinética com múltiplas doses.
Nenhuma diferença no perfil farmacocinético de fulvestranto foi detectada com relação à idade (faixa de 33 a 89 anos).
Absorção
O fulvestranto não é administrado por via oral.
Distribuição
O fulvestranto mostrou distribuição rápida e extensa e o volume aparente de distribuição no estado de equilíbrio foi extenso (de aproximadamente 3 a 5 l/kg), o que sugere que a distribuição do composto é, em sua maior parte, extravascular. O fulvestranto teve alta ligação a proteínas plasmáticas (99%) quando em concentrações maiores do que aquelas para uso clínico.
Frações lipoprotéicas de VLDL, LDL e HDL parecem ser os principais componentes ligantes.
O papel da globulina de ligação do hormônio sexual, se existente, não pôde ser determinado. Nenhum estudo foi conduzido para determinar a ligação protéica competitiva droga a droga, como já relatado com interações deste tipo, envolvendo a ligação de albumina e alfa-1-glicoproteína ácida.
Metabolismo
A biotransformação e a disponibilidade de fulvestranto em humanos foi determinada após administração intramuscular e intravenosa de fulvestranto marcado com 14C. O metabolismo de fulvestranto parece envolver combinações de várias vias análogas de biotransformação dos esteróides endógenos, incluindo oxidação, hidroxilação aromática e conjugação com ácido glicurônico e/ou sulfato nas posições 2-, 3- e 17- dos núcleos esteroidais e oxidação da cadeia sulfóxido. O metabolismo de fulvestranto em humanos apresenta um perfil similar de metabólitos em relação a outras espécies. Os metabólitos identificados são menos ativos ou exibem atividade similar à de fulvestranto em modelos antiestrogênicos. Estudos usando preparações hepáticas humanas e enzimas humanas recombinadas indicam que a CYP3A4 é a única isoenzima P450 envolvida na oxidação de fulvestranto, entretanto, as vias não-P450 parecem ser mais predominantes in vivo.
Excreção
O fulvestranto foi rapidamente depurado pelas vias hepatobiliares, sendo a taxa global determinada pelo modo de administração. A excreção foi por via fecal e a eliminação renal dos metabólitos da droga foi desprezível (menor que 1%).
Populações especiais – insuficiência hepática
A farmacocinética do fulvestranto tem sido avaliada em estudos clínicos de dose única conduzidos em pacientes com insuficiência hepática categoria A e B de Child-Pugh devido a cirrose, usando uma alta dose de uma formulação de curta duração de injeção intramuscular.
Houve uma redução 1,3 e 2 vezes na média da depuração em pacientes com insuficiência hepática categoria A e B de Child-Pugh, respectivamente, comparado com volutários sadios, os quais conduziram para um similar aumento na AUC. Não foram avaliados pacientes com categoria C de Child-Pugh.
Concentrações plasmáticas médias do estado de equilíbrio de modelos intramusculares do fulvestranto em pacientes com insuficiência hepática categoria A e B de Child-Pugh cairam dentro da maior taxa de concentração esperada para pacientes com função hepática normal que receberam formulação intramuscular. Devido ao perfil de segurança conhecido do fulvestranto, o ajuste de dose não é considerado necessário.
Dados de segurança pré-clínica
Toxicidade aguda
A toxicidade aguda de Faslodex é baixa. Em roedores, a dose letal mediana foi maior que 70 mg/kg após administração intramuscular (mais que 400 vezes a dose clínica), maior que 50 mg/kg após administração intravenosa e maior que 2000 mg/kg após administração oral.
Toxicidade crônica
Faslodex foi bem tolerado em todas as espécies animais nas quais foi testado. Nos estudos de toxicidade com doses intramusculares múltiplas em ratos e cachorros, a atividade antiestrogênica de Faslodex foi responsável pela maioria dos efeitos vistos, particularmente no sistema reprodutor feminino, mas também em outros órgãos sensíveis a hormônios em ambos os sexos. Não houve evidência de outra toxicidade sistêmica em ratos com doses de até 10 mg/rato a cada 15 dias por 6 meses ou em cachorros com doses de até 40 mg/kg a cada 28 dias por 12 meses.
Em estudos com cachorros, após administração oral e intravenosa, foram vistos efeitos no sistema cardiovascular (alterações discretas do segmento S-T no ECG com dose oral e parada sinusal em um cachorro com a dose intravenosa), mas esses efeitos ocorreram em animais expostos a doses bem mais altas de Faslodex que aquelas administradas em pacientes (Cmáx > 40 vezes) e foram, então, consideradas insignificantes para a segurança da dose clínica em humanos.
Mutagenicidade
Faslodex não mostrou potencial genotóxico.
Toxicologia reprodutiva
Faslodex mostrou efeitos sobre a reprodução e o desenvolvimento embrionário/fetal consistentes com sua atividade antiestrogênica, em doses similares à dose clínica. Em ratos, Faslodex causou redução reversível da fertilidade das fêmeas e da sobrevida do embrião (em doses de 0,01 mg/kg/dia e acima), distócia e
incidência aumentada de anormalidades fetais, incluindo curvatura do tarso. As coelhas que receberam Faslodex em dose ≥ 1 mg/kg/dia não mantiveram a gravidez e, em doses de até 0,25 mg/kg/dia, houve aumento do peso placentário e perda pós-implantação, mas sem efeito no desenvolvimento fetal.
Carcinogenicidade
Um estudo de carcinogenicidade em ratos, por dois anos (administração intramuscular), mostrou aumento da incidência de células tumorais granulosas benignas de ovário em fêmeas que receberam altas doses, 10 mg/rato/15 dias. A indução nestes tumores é consistente com as alterações do mecanismo regulador (feedback) relacionada, farmacologicamente, a níveis gonadotrópicos causados por antiestrogênico nos ciclos dos animais. Entretanto, este achado não é considerado clinicamente relevante para o uso de fulvestranto em mulheres na pós-menopausa com câncer de mama avançado.

Resultados de eficácia

Efeitos no tecido de câncer de mama in vivo
Estudos clínicos em mulheres na pós-menopausa com câncer de mama primário e com RE positivo, mostraram que, fulvestranto suprimiu significativamente a expressão dos RE, comparativamente ao placebo e ao tamoxifeno. Houve também diminuição significativa da expressão dos receptores de progesterona (RP), consistente com os dados pré-clínicos, que demonstraram que fulvestranto não tem atividade estrogênica agonista intrínseca (Robertson JF et al. Cancer Res 2001; 61 (18): 6739-46).
Efeitos no câncer de mama avançado
Dois estudos clínicos de fase III foram finalizados, com 851 mulheres na pós-menopausa com câncer de mama avançado que houve recorrência da doença ou após terapia endócrina adjuvante ou progrediu após terapia endócrina para doença avançada. Estes estudos compararam fulvestranto a um inibidor da aromatase de terceira geração, o anastrozol, em relação à segurança e à eficácia.
Faslodex mostrou taxa de resposta objetiva de 20,7% em um dos estudos e de 17,5% no outro, com benefício clínico à longo prazo. Faslodex foi, pelo menos, tão eficaz quanto o anastrozol em termos de resposta objetiva, benefício clínico, tempo para progressão, tempo para falha de tratamento e qualidade de vida.
Faslodex mostrou maior duração de resposta em ambos os estudos. No estudo norte americano, a duração média da resposta foi de 19,3 meses para Faslodex e de 10,5 meses para o anastrozol. No outro estudo (no resto do mundo), a duração média da resposta foi de 14,3 e 14,0 meses para Faslodex e anastrozol, respectivamente.
Este dado somente é representativo da população estudada, e não pode ser assumido para pacientes de outras populações.
Não há dados de eficácia que suportam o uso de Faslodex em pacientes na pré-menopausa com câncer de mama avançado (Howell A. et al. J Clin Oncol 2002; 20 (16):3396-403; Osborne CK et al. J Clin Oncol 2002; 20 (16): 3386-95).
Efeitos no endométrio na pós-menopausa
Os dados pré-clínicos de fulvestranto sugerem que ele não vai ter efeito estimulador no endométrio na pós-menopausa (Wakeling AE et al Cancer Res 1991; (51): 3867-3873).
Um estudo em voluntárias saudáveis na pós-menopausa mostrou que, em comparação ao placebo, fulvestranto 250 mg levou a significativa redução da estimulação do endométrio em pacientes previamente tratadas com 20 mcg por dia de etinilestradiol. Isso demonstra o potente efeito antiestrogênico no endométrio na pós-menopausa (Addo S. et al. Br J Cancer 2002; 87: 1354-1359).

Modo de usar

Faslodex deve ser administrado por via intramuscular na nádega, por um profissional de saúde, sob supervisão médica. É recomendado que a injeção seja administrada lentamente.
− Remova a seringa de vidro da embalagem e verifique se não está danificada.
− Retire a agulha (SafetyGlide TM) da embalagem.
− Quebre o selo de plástico branco que cobre o conector da seringa para remover a borracha de proteção (ver Figura 1). Coloque a agulha (SafetyGlide TM) e gire-a para fixá-la ao conector.
− Remova o envoltório da agulha.
− Retire o excesso de ar da seringa (uma pequena bolha de ar pode permanecer).
− Para uso conveniente, o bisel deve ser orientado para cima, como mostra a Figura 2.
− Administre lentamente na nádega.
− Ative imediatamente o sistema de proteção da agulha após a aplicação, empurrando a alavanca até que a agulha esteja completamente coberta (ver Figura 3).
− Confirme visualmente que o dispositivo esteja protegendo completamente a agulha. Se isso não acontecer, descarte imediatamente a agulha em um recipiente adequado.
− Uma quantidade mínima de resíduo pode permanecer na agulha e ser eliminada após a injeção, durante a ativação do sistema de proteção.
− A agulha SafetyGlide TM não necessita ser esterilizada antes do uso (agulha estéril), portanto, não deve ser manuseada antes do uso. A Becton Dickinson garante que o conteúdo de sua embalagem, fechada ou não danificada, é estéril, não-tóxico e não-pirogênico.
− Após o uso, descartar em um recipiente adequado.
− Para segurança, ativar o sistema de proteção da agulha com uma das mãos, mantendo-o longe do corpo e distante de outras pessoas.
Figura1 Figura 2 Figura 3
Manter o bisel voltado para Ativação do dispositivo de
cima proteção da agulha após o uso
Se necessário, Faslodex pode ser administrado até 3 dias antes da data prevista ou no máximo 3 dias depois.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Ver item Posologia.

Armazenagem

Conservar em temperatura entre 2ºC e 8ºC. Proteger da luz e manter sob refrigeração.

Dizeres legais

IV) DIZERES LEGAIS
ANVISA/MS - 1.1618.0114.001-7
Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho - CRF-SP nº 19.097
Fabricado por: Vetter Pharma-Fertigung GmbH & Co. KG – Ravensburg - Alemanha
Importado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.
Rod. Raposo Tavares, km 26,9 - Cotia - SP - CEP 06707-000
CNPJ 60.318.797/0001-00
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
N° do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca, com exceção da marca SafetyGlide TM , de propriedade de Becton Dickinson and Company.
SafetyGlide TM
Reorder number 305917
Representação autorizada por Becton Dickinson, Laagstraat 57, B-9140 Temse - Bélgica
Logo do SAC: 0800-0145578
CDS 30.08.05
Março/06

Faslodex - Bula para o Paciente

1. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
O uso de Faslodex inibe o crescimento do câncer de mama.
2. POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
Faslodex é indicado para o tratamento de câncer de mama em mulheres de qualquer idade e que estejam na pós-menopausa.
3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contra-indicações
Você não deve utilizar Faslodex nas seguintes situações:
- Alergia ao fulvestranto ou a qualquer um dos componentes do medicamento.

Advertências
Faslodex deve ser utilizado com cuidado nas seguintes situações:
- Em pacientes com alteração da função do rim ou fígado.
- Em pacientes que apresentam alterações da coagulação do sangue.

Nessas situações fica a critério de seu médico a indicação do uso de Faslodex.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
4. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
A experiência clínica em crianças é limitada. Deverá ser utilizado nesta faixa etária somente a critério médico.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Precauções
Não se espera que Faslodex afete a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Entretanto, alguns pacientes podem sentir fraqueza.
Interações medicamentosas
Não foram observadas interações medicamentosas significativas com os seguintes medicamentos que estão relacionados com a isoenzima CYP3A4: midazolam, rifampicina e cetoconazol. Não é necessário ajuste de dose em pacientes recebendo inibidores ou indutores da CYP3A4. Favor consultar seu médico para verificar quais são esses medicamentos.
Aspecto físico
Faslodex é apresentado em seringas preenchidas contendo solução injetável, um líquido viscoso de cor amarelada.
Características organolépticas
Ver aspecto físico.
Dosagem
A dose recomendada de Faslodex é de 250 mg, com intervalos de 1 mês, em injeção única de 5 ml.
Como usar
Faslodex deve ser administrado por via intramuscular na nádega, por um profissional de saúde, sob supervisão médica. É recomendado que a injeção seja administrada lentamente da seguinte forma:
− Remova a seringa de vidro da embalagem e verifique se não está danificada.
− Retire a agulha (SafetyGlide TM) da embalagem.
− Quebre o selo de plástico branco que cobre o conector da seringa para remover a borracha de proteção (ver Figura 1). Coloque a agulha (SafetyGlide TM) e gire para fixá-la ao conector.
− Remova o envoltório da agulha.
− Retire o excesso de ar da seringa (uma pequena bolha de ar pode permanecer).
− Para uso conveniente, o bisel deve ser orientado para cima, como mostra a Figura 2.
− Administre lentamente na nádega.
− Ative imediatamente o sistema de proteção da agulha após a aplicação, empurrando a alavanca até que a agulha esteja completamente coberta (ver Figura 3).
− Confirme visualmente que o dispositivo esteja protegendo completamente a agulha. Se isso não acontecer, descarte imediatamente a agulha em um recipiente adequado.
− Uma quantidade mínima de resíduo pode permanecer na agulha e ser eliminada após a injeção, durante a ativação do sistema de proteção.
− A agulha SafetyGlide TM não necessita ser esterilizada antes do uso (agulha estéril), portanto, não deve ser manuseada antes do uso. A Becton Dickinson garante que o conteúdo de sua embalagem, fechada ou não danificada, é estéril, não-tóxico e não-pirogênico.
− Após o uso, descarte em um recipiente adequado.
− Para sua segurança, ative o sistema de proteção da agulha com uma das mãos, mantendo-o longe do corpo e distante de outras pessoas.

Figura1 Figura 2 Figura 3
Manter o bisel voltado para Ativação do dispositivo de
cima proteção da agulha após o uso
Faslodex deve ser utilizado até o médico definir quando deve ser interrompido o uso deste medicamento.
Se por alguma razão você não puder comparecer ao médico para fazer uso da medicação na data marcada, Faslodex pode ser administrado 3 dias antes ou 3 dias depois desta data.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
5. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Podem ocorrer as seguintes reações adversas:
- Muito Comum: ondas de calor.
- Comuns: reações no local da injeção como dor leve e inflamação, dor de cabeça geralmente leve, fraqueza, náuseas, vômito, diarréia, perda do apetite, vermelhidão na pele, infecções na urina e elevação das enzimas hepáticas.
- Incomuns: reações alérgicas ao medicamento incluindo placas avermelhadas, inchaço e coceira na pele.

ATENÇÃO: este é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis para comercialização, efeitos indesejáveis e não conhecidos podem ocorrer. Neste caso, informe seu médico.
6. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Em caso de administração de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita, seu médico deve ser imediatamente informado.
Não existe tratamento específico para o caso de superdosagem com Faslodex e os possíveis sintomas não estão estabelecidos.
7. ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Faslodex deve ser mantido em temperatura entre 2ºC e 8ºC. Proteger da luz e manter sob refrigeração.
Todo medicamento deve ser mantido em sua embalagem original até o momento do uso.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Data da bula

25/11/2011

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