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Índice

Fibrase - Bula do remédio

Fibrase com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Fibrase têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Fibrase devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Pfizer

Apresentação de Fibrase

Fibrase pom. em emb. c/ 1 bisn. c/ 10 g ou 30 g.

Fibrase - Indicações

Fibrase (fibrinolisina, desoxirribonuclease, cloranfenicol) é indicada no tratamento de lesões infectadas, tais como queimaduras, úlceras e feridas onde a dupla ação como agente debridante e antibiótico tópico é requerida. Esta ação dupla é especialmente benéfica no tratamento de infecções causadas por organismos que utilizam um processo de deposição de fibrina como meio de proteção (por exemplo coagulase e estafilococos). Devem ser tomadas medidas apropriadas para determinar a suscetibilidade do patógeno ao cloranfenicol.

Contra-indicações de Fibrase

Fibrase (fibrinolisina, desoxirribonuclease, cloranfenicol) é contra-indicada a pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer componente de sua fórmula.

Advertências

O uso prolongado de antibióticos pode resultar ocasionalmente em crescimento de organismos não suscetíveis ao tratamento, particularmente fungos. Esse crescimento pode levar a uma infecção secundária. Se ocorrerem superinfecções, o medicamento deverá ser descontinuado e medidas adequadas devem ser tomadas. Com exceção dos casos de infecções superficiais, o uso de cloranfenicol deve ser suplementado por medicação sistêmica apropriada. As precauções usuais contra reações alérgicas devem ser observadas, particularmente nos pacientes com história de sensibilidade aos produtos de origem bovina.

Uso na gravidez de Fibrase

Cloranfenicol demonstrou ser embriogênico e teratogênico em embriões/ feto de ratos, camundongos, coelhos e galinhas. Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Fibrase® deve ser usada durante a gravidez somente se o potencial benefício justificar o potencial risco para o feto. Uso durante a Lactação Devido ao potencial do cloranfenicol para reações adversas sérias em lactentes, deve-se ou descontinuar a amamentação ou o tratamento com Fibrase®, levando em consideração a importância do medicamento para a mãe.

Interações medicamentosas de Fibrase

Não existem evidências suficientes que confirmem a ocorrência de interações clinicamente significativas.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Fibrase

Foram relatados casos de hipoplasia da medula óssea, incluindo anemia aplástica e morte, após a aplicação local de cloranfenicol. Não foram relatados efeitos colaterais com o uso de Fibrase (fibrinolisina, desoxirribonuclease, cloranfenicol) nas doses e indicações recomendadas. Mesmo em altas concentrações, apenas reações adversas muito leves foram observadas, consistindo apenas em hiperemia local. Podem ocorrer reações de sensibilidade idênticas a outras preparações tópicas. Se os ferimentos piorarem, ou houver desenvolvimento de rash ou irritação da pele, o médico deve ser informado. As discrasias sangüíneas foram associadas ao uso de cloranfenicol. Coceira ou ardência, edema angioneurótico, urticária, dermatite vesicular e maculopapular ocorreram em pacientes hipersensíveis ao cloranfenicol. Caso essas reações ocorram, o tratamento com Fibrase deve ser descontinuado.

Fibrase - Posologia

Considerando-se a grande variação da intensidade dos casos nos quais se indica o uso de Fibrase (fibrinolisina, desoxirribonuclease, cloranfenicol), o médico deverá ajustar devidamente as aplicações para cada caso. INSTRUÇÕES PARA USO Para o sucesso do uso de debridamento enzimático, vários fatores devem ser considerados: 1- Remova cirurgicamente qualquer escara seca e compacta antes do debridamento enzimático ser realizado; 2- A enzima deve estar em contato constante com o substrato; 3- Debris necróticos acumulados devem ser removidos periodicamente; 4- A enzima deve ser aplicada no mínimo uma vez ao dia; sendo que a aplicação a cada 6 ou 8 horas proporciona um melhor resultado do tratamento. 5- Após ter sido obtido o debridamento ótimo, assim que possível, é necessário empregar a cicatrização secundária ou enxerto de pele. É primordial que a técnica de curativo seja realizada em condições assépticas e que sejam administrados concomitantemente antibióticos de ação sistêmica adequada se, na opinião do médico, forem indicados. A aplicação local deve ser repetida em intervalos regulares durante o período que é desejada a ação enzimática do produto. Após a aplicação, a atividade de Fibrase diminui rápida e progressivamente e se extingue provavelmente no fim de 24 horas.

Características farmacológicas

Fibrase® (fibrinolisina, desoxirribonuclease, cloranfenicol) contém fibrinolisina e desoxirribonuclease, enzimas líticas de origem bovina, em forma de pomada suave e emoliente, contendo também 1% de cloranfenicol. A combinação destas duas enzimas está baseada na observação de que o exsudato purulento consiste em grande parte de material fibrinoso e nucleoproteína. A fibrinolisina é uma enzima lítica que hidrolisa a fibrina e exsudatos fibrinosos em compostos separados de moléculas mais simples. A ação lítica da fibrinolisina difere de uma protease porque os produtos resultantes da quebra enzimática são compostos de moléculas grandes que não são facilmente absorvidos pelo corpo, não produzindo então reações indesejáveis locais ou gerais. A fibrinolisina não ataca enzimaticamente os tecidos saudáveis e não irrita a granulação do tecido. Por isso, não há ações adversas sobre o processo de cicatrização e recuperação. A ação fibrinolítica está direcionada principalmente contra proteínas desnaturadas, como aquelas encontradas em tecidos desvitalizados, enquanto que os elementos protéicos de células vivas permanecem relativamente inalterados. A desoxirribonuclease é uma enzima que hidrolisa especificamente as moléculas de ácido desoxirribonucléico (DNA) e desoxirribonucleoproteínas. Estas substâncias são os principais componentes dos exsudatos purulentos e por isso a quebra em polinucleotídeos mais simples ajuda a liquefação no processo de necrose do exsudato purulento e facilita sua remoção dos ferimentos. Experimentos in vitro e in vivo tanto em animais como em humanos em estudos clínicos com a combinação de fibrinolisina-desoxirribonuclease mostraram resultados positivos para a limpeza dos ferimentos. Os testes de toxicidade e segurança da pele não demonstraram danos ao tecido saudável pela combinação destas duas enzimas. Considera-se também que a fibrinolisina e a desoxirribonuclease atuam indiretamente na remoção das substâncias nas quais os microrganismos se proliferam e permitem uma melhor ação dos anticorpos e leucócitos. O cloranfenicol é um antibiótico de largo espectro, principalmente bacteriostático, que atua na inibição da síntese protéica, interferindo na transferência dos aminoácidos ativados do RNA solúvel aos ribossomos. O desenvolvimento de resistência ao cloranfenicol pode ser considerado mínimo para estafilococos e muitas outras espécies de bactérias. Fibrase® é uma associação de enzimas ativas, o que é um fator importante para pacientes sob tratamentos de lesões resultantes de circulação prejudicada. A ação de Fibrase® auxilia na produção de uma superfície limpa e deste modo estimula a cicatrização de várias lesões exsudativas.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Fibrase® pode ser utilizada por pacientes idosos, observando-se as contra-indicações, advertências e precauções e reações adversas descritas na bula.

Armazenagem

Fibrase® deve ser conservada em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC), protegida da luz.

Fibrase - Informações

Fibrase (fibrinolisina, desoxirribonuclease, cloranfenicol) contém fibrinolisina e desoxirribonuclease, enzimas líticas de origem bovina, em forma de pomada suave e emoliente, contendo também 1% de cloranfenicol. A combinação destas duas enzimas está baseada na observação de que o exsudato purulento consiste em grande parte de material fibrinoso e nucleoproteína. A fibrinolisina é uma enzima lítica que hidrolisa a fibrina e exsudatos fibrinosos em compostos separados de moléculas mais simples. A ação lítica da fibrinolisina difere de uma protease porque os produtos resultantes da quebra enzimática são compostos de moléculas grandes que não são facilmente absorvidos pelo corpo, não produzindo então reações indesejáveis locais ou gerais. A fibrinolisina não ataca enzimaticamente os tecidos saudáveis e não irrita a granulação do tecido. Por isso, não há ações adversas sobre o processo de cicatrização e recuperação. A ação fibrinolítica está direcionada principalmente contra proteínas desnaturadas, como aquelas encontradas em tecidos desvitalizados, enquanto que os elementos protéicos de células vivas permanecem relativamente inalterados. A desoxirribonuclease é uma enzima que hidrolisa especificamente as moléculas de ácido desoxirribonucléico (DNA) e desoxirribonucleoproteínas. Estas substâncias são os principais componentes dos exsudatos purulentos e por isso a quebra em polinucleotídeos mais simples ajuda a liquefação no processo de necrose do exsudato purulento e facilita sua remoção dos ferimentos. Experimentos in vitro e in vivo tanto em animais como em humanos em estudos clínicos com a combinação de fibrinolisina-desoxirribonuclease mostraram resultados positivos para a limpeza dos ferimentos. Os testes de toxicidade e segurança da pele não demonstraram danos ao tecido saudável pela combinação destas duas enzimas. Considera-se também que a fibrinolisina e a desoxirribonuclease atuam indiretamente na remoção das substâncias nas quais os microrganismos se proliferam e permitem uma melhor ação dos anticorpos e leucócitos. O cloranfenicol é um antibiótico de largo espectro, principalmente bacteriostático, que atua na inibição da síntese protéica, interferindo na transferência dos aminoácidos ativados do RNA solúvel aos ribossomos. O desenvolvimento de resistência ao cloranfenicol pode ser considerado mínimo para estafilococos e muitas outras espécies de bactérias.

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