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Mesigyna

Mesigyna - Bula do remédio

Mesigyna com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Mesigyna têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Mesigyna devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Bayer

Referência

enantato de noretisterona valerato de estradiol

Apresentação de Mesigyna

Cart. c/ 1 seringa pré-carregada c/ 1 ml + agulha Cada ml de Mesigyna contém 50 mg de enantato de noretisterona e 5 mg de valerato de estradiol em sol. oleosa.

Mesigyna - Indicações

Contracepção hormonal.

Contra-indicações de Mesigyna

Gravidez; alterações graves da função hepática; antecedentes de icterícia idiopática gravídica ou prurido gestacional grave; síndrome de Dubin-Johnson e de Rotor; tumores hepáticos atuais ou antecedentes dos mesmos; processos tromboembólicos arteriais ou venosos, ou antecedentes dos mesmos, bem como condições que aumentem a tendência a tais enfermidades (por exemplo, distúrbios do sistema de coagulação com tendência a trombose, determinadas cardiopatias); anemia falciforme; carcinoma de mama ou de endométrio, ou antecedentes dos mesmos; diabetes mellitus grave com alterações vasculares; transtornos do metabolismo lipídico; antecedentes de herpes gravídico; otosclerose com agravamento durante alguma gestação anterior.

Advertências

Não há estudos epidemiológicos com contraceptivos injetáveis combinados (CIC) que avaliem fatores de risco. De modo geral, a experiência com o uso de COCs, relativa às precauções e advertências, deve ser considerada como base para a utilização de CICs. Em caso de ocorrência de qualquer uma das condições ou fatores de risco mencionados a seguir, os benefícios da utilização dos contraceptivos combinados devem ser avaliados frente aos possíveis riscos para cada usuária individualmente e discutidos com a mesma antes de optar pelo início de sua utilização. Em casos de agravamento, exacerbação ou aparecimento pela primeira vez de qualquer uma dessas condições ou fatores de risco, a usuária deve entrar em contato com seu médico. Nesses casos, a continuação do uso do produto deve ficar a critério médico. Tumores Há pouca evidência empírica a respeito dos efeitos de contraceptivos injetáveis combinados (CICs) e o risco de neoplasia. De modo geral, podese tomar como base a experiência observada com o uso de COCs. - Câncer cervical Em um estudo epidemiológico em mulheres da América Latina, não foi observada qualquer associação entre o uso de contraceptivos injetáveis mensais (contendo dihidroxiprogesterona e um éster de estradiol) e o risco de câncer cervical. Não foi observado um aumento no risco de desenvolvimento de lesões cervicais de células escamosas intraepiteliais em usuárias de contraceptivos injetáveis nos EUA. O fator de risco mais importante para o câncer cervical é a infecção persistente por HPV (papilomavírus humano). Alguns estudos epidemiológicos indicaram que o uso de COCs por período prolongado pode contribuir para este risco aumentado, mas continua existindo controvérsia sobre a extensão em que esta ocorrência possa ser atribuída aos efeitos concorrentes, por exemplo, da realização de citologia cervical e do comportamento sexual, incluindo a utilização de contraceptivos de barreira. - Câncer de mama / Câncer de ovário O efeito do estrogênio e do progestógeno contidos em Mesigyna® sobre o risco de desenvolvimento de câncer de mama e de câncer de ovário não foi avaliado. Para mulheres que utilizam COCs, a avaliação do risco de câncer de mama está baseada em uma meta-análise de 54 estudos epidemiológicos, que relatou haver um pequeno aumento no risco relativo (RR = 1,24) para o diagnóstico de câncer de mama. Este aumento desaparece gradualmente nos 10 anos subseqüentes à suspensão do uso do COC. Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com idade inferior a 40 anos, o aumento no número de diagnósticos de câncer de mama em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno, se comparado ao risco total de câncer de mama. Estes estudos não fornecem evidências de causalidade. O padrão observado de aumento do risco pode ser devido ao diagnóstico precoce de câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Os casos de câncer de mama diagnosticados em usuárias de primeira vez de COCs tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs. - Tumores hepáticos Foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos em usuárias de COCs. Em casos isolados, esses tumores provocaram hemorragias intra-abdominais com risco para a vida da paciente . A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial em usuárias de Mesigyna® que apresentarem dor intensa em abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal. Consultas/exames médicos Antes de iniciar ou retomar o uso de Mesigyna®, é necessário obter história clínica detalhada e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “Contra-indicações” e “Precauções e advertências”; estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente. A avaliação médica periódica é igualmente importante porque as contra-indicações (por exemplo, episódio isquêmico transitório) ou fatores de risco (por exemplo, história familiar de trombose arterial ou venosa) podem aparecer pela primeira vez durante a utilização de CICs. A freqüência e a natureza dessas avaliações devem ser baseadas nas condutas médicas estabelecidas e ser adaptadas a cada usuária, mas devem, em geral, incluir atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical. As usuárias devem ser informadas de que os CICs não protegem contra infecções causadas pelo HIV (AIDS) e outras doenças sexualmente transmissíveis. Redução do controle do ciclo Como ocorre com todos os contraceptivos hormonais, podem surgir sangramentos irregulares (gotejamento ou sangramento de escape), especialmente durante os primeiros meses de uso. Portanto, a avaliação de qualquer sangramento irregular somente será significativa após um intervalo de adaptação de cerca de três ciclos. Com Mesigyna®, foi observada baixa freqüência de sangramentos irregulares (<8%) e amenorréia (<3%) e baixa taxa de descontinuação devido a sangramentos irregulares (5,1%). Após a primeira injeção de Mesigyna®, observa-se uma redução na duração do ciclo (11 – 15 dias). Uma ou duas semanas após a primeira injeção, ocorrerá sangramento semelhante ao menstrual. Isto é normal e, com a continuação do uso de Mesigyna®, os sangramentos ocorrerão geralmente em intervalos de 30 dias. Normalmente, o dia da injeção mensal estará dentro do intervalo livre de sangramento. Se os sangramentos irregulares persistirem ou ocorrerem após ciclos anteriormente regulares, devem ser consideradas causas não-hormonais e, nesses casos, são indicados procedimentos diagnósticos apropriados para exclusão de neoplasia ou gestação. Estas medidas podem incluir a realização de curetagem. É possível que em algumas usuárias não ocorra o sangramento dentro de 30 dias após a injeção. Nestes casos, a possibilidade de gravidez deve ser excluída, utilizando-se testes adequados. Entretanto, se Mesigyna® foi aplicada de acordo com as instruções descritas no item “Posologia e modo de usar”, é pouco provável que a usuária esteja grávida. Farmacocinética Os componentes farmacologicamente ativos, noretisterona e estradiol, encontramse totalmente biodisponíveis após injeção intramuscular de enantato de noretisterona e valerato de estradiol. Após injeção intramuscular de 50 mg de enantato de noretisterona em combinação com 5 mg de valerato de estradiol, a concentração plasmática máxima de estradiol (média entre 852 e 1570 pmol/L) é atingida em aproximadamente 2 dias e a concentração plasmática máxima de noretisterona de 4,7 a 10,1 nmol/L em aproximadamente 4,1 a 4,8 dias após a injeção intramuscular. Uma vez que a meia-vida terminal de estradiol é consideravelmente mais curta que a de noretisterona (a qual, por sua vez, é decorrente das diferentes taxas de liberação dos ésteres a partir do depósito), a segunda parte do período após a administração é dominada pelo componente progestogênico. Ambos os componentes são completamente metabolizados. Uma pequena parte da noretisterona é transformada, in vivo, em etinilestradiol. A partir da administração de 1 mg de noretisterona ou de acetato de noretisterona por via oral, o etinilestradiol formado em humanos é equivalente a uma dose oral de cerca de 4 mcg ou 6 mcg, respectivamente. Considerando que a estrogenicidade da noretisterona já é conhecida e vivenciada na prática clínica, a descoberta de suas características metabólicas não altera as recomendações de uso preexistentes. A biotransformação do estradiol segue a mesma via do hormônio endógeno. Os metabólitos da noretisterona são excretados com a urina e fezes em proporções semelhantes. A excreção dos metabólitos do estradiol ocorre predominantemente por via renal. Cerca de 85% da dose de ambas as substâncias são excretadas dentro do intervalo de 28 dias após a injeção. A administração repetida de Mesigyna® em intervalos de 28 dias provoca um leve acúmulo de enantato de noretisterona, alcançando-se um estado de equilíbrio logo após a terceira administração. Com relação à farmacocinética e biotransformação dos fármacos, não se espera uma interação entre o enantato de noretisterona e o valerato de estradiol, já que é pouco provável que ocorra uma sobrecarga do metabolismo, devido às taxas de liberação lentas a partir do depósito intramuscular e às conseqüentes baixas concentrações séricas dos princípios ativos. Início do uso de Mesigyna® - Quando nenhum outro método contraceptivo hormonal está sendo usado A primeira injeção deve ser administrada no primeiro dia do ciclo menstrual (primeiro dia de sangramento). - Mudando de um contraceptivo hormonal combinado (contraceptivo oral combinado/COC), anel vaginal ou adesivo transdérmico para Mesigyna® Preferivelmente, a mulher deve iniciar o uso de Mesigyna® imediatamente após a ingestão de comprimidos ativos do COC por pelo menos 7 dias ou após a ingestão do último comprimido ativo da cartela em uso. Se estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação. - Mudando da minipílula, implante ou injeção (apenas progestógeno) ou SIU (Sistema Intra-Uterino) com progestógeno para Mesigyna® A troca do método contraceptivo pode ser feita em qualquer dia no caso da minipílula (ou no dia da retirada do implante ou SIU ou da aplicação do contraceptivo injetável usado anteriormente), mas, em todos estes casos deve ser recomendado o uso adicional de um método contraceptivo de barreira durante os primeiros 7 dias após a injeção. Após parto ou abortamento de segundo trimestre Para amamentação, veja o item “Gravidez e lactação”. A injeção de Mesigyna® deve ser administrada no período entre o 21° e o 2 8° dia após o procedimento ou na primeira menstruação do pós-parto. Quando o uso for iniciado mais tarde, deve-se aconselhar o uso adicional de um método de barreira durante os primeiros 7 dias após a injeção de Mesigyna®. Entretanto, se já tiver ocorrido relação sexual, a possibilidade de gravidez deve ser excluída antes do início do uso de Mesigyna® ou deve-se aguardar a primeira menstruação. Instrução para preparo da seringa - Seringa com êmbolo já acoplado - segure firmemente o protetor da agulha com uma mão; com a outra, segure o cilindro de plástico localizado no encaixe da agulha e gire, a fim de quebrar o lacre de proteção (Figura 1); - remova o cilindro de plástico, expondo o encaixe da agulha (Figura 2); - com a seringa em posição vertical (êmbolo para baixo), retire o protetor de borracha; - encaixe a agulha na seringa - retire o protetor da agulha e expulse o ar. A esterilidade do produto só é garantida se a embalagem não tiver sofrido prévia abertura.

Uso na gravidez de Mesigyna

“Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término.” “Informe ao médico se está amamentando.” Mesigyna® não deve ser usada quando há suspeita de gravidez ou durante a gestação. Se suspeitar da possibilidade de gravidez durante o uso de Mesigyna®, consulte seu médico o mais rápido possível. O uso de Mesigyna® durante a amamentação não é recomendado. Se desejar usar Mesigyna® enquanto estiver amamentando, converse primeiramente com seu médico.

Interações medicamentosas de Mesigyna

”Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o uso de Mesigyna®.” Baseado no conhecimento obtido com COCs, assume-se que o efeito contraceptivo de Mesigyna® pode ser prejudicado pelo uso concomitante de outros medicamentos. Estes incluem medicamentos usados para o tratamento da epilepsia (por exemplo, primidona, fenitoína, barbitúricos, carbamazepina, oxcarbazepina, topiramato, felbamato); tuberculose (por exemplo, rifampicina) e infecções por HIV (por exemplo, ritonavir, nevirapina); antibióticos (por exemplo, penicilinas, tetraciclinas, griseofulvina) para outras doenças infecciosas; e produtos contendo Erva de São João (usada principalmente para o tratamento de estados depressivos). Alguns medicamentos (por exemplo, cetoconazol, eritromicina, ciclosporina) podem inibir o metabolismo de Mesigyna®. Contraceptivos hormonais combinados podem também interferir no mecanismo de outros medicamentos. Informe seu médico se você está utilizando ou utilizou recentemente qualquer medicamento, inclusive medicamentos sem prescrição médica ou plantas medicinais. Também informe que está tomando MesigynaÒ a qualquer outro médico ou dentista que venha a lhe prescrever outro medicamento.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Mesigyna

Durante o tratamento com Mesigyna podem ocorrer, em casos isolados, cefaléias, distúrbios gástricos, náuseas, tensão mamária, alterações do peso e da libido, bem como estados depressivos. Isoladamente, podem ocorrer amenorréias e sangramento por disrupção. Na presença de sangramentos por disrupção intensos, persistentes e recorrentes, que não desapareçam espontaneamente, o medicamento deve ser suspenso para que se exclua alguma causa orgânica. Após tratamentos, prolongados, pode ocorrer, às vezes, cloasma em mulheres predispostas, que se acentua com a exposição prolongada ao sol. Recomenda-se a mulheres com esta tendência que não se exponham durante muito tempo aos raios solares. Tem-se observado em casos isolados, uma diminuição da tolerância frente a lentes de contato.

Mesigyna - Posologia

Mesigyna deve ser sempre administrado por via intramuscular profunda (de preferência na região glútea e como alternativa no braço). As reações de curta duração (cócegas na garganta, acessos de tosse, dispnéia) que podem ocorrer em casos isolados, durante ou imediatamente após a injeção intramuscular de soluções oleosas, podem ser evitadas, conforme se tem comprovado, administrando-se a injeção lentamente. É recomendável cobrir a região onde se administrou o produto com esparadrapo, para evitar qualquer refluxo da solução. A primeira injeção deve ser administrada no primeiro dia de um ciclo menstrual. As injeções seguintes devem ser administradas, independentemente do padrão menstrual, em intervalos de 30 +- 3 dias, isto é, no mínimo 27 e no máximo 33 dias. Transcorrendo intervalos de injeção superiores aos 33 dias, não se pode contar, a partir desta data, com o grau de segurança contraceptiva necessário. Se dentro dos 30 dias posteriores à administração do produto não ocorrer sangramento por privação hormonal, deve-se afastar a possibilidade de gravidez por meio de teste adequado. Uma ou duas semanas após a primeira injeção ocorrerá sangramento vaginal. Com a continuação do tratamento, os episódios de sangramento apresentar-se-ão geralmente em intervalos de 30 dias. O dia da injeção mensal estará normalmente dentro do intervalo livre de sangramento. Em geral, decorridos 60 dias após a última injeção de Mesigyna recupera-se a capacidade normal de concepção. Entretanto, se neste período não se restabelecer o curso fisiológico do ciclo, é aconselhável estabelecer tratamento adequado nas mulheres que desejam engravidar.

Superdosagem

A apresentação do produto em seringa pré-carregada pronta para uso, assim como sua administração por pessoa treinada, minimiza o risco de superdose. Não há relatos de efeitos deletérios graves decorrentes de superdose de contraceptivos combinados.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica Mesigyna® previne a gravidez primeiramente inibindo a ovulação e alterando o muco cervical. O efeito produzido no endométrio é similar ao observado com o uso de contraceptivos orais combinados (COCs). Um padrão de sangramento semelhante à menstruação normal é obtido com o uso de Mesigyna®.A eficácia contraceptiva das injeções mensais de Mesigyna® compara-se favoravelmente à eficácia de métodos que utilizam progestógenos isolados e à eficácia dos contraceptivos orais. Como Mesigyna® contém um estrogênio e um progestógeno, as precauções relacionadas a seu uso são similares àquelas dos COCs. O componente estrogênico presente em Mesigyna® é um estrogênio natural e seus níveis sangüíneos alcançam os picos da fase pré-ovulatória do ciclo menstrual normal. O componente progestogênico, o enantato de noretisterona, exerce efeitos progestogênicos típicos em mulheres, tais como efeitos antigonadotrópicos, transformação secretória do endométrio e espessamento do muco cervical. Mesigyna® apresenta efeitos favoráveis no metabolismo lipídico. Os contraceptivos injetáveis combinados como Mesigyna® demonstraram ter efeito mínimo na função hepática em usuárias saudáveis e não apresentam efeito de primeira passagem hepática. Entretanto, uma vez que os hormônios esteróides contidos em contraceptivos injetáveis combinados são metabolizados no fígado, eles poderiam, teoricamente, provocar efeitos adversos em mulheres cuja função hepática já estivesse comprometida.  Farmacocinética Os componentes farmacologicamente ativos, noretisterona e estradiol, encontramse totalmente biodisponíveis após injeção intramuscular de enantato de noretisterona e valerato de estradiol. Após injeção intramuscular de 50 mg de enantato de noretisterona em combinação com 5 mg de valerato de estradiol, a concentração plasmática máxima de estradiol (média entre 852 e 1570 pmol/L) é atingida em aproximadamente 2 dias e a concentração plasmática máxima de noretisterona de 4,7 a 10,1 nmol/L em aproximadamente 4,1 a 4,8 dias após a injeção intramuscular. Uma vez que a meia-vida terminal de estradiol é consideravelmente mais curta que a de noretisterona (a qual, por sua vez, é decorrente das diferentes taxas de liberação dos ésteres a partir do depósito), a segunda parte do período após a administração é dominada pelo componente progestogênico. Ambos os componentes são completamente metabolizados. Uma pequena parte da noretisterona é transformada, in vivo, em etinilestradiol. A partir da administração de 1 mg de noretisterona ou de acetato de noretisterona por via oral, o etinilestradiol formado em humanos é equivalente a uma dose oral de cerca de 4 mcg ou 6 mcg, respectivamente. Considerando que a estrogenicidade da noretisterona já é conhecida e vivenciada na prática clínica, a descoberta de suas características metabólicas não altera as recomendações de uso preexistentes. A biotransformação do estradiol segue a mesma via do hormônio endógeno. Os metabólitos da noretisterona são excretados com a urina e fezes em proporções semelhantes. A excreção dos metabólitos do estradiol ocorre predominantemente por via renal. Cerca de 85% da dose de ambas as substâncias são excretadas dentro do intervalo de 28 dias após a injeção. A administração repetida de Mesigyna® em intervalos de 28 dias provoca um leve acúmulo de enantato de noretisterona, alcançando-se um estado de equilíbrio logo após a terceira administração. Com relação à farmacocinética e biotransformação dos fármacos, não se espera uma interação entre o enantato de noretisterona e o valerato de estradiol, já que é pouco provável que ocorra uma sobrecarga do metabolismo, devido às taxas de liberação lentas a partir do depósito intramuscular e às conseqüentes baixas concentrações séricas dos princípios ativos.  Dados de segurança pré-clínica Não foram observados efeitos que indicassem risco inesperado a humanos durante estudos de tolerância sistêmica após administração de doses repetidas. Estudos de longa duração em animais não indicaram potencial tumorigênico no caso de uso terapêutico de Mesigyna® em humanos.O teste de Ames foi realizado com estradiol, noretisterona, enantato de noretisterona e acetato de noretisterona; a noretisterona também foi investigada no teste UDS. Estes estudos não indicaram potencial mutagênico ou genotóxico dos componentes. Estudos sobre a embriotoxicidade e teratogenicidade do valerato de estradiol não indicaram risco de reações adversas em humanos após o uso inadvertido durante a gravidez. Em geral, não foi observada atividade teratogênica após a administração de enantato de noretisterona em ratos, coelhos e macacos; por outro lado, a administração de doses elevadas de enantato de noretisterona ou acetato de noretisterona durante o período de desenvolvimento dos órgãos genitais externos do feto provocou sinais de virilização em fetos do sexo feminino (em ratas e macacas). A avaliação da tolerância local da base oleosa de Mesigyna® (óleo de rícino e benzoato de benzila) em coelhos indicou um leve potencial de irritação.

Resultados de eficácia

Mesigyna® é um contraceptivo hormonal combinado formulado como uma preparação de depósito. Dentro do corpo, os ingredientes ativos de Mesigyna® são liberados muito lentamente, de modo que a aplicação de uma injeção mensal é suficiente. Mesigyna® contém uma combinação de dois hormônios femininos: o enantato de noretisterona (um progestógeno) e o valerato de estradiol (um estrogênio). Por que usar Mesigyna®? Mesigyna® é indicado para prevenir a gravidez. Os contraceptivos hormonais injetáveis são um método muito eficaz de controle de natalidade. Quando utilizados corretamente (sem atraso ou esquecimento das injeções), a possibilidade de ocorrência de gravidez é muito baixa.

Modo de usar

Quando usado corretamente, o índice de falha é de aproximadamente 1% ao ano. O índice de falha pode aumentar quando os intervalos entre as injeções são prolongados.Mesigyna® deve ser sempre administrado por via intramuscular profunda (de preferência na região glútea e, como alternativa, no braço). As injeções devem ser administradas de forma extremamente lenta (veja o item “Reações adversas”). É recomendável ocluir o local onde se aplicou a injeção para evitar qualquer refluxo da solução.  Início do uso de Mesigyna® - Quando nenhum outro método contraceptivo hormonal está sendo usado A primeira injeção deve ser administrada no primeiro dia do ciclo menstrual (primeiro dia de sangramento). - Mudando de um contraceptivo hormonal combinado (contraceptivo oral combinado/COC), anel vaginal ou adesivo transdérmico para Mesigyna® Preferivelmente, a mulher deve iniciar o uso de Mesigyna® imediatamente após a ingestão de comprimidos ativos do COC por pelo menos 7 dias ou após a ingestão do último comprimido ativo da cartela em uso. Se estiver mudando de anel vaginal ou adesivo transdérmico, deve começar preferencialmente no dia da retirada ou, no máximo, no dia previsto para a próxima aplicação. - Mudando da minipílula, implante ou injeção (apenas progestógeno) ou SIU (Sistema Intra-Uterino) com progestógeno para Mesigyna® A troca do método contraceptivo pode ser feita em qualquer dia no caso da minipílula (ou no dia da retirada do implante ou SIU ou da aplicação do contraceptivo injetável usado anteriormente), mas, em todos estes casos deve ser recomendado o uso adicional de um método contraceptivo de barreira durante os primeiros 7 dias após a injeção.  Abortamento de primeiro trimestre Neste caso, pode-se iniciar o uso a qualquer momento dentro da primeira semana após o abortamento, sem necessidade de utilizar medidas contraceptivas adicionais.  Após parto ou abortamento de segundo trimestre Para amamentação, veja o item “Gravidez e lactação”. A injeção de Mesigyna® deve ser administrada no período entre o 21° e o 2 8° dia após o procedimento ou na primeira menstruação do pós-parto. Quando o uso for iniciado mais tarde, deve-se aconselhar o uso adicional de um método de barreira durante os primeiros 7 dias após a injeção de Mesigyna®. Entretanto, se já tiver ocorrido relação sexual, a possibilidade de gravidez deve ser excluída antes do início do uso de Mesigyna® ou deve-se aguardar a primeira menstruação.  Manutenção das injeções posteriores A segunda injeção, assim como as injeções posteriores devem ser administradas, independentemente do padrão do ciclo, em intervalos de 30 ± 3 dias, isto é, no mínimo 27 e no máximo 33 dias. Transcorrendo intervalo de injeção superior a 33 dias, não se pode contar, a partir desta data, com o grau necessário de segurança contraceptiva, e a usuária deverá utilizar um método contraceptivo adicional. Se dentro dos 30 dias posteriores à administração de Mesigyna® não ocorrer sangramento por privação hormonal, deve-se descartar a possibilidade de gravidez por meio de teste adequado.  Instrução para preparo da seringa - Seringa com êmbolo já acoplado - segure firmemente o protetor da agulha com uma mão; com a outra, segure o cilindro de plástico localizado no encaixe da agulha e gire, a fim de quebrar o lacre de proteção (Figura 1); - remova o cilindro de plástico, expondo o encaixe da agulha (Figura 2); - com a seringa em posição vertical (êmbolo para baixo), retire o protetor de borracha; - encaixe a agulha na seringa - retire o protetor da agulha e expulse o ar. A esterilidade do produto só é garantida se a embalagem não tiver sofrido prévia abertura.

Armazenagem

O medicamento deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30 oC). Proteger da luz.

Mesigyna - Informações

Mesigyna é um preparado de depósito. O seu efeito contraceptivo baseia-se em uma interação de mecanismos centrais e periféricos, primariamente em inibição da ovulação e modificação do muco cervical. Além disso, Mesigyna promove alterações morfológicas e enzimáticas no endométrio dificultando a nidação. A segurança contraceptiva da injeção de depósito de Mesigyna é semelhante à obtida com a ingestão diária de preparados estro-progestogênicos combinados.

Dizeres legais

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.Venda sob prescrição médica Lote, data de fabricação e validade: vide cartucho. VE 0408-0307

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