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Mestinon

Mestinon - Bula do remédio

Mestinon com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Mestinon têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Mestinon devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Icn

Apresentação de Mestinon

compr.: fr. c/ 60 compr. de 60 mg.

Mestinon - Indicações

O campo de indicações de Mestinon compreende afecções nas quais se deseja obter uma estimulação do sistema nervoso parassimpático e uma ação favorável sobre a transmissão do influxo na junção mioneural. É principalmente usado, por via oral, no diagnóstico e tratamento da miastenia grave, por seu efeito prolongado e poucos distúrbios gastrintestinais, formando alívio sintomático mais sustentado, particularmente à noite. Pode ser usado nos casos de doença de Little, esclerose múltipla e na esclerose lateral amiotrófica, mioatrofias espinhais e paresias consecutivas à poliomielite. Também pode ser usado na prevenção dos distúrbios pós-punção lombar e do meningismo pós-eletroencefalografia, assim como no tratamento da enxaqueca e cefaléia. Também é usado, eventualmente, na reversão da taquicardia paroxística e na modificação do estado reacional dos tuberculosos.

Contra-indicações de Mestinon

Mestinon está contra-indicado nos casos de obstáculo mecânico ao nível do trato gastrintestinal ou nas vias urinárias, bem como nos casos de conhecida hipersensibilidade à droga. Mestinon não deve ser administrado em associação com os miorrelaxantes despolarizantes, como o suxametônio. Mestinon deve ser administrado com extrema precaução a pacientes com bradicardia, asma brônquica, diabetes mellitus e após intervenções cirúrgicas sobre o estômago e o intestino. A ausência de resposta ao tratamento com Mestinon pode, eventualmente, estar relacionada a uma superdosagem. Deve-se também observar o princípio médico de não se administrar medicamentos durante a gravidez e a lactantes, a não ser em casos de extrema necessidade e, mesmo assim, utilizando-se dose bem ajustada e sob observação médica.

Advertências

Crise miastênica/Crise colinérgica A superdose de piridostigmina pode resultar na crise colinérgica, caracterizada por fraqueza muscular progressiva e paralisia dos músculos respiratórios levando à morte. A crise miastênica resultante do agravamento da miastenia pode levar à fraqueza muscular intensa sendo difícil o diagnóstico diferencial, que é de crucial importância para o tratamento. O tratamento da crise miastênica requer o aumento de dose do colinérgico e o da crise colinérgica se faz com a retirada imediata da piridostigmina a o uso de atropina (1 ml de atropina IV).

Uso na gravidez de Mestinon

A segurança do uso de Mestinon durante a gravidez não foi estabelecida. Embora aparentemente seguras para o feto, podem afetar o neonato: fraqueza muscular, transitória em cerca de 20% das crianças de mães utilizando essas drogas na gravidez. As drogas anticoIinérgicas podem causar irritabilidade uterina o induzir trabalho de parto quando administradas IV em mulheres no pré-parto.Não está determinado se essas drogas são excretadas no leite materno. Dado o risco de efeitos maléficos sobre o latente, o uso em lactantes deve pesar risco/benefício e a importância do medicamento para a mãe.

Interações medicamentosas de Mestinon

O brometo de piridostigmina antagoniza a ação dos miorrelaxantes não despolarizantes do tipo curare. A atropina anula os efeitos colinérgicos da piridostigmina, especialmente a bradicardia e a hipersecreção. Antibióticos aminoglicosídeos - pela ação própria de bloqueio não despolarizante dessas drogas. Corticosteróides - reduz o efeito anticolinesterase dessas drogas. Relaxantes musculares despolarizantes (succinilcolina, decametônio) - somente utilizar nos pacientes miastênicos recebendo piridostigmina quando absolutamente necessário, dada a ação depressiva respiratória. Anestésicos, antiarítmicos e drogas anticolinesterásicas - somente utilizar em miastênicos quando necessário, dada a ação sinérgica. Magnésio - pode antagonizar o efeito benéfico do colinérgico.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Mestinon

Mestinon , bem como todos os medicamentos colinérgicos, pode apresentar repercussões funcionais indesejáveis sobre o sistema neurovegetativo. Os efeitos secundários do tipo muscarínico podem traduzir-se por náuseas, vômitos, diarréia, cólicas abdominais, aumento do peristaltismo e das secreções brônquicas, hipersalivação e ainda bradicardia e miose. Foram ainda eventualmente relatados sintomas nicotínicos, tais como: lacrimejamento, miose, diplopia, hiperemia conjuntival, espasmo de acomodação; convulsões, disartria, disfonia, tontura, cefaléia, vertigem; aumento de secreções traqueobrônquicas, laringoespasmos; na superdose: paralisias respiratória, muscular e central, parada respiratória, broncoespasmo e morte. Também podem ocorrer arritmias, bradicardia, bloqueio AV, parada cardíaca; fraqueza muscular, fasciculações, cãibras; aumento da freqüência urinária; alopecia. Como os produtos que contêm bromo, Mestinon, em casos raros, pode provocar o aparecimento de erupções cutâneas que, em geral, desaparecem rapidamente após a suspensão da medicação. Nestes casos, o retorno do tratamento com Mestinon , ou com qualquer outro produto que contenha bromo, está formalmente contra-indicado.

Mestinon - Posologia

Durante o tratamento com Mestinon deve-se levar em consideração que o efeito se estabelece de forma progressiva, em geral 15 a 30 minutos após administração oral. Atonia intestinal, constipação atônica: 1 comprimido a intervalos regulares (4/4 horas, por exemplo). Miastenia gravis pseudoparalítica: 1 a 3 comprimidos, 2 a 4 vezes ao dia; nos casos mais graves a posologia pode ser aumentada. Na miastenia gravis, o efeito de uma dose dura cerca de 4 horas durante o dia, e até aproximadamente 6 horas durante a noite, devido à diminuição da atividade física. Doença de Little, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, mioatrofias espinhais, paresias consecutivas à poliomielite: 1 a 6 comprimidos de 60 mg por dia. Prevenção dos distúrbios pós-punção lombar e do meningismo pós-eletroencefalografia: 1 comprimido de 60 mg, 15 minutos antes de punção ou de exame. Cefaléia, enxaqueca: 1/4 a 1/2 comprimido, 3 vezes ao dia. Taquicardia paroxística, taquicardia sinusal supraventricular: 1/4 a 1/2 comprimido de 60 mg, 3-4 vezes ao dia. Modificação do estado reacional dos tuberculosos: 1/4 a 1/2 comprimido de 60 mg, 3 a 4 vezes ao dia. Recomenda-se administrar Mestinon de forma que seu efeito máximo coincida com o período de maior esforço físico, por exemplo, ao levantar-se ou durante as refeições. Em casos especiais para antagonizar o efeito do curare, pode-se utilizar preferencialmente a neostigmina (Prostigmine ) em lugar de piridostigmina (Mestinon ). Nos casos de alterações da função renal devidas à idade ou à patologia específica, o intervalo entre as doses deve ser mais espaçado ou, caso necessário, reduzir as doses subseqüentes.

Superdosagem

Quadro clínico Quando há superestimulação, o quadro sintomatológico é o de aumento de ação parassimpaticomimética se não houve, mascaramento atropínico. Os sinais e sintomas do crise colinérgicos são muito variáveis. Manifestam-se por: cólicas abdominais, diarréia, vômitos, salivação excessiva, palidez, suores frios, frio, urgência urinária, distúrbios visuais e, eventualmente, fasciculação e paralisia dos músculos voluntários (incluindo a língua), dos ombros, pescoço o braços. Miose, hipertensão com ou sem bradicardia, sensações subjetivas de tremores internos, ansiedade o pânico, podem completar o quadro. A crise colinérgica se diferencia da crise miatênica pelo fato desta última não apresentar, os sintomas acima, exceto ansiedade e pânico. O tratamento consiste em interrupção imediata do Mestinon ou de outros colinêrgicos e a administração da 1 a 2 mg de sulfato de atropina por via lntravenosa lenta. De acordo com a freqüência cardíaca observada, a dose poderá ser repetida, de acordo com o caso, de 2 em 2 horas ou de 4 em 4 horas.

Mestinon - Informações

O brometo de piridostigmina, princípio ativo de Mestinon, é um inibidor eficaz da colinesterase. Ele se diferencia por um lento início de ação, pela uniformidade de efeito, duração de ação relativamente longa e uma diminuição progressiva do efeito colinérgico.

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