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Monotrean

Monotrean - Bula do remédio

Monotrean com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Monotrean têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Monotrean devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Sankyo

Apresentação de Monotrean

Drg.: emb. c/ 30 drágeas. Cada drágea contém: cloridrato de quinina ... 100 mg papaverina .. 40 mg

Monotrean - Indicações

No tratamento de estados vertiginosos de origem vasomotora (como a labirintite e a síndrome de Ménière).

Contra-indicações de Monotrean

Monotrean é contra-indicado em: · crianças; · pacientes hipersensíveis aos componentes da fórmula e à quinidina; · deficiência de glicose 6-fosfato-desidrogenase, miastenia grave, bloqueio atrioventricular total, neurite ótica, hepatopatia, asma, febre, hemoglobinúria, zumbido nos ouvidos e em portadores da doença de Parkinson sob tratamento com levodopa; · durante a gravidez e lactação.

Advertências

Recomenda-se cautela em pessoas com motilidade intestinal diminuída, com arritmias cardíacas ou outras doenças cardíacas graves; em portadores de glaucoma e diabéticos. A EFICÁCIA DESTE MEDICAMENTO DEPENDE DA CAPACIDADE FUNCIONAL DO INDIVÍDUO. ATENÇÃO DIABÉTICOS: CONTÉM AÇÚCAR. A ingestão excessiva de água tônica contendo quinina pode produzir efeitos tóxicos pela superposição da dose de quinina presente no medicamento. Este medicamento pode causar sonolência, portanto, deve-se ter cautela ao dirigir veículos ou operar máquinas. Deve-se evitar a ingestão de bebidas alcoólicas e medicamentos que possam causar depressão do sistema nervoso central, como por exemplo, anti-histamínicos, sedativos e ansiolíticos. Deve-se orientar o paciente para observar os sinais de icterícia durante o uso de Monotrean

Uso na gravidez de Monotrean

ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS OU QUE POSSAM FICAR GRÁVIDAS DURANTE O TRATAMENTO. Não há estudos sobre a excreção de papaverina no leite materno, mas se sabe que a quinina é excretada em concentrações que podem causar danos aos lactentes. Portanto, seu uso é contra-indicado durante a lactação.

Interações medicamentosas de Monotrean

O fumo pode interferir no efeito terapêutico da papaverina. Antiácidos contendo alumínio podem retardar ou diminuir a absorção de quinina. Acetazolamida pode aumentar os níveis plasmáticos de quinina por alcalinizar a urina. Anti-histamínicos, buclizina, fenotiazídicos, meclizina ou tioxantênicos podem mascarar sintomas de ototoxicidade, como zumbido nos ouvidos, tonturas ou vertigem. A papaverina diminui a eficácia da levodopa. A quinina diminui a ação hepática da vitamina K, podendo potencializar o efeito dos anticoagulantes orais.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Monotrean

Não foram descritos casos de reações adversas com o uso de Monotrean. A literatura descreve reações adversas pelo uso isolado dos componentes ativos de sua fórmula, os quais não antecipam as mesmas ocorrências com o uso de Monotrean. São decorrentes do uso de papaverina (geralmente em doses mais altas): · desconforto abdominal, náuseas, vômitos, anorexia, constipação ou diarréia; · aumento da freqüência respiratória; · hepatotoxicidade em tratamento prolongado; · priapismo. São decorrentes do uso de cloridrato de quinina (geralmente em doses mais altas): · em portadores de deficiência da glicose 6-fosfato desidrogenase: mielossupressão, trombocitopenia, hemólise, coagulação intravascular disseminada, hipoprotrombinemia e anemia hemolítica; · em portadores de miastenia grave: disfagia e depressão respiratória; · acentuação dos sintomas em asmáticos; · distúrbios visuais, incluindo visão borrada, escotomas, sonolência, fotofobia, diplopia, cegueira, redução no campo visual, mudanças na visão das cores, vertigens, dores de cabeça, síncope, apreensão, nervosismo e confusão; · angina; · náuseas, vômitos e dores epigástricas; · nefrotoxicidade, hepatotoxicidade e ototoxicidade.

Monotrean - Posologia

Em geral, uma drágea três vezes ao dia após as refeições. Nos casos mais graves (por exemplo, após traumatismos cranianos e síndrome de Ménière) iniciar o tratamento com 3 drágeas, duas vezes ao dia. Em seguida, reduzir para 1 drágea três vezes ao dia durante 4 a 6 semanas; após esse período a posologia recomendada é de 1 a 2 drágeas ao dia. Equivalência em peso entre o composto químico da apresentação farmacêutica com a substância terapeuticamente ativa A papaverina e o cloridrato de quinina são absorvidos pelo trato gastrintestinal após administração oral. A biodisponibilidade do cloridrato de quinina fica entre 76% e 88%, e da papaverina é em torno de 54%; 122 mg de cloridrato de quinina correspondem a aproximadamente 100 mg de quinina anidra. O que fazer no caso de se esquecer de tomar uma vez a drágea? Deve-se tomar a dose assim que possível, caso não esteja perto da próxima vez. Se já estiver perto do horário da próxima tomada, deve-se simplesmente continuar o horário certo, sem tomar duas drágeas para compensar aquela que foi esquecida.

Superdosagem

Em adultos, pode ocorrer toxicidade com 2 gramas de quinina, mas geralmente acontece após a ingestão de mais de 3 gramas, podendo ser fatal quando acima de 4 gramas. Em crianças, a ingestão de 1 grama já pode ser fatal. Para a papaverina, doses acima de 1 grama produzem apenas reações adversas mínimas. Não é conhecida a quantidade que induz toxicidade, mas se sabe que a ingestão de 15 gramas provoca acidose grave em adultos. Os sinais e sintomas da intoxicação tanto por quinina quanto por papaverina são dores abdominais, náuseas e vômitos, acidose e taquicardia. Outros sintomas e sinais inespecíficos: cefaléia, surdez, zumbido nos ouvidos, ataxia, parestesia, cegueira, midríase, deterioração da visão, letargia, convulsões, coma, alcalose respiratória, hipocalemia, hiperglicemia, hipotensão, insuficiência renal aguda, hipoprotrombinemia, taquicardia, prolongamento dos intervalos PR, QRS e QT, arritmias cardíacas, hipotensão, síncope, parada respiratória e elevação dos níveis de piruvato. O tratamento consiste em suporte das funções respiratória e cardiovascular. O indivíduo deve ser hospitalizado em unidade de tratamento intensivo com atenção especial aos sinais vitais. A absorção pode ser evitada com a administração de carvão vegetal ou lavagem gástrica. Não é recomendada a indução de vômitos, pois pode haver depressão do Sistema Nervoso Central que aumenta o risco de aspiração do conteúdo gástrico. O monitoramento deve ser feito, avaliando-se o status cardíaco (FC, PA, ECG), o equilíbrio hidroeletrolítico, o tempo de protrombina (RNI) e os níveis de piruvato e lactato. No caso de convulsões, o controle inicial deve ser feito com benzodiazepínicos ou fenobarbital, se repetidas. Nos casos de arritmia, aumento do intervalo QRS e acidose, o tratamento consiste na correção do equilíbrio ácido básico. Para reverter a hipotensão, deve-se repor volume com a administração de solução fisiológica. Nos casos de bradicardia, pode-se administrar atropina, solução intravenosa de cálcio, isoproterenol e/ou glucagon. Em alguns casos, pode haver a necessidade de instalação de marca-passo provisório. Para aumentar a eliminação deve-se induzir diurese ácida. Deve haver um acompanhamento da função visual, para verificar se há evolução do quadro nos casos em que ocorrer a perda da visão.

Monotrean - Informações

Monotrean contém uma associação de duas substâncias ativas alcalóides. A papaverina exerce um efeito espasmolítico direto na musculatura lisa dos vasos, aumentando o fluxo sangüíneo cerebral e periférico. Além desse efeito, a papaverina inibe a agregação plaquetária e aumenta a flexibilidade dos eritrócitos; essas ações também aumentam o fluxo sangüíneo como se observa após a administração da papaverina. A quinina inibe a transmissão de estímulos nervosos periféricos e centrais e mantém o efeito vasodilatador. A associação desses princípios ativos age especialmente nas disfunções vasomotoras do cérebro e da orelha interna, melhorando o fluxo sangüíneo cerebral e os sintomas vestibulares. Assim sendo, Monotrean se define como ativador da circulação vestibular, cerebral e periférica.

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