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Mucofan Xarope

Mucofan Xarope - Bula do remédio

Mucofan Xarope com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Mucofan Xarope têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Mucofan Xarope devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

União Química Farmacêutica Nacional S/a

Apresentação de Mucofan Xarope

Xarope adulto 50 mg/mL: embalagem contendo 100 mL.
Xarope pediátrico 20 mg/mL: embalagem contendo 100 mL.

USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 2 ANOS

COMPOSIÇÃO:
Xarope Adulto
Cada mL contém:
carbocisteína .............................................................50 mg
Veículo: sacarose, metilparabeno, propilparabeno, sorbitol, aroma de cereja, ácidocítrico, metabissulfito de sódio, corante vermelho eritrosina, hidróxido de sódio, água purificada.

Xarope Pediátrico
Cada mL contém:
carbocisteína .........................................................20 mg
Veículo: sacarose, metilparabeno, propilparabeno, sorbitol, aroma de cereja, ácidocítrico, metabissulfito de sódio, corante vermelho eritrosina, hidróxido de sódio, água purificada.

Mucofan Xarope - Indicações

Mucofan é indicado, em terapia adjuvante, como mucolítico e fluidificante das secreções, nas afecções agudas ou crônicas do trato respiratório, onde a presença de secreção viscosa e/ou abundante seja um fator agravante.

Contra-indicações de Mucofan Xarope

O produto não deve ser utilizado por pacientes com úlceras gástricas, duodenais ou nos casos de hipersensibilidade aos componentes da formulação.
Este medicamento não deve ser utilizado em crianças menores de 2 anos de idade.

Advertências

Deve-se ter cautela em paciente com antecedentes de úlcera gástrica ou duodenal.
Mucofan Xarope adulto e Mucofan Xarope pediátrico contêm açúcar, portanto, devem ser usados com cautela em portadores de diabetes.
Cada 1 mL de Mucofan Xarope adulto ou pediátrico contém 540 mg de sacarose.
Deve-se ter precauções de uso em pacientes com asma brônquica e insuficiência respiratória.

Interações medicamentosas de Mucofan Xarope

Mucofan não deve ser associado com antitussígenos e/ou substâncias atropínicas.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Mucofan Xarope

Desconforto gástrico, náuseas, diarreia, sangramento gastrintestinal e erupções cutâneas podem ocorrer ocasionalmente. Existem raros relatos de tonturas, insônia, cefaleia, palpitações e hipoglicemia leve (Brown DT, 1988).

Mucofan Xarope - Posologia

Xarope adulto:
5 a 10 mL (para medir o volume, utilize o copo-medida) do xarope (o que equivale a 250 a 500 mg de carbocisteína), 3 vezes ao dia.

Xarope pediátrico:
-Crianças entre 2 e 5 anos: aconselha-se o uso de Solução Oral (Gotas), devido à maior facilidade de administração e adequação da dose para essa faixa etária.

-Crianças entre 5 e 12 anos de idade: 5 a 10 mL (para medir o volume, utilize o copo- medida) do xarope (o que equivale a 5 mg de carbocisteína/ kg de peso), 3 vezes ao dia.
Atenção: Para medir o volume de Mucofan Xarope, utilize o copo-medida verificando a posologia a ser adotada.

Superdosagem

Nos casos de superdose, distúrbios gastrintestinais como gastralgia, náuseas, vômito e diarreia podem ser mais comumente observados. Deve-se proceder ao controle e observação criteriosa das funções vitais, assim como à lavagem gástrica.

Características farmacológicas

A carbocisteína, cujo nome químico é S-(carboximetil)-1-cisteína, é um aminoácido dibásico, de peso molecular 179,2 e fórmula molecular C5H9NO4S.

Propriedades farmacodinâmicas
O exato mecanismo de ação da carbocisteína ainda não foi totalmente elucidado. No entanto, sua ação parece estar relacionada à regulação da viscosidade das secreções mucosas do trato respiratório. Estudos em animais e em humanos demonstram que a carbocisteína altera a síntese das glicoproteínas do muco, aumentando, proporcionalmente, a produção de sialoglicoproteínas, o que torna a secreção mais fluida, e assim melhora a depuração mucociliar, tornando a tosse mais efetiva. (Brown DT. Carbocysteine. Drug Intell Clin Pharm 22:603-8, 1988).

Propriedades farmacocinéticas
A carbocisteína é rapidamente absorvida após a administração oral. As concentrações séricas máximas são alcançadas entre 1 a 2 horas após a administração e, após uma dose de 1,5 g, os valores máximos foram de 13 a 16mg/L. A meia-vida plasmática foi estimada em 1,5 a 2 horas, e o volume aparente de distribuição foi de aproximadamente 60 litros. A carbocisteína parece distribuir-se bem no tecido pulmonar e no muco respiratório, sugerindo ação local.
É metabolizada através de acetilação, descarboxilação e sulfoxidação. A produção do derivado descarboximetilado é muito pequena. A maior parte da droga é eliminada inalterada, por excreção urinária.
Dois terços dos indivíduos excretam um glicuronídeo, como metabólito menor. Não há relatos de atividade farmacológica importante destes metabólitos. (Brown DT. Carbocysteine. Drug Intell Clin Pharm 22:603-8, 1988).
A ação de carbocisteína inicia-se aproximadamente 1 a 2 horas após a ingestão.

Resultados de eficácia

As doenças obstrutivas das vias respiratórias, como a bronquite crônica, a fibrose cística e o enfisema, embora apresentem grandes diferenças etiológicas e epidemiológicas, possuem uma importante característica em comum, que é o aumento da secreção brônquica, em algum estágio da doença. Esta secreção, devido às suas propriedades bioquímicas e físicas alteradas, não é eliminada pelos mecanismos mucociliares e pela tosse, determinando a necessidade de uma remoção terapêutica (Brown DT. Carbocysteine. Drug Intell Clin Pharm 22:603-8,1988).

Vários estudos clínicos comprovaram a eficácia da carbocisteína nas doenças obstrutivas crônicas das vias respiratórias, levando a alterações reológicas da secreção e o aumento da expectoração, indicando uma melhora primária da função mucociliar (Brown DT, 1988). Estudo duplo-cego comparou o uso da carbocisteína com placebo e com um esquema de nebulização com água em 82 pacientes com bronquite crônica. No grupo que utilizou a carbocisteína, verificou-se uma melhora consistente na viscosidade da secreção e da expectoração, com um aumento de 30% no volume expectorado após 8 horas do tratamento (p<0,02) (Edwards GF et al. S-carboxy-methyl-cysteineinthefluidification of sputum and treatment of chronic airway obstruction. Chest 70:506-13, 1976).

A eficácia terapêutica do uso de mucolíticos foi confirmada numa revisão de 23 estudos clínicos randomizados, que comparou a utilização de mucolíticos com placebo, em pacientes adultos com bronquite crônica estável e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Demonstrou-se que os mucolíticos reduzem de forma significativa o número e a duração das exacerbações, além de reduzirem a necessidade do uso de antibióticos (Poole PJ, Black PN. Oral mucolytic drugs for exacerbations of chronic obstructive pulmonary disease: systematic review. BMJ 322(7297):1271-4, 2001).

A carbocisteína também foi comparada com a bromexina em um estudo duplo-cego em 30 pacientes adultos com exacerbações de bronquite crônica e presença de secreção mucoide. Embora ambas as substâncias tenham levado a um aumento significativo do volume e da fluidez da secreção, os efeitos máximos foram observados já no terceiro dia de uso da carbocisteína, e apenas no sétimo dia de uso da bromexina (p<0,05). Houve também melhora nos parâmetros subjetivos (expectoração fácil, severidade da tosse e consistência da secreção). Porém, as respostas obtidas com o uso da carbocisteína foram observadas, no mínimo, quatro dias antes dos verificados com a bromexina. A carbocisteína determinou ainda uma melhora nos índices respiratórios, sendo também superiores aos obtidos com a bromexina. (Aylward M. A betweenpatient double blind comparison ofS-carboxymethylcysteine and bromhexine in chronic obstructive bronchitis. Curr Med Res Opin 1:219-27, 1973).

Em outro estudo duplo-cego, o efeito a longo-prazo da terapia oral com a carbocisteína foi comparado com placebo em 109 pacientes com bronquite crônica. Nos pacientes que utilizaram a carbocisteína, observou-se um aumento significativo no fluxo expiratório máximo (15-20%), associado a melhora clínica importante(p<0,05) (Grillage M,Barnard-Jones K. Long-term oral carbocisteine therapy in patients with chronic branchitis. A double blind trial with placebo control. Br J Clin Pract 39:395-8, 1985).

A eficácia da carbocisteína também foi avaliada no tratamento de otite média secretória em crianças. Uma metanálise envolvendo 430 crianças, com idades entre 3 e 12 anos observou que o uso da carbocisteína diminuiu a necessidade de intervenção cirúrgica (timpanostomia) em 2,31 vezes, quando comparada com crianças que receberam placebo (p<0,01). Além disto, a carbocisteína reverteu as alterações dos timpanogramas para a normalidade (Pignataro O et al. Otitis media with effusion and Scarboxymethylcysteine and/or its lysine salt: a critical overview. Int J Pediatr Otorhinolaryngol 35(3):231-41, 1996).

Estes resultados foram confirmados em outro estudo com 60 crianças, onde autilização de carbocisteína reduziu de forma significativa a necessidade de inserção de tubos à timpanostomia (13%), em comparação com as crianças que não receberam mucolíticos (76,6%) (Pollastrini L et al. Ruolo della Scarbossimetilcisteina nella terapia dellótitesiero-mucosa in eta pediatrica. Ped Oggi 11(4):96-9, 1991).

Em casos de crianças com otite média secretória, a taxa de sucesso clínico foi de 66% com o uso da carbocisteína (Brkic F et al.Bronchobos in the therapy of chronic secretory otitis in children. Med Arh 53(2):89-91, 1999).

Além disto, estudos demonstraram que a carbocisteína tem o efeito de inibir a adesão da Moraxella catarrhalis, do Haemophilusinfluenzaee do Streptococcus pneumoniae
às células epiteliais do aparelho respiratório, o que indica que a carbocisteína ajuda no tratamento das infecções respiratórias (Zheng CH et al. The effects ofS-carboxymethylcysteine and N-acetylcysteine on the aderence of Moraxella catarrhalis to human pharyngeal epithelial cells. Microbiol Immunol 43(2):107-13,1999; Ndour CT et al. Modulating effects of mucoregulating drugs on the attachment of Haemophilus influenzae. Microb Pathog 30(3):121-7, 2001; Cakan G et al.S-carboxymethylcysteine inhibits the attachment of Streptococcus pneumoniae to human pharyngeal epithelial cells. Microb Pathog 34(6):261-5, 2003).

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Pacientes idosos
Não existem restrições ou precauções especiais com relação ao uso do produto por pacientes idosos.

Uso pediátrico
Este medicamento não deve ser utilizado em crianças menores de 2 anos de idade.

Gravidez e lactação
O efeito de Mucofan na fertilidade humana não é conhecido e não há estudos adequados e bem controlados em gestantes. Não se sabe se a carbocisteína é excretada no leite humano.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Armazenagem

Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente (entre 15° e 30°C).
O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho).

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Número do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Registro MS – 1.0497.1315

Dizeres legais

UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A
Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 – Embu-Guaçu – SP CEP 06900-000 – CNPJ 60.665.981/0001-18
Indústria Brasileira
Farm. Resp.: Florentino de Jesus Krencas - CRF-SP no 49136
Fabricado na unidade fabril: Trecho 1 Conj. 11, Lote 6/12
Pólo de Desenvolvimento JK – Brasília – DF CEP 72.549-555 – CNPJ 60.665.981/0007-03
Indústria Brasileira
SAC 0800 11 1559

Mucofan Xarope - Bula para o Paciente

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Mucofan ajuda a diminuir a produção das secreções respiratórias, assim como deixa as secreções menos espessas, facilitando sua eliminação pelo organismo, quando há um excesso destas secreções por doenças respiratórias.
O Mucofan começa a fazer efeito cerca de 1 a 2 horas após a sua administração.

POR QUE ESTE MEDICAMENTO FOI INDICADO?
Mucofan ajuda no tratamento de problemas respiratórios, quando há um excesso de secreções que podem piorar o estado do paciente.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Contraindicações
O produto não deve ser utilizado por pacientes com úlceras no estômago ou no duodeno ou com alergia aos componentes da formulação.

Advertências
O tratamento com Mucofan não substitui o tratamento específico das doenças respiratórias, como a bronquite, a asma ou as infecções dos pulmões. Assim, antes de começar o tratamento com Mucofan, o médico deve ser consultado para diagnosticar o tipo de doença, e indicar o tratamento ou medicamento específico para cada doença.

Atenção diabéticos: Mucofan Xarope contém açúcar.
Este medicamento é contraindicado na faixa etária abaixo de 2 anos de idade.

Precauções
Gravidez e lactação
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Pacientes idosos
Não existem restrições ou precauções especiais com relação ao uso do produto por pacientes idosos.

Interações medicamentosas
Ingestão juntamente com outras substâncias
Durante o tratamento com Mucofan você não deve fazer uso de medicamentos que inibem a tosse como os antitussígenos, bem como não deve fazer uso de medicamentos atropínicos (como por exemplo, atropina).
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Aspecto físico
Mucofan é um xarope límpido, vermelho.

Características organolépticas
Mucofan possui odor e sabor de cereja.
Leia com atenção o item “Modo de usar” para utilização correta do produto.

Modo de usar Xarope adulto:
5 a 10 mL (para medir o volume, utilize o copo-medida) do xarope 3 vezes ao dia.

Xarope pediátrico:
-Crianças entre 2 e 5 anos: aconselha-se o uso de Solução oral (gotas) devido à maior facilidade de administração e adequação da dose para essa faixa etária.

-Crianças entre 5 e 12 anos de idade: 5 a 10 mL (para medir o volume, utilize o copo- medida) do xarope 3 vezes ao dia.

Atenção: Para medir o volume de Mucofan, utilize o copo-medida verificando a posologia a ser adotada.
SIGA CORRETAMENTE O MODO DE USAR, NÃO DESAPARECENDO OS SINTOMAS PROCURE ORIENTAÇÃO MÉDICA.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
O prazo de validade está impresso na embalagem do produto.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?
Às vezes, este medicamento pode causar algumas reações desagradáveis como: dor no estômago, enjoo, diarreia, sangramento no estômago ou intestinos, alergia na pele, tontura, insônia, dor de cabeça, palpitação e leve diminuição da taxa de açúcar no sangue. Informe ao seu médico o aparecimento destas ou de quaisquer outras reações desagradáveis.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Nestes casos, os sintomas mais comuns que podem aparecer são dor de estômago, enjoo, vômito e diarreia.
O médico deve ser imediatamente comunicado e, provavelmente, deverá ser feita uma lavagem gástrica, devendo o paciente ser mantido sob cuidadosa observação médica.

ONDE E COMO DEVO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Manter o produto em sua embalagem original e conservar em temperatura ambiente (entre 15° e 30°C).
O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho).

Data da bula

05/09/2016

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