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Ovestrion

Ovestrion - Bula do remédio

Ovestrion com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Ovestrion têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Ovestrion devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Organon

Referência

estriol

Apresentação de Ovestrion

emb. c/ 30 compr. de 1 ou 2 mg Creme Vaginal: emb. c/ bisn. de 50 g + aplicador.

Ovestrion - Indicações

Comprimidos: 1. Atrofia do trato geniturinário relacionada a deficiência estrogênica, especialmente a: Tratamento das queixas vaginais, como dispareunia, ressecamento e prurido. Prevenção das infecções recidivantes vaginais e do trato geniturinário inferior. Controle das queixas miccionais (como polaciúria e disúria) e incontinência urinária leve: 4 a 8 mg por dia durante as primeiras semanas, seguida de redução gradual de acordo com o alívio dos sintomas, até se atingir a dose de manutenção (1 a 2 mg por dia). 2. Terapia pré e pós-operatórias em mulheres na pós-menopausa submetidas a cirurgia vaginal: 4 a 8 mg por dia, duas semanas antes da cirurgia e 1 a 2 mg por dia durante as 2 semanas após a cirurgia. 3. Auxiliar diagnóstico em caso de esfregaço cervical atrófico duvidoso: 2 a 4 mg por dia durante uma semana antes da coleta do próximo esfregaço. 4. Queixas climatéricas, como fogacho e sudorese noturna: 4 a 8 mg por dia durante as primeiras semanas, seguida de redução gradual. Para terapia de manutenção usar a menor dose eficaz. 5. Infertilidade devido a hostilidade cervical: em geral 1 a 2 mg do 6º ao 15º dia do ciclo menstrual. Entretanto, para algumas pacientes, doses de 0,25 mg/dia são suficientes, enquanto que outras podem necessitar de até 8 mg/dia. Desta forma, a dose deve ser aumentada a cada mês, até que se obtenha um efeito ótimo do muco cervical. Creme Vaginal 1) Atrofia do trato geniturinário relacionada a deficiência estrogênica, especialmente em: - Tratamento das queixas vaginais como dispareunia, ressecamento e prurido; - Prevenção das infecções recidivantes vaginais e do trato geniturinário inferior; - Controle das queixas miccionais (como polaciúria e disúria) e incontinência urinária leve: 1 aplicação por dia durante as primeiras semanas, seguida de redução gradual de acordo com o alivio dos sintomas, até se atingir a dose de manutenção (1 aplicação 2 vezes por semana); 2) Terapia pré e pós-operatórios em mulheres na pós-menopausa submetidas à cirurgia vaginal: 1 aplicação por dia 2 semanas antes da cirurgia e 1 aplicação 2 vezes por semana durante as 2 semanas após a cirurgia. 3) Auxiliar diagnóstico em caso de esfregaço cervical atrófico duvidoso: 1 aplicação em dias alternados, 1 semana antes da coleta do próximo esfregaço.

Contra-indicações de Ovestrion

Gravidez; trombose; suspeita ou casos confirmados de tumores estrogênio-dependentes; sangramento vaginal sem diagnóstico; história de manifestação ou deterioração de otosclerose durante a gravidez ou uso prévio de esteróides.

Advertências

Para o tratamento dos sintomas da pós-menopausa, a TRH deve ser iniciada somente para os sintomas que afetam adversamente a qualidade de vida. Em todos os casos, uma cuidadosa avaliação dos riscos e benefícios deve ser realizada pelo menos anualmente e a TRH deve ser continuada enquanto os benefícios suplantarem os riscos. Exame médico/ acompanhamento - Antes de iniciar ou reiniciar a TRH, deve ser realizada uma anamnese completa incluindo antecedentes pessoais e familiares da paciente. O exame físico (incluindo exame pélvico e das mamas) deve ser guiado por esta anamnese e pelas contraindicações e advertências quanto ao uso. Durante o tratamento são recomendadas avaliações periódicas em freqüência e natureza adaptadas individualmente. As mulheres devem ser orientadas sobre as alterações em suas mamas que devem ser relatadas ao seu médico (ver “Câncer de mama”). Investigações, incluindo mamografia, devem ser realizadas de acordo com as práticas de verificação atualmente aceitas, modificadas para as necessidades clínicas individuais. Condições que necessitam de monitoramento Caso qualquer das condições mencionadas abaixo tenha ocorrido anteriormente, esteja presente e/ou tenha sido agravada durante a gravidez ou tratamento prévio com hormônios, a paciente deve ser cuidadosamente monitorada. Deve-se levar em consideração que estas condições podem ocorrer ou serem agravadas durante o tratamento com Ovestrion, em particular: - Leiomioma (fibroma uterino) ou endometriose; - História de, ou fatores de risco para distúrbios tromboembólicos (ver Tromboembolismo venoso); - Fatores de risco para tumores estrogênio-dependentes, ex. 1° grau de hereditariedade para câncer de mama; - Hipertensão; - Distúrbios hepáticos (ex. adenoma hepático); - Diabetes mellitus com ou sem envolvimento vascular; - Colelitíase; - Enxaqueca ou cefaleia (grave); - Lúpus eritematoso sistêmico; - História de hiperplasia endometrial (ver abaixo); - Epilepsia; - Asma. - Otosclerose Razões para interrupção imediata do tratamento O tratamento deve ser descontinuado no caso de descoberta de alguma contraindicação e nas seguintes condições: - Icterícia ou deterioração da função hepática; - Aumento significativo da pressão arterial; - Primeiro episódio de cefaleia do tipo enxaqueca; - Gravidez. Hiperplasia endometrial - Para impedir a estimulação endometrial, a dose diária não deverá exceder uma aplicação (1,0 mg de estriol) e nem deverá ser empregada por mais de algumas semanas. Um estudo epidemiológico mostrou que o tratamento prolongado com baixas doses de estriol por via oral, mas não o estriol por via vaginal, pode aumentar o risco para câncer do endométrio. O risco aumentou com a duração do tratamento e desapareceu após um ano de sua interrupção. O risco aumentado está relacionado principalmente a tumores menos invasivos e altamente diferenciados. Sangramento vaginal durante o tratamento deve ser sempre investigado. As pacientes devem ser orientadas a contatar o seu médico se ocorrerem sangramentos vaginais. Câncer de mama - A TRH pode aumentar a densidade mamográfica. Isto pode complicar a detecção do câncer de mama. Estudos clínicos relataram que a probabilidade de desenvolvimento de densidade mamográfica aumentada foi mais baixa em pacientes tratadas com estriol do que em pacientes tratadas com outros estrogênios. - Um estudo randomizado controlado com placebo, o estudo Women’s Health Initiative (WHI), e estudos epidemiológicos, incluindo o Estudo Million Women (MWS), relataram um risco aumentado de câncer de mama em mulheres usando estrogênios, combinações estrogênio-progestagênio ou tibolona para TRH por diversos anos (ver “Reações adversas”). Para toda TRH, um risco excessivo torna-se aparente dentro de poucos anos de uso e aumenta com a duração da administração, mas retorna aos níveis basais dentro de poucos anos (no máximo cinco) após a interrupção do tratamento. - No estudo MWS, o risco relativo de câncer de mama com estrogênios eqüinos conjugados (EEC) ou estradiol (E2) foi maior quando um progestagênio foi adicionado, sequencial ou continuamente, independentemente do tipo de progestagênio. Não houve evidências de diferença no risco entre as diferentes vias de administração. - No estudo WHI, o uso contínuo do produto contendo estrogênio equino combinado e acetato de medroxiprogesterona (EEC + AMP) foi associado com cânceres de mama ligeiramente maiores em tamanho e que apresentaram metástase nos gânglios linfáticos locais com maior freqüência em comparação ao placebo. - É desconhecido se o Ovestrion apresenta o mesmo risco. Em um estudo recente de controle de casos, baseado na população, em 3345 mulheres com câncer de mama invasivo e 3454 controles, o estriol, diferentemente dos outros estrogênios, não foi associado com risco aumentado de câncer de mama. Contudo, as implicações clínicas desses achados são desconhecidas até agora. Portanto, é importante que o risco de diagnosticar o câncer de mama seja discutido com a paciente e pesado contra os benefícios conhecidos da TRH. Tromboembolismo venoso - A TRH está associada com risco relativo aumentado de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TVP), como trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Um estudo controlado randomizado e estudos epidemiológicos encontraram um risco 2 a 3 vezes aumentado em usuárias em comparação com não usuárias. Para as não usuárias, estima-se que o número de casos de TVP que ocorrerão em um período de cinco anos será de aproximadamente 3 em 1000 mulheres com idade entre 50-59 anos e de 8 em 1000 mulheres com idade entre 60-69 anos. Estima-se que em mulheres saudáveis que utilizaram a TRH durante 5 anos, o número de casos adicionais de TVP que ocorrerão durante um período de 5 anos será entre 2 e 6 (melhor estimativa = 4) em 1000 mulheres com idade entre 50-59 anos e entre 5 e 15 (melhor estimativa = 9) em 1000 mulheres com idade entre 60-69 anos. A ocorrência de tal evento é mais provável no primeiro ano da TRH do que mais tarde. Estes estudos não incluíram o Ovestrion e, na ausência de dados, é desconhecido se este apresenta o mesmo risco. - Os fatores de risco geralmente reconhecidos para TVP incluem antecedentes pessoais ou familiares, obesidade grave (índice de massa corpórea > 30 kg/m2) e lúpus eritematoso sistêmico (LES). Não existe consenso sobre o papel das veias varicosas no TVP. - Pacientes com história de TVP recorrente ou estados trombofílicos apresentam risco aumentado para TVP. A TRH pode ser aditiva para esse risco. Antecedentes pessoais ou familiares de tromboembolismo ou aborto espontâneo recorrente devem ser investigados a fim de excluir uma predisposição trombofílica. Até que uma avaliação minuciosa dos fatores trombofílicos seja realizada ou que o tratamento com anticoagulante seja iniciado, o uso da TRH nessas pacientes deve ser visto como contraindicado. Mulheres que já estão em tratamento com anticoagulante requerem consideração cuidadosa da relação risco-benefício do uso da TRH. - O risco de TVP pode ser temporariamente aumentado no caso de imobilização prolongada, trauma ou grande cirurgia. Como em todos os casos pós-cirúrgicos, atenção meticulosa deve ser dada às medidas profiláticas para prevenir o TVP pósoperatório. Quando é provável que uma imobilização prolongada ocorra após uma cirurgia eletiva, particularmente cirurgia abdominal ou cirurgia ortopédica dos membros inferiores, deve-se considerar a interrupção temporária da TRH de quatro a seis semanas antes, se possível. Caso Ovestrion seja usado para a indicação “tratamentos pré e pós-operatórios...” deve-se considerar um tratamento profilático contra a trombose. - Caso ocorra o desenvolvimento de TVP após o início do tratamento com Ovestrion, o medicamento deve ser descontinuado. As pacientes devem ser aconselhadas a contatar o seu médico imediatamente caso percebam sintomas tromboembólicos potenciais (ex. edema doloroso de uma perna, dor torácica repentina, dispneia). Doença arterial coronariana (DAC) Não existem evidências em estudos controlados randomizados de benefícios cardiovasculares com o uso contínuo combinado de estrogênios conjugados e acetato de medroxiprogesterona (AMP). Dois grandes estudos clínicos (WHI e HERS, isto é, Estudo Coração e Reposição Estrogênio/progestagênio) demonstraram um possível aumento no risco de morbidade cardiovascular no primeiro ano de uso e nenhum benefício global. Para os demais produtos de TRH existem apenas dados limitados de estudos controlados randomizados, investigando os efeitos na morbidade e mortalidade cardiovascular. Portanto, é incerto se esses achados também se estendem aos demais produtos de TRH. Acidente vascular cerebral Um grande estudo clínico randomizado (estudo-WHI) encontrou, como resultado secundário, um risco aumentado de AVC isquêmico em mulheres saudáveis durante o tratamento contínuo com estrogênios conjugados e AMP combinados. Para mulheres que não estão usando TRH, estima-se que o número de casos de AVC que ocorrerão num período de 5 anos é de aproximadamente 3 em 1000 mulheres com idade entre 50 e 59 anos e 11 em 1000 mulheres com idade entre 60 e 69 anos. Estima-se que para mulheres que usam estrogênios conjugados e AMP durante 5 anos, o número de casos adicionais será entre 0 e 3 (melhor estimativa = 1) em 1000 mulheres com idade entre 50-59 anos e entre 1 e 9 (melhor estimativa = 4) em 1000 mulheres com idade entre 60-69 anos. É desconhecido se o risco aumentado é estendido aos demais produtos de TRH. Câncer de ovário - O uso prolongado (no mínimo 5 a 10 anos) de medicamentos para TRH contendo apenas estrogênio em mulheres histerectomizadas foi associado a um risco aumentado de câncer de ovário em alguns estudos epidemiológicos. É incerto se o uso prolongado de TRH combinado ou de estrogênios de baixa potência (como o Ovestrion) confere um risco diferente daquele dos medicamentos contendo apenas estrogênio. Outras condições - Os estrogênios podem causar retenção hídrica, portanto, pacientes com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente observadas. Pacientes com insuficiência nível de componentes ativos circulantes de Ovestrion seja aumentado. - O estriol é um inibidor fraco de gonadotrofinas e não apresenta outros efeitos significativos sobre o sistema endócrino. - Não existe evidência conclusiva para a melhora da função cognitiva. Existem algumas evidências do estudo WHI de risco aumentado de provável demência em mulheres que iniciaram o uso contínuo combinado de EEC e AMP após os 65 anos de idade. É desconhecido se estes achados se aplicam a mulheres pós-menopausadas mais jovens ou a outros produtos de TRH. - Ovestrion creme contém álcool cetílico e álcool estearílico. Estes podem causar reações cutâneas locais (por ex., dermatite de contato).

Uso na gravidez de Ovestrion

Ovestrion não é indicado durante a gravidez. Caso ocorra gravidez durante o tratamento com Ovestrion, o uso deve ser interrompido imediatamente. Os resultados dos estudos epidemiológicos relevantes mais atuais em relação à exposição fetal inadvertida aos estrogênios não indicaram efeitos teratogênicos ou fetotóxicos. Ovestrion não é indicado durante a lactação. O estriol é excretado no leite materno e pode diminuir a sua produção.

Interações medicamentosas de Ovestrion

Interações medicamentosas Na prática clínica, não foi relatado nenhum exemplo de interação entre Ovestrion e outros medicamentos, mas embora os dados sejam limitados, elas podem ocorrer. Foram descritas as seguintes interações com o uso de contraceptivos orais que também podem ser relevantes para o Ovestrion: o metabolismo dos estrogênios pode ser aumentado pelo uso concomitante de substâncias que induzem as enzimas que metabolizam fármacos, especificamente enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (ex. hidantoínas, barbituratos, carbamazepina) e antiinfecciosos (ex. griseofulvina, rifamicina e os agentes antivirais nevirapina e efavirenz) e preparações fitoterápicas contendo erva de São João (Hypericum Perforatum). Ritonavir e nelfinavir, embora conhecidos como fortes inibidores, ao contrário, apresentam propriedades indutoras quando utilizados concomitantemente com hormônios esteroides. Clinicamente, o metabolismo aumentado dos estrogênios pode levar a diminuição da eficácia de Ovestrion e a alterações no padrão de sangramento uterino. O estriol pode, possivelmente, aumentar os efeitos farmacológicos dos corticosteroides, succinilcolina, teofilinas e troleandromicina.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Ovestrion

Sensibilidade ou dores mamárias, náusea, vômito, spotting, retenção hídrica e hipersecreção cervical poderão ocorrer. Essas reações são indicativas de doses elevadas. Cefaléia, hipertensão, cãibras e distúrbios visuais são observados raramente. Normalmente, essas reações desaparecem após as primeiras semanas de tratamento.

Ovestrion - Posologia

Ovestrion Comprimidos deverá ser ingerido sem mastigar, com auxílio de algum líquido. É importante que a dose diária total seja ingerida de uma única vez. Ovestrion Creme Vaginal deve ser administrado, intravaginalmente, à noite na hora de deitar, com auxilio do aplicador que acompanha a bisnaga (um aplicador contém aproximadamente 1,0 g de creme). 0 aplicador tem uma marca na parte superior (anel). O êmbolo não deve ser puxado além desta marca (anel).

Superdosagem

A toxicidade aguda de estriol em animais é muito baixa. É improvável a ocorrência de superdose de Ovestrion Creme após administração vaginal. No entanto, se houver ingestão de grandes quantidades, os possíveis sintomas são: náuseas, vômito e sangramento de privação em mulheres. Não existe antídoto específico. Se necessário, pode-se instituir tratamento sintomático.

Características farmacológicas

Características Propriedades farmacodinâmicas Ovestrion pertence ao grupo farmacoterapêutico de estrogênios semissintéticos e naturais e apresenta como princípio ativo o estriol, hormônio natural feminino (código ATC: G03CA04). Diferentemente de outros estrogênios, o estriol apresenta ação de curta duração, uma vez que apresenta apenas um curto tempo de retenção nos núcleos das células endometriais. É usado para repor a perda da produção de estrogênio em mulheres menopausadas e alivia os sintomas da menopausa. O estriol é particularmente eficaz no tratamento dos sintomas geniturinários. No caso de atrofia vaginal, o estriol induz a normalização do epitélio vaginal e ajuda a restauração da microflora normal e do pH fisiológico da vagina. Como resultado, o estriol aumenta a resistência das células epiteliais vaginais à infecção e inflamação, diminuindo as queixas vaginais como dispareunia, secura, prurido, infecções vaginais e urinárias, queixas relacionadas à micção e incontinência urinária moderada. Informações do estudo clínico - O alívio dos sintomas da menopausa foi atingido durante as primeiras semanas de tratamento. - Sangramento vaginal após o tratamento com Ovestrion foi apenas raramente relatado. Propriedades farmacocinéticas A administração intravaginal do estriol proporciona concentração ótima no local de ação. O estriol é também absorvido pela circulação sistêmica, conforme demonstrado pelo aumento nítido nos níveis plasmáticos de estriol não conjugado. Os níveis plasmáticos máximos são atingidos de 1 a 2 horas após a aplicação. Após aplicação vaginal de 0,5 mg de estriol, os valores da Cmax Cmin e Cmédia são aproximadamente de 100 pg/mL, 25 pg/mL e 70 pg/mL, respectivamente. Três semanas após a administração de 0,5 mg de estriol vaginal, a Cmédia diminuiu para 40 pg/mL. Quase a totalidade de estriol (90%) se liga à albumina plasmática e, ao contrário dos outros estrogênios, não apresenta ligação à globulina transportadora de hormônios sexuais (SHBG). O metabolismo do estriol consiste principalmente na conjugação e na desconjugação na circulação entero-hepática. O estriol, sendo um produto metabólico final, é excretado, principalmente, na urina sob a forma conjugada e apenas pequena fração (± 2%) é excretada pelas fezes sob a forma não conjugada.

Resultados de eficácia

Ovestrion pertence ao grupo de medicamentos chamados estrogênios. Ovestrion contém estriol que é um dos hormônios femininos ou estrogênios que são produzidos pelo seu próprio organismo, principalmente pelos ovários. Eles são necessários para o desenvolvimento sexual normal da mulher e para regular o ciclo menstrual durante a fase reprodutiva da vida da mulher. Quando a mulher fica mais velha, os ovários gradativamente produzem menos estrogênios. O período no qual isso acontece (usualmente por volta dos 50 anos) é chamado de menopausa. Se os ovários forem retirados cirurgicamente antes da menopausa, a diminuição da produção de estrogênio ocorre subitamente. A deficiência de estrogênios durante a menopausa pode fazer com que a parede da vagina se torne fina e seca. Consequentemente, a relação sexual pode se tornar dolorosa e podem ocorrer prurido e infecções vaginais. A deficiência de estrogênios também pode provocar sintomas como incontinência urinária, cistites repetidas, irritação vaginal e ondas de calor. Essas queixas podem melhorar frequentemente com a utilização de medicamentos contendo estrogênios. A melhora pode demorar vários dias, ou mesmo semanas, para ser notada. Ovestrion pode ser prescrito para o tratamento dessas queixas. Ovestrion também pode ser recomendado para: • melhorar a cicatrização em mulheres na pós-menopausa submetidas a cirurgias vaginais, e • para auxiliar na avaliação da secreção vaginal em mulheres na pós-menopausa.

Modo de usar

Ovestrion Creme deve ser administrado, por via intravaginal, à noite na hora de deitar, com auxílio do aplicador calibrado que acompanha a bisnaga (um aplicador contém aproximadamente 1,0 g de creme). O aplicador tem uma marca na parte superior (anel). O êmbolo não deve ser “puxado” além desta marca (anel). Instruções de uso para a paciente 1. remover a tampa da bisnaga, virar a tampa ao contrário e encaixar no bocal da bisnaga para romper o lacre; 2. rosquear o bocal do aplicador na bisnaga. Não puxar o êmbolo;3 depois de rosquear, pressionar a bisnaga pela extremidade inferior para que o creme empurre o êmbolo até a marca vermelha (anel);4. retirar o aplicador da bisnaga e tampá-la; 5. para aplicar o creme, deitar-se e introduzir profundamente o aplicador na vagina e empurrar o êmbolo vagarosamente até o fim.Depois do uso, retirar o êmbolo totalmente do corpo do aplicador, lavando-o com água morna e sabão e enxaguando-o bem. Não usar detergente. Não colocar o aplicador em água muito quente ou fervente

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Não existe evidência conclusiva sobre a melhora da função cognitiva com o uso do tratamento de reposição hormonal. Existem algumas evidências do estudo WHI de que há risco aumentado de provável demência em mulheres que iniciaram o uso contínuo combinado de EEC e AMP após os 65 anos de idade. Considerando os resultados de estudos mostrando que o tratamento de reposição hormonal combinado está associado ao risco relativo aumentado de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (trombose venosa profunda ou embolia pulmonar), possível risco aumentado de morbidade cardiovascular no primeiro ano de uso sem benefício global, e, risco aumentado de acidente vascular cerebral, e, que não se sabe se esses riscos aumentados também se estendem a outros tratamentos de reposição hormonal, recomenda-se a avaliação individual das pacientes com idade = 65 anos antes de recomendar o uso de Ovestrion em pacientes idosas (ver “Precauções e Advertências” e “Reações adversas”). O uso prolongado (pelo menos 5 a 10 anos) de tratamento de reposição hormonal com estrogênios isoladamente em mulheres histerectomizadas foi associado com risco aumentado de câncer de ovário, mas não se sabe se isso ocorre para produtos com estrogênios de baixa potência como é o caso de Ovestrion.

Armazenagem

Conserve Ovestrion Creme em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz.

Ovestrion - Informações

Ovestrion Comprimidos uso oral apresenta como princípio ativo o estriol, hormônio natural feminino. Nos anos que antecedem ou sucedem a menopausa (natural ou cirúrgica), o estriol pode ser usado no tratamento dos sintomas relacionados à deficiência estrogênica. O estriol é particularmente eficaz no tratamento dos sintomas geniturinários. No caso de atrofia vaginal, o estriol induz a normalização do epitélio vaginal e ajuda a restauração da microflora normal e do pH fisiológico da vagina. Como resultado, o estriol aumenta a resistência das células epiteliais vaginais à infecção e à inflamação. Após a administração oral, o estriol é rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Os níveis plasmáticos máximos são atingidos de 1 a 2 horas após a administração. Quase a totalidade de estriol (90%) se liga à albumina plasmática e, ao contrário de outros estrogênios, não apresenta ligação à globulina fixadora de hormônio sexual (SHBG). O metabolismo do estriol consiste principalmente na conjugação e desconjugação durante a circulação êntero-hepática. O estriol é excretado, principalmente, através da urina sob a forma conjugada e apenas pequena fração (+- 2%) é excretada pelas fezes sob a forma não conjugada. Finalmente, ao contrário de outros estrogênios, o estriol é de curta duração, pois tem curto tempo de permanência dentro do núcleo das células endometriais. Sendo assim, não há proliferação endometrial, quando a dose total recomendada é administrada em dose única diária, não sendo necessária a administração cíclica de progestágeno, nem ocorre sangramento de privação na pós-menopausa.

Dizeres legais

Farm. Resp.: José Luis Moretti Farah – CRF-SP nº 16.509 RA 1740 OS S4 (ref 4.2) RA 1740 OS P5 (ref 4.2) Ovestrioncr31/abr/10 Fabricado por: Schering-Plough Indústria Farmacêutica Ltda. Rua João Alfredo, 353 - São Paulo - SP CNPJ 03.560.974/0001-18 - Indústria Brasileira VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Logo da Central de Relacionamento com o Cliente Schering-Plough 0800-7042590 centralderelacionamento@spcorp.com Logo Material Reciclável ® = Marca registrada. O número do lote, a data de fabricação e o prazo de validade encontram-se na embalagem externa deste produto.

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