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Índice

Prolift - Bula do remédio

Prolift com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Prolift têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Prolift devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Pharmacia

Apresentação de Prolift

Prolift (reboxetina) 4 mg é apres. em caixa c/ 20 compr.

Prolift - Indicações

Prolift (reboxetina) é indicado para o tratamento agudo da doença depressiva e para a manutenção da melhora clínica em pacientes responsivos ao tratamento inicial. A remissão da fase aguda da doença depressiva está associada à melhora da qualidade de vida do paciente, em termos de adaptação social. O efeito clínico é observado após 14 dias do início do tratamento.

Contra-indicações de Prolift

Hipersensibilidade à reboxetina ou a qualquer outro componente da fórmula.

Advertências

Gerais Devido ao relato de alguns raros casos de convulsões durante os estudos clínicos realizados, o uso de Prolift® (mesilato de reboxetina) deve ser acompanhado de estrita monitoração no caso de pacientes com antecedentes de distúrbios convulsivos; a administração do medicamento deve ser descontinuada se o paciente apresentar convulsões. Deve-se evitar o uso concomitante de inibidores da MAO e reboxetina, até que estejam disponíveis dados adicionais. (vide “Interações Medicamentosas”) Da mesma forma que todos os antidepressivos, ocorreram alternâncias de mania/hipomania durante os estudos clínicos. Recomenda-se, portanto, a supervisão rigorosa de pacientes bipolares. Deve-se supervisionar rigorosamente pacientes com retenção urinária e glaucoma. Acima da dose máxima recomendada, observou-se hipotensão ortostática com maior freqüência. Deve-se ter cuidado especial ao administrar a reboxetina concomitantemente a outros medicamentos de conhecida ação hipotensora. Uso em crianças e adolescentes menores de 18 anos de idade A reboxetina não deve ser usada no tratamento de crianças e adolescentes menores de 18 anos de idade. Comportamentos relacionados ao suicídio (tentativa de suicídio e pensamentos suicidas) e hostilidades (predominantemente agressão, comportamento oposicionista e raiva) foram mais observados em estudos clínicos entre crianças e adolescentes tratados com antidepressivos comparados aos que foram tratados com placebo. Se, baseado nas necessidades clínicas for decidido pelo tratamento, o paciente deve ser cuidadosamente monitorado com relação ao aparecimento de sintomas suicidas. Além disso, faltam dados de segurança a longo prazo, a respeito do crescimento, maturidade e desenvolvimento cognitivo e comportamental de crianças e adolescentes que utilizam antidepressivos. Uso em adultos jovens (18-25 anos de idade) Uma análise adicional de um conjunto de dados sobre antidepressivos comumente disponíveis mostrou um aumento no risco de pensamento e comportamento suicidas quando comparado com o placebo em adultos jovens, em estudos de curta duração, de depressão maior e outras desordens psiquiátricas. Em geral, os dados são insuficientes para quantificar um aumento no risco de pensamento e comportamento suicida associado ao tratamento com reboxetina. Todavia, nos casos onde a terapia com reboxetina for adotada em adultos jovens deve-se levar em conta o risco potencial e a necessidade clínica do paciente. Suicídio/Pensamentos Suicidas ou piora do quadro clínico A depressão é associada a um aumento no risco de pensamentos suicidas, auto-injúria e suicídio (eventos suicidas relacionados). Este risco persiste até que uma remissão significativa da doença ocorra. Como a melhora pode não ocorrer durante as primeiras semanas ou mais de tratamento, recomenda-se que os pacientes sejam monitorados rigorosamente até que a esta seja notada. Uma supervisão rigorosa dos pacientes, em particular daqueles com alto risco, deve ser feita especialmente no início do tratamento, bem como nas mudanças de dose. Os pacientes (e cuidadores) devem ser alertados com relação a necessidade de monitorar qualquer piora clínica, comportamento ou pensamento suicida e mudanças incomuns no comportamento. Deve-se procurar aconselhamento médico imediatamente caso estes sintomas apareçam.

Uso na gravidez de Prolift

Não foram realizados estudos adequados e bem-controlados em mulheres grávidas. Entretanto, dados de segurança pós-comercialização de uma quantidade bem limitada de casos de exposição durante a gravidez, indicam que não ocorreu evento adverso à reboxetina durante gravidez ou à saúde do feto ou recém-nascido. Estudos em animais em geral, não indicaram efeitos nocivos diretos ou indiretos com relação a gravidez, desenvolvimento embrionário/fetal ou parto. Foram notadas diminuições nas capacidades de crescimento e desenvolvimento em ratos neonatos. (vide “Dados de Segurança Pré-Clínica”) A reboxetina apenas deve ser utilizada durante a gravidez se o benefício esperado justificar o risco potencial para o feto. Prolift® é um medicamento classificado na categoria C de risco de gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. Uso durante a Lactação A reboxetina é excretada no leite materno. O nível esperado de substância ativa transferida no leite materno é baixo, entretanto não há informações suficientes para excluir o risco ao lactente. O uso de reboxetina durante a amamentação pode ser considerado se o benefício potencial superar o risco para a criança.

Interações medicamentosas de Prolift

Estudos in vitro e in vivo mostraram que a reboxetina não é metabolizada pelo citocromo P450 2D6. Portanto, não são necessárias precauções especiais no caso de pacientes que apresentam deficiência desta enzima. Da mesma forma, é improvável que inibidores dessa enzima, como a fluoxetina e a paroxetina, afetem a farmacocinética da reboxetina. Estudos de metabolismo in vitro mostraram que a reboxetina não inibe a atividade das seguintes isoenzimas do citocromo P450: CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19 e CYP2E1. Em concentrações altas, a reboxetina inibe a CYP2D6, mas não se conhece a significância clínica dessa observação. Estudos in vitro mostram que a reboxetina é um inibidor muito fraco da CYP3A4. Estudos in vitro indicam que a reboxetina é metabolizada, principalmente, pela isoenzima CYP3A4 do citocromo P450; a reboxetina não é metabolizada pela CYP2D6. Portanto, poder-se-ia esperar que compostos que diminuam a atividade dessa isoenzima aumentem as concentrações plasmáticas da reboxetina. Em um estudo com voluntários sadios, demonstrou-se que o cetoconazol, um inibidor potente da CYP3A4, aumentou as concentrações plasmáticas dos enantiômeros da reboxetina em aproximadamente 50%. Não se observou interação farmacocinética recíproca significativa entre a reboxetina e o lorazepam. Em um estudo in vivo de múltiplas doses realizado em voluntários saudáveis, não foi observada interação clinicamente significativa entre a fluoxetina e a reboxetina. Em voluntários saudáveis, a reboxetina não parece potencializar o efeito do álcool sobre as funções cognitivas. Não se avaliou, em estudos clínicos, o uso concomitante da reboxetina com outros antidepressivos (tricíclicos, inibidores da MAO, ISRSs e lítio). A extensão da absorção da reboxetina não é influenciada significativamente pela ingestão concomitante de alimentos.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Prolift

As reações adversas observadas nos pacientes tratados com reboxetina são de intensidade leve a moderada, aparecem no início do tratamento e tendem a diminuir com o passar do tempo. Nos estudos controlados com placebo foram relatados eventos adversos em cerca de 70% dos pacientes tratados com reboxetina e em aproximadamente 60% dos pacientes tratados com placebo. Os índices de descontinuação do tratamento devido a efeitos adversos foram similares entre os pacientes tratados com reboxetina e com placebo, sendo inferiores a 10%. Eventos adversos com freqüência estatística e significativamente maior em pacientes tratados com reboxetina em relação ao grupo placebo incluíram: secura na boca, constipação, insônia, aumento de sudorese, taquicardia, vertigem, dificuldades na micção, retenção urinária, impotência. Observou-se impotência principalmente em pacientes tratados com doses maiores que 8 mg/dia. Em termos de incidência de evento adverso, a diferença mais importante entre os sexos foi relacionada à freqüência de dificuldades na micção e retenção urinária, que ocorreu com maior freqüência em pacientes do sexo masculino. A freqüência global (aproximadamente 1%) de reações adversas graves em pacientes adultos tratados com reboxetina não foi diferente daquela observada na população tratada com placebo. A única modificação observada nos sinais vitais foi um aumento na freqüência cardíaca ortostática. Além da taquicardia não foram relatadas alterações consistentes nos traçados de ECG durante o tratamento de pacientes adultos com reboxetina. Na população idosa, observaram-se distúrbios do ritmo cardíaco (principalmente taquicardia) e de condução, evidentes ao ECG, em aproximadamente 15% dos casos. Nos estudos com duração superior a 8 semanas, reações adversas emergentes foram relatadas em aproximadamente 30% dos pacientes tratados com reboxetina e em aproximadamente 25% dos pacientes tratados com placebo. Estes eventos adversos foram associados com índices de descontinuação de 4% e 1%, respectivamente. O único evento observado mais freqüentemente no grupo tratado com reboxetina foi constipação. A partir dos resultados dos estudos clínicos não se observaram indícios de síndrome de abstinência com a descontinuação da reboxetina: sinais e sintomas relatados sobre a descontinuação abrupta foram raros e menos freqüentes em pacientes tratados com reboxetina (4%) do que com os que receberam placebo (6%).

Prolift - Posologia

Uso em adultos: A dose terapêutica recomendada é de 4 mg, 2 vezes ao dia, (8 mg/dia) por via oral. Após 3 semanas, pode-se aumentar esta dose para 10 mg/dia, caso a resposta clínica seja incompleta. Uso em idosos (acima de 65 anos): A dose terapêutica recomendada é de 2 mg, duas vezes ao dia, (4 mg/dia) por via oral. Pode-se aumentar esta dose para 6 mg/dia, caso a resposta clínica seja incompleta após 3 semanas do início da terapia. Uso em pacientes com insuficiência renal ou hepática: A dose inicial em pacientes com insuficiência renal ou insuficiência hepática moderada a grave deve ser de 2 mg duas vezes ao dia, e pode ser aumentada de acordo com a tolerabilidade do paciente.

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas A reboxetina é um inibidor seletivo da recaptação de noradrenalina que inibe fracamente a serotonina, diminui a atividade da dopamina e não tem afinidade significativa por receptores adrenérgicos, histaminérgicos ou colinérgicos. Através da inibição da recaptação da noradrenalina a reboxina causa um aumento agudo das concentrações sinápticas de noradrenalina, seguido de uma regulação baixa e dessenssibilização de receptores ß- e a2- juntamente com um aumento na sensibilidade dos receptores a1 pós-sinápticos. É através desta modificação do sistema noradrenérgico que acredita-se que reboxetina exerça sua atividade anti-depressiva. Propriedades Farmacocinéticas A reboxetina é bem absorvida no trato gastrintestinal com pico dos níveis plasmáticos após 2 horas. A ligação às proteínas plasmáticas é aproximadamente 97% (92% em pacientes idosos). Dados indicam que a biodisponibilidade absoluta é de, no mínimo, 90%. Estudos in vitro indicam que a reboxetina é metabolizada pelas isoenzimas do citocromo P-450 CYP3A4; a principal via metabólica identificada é a dealquilação, hidroxilação, e oxidação seguida de conjugação com glicuronídeo ou sulfato. A excreção ocorre principalmente através da urina (78%) sendo que 10% na forma de droga inalterada. A meia vida de eliminação é de 13 horas. Observaram-se condições de estado de equilíbrio (steady-state) num prazo de 5 dias. Dados de estudos com animais indicam que a reboxetina atravessa a placenta e é distribuída no leite materno. Dados de Segurança Pré-Clínicos Estudos de segurança pré-clínicos da reboxetina indicam ampla margem de segurança em humanos, bem como ausência de potencial teratogênico, genotóxico ou carcinogênico. A reboxetina não induz mutações genéticas em células bacterianas ou de mamíferos in vitro mas induz aberrações cromossômicas em linfócitos humanos in vitro. A reboxetina não causa dano ao DNA em leveduras ou hepatócitos de ratos in vitro. A reboxetina não causou dano cromossômico em testes in vivo com micronúcleos de camundongos, e não aumentou a incidência de tumores em testes de carcinogenicidade em camundongos ou ratos. A hemossiderose foi relatada apenas em estudos de toxicidade em ratos. Estudos em animais não demonstraram quaisquer efeitos teratogênicos ou quaisquer efeitos dos compostos no desempenho reprodutivo global. Dosagens que produzem concentrações plasmáticas dentro da faixa terapêutica para humanos induziram dano ao crescimento, desenvolvimento e mudanças comportamentais de longa duração em na prole Em ratos a reboxetina é excretada no leite.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Uso em Adultos A dose terapêutica recomendada é de 4 mg, 2 vezes ao dia (8 mg/dia), por via oral. Após 3 semanas, pode-se aumentar essa dose para 10 mg/dia, caso a resposta clínica seja incompleta. Uso em Idosos (acima de 65 anos) A dose terapêutica recomendada é de 2 mg, duas vezes ao dia (4 mg/dia), por via oral. Pode-se aumentar essa dose para 6 mg/dia caso a resposta clínica seja incompleta após 3 semanas do início da terapia. Uso em Crianças Não há dados disponíveis sobre o uso de reboxetina em crianças. (vide “Advertências e Precauções”) Uso em Pacientes com Insuficiência Renal ou Hepática A dose inicial em pacientes com insuficiência renal ou insuficiência hepática moderada a grave deve ser de 2 mg duas vezes ao dia e pode ser aumentada de acordo com a tolerabilidade do paciente.

Armazenagem

Prolift® deve ser conservado em temperatura ambiente (abaixo de 25ºC), protegido da luz e umidade.

Prolift - Informações

A reboxetina é um inibidor altamente seletivo e potente da recaptação da noradrenalina. A inibição da recaptação e o conseqüente aumento da disponibilidade da noradrenalina na fenda sináptica e a alteração da transmissão noradrenérgica estão entre os mecanismos de ação mais importantes dos antidepressivos conhecidos. Estudos in vitro demonstraram que a reboxetina não possui afinidade significativa por receptores adrenérgicos (a1, a2, b) e muscarínicos. A ligação a estes receptores foi descrita como estando associada a efeitos colaterais cardiovasculares, anticolinérgicos e sedativos de outros medicamentos antidepressivos. Nas doses terapeuticamente eficazes, a reboxetina não apresenta ligação significativa aos receptores da histamina e dopamina. Em voluntários saudáveis, a administração de doses únicas de 1 mg e 3 mg de reboxetina foi acompanhada por efeitos no SNC dose-dependentes com alterações do EEG (diminuição da voltagem das ondas teta e beta rápida na derivação frontocentral) e melhora da performance (teste de peg-board). Propriedades farmacocinéticas: A farmacocinética da reboxetina após doses orais, únicas ou múltiplas, foi estudada em voluntários saudáveis jovens ou idosos, em pacientes deprimidos e em indivíduos com insuficiência renal ou hepática. Após administração oral de dose única de 4 mg de reboxetina a voluntários saudáveis, alcançou-se pico de concentração plasmática de aproximadamente 130 ng/ml em um prazo de 2 h após a administração. Dados indicam que a biodisponibilidade absoluta é de no mínimo 90%. Os níveis plasmáticos de reboxetina decaem de forma monoexponencial, com meia-vida de aproximadamente 13 h. Observaram-se condições de estado de equilíbrio (steady-state) num prazo de 5 dias. Demonstrou-se linearidade da farmacocinética no intervalo de doses únicas orais nos intervalos de dose clinicamente recomendados. O fármaco parece distribuir-se na água corporal total.

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