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Quinino - Bula do remédio

Quinino com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Quinino têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Quinino devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Kinder

Apresentação de Quinino

cart. c/ 60 compr. de 325 mg compr. 500 mg cx. c/ 10 ou c/ 500 un. sol. inj. cx. c/ 50 amp. de 5ml.

Quinino - Indicações

tratamento de malária resistente à cloroquina ou outros fármacos causada por P. falciparum, em associação com pirimetamina mais sulfadiazina ou sulfadoxina.

Contra-indicações de Quinino

pacientes com hipersensibilidade conhecida à quinina, gravidez e lactação , asma , deficiência da glicose -6-fosfato desidrogenase, neurite óptica, história de febre , hemoglobinúria e púrpura trombocitopênica, miastenia grave, hipoglicemia e zumbidos nos ouvidos. Quinino Injetável não deve ser usado por via de administração intramuscular endovenosa direta.

Advertências

Quinino deve ser usado com cautela em pacientes com fibrilação atrial e naqueles com antecedentes do angioedema cutâneo ou distúrbios auditivos e visuais. A administração endovenosa de Quinino Injetável pode provocar hipotensão e falha respiratória aguda, que pode ser prevenida mediante injeção endovenosa lenta de soluções altamente diluídas, recorrendo-se à forma de administração oral tão logo seja possível. Quinino deve ser evitado ao máximo em mulheres grávidas, visto ser tóxico para concepto, embora em alguns casos mais graves os riscos de malária para o feto sejam considerados superiores aos do medicamento. Malformações congênitas em humanos foram reportadas após altas doses (até 30 g) em mulheres que tentaram abortar. O uso em mulheres que amamentam deve ser cauteloso, uma vez que a quinina é excretada em pequenas quantidades no leite materno. O uso em idosos (acima de 65 anos) requer rigoroso acompanhamento médico. Interações medicamentosas: aumento nos níveis plasmáticos de digoxina foram demonstrados após a administração concomitante de quinina. Recomenda-se a determinação periódica dos níveis plasmáticos de digoxina naqueles pacientes que recebem tais drogas concomitantemente por períodos prolongados. O uso concomitante de antiácidos contendo alumínio pode retardar ou diminuir a absorção da quinina. Os alcalóides da chinchona, incluindo a quinina, apresentam o potencial de deprimir o sistema enzimático hepático que sintetiza os fatores vitamina K-dependentes. O efeito hipoprotrombinêmico resultante pode intensificar a ação de warfarina e outros anticoagulantes orais. A quinina pode potencializar os efeitos dos agentes bloqueadores neuromusculares, especialmente a succinilcolina e tubocurarina, o que pode resultar em dificuldades respiratórias. Alcalinizantes urinários, tais como, acetazolamida e bicarbonato de sódio podem aumentar os níveis sangüíneos da quinina, com conseqüente aumento dos efeitos tóxicos adversos. A quinina apresenta antagonismo com a cloroquina.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Quinino

sistema hematológico: hemólise aguda, púrpura trombocitopênica, agranulocitose e hipoprotrombinemia. Sistema nervoso central: distúrbios visuais, incluindo visão confusa com fotofobia , diplopia , diminuição do campo visual e alterações visuais de cores; zumbido no ouvido, surdez e vertigem ; dor de cabeça, náusea, vômito , febre , apreensão, agitação, confusão e síncope . Reações dermatológicas e alérgicas: rash cutâneo (urticária , pápulas ou escarlatina), prurido , vermelhidão da pele, suor e ocasionais edemas da face. Sistema respiratório: asma . Sistema cardiovascular: angina , hipotensão e falha cardíaca podem ocorrer após a administração da infusão endovenosa lenta. Sistema gastrintestinal: náusea e vômito , diarréia , dor abdominal, hepatite . Os sistemas conhecidos como chinchonismo (zumbido no ouvido, dor de cabeça, alteração de atividade auditiva, obnubilação, náusea e diarréia ). Apesar de causarem mal-estar ao paciente não são indicativos de necessidade de descontinuação da terapia com quinina.

Quinino - Posologia

comprimido: adultos: 2 comprimidos (650 mg) a cada 8 horas por um período de 10 a 15 dias. Crianças: até 1 ano: 1/4 de comprimido a cada 12 horas; de 1 a 3 anos: 1/2 comprimido a cada 12 horas; de 4 a 6 anos: 1 comprimido a cada 12 horas; de 7 a 11 anos: 1 comprimido a cada 8 horas, por um período de 10 a 15 dias. Injetável: adultos: dissolver o conteúdo de uma ampola em 300 ml de cloreto de sódio 0,9% e administrar via infusão endovenosa lenta por pelo menos uma hora, ou de preferência 4 horas. Esta dose pode ser repetida após 6 a 8 horas, até que o estado do paciente permita a continuação do tratamento por via oral, não podendo exceder a dose máxima diária de 3 ampolas (1,8 g). Crianças: a dose usual é de 25 mg/kg de peso, que deve ser administrada por infusão endovenosa lenta por período superior a uma hora, ou de preferência 4 horas, sendo que metade desta dose deve ser dada inicialmente e a outra metade após cerca de 6 a 8 horas. Em crianças a administração endovenosa deve ser usada apenas quando a via oral não é bem tolerada. Tanto em crianças como em adultos, o tratamento endovenoso deve ser substituído pelo oral, tão logo o quadro da doença esteja sob controle, sendo que o número ótimo de dose é de 4 a 12. - Superdosagem: os sintomas mais comuns da superdosagem são: zumbido no ouvido, tontura, rash cutâneo e distúrbios gastrintestinais. Com doses muito altas podem ocorrer também efeitos cardiovasculares e no sistema nervoso central que já foram mencionados no item de reações adversas. O tratamento da superdosagem inclui inicialmente a remoção de qualquer resíduo de quinina no estômago por meio de lavagem gástrica ou por indução de êmese . Medidas adequadas para manutenção da pressão sangüínea e função renal devem ser tomadas. Respiração artificial pode ser necessária. Podem ser necessários também oxigênio e sedativos, além de outras medidas de suporte. Deve-se manter o balanço de líquidos e eletrólitos com soluções intravenosas. A acidificação da urina com cloreto de amônia pode promover a excreção renal de quinina. Entretanto, na presença de hemoglobinúria, a acidificação da urina pode aumentar o bloqueio renal . A quinina pode ser prontamente dialisável por hemodiálise e/ou hemoperfusão. A evidência de angioedema ou asma pode requerer o uso de epinefrina, corticosteróides a anti-histamínicos. Na fase aguda da amaurose tóxica (catarata negra) causada pela quinina, a administração intravenosa de vasodilatadores pode ser empregada.

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