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Índice

Amato - Bula do remédio

Amato com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Amato têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Amato devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Eurofarma

Apresentação de Amato

Comprimido revestido de 25 mg, 50 mg ou 100 mg. Embalagens contendo 12 ou 60 comprimidos.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO
Uso Oral

COMPOSIÇÃO:
Cada comprimido revestido contém:
topirAmato...........................................................................25 mg
excipientes q.s.p.....................................................1 comprimido revestido
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, copovidona, amidoglicolato de sódio, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol e dióxido de titânio.

topirAmato.......................................................................50 mg ou 100 mg
excipientes q.s.p............................................................1 comprimido revestido
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, colpovidona, amidoglicolato de sódio, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.

Amato - Indicações

Amato® é indicado em monoterapia tanto em pacientes com epilepsia recentemente diagnosticada como em pacientes que recebiam terapia adjuvante e serão convertidos à monoterapia.
Amato® é indicado, para adultos e crianças, como adjuvante no tratamento de crises epilépticas parciais, com ou sem generalização secundária e crises tônico-clônicas generalizadas primárias. Amato® é indicado, também, para adultos e crianças como tratamento adjuvante das crises associadas à Síndrome de Lennox-Gastaut.
Amato® é indicado, em adultos, como tratamento profilático da enxaqueca. O uso de Amato® para o tratamento agudo da enxaqueca não foi estudado.

Contra-indicações de Amato

Hipersensibilidade ao topirAmato ou a qualquer componente da fórmula do produto. Não deve ser administrado durante a gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Advertências

Interrupção do tratamento
Nos pacientes com ou sem histórico de crises epilépticas ou epilepsia, as drogas antiepilépticas incluindo o topirAmato devem ser gradativamente descontinuadas, para minimizar a possibilidade de crises epilépticas ou aumento da frequência de crises epilépticas.
Em estudos clínicos, as doses diárias foram diminuídas em intervalos semanais de 50-100 mg em adultos com epilepsia e 25-50 mg em adultos recebendo topirAmato em doses de até 100 mg/dia para a profilaxia da enxaqueca. Em estudos clínicos em crianças, topirAmato foi retirado gradualmente por um período de 2-8 semanas. Nas situações onde a retirada rápida de topirAmato é por solicitação médica, é recomendada monitoração apropriada.
Insuficiência renal
A principal via de eliminação do topirAmato e seus metabólitos é através dos rins. A eliminação pelos rins é dependente da função renal e independe da idade. Pacientes com insuficiência renal moderada ou grave podem levar de 10 a 15 dias para atingir as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, em comparação com o período de 4 a 8 dias, observado em pacientes com função renal normal.
Em todos os pacientes, a titulação da dose deverá ser orientada pelo resultado clínico (isto é, controle das crises, evitando efeitos colaterais), considerando-se que indivíduos sabidamente portadores de insuficiência renal poderão precisar de um tempo mais longo para alcançar o estado de equilíbrio, a cada dose.

Hidratação
Oligo-hidrose (diminuição da transpiração) e anidrose foram reportadas em associação com o uso de topirAmato.
Diminuição da transpiração e hipertermia (aumento da temperatura corpórea) podem ocorrer especialmente em crianças jovens expostas a altas temperaturas ambientais.
Hidratação adequada durante o uso de topirAmato é muito importante. A hidratação pode reduzir o risco de nefrolitíase. Hidratação apropriada antes e durante atividades como exercícios físicos ou exposição a temperaturas elevadas pode reduzir o risco de eventos adversos relacionados ao calor.

Transtornos do humor / Depressão
Um aumento na incidência de transtornos do humor e depressão tem sido observado durante o tratamento com topirAmato.

Ideação suicida
Fármacos antiepilépticos, inclusive este medicamento, aumentam o risco de pensamentos ou comportamento suicidas em pacientes que utilizam estes fármacos para qualquer indicação. Uma meta-análise de estudos randomizados, controlados por placebo, com medicamentos antiepilépticos mostrou um aumento do risco de ideação e comportamento suicida (0,43% em medicamentos antiepilépticos versus 0,24% com placebo). O mecanismo para este risco não é conhecido.
Em estudos clínicos duplo-cegos, eventos relacionados ao suicídio (ideação suicida, tentativa de suicídio e suicídio) ocorreram com frequência de 0,5% nos pacientes tratados com topirAmato (46 dos 8652 pacientes tratados) comparado com 0,2% dos indivíduos tratados com placebo (8 entre 4025 pacientes tratados). Um caso de suicídio foi relatado em paciente tratado com topirAmato para transtorno bipolar. Os pacientes devem ser monitorados para os sinais de ideação e comportamento suicida e tratamento apropriado deve ser considerado. Os pacientes (e quando apropriado os cuidadores do paciente) devem ser avisados a procurar imediatamente cuidado médico quando aparecerem sintomas de ideação ou comportamento suicida.

Nefrolitíase
Alguns pacientes, especialmente aqueles com predisposição à nefrolitíase, podem ter risco aumentado de formação de cálculo renal e sinais e sintomas associados, tais como cólica renal, dor renal e dor em flanco. Fatores de risco de nefrolitíase incluem antecedentes de cálculo renal, histórico familiar de nefrolitíase e hipercalciúria. Nenhum desses fatores de risco pode antecipar com certeza a formação de cálculo durante tratamento com topirAmato. Além disso, pacientes utilizando outros medicamentos associados à possibilidade de ocorrência de nefrolitíase podem ter um risco aumentado.

Função hepática diminuída
Este medicamento deve ser administrado com cuidado em pacientes com insuficiência hepática, uma vez que a depuração do topirAmato pode estar reduzida neste grupo de pacientes.
Miopia aguda e glaucoma agudo de ângulo fechado secundário
Uma síndrome consistindo de miopia aguda e glaucoma agudo de ângulo fechado secundário tem sido relatada em pacientes em uso deste medicamento. Os sintomas incluem início agudo de redução da acuidade visual e/ou dor ocular. Achados oftalmológicos podem incluir miopia, redução da câmara anterior, hiperemia ocular (vermelhidão) e aumento da pressão intraocular.
Midríase pode ou não estar presente. Esta síndrome pode estar associada com efusão supraciliar resultando no deslocamento anterior do cristalino e da íris, com glaucoma agudo de ângulo fechado secundário. Os sintomas ocorrem, caracteristicamente, no primeiro mês após do início do tratamento com este medicamento. Ao contrário do glaucoma de ângulo fechado primário, que é raro em pessoas com menos de 40 anos, o glaucoma agudo de ângulo fechado secundário associado com topirAmato tem sido relatado tanto em pacientes pediátricos como adultos. O tratamento inclui a interrupção deste medicamento, o mais rápido possível de acordo com a avaliação do médico, e medidas apropriadas para reduzir a pressão intraocular. Estas medidas geralmente resultam na redução da pressão intraocular.
Elevada pressão intraocular de qualquer etiologia, se não for tratada, pode acarretar em graves sequelas, incluindo perda permanente da visão.

Acidose metabólica
Hipercloremia, hiato não aniônico, acidose metabólica (isto é, redução do bicarbonato sérico abaixo do intervalo de referência normal na ausência de alcalose respiratória) estão associados ao tratamento com topirAmato. Esta redução no bicarbonato sérico está relacionada ao efeito inibitório do topirAmato na anidrase carbônica renal. A redução no bicarbonato ocorre geralmente no início do tratamento, mas pode ocorrer ao longo da duração do tratamento. Estas reduções são usualmente leves a moderadas (redução média de 4 mmol/L em doses de 100 mg/dia ou acima em adultos e aproximadamente 6 mg/kg/dia em pacientes pediátricos). Os pacientes raramente apresentaram redução a valores menores que 10 mmol/L. As condições ou terapias que predispõem a acidose (como doença renal, distúrbios respiratórios graves, “status epilepticus”, diarreia, cirurgia, dieta cetogênica, ou alguns fármacos) podem ser aditivas aos efeitos do topirAmato na redução do bicarbonato. Acidose metabólica crônica em pacientes pediátricos pode reduzir as taxas de crescimento. O efeito do topirAmato no crescimento e sequela relativa aos ossos não foi avaliado sistematicamente em pacientes pediátricos ou adultos.
Dependendo das condições de base, recomenda-se avaliação adequada, incluindo níveis de bicarbonato sérico, durante o tratamento com topirAmato. Se a acidose metabólica ocorrer e persistir, deve-se considerar redução da dose ou interrupção do topirAmato (usando redução gradual da dose).

Suplementação nutricional
A suplementação da dieta ou o aumento da ingestão de alimentos deve ser considerado se o paciente apresentar perda de peso durante o tratamento com topirAmato.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Este medicamento age sobre o sistema nervoso central, podendo produzir sonolência, tontura ou outros sintomas relacionados. Isto pode causar distúrbios visuais e/ou visão turva. Tais reações podem ser potencialmente perigosas para pacientes dirigindo veículos ou operando máquinas, particularmente até que se conheça a reação individual do paciente ao fármaco.

Gravidez (Categoria D) e Lactação
- Uso durante a gravidez
Estudos em animais demonstraram toxicidade relacionada à reprodução. Em ratos, o topirAmato atravessou a barreira placentária.
Não foram realizados estudos adequados e bem controlados com topirAmato em gestantes.
Este medicamento pode causar dano fetal quando administrado em gestantes. Dados de registros de gravidez indicam que lactentes expostos ao topirAmato “in utero” têm um risco aumentado de malformações congênitas (como por exemplo, defeitos craniofaciais, tais como lábio leporino, hipospádia e anormalidades envolvendo vários sistemas corporais). Isto foi relatado em monoterapia com topirAmato e em regimes politerápicos no qual topirAmato fazia parte. Comparado com o grupo referência que não toma medicamentos antiepilépticos, os dados registrados para a monoterapia com topirAmato demonstraram uma maior prevalência de nascidos com baixo peso (< 2500 gramas). Uma relação causal não foi estabelecida.
Além disso, os dados destes registros e de outros estudos indicam que, em comparação com a monoterapia, há um risco aumentado de efeitos teratogênicos associados ao uso de drogas antiepilépticas em terapia associada.
TopirAmato deve ser usado durante a gravidez apenas se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto. Ao tratar e aconselhar mulheres em idade reprodutiva o médico deve pesar os benefícios da terapia contra os riscos potenciais e considerar opções terapêuticas alternativas. Se este medicamento está sendo usado durante a gravidez ou se a paciente ficar grávida durante o tratamento com este medicamento, a paciente deve ser advertida sobre os potenciais riscos para o feto.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

- Uso durante a lactação
O topirAmato é eliminado no leite de ratas. A excreção do topirAmato no leite humano não foi avaliada em estudos controlados. A observação em um número limitado de pacientes sugere uma excreção extensa do topirAmato no leite. Uma vez que muitas drogas são excretadas no leite humano, deve-se decidir entre evitar a amamentação ou descontinuar o tratamento com a droga, levando-se em consideração a importância do medicamento para a mãe.
Atenção: este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes.

Interações medicamentosas de Amato

Para o proposto nesta seção, uma dose sem efeito é definida como uma alteração ≤15%.

- Efeitos do topirAmato sobre outras drogas antiepilépticas
A associação deste medicamento a outras drogas antiepilépticas (fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, fenobarbital, primidona) não afeta suas concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, exceto, ocasionalmente, em alguns pacientes, em que a adição deste medicamento à fenitoína poderá resultar em aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína. Isto se deve possivelmente à inibição de uma isoforma específica de uma enzima polimórfica (CYP2C19). Consequentemente deverá ser realizada dosagem do nível plasmático de fenitoína em qualquer paciente em tratamento com fenitoína que apresente sinais ou sintomas de toxicidade. Um estudo de interação farmacocinética em pacientes com epilepsia demonstrou que a associação do topirAmato à lamotrigina não apresentou efeito na concentração plasmática de lamotrigina no estado estacionário com doses de topirAmato de 100 a 400 mg/dia. Além disso, a concentração plasmática de topirAmato no estado estacionário não sofreu alteração durante ou após a retirada do tratamento com lamotrigina (dose média de 327 mg/dia).

- Efeitos de outras drogas antiepilépticas sobre topirAmato
A fenitoína e a carbamazepina diminuem as concentrações plasmáticas do topirAmato. A adição ou descontinuação da fenitoína ou da carbamazepina ao tratamento com topirAmato poderá requerer um ajuste de dose deste último. A titulação da dose deverá ser realizada de acordo com o efeito clínico. Tanto a adição quanto a retirada do ácido valproico não produzem mudanças clinicamente significativas nas concentrações plasmáticas de topirAmato e, portanto, não exigem ajuste da dose deste medicamento. Os resultados destas interações estão resumidos na tabela a seguir.

DAE coadministrada

Concentração da DAE

Concentração de topirAmato

Fenitoína

↔**

↓(48 %)

carbamazepina

↓(40 %)

ácido valproico

lamotrigina

fenobarbital

NE

primidona

NE



<-> = sem efeito sobre as concentrações plasmáticas (alteração < 15 %)**
= concentração plasmática aumentada em alguns pacientes
↓ = diminuição das concentrações plasmáticas
NE = não estudado
DAE = droga antiepiléptica

- Outras interações medicamentosas
Digoxina: Em um estudo de dose única, a administração concomitante de topirAmato provocou uma redução de 12% na área sob a curva de concentração plasmática (ASC) da digoxina. A importância clínica desta observação não foi determinada. Quando o topirAmato for associado ou descontinuado em pacientes submetidos a tratamento com a digoxina, recomenda-se atenção à monitoração rotineira e cuidadosa das concentrações séricas de digoxina.

Anticoncepcionais orais: Em um estudo de interação farmacocinética em voluntárias sadias, com administração concomitante de contraceptivo oral combinado contendo 1 mg de noretindrona e 35 mcg de etinilestradiol, topirAmato, administrado isoladamente nas doses de 50 a 200 mg/dia, não foi associado a alterações estatisticamente significantes na exposição média (ASC) aos componentes do contraceptivo oral. Em outro estudo, a exposição ao etinilestradiol apresentou redução estatisticamente significante com doses de 200, 400 e 800 mg/dia (18%, 21% e 30% respectivamente) quando administrado como adjuvante em pacientes em uso de ácido valproico. Em ambos os estudos, topirAmato (50 mg/dia a 800 mg/dia) não afetou significantemente a exposição à noretindrona. Entretanto, nas doses entre 200-800 mg/dia houve uma redução dose- dependente na exposição ao etinilestradiol e, nas doses de 50-200 mg/dia, não houve alteração significante dose-dependente na exposição ao etinilestradiol.
A significância clínica das alterações observadas não é conhecida. A possibilidade de redução da eficácia do contraceptivo e aumento no sangramento de escape deve ser considerada em pacientes em uso de contraceptivos orais combinados e topirAmato. Deve-se solicitar a pacientes em uso de contraceptivos orais contendo estrogênios que relatem qualquer alteração em seus padrões menstruais. A eficácia contraceptiva pode ser reduzida, mesmo na ausência de sangramento de escape.

Lítio: Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (18% para ASC) na exposição sistêmica para o lítio durante a administração concomitante com topirAmato 200 mg/dia. Nos pacientes com transtorno bipolar, a farmacocinética do lítio não foi afetada durante o tratamento com topirAmato em doses de 200 mg/dia; entretanto, foi observado aumento na exposição sistêmica (26% para ASC) depois de doses do topirAmato de até 600 mg/dia.
Os níveis do lítio devem ser monitorados quando coadministrados com topirAmato.

Risperidona: os estudos de interação droga-droga conduzidos sob condições de dose única e múltipla em voluntários saudáveis e em pacientes com transtorno bipolar atingiram resultados similares. Quando administrado concomitantemente com topirAmato em doses escalonadas de 100, 250 e 400 mg/dia houve uma redução na exposição sistêmica (16% e 33% para ASC no estado de equilíbrio nas doses de 250 e 400 mg/dia, respectivamente) da risperidona (administrada em doses que variando de 1 a 6 mg/dia) . Alterações mínimas na farmacocinética do total de partes ativas (risperidona mais 9-hidroxi risperidona) e nenhuma alteração para 9- hidroxi risperidona foram observadas. Não houve mudança clinicamente significativa na exposição sistêmica do total de partes ativas da risperidona ou do topirAmato; portanto, não é provável que esta interação tenha significância clínica.

Hidroclorotiazida: Um estudo de interação medicamentosa conduzido em voluntários sadios avaliou a farmacocinética no estado estacionário da hidroclorotiazida (25 mg a cada 24 horas) e do topirAmato (96 mg a cada 12 horas) quando administrados isolados ou concomitantemente. Os resultados deste estudo indicaram que a Cmáx do topirAmato aumentou 27% e a ASC aumentou 29% quando a hidroclorotiazida foi associada ao topirAmato. A significância clínica desta alteração é desconhecida. A associação de hidroclorotiazida ao tratamento com topirAmato pode precisar de um ajuste da dose do topirAmato. A farmacocinética da hidroclorotiazida no estado estacionário não foi influenciada significativamente pela administração concomitante do topirAmato. Os resultados laboratoriais clínicos indicaram redução no potássio sérico após administração do topirAmato ou da hidroclorotiazida, sendo maior quando a hidroclorotiazida e o topirAmato foram administrados em combinação.

Metformina: Um estudo de interação medicamentosa conduzido em voluntários sadios avaliou a farmacocinética da metformina e do topirAmato no estado de equilíbrio no plasma quando a metformina foi administrada isolada e quando a metformina e o topirAmato foram administrados simultaneamente. Os resultados do estudo indicaram que a Cmáx média e a AUC0-12 h média da metformina aumentaram em 18% e 25%, respectivamente, enquanto que a depuração média diminuiu 20% quando a metformina foi coadministrada com topirAmato. O topirAmato não afetou o Tmáx da metformina. A significância clínica do efeito do topirAmato na farmacocinética da metformina não está clara. A depuração plasmática oral do topirAmato parece ser reduzida quando administrado com metformina. A extensão da alteração na depuração é desconhecida. A significância clínica do efeito da metformina na farmacocinética do topirAmato não está clara. Quando topirAmato é administrado ou retirado em pacientes tratados com metformina, deve-se dar atenção especial à monitorização rotineira para um controle adequado do diabetes.

Pioglitazona: Um estudo de interação medicamentosa conduzido em voluntários sadios avaliou a farmacocinética no estado estacionário do topirAmato e da pioglitazona quando administrados isolada ou concomitantemente. Uma redução de 15% na ASC , ss de pioglitazona sem alteração na Cmáx, ss foi observada. Este achado não foi estatisticamente significante. Além disso, reduções de 13% na Cmáx, ss e de 16% na ASC , ss do hidroxi-metabólito ativo foram observadas, assim como uma redução de 60% tanto na Cmáx, ss como na ASC , ss do cetometabólito ativo foram observadas. A significância clínica destes achados é desconhecida. Quando topirAmato é associado ao tratamento com pioglitazona ou pioglitazona é associada ao tratamento com topirAmato, deve-se dar atenção especial à monitorização rotineira dos pacientes para um controle adequado do diabetes.

Gliburida: Um estudo de interação droga-droga conduzido nos pacientes com diabetes tipo 2 avaliou a farmacocinética no estado de equilíbrio da gliburida (5 mg/dia) isolada e concomitantemente com topirAmato (150 mg/dia). Houve uma redução de 25% na ASC 24h da gliburida durante a administração do topirAmato. A exposição sistêmica dos metabólitos ativos, 4-trans-hidroxi-gliburida (M1) e 3-cis-hidroxi-gliburida (M2), também foram reduzidas em 13% e 15%, respectivamente. A farmacocinética no estado de equilíbrio do topirAmato não foi afetada pela administração concomitante da gliburida. Quando o topirAmato é adicionado à terapia da gliburida ou a gliburida é adicionada a terapia do topirAmato, deve-se dar atenção especial à monitorização rotineira dos pacientes para um controle adequado do diabetes.

- Outras Formas de Interação:
Agentes que predispõem à nefrolitíase
TopirAmato pode aumentar o risco de nefrolitíase em pacientes em uso concomitante de outros agentes que predispõem à nefrolitíase. Durante o tratamento com topirAmato, tais agentes deverão ser evitados, uma vez que eles criam um ambiente fisiológico que aumenta o risco de formação de cálculo renal.

Ácido valproico
A administração concomitante do topirAmato e do ácido valproico foi associada com hiperamonemia com ou sem encefalopatia nos pacientes que toleraram uma ou outra droga isolada. Na maioria dos casos, os sintomas e os sinais cessaram com a descontinuação de uma ou outra droga. Este evento adverso não é devido a uma interação farmacocinética. Uma associação de hiperamonemia com monoterapia do topirAmato ou do tratamento concomitante com outros antiepilépticos não foi estabelecida. Hipotermia, definida como queda não intencional da temperatura corpórea para <35º C, foi relatada em associação com o uso concomitante de topirAmato e ácido valproico, ambos em conjunto com hiperamonemia e na ausência de hiperamonemia. Esse evento adverso em pacientes usando concomitantemente topirAmato e ácido valproico pode ocorrer após o início do tratamento com topirAmato ou após o aumento da dose diária de topirAmato.

Estudos adicionais de interação medicamentosa farmacocinética: Estudos clínicos foram conduzidos para avaliar a interação medicamentosa farmacocinética potencial entre o topirAmato e outros agentes. As alterações na Cmáx ou na ASC, como resultado das interações, estão descritas a seguir. A segunda coluna (concentração do fármaco concomitante) descreve o que acontece com a concentração do fármaco concomitante listado na primeira coluna quando topirAmato é associado. A terceira coluna (concentração do topirAmato) menciona como a coadministração do fármaco listado na primeira coluna modifica a concentração do topirAmato.

Resumo dos resultados dos estudos adicionais de interação medicamentosa farmacocinética

Fármaco
concomitante

Concentração do fármaco
concomitante3

Concentração do topirAmato 3
amitriptilina


20 % de aumento na Cmáx e na
ASC do metabólito nortriptilina

NS

di-hidroergotamina
(oral e subcutânea)

haloperidol


21 % de aumento na ASC do
metabólito reduzido.

NS
propanolol


17 % de aumento na Cmáx para 4-
hidróxipropanolol (50 mg de
topirAmato a casa 12 horas)

9 % e 16 % de aumento na Cmáx.
9% e 17 % de aumento na ASC
(40 mg e 80 mg de propanolol a
cada 12 horas, respectivamente)

sumatriptana (oral e
subcutâneo)

NS
pizotifeno
diltiazem

25% de diminuição nas ASC do
diltiazem e 18% de diminuição na
DEA, e ↔ para DEM*.

20 % de aumento na ASC
venlafaxina
flunarizina

16 % de aumento na ASC (50 mg
de topirAmato a cada 12 horas)b



3 Os valores % são as variações na média da Cmáx ou ASC do tratamento em relação à monoterapia ↔ = sem efeito sobre a Cmáx e ASC (alteração < 15 %) do componente originário
NS = não estudado
*DEA = des acetil diltiazem. DEM = N-demetil diltiazem
bA ASC da flunarizina aumentou 14 % em indivíduos com uso isolado de flunarizina. O aumento na exposição pode ser atribuído ao acúmulo durante o estado de equilíbrio.

Interação com álcool e depressores do SNC
Não houve avaliação nos estudos clínicos, da administração concomitante de topirAmato e álcool ou outras drogas depressoras do SNC. Recomenda-se que topirAmato não seja utilizado concomitantemente com bebidas alcoólicas ou com outros medicamentos depressores do SNC.

Interação com alimentos
Amato® pode ser administrado com ou sem alimentos.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Amato

Dados de estudos clínicos
A segurança de topirAmato foi avaliada a partir de um banco de dados de estudos clínicos composto de 4.111 pacientes (3.182 tratados com topirAmato e 929 com placebo) que participaram de 20 estudos duplo-cegos e 2.847 pacientes que participaram de 34 estudos abertos, respectivamente, para o tratamento de convulsões tônico-clônicas generalizadas primárias, convulsões de início parcial, convulsões associadas à síndrome de Lennox-Gastaut, epilepsia ou enxaqueca de diagnóstico novo ou recente. As informações apresentadas neste item foram obtidas a partir de dados agrupados.
A maioria das reações adversas foi de gravidade leve a moderada.

Dados de estudos duplo-cegos, controlados por placebo, de terapia adjuvante para epilepsia
– Pacientes adultos.
As Reações Adversas a Medicamentos (RAMs) relatadas em >1% dos pacientes adultos tratados com o topirAmato em estudos duplo-cegos, controlados por placebo de terapia adjuvante para epilepsia são apresentadas na Tabela 2. As RAMs com incidência >5% no intervalo de dose recomendado (200 a 400 mg/dia) em adultos em estudos duplo-cegos, controlados por placebo de terapia adjuvante para epilepsia em ordem decrescente de frequência incluíram sonolência, tontura, fadiga, irritabilidade, perda de peso, bradipsiquismo, parestesia, diplopia, coordenação anormal, náusea, nistagmo, letargia, anorexia, disartria, visão turva, diminuição do apetite, comprometimento de memória e diarreia.

Tabela 2: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos Pacientes Adultos Tratados com topirAmato em Estudos Duplo‐Cegos, Controlados por Placebo de Terapia Adjuvante para Epilepsia

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
200‐400
mg/dia
(N=354)
%

TopirAmato
600‐1.000
mg/dia
(N=437)
%

Placebo
(N=382)
%

Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Anorexia

Diminuição do apetite

5,4

5,1

6,2

8,7

1,8

3,7

Transtornos Psiquiátricos

Bradipsiquismo

Transtorno de linguagem expressiva

Estado confusional

Depressão

Insônia

Agressão

Agitação

Raiva

Ansiedade

Desorientação

Humor alterado

8,2

4,5

3,1

3,1

3,1

2,8

1,7

1,7

1,7

1,7

1,7

19,5

9,4

5

11,7

6,4

3,2

2,3

2,1

6,6

3,2

4,6

3,1

1,6

0,8

3,4

4,5

1,8

1,3

0,5

2,9

1

1

Transtornos do Sistema Nervoso

Sonolência

Tontura

Parestesia

Coordenação anormal

Nistagmo

Letargia

Disartria

Comprometimento da memória

Distúrbio de atenção

Tremor

Amnésia

Distúrbio do equilíbrio

Hipoestesia

Tremor intencional

Disgeusia (alteração do paladar)

Comprometimento mental

Distúrbio da fala

17,8

16,4

8,2

7,1

6,2

5,6

5,4

5,1

4,5

4

3,4

3,4

3,1

3,1

1,4

1,4

1,1

17,4

34,1

17,2

11,4

11,7

8

6,2

10,8

11,9

9,4

5,3

3,9

5,9

4,8

4,3

5

2,7

8,4

13,6

3,7

4,2

6,8

2,1

1

1,8

1,8

5

1

2,4

1

2,9

0,8

1,3

0,5

Distúrbios Oftalmológicos

Diplopia (visão dupla)

Visão turva

Distúrbio visual

7,3

5,4

2

12,1

8,9

1,4

5

2,4

0,3

Distúrbios Gastrintestinais

Náusea

Diarreia

Dor abdominal superior

Constipação

Desconforto estomacal

Dispepsia

Boca Seca

Dor Abdominal

6,8

5,1

3,7

3,7

3,1

2,3

1,7

1,1

15,1

14

3,9

3,2

3,2

3,0

3,7

2,7

8,4

5,2

2,1

1,8

1,3

2,1

0,3

0,8

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético
e do Tecido Conjuntivo

Mialgia

Espasmos musculares

Dor torácica musculoesquelética

2

1,7

1,1

2,5

2,1

1,8

1,3

0,8

0,3

Distúrbios Gerais e Condições no Local
da Administração

Fadiga

Irritabilidade

Astenia

Distúrbio da marcha

1,3

9,3

3,4

1,4

30,7

14,6

3

2,5

11,8

3,7

1,8

1,3

Investigações

Perda de peso

911,94,2

 



A dose recomendada para a terapia adjuvante de epilepsia em adultos é de 200-400 mg/dia

Dados de estudos duplo-cegos, controlados por placebo, de terapia adjuvante para epilepsia

– Pacientes Pediátricos:
As RAMs relatadas em >2% dos pacientes pediátricos tratados com o topirAmato (2 a 16 anos de idade) em estudos duplo-cegos, controlados por placebo de terapia adjuvante para epilepsia são apresentadas na Tabela 3.
As RAMs com incidência >5% no intervalo de dose recomendado (5 a 9 mg/kg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram diminuição do apetite, fadiga, sonolência, letargia, irritabilidade, distúrbio de atenção, perda de peso, agressão, erupção cutânea, comportamento anormal, anorexia, distúrbio do equilíbrio e constipação.

Tabela 3: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥2% dos Pacientes Pediátricos
Tratados com topirAmato em Estudos Duplo‐Cegos, Controlados por Placebo de Terapia
Adjuvante para Epilepsia

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
(N=104)
%

Placebo
(N=102)
%

Transtornos Psiquiátricos
Agressão

Comportamento anormal

Estado confusional

Humor alterado

 

8,7

5,8

2,9

2,9

 

6,9

3,9

2,0

2,0

Transtornos do Sistema Nervoso


Sonolência

Letargia

Distúrbio de atenção

Distúrbio do equilíbrio

Tontura

Comprometimento da memória

15,4

13,5

10,6

5,8

4,8

3,8

6,9

8,8

2,0

2,0

2,9

1,0

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e
Mediastinais

Epistaxe

4,81,0

Distúrbios Gastrintestinais

Constipação

5,84,9

Distúrbios do Tecido Cutâneo e
Subcutâneo

Erupção cutânea

6,75,9

Distúrbios Gerais e Condições no Local
da Administração

Fadiga

Irritabilidade

Distúrbio da Marcha

16,3

11,5

4,8

4,9

8,8

2,0

Investigações

Perda de Peso

9,61,0


A dose recomendada para a terapia adjuvante da epilepsia em crianças (2-16 anos de idade) é de 5 a 9 mg/kg/dia.

Dados dos estudos duplo-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia – Pacientes adultos
As RAMs relatadas em >1% dos pacientes adultos tratados com topirAmato em estudos duplo-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia são apresentadas na Tabela 4. As RAMs que apresentaram incidência >5% na dose recomendada (400 mg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram parestesia, perda de peso, fadiga, anorexia, depressão, comprometimento da memória, ansiedade, diarreia, astenia, disgeusia e hipoestesia.

Tabela 4: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos Pacientes Adultos
Tratados com topirAmato em Estudos Duplo‐Cegos, Controlados de monoterapia para Epilepsia

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
50
mg/dia
(N=257)
%

TopirAmato
400
mg/dia
(N=153)
%

Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático
Anemia0,82,0
Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Anorexia3,512,4
Diminuição de Apetite2,32,6
Transtornos Psiquiátricos
Depressão 4,38,5
Ansiedade 3,96,5 
Bradipsiquismo 2,34,6
Transtorno da linguagem expressiva3,54,6
Humor depressivo0,82,6
Humor alterado0,42,0 
Alterações de Humor1,62,0 
 Transtornos do Sistema Nervoso   
 Parestesia 18,740,5
 Comprometimento da memória1,27,2 
 Disgeusia2,35,9 
Hipoestesia4,35,2 
 Distúrbio do equilibrio1,6 3,3 
 Disartria1,6 2,6 
 Distúrbio cognitivo0,4 2,0 
Letargia1,2 2,0 
Comprometimento mental0,8 2,0 
 Comprometimento das habilidades psicomotoras0,0 2,0 
 Sedação0,0 1,3 
Alteração de campo visual0,4 1,3 
 Distúrbios Oftalmológicos  
Olho seco 0,01,3 
Distúrbios do Ouvido e do Labirinto  
Dor de Ouvido 0,0 1,3
 Zumbido1,6 1,3 

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

 Dispneia 1,22,0
 Rinorreia0,0 1,3 
 Distúrbios Gastrintestinais   
 Diarreia 5,46,5
 Parestesia oral1,2 3,3 
Boca Seca0,4 2,6 
Gastrite0,8 2,6 
Dor Abdominal1,2 2,0 
Doença do refluxo gastroesofágico0,4 2,0 
Sangramento gengival0,0  1,3

Distúrbios do Tecido Cutâneo e Subcutâneo

 Erupção cutânea 0,43,9
 Alopecia1,6 3,3 
 Prurido0,4 3,3
 Hipoestesia facial0,42,0
 Prurido generalizado0,01,3
Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo
Espasmos musculares2,73,3
Artralgia1,92,0
Espasmos musculares involuntários0,41,3
Distúrbios Renais e Urinários
Nefrolitíase0,02,6
Disúria

0,8

2,0
Polaciúria0,82,0

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas

Disfunção erétil0,81,3

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Fadiga15,214,4
Astenia3,55,9
Irritabilidade3,13,3
Investigações
Perda de peso7,017,0


A dose recomendada para monoterapia em adultos é de 400 mg/dia

Dados de estudos duplo-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia – Pacientes pediátricos:
As RAMs relatadas em >2% dos pacientes pediátricos tratados com o topirAmato (10 a 16 anos de idade) em estudos duplo-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia são apresentadas na Tabela 5. As RAMs com incidência >5% na dose recomendada (400 mg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram perda de peso, parestesia, diarreia, distúrbio de atenção, pirexia, e alopecia.

Tabela 5: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥2% dos Pacientes Pediátricos
Tratados com topirAmato em Estudos Duplo‐Cegos, Controlados de monoterapia para Epilepsia

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
50
mg/dia
(N=257)
%

TopirAmato
400
mg/dia
(N=63)
%

Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Diminuição de Apetite1,34,8
Transtornos Psiquiátricos
Bradipsiquismo0,04,8
Humor alterado1,34,8
Depressão 0,03,2
Transtornos do Sistema Nervoso
Parestesia3,915,9
Distúrbio do atenção3,97,9
Distúrbios do Ouvido e do Labirinto
Vertigem0,03,2

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

 Epistaxe0,03,2
Distúrbios Gastrintestinais
Diarreia3,99,5
Vômitos3,94,8

Distúrbios do Tecido Cutâneo e Subcutâneo

Alopecia 0,06,3 

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Pirexia0,06,3
Astenia0,04,8
Investigações
Perda de peso7,820,6
 Distúrbios Oftalmológicos  
Olho seco 0,01,3 
Circunstâncias Sociais
Dificuldade de aprendizado0,0

Tabela 6: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos Pacientes Adultos
Tratados com topirAmato em Estudos Duplo‐Cegos, Controlados por Placebo de Profilaxia de Enxaqueca

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
50
mg/dia
(N=227)
%

TopirAmato
100
mg/dia
(N=374)
%

TopirAmato
200 mg/dia
(N=501)
%

 

Placebo
(N=436)
%

Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Anorexia3,57,57,2 3,0
Diminuição de Apetite5,77,06,83,0
Transtornos Psiquiátricos
Insônia4,87,05,6  3,9
Ansiedade4,05,35,0  1,8
Distúrbio de Linguagem expressiva6,65,15,2  1,4
Depressão3,54,87,4 4,1 
Humor depressivo0,42,92,0 0,9 
Estado confusional0,41,62,01,1
Alterações de humor1,81,31,00,2
Labilidade de afeto0,41,10,20,2
Bradipsiquismo1,81,10,3 1,4 

Transtornos do Sistema Nervoso

Parestesia35,750,0 48,5 5,0
Disgeusia15,48,012,6 0,9 
Hipoestesia5,36,77,4 1,4 
Distúrbio de atenção2,66,49,2 2,3 
Sonolência6,25,16,8 3,0 
Comprometimento da memória4,04,56,2 1,6 
Amnésia3,52,95,2 0,5 
Tremor1,3 1,92,4 1,4 
Distúrbio do equilibrio0,41,30,4 0,0 
 Comprometimento mental0,4 1,11,8 0,9 
Distúrbios Oftalmológicos
Visão Turva4,02,44,42,5
Distúrbios do Ouvido e do Labirinto
Dispneia1,32,71,61,4
Epistaxe0,41,10,60,5
Distúrbios Gastrintestinais
Náusea9,313,614,68,3
Diarreia9,311,210,04,4
Boca Seca1,83,25,02,5
Parestesia oral1,32,91,60,5
Constipação1,82,11,81,4
Distenção abdominal0,01,30,20,2
Desconforto estomacal2,21,31,00,2
Doença do refluxo gastroesofágico0,41,11,20,5

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo

Espasmos musculares involuntários1,81,31,80,7

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Fadiga15,015,219,211,2
Astenia0,92,12,60,5
Irritabilidade3,11,92,40,9
Sede1,31,61,00,5
Investigações
Perda de peso5,39,110,81,4


A dose recomendada para profilaxia de enxaqueca é de 100 mg/dia

Outros Dados de Estudos Clínicos
As RAMs relatadas em estudos clínicos duplo-cegos controlados em <1% dos pacientes adultos tratados com o topirAmato ou em qualquer taxa em estudos clínicos abertos em pacientes adultos tratados com o topirAmato são apresentadas na Tabela 7.

Tabela 7. Reações Adversas a Medicamentos Relatadas em Estudos Clínicos Duplo-Cegos Controlados em <1% dos Pacientes Adultos Tratados com o TopirAmato ou em Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos dos Pacientes Adultos Tratados com TopirAmato

Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático
Leucopenia, linfadenopatia, trombocitopenia;

Distúrbios do Sistema Imunológico
Hipersensibilidade;

Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Acidose hiperclorêmica, hipocalemia, aumento do apetite, acidose metabólica, polidipsia;

Transtornos Psiquiátricos
Comportamento anormal, anorgasmia, apatia, choro, distração, distúrbio no desejo sexual, disfemia, despertar precoce, humor elevado, humor eufórico, afeto embotado, alucinação, alucinação auditiva, alucinação visual, hipomania, insônia inicial, ausência de fala espontânea, diminuição da libido, apatia, perda de libido, mania, insônia de manutenção, sensação orgásmica diminuída, ataque de pânico, distúrbio do pânico, reação de pânico, paranóia, perseveração, distúrbio de leitura, inquietação, distúrbio do sono, ideação suicida, tentativa de suicídio, lamento, pensamento anormal;

Transtornos do Sistema Nervoso
Ageusia, acinesia, anosmia, afasia, apraxia, aura, sensação de queimação, síndrome cerebelar, distúrbio do ritmo circadiano do sono, falta de coordenação motora, crises parciais complexas, convulsões, nível de consciência diminuído, tontura postural, babar, disestesia, disgrafia, discinesia, disfasia, distonia, tremor essencial, formigamento, convulsão do tipo grande mal, hiperestesia, hipersônia, hipogeusia, hipocinesia, hiposmia, neuropatia periférica, parosmia, sono de baixa qualidade, pré-síncope, fala repetitiva, distúrbio sensorial, perda sensorial, estupor (diminuição da reação aos estímulos do ambiente), síncope, não responsivo a estímulo;

Distúrbios Oftalmológicos
Distúrbio de acomodação, percepção de profundidade visual alterada, ambliopia, blefarospasmo, cegueira transitória, cegueira unilateral, glaucoma, lacrimação aumentada, midríase, cegueira noturna, fotopsia, presbiopia, escotoma cintilante, escotoma, acuidade visual reduzida;

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto
Surdez, surdez neurosensorial, surdez unilateral, desconforto no ouvido, audição comprometida;

Distúrbios Cardíacos
Bradicardia, bradicardia sinusal, palpitações;

Distúrbios Vasculares
Rubor, ondas de calor, hipotensão ortostática (pressão baixa), fenômeno de Raynaud;

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais
Disfonia, dispneia exercional, congestão nasal, hipersecreção sinusal paranasal;

Distúrbios Gastrintestinais
Desconforto abdominal, dor abdominal inferior, sensibilidade abdominal, hálito com odor, desconforto epigástrico, flatulência, glossodinia, hipoestesia oral, dor oral, pancreatite, hipersecreção salivar;

Distúrbios do Tecido Cutâneo e Subcutâneo
Anidrose, dermatite alérgica, eritema, erupção cutânea macular, descoloração da pele, odor anormal da pele, rosto inchado, urticária, urticária localizada;

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo
Dor no flanco, fadiga muscular, fraqueza muscular, rigidez musculoesquelética;

Distúrbios Renais e Urinários
Cálculo uretérico, cálculo urinário, hematúria, incontinência, urgência urinária, cólica renal, dor renal, incontinência urinária;

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas
Disfunção sexual;

Distúrbios Gerais
Calcinose, edema facial, sensação anormal, sensação de estar bêbado, sensação de nervosismo, mal-estar, frio periférico, lentidão;

Investigações
Bicarbonato sanguíneo diminuído, cristais presentes na urina, teste de marcha em tandem anormal, contagem de leucócitos diminuída;

As RAMs relatadas em estudos clínicos duplo-cegos controlados em <2% dos pacientes pediátricos tratados com o topirAmato ou em qualquer taxa em estudos clínicos abertos em pacientes pediátricos tratados com o topirAmato são apresentadas na Tabela 8.

Tabela 8. Reações Adversas a Medicamentos Relatadas em Estudos Clínicos Duplo-Cegos Controlados em <2% dos Pacientes Pediátricos Tratados com o TopirAmato ou em Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos em Pacientes Pediátricos Tratados com o TopirAmato.

Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático
Eosinofilia, leucopenia, linfadenopatia, trombocitopenia;

Distúrbios do Sistema Imunológico
Hipersensibilidade;

Distúrbios Metabólicos e Nutricionais
Acidose hiperclorêmica, hipocalemia, aumento do apetite;

Transtornos Psiquiátricos
Raiva, apatia, choro, distração, transtorno de linguagem importante, insônia inicial, insônia, insônia de manutenção, alterações de humor, perseveração, distúrbio do sono, ideação suicida, tentativa de suicídio;

Transtornos do Sistema Nervoso
Distúrbio no ritmo circadiano do sono, convulsão, disartria, disgeusia, convulsão do tipo grande mal, hipoestesia, comprometimento mental, nistagmo, parosmia, sono de baixa qualidade, hiperatividade psicomotora, habilidades psicomotoras comprometidas, síncope, tremores;

Distúrbios Oftalmológicos
Diplopia (visão dupla), lacrimação aumentada, visão turva;

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto
Dor de ouvido;

Distúrbios Cardíacos
Palpitações, bradicardia sinusal;

Distúrbios Vasculares
Hipotensão ortostática (pressão baixa);

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais
Congestão nasal, hipersecreção sinusal paranasal, rinorreia;

Distúrbios Gastrintestinais
Desconforto abdominal, dor abdominal, boca seca, flatulência, gastrite, doença do refluxo gastroesofágico, sangramento gengival, glossodinia, pancreatite, parestesia oral, desconforto estomacal;

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo
Artralgia, rigidez musculoesquelética, mialgia;

Distúrbios Renais e Urinários
Incontinência, urgência urinária, polaciúria;

Distúrbios Gerais
Sensação anormal, hipertermia, mal-estar, lentidão;

Dados Pós-Comercialização
Os eventos adversos primeiramente identificados como RAMs durante a experiência pós- comercialização com o topirAmato estão a seguir por categoria de frequência com base nas taxas de relatos espontâneos.

Reação muito rara (< 1/10.000):
-Infecções e infestações: nasofaringite;
-Distúrbios do sangue e do sistema linfático: neutropenia;
-Distúrbios do sistema imunológico: edema alérgico, edema conjuntival;
-Transtornos psiquiátricos: sensação de desespero;
-Distúrbios oculares: sensação anormal nos olhos, glaucoma de ângulo fechado, distúrbio do movimento ocular, edema na pálpebra, maculopatia, miopia;
-Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: tosse;
-Distúrbios do tecido cutâneo e subcutâneo: eritema multiforme, edema periorbital, síndrome de Stevens-Johnson, necrólise epidérmica tóxica;
-Distúrbios do tecido musculoesquelético e conjuntivo: inchaço articular, desconforto em membro;
-Distúrbios renais e urinários: acidose tubular renal;
-Distúrbios gerais e reações no local da administração: edema generalizado, doença do tipo gripe;
-Investigações: aumento de peso.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Amato - Posologia

Para o controle ideal, tanto em adultos como em crianças, recomenda-se iniciar o tratamento com uma dose baixa, seguida de titulação até uma dose eficaz.
Amato® está disponível em comprimidos. Recomenda-se não partir os comprimidos. Não é necessário monitorar as concentrações plasmáticas de topirAmato para otimizar o tratamento com Amato®. Raramente, o tratamento concomitante com fenitoína poderá exigir o ajuste de dose da fenitoína para que resultados clínicos ótimos sejam alcançados. A adição ou retirada da fenitoína e da carbamazepina do tratamento coadjuvante com este medicamento poderá exigir o ajuste da dose do Amato®. Este medicamento pode ser administrado com ou sem alimentos.

Tratamento adjuvante em epilepsia
Adultos
A dose mínima eficaz é 200 mg ao dia. Em geral, a dose total diária varia de 200 mg a 400 mg, dividida em duas tomadas. Alguns pacientes eventualmente poderão necessitar de doses de até 1600 mg por dia, que é a dose máxima. Recomenda-se que o tratamento seja iniciado com uma dose baixa, seguida por uma titulação da dose até que se chegue à dose adequada.
O tratamento deve ser iniciado com 25-50 mg, administrados à noite, durante uma semana.
Posteriormente, a intervalos de 1 ou 2 semanas, a dose deverá ser aumentada de 25 a 50 mg/dia e dividida em duas tomadas. A titulação da dose deverá ser orientada pelos resultados clínicos. Alguns pacientes poderão obter eficácia com uma dose única diária.
Essas recomendações posológicas se aplicam a todos os pacientes adultos, incluindo idosos, desde que não haja doença renal subjacente. Porém, nos pacientes sob tratamento com hemodiálise, há necessidade de uma dose suplementar.

Crianças acima de 2 anos de idade
A dose total diária deste medicamento recomendada para crianças é de 5 a 9 mg/kg/dia, dividida em duas tomadas. A titulação deve ser iniciada com 25 mg (ou menos, baseado na faixa de 1 a 3 mg/kg/dia) administrados à noite, durante a primeira semana. Posteriormente, a dose deve ser aumentada em 1 a 3 mg/kg/dia (dividida em duas tomadas), à intervalos de 1 ou 2 semanas, até alcançar uma resposta clínica ótima. A titulação de dose deve ser orientada pela resposta clínica. Doses diárias de até 30 mg/kg/dia foram bem toleradas nos estudos realizados.

Monoterapia em epilepsia
Quando drogas antiepilépticas concomitantes são retiradas a fim de manter o tratamento com topirAmato em monoterapia, devem-se considerar os efeitos que isto pode ter sobre o controle das crises. Exceto por razões de segurança que exijam uma retirada abrupta das outras drogas antiepilépticas, recomenda-se a descontinuação gradual com redução de aproximadamente um terço da dose a cada 2 semanas.
Quando fármacos indutores enzimáticos são retirados, os níveis plasmáticos de topirAmato irão aumentar. Uma diminuição da dose deste medicamento pode ser necessária, se for clinicamente indicado.

Adultos
A titulação da dose deve ser iniciada com 25 mg, administrado à noite, por uma semana. Então, a dose deve ser aumentada em 25 ou 50 mg ao dia, a intervalos de 1 ou 2 semanas, dividida em duas tomadas. Se o paciente for incapaz de tolerar o esquema de titulação, aumentos menores ou intervalos mais longos entre os aumentos da dose podem ser usados. A dose e a velocidade de titulação devem ser orientadas pelo resultado clínico.
Em adultos, a dose alvo inicial recomendada para o topirAmato em monoterapia é de 100 mg/dia e a dose diária máxima recomendada é 500 mg. Alguns pacientes com formas refratárias de epilepsia toleraram doses de 1000 mg/dia de topirAmato em monoterapia. Estas recomendações aplicam-se a todos os adultos, incluindo idosos sem doença renal subjacente.

Crianças
Em crianças acima de 2 anos de idade a dose inicial varia de 0,5 a 1 mg/kg, à noite, durante uma semana. A seguir a dose deve ser aumentada em 0,5 a 1 mg/kg/dia à intervalos de 1 a 2 semanas, dividida em duas tomadas.
Se a criança for incapaz de tolerar o esquema de titulação da dose, aumentos menores ou intervalos maiores entre os aumentos da dose podem ser usados. A dose e a velocidade da titulação devem ser orientadas pelo resultado clínico.
A dose-alvo inicial recomendada para o topirAmato em monoterapia em crianças é de 3 a 6 mg/kg/dia. Crianças com crises de início parcial de diagnóstico recente receberam doses de até 500 mg/dia.

Enxaqueca
O tratamento deve ser iniciado com 25 mg à noite durante 1 semana. A dose deve então ser aumentada em 25 mg/dia, uma vez por semana. Se o paciente for incapaz de tolerar o esquema de gradação, intervalos maiores entre os ajustes de dose podem ser usados.
A dose total diária de topirAmato recomendada na profilaxia de enxaqueca é 100 mg/dia, divididos em duas tomadas. Alguns pacientes podem se beneficiar de uma dose diária total de 50 mg. Pacientes receberam dose diária total de até 200 mg/dia. A dose e a velocidade de gradação devem ser orientadas pelo resultado clínico.

Populações especiais Insuficiência renal
Pacientes com insuficiência renal moderada e grave podem necessitar de uma redução de dose. É recomendada a administração de metade da dose usual de início e de manutenção.

Hemodiálise
Este medicamento é removido do plasma por hemodiálise, uma dose suplementar de topirAmato igual a aproximadamente metade da dose diária deverá ser administrada nos dias de hemodiálise. Esta dose suplementar deverá ser dividida em duas tomadas, ao início e ao término da hemodiálise. A dose suplementar poderá ser ajustada dependendo das características do equipamento de diálise que estiver sendo utilizado.

Insuficiência hepática
Amato® deve ser administrado com cautela em pacientes com insuficiência hepática.

Uso em idosos
Não foram observadas diferenças farmacocinéticas relacionadas apenas à idade, embora a possibilidade de alterações da função renal associadas à idade deva ser considerada.

Superdosagem

Sinais e sintomas
Superdose de topirAmato tem sido relatada. Sinais e sintomas incluem convulsão, sonolência, distúrbio da fala, visão borrada, diplopia, atividade mental prejudicada, letargia, coordenação anormal, estupor, hipotensão, dor abdominal, agitação, vertigem e depressão. As consequências clínicas não foram graves na maioria dos casos, mas foram relatados casos de óbitos após superdoses com diversas drogas, incluindo o topirAmato.
Superdose com topirAmato pode resultar em acidose metabólica grave.
A maior superdose relatada com topirAmato foi calculada em 96-110 g e resultou em coma com duração de 20-24 horas seguido de recuperação total após 3 a 4 dias.

Tratamento
Na superdose aguda de topirAmato, se a ingestão for recente, o estômago deve ser esvaziado imediatamente por lavagem ou por indução da emese. O carvão ativado adsorveu o topirAmato “in vitro”. O tratamento deve ser de suporte. A hemodiálise é um método eficaz para a retirada do topirAmato do organismo. O paciente deve ser bem hidratado.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Características farmacológicas

Propriedades Farmacocinéticas
Em comparação a outras drogas antiepilépticas, o topirAmato apresenta uma meia-vida plasmática longa, farmacocinética linear, depuração plasmática predominantemente renal, ausência de ligação significante a proteínas plasmáticas e de metabólitos ativos significantes.
O topirAmato não é um indutor potente de enzimas relacionadas à biotransformação de fármacos, pode ser administrado com ou sem alimentos e não requer monitorização de níveis plasmáticos. Em estudos clínicos, não houve relação consistente entre concentrações plasmáticas e eficácia ou eventos adversos.
O topirAmato é rapidamente e bem absorvido. Após a administração oral de 100 mg de topirAmato a voluntários sadios, o pico médio de concentração plasmática (Cmáx) foi de 1,5 µg/mL, obtido num período de 2 a 3 horas (Tmáx). Com base na recuperação da radioatividade na urina, a extensão média de absorção de uma dose oral de 100 mg de topirAmato marcado com 14C foi de, no mínimo, 81%. A biodisponibilidade do topirAmato não é afetada de forma clinicamente significante pela ingestão de alimentos. A ligação à proteínas plasmáticas é, em
geral, de 13 a 17%. Observa-se baixa capacidade de ligação do topirAmato aos eritrócitos, saturável em concentrações plasmáticas acima de 4 µg/mL. O volume de distribuição variou de forma inversamente proporcional à dose. A média do volume de distribuição aparente foi de 0,80 a 0,55 L/kg, para uma única dose entre 100 a 1.200 mg. Um efeito do gênero sobre o volume de distribuição foi detectado, com valores em mulheres cerca de 50% dos obtidos em homens. Esta diferença foi atribuída à maior porcentagem de gordura corpórea em pacientes do sexo feminino, sem consequência clínica.
Em voluntários sadios, o topirAmato não sofre biotransformação extensa (aproximadamente 20%). É biotransformado em até 50% em uso adjuvante com indutores reconhecidos de enzimas relacionadas à biotransformação de fármacos. Seis metabólitos, formados por hidroxilação, hidrólise e glicuronidação, foram identificados, caracterizados e isolados no plasma, urina e fezes. Cada metabólito representa menos de 3% da radioatividade total excretada após a administração do topirAmato marcado com 14C. Dois metabólitos, que conservam a maior parte da estrutura química do topirAmato, foram testados e apresentaram pouca ou nenhuma atividade anticonvulsivante.
Em humanos, a principal via de eliminação do topirAmato inalterado e de seus metabólitos é a renal (no mínimo 81% da dose). Aproximadamente 66% de uma dose de topirAmato marcado com 14C foi excretada inalterada na urina, em quatro dias. Após a administração de doses de 50 mg e 100 mg de topirAmato, duas vezes ao dia, a depuração renal média foi de aproximadamente 18 mL/min e 17 mL/min, respectivamente. Há evidência de reabsorção tubular renal do topirAmato.
Este achado é comprovado por estudos conduzidos em ratos, onde o topirAmato foi associado à probenecida, tendo sido observado um aumento significante da depuração renal do topirAmato.
De modo geral, a depuração plasmática do topirAmato em humanos é de aproximadamente 20 a 30 mL/min, após a administração oral.
O topirAmato apresenta baixa variação interindividual nas concentrações plasmáticas e, portanto, apresenta farmacocinética previsível. A farmacocinética do topirAmato é linear, com a depuração plasmática permanecendo constante e a área sob a curva de concentração plasmática aumentando de modo proporcional a doses orais, em uma faixa posológica de 100 a 400 mg, em voluntários sadios. Pacientes com função renal normal podem levar 4 a 8 dias para atingir as concentrações plasmáticas do estado de equilíbrio. Após a administração de doses orais múltiplas de 100 mg, duas vezes ao dia, a voluntários sadios, a Cmáx média foi de 6,76 mcg/mL. A meia-vida de eliminação plasmática após a administração de doses múltiplas de 50 mg e 100 mg, duas vezes ao dia, foi de aproximadamente 21 horas.
O uso concomitante de topirAmato, em doses múltiplas de 100 a 400 mg, duas vezes por dia, com fenitoína ou carbamazepina, produz aumentos proporcionais à dose nas concentrações plasmáticas do topirAmato.
As depurações plasmática e renal do topirAmato diminuíram em pacientes com insuficiência renal moderada e grave (ClCr <70 mL/min). Como resultado, concentrações plasmáticas de equilíbrio mais elevadas são esperadas para uma determinada dose de topirAmato administrada, em pacientes com insuficiência renal, em comparação às obtidas em pacientes com função renal normal.
Adicionalmente, pacientes com insuficiência renal irão necessitar de um tempo maior para atingir o estado de equilíbrio em cada dose. Em pacientes com insuficiência renal moderada e grave, é recomendada a administração de metade da dose usual de início e de manutenção.
O topirAmato pode ser removido do plasma, com eficácia, por hemodiálise. Um período prolongado de hemodiálise pode provocar queda da concentração de topirAmato a níveis abaixo dos necessários para manter o efeito contra as crises. Para evitar quedas rápidas na concentração plasmática de topirAmato durante a hemodiálise, uma dose suplementar de topirAmato pode ser requerida. O ajuste real deve levar em consideração:
1) a duração do período de diálise; 2) a taxa de depuração do sistema de diálise a ser utilizado; e 3) a depuração renal efetiva de topirAmato no paciente em diálise.
A depuração plasmática do topirAmato permanece inalterada em indivíduos idosos, na ausência de doença renal subjacente.
A depuração plasmática do topirAmato diminuiu numa média de 26% em pacientes com insuficiência hepática moderada a grave. Portanto, o topirAmato deve ser administrado com cautela em pacientes com insuficiência hepática.

Farmacocinética em crianças de até 12 anos de idade
A farmacocinética do topirAmato em uso adjuvante é linear tanto em crianças, como em adultos em terapia “add on”, com taxa de depuração independente da dose e concentrações plasmáticas de equilíbrio com aumentos proporcionais à dose. No entanto, crianças têm depuração mais elevada e meia-vida de eliminação mais curta. Consequentemente, concentrações plasmáticas de topirAmato para a mesma dose em mg/kg podem ser menores em crianças comparadas às obtidas em adultos. Assim como em adultos, drogas antiepilépticas indutoras de enzimas hepáticas diminuem as concentrações plasmáticas do estado de equilíbrio.

Propriedades Farmacodinâmicas
O topirAmato é classificado como monossacarídeo sulfAmato-substituído. Estudos eletrofisiológicos e bioquímicos em cultura de neurônios identificaram três propriedades que podem contribuir para a eficácia antiepiléptica do topirAmato. Potenciais de ação provocados repetidamente pela despolarização contínua de neurônios foram bloqueados temporariamente pelo topirAmato, sugerindo uma modulação de canais de sódio dependentes de voltagem. O topirAmato aumenta a frequência com que o ácido gama-aminobutírico (GABA) ativa receptores GABA A e aumenta a capacidade do GABA de induzir o influxo de íons cloreto, sugerindo que o topirAmato potencializa a atividade desse neurotransmissor inibitório.
Este efeito não foi bloqueado pelo flumazenil, um antagonista benzodiazepínico e o topirAmato não aumentou a duração da abertura do canal, o que o diferencia de barbitúricos que modulam receptores GABA A. Como o perfil antiepiléptico do topirAmato difere acentuadamente do das benzodiazepinas, ele pode modular um subtipo do receptor GABA A insensível à benzodiazepina. O topirAmato antagoniza a capacidade do cainato ativar o subtipo AMPA/cainato (ácido alfa-amino-3-hidróxi-5-metilisoxazol-4-propiônico) do receptor aminoácido excitatório (glutAmato), mas não exerce nenhum efeito aparente na atividade do N-metil-D-aspartato (NMDA) no subtipo de receptor NMDA. Estes efeitos do topirAmato são dependentes da concentração, em uma faixa de 1 mcM a 200 mcM, com atividade mínima observada entre 1mcM e 10 mcM. Além disso, o topirAmato inibe algumas isoenzimas da anidrase carbônica. Este efeito farmacológico é muito mais fraco do que o da acetazolamida, um conhecido inibidor da anidrase carbônica, e não é considerado um componente importante da atividade antiepiléptica do topirAmato. Em estudos experimentais, o topirAmato apresenta atividade anticonvulsivante em ratos e camundongos, em crises induzidas por eletrochoque máximo, e é eficaz em modelos de epilepsia em roedores, que incluem crises tônicas e crises semelhantes a crises de ausência, em ratos com epilepsia espontânea, e crises tônico-clônicas induzidas em ratos por abrasamento da amígdala ou isquemia global. O topirAmato é apenas discretamente eficaz no bloqueio de crises clônicas induzidas pelo pentilenotetrazol, um antagonista de receptor GABA A. Estudos realizados em camundongos submetidos à administração concomitante de topirAmato e carbamazepina ou fenobarbital demonstraram atividade anticonvulsivante sinérgica, enquanto que a associação com fenitoína mostrou atividade anticonvulsivante aditiva. Em estudos clínicos bem controlados de uso adjuvante, não foi verificada nenhuma correlação entre concentrações plasmáticas de vale do topirAmato e sua eficácia clínica. Não há evidência de tolerância em humanos. Para a monoterapia em pacientes recém-diagnosticados com epilepsia ou para conversão à monoterapia em pacientes com epilepsia, a ação terapêutica foi observada dentro de 2 semanas de tratamento. Na terapia adjuvante em adultos e crianças com convulsões parciais ou generalizadas tônico-clônicas, a ação terapêutica foi observada nas primeiras quatro semanas de tratamento.
Para a profilaxia de enxaqueca em adultos, a ação terapêutica foi observada dentro do primeiro mês após início do tratamento.

Dados pré-clínicos de segurança
A exposição aguda e a longo prazo ao topirAmato foi bem tolerada em camundongos, ratos, cães e coelhos. Hiperplasia das células epiteliais gástricas foi observada apenas em roedores e foi reversível em ratos após 9 semanas sem tratamento. Os tumores de músculo liso originados na bexiga urinária foram observados apenas em camundongos (doses orais até 300 mg/kg por 21 meses) e parecem ser exclusivos para a espécie. Uma vez que não existe contraprova em humanos, eles não foram considerados clinicamente relevantes. Tais achados não ocorreram no estudo de carcinogenicidade em ratos (doses orais até 120 mg/kg/dia por 24 meses). Outros efeitos toxicológicos e patológicos do topirAmato observados nestes estudos podem estar relacionados com a indução fraca de enzimas de metabolização de drogas ou inibição fraca da anidrase carbônica.
Apesar da toxicidade materna e paterna com apenas 8 mg/kg/dia, nenhum efeito foi observado sobre a fertilidade em ratos machos ou fêmeas com até 100 mg/kg/dia.
Em estudos pré-clínicos, o topirAmato não apresentou efeitos teratogênicos nas espécies estudadas (camundongos, ratos e coelhos). Em camundongos, os pesos e a ossificação dos fetos foram reduzidos com 500 mg/kg/dia em associação com toxicidade materna. Os números globais de malformação fetal em camundongo estavam aumentados para todos os grupos tratados com o fármaco (20, 100 e 500 mg/kg/dia), mas nenhuma diferença significante ou relação dose-resposta foram observadas para as malformações globais ou específicas, sugerindo que outros fatores, tais como toxicidade materna, podem estar envolvidos.
Em ratos, toxicidade materna e embriofetal (pesos reduzidos e/ou ossificação do esqueleto) relacionada à dose foram observadas para 20 mg/kg/dia com efeitos teratogênicos (defeitos de membros e dedos) em 400 mg/kg/dia e acima. Em coelhos, toxicidade materna relacionada à dose foi observada com 10 mg/kg/dia, com toxicidade embriofetal (letalidade aumentada) com 35 mg/kg/dia e efeitos teratogênicos (malformações de costela e vertebral) com 120 mg/kg/dia. Os efeitos teratogênicos observados em ratos e coelhos foram semelhantes àqueles observados com inibidores da anidrase carbônica, os quais não foram associados à malformação em humanos. Os efeitos sobre o crescimento também foram indicados pelos pesos menores ao nascimento e durante a lactação para filhotes de ratas tratadas com 20 ou 100 mg/kg/dia durante a gestação e a lactação. Em ratos, o topirAmato cruza a barreira placentária. Em ratos jovens, a administração oral diária de topirAmato em doses até 300 mg/kg/dia durante o período de desenvolvimento correspondendo à infância e adolescência resultou em toxicidade semelhante àquela em animais adultos (consumo reduzido de ração com ganho de peso reduzido, hipertrofia hepatocelular centrolobular e hiperplasia urotelial leve na bexiga urinária). Não houve efeitos relevantes sobre o crescimento (tíbia) ou densidade mineral (fêmur) de ossos longos, desenvolvimento pré-desmame e reprodutivo, desenvolvimento neurológico (incluindo avaliações da memória e do aprendizado), acasalamento e fertilidade ou parâmetros de histerotomia.
Em uma bateria de testes de mutagenicidade in vitro e in vivo, o topirAmato não demonstrou potencial genotóxico.

Resultados de eficácia

Estudos clínicos em epilepsia
Os resultados de experimentações clínicas controladas estabeleceram a eficácia de topirAmato como monoterapia para adultos e crianças (de 6 anos de idade ou mais velhos) com epilepsia, terapia adjuvante em adultos e pacientes pediátricos de 2 a 16 anos com crises epilépticas parciais e crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas primárias, e nos pacientes com 2 anos de idade e mais velhos com crises associadas com a Síndrome de Lennox-Gastaut.

Monoterapia
A efetividade do topirAmato como monoterapia em adultos e em crianças de 6 anos de idade e mais velhos com epilepsia recentemente diagnosticada foi estabelecida em 4 estudos randomizados, duplo-cego e de grupos paralelos. O estudo EPMN-106 foi conduzido em 487 pacientes (6 a 83 anos de idade) que tiveram um diagnóstico novo de epilepsia (de início parcial ou generalizado) ou um diagnóstico de epilepsia recorrente enquanto não estavam fazendo uso de drogas antiepiléticas (AEDs). Os pacientes foram randomizados para receber o topirAmato 50 mg/dia ou o topirAmato 400 mg/dia. Os pacientes permaneceram na fase duplo-cego até apresentarem a primeira crise parcial ou crise tônico-clônica generalizada, até o término da fase de duplo-cego 6 meses após a randomização do último paciente, ou até a retirada por razões específicas do protocolo. A avaliação primária de eficácia foi baseada na comparação entre grupos de dose do topirAmato com respeito ao tempo para a primeira crise parcial ou crise generalizada tônico-clônica durante a fase duplo-cego. A comparação das curvas da sobrevida de Kaplan-Meier do tempo para a primeira crise favoreceu o topirAmato 400 mg/dia sobre o topirAmato 50 mg/dia (p=0,0002, teste log-rank). A separação entre os grupos em favor do grupo de maior dose ocorreu
precocemente na fase de titulação e foi estatisticamente significativa tão precocemente quanto duas semanas pós-randomização (p = 0,046), quando, seguindo a programação semanal de titulação, os pacientes no grupo de maior dose alcançaram uma dose máxima do topirAmato de 100 mg/dia. O grupo de maior dose também foi superior ao grupo com menor dose com respeito à proporção dos pacientes que permaneceram sem crise convulsiva, baseado nas estimativas de Kaplan-Meier, para um mínimo de 6 meses da terapia (82,9% contra 71,4%; p = 0,005), e para um mínimo de 1 ano da terapia (75,7% contra 58,8%; p = 0,001). A relação de taxas de falha por tempo até a primeira crise convulsiva foi 0,516 (intervalo de confiança de 95%, 0,364 a 0,733). Os efeitos do tratamento com respeito ao tempo até a primeira crise convulsiva foram consistentes ao longo dos vários subgrupos definidos pela idade, sexo, região geográfica, peso corpóreo basal, tipo de crise convulsiva basal, tempo desde o diagnóstico e uso de drogas antiepilépticas na linha de base.
No estudo YI, estudo de centro único, pacientes com idades de15-63 anos com crise convulsiva refratária parcial (n=48) foram convertidos de seu tratamento prévio para monoterapia com topirAmato 100 mg/dia ou 1000 mg/dia. O grupo de dose alta foi estatisticamente superior ao grupo de dose baixa para as variáveis de eficácia.
54% dos pacientes de alta dose conseguiram monoterapia comparado a 17% do grupo de baixa dose com a diferença entre as doses sendo estatisticamente significativa (p=0,005). O tempo médio de retirada foi significativamente maior no grupo de alta dose (p=0,002). As avaliações globais do investigador e do paciente da resposta clínica favoreceram estatisticamente o grupo de alta dose (<0,002).
No estudo EPMN-104, pacientes adultos e pediátricos (de idades 6-85 anos) com epilepsia recentemente diagnosticada (n=252) foram randomizados em grupos de baixas-doses (25 ou 50 mg/dia) ou altas doses (200 ou 500 mg/dia) baseado em seu peso corpóreo. No geral, 54% dos pacientes do grupo de alta dose e 39% dos pacientes de baixa dose relataram estar sem crise convulsiva durante a fase duplo-cego (p=0,022). O grupo de alta dose também foi superior ao grupo de baixa dose com respeito à distribuição de frequência das crises convulsivas (p=0,008) e à diferença no tempo até a primeira crise convulsiva através de três concentrações plasmáticas estratificadas do topirAmato (p=0,015).
No estudo EPMN-105, os pacientes com idade de 6-84 anos com epilepsia recentemente diagnosticada (n=613) foram randomizados para receber 100 ou 200 mg/dia de topirAmato ou do tratamento antiepiléptico padrão (carbamazepina ou valproato). TopirAmato foi tão eficaz quanto à carbamazepina ou o valproato na redução das crises convulsivas nestes pacientes; os intervalos de confiança de 95% para a diferença entre os dois grupos do tratamento foram estreitos e incluíram zero, indicando que não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos. Os dois grupos de tratamento foram também comparáveis em relação a toda utilidade clínica e desfechos de eficácia incluindo tempo de retirada, proporção de indivíduos livres de crises convulsivas e tempo até a primeira crise convulsiva.
Pacientes (n=207; 32 com idade < 16 anos) que completaram a fase duplo-cego do estudo YI eEPMN-104 foram inseridos na extensão à longo prazo do estudo com a maioria dos pacientes recebendo topirAmato por 2 a 5 anos.
Nestes estudos, a eficácia mantida foi demonstrada com administração à longo prazo de topirAmato como monoterapia. Não houve mudança significativa na dose durante o período de extensão e nenhuma indicação que a efetividade da monoterapia de topirAmato diminuiu com exposição continuada.

Terapia Adjuvante
Estudo controlado em pacientes com Crises Convulsivas de Início Parcial
- Adultos com Crises Convulsivas de Início Parcial
A eficácia do topirAmato como um tratamento adjuvante para adultos com crises convulsivas de início parcial foi estabelecida em seis estudos multicêntricos, randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo, dois comparando diversas doses do topirAmato e do placebo e quatro comparando uma única dose com placebo em pacientes com um histórico de crises convulsivas de início parcial, com ou sem generalização secundária dessas crises.
Foi permitido aos pacientes destes estudos um máximo de duas drogas antiepilépticas (AEDs) em adição ao topirAmato ou placebo. Em cada estudo, os pacientes foram estabilizados em doses ótimas de seus concomitantes AEDs durante a fase basal que durou entre 4 e 12 semanas. Os pacientes que experimentaram um número mínimo pré-especificado de crises convulsivas de início parcial, com ou sem generalização secundária, durante a fase basal (12 crises convulsivas para a fase 12 semanas, 8 para a fase basal 8 semanas, ou 3 para a fase basal de 4 semanas) foram atribuídos de forma randomizada ao placebo ou a uma dose específica de topirAmato além do seu outro antiepiléptico.
Após a randomização, os pacientes começaram a fase duplo-cego do tratamento. Em cinco dos seis estudos, os pacientes receberam a droga ativa começando com 100 mg por dia; a dose foi então aumentada por incrementos de 100 ou 200 mg/dia semanalmente ou semanas alternadas até que a dose determinada fosse atingida, a menos que a intolerância impedisse os aumentos. No sexto estudo (119), doses iniciais de 25 ou 50 mg/dia do topirAmato foram seguidas por aumentos semanais respectivos de 25 ou 50 mg/dia até que a dose alvo de 200 mg/dia fosse atingida. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 4, 8, ou 12 semanas de estabilização. Os números de pacientes randomizados para cada dose, e as doses medianas e médias reais de estabilização são mostrados na Tabela 1.

- Pacientes Pediátricos com idade de 2-16 anos com Crises Convulsivas de Início Parcial
A efetividade do topirAmato enquanto um tratamento adjuvante para pacientes pediátricos de 2-16anos com crises convulsivas de início parcial foi estabelecida em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, comparando topirAmato e o placebo nos pacientes com uma historia de crises convulsivas de início parcial com ou sem generalização secundária dessas crises.
Foi permitido aos pacientes destes estudos um máximo de duas drogas antiepilépticas (AEDs) além do topirAmato ou placebo. Neste estudo, os pacientes foram estabilizados em dosagens ótimas de seus antiepilépticos concomitantes durante a fase basal de 8 semanas. Os pacientes que experimentaram ao menos seis crises convulsivas de início parcial, com ou sem generalização secundária, durante a fase basal foram atribuídos de forma randomizada ao placebo ou topirAmato em adição ao seu outro AEDs.
Após a randomização, os pacientes começaram a fase duplo-cego do tratamento. Os pacientes receberam a droga ativa começando com 25 ou 50 mg por dia; a dose foi então aumentada em 25 a 150 mg/dia em semanas alternadas até que a dose de 125, 175, 225 ou 400 mg/dia baseada no peso do paciente e aproximada a uma dose de 6 mg/kg fosse atingida, a menos que a intolerância impedisse os aumentos. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 8 semanas de estabilização.

- Estudo controlado em pacientes com Crise Convulsiva Tônico-Clônica Generalizada
Primária
A eficácia do topirAmato como um tratamento adjuvante para crise convulsiva tônico-clônica generalizada primária nos pacientes de 2 anos de idade ou mais velhos foi estabelecida em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, comparando uma única dosagem do topirAmato e do placebo.
Foi permitido aos pacientes destes estudos um máximo de duas drogas antiepilépticas (AEDs) além do topirAmato ou placebo. Neste estudo, os pacientes foram estabilizados em doses ótimas de seus antiepilépticos concomitantes durante uma fase de 8 semanas. Os pacientes que experimentaram pelo menos três crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas primárias durante a fase basal foram atribuídos de forma randomizada ao placebo ou topirAmato além do seu outro AEDs.
Após a randomização, os pacientes começaram a fase duplo-cego do tratamento. Os pacientes receberam a droga ativa começando com 50 mg por dia por quatro semanas; a dose foi então aumentada em 50 a 150 mg/dia em semanas alternadas até que a dose de 175, 225 ou 400 mg/dia baseada no peso do paciente e aproximada a uma dose de 6 mg/kg fosse atingida, a menos que a intolerância impedisse os aumentos. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 12- semanas de estabilização.

- Estudos controlados em pacientes com Síndrome de Lennox-Gastaut
A eficácia do topirAmato como um tratamento adjuvante para crises associadas com a Síndrome de Lennox- Gastaut foi estabelecida em um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, comparando uma única dose do topirAmato com o placebo em pacientes de dois anos de idade ou mais velhos.
Foi permitido aos pacientes destes estudos um máximo de duas drogas antiepilépticas (AEDs) além de topirAmato ou placebo. Pacientes que haviam apresentado pelo menos 60 crises por mês antes de iniciarem o estudo foram estabilizados em doses ótimas de seus AEDs concomitantes durante a fase basal de quatro semanas.
Acabando a fase basal, os pacientes foram atribuídos de forma randomizada ao placebo ou topirAmato além do seu outro AEDs.
A droga ativa foi titulada começando a 1 mg/kg/dia por semana; a dose foi então aumentada para 3 mg/kg/dia por uma semana e depois para 6 mg/kg/dia. Após a titulação, os pacientes entraram no período de 8 semanas de estabilização. As medidas preliminares de efetividade foram a redução da porcentagem de “drop attack” e uma avaliação global parental da severidade da crise convulsiva.
Em todos os estudos “add-on”, foi medida a redução na taxa de crise convulsiva da condição basal durante a fase duplo-cego. As reduções percentuais medianas nas taxas de crise convulsiva e as taxas de respondedores (fração dos pacientes com ao menos uma redução de 50%) por grupo de tratamento para cada estudo são mostradas abaixo na Tabela 1. Como descrito acima, uma melhora global na severidade da crise convulsiva foi avaliada também nos estudos em Lennox-Gastaut.

Tabela 1: Resultados de Eficácia em estudo duplo-cego, placebo-controlado, “add-on” de crises epilépticas

ProtocoloResultado de EficáciaPlaceboDosagem alvo de topirAmato (mg/dia)
2004006008001.000

≈6
mg/kg/dia*

Crise Convulsiva de Início Parcial       
Estudo em Adultos       
YDN45454546----
 % Redução Mediana11,627,2a47,5b44,7c----
 % Respondentes182444d46d----
YEN47--484847--
 % Redução Mediana1,7--40,8c41,0c36,0c--
 % Respondentes9--40c41c36d--
Y1N24-23-----
 % Redução Mediana1,1-40,7e-----
 % Respondentes8-35d-----
Y2N30--30----
 % Redução Mediana-12,2--46,4f----
 % Respondentes10--47c----
Y3N28---28---
 % Redução Mediana-20,6---24,3c---
 % Respondentes0---43c---
119N91168168-----
 % Redução Mediana2044,2c44,2c-----
 % Respondentes2445c45c-----
Estudos em pacientes pediátricos       
YPN45-----41
 % Redução Mediana10,5-----33,1d
 % Respondentes20 ----39
Crise Convulsiva Tônico-Clônica Generalizada Primária h       
YTCN40-----39
 % Redução Mediana9-----56,7d
 % Respondentes20-----56c
Síndrome de Lennox-Gastauti       
YLN49-----46
 % Redução Mediana-5,1-----14,8d
 % Respondentes14-----28g
 Melhora da severidade das crisesj28-----52d


Comparação com o placebo: a p=0,080; b p<0,010; c p<0,001; d p<0,050; e p=0,065; f p<0,005; gp=0,071;h % Redução Mediana e % respondedores são relatadas por crise convulsiva tônico-clônica generalizada; i % Redução Mediana e % respondedores são relatadas para “drop attack”, por exemplo, crise tônica ou atônica; j Porcentagem de indivíduos que apresentaram melhora mínima, muita ou muito melhor a partir da linha de base; * Para os protocolos YP e o YTC, dosagens alvo especificadas no protocolo (<9,3 mg/kg/dia) foram baseados no peso do indivíduo para aproximar a de 6 mg/kg por dia, esta dosagem corresponde à dosagem em mg/dia de 125, 175, 225, e 400 mg/dia.
As análises do subconjunto da eficácia antiepiléptica do topirAmato nestes estudos não mostraram diferença em função do gênero, etnia, idade, taxa basal de crise convulsiva, ou do antiepiléptico concomitante.

Estudos clínicos em enxaqueca
O programa de desenvolvimento clínico para avaliar a eficácia de topirAmato na profilaxia da enxaqueca incluiu dois estudos pivotais, multicêntricos, randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo, de grupos paralelos conduzidos na América do Norte (MIGR-001 e MIGR-002). O desfecho primário de eficácia foi a redução de frequência de cefaleias na enxaqueca, medida pela mudança em 4 semanas da porcentagem de enxaqueca da fase basal para a fase de tratamento duplo-cego em cada grupo de tratamento com topirAmato comparado ao placebo na população com intenção de tratamento (ITT).
Os resultados conjuntos dos dois estudos pivotais para avaliar doses de topirAmato 50 (N=233), 100 (N=244) e 200 mg/dia (N=228), mostraram uma redução percentual mediana no período de enxaqueca mensalmente medido de 35%, 51% e 49%, respectivamente, comparado a 21% para o grupo placebo (N=229). As doses de 100 e 200 mg/dia de topirAmato foram estatisticamente melhores do que o placebo. De maneira especial, 27% dos pacientes que receberam topirAmato 100 mg/dia atingiram uma redução de pelo menos 75% na frequência de enxaquecas, enquanto que 52% atingiram pelo menos 50% de redução.
Um estudo adicional de suporte, MIGR-003, demonstrou que topirAmato 100 mg/dia foi comparável em termos de eficácia ao propranolol 160 mg/dia. Não houve diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos no desfecho primário de eficácia.

Referências
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8.YD: Faught E, Wilder BJ, Ramsey RE, et al. Topiramate placebo-controlled dose-rangingtrial in refractory partial epilepsy using 200-, 400-, and 600-mg daily dosages. Neurology 1996; 46:1684-1690.
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10.EPAJ-119: Guberman A, Neto W, Gassmann-Mayer C, et al. Low-dose topiramate in adults with treatment resistant partial-onset seizures. Acta Neurol Scand 2002; 106(4):183-189.
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Armazenagem

Cuidados de armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C). Proteger da umidade.
Prazo de validade
Desde que observados os devidos cuidados de conservação, o prazo de validade de Amato® é de 24 meses, contados a partir da data de fabricação impressa em sua embalagem externa.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
NÃO USE MEDICAMENTOS COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO, PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE.

Aspecto físico
Há 3 tipos de comprimidos de Amato®, cada um contendo uma quantidade diferente de topirAmato. Você pode identificar a concentração dos comprimidos pela sua cor:

-Comprimidos revestido circular, biconvexo, de cor branca e liso: contém 25 mg de topirAmato;

-Comprimidos revestido circular, biconvexo, de cor mostarda claro e liso: contém 50 mg de topirAmato;

-Comprimidos revestido circular, biconvexo, de cor amarelo-mostarda sem vinco: contém 100 mg de topirAmato.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

M.S.: 1.0043.0959
Farm. Resp.: Dra. Sônia Albano Badaró – CRF-SP 19.258

EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.
Av. Vereador José Diniz, 3.465 - São Paulo - SP
CNPJ: 61.190.096/0001-92
Indústria Brasileira

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VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

Amato - Bula para o Paciente

1. PARA QUÊ ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Amato® é indicado em monoterapia tanto em pacientes com epilepsia recentemente diagnosticada como em pacientes que recebiam terapia adjuvante e serão convertidos à monoterapia.
Amato® é indicado, para adultos e crianças, como adjuvante no tratamento de crises epilépticas parciais, com ou sem generalização secundária e crises tônico-clônicas generalizadas primárias.
Amato® é indicado, também, para adultos e crianças como tratamento adjuvante das crises associadas à Síndrome de Lennox-Gastaut.
Amato® é indicado, em adultos, como tratamento profilático da enxaqueca. O uso de topirAmato para o tratamento agudo da enxaqueca não foi estudado.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Amato® é um medicamento anticonvulsivante, com múltiplos mecanismos de ação, eficaz no tratamento da epilepsia e na profilaxia da enxaqueca. Este medicamento influencia vários processos químicos no cérebro, reduzindo a hiperexcitabilidade de células nervosas, que pode causar crises epilépticas e crises de enxaqueca.
Para o tratamento em pacientes recém-diagnosticados com epilepsia que só tomam topirAmato ou que passarão a tomar somente topirAmato o efeito terapêutico foi observado dentro de 2 semanas de tratamento.
Na terapia associada a outros medicamentos em adultos e crianças com convulsões parciais ou generalizadas tônico clônicas, o efeito terapêutico foi observado nas primeiras quatro semanas de tratamento.
Para a prevenção de enxaqueca em adultos, o efeito terapêutico foi observado dentro do primeiro mês após início do tratamento.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Você não deve tomar este medicamento se você for alérgico ao topirAmato ou a qualquer ingrediente do produto. Não deve ser administrado durante a gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Avise seu médico sobre problemas de saúde ou alergias que você tem ou teve no passado. Informe ao seu médico se você tem ou teve pedras nos rins. Ele deverá recomendar que você ingira muito líquido enquanto estiver se tratando com Amato®.
Informe seu médico se você apresentar problemas de visão e/ou dor nos olhos.

Interrupção do tratamento
Nos pacientes com ou sem histórico de crises epilépticas ou epilepsia, as drogas antiepilépticas incluindo o topirAmato devem ser gradativamente descontinuadas, para minimizar a possibilidade de crises epilépticas ou aumento da frequência de crises epilépticas.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Verifique sempre se você tem a quantidade necessária de comprimidos e nunca deixe que faltem. Nas situações onde a retirada rápida de topirAmato é por solicitação médica, seu médico deverá realizar monitoração apropriada.

Insuficiência renal
A principal via de eliminação do topirAmato e seus metabólitos é através dos rins. A eliminação pelos rins é dependente da função renal e independe da idade. Pacientes com insuficiência renal moderada ou grave podem levar de 10 a 15 dias para atingir as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, em comparação com o período de 4 a 8 dias, observado em pacientes com função renal normal.
Em todos os pacientes, a titulação da dose deverá ser orientada pelo resultado clínico (isto é, controle das crises, evitando efeitos colaterais), considerando-se que indivíduos sabidamente portadores de insuficiência renal poderão precisar de um tempo mais longo para alcançar o estado de equilíbrio, a cada dose.
Informe ao seu médico se você tem ou teve problemas renais.

Hidratação
Diminuição e ausência da transpiração foram reportadas em associação com o uso de topirAmato. A diminuição da transpiração e o aumento da temperatura corpórea podem ocorrer especialmente em crianças jovens expostas ao calor.
A hidratação adequada durante o uso de topirAmato é muito importante. A hidratação pode reduzir o risco de pedras nos rins. Ingerir líquidos antes e durante atividades como exercícios físicos ou exposição a temperaturas elevadas pode reduzir o risco de eventos adversos relacionados ao calor.

Transtornos do humor / Depressão
Um aumento na incidência de transtornos do humor e depressão tem sido observado durante o tratamento com topirAmato. Informe ao seu médico se você apresentar alterações de humor ou depressão.

Ideação suicida
O uso de medicamentos para tratar a epilepsia, inclusive topirAmato, aumenta o risco de pensamentos ou comportamentos suicidas em pacientes que utilizam estes medicamentos para qualquer indicação. O mecanismo para este risco não é conhecido.
Se em algum momento você tiver pensamentos ou comportamentos suicidas, entre em contato com seu médico imediatamente.

Cálculos renais (nefrolitíase)
Alguns pacientes, especialmente aqueles com predisposição à formação de cálculos renais, podem ter risco aumentado de formação de cálculo renal e sinais e sintomas associados, tais como cólica renal, dor renal e dor em flanco (dor na lateral do abdômen).
Fatores de risco de cálculos renais incluem antecedentes de cálculo renal, histórico familiar de nefrolitíase e hipercalciúria (nível elevado de cálcio na urina). Nenhum desses fatores de risco pode antecipar com certeza a formação de cálculo durante tratamento com topirAmato. Além disso, pacientes utilizando outros medicamentos associados à possibilidade de ocorrência de nefrolitíase podem ter um risco aumentado. Informe ao seu médico se você tem ou teve pedras nos rins, ou se há histórico familiar de cálculo renal.

Função hepática diminuída
TopirAmato deve ser administrado com cuidado em pacientes com insuficiência hepática, uma vez que a depuração do topirAmato pode estar reduzida neste grupo de pacientes.

Miopia aguda e glaucoma agudo de ângulo fechado secundário
Uma síndrome consistindo de miopia aguda e glaucoma agudo de ângulo fechado secundário tem sido relatada em pacientes em uso de topirAmato. Os sintomas incluem início agudo de redução da acuidade visual e/ou dor ocular. Achados oftalmológicos podem incluir miopia, redução da câmara anterior, hiperemia ocular (vermelhidão) e aumento da pressão intraocular. Midríase (dilatação da pupila) pode ou não estar presente. Os sintomas ocorrem, caracteristicamente, no primeiro mês após do início do tratamento com topirAmato. Ao contrário do glaucoma de ângulo fechado primário, que é raro em pessoas com menos de 40 anos, o glaucoma agudo de ângulo fechado secundário associado com topirAmato tem sido relatado tanto em pacientes pediátricos como adultos. O tratamento inclui a interrupção do topirAmato, o mais rápido possível de acordo com a avaliação do médico, e medidas apropriadas para reduzir a pressão intraocular. Estas medidas geralmente resultam na redução da pressão intraocular. Elevada pressão intraocular de qualquer natureza, se não for tratada, pode acarretar em graves sequelas, incluindo perda permanente da visão.
Informe seu médico se você apresentar problemas de visão, redução da acuidade visual, miopia, vermelhidão e/ou dor nos olhos.

Acidose metabólica
Hipercloremia (aumento de cloro no sangue), hiato não aniônico, acidose metabólica (isto é, redução do bicarbonato sérico abaixo do intervalo de referência normal na ausência de alcalose respiratória) estão associados ao tratamento com topirAmato. A redução no bicarbonato ocorre geralmente no início do tratamento, mas pode ocorrer ao longo da duração do tratamento. Dependendo das condições de base, recomenda-se avaliação adequada, incluindo níveis de bicarbonato sérico, durante o tratamento com topirAmato. Se a acidose metabólica (acidez do sangue) ocorrer e persistir, deve-se considerar redução da dose ou interrupção do topirAmato (usando redução gradual da dose).

Suplementação nutricional
Informe seu médico se você perder peso durante o tratamento com topirAmato, para que ele possa considerar a suplementação da dieta ou o aumento da ingestão de alimentos.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas
Este medicamento age sobre o sistema nervoso central, podendo produzir sonolência, tontura ou outros sintomas relacionados. Isto pode causar distúrbios visuais e/ou visão turva. Tais reações podem ser potencialmente perigosas para pacientes dirigindo veículos ou operando máquinas.
Certifique-se de que o medicamento não altera seu estado de alerta antes de você dirigir, operar máquinas ou executar tarefas que podem ser perigosas, caso você não esteja atento.

Gravidez e Amamentação
Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Seu médico decidirá se você poderá tomar este medicamento. Como qualquer outro anticonvulsivante, há um risco para o feto se você estiver usando Amato® durante a gravidez. Informar ao médico se está amamentando
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Interações medicamentosas
Avise seu médico a respeito de outros medicamentos que você esteja tomando, inclusive aqueles que você comprou sem receita médica e quaisquer outros remédios ou suplementos dietéticos que você esteja usando. É muito importante que seu médico saiba se você está tomando digoxina, anticoncepcionais orais, metformina ou quaisquer outras drogas antiepilépticas, como fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, fenobarbital e primidona. Você também deve informá-lo caso ingira bebidas alcoólicas ou esteja tomando drogas que diminuem a atividade do sistema nervoso (depressores do sistema nervoso central), por exemplo, anti-histamínicos, remédios contra insônia, antidepressivos, calmantes, narcóticos, barbitúricos ou analgésicos.

- Efeitos do topirAmato sobre outras drogas antiepilépticas
A associação deste medicamento a outras drogas antiepilépticas (fenitoína, carbamazepina, ácido valproico, fenobarbital, primidona) não afeta suas concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, exceto, ocasionalmente, em alguns pacientes, em que a adição de topirAmato à fenitoína poderá resultar em aumento das concentrações plasmáticas de fenitoína. Isto se deve possivelmente à inibição de uma enzima (CYP2C19) que elimina a fenitoína do sangue.
Consequentemente deverá ser realizada dosagem do nível plasmático de fenitoína em qualquer paciente em tratamento com fenitoína que apresente sinais ou sintomas de toxicidade.

- Efeitos de outras drogas antiepilépticas sobre topirAmato
A fenitoína e a carbamazepina diminuem as concentrações plasmáticas deste medicamento. A adição ou descontinuação da fenitoína ou da carbamazepina ao tratamento com Amato® poderá requerer um ajuste de dose deste último. A titulação da dose deverá ser realizada de acordo com o efeito clínico. Tanto a adição quanto à retirada do ácido valproico não produzem mudanças clinicamente significativas nas concentrações plasmáticas deste medicamento e, portanto, não exigem ajuste da dose do Amato®. Os resultados destas interações estão resumidos na tabela a seguir.

DAE coadministrada

Concentração da DAE

Concentração de topirAmato

Fenitoína

↔**

↓(48 %)

carbamazepina

↓(40 %)

ácido valproico

lamotrigina

fenobarbital

NE

primidona

NE



↔ = sem efeito sobre as concentrações plasmáticas (alteração < 15 %)** = concentração plasmática aumentada em alguns pacientes
↓ = diminuição das concentrações plasmáticas
NE = não estudado
DAE = droga antiepiléptica

- Outras interações medicamentosas
Digoxina: Quando este medicamento for associado ou descontinuado em pacientes submetidos a tratamento com a digoxina, recomenda-se atenção à monitoração rotineira e cuidadosa das concentrações no soro de digoxina.

Anticoncepcionais orais: A possibilidade de redução da eficácia do contraceptivo e aumento no sangramento de escape deve ser considerada em pacientes em uso de contraceptivos orais combinados a este medicamento. Informe seu médico se você faz uso de contraceptivos orais contendo estrogênios e apresentar qualquer alteração em seus padrões menstruais. A eficácia contraceptiva pode ser reduzida, mesmo na ausência de sangramento de escape.

Lítio: Em voluntários saudáveis, foi observada uma redução (18% para ASC) na exposição sistêmica para o lítio durante a administração concomitante com topirAmato 200 mg/dia. Nos pacientes com transtorno bipolar, a farmacocinética do lítio não foi afetada durante o tratamento com topirAmato em doses de 200 mg/dia; entretanto, foi observado aumento na exposição sistêmica (26% para ASC) depois de doses do topirAmato de até 600 mg/dia.
Os níveis do lítio devem ser monitorados quando coadministrados com topirAmato.

Risperidona: os estudos de interação droga-droga conduzidos sob condições de dose única e múltipla em voluntários saudáveis e em pacientes com transtorno bipolar atingiram resultados similares. Quando administrado concomitantemente com topirAmato em doses escalonadas de 100, 250 e 400 mg/dia houve uma redução na exposição sistêmica (16% e 33% para ASC no estado de equilíbrio nas doses de 250 e 400 mg/dia, respectivamente) da risperidona (administrada em doses que variando de 1 a 6 mg/dia) . Alterações mínimas na farmacocinética do total de partes ativas (risperidona mais 9-hidróxirisperidona) e nenhuma alteração para 9- hidróxirisperidona foram observadas. Não houve mudança clinicamente significativa na exposição sistêmica do total de partes ativas da risperidona ou do topirAmato; portanto, não é provável que esta interação tenha significância clínica.

Hidroclorotiazida: Um estudo de interação medicamentosa conduzido em voluntários sadios avaliou a farmacocinética no estado estacionário da hidroclorotiazida (25 mg a cada 24 horas) e do topirAmato (96 mg a cada 12 horas) quando administrados isolados ou concomitantemente. Os resultados deste estudo indicaram que a Cmáx do topirAmato aumentou 27% e a ASC aumentou 29% quando a hidroclorotiazida foi associada ao topirAmato. A significância clínica desta alteração é desconhecida. A associação de hidroclorotiazida ao tratamento com topirAmato pode precisar de um ajuste da dose do topirAmato. A farmacocinética da hidroclorotiazida no estado estacionário não foi influenciada significativamente pela administração concomitante do topirAmato. Os resultados laboratoriais clínicos indicaram redução no potássio sérico após administração do topirAmato ou da hidroclorotiazida, sendo maior quando a hidroclorotiazida e o topirAmato foram administrados em combinação.

Metformina: Quando este medicamento é administrado ou retirado em pacientes tratados com metformina, deve-se dar atenção especial à monitorização rotineira para um controle adequado do diabetes.

Pioglitazona: Quando este medicamento é associado ao tratamento com pioglitazona ou pioglitazona é associada ao tratamento com topirAmato, deve-se dar atenção especial à monitorização rotineira dos pacientes para um controle adequado do diabetes.

Gliburida: Quando o topirAmato é adicionado à terapia da gliburida ou a gliburida é adicionada a terapia do topirAmato, deve dar atenção especial à monitorização rotineira dos pacientes para um controle adequado do diabetes.

- Outras Formas de Interação:
Agentes que predispõem ao cálculo renal (nefrolitíase)
Amato® pode aumentar o risco de nefrolitíase em pacientes em uso concomitante de outros agentes que predispõem à nefrolitíase. Durante o tratamento com Amato®, tais agentes deverão ser evitados, uma vez que eles criam um ambiente fisiológico que aumenta o risco de formação de cálculo renal.

Ácido valproico
A administração concomitante do topirAmato e do ácido valproico foi associada com hiperamonemia (aumento da amônia no sangue) com ou sem encefalopatia nos pacientes que toleraram uma ou outra droga isolada. Na maioria dos casos, os sintomas e os sinais cessaram com a descontinuação de uma ou outra droga. Este evento adverso não é devido a uma interação farmacocinética. Uma associação de hiperamonemia com monoterapia do topirAmato ou do tratamento concomitante com outros antiepilépticos não foi estabelecida.
Hipotermia, definida como queda não intencional da temperatura corpórea para <35º C, foi relatada em associação com o uso concomitante de topirAmato e ácido valproico, ambos em conjunto com hiperamonemia e na ausência de hiperamonemia. Esse evento adverso em pacientes usando concomitantemente topirAmato e ácido valproico pode ocorrer após o início do tratamento com topirAmato ou após o aumento da dose diária de topirAmato.

Estudos adicionais de interação medicamentosa farmacocinética: Estudos clínicos foram conduzidos para avaliar a interação medicamentosa farmacocinética potencial entre o topirAmato e outros agentes. As alterações na Cmáx ou na ASC, como resultado das interações, estão descritas a seguir. A segunda coluna (concentração do fármaco concomitante) descreve o que acontece com a concentração do fármaco concomitante listado na primeira coluna quando topirAmato é associado. A terceira coluna (concentração do topirAmato) menciona como a coadministração do fármaco listado na primeira coluna modifica a concentração do topirAmato.

Resumo dos resultados dos estudos adicionais de interação medicamentosa farmacocinética

Fármaco concomitanteConcentração do fármaco concomitante3Concentração do topirAmato 3
amitriptilina


20 % de aumento na Cmáx e na ASC do
metabólito nortriptilina

NS
di-hidroergotamina (oral e subcutânea)
haloperidol


21 % de aumento na ASC do metabólito
reduzido.

NS
propanolol


17 % de aumento na Cmáx para 4-
hidróxipropanolol (50 mg de topirAmato a
casa 12 horas)

9 % e 16 % de aumento na Cmáx. 9%
e 17 % de aumento na ASC (40 mg e
80 mg de propanolol a cada 12 horas,
respectivamente)

sumatriptana (oral e subcutâneo)

NS
pizotifeno
diltiazem

25% de diminuição nas ASC do diltiazem e
18% de diminuição na DEA, e ↔ para DEM*.

20 % de aumento na ASC
venlafaxina
flunarizina

16 % de aumento na ASC (50 mg de
topirAmato a cada 12 horas)b

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
200‐400
mg/dia
(N=354)
%

TopirAmato
600‐1.000
mg/dia
(N=437)
%

Placebo
(N=382)
%

Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Anorexia

Diminuição do apetite

5,4

5,1

6,2

8,7

1,8

3,7

Transtornos Psiquiátricos

Bradipsiquismo

Transtorno de linguagem expressiva

Estado confusional

Depressão

Insônia

Agressão

Agitação

Raiva

Ansiedade

Desorientação

Humor alterado

8,2

4,5

3,1

3,1

3,1

2,8

1,7

1,7

1,7

1,7

1,7

19,5

9,4

5

11,7

6,4

3,2

2,3

2,1

6,6

3,2

4,6

3,1

1,6

0,8

3,4

4,5

1,8

1,3

0,5

2,9

1

1

Transtornos do Sistema Nervoso

Sonolência

Tontura

Parestesia

Coordenação anormal

Nistagmo

Letargia

Disartria

Comprometimento da memória

Distúrbio de atenção

Tremor

Amnésia

Distúrbio do equilíbrio

Hipoestesia

Tremor intencional

Disgeusia (alteração do paladar)

Comprometimento mental

Distúrbio da fala

17,8

16,4

8,2

7,1

6,2

5,6

5,4

5,1

4,5

4

3,4

3,4

3,1

3,1

1,4

1,4

1,1

17,4

34,1

17,2

11,4

11,7

8

6,2

10,8

11,9

9,4

5,3

3,9

5,9

4,8

4,3

5

2,7

8,4

13,6

3,7

4,2

6,8

2,1

1

1,8

1,8

5

1

2,4

1

2,9

0,8

1,3

0,5

Distúrbios Oftalmológicos

Diplopia (visão dupla)

Visão turva

Distúrbio visual

7,3

5,4

2

12,1

8,9

1,4

5

2,4

0,3

Distúrbios Gastrintestinais

Náusea

Diarreia

Dor abdominal superior

Constipação

Desconforto estomacal

Dispepsia

Boca Seca

Dor Abdominal

6,8

5,1

3,7

3,7

3,1

2,3

1,7

1,1

15,1

14

3,9

3,2

3,2

3,0

3,7

2,7

8,4

5,2

2,1

1,8

1,3

2,1

0,3

0,8

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético
e do Tecido Conjuntivo

Mialgia

Espasmos musculares

Dor torácica musculoesquelética

2

1,7

1,1

2,5

2,1

1,8

1,3

0,8

0,3

Distúrbios Gerais e Condições no Local
da Administração

Fadiga

Irritabilidade

Astenia

Distúrbio da marcha

1,3

9,3

3,4

1,4

30,7

14,6

3

2,5

11,8

3,7

1,8

1,3

Investigações

Perda de peso

911,94,2

 



A dose recomendada para a terapia adjuvante de epilepsia em adultos é de 200-400 mg/dia

- Dados de estudos duplo-cegos, controlados por placebo, de terapia adjuvante para epilepsia – Pacientes Pediátricos:
As RAMs relatadas em >2% dos pacientes pediátricos tratados com o topirAmato (2 a 16 anos de idade) em estudos duplo-cegos, controlados por placebo de terapia adjuvante para epilepsia são apresentadas na Tabela 2. As RAMs com incidência >5% no intervalo de dose recomendado (5 a 9 mg/kg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram diminuição do apetite, fadiga, sonolência, letargia, irritabilidade, distúrbio de atenção, perda de peso, agressão, erupção cutânea, comportamento anormal, anorexia, distúrbio do equilíbrio e constipação.

Tabela 2: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥2% dos Pacientes Pediátricos
Tratados com topirAmato em Estudos Duplo‐Cegos, Controlados por Placebo de Terapia
Adjuvante para Epilepsia

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
(N=104)
%

Placebo
(N=102)
%

Transtornos Psiquiátricos
Agressão

Comportamento anormal

Estado confusional

Humor alterado

 

8,7

5,8

2,9

2,9

 

6,9

3,9

2,0

2,0

Transtornos do Sistema Nervoso


Sonolência

Letargia

Distúrbio de atenção

Distúrbio do equilíbrio

Tontura

Comprometimento da memória

15,4

13,5

10,6

5,8

4,8

3,8

6,9

8,8

2,0

2,0

2,9

1,0

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e
Mediastinais

Epistaxe

4,81,0

Distúrbios Gastrintestinais

Constipação

5,84,9

Distúrbios do Tecido Cutâneo e
Subcutâneo

Erupção cutânea

6,75,9

Distúrbios Gerais e Condições no Local
da Administração

Fadiga

Irritabilidade

Distúrbio da Marcha

16,3

11,5

4,8

4,9

8,8

2,0

Investigações

Perda de Peso

9,61,0


- Dados dos estudos duplo-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia – Pacientes adultos:
As RAMs relatadas em >1% dos pacientes adultos tratados com topirAmato em estudos duplo-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia são apresentadas na Tabela 3. As RAMs que apresentaram incidência >5% na dose recomendada (400 mg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram parestesia, perda de peso, fadiga, anorexia, depressão, comprometimento da memória, ansiedade, diarreia, astenia, disgeusia e hipoestesia

Tabela 3: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos Pacientes Adultos
Tratados com topirAmato em Estudos Duplo‐Cegos, Controlados de monoterapia para Epilepsia

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
50
mg/dia
(N=257)
%

TopirAmato
400
mg/dia
(N=153)
%

Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático
Anemia0,82,0
Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Anorexia3,512,4
Diminuição de Apetite2,32,6
Transtornos Psiquiátricos
Depressão 4,38,5
Ansiedade 3,96,5 
Bradipsiquismo 2,34,6
Transtorno da linguagem expressiva3,54,6
Humor depressivo0,82,6
Humor alterado0,42,0 
Alterações de Humor1,62,0 
 Transtornos do Sistema Nervoso   
 Parestesia 18,740,5
 Comprometimento da memória1,27,2 
 Disgeusia2,35,9 
Hipoestesia4,35,2 
 Distúrbio do equilibrio1,6 3,3 
 Disartria1,6 2,6 
 Distúrbio cognitivo0,4 2,0 
Letargia1,2 2,0 
Comprometimento mental0,8 2,0 
 Comprometimento das habilidades psicomotoras0,0 2,0 
 Sedação0,0 1,3 
Alteração de campo visual0,4 1,3 
 Distúrbios Oftalmológicos  
Olho seco 0,01,3 
Distúrbios do Ouvido e do Labirinto  
Dor de Ouvido 0,0 1,3
 Zumbido1,6 1,3 

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

 Dispneia 1,22,0
 Rinorreia0,0 1,3 
 Distúrbios Gastrintestinais   
 Diarreia 5,46,5
 Parestesia oral1,2 3,3 
Boca Seca0,4 2,6 
Gastrite0,8 2,6 
Dor Abdominal1,2 2,0 
Doença do refluxo gastroesofágico0,4 2,0 
Sangramento gengival0,0  1,3

Distúrbios do Tecido Cutâneo e Subcutâneo

 Erupção cutânea 0,43,9
 Alopecia1,6 3,3 
 Prurido0,4 3,3
 Hipoestesia facial0,42,0
 Prurido generalizado0,01,3
Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo
Espasmos musculares2,73,3
Artralgia1,92,0
Espasmos musculares involuntários0,41,3
Distúrbios Renais e Urinários
Nefrolitíase0,02,6
Disúria

0,8

2,0
Polaciúria0,82,0

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas

Disfunção erétil0,81,3

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Fadiga15,214,4
Astenia3,55,9
Irritabilidade3,13,3
Investigações
Perda de peso7,017,0


A dose recomendada para monoterapia em adultos é de 400 mg/dia

- Dados de estudos duplo-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia – Pacientes pediátricos:
As RAMs relatadas em >2% dos pacientes pediátricos tratados com o topirAmato (10 a 16 anos de idade) em estudos duplo-cegos, controlados e de monoterapia para epilepsia são apresentadas na Tabela 4. As RAMs com incidência >5% na dose recomendada (400 mg/dia) em ordem decrescente de frequência incluíram perda de peso, parestesia, diarreia, distúrbio de atenção, pirexia, e alopecia.


Tabela 4: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥2% dos Pacientes Pediátricos
Tratados com topirAmato em Estudos Duplo‐Cegos, Controlados de monoterapia para Epilepsia

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
50
mg/dia
(N=257)
%

TopirAmato
400
mg/dia
(N=63)
%

Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Diminuição de Apetite1,34,8
Transtornos Psiquiátricos
Bradipsiquismo0,04,8
Humor alterado1,34,8
Depressão 0,03,2
Transtornos do Sistema Nervoso
Parestesia3,915,9
Distúrbio do atenção3,97,9
Distúrbios do Ouvido e do Labirinto
Vertigem0,03,2

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais

 Epistaxe0,03,2
Distúrbios Gastrintestinais
Diarreia3,99,5
Vômitos3,94,8

Distúrbios do Tecido Cutâneo e Subcutâneo

Alopecia 0,06,3 

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Pirexia0,06,3
Astenia0,04,8
Investigações
Perda de peso7,820,6
 Distúrbios Oftalmológicos  
Olho seco 0,01,3 
Circunstâncias Sociais
Dificuldade de aprendizado0,0

Tabela 5: Reações Adversas a Medicamentos Relatadas por ≥1% dos Pacientes Adultos
Tratados com topirAmato em Estudos Duplo‐Cegos, Controlados por Placebo de Profilaxia de Enxaqueca

Classe de Sistema / Órgão
Reação Adversa

TopirAmato
50
mg/dia
(N=227)
%

TopirAmato
100
mg/dia
(N=374)
%

TopirAmato
200 mg/dia
(N=501)
%

 

Placebo
(N=436)
%

Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Anorexia3,57,57,2 3,0
Diminuição de Apetite5,77,06,83,0
Transtornos Psiquiátricos
Insônia4,87,05,6  3,9
Ansiedade4,05,35,0  1,8
Distúrbio de Linguagem expressiva6,65,15,2  1,4
Depressão3,54,87,4 4,1 
Humor depressivo0,42,92,0 0,9 
Estado confusional0,41,62,01,1
Alterações de humor1,81,31,00,2
Labilidade de afeto0,41,10,20,2
Bradipsiquismo1,81,10,3 1,4 

Transtornos do Sistema Nervoso

Parestesia35,750,0 48,5 5,0
Disgeusia15,48,012,6 0,9 
Hipoestesia5,36,77,4 1,4 
Distúrbio de atenção2,66,49,2 2,3 
Sonolência6,25,16,8 3,0 
Comprometimento da memória4,04,56,2 1,6 
Amnésia3,52,95,2 0,5 
Tremor1,3 1,92,4 1,4 
Distúrbio do equilibrio0,41,30,4 0,0 
 Comprometimento mental0,4 1,11,8 0,9 
Distúrbios Oftalmológicos
Visão Turva4,02,44,42,5
Distúrbios do Ouvido e do Labirinto
Dispneia1,32,71,61,4
Epistaxe0,41,10,60,5
Distúrbios Gastrintestinais
Náusea9,313,614,68,3
Diarreia9,311,210,04,4
Boca Seca1,83,25,02,5
Parestesia oral1,32,91,60,5
Constipação1,82,11,81,4
Distenção abdominal0,01,30,20,2
Desconforto estomacal2,21,31,00,2
Doença do refluxo gastroesofágico0,41,11,20,5

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo

Espasmos musculares involuntários1,81,31,80,7

Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração

Fadiga15,015,219,211,2
Astenia0,92,12,60,5
Irritabilidade3,11,92,40,9
Sede1,31,61,00,5
Investigações
Perda de peso5,39,110,81,4


A dose recomendada para profilaxia de enxaqueca é de 100 mg/dia

- Outros Dados de Estudos Clínicos:
As RAMs relatadas em estudos clínicos duplo-cegos controlados em <1% dos pacientes adultos tratados com o TopirAmato ou em qualquer taxa em estudos clínicos abertos em pacientes adultos tratados com o topirAmato são apresentadas na Tabela 6.

Tabela 6. Reações Adversas a Medicamentos Relatadas em Estudos Clínicos Duplo-Cegos Controlados em <1% dos Pacientes Adultos Tratados com o TopirAmato ou em Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos dos Pacientes Adultos Tratados com TopirAmato

Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático
Leucopenia, linfadenopatia, trombocitopenia;

Distúrbios do Sistema Imunológico
Hipersensibilidade;

Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição
Acidose hiperclorêmica, hipocalemia, aumento do apetite, acidose metabólica, polidipsia;

Transtornos Psiquiátricos
Comportamento anormal, anorgasmia, apatia, choro, distração, distúrbio no desejo sexual, disfemia, despertar precoce, humor elevado, humor eufórico, afeto embotado, alucinação, alucinação auditiva, alucinação visual, hipomania, insônia inicial, ausência de fala espontânea, diminuição da libido, apatia, perda de libido, mania, insônia de manutenção, sensação orgásmica diminuída, ataque de pânico, distúrbio do pânico, reação de pânico, paranóia, perseveração, distúrbio de leitura, inquietação, distúrbio do sono, ideação suicida, tentativa de suicídio, lamento, pensamento anormal;

Transtornos do Sistema Nervoso
Ageusia, acinesia, anosmia, afasia, apraxia, aura, sensação de queimação, síndrome cerebelar, distúrbio do ritmo circadiano do sono, falta de coordenação motora, crises parciais complexas, convulsões, nível de consciência diminuído, tontura postural, babar, disestesia, disgrafia, discinesia, disfasia, distonia, tremor essencial, formigamento, convulsão do tipo grande mal, hiperestesia, hipersônia, hipogeusia, hipocinesia, hiposmia, neuropatia periférica, parosmia, sono de baixa qualidade, pré-síncope, fala repetitiva, distúrbio sensorial, perda sensorial, estupor (diminuição da reação aos estímulos do ambiente), síncope, não responsivo a estímulo;

Distúrbios Oftalmológicos
Distúrbio de acomodação, percepção de profundidade visual alterada, ambliopia, blefarospasmo, cegueira transitória, cegueira unilateral, glaucoma, lacrimação aumentada, midríase, cegueira noturna, fotopsia, presbiopia, escotoma cintilante, escotoma, acuidade visual reduzida;

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto
Surdez, surdez neurosensorial, surdez unilateral, desconforto no ouvido, audição comprometida;

Distúrbios Cardíacos
Bradicardia, bradicardia sinusal, palpitações;

Distúrbios Vasculares
Rubor, ondas de calor, hipotensão ortostática (pressão baixa), fenômeno de Raynaud;

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais
Disfonia, dispneia exercional, congestão nasal, hipersecreção sinusal paranasal;

Distúrbios Gastrintestinais
Desconforto abdominal, dor abdominal inferior, sensibilidade abdominal, hálito com odor, desconforto epigástrico, flatulência, glossodinia, hipoestesia oral, dor oral, pancreatite, hipersecreção salivar;

Distúrbios do Tecido Cutâneo e Subcutâneo
Anidrose, dermatite alérgica, eritema, erupção cutânea macular, descoloração da pele, odor anormal da pele, rosto inchado, urticária, urticária localizada;

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo
Dor no flanco, fadiga muscular, fraqueza muscular, rigidez musculoesquelética;

Distúrbios Renais e Urinários
Cálculo uretérico, cálculo urinário, hematúria, incontinência, urgência urinária, cólica renal, dor renal, incontinência urinária;

Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas
Disfunção sexual;

Distúrbios Gerais
Calcinose, edema facial, sensação anormal, sensação de estar bêbado, sensação de nervosismo, mal-estar, frio periférico, lentidão;

Investigações
Bicarbonato sanguíneo diminuído, cristais presentes na urina, teste de marcha em tandem anormal, contagem de leucócitos diminuída;

As RAMs relatadas em estudos clínicos duplo-cegos controlados em <2% dos pacientes pediátricos tratados com o topirAmato ou em qualquer taxa em estudos clínicos abertos em pacientes pediátricos tratados com o topirAmato são apresentadas na Tabela 7.

Tabela 7. Reações Adversas a Medicamentos Relatadas em Estudos Clínicos Duplo-Cegos Controlados em <2% dos Pacientes Pediátricos Tratados com o TopirAmato ou em Qualquer Taxa em Estudos Clínicos Abertos em Pacientes Pediátricos Tratados com o TopirAmato.

Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático
Eosinofilia, leucopenia, linfadenopatia, trombocitopenia;

Distúrbios do Sistema Imunológico
Hipersensibilidade;

Distúrbios Metabólicos e Nutricionais
Acidose hiperclorêmica, hipocalemia, aumento do apetite;

Transtornos Psiquiátricos
Raiva, apatia, choro, distração, transtorno de linguagem importante, insônia inicial, insônia, insônia de manutenção, alterações de humor, perseveração, distúrbio do sono, ideação suicida, tentativa de suicídio;

Transtornos do Sistema Nervoso
Distúrbio no ritmo circadiano do sono, convulsão, disartria, disgeusia, convulsão do tipo grande mal, hipoestesia, comprometimento mental, nistagmo, parosmia, sono de baixa qualidade, hiperatividade psicomotora, habilidades psicomotoras comprometidas, síncope, tremores;

Distúrbios Oftalmológicos
Diplopia(visão dupla), lacrimação aumentada, visão turva;

Distúrbios do Ouvido e do Labirinto
Dor de ouvido;

Distúrbios Cardíacos
Palpitações, bradicardia sinusal;

Distúrbios Vasculares
Hipotensão ortostática (pressão baixa);

Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais
Congestão nasal, hipersecreção sinusal paranasal, rinorreia;

Distúrbios Gastrintestinais
Desconforto abdominal, dor abdominal, boca seca, flatulência, gastrite, doença do refluxo gastroesofágico, sangramento gengival, glossodinia, pancreatite, parestesia oral, desconforto estomacal;

Distúrbios do Tecido Musculoesquelético e do Tecido Conjuntivo
Artralgia, rigidez musculoesquelética, mialgia;

Distúrbios Renais e Urinários
Incontinência, urgência urinária, polaciúria;

Distúrbios Gerais
Sensação anormal, hipertermia, mal-estar, lentidão;

Dados Pós-Comercialização
Os eventos adversos primeiramente identificados como RAMs durante a experiência pós-comercialização com o topirAmato estão a seguir por categoria de frequência com base nas taxas de relatos espontâneos.

Reação muito rara (< 1/10.000):
-Infecções e infestações: nasofaringite;
-Distúrbios do sangue e do sistema linfático: neutropenia;
-Distúrbios do sistema imunológico: edema alérgico, edema conjuntival;
-Transtornos psiquiátricos: sensação de desespero;
-Distúrbios oculares: sensação anormal nos olhos, glaucoma de ângulo fechado, distúrbio do movimento ocular, edema na pálpebra, maculopatia, miopia;
-Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais: tosse;
-Distúrbios do tecido cutâneo e subcutâneo: eritema multiforme, edema periorbital, síndrome de Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica;
-Distúrbios do tecido musculoesquelético e conjuntivo: inchaço articular, desconforto em membro;
-Distúrbios renais e urinários: acidose tubular renal;
-Distúrbios gerais e reações no local da administração: edema generalizado, doença do tipo gripe;
-Investigações: aumento de peso.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do Sistema de Atendimento ao Consumidor (SAC) pelo telefone 0800 704 38 76.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Se, acidentalmente, você tomar uma dose muito grande de Amato®, procure imediatamente o seu médico. Os sinais e sintomas de uma dose excessiva de Amato® são: convulsão, sonolência, distúrbio da fala, visão borrada, diplopia (visão dupla), atividade mental prejudicada, letargia, coordenação anormal, estupor (diminuição da reação aos estímulos do ambiente), hipotensão (pressão baixa), dor abdominal, agitação, tontura e depressão. Acidose metabólica grave também pode ocorrer. Se a ingestão da dose excessiva for recente, o estômago deve ser esvaziado imediatamente por lavagem ou por indução do vômito. O carvão ativado adsorveu o topirAmato “in vitro”. O tratamento deve ser de suporte. A hemodiálise é um método eficaz para a retirada do topirAmato do organismo. É importante manter a pessoa bem hidratada.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure imediatamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Data da bula

07/10/2014

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