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Revivan - Bula do remédio

Revivan com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Revivan têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Revivan devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Zambon

Apresentação de Revivan

Ampola 50 mg: cx. c/ 10 amp. de 10 ml. Ampola 200 mg: cx. c/ 10 amp. de 5 ml.

Revivan - Indicações

1. Correções do desequilíbrio hemodinâmico conseqüente a: choque de múltiplas etiologias; traumas e/ou hemorragias; septicemias endotóxicas, intoxicações por drogas; pós-operatório de cirurgia, particularmente cardíaca; síndrome de baixo débito. 2. Preparo pré-operatório de pacientes de alto risco. 3. Insuficiência renal. 4. Retenção hidrossalina de etiologia variada.

Contra-indicações de Revivan

Revivan não deve ser administrado a pacientes com feocromocitoma nem em presença de taquiarritmias não-tratadas ou de fibrilação ventricular.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Revivan

Raramente ocorrem efeitos colaterais graves durante o tratamento com Revivan. Os efeitos colaterais, observados mais comumente, incluem náuseas, vômitos, batimentos ectópicos, taquicardia, dispnéia, hipotensão e vasoconstrição. Em pacientes com distúrbios vasculares preexistentes, foram observadas alterações periféricas de tipo isquêmico com tendência à estase vascular e gangrena.

Revivan - Posologia

Adultos: Recomenda-se uma dose inicial de 2 a 5 mcg/kg/min. Se a resposta não for satisfatória, aumentar de 5 em 5 mcg/kg/min. Sempre considerando que, em linha geral, a dosagem deve ser ajustada em conformidade com a resposta do paciente. Revivan, por ser um fármaco muito ativo, deve ser diluído antes de ser administrado. Geralmente, para este fim, se adiciona assepticamente o conteúdo de 100 a 250 mg em 100, 250 ou 500 ml, respectivamente, de uma das soluções estéreis por uso IV indicadas a seguir: 1. Soro fisiológico 0,9%. 2. Soro glicosado 5%. 3. Soro fisiológico 0,45% ou 0,9% com glicose 5%. 4. Solução de Ringer com lactato. 5. Solução de Ringer com lactato com glicose 5%. 6. Solução de lactato de sódio 1/6 molar. Crianças: A posologia inicial recomendada é de 2 a 5 mcg/kg/min, em crianças, com pressão normal, mas oligúricas; > 5 mcg/kg/min, naquelas hipotensas. Sugere-se não ultrapassar 20 mcg/kg/min, a menos que seja estritamente necessário. As crianças podem responder à dopamina diferentemente dos adultos. Tem sido observado que doses de dopamina necessárias para obter um efeito inotrópico não se acompanham de diminuição das resistências vasculares, como nos adultos. Para obter um aumento significativo de débito cardíaco é necessária uma dose > 10 mcg/kg/min, mas com tal dose há aumento também da freqüência cardíaca e da pressão arterial sistêmica. Nos recém-nascidos, onde o sistema cardiopulmonar e o nervoso autônomo são funcionais e estruturalmente imaturos, a dopamina pode ser teoricamente menos eficaz como agente inotrópico e pode causar efeitos indesejados. A estimulação dos receptores DA2 no corpo carotídeo, pode diminuir a resposta ventilatória em caso de hipoxia. Em linha geral, com doses abaixo de 10 mcg/kg/min não se observam efeitos colaterais. Com doses superiores podem ocorrer taquicardia e outros tipos de arritmia.

Revivan - Informações

Revivan (cloridrato de dopamina ou cloridrato de 3-hidroxitiramina ) é formado no organismo pela descarboxilação de levodopa, sendo precursor químico da norepinefrina que estimula receptores dopaminérgicos, beta 1- adrenérgicos e alfa- adrenérgicos, dependendo da dose. A dopamina também estimula a produção de norepinefrina. Doses baixas de dopamina (1 a 2 mcg / kg / min) estimulam os receptores dopaminérgicos a provocar vasodilatação cerebral, renal e mesentérica, mas o tônus venoso é aumentado em decorrência da estimulação alfa-adrenérgica. O débito urinário pode aumentar, mas a freqüência cardíaca e a pressão arterial geralmente não se alteram. Na dose de 2 a 10 mcg / kg / min, a dopamina estimula os receptores beta 1 e alfa-adrenérgicos. A estimulação beta 1- adrenérgica aumenta o débito cardíaco, que parcialmente antagoniza a vasoconstrição por estímulo alfa-adrenérgico. Em conseqüência, ocorre aumento do débito cardíaco e modesto aumento da resistência vascular sistêmica. Com doses acima de 2,5 mcg / kg /min a dopamina produz substancial aumento no tônus venoso e na pressão venosa central. Com doses maiores do que 10 mcg / kg / min os efeitos alfa-adrenérgicos da dopamina predominam, o que resulta em vasoconstrição renal, mesentérica, arterial periférica e venosa, com aumento expressivo da resistência vascular sistêmica e da resistência vascular pulmonar, com conseqüente aumento da pré-carga. Doses acima de 20 mcg /kg / min produzem efeitos hemodinâmicos semelhantes aos da norepinefrina. Como ocorre com todos os agentes vasoativos, existe substancial variabilidade de resposta à dopamina. Assim, a dose da droga deve ser ajustada ao efeito hemodinâmico desejado. A dopamina aumenta o trabalho do miocárdio sem aumentar compensatoriamente o fluxo coronário. A desproporção entre oferta e consumo de oxigênio pode resultar em isquemia miocárdica.

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