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Índice

Suprelle

Suprelle - Bula do remédio

Suprelle com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Suprelle têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Suprelle devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Biolab

Apresentação de Suprelle

Comprimido revestido. Caixa com 28 e 84 comprimidos revestidos.

USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Cada comprimido revestido contém:
estradiol ..........................................................1,0 mg
acetato de noretisterona ..................................0,5 mg
Excipientes: lactose, celulose microcristalina, povidona, estearato de magnésio, amido pré-gelatinizado, hipromelose, macrogol e dióxido de titânio.

Suprelle - Indicações

Suprelle é usado na Terapia de Reposição Hormonal (TRH) para os sintomas da deficiência de estrogênio em mulheres na pós-menopausa, com mais de um ano desde a última menstruação. Também é usado na prevenção da osteoporose em mulheres na pós-menopausa, sob alto risco de fraturas futuras, que apresentam intolerância ou para as quais são contraindicados outros medicamentos aprovados para a prevenção da osteoporose.
A experiência de tratamento em mulheres, com mais de 65 (sessenta e cinco) anos é limitada.

Contra-indicações de Suprelle

Este medicamento é contraindicado para o uso se a paciente tiver:
-conhecimento, histórico ou suspeita de neoplasia maligna de mama;
-conhecimento, histórico ou suspeita de tumores malignos estrogênio-dependentes (por exemplo, neoplasia maligna do endométrio);
-sangramento genital não diagnosticado;
-hiperplasia endometrial não tratada;
-tromboembolismo venoso atual/presente ou prévio (trombose venosa profunda, embolia pulmonar);
-distúrbios trombofílicos conhecidos (por exemplo, proteína C, proteína S ou deficiência de antitrombina (ver também “Advertências e Precauções”)
-doença tromboembólica arterial prévia ou atual/presente (por exemplo, angina, infarto do miocárdio);
-doença hepática aguda ou histórico de doença hepática, desde que os testes da função hepática não tenham retornado ao normal;
-hipersensibilidade conhecida às substâncias ativas ou a qualquer um dos excipientes.
-porfiria

Categoria de risco na gravidez: X
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres que estejam amamentando. Este medicamento é contraindicado para uso por homens.

Advertências

Para o tratamento dos sintomas da pós-menopausa, a TRH somente deve ser iniciada para sintomas que afetam negativamente a qualidade de vida. Em todos os casos, uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios deve ser realizada pelo menos uma vez por ano e a TRH deve ser continuada somente se os benefícios superarem aos riscos.
São limitadas as evidências sobre os riscos associados com TRH no tratamento da menopausa prematura. Entretanto, devido ao baixo nível de risco absoluto em mulheres mais jovens, o balanço entre os benefícios e os riscos para essas mulheres podem ser mais favoráveis do que em mulheres com idade mais avançada.

Exames médicos/acompanhamento:
Antes de iniciar ou reinstituir a TRH, um levantamento completo da história clínica pessoal e familiar deve ser realizado.
Exames físicos (incluindo pélvico e de mama) devem ser orientados por este levantamento e pelas contraindicações e advertências de uso. Durante o tratamento, controles periódicos são recomendados com frequência e natureza adaptadas a cada mulher.
As mulheres devem ser alertadas sobre as mudanças em seus seios que devem ser relatadas ao médico ou enfermeiro (veja o item “Neoplasia maligna de mama” a seguir). Rastreamentos, incluindo exames de imagem apropriados, como: mamografia, devem ser realizados em conformidade com as práticas diagnósticas atualmente aceitas e ajustados às necessidades clínicas individuais.

Condições que precisam de supervisão:
Se qualquer uma das seguintes condições estiver presente, ocorreu anteriormente, e/ou foi agravada durante a gravidez ou tratamentos hormonais anteriores, a paciente deve ser atentamente monitorada. Deve-se levar em conta que estas condições podem recorrer ou agravar-se durante o tratamento com
Suprelle, especialmente:
-leiomioma do útero (fibroides uterinos) ou endometriose;
-fatores de risco para distúrbios tromboembólicos;
-fatores de risco para tumores estrogênio-dependentes, por exemplo, 1° grau de hereditariedade para a neoplasia maligna de mama;
-hipertensão;
-distúrbios hepáticos (por exemplo, adenoma de fígado);
-diabetes mellitus, com ou sem envolvimento vascular;
-colelitíase;
-enxaqueca ou cefaleia (grave);
-lúpus eritematoso sistêmico;
-histórico de hiperplasia endometrial;
-epilepsia;
-asma;
-otosclerose.

Razões para interromper o tratamento imediatamente:
O tratamento deve ser interrompido no caso de ser descoberta alguma contraindicação e nas seguintes
situações:
- icterícia ou agravamento da função hepática;
-aumento significativo da pressão arterial;
-aparecimento de cefaleia do tipo enxaqueca;
-gravidez.

Hiperplasia endometrial e carcinoma:
Em mulheres com útero intacto, o risco de hiperplasia endometrial e carcinoma é aumentado quando estrogênios são administrados isoladamente por períodos prolongados. O aumento relatado do risco de câncer do endométrio entre pacientes administrando estrogênio isolado varia de 2 (duas) a 12 (doze) vezes maior em comparação com as pacientes que não utilizam estrogênio isolado, dependendo da duração do tratamento e da dose de estrogênio (ver também “Reações Adversas”). Após o término do tratamento o risco pode permanecer elevado durante mais de 10 anos.
A adição de um progestogênio cíclico por, pelo menos, 12 (doze) dias em um ciclo de 28 dias/mês, ou terapia contínua combinada de estrogênio-progestogênio em mulheres não histerectomizadas evita o risco adicional associado ao uso com apenas estrogênio na TRH.
Hemorragia súbita e de escape podem ocorrer durante os primeiros meses de tratamento. Se isto continuar ocorrendo após os primeiros meses de tratamento, ocorrer depois de algum tempo de terapia, ou continuar após a interrupção do tratamento, o motivo deve ser investigado, o que pode incluir biópsia endometrial para excluir a presença de malignidade endometrial.

Neoplasia maligna de mama:
As evidências gerais sugerem um aumento do risco de neoplasia maligna de mama em mulheres que tomaram combinações de estrogênio/progestogênio e, possivelmente, também em estrogênio isolado na TRH, que é dependente da duração da Terapia de Reposição Hormonal.
O estudo randomizado e placebo-controlado Women’s Health Initiative (WHI), e os estudos epidemiológicos, são consistentes ao encontrar um aumento de risco de câncer de mama em mulheres que tomam combinados de estrogênio-progestogênio na TRH (ver também “Reações Adversas”).
O aumento do risco torna-se aparente aproximadamente depois de 3 anos de uso, mas retorna ao normal dentro de alguns anos (no máximo 5) após a interrupção do tratamento.
TRH, especialmente o tratamento combinado de estrogênio/progestogênio, aumenta a densidade de imagens mamográficas, o que pode afetar desfavoravelmente a detecção radiológica da neoplasia maligna de mama.

Câncer ovariano:
O câncer de ovário é muito mais raro do que o câncer de mama. O uso a longo prazo (pelo menos 5-10anos) de produtos da TRH de estrogênio isolado tem sido associado a um risco ligeiramente aumentado de câncer de ovário (ver também “Reações Adversas”). Alguns estudos, incluindo o estudo Women’s Health Initiative (WHI), sugerem que o uso em longo prazo de hormônios combinados na TRH pode conferir um risco semelhante ou ligeiramente menor (ver “Reações Adversas).

Tromboembolismo venoso:
A TRH está associada a um aumento de 1.3 a 3 vezes no risco de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), isto é, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. A ocorrência de tal evento é mais provável no primeiro ano da TRH do que posteriormente (Ver “Reações Adversas”).
Pacientes com estados trombofílicos conhecidos, têm um risco aumentado de TEV e a TRH pode aumentar este risco. A TRH é, portanto, contraindicada nestes pacientes (ver “Contraindicações”).
Geralmente os fatores de risco reconhecidos para TEV incluem o uso de estrogênios, idade avançada, cirurgia de grande porte, imobilização prolongada, obesidade (IMC> 30 kg / m²), o período de gravidez /pós-parto, lúpus eritematoso sistêmico (LES) e câncer. Não há consenso sobre o possível papel das veias varicosas no TEV.
Como em todos os pacientes no pós-operatório, medidas profiláticas devem ser consideradas para impedir o TEV após a cirurgia. Se a imobilização prolongada for necessária após cirurgia eletiva, a interrupção temporária da TRH, 4 a 6 semanas antes, é recomendada. O tratamento não deve ser reiniciado até que a paciente esteja com completa mobilidade.
Em mulheres sem histórico pessoal de TEV, mas com um parente de primeiro grau com histórico de trombose em uma idade jovem, rastreamento pode ser oferecido após aconselhamento cuidadoso considerando suas limitações (apenas uma porcentagem de deficiências trombofílicas são identificadas por exames).
Se alguma deficiência trombofílica for identificada associada à ocorrência de trombose em familiares ou se a deficiência for "grave" (por exemplo, deficiência de antitrombina, de proteína S ou de proteína C ou de uma combinação de deficiências), a TRH é contraindicada.
As mulheres que estejam em tratamento crônico com anticoagulante requerem uma avaliação cuidadosa considerando o risco-benefício da TRH.
Se o TEV desenvolver-se após o início da terapia, o medicamento deve ser descontinuado. As pacientes devem ser orientadas a procurar seu médico imediatamente, quando ficarem cientes de um possível sintoma tromboembólico (por exemplo, inchaço doloroso nas pernas, dor súbita no peito, dispneia).

Doença arterial coronariana (DAC):
Não há evidência, proveniente de estudos randomizados controlados, de proteção contra o infarto do miocárdio em mulheres com ou sem DAC que receberam a combinação de estrogênio-progestogênio ou somente estrogênio isolado na TRH.
O risco relativo de DAC durante o uso combinado de estrogênio-progestogênio na TRH é ligeiramente aumentado. Como o risco basal absoluto do DAC é fortemente dependente da idade, o número de casos adicionais de DAC devido ao uso de estrogênio-progestogênio é muito baixo em mulheres saudáveis perto da menopausa, mas aumenta com a idade mais avançada.

Acidente Vascular Cerebral Isquêmico:
A terapia combinada de estrogênio-progestogênio e estrogênio isolado estão associadas a um aumento de até 1.5 vezes do risco de acidente vascular cerebral isquêmico. O risco relativo não muda com a idade ou com o tempo desde a menopausa. No entanto, como o risco basal de AVC é fortemente dependente da
idade, o risco em geral de AVC em mulheres que utilizam TRH irá aumentar com a idade (ver também “Reações Adversas”).

Outras condições:
Os estrogênios podem causar retenção de fluidos e, por isso, pacientes com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente observadas.
Mulheres com hipertrigliceridemia preexistente devem ser acompanhadas com atenção, durante a reposição de estrogênio ou terapia de reposição hormonal, uma vez que casos raros de grande aumento de triglicerídios plasmáticos, levando a pancreatite, foram relatados com a terapia de estrogênio, nesta condição.
Os estrogênios aumentam a globulina ligadora de tiroxina (TBG), levando a um aumento do hormônio tireoidiano total circulante, medido através do iodo ligado à proteína (PBI), níveis de T4 (por coluna ou por radioimunoensaio) ou níveis de T3 (por radioimunoensaio).
A captação de T3 por resina é reduzida, o que reflete o elevado nível de TBG. As concentrações de T4 e T3 livres ficam inalteradas. Outras proteínas ligadoras podem ficar elevadas no soro, ou seja, globulina ligadora de corticosteroide (CBG), globulina ligadora de hormônio sexual (SHBG), levando a um aumento de corticosteroides e esteroides sexuais circulantes, respectivamente. As concentrações de hormônio livre ou biologicamente ativo mantêm-se inalteradas.
Outras proteínas plasmáticas podem ficar aumentadas (substrato renina/angiotensinogênio, alfa-I-antitripsina, ceruloplasmina). O uso da TRH não melhora a função cognitiva. Há alguma evidência do aumento do risco de demência em mulheres que começaram a usar a terapia combinada contínua ou de estrogênio isolado na TRH após a idade de 65 (sessenta e cinco) anos.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Idosos: A experiência do tratamento em mulheres com mais de 65 (sessenta e cinco) anos é limitada. Crianças: Não há indicações para crianças.

Fertilidade, gravidez e lactação:
Gravidez
Suprelle não é indicado durante a gravidez. Se ocorrer gravidez durante o uso de Suprelle, o tratamento deve ser interrompido imediatamente.
Os dados clínicos de um número limitado de grávidas expostas indicam efeitos adversos da noretisterona sobre o feto. Em doses maiores do que as normalmente utilizadas em contraceptivos orais e na TRH, foi observada a masculinização de fetos femininos.
Os resultados da maioria dos estudos epidemiológicos até o momento, relacionados à exposição fetal inadvertida às combinações de estrogênios e progestogênios não indicam efeito teratogênico ou fetotóxico.

Lactação
Suprelle não é indicado durante a lactação.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos e utilizar máquinas:
Suprelle não possui efeitos conhecidos sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas.

Categoria de risco na gravidez: X
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
Este medicamento contém LACTOSE.

Suprelle contém lactose. Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de Lapp lactase, ou má absorção de glicose-galactose, não devem tomar este medicamento.
Este medicamento pode interromper a menstruação por período prolongado e/ou causar sangramentos intermenstruais severos.

Interações medicamentosas de Suprelle

O metabolismo de estrogênios e progestogênios pode estar aumentado pelo uso concomitante de substâncias conhecidas por induzir enzimas metabolizadoras de drogas, especialmente as enzimas do citocromo P450, tais como anticonvulsivantes (por exemplo, fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) eanti-infecciosos (por exemplo, rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).
Ritonavir e nelfinavir, embora conhecidos como fortes inibidores, apresentam, em contrapartida, propriedades indutoras quando usados concomitantemente com hormônios esteroides.
Preparações vegetais, contendo Erva de São João (Hypericum perforatum) podem induzir o metabolismo de estrogênios e progestogênios.
Clinicamente, um aumento no metabolismo de estrogênios e progestogênios pode levar a uma diminuição do efeito e a mudanças no perfil hemorrágico do útero.
Medicamentos que inibem a atividade das enzimas microssomais hepáticas metabolizantes de drogas, por exemplo, cetoconazol, podem aumentar os níveis circulantes das substâncias ativas do Suprelle.
A administração concomitante de ciclosporina e Suprelle pode causar elevação dos níveis sanguíneos de creatinina, ciclosporina e transaminases, devido à redução do metabolismo da ciclosporina no fígado.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Suprelle

Experiência clínica:
Os eventos adversos mais frequentemente relatados nos ensaios clínicos com Suprelle foram sangramento vaginal e dor/sensibilidade mamária, relatados em aproximadamente 10% a 20% das pacientes. O sangramento vaginal ocorreu geralmente nos primeiros meses de tratamento.
A dor na mama desaparece geralmente após alguns meses de terapia. Todos os eventos adversos observados nos estudos clínicos randomizados, com um aumento na frequência em pacientes tratadas com Suprelle em comparação com o placebo, e que em um consenso geral estão possivelmente relacionados ao tratamento, são apresentados a seguir:
Reação muito comum: ≥ 1/10
-Distúrbios do sistema reprodutor e das mamas:
-mama dolorida ou sensível;
-hemorragia vaginal.

Reação comum: ≥ 1/100 ; < 1/10
-Infecções e infestações:
-candidíase da vulva e da vagina ou vaginite (veja também “Distúrbios do sistema reprodutor e das mamas”).

-Distúrbios do metabolismo e nutrição:
-retenção de líquidos (veja também “Perturbações gerais e condições do local de administração”).

-Perturbações psiquiátricas:
-depressão ou agravamento da depressão.

-Doenças do sistema nervoso:
-cefaleia, enxaqueca ou agravamento da enxaqueca.

-Distúrbios gastrointestinais:
-náusea.

-Distúrbios musculoesqueléticos do tecido conjuntivo e ossos:
-dor nas costas.

-Distúrbios do sistema reprodutor e das mamas:
-edema mamário ou mama aumentada;
-fibroides uterinos, ou agravamento ou recorrência de fibroides uterinos.

-Perturbações gerais e condições do local de administração:
-edema periférico.
-Exames:
- aumento de peso.

Reação incomum: ≥ 1/1.000 ; < 1/100
-Doenças do sistema imune:
-hipersensibilidade (vela também “Afecções da pele e tecido subcutâneo”).

-Perturbações psiquiátricas:
-nervosismo.
-Vasculopatias:
-tromboflebite superficial.

-Distúrbios gastrointestinais:
-dor abdominal;
-distensão abdominal;
-desconforto abdominal;
-flatulência ou distensão abdominal por gases.

-Afecções da pele e tecido subcutâneo:
-alopécia;
-hirsutismo ou acne;
-prurido ou urticária.

-Distúrbios musculoesquelético, do tecido conjuntivo e ossos:
-cãibra nas pernas.

-Perturbações gerais e condições do local de administração:
-ineficácia do medicamento.

Reação rara: ≥ 1/10.000 ;< 1/1.000
-Vasculopatias:
-embolia pulmonar;
- tromboflebite profunda.

Experiência pós-comercialização:
Além das reações adversas mencionadas anteriormente, aquelas apresentadas a seguir foram relatadas espontaneamente e são consideradas, por consenso geral, possivelmente relacionadas ao tratamento com Suprelle®. A taxa de notificação espontânea destas reações adversas a medicamentos é muito rara (<1/10.000 e desconhecida (não pode ser estimado à partir dos dados disponíveis)):
A experiência pós-comercialização está sujeita à subnotificação, especialmente no que se refere a reações adversas triviais e bem conhecidas. As frequências apresentadas devem ser interpretadas dentro deste cenário:
-neoplasias benignas e malignas (incluindo cistos e pólipos): neoplasia maligna do endométrio;
-distúrbios do sistema imunológico: reações de hipersensibilidade generalizada (por exemplo, reação anafilática/choque);
-distúrbios psiquiátricos: insônia, ansiedade, diminuição ou aumento da libido;
-distúrbios do sistema nervoso: tontura, acidente vascular cerebral;
-afecções oculares: distúrbios visuais;
-cardiopatias: infarto do miocárdio;
-doenças vasculares: hipertensão agravada;
-distúrbios gastrointestinais: dispepsia, vômito;
-distúrbios hepatobiliares: doença da vesícula biliar, colelitíase, agravamento ou recorrência de colelitíase.
-afecções da pele e tecido subcutâneo: seborreia, erupções cutâneas, edema angioneurótico;
-distúrbios do sistema reprodutor e das mamas: hiperplasia endometrial, prurido vulvovaginal;
-exames: perda de peso, hipertensão.
Outras reações adversas foram relatadas associadas a tratamentos com estrogênio/progestogênio:
-afecções da pele e tecido subcutâneo: Alopecia.
-cloasma, eritema multiforme, eritema nodoso, púrpura vascular;
-provável demência acima de 65 anos (veja também “Advertências e Precauções”).

Risco de câncer de mama
Um aumento de até 2 vezes no risco de diagnóstico de câncer de mama é relatado em mulheres que fazem terapia combinada estrogênio-progestogênio por mais de 5 anos. Qualquer aumento do risco em pacientes que fazem terapia com o estrogênio isolado, é substancialmente mais baixa do que a observada em pacientes que fazem terapia combinada com estrogênio-progestogênio. O nível de risco depende do tempo de uso (ver também “Advertências e Precauções”). Resultados do maior estudo randomizado, placebo-controlado (WHI-estudo) e do maior estudo epidemiológico (MWS) são apresentados abaixo.

Million Women Study - Risco adicional estimado de câncer de mama após 5 anos de utilização

TRH apenas com estrogênio
Faixa etária (anos): 50-65
Casos adicionais por 1.000 pacientes que nunca utilizaram a TRH, durante um período de 5 anos*: 9-12Taxa de risco **: 1,2 Casos adicionais por 1.000 pacientes que utilizaram a TRH por mais de 5 anos de uso (95% CI): 1-2 (0-3)

Combinado estrogênio-progestogênio
Faixa etária (anos): 50-65
Casos adicionais por 1.000 pacientes que nunca utilizaram a de TRH, durante um período de 5 anos *: 9- 12 Taxa de risco **: 1,7 Casos adicionais por 1.000 pacientes que utilizaram a TRH por mais de 5 anos de uso (95% CI): 6 (5-7)
*Extraído da base de taxas de incidência em países desenvolvidos.
**Taxa de risco total. A razão do risco não é constante, mas aumenta conforme se prolonga a duração do uso. Nota: Uma vez que a incidência de câncer de mama se difere entre os países da UE, o número de casos adicionais de câncer de mama também irá alterar proporcionalmente.

EUA Estudos WHI - Risco adicional de câncer de mama após 5 anos de uso
CEE estrogênio isolado
Faixa etária (anos): 50-79
Incidência por 1.000 mulheres no braço do placebo mais de 5 anos: 21 Taxa de risco e 95% CI: 0,8 (0,7- 1,0) Casos adicionais A cada 1.000 pacientes usuárias da TRH por mais de 5 anos (95% CI): -4 (-6-0) *
CEE + MPA estrogênio-progestogênio
** Faixa etária (anos): 50-79 Incidência por 1.000 mulheres no braço do placebo mais de 5 anos: 14 Razão de risco e 95% CI: 1,2 (1,0-1,5)
Casos adicionais por 1.000 pacientes da TRH mais de 5 anos (95% CI): 4 (0-9)
*Estudos WHI em mulheres sem útero, que não mostraram um aumento no risco de câncer de mama.
**Quando a análise foi restrita a mulheres que não usaram a TRH antes do estudo, não houve aumento do risco aparente durante os primeiros 5 anos de tratamento. Após 5 anos, o risco foi maior do que em não-usuários.

Risco de câncer endometrial
O risco de câncer de endométrio está em torno de 5 em cada 1.000 mulheres com útero que não utilizam a TRH. Em mulheres com útero, o uso de estrogênio isolado na TRH não é recomendado, pois aumenta o risco de câncer de endométrio (ver também “Advertências e precauções”). Dependendo da duração do uso de estrogênio isolado e da dose de estrogênio, pode ocorrer o aumento do risco de câncer do endométrio em estudos epidemiológicos variou entre 5 e 55 casos adicionais, diagnosticadas em cada 1.000 mulheres entre as idades de 50 e 65 anos.
A adição de progestogênio ao tratamento com estrogênio isolado durante pelo menos 12 dias no ciclo poderá prevenir esse aumento de risco. No Million Women Study, o uso durante 5 anos do tratamento combinado (sequencial ou contínuo), a TRH não aumenta o risco de câncer endometrial (RR de 1,0 (0,8- 1,2)).

Risco de câncer de ovário
O uso em longo prazo de estrogênio isolado e, estrogênio-progestogênio combinado na TRH tem sido associado a um ligeiro aumento do risco de câncer de ovário. No Million Women Study, 5 anos de TRH resultou em 1 caso extra em 2.500 pacientes.

Risco de tromboembolismo venoso
A TRH está associada a um aumento do risco relativo de 1,3 a 3 no desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), ou seja, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. A ocorrência de um evento como esse é mais provável no primeiro ano de uso da TRH (ver também “Advertências e Precauções”). Resultados dos estudos WHI são apresentados a seguir:

Estudos WHI - Risco adicional de TEV durante 5 anos de utilização
Estrogênio isolado oral* Faixa etária (anos): 50-59
Incidência por 1.000 mulheres no braço do placebo mais de 5 anos: 7 Taxa de risco e 95% CI: 1,2 (0,6- 2,4) Casos adicionais por 1.000 pacientes que utilizaram a TRH mais de 5 anos (95% CI): 1 (-3-10)

Combinação estrogênio-progestogênio oral Faixa etária (anos): 50-59
Incidência por 1.000 mulheres no braço do placebo mais de 5 anos: 4 Taxa de risco e 95% CI: 2,3 (1,2- 4,3) Casos adicionais por 1.000 pacientes que utilizaram a TRH mais de 5 anos (95% CI): 5 (1-13)*Estudo em mulheres sem útero.
Risco de doença arterial coronariana
O risco de doença arterial coronariana é ligeiramente aumentado em pacientes utilizando a combinação de estrogênio-progestogênio na TRH com idade superior a 60 anos (ver também “Advertências e precauções”).

Risco de acidente vascular cerebral isquêmico
A terapia com estrogênio isolado e estrogênio-progestogênio está associado a um aumento do risco relativo de até 1,5 vezes de AVC isquêmico. O risco de acidente vascular cerebral hemorrágico não é aumentado durante a utilização da TRH. Este risco relativo não é dependente da idade ou da duração do tratamento, mas o risco basal é fortemente dependente da idade. O risco em geral de AVC em mulheres que utilizam TRH irá aumentar com a idade (ver “Advertências e Precauções”).

WHI estudos combinados - Risco adicional de AVC isquêmico* com mais de 5 anos de uso.
Faixa etária (anos): 50-59
Incidência por 1.000 mulheres no braço do placebo mais de 5 anos: 8 Taxa de risco e 95% CI: 1,3 (1,1- 1,6)
Casos adicionais por 1.000 pacientes que utilizaram a TRH mais de 5 anos (95% CI): 3 (1-5)* Nenhuma diferenciação foi feita entre acidente vascular cerebral isquêmico e hemorrágico.

Em caso de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Suprelle - Posologia

Suprelle é um produto de reposição hormonal combinada contínua, destinado a mulheres com útero intacto. Um comprimido deve ser tomado por via oral, uma vez ao dia sem interrupção, de preferência no mesmo horário todos os dias.
Para o início e continuação do tratamento dos sintomas da pós-menopausa, a dose mínima efetiva deve ser utilizada pela menor duração de tratamento (veja também “Advertências e Precauções”).
A alteração para uma dose maior de produtos combinados pode ser indicada se a resposta após 3 meses for insuficiente para o alívio satisfatório dos sintomas.
Nas mulheres com amenorreia e que não estão sob TRH, ou mulheres transferindo de terapia, a partir de um outro produto da TRH combinada contínua, o tratamento com Suprelle pode ser iniciado em qualquer dia conveniente. Nas mulheres, transferindo-se de outro regime de TRH sequencial, o tratamento deve começar logo após o término da sua hemorragia. Se a paciente esquecer-se de tomar o comprimido, o mesmo deve ser administrado o quanto antes dentro de um período de 12 horas. Após o período de 12 horas o comprimido deve ser descartado.
O esquecimento de uma dose pode aumentar a chance de hemorragia súbita e de escape.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Superdosagem

A superdose pode manifestar-se por náusea e vômito. O tratamento deve ser sintomático.
Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas
Grupo farmacoterapêutico: combinação fixa progestogênio e estrogênio, código ATC G03F A01.
-estradiol: a substância ativa, 17ß-estradiol sintético, é química e biologicamente idêntica ao estradiol endógeno humano. O estradiol repõe a perda da produção de estrogênio, que ocorre nas mulheres na menopausa, e alivia os seus sintomas.
Os estrogênios previnem a perda óssea que ocorre após a menopausa ou ovariectomia.
-acetato de noretisterona: progestogênio sintético com ações semelhantes as da progesterona, um hormônio sexual feminino natural. Como os estrogênios promovem o crescimento do endométrio, a utilização destes sem oposição aumenta o risco de hiperplasia e neoplasia maligna do endométrio. A adição de um progestogênio reduz consideravelmente o risco de hiperplasia endometrial induzido por estrogênio, em mulheres não histerectomizadas.
Em estudos clínicos com estradiol + acetato de noretisterona, a adição do componente de acetato de noretisterona aumentou o efeito vasomotor, aliviando os sintomas de 17β-estradiol.
O alívio dos sintomas da menopausa é alcançado durante as primeiras semanas de tratamento.
Suprelle é uma terapia de reposição hormonal (TRH) combinada contínua, administrada com o objetivo de evitar a hemorragia regular associada com a TRH cíclica ou sequencial. A amenorreia (ausência de sangramento e escape) foi observada em 90% das mulheres durante 9 (nove) -12 (doze) meses de tratamento. Sangramento e/ou escape ocorreram em 27% das mulheres, durante os primeiros 3 (três) meses de tratamento e em 10% das mulheres, durante 10 (dez) -12 (doze) meses de tratamento.
A deficiência de estrogênio na menopausa está associada a um aumento da metabolização óssea e declínio da massa óssea. O efeito dos estrogênios sobre a densidade mineral óssea é dose-dependente.
A proteção parece ser eficaz desde que o tratamento seja contínuo. Após a interrupção da TRH, a massa óssea é perdida a uma taxa similar àquela das mulheres não tratadas.
O alívio dos sintomas da menopausa é atingido após 3 (três) ou 4 (quatro) semanas de tratamento com Suprelle. Entretanto, um tempo maior, como alguns meses, pode ser necessário para o corpo se beneficiar completamente com o tratamento.

Propriedades farmacocinéticas
Após a administração oral do 17ß-estradiol na forma micronizada, ocorre rápida absorção no trato gastrintestinal. O 17ß-estradiol sofre extenso metabolismo de primeira passagem no fígado e outros órgãos entéricos, e atinge um pico de concentração plasmática de aproximadamente 35 pg/mL (intervalo de 21-52 pg/mL) dentro de 5 (cinco) - 8 (oito) horas. A meia-vida do 17ß-estradiol é de aproximadamente 12 (doze) - 14 (quatorze) horas. O 17ß-estradiol circula ligado à SHBG (37%) e à albumina (61%), enquanto aproximadamente 1-2% permanece livre. O metabolismo do 17ß-estradiol ocorre principalmente no fígado e no intestino, mas também em órgãos-alvo, e envolve a formação de metabólitos menos ativos ou inativos, incluindo estrona, catecolestrogênios e vários sulfatos de estrogênio e glicuronídeos. Os estrogênios são excretados na bile, na qual são hidrolisados e reabsorvidos (circulação entero-hepática), e principalmente eliminados na urina, na forma biologicamente inativa.
Após a administração oral, o acetato de noretisterona é rapidamente absorvido e transformado em noretisterona (NET). A noretisterona sofre metabolismo de primeira passagem no fígado e outros órgãos entéricos, e atinge um pico de concentração plasmática de aproximadamente 3,9 ng/mL (intervalo de 1,4- 6,8 ng/mL) dentro de 0,5 - 1,5 hora. A meia-vida final da NET é de cerca de 8 (oito) -11 (onze) horas. A noretisterona liga-se à SHBG (36%) e à albumina (61%). Os metabólitos mais importantes são isômeros da 5α-diidro-NET e da tetraidro-NET, os quais são excretados principalmente na urina como sulfato ou glicuronídeos conjugados.
A propriedade farmacocinética em idosos não foi estudada.

Resultados pré-clínicos
A toxicidade aguda dos estrogênios é baixa. Por causa de diferenças marcantes entre espécies animais e entre animais e seres humanos, resultados pré-clínicos possuem um valor preditivo limitado na aplicação de estrógenos em humanos.
Em experiências com animais, estradiol ou valerato de estradiol apresentam um efeito embrioletal em doses relativamente baixas; má formação do trato urogenital e feminização de fetos masculinos foram observadas.
Noretisterona, como outros progestogenos, causou virilização de fetos femininos de ratos e macacos. Depois de doses altas de noretisterona, efeito embrioletal foi observado.
Dados pré-clinicos baseados em estudos convencionais de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e potencial carcinogênico não revelaram nenhum risco particular para humanos além daqueles discutidos em outras seções.

Incompatibilidades
Não se aplica.

Resultados de eficácia

Evidências provenientes do estudo Women's Health Initiative (WHI) e estudos de meta-análise mostram que o uso corrente da TRH isoladamente ou em combinação com um progestogênio, em mulheres predominantemente sadias, reduz o risco de fratura do quadril, vértebras e outras fraturas osteoporóticas. A TRH também pode evitar fraturas em mulheres, com baixa densidade óssea e/ou com osteoporose estabelecida, mas a evidência disto é limitada.
Os efeitos de estradiol + acetato de noretisterona sobre a densidade mineral óssea foram avaliados em dois estudos clínicos de 2 (dois) anos de duração, randomizados, duplo-cegos, placebo-controlados, em mulheres na pós-menopausa (n= 327, em um estudo, incluindo 47 (quarenta e sete) para estradiol + acetato de noretisterona e 48 (quarenta e oito) para produto com dose combinada, contendo 2 mg de estradiol e 1 mg de acetato de noretisterona; e n= 135 no outro estudo, incluindo 46 (quarenta e seis) para
estradiol + acetato de noretisterona). Todas as mulheres receberam suplementação de cálcio variando de 500 a 1000 mg por dia. estradiol + acetato de noretisterona impediu significativamente a perda óssea na coluna lombar, quadril total, rádio distal e corpo como um todo, em comparação às mulheres suplementadas com cálcio do grupo placebo. Em mulheres, na pós-menopausa precoce (1 (um) a 5 (cinco) anos desde a última menstruação), as variações percentuais do valor basal da densidade mineral óssea na coluna lombar, colo do fêmur e trocânter femoral, em pacientes que completaram 2 (dois) anos de tratamento com estradiol e acetato de noretisterona, foram de 4,8 ± 0,6%, 1,6 ± 0,7% e 4,3 ± 0,7% (média ± erro padrão da média), respectivamente, enquanto que, com a dose combinada mais elevada, contendo 2 mg de estradiol e 1 mg de acetato de noretisterona, foram de 5,4 ± 0,7%, 2,9 ± 0,8% e de 5,0 ± 0,9%, respectivamente.
A porcentagem de mulheres que mantiveram ou ganharam densidade mineral óssea durante o tratamento com estradiol + acetato de noretisterona e produto com dose combinada, contendo 2 mg de estradiol e 1 mg de acetato de noretisterona, foi de 87% e 91%, respectivamente, após 2 (dois) anos de tratamento. Em um estudo realizado em mulheres na pós-menopausa com uma idade média de 58 (cinquenta e oito) anos, o tratamento com estradiol + acetato de noretisterona por 2 (dois) anos aumentou a densidade mineral óssea da coluna lombar em 5,9 ± 0,9%, do quadril total em 4,2 ± 1,0%, do rádio distal em 2,1±0,6%, e do corpo como um todo em 3,7 ± 0,6%.

Referências:
Beral V; Million Women Study Collaborators: Breast cancer and hormone-replacement therapy in the Million Women Study: Lancet. 2003 Aug 9;362(9382):419-27.

Rossouw JE, Anderson GL, Prentice RL, LaCroix AZ, Kooperberg C, Stefanick ML, Jackson RD, Beresford SA, Howard BV, Johnson KC, Kotchen JM, Ockene J; Writing Group for the Women's Health Initiative Investigators: Risks and benefits of estrogen plus progestin in healthy postmenopausal women: principal results From the Women's Health Initiative randomized controlled trial: JAMA 2002 Jul17;288(3):321-33

Armazenagem

Conservar o produto em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz e umidade. Para proteger o medicamento da luz, manter o estojo dentro do cartucho.
O prazo de validade deste medicamento é de 24 meses. Não use Suprelle após o prazo de validade indicado na embalagem.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Os comprimidos revestidos de Suprelle são brancos, circulares, biconvexos, lisos e com núcleo branco.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
Registro MS 1.0974.0176
Farm. Resp.: Dr. Dante Alario Jr. - CRF-SP nº 5143

Fabricado por:
BIOLAB SANUS Farmacêutica Ltda
Av. Paulo Ayres, 280
Taboão da Serra SP 06767-220
SAC 0800 724 6522
CNPJ 49.475.833/0001-06
Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica.

Suprelle - Bula para o Paciente

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Suprelle é indicado
• Para aliviar os sintomas desagradáveis, como ondas de calor, suor noturno e secura vaginal, que ocorrem quando os níveis de estrogênio diminuem e após a menopausa.
• Para a prevenção da osteoporose (enfraquecimento dos ossos) em mulheres na pós-menopausa que estiverem sob alto risco de futuras fraturas e que apresentam intolerância a outros medicamentos aprovados para a prevenção da osteoporose.
Suprelle é prescrito para mulheres que não tiveram seu útero removido, e que estejam na menopausa há mais de um ano.
A experiência do tratamento em mulheres com mais de 65 anos é limitada.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Suprelle é uma Terapia de Reposição Hormonal (TRH) combinada de uso contínuo. Contém os hormônios estradiol e acetato de noretisterona. Suprelle é adequado para as mulheres na pós-menopausa com pelo menos 1 ano desde seu último período menstrual.
Os comprimidos contêm dois hormônios: 1 mg de estradiol (um estrogênio idêntico ao produzido nos ovários) e 0,5 mg de acetato de noretisterona (progestagênio que atua de um modo semelhante ao hormônio progesterona produzido pelo próprio organismo).
O alívio dos sintomas da menopausa é atingido após 3 (três) ou 4 (quatro) semanas de tratamento com Suprelle. Entretanto, um tempo maior, como alguns meses, pode ser necessário para o corpo se beneficiar completamente com o tratamento.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Não tome Suprelle
Se qualquer um dos seguintes itens se aplicar a você, fale com o seu médico. Não comece a tomar

Suprelle:
•Se você tem ou teve câncer de mama, ou se o mesmo estiver sob suspeita.
•Se você tem ou teve câncer do revestimento do útero (endométrio) ou se um câncer estrogênio- dependente estiver sob suspeita.
•Se você tiver sangramento vaginal anormal, que não tenha sido diagnosticado pelo seu médico.
•Se você tem hiperplasia endometrial (espessamento excessivo do revestimento do útero) que não estiver sendo tratado.
• Se você tem ou teve coágulos de sangue em uma veia (tromboembolismo venoso), nas pernas (trombose venosa profunda) ou nos pulmões (embolia pulmonar).
• Se você tem um distúrbio de coagulação do sangue (desordem trombofílica, como a proteína C, proteína S ou deficiência de antitrombina).
•Se você tem ou teve um ataque cardíaco, acidente vascular cerebral ou angina.
•Se você tem ou teve problemas de fígado e seus testes de função hepática não tenham voltado ao normal.
• Se você tem um problema sanguíneo raro chamado "porfiria", que é passado pela família (herdado).
• Se tem alergia (hipersensibilidade) ao estradiol, acetato de noretisterona ou quaisquer outros ingredientes em Suprelle (ver “Quando não devo usar este medicamento?”).
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres que estejam amamentando. Este medicamento é contraindicado para uso por homens.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? Exames médicos
Antes de iniciar a terapia com Suprelle, o seu médico irá informá-la sobre os riscos e benefícios do tratamento (veja também “Quais os males que este medicamento pode me causar?”). Antes de iniciar o tratamento e regularmente durante o tratamento, o médico irá avaliar se Suprelle é o tratamento adequado para você.
Seu médico irá realizar um exame físico. Isto inclui um exame dos seus seios, e pode incluir um exame do abdome ou um exame interno. O seu médico informará a frequência com que você deverá fazer exames periódicos, levando em consideração o seu estado geral de saúde.
Se você tiver algum parente próximo (mãe, irmãos, avós materno ou paterno), que sofreram de alguma doença grave, por exemplo, coágulo sanguíneo ou câncer de mama, você pode ter um risco aumentado de desenvolver a doença. Você deve, portanto, sempre informar o seu médico sobre quaisquer parentes próximos que sofreram de alguma doença séria e você deve também informar o seu médico sobre quaisquer mudanças que você encontre em seus seios.
Depois de dar inicio a Suprelle, você deve consultar o seu médico para fazer exames regulares (no mínimo uma vez por ano). Através desses exames, o médico poderá discutir os benefícios e riscos de continuar com Suprelle.

Além de exames regulares com o seu médico, certifique-se de:
• Verificar regularmente os seus seios para quaisquer alterações, tais como ondulações ou afundamento da pele, alterações no mamilo, ou protuberâncias que você possa ver ou sentir.
• Realizar exames periódicos regulares da mama (mamografia) e testes de citologia cervical (Papanicolaou).

Tome cuidado especial com Suprelle:
Se você tem (ou teve) alguma das condições abaixo, informe o seu médico. Ele pode solicitar retornos com mais frequência para examiná-la. Em casos raros, estas condições podem voltar ou piorar durante tratamento com Suprelle:
•Se você tem alguma condição que afeta o revestimento do útero, incluindo miomas, endometriose ou ter tido hiperplasia endometrial (espessamento excessivo do revestimento do útero).
•Se você tem histórico de coágulos sanguíneos (trombose) ou têm fatores de risco para o desenvolvimento de coágulos sanguíneos (veja “Coágulos sanguíneos na veia”) esses fatores de risco e sintomas de um coágulo sanguíneo estão listados na seção 8 “Quais os males que este medicamento pode me causar?”
• Se algum de seus parentes mais próximos tiveram câncer de mama ou outro tipo de câncer relacionado ao estrogênio (câncer endometrial).
•Se você tem pressão arterial elevada.
•Se você tem uma doença do fígado, tal como adenoma de fígado (tumor benigno). •Se você tem problemas cardíacos ou renais.
•Se você tem diabetes ou pedras na vesícula (cálculos biliares).
•Se você tem epilepsia ou asma.
•Se você tem enxaqueca ou dores de cabeça intensas.
•Se você tem lúpus eritematoso sistêmico (LES) - doença autoimune.
•Se você tem níveis elevados de gordura no sangue (hipertrigliceridemia).
•Se você tem otosclerose (perda de audição).
•Se você tem intolerância à lactose.

Se você precisar fazer um exame de sangue, informe o seu médico que está tomando Suprelle, pois o estrogênio pode alterar os resultados de alguns exames laboratoriais.
Se você for fazer alguma cirurgia, fale com o seu médico. Você pode precisar interromper os comprimidos em torno de 4 a 6 semanas antes da operação para reduzir o risco de coágulo sanguíneo. O seu médico lhe informará quando reiniciar o tratamento.

Pare de tomar Suprelle
Se você apresentar qualquer uma das seguintes condições informadas abaixo, pare de tomar Suprelle e informe o seu médico imediatamente:
•Se você sentir dor de cabeça do tipo enxaqueca pela primeira vez.
•Se você apresentar pele ou olhos amarelados (icterícia) ou outros problemas do fígado.
• Se a sua pressão arterial subir significativamente enquanto estiver tomando Suprelle (sintomas de hipertensão arterial como, por exemplo, dor de cabeça, cansaço e tontura).
• Se você sentir sinais de coágulo sanguíneo (inchaço doloroso e vermelhidão das pernas, dor repentina no peito, dificuldade em respirar).
•Se você engravidar.
•Se qualquer uma das condições listadas no item 3 “Quando não devo usar este medicamento?”ocorrer.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Suprelle e câncer
Espessamento excessivo do revestimento do útero (hiperplasia endometrial) e câncer de revestimento do útero (câncer endometrial)
Em mulheres com útero intacto tomando estrogênio isolado na TRH durante um longo período de tempo, terão os riscos de espessamento excessivo do revestimento do útero (hiperplasia endometrial) e câncer de revestimento uterino (câncer endometrial) aumentados.
Tomar um progestagênio combinado ao estrogênio, como em Suprelle, protege você contra este risco adicional.

Compare:
Em média, 5 a cada 1000 mulheres, que ainda possuem útero e que não estão em TRH, serão diagnosticadas com câncer endometrial.
Para as mulheres que ainda possuem útero e tomam estrogênio isolado na TRH, o número de casos adicionais pode variar entre 5 a 55 a cada 1.000 mulheres entre idades de 50 e 65 anos, dependendo da dose e do período de tempo que tomaram o medicamento.
A adição de um progestagênio ao estrogênio isolado na TRH reduz substancialmente o risco de câncer endometrial.

Câncer de mama
Evidências sugerem que tomar estrogênio-progestagênio combinados e possivelmente também estrogênio isolado na TRH aumentam o risco de câncer de mama. O risco extra depende de quanto tempo você toma hormônio de reposição. O risco adicional é visível depois de cerca de 3 anos. No entanto, ele retorna ao normal dentro de poucos anos (no máximo 5 anos) após a interrupção do tratamento.

Compare:
Mulheres com idade entre 50 a 65 anos que não estejam tomando hormônios de reposição, serão diagnosticadas, em média, de 9 a 12 a cada 1000 com câncer da mama ao longo de um período de 5 anos. Para as mulheres entre 50 e 65 anos que estão tomando estrogênio-progestagênio na TRH após 5 anos, o número de casos extras serão de 6 a cada 1.000 pacientes. Em mulheres entre 50 a 79 anos que não estejam tomando hormônio de reposição, em média, 14 a cada 1000 serão diagnosticadas com câncer de mama ao longo de um período de 5 anos.
Para as mulheres entre 50 e 79 que estão tomando estrogênio-progestagênio na TRH a mais de 5 anos, o número de casos extras serão de 4 a cada 1.000 pacientes.

Câncer de ovário
O câncer de ovário é muito mais raro do que o câncer de mama. Um ligeiro aumento do risco de câncer de ovário tem sido relatado em mulheres que tomam hormônio de reposição na TRH durante pelo menos de 5 a 10 anos. Alguns estudos sugerem que o uso em longo prazo de hormônio de reposição combinado na TRH pode levar um risco semelhante ou ligeiramente menor.
Em mulheres que tomam hormônio de reposição na TRH por mais de 5 anos, haverá 1 caso extra a cada 2.500 pacientes.

Efeito da Suprelle no coração e na circulação.
Coágulos sanguíneos na veia (tromboembolismo venoso)
O risco de coágulos sanguíneos nas veias é de cerca de 1,3 a 3 vezes maior em pacientes usuárias de hormônio de reposição na TRH do que em não usuárias, especialmente durante o primeiro ano.
Coágulos sanguíneos nem sempre são graves, mas caso um coágulo migre para os pulmões, pode causar dor no peito, falta de ar, colapso, ou até mesmo a morte.

Você geralmente tem mais propensão a ter um coágulo sanguíneo nas veias, se uma ou mais das seguintes situações se aplicar a você. Informe o seu médico se alguma destas situações se aplica a você:
•Você é idosa.
•Você está grávida ou tiver tido recentemente um bebê.
•Você usa formulações que contenham estrogênio.
•Você ou algum de seus parentes próximos já teve um coágulo sanguíneo na perna, pulmão ou outro órgão.
•Você está muito acima do peso.
•Você tem lúpus eritematoso sistêmico (LES).
•Você tem um problema de coagulação sanguínea que precisa de tratamento por um longo período com um medicamento utilizado para prevenir coágulos sanguíneos (anticoagulante).
•Você é incapaz de andar ou ficar em pé por muito tempo devido a uma grande cirurgia, lesão ou doença (imobilização prolongada).
•Você tem câncer.

Compare:
Mulheres na faixa dos 50 anos que não estejam tomando hormônio de reposição na TRH, em média, ao longo de um período de 5 anos, espera-se que 4 a cada 1000 apresentarão coágulo sanguíneo na veia. Para as mulheres na faixa dos 50 anos que estiveram tomando estrogênio-progestagênio na TRH por mais de 5 anos, o número de casos extras serão 5 a cada 1.000 pacientes.

Doença do coração (ataque cardíaco)
Não há evidência de que hormônios de reposição na TRH ajudarão a prevenir um ataque cardíaco. Mulheres com idade acima de 60 anos que usam estrogênio-progestagênio na TRH são um pouco mais propensas a desenvolver doenças cardíacas do que aquelas que não tomam qualquer hormônio de reposição.

Acidente vascular cerebral
O risco de ter um AVC é cerca de 1,5 vezes maior em pacientes que utilizam hormônio de reposição na TRH do que nas que não utilizam. O risco de acidente vascular cerebral depende fortemente da idade. Portanto, o número de casos adicionais de acidente vascular cerebral devido à utilização de hormônio de reposição na TRH aumentará com idade mais avançada.

Compare:
Para as mulheres na faixa dos 50 anos que estão tomando hormônio de reposição na TRH, o número de casos adicionais será de 3 em cada 1000 pacientes após 5 anos.

Outras condições
A reposição hormonal na TRH não irá prevenir a perda de memória. O risco de provável perda de memória pode ser um pouco mais elevado em mulheres que começem a usar qualquer tipo de hormônio de reposição na TRH após os 65 anos de idade.

Interação medicamentosa
Alguns medicamentos podem reduzir os efeitos de Suprelle :
•Medicamentos usados para epilepsia (tais como fenobarbital, fenitoína e carbamazepina).
•Medicamentos utilizados para tuberculose (tais como a rifampicina, rifabutina).
•Medicamentos utilizados nas infecções por HIV (tais como nevirapina, efavirenz, ritonavir e nelfinavir).
•Produtos à base de plantas com Erva de São João (Hypericum perforatum).

Outros medicamentos podem aumentar os efeitos de Suprelle:
• Drogas contendo cetoconazol (um fungicida).
A administração concomitante com ciclosporina pode elevar os níveis sanguíneos de ciclosporina.

Por favor, informe o seu médico ou farmacêutico, se estiver tomando ou tiver tomado recentemente outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica, medicamentos à base de plantas ou outros produtos naturais.

Tomando Suprelle com alimentos e bebidas.
Os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos e bebidas.

Gravidez e amamentação
Gravidez: Você não deve tomar Suprelle se estiver grávida. Se engravidar pare de tomar Suprelle imediatamente e contate o seu médico.

Amamentação: Você não deve usar Suprelle se você estiver amamentando.

Condução de veículos e utilização de máquinas
Suprelle não possui efeitos conhecidos sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas.

Este medicamento contém LACTOSE.
Suprelle contém lactose. Se você tem intolerância a alguns açúcares, contate o seu médico antes de tomar Suprelle .
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Este medicamento pode interromper a menstruação por período prolongado e/ou causar sangramentos intermenstruais severos.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz e umidade. Para proteger o medicamento da luz, mantê-lo dentro do cartucho.
Medicamentos não devem ser descartados pelo encanamento ou no lixo doméstico. Pergunte ao seu farmacêutico como eliminar os medicamentos que já não são necessários. Estas medidas ajudarão a proteger o meio ambiente.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Os comprimidos revestidos de Suprelle são brancos, circulares, biconvexos, lisos e com núcleo branco.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Posologia
Tome um comprimido uma vez por dia, por volta do mesmo horário todos os dias. Tome o comprimido com um copo de água.
Tome um comprimido todos os dias, sem interrupções. Após utilizar todos os 28 comprimidos vá direto para a embalagem seguinte.
Você pode iniciar o tratamento com Suprelle em qualquer dia que lhe seja conveniente. No entanto, se você estiver trocando de um hormônio de reposição você deve iniciar o tratamento logo após a menstruação finalizar.
Seu médico deverá ter como objetivo prescrever a menor dose pelo menor tempo possível até atingir a melhora de seus sintomas. Fale com o seu médico se os sintomas não melhorarem após 3 meses.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você esquecer de tomar o comprimido na hora habitual, tome-o dentro das próximas 12 horas. Se mais de 12 horas se passarem, comece novamente no dia seguinte como de costume. Não tome uma dose dupla para compensar um comprimido esquecido.
O esquecimento de uma dose pode aumentar a probabilidade de sangramento e escape se você ainda possuir seu útero.
Se você quiser parar de tomar Suprelle®, fale primeiro com o seu médico. Ele irá explicar os efeitos da interrupção do tratamento e discutir outras possibilidades com você.
Se você tiver dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Como todos medicamentos, Suprelle pode causar efeitos colaterais, embora nem todos os pacientes apresentem.

Sangramento com Suprelle
Suprelle não causará sangramento regular mensal. Ao iniciar o tratamento, algumas mulheres apresentam leve sangramento vaginal ou escapes.

Não se preocupe caso você apresente sangramento ou escapes especialmente durante os primeiros meses de TRH.
No entanto, contate o seu médico assim que possível:
•Se o sangramento continuar depois dos 3 primeiros meses.
•Se o sangramento somente iniciar após algum tempo do início da TRH.
•Se o sangramento continuar após o término da TRH.
O seu médico poderá questionar sobre qualquer sangramento vaginal com Suprelle em seus exames regulares. Será muito útil fazer anotações caso ocorra qualquer sangramento.

A frequência de possíveis reações adversas listadas abaixo é definida usando a seguinte convenção:
Reação muito comum (≥ 10% - ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação comum (≥ 1% e < 10% - ocorre entre 1/100 e 1/10 dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação incomum (≥0,1% e < 1% ocorre entre 1/1.000 e 1/100 dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação rara (≥ 0,01% e < 0,1% - ocorre entre 1/10.000 e 1/1.000 dos pacientes que utilizam este medicamento)
Reação muito rara (0,01% - ocorre em menos de 1/1.000 dos pacientes que utilizam este medicamento) Reações desconhecidas (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis)

Reações muito comuns
•Dor na mama ou sensibilidade mamária
•Sangramento vaginal.

Reações comuns
•Dor de cabeça
•Ganho de peso causado pela retenção de líquidos
•Inflamação vaginal
•Enxaqueca (caso novo), ou piora da enxaqueca existente
•Infecção vaginal por fungo
•Depressão (caso novo), ou piora da depressão existente
•Náuseas
•Aumento ou inchaço das mamas (edema da mama)
•Dor nas costas
•Mioma uterino (tumor benigno), agravamento, ocorrência ou recorrência
•Inchaço dos braços e pernas (edema periférico)
•Aumento de peso.

Reações incomuns
•Inchaço, dor abdominal, edema, desconforto ou flatulência
•Acne
•Perda de cabelo (alopecia)
•Crescimento de cabelo anormal (padrão masculino)
•Comichão ou urticária (urticária)
•Inflamação de uma veia (tromboflebite superficial)
•Cãibras nas pernas
•Ineficácia do medicamento
•Reação alérgica
•Nervosismo.

Hipersensibilidade /alergia (efeito adverso incomum – afeta de 1 a 10 em cada 1000 pacientes)
Embora seja um evento incomum, hipersensibilidade/alergia podem ocorrer. Sinais de hipersensibilidade/ alergia podem incluir um ou mais dos seguintes sintomas: urticária, prurido, inchaço, dificuldade em respirar, pressão arterial baixa (palidez e frieza da pele, batida rápida do coração), tonturas, transpiração, que podem ser sinais de reação anafilática/choque. Se um dos sintomas mencionados aparecer, pare de tomar Suprelle® e procure ajuda médica imediata.

Reações raras
• Coágulos sanguíneos nos vasos sanguíneos das pernas ou nos pulmões (trombose venosa profunda, embolia pulmonar).

Reações muito raras
•Câncer no revestimento do útero (câncer endometrial)
•Espessamento excessivo do revestimento do útero (hiperplasia endometrial)
•Aumento da pressão arterial ou agravamento da hipertensão arterial
•Doença da vesícula biliar, ocorrência de cálculos biliares, recorrência ou agravamento
•Secreção excessiva de sebo, erupção cutânea
•Ataque agudo ou recorrentes de edema (edema angioneurótico)
•Insônia, tontura, ansiedade
•Alteração no desejo sexual
•Distúrbios visuais
•Redução de peso
•Vômitos
•Queimação
•Coceira vaginal e genital
•Ataque cardíaco e acidente vascular cerebral.

Outras reações adversas da terapia combinada
Mulheres usando hormônio de reposição na TRH tem um risco ligeiramente maior de desenvolver as seguintes doenças:
•Câncer de mama
•Espessamento excessivo ou câncer da parede do útero (hiperplasia endometrial ou câncer)
•Câncer de ovário
•Coágulos de sangue nas veias das pernas ou dos pulmões (tromboembolismo venoso)
•Doença cardíaca
•Acidente vascular cerebral
•Doenças de pele e subcutânea:
-Escurecimento da pele (cloasma)
-Condição grave da pele que podem afetar a boca e outras partes do corpo (eritema multiforme)
-Inchaço vermelho-púrpura nas pernas, coxas e, menos comumente, nos braços. Dores nas articulações e músculos e febre também podem ocorrer (eritema nodoso)
-Manchas roxas ou vermelho-castanhas visíveis através da pele (púrpura vascular)
•Provável perda de memória se a TRH é iniciada com idade superior a 65 anos.
Para mais informações sobre estas reações adversas, veja seção 4 “O que devo saber antes de usar este medicamento”.
Se alguma das reações adversas se agravar ou se perceber quaisquer reações não mencionados nesta bula, por favor, informe o seu médico ou farmacêutico.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Se você tomar mais comprimidos de Suprelle do que deveria, fale com o seu médico ou farmacêutico.
Uma superdose de Suprelle pode fazer você se sentir enjoada ou vomitar.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Data da bula

29/06/2015

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