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Índice

Tazocin - Bula do remédio

Tazocin com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Tazocin têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Tazocin devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Wyeth

Apresentação de Tazocin

Cartucho com 1 frasco-ampola contendo 2,25 g de pó liófilo injetável. Peso líquido: 2,4g

Cartucho com 1 frasco-ampola contendo 4,5 g de pó liófilo injetável. Peso líquido: 4,8g

EXCLUSIVAMENTE PARA USO INTRAVENOSO
USO ADULTO E PEDIÁTRICO (vide Indicações)

COMPOSIÇÃO
Princípios Ativos: piperacilina sódica, tazobactam sódico
Tazocin® 2,25 g: Cada frasco-ampola de dose única contém piperacilina sódica equivalente a 2 g de piperacilina, tazobactam sódico equivalente a 250 mg de tazobactam e 0,5 mg de edetato dissódico (diidratado) (EDTA).

Tazocin® 4,5 g: Cada frasco-ampola de dose única contém piperacilina sódica equivalente a 4 g de piperacilina, tazobactam sódico equivalente a 500 mg de tazobactam e 1 mg de edetato dissódico (diidratado) (EDTA).

Excipientes: bicarbonato de sódio, ácido cítrico monoidratado, edetato dissódico diidratado (EDTA) e água para injeção.
O produto não contém conservantes.

Tazocin - Indicações

Tazocin® (piperacilina sódica, tazobactam sódico) é indicado para o tratamento das seguintes infecções bacterianas sistêmicas e/ou locais causadas por microrganismos Gram-positivos e Gram-negativos aeróbios e anaeróbios sensíveis à piperacilina/tazobactam ou à piperacilina:

Pacientes adultos
1.Infecções do trato respiratório inferior.
2.Infecções do trato urinário (complicada ou não complicada). 3.Infecções intra-abdominais.
4.Infecções da pele e tecidos moles.
5.Septicemia bacteriana.
6.Infecções ginecológicas, incluindo endometrite pós-parto e doença inflamatória pélvica (DIP).
7.Infecções neutropênicas febris, em associação a um aminoglicosídeo.
8.Infecções osteoarticulares.
9.Infecções polimicrobianas (microrganismos Gram-positivos/Gram-negativos aeróbios e anaeróbios).

Crianças
1.Infecções neutropênicas febris em pacientes pediátricos, em associação a um aminoglicosídeo.
2.Infecções intra-abdominais em crianças com 2 anos ou mais. Tratamento empírico de infecções graves com Tazocin® pode ser iniciado antes que os resultados dos testes de sensibilidade estejam disponíveis.
Enquanto Tazocin® está indicado somente para as condições listadas acima, as infecções causadas por organismos sensíveis à piperacilina também são sensíveis ao tratamento com Tazocin® devido à presença de piperacilina.
Portanto, o tratamento de infecções mistas causadas por organismos sensíveis à piperacilina e organismos produtores de betalactamase sensíveis à Tazocin® não necessitam da adição de outro antibiótico.
Testes apropriados de cultura e sensibilidade devem ser realizados antes do tratamento para identificar os organismos causadores das infecções e para determinar sua sensibilidade ao Tazocin®. Devido a seu amplo espectro de ação contra organismos Gram-negativos e Gram-positivos anaeróbios e aeróbios, como mencionado acima, Tazocin® é particularmente útil no tratamento de infecções mistas e no tratamento empírico antes da disponibilidade dos resultados dos testes de sensibilidade. O tratamento com Tazocin® pode, contudo, ser iniciado antes dos resultados dos testes serem conhecidos. Modificação no tratamento pode ser necessária após conhecimento destes resultados, ou se não houver resposta clínica.
Tazocin® atua sinergicamente com aminoglicosídeos contra certas cepas de Pseudomonas aeruginosa. Esta terapia combinada tem tido sucesso, especialmente em pacientes com comprometimento imunológico. Ambas as drogas devem ser utilizadas em doses terapêuticas completas.
Assim que os resultados de cultura e testes de sensibilidade estejam disponíveis, a terapia antimicrobiana deve ser ajustada.
No tratamento de pacientes neutropênicos, doses terapêuticas completas de Tazocin® e um aminoglicosídeo devem ser utilizadas. Deve-se levar em conta a possibilidade de hipocalemia em pacientes com baixa reserva de potássio, e periódicas determinações eletrolíticas devem ser feitas nestes pacientes.

Contra-indicações de Tazocin

O uso de Tazocin® está contraindicado em pacientes com hipersensibilidade a qualquer betalactâmico (incluindo penicilinas e cefalosporinas) ou inibidores da betalactamase.

Advertências

Antes do início do tratamento com Tazocin® os pacientes devem ser questionados detalhadamente sobre reações de hipersensibilidade anteriores a penicilinas, cefalosporinas ou outros alérgenos. Reações de hipersensibilidade (anafilática/anafilactoide incluindo choque) graves e ocasionalmente fatais foram relatadas em pacientes em tratamento com penicilinas, incluindo Tazocin®. Essas reações são mais comuns em pessoas com história de sensibilidade a múltiplos alérgenos. Reações de hipersensibilidade graves exigem a descontinuação do antibiótico e podem necessitar da administração de epinefrina e de outras condutas de emergência.
Reações cutâneas graves, tais como síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, tem sido relatadas em pacientes recebendo Tazocin®. Se pacientes desenvolverem erupções cutâneas, eles devem ser monitorados cuidadosamente e Tazocin® deve ser descontinuado caso as lesões progridam.
A colite pseudomembranosa induzida por antibiótico pode se manifestar por diarreia grave e persistente, que pode ser potencialmente fatal. Os sintomas da colite pseudomembranosa podem começar durante ou após o tratamento antibacteriano.
Ocorreram manifestações hemorrágicas em alguns pacientes tratados com antibióticos betalactâmicos. Essas reações são, às vezes, associadas a anormalidades nos testes de coagulação, como tempo de coagulação, agregação plaquetária e tempo de protrombina, e são mais frequentes em pacientes com insuficiência renal (ver 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS). Se essas reações ocorrerem, o antibiótico deve ser suspenso e um tratamento adequado deve ser instituído.
Este produto contém 2,79 mEq (64 mg) de sódio por grama de piperacilina, o que pode aumentar a quantidade total de sódio do paciente. Pode ocorrer hipocalemia em pacientes com baixas reservas de potássio ou que recebem medicamentos concomitantes que podem diminuir os níveis de potássio; recomenda-se a determinação periódica de eletrólitos nesses pacientes.
Leucopenia e neutropenia podem ocorrer, principalmente durante tratamento prolongado. Portanto deve- se avaliar periodicamente a função hematopoiética.
Como em qualquer outro tratamento com penicilina, complicações neurológicas na forma de convulsões podem ocorrer quando altas doses são administradas, especialmente em pacientes com insuficiência renal.
Como qualquer outro antibiótico, o uso dessa droga pode resultar em um aumento do crescimento de organismos não suscetíveis, incluindo fungos. Os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente durante o tratamento. Se ocorrer superinfecção, medidas apropriadas devem ser tomadas.
Embora Tazocin® possua características de baixa toxicidade do grupo das penicilinas, recomenda-se avaliação periódica das funções orgânicas incluindo renal, hepática e hematopoiética durante tratamento prolongado.
Como com qualquer antibiótico, deve-se considerar a possibilidade de aparecimento de organismos resistentes, que podem causar superinfecções, principalmente durante tratamento prolongado. Poderá ser necessário efetuar acompanhamento microbiológico a fim de detectar qualquer superinfecção importante. Caso isto ocorra, medidas apropriadas devem ser tomadas.
Como com outras penicilinas, os pacientes podem apresentar excitabilidade neuromuscular ou convulsões, se doses maiores que as recomendadas forem administradas por via intravenosa (principalmente em pacientes com insuficiência renal).
Como com outras penicilinas semissintéticas, o tratamento com piperacilina tem sido associado com um aumento na incidência de febre e eritema em pacientes com fibrose cística.
O uso de antimicrobianos em altas doses por curto período de tempo para tratar gonorreia pode mascarar ou atrasar os sintomas de incubação da sífilis. Portanto, antes do tratamento, os pacientes com gonorreia também devem ser avaliados para sífilis. Material para exame de campo escuro deve ser obtido de pacientes com qualquer lesão primária suspeita, e exames sorológicos devem ser realizados por no mínimo 4 meses.

Pacientes com Insuficiência Hepática (ver 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR)

Pacientes com Insuficiência Renal - Em pacientes com insuficiência renal ou em hemodiálise, a dose intravenosa deve ser ajustada ao grau de insuficiência renal.

Carcinogenicidade - Não foram conduzidos estudos de carcinogenicidade com a piperacilina, o tazobactam ou a associação.

Mutagenicidade - Os resultados com Tazocin® nos ensaios de mutagenicidade microbiana, no teste de síntese de DNA (UDS), no ensaio de mutação em mamíferos (células de ovário de hamster chinês - HPRT) e no ensaio de transformação em células de mamíferos (BALB/c-3T3) foram negativos. In vivo, Tazocin® não induziu aberrações cromossômicas em ratos tratados por via IV.
Os resultados com a piperacilina foram negativos nos ensaios de mutagenicidade microbiana. Não houve dano ao DNA de bactérias (ensaio Rec) expostas à piperacilina. Também apresentou resultado negativo no teste de síntese de DNA (UDS). No ensaio de mutação em mamíferos (células de linfoma de camundongos) o resultado foi positivo. No ensaio de transformação de células (BALB/c-3T3) o resultado foi negativo. In vivo, a piperacilina não induziu aberrações cromossômicas em camundongos tratados por via IV.
Os resultados com o tazobactam foram negativos nos ensaios de mutagenicidade microbiana, no teste de síntese de DNA (UDS) e no ensaio de mutação em mamíferos (células de ovário de hamster chinês - HPRT). Em outro ensaio de mutação em mamíferos (células de linfoma de camundongos) o resultado foi positivo. No ensaio de transformação de células (BALB/c-3T3) o resultado foi negativo. Em um ensaio citogenético in vitro (células de pulmão de hamster chinês), o resultado foi negativo. In vivo, o tazobactam não induziu aberrações cromossômicas em ratos tratados por via IV.

Toxicidade Reprodutiva - Em estudos de desenvolvimento embriofetal não houve nenhuma evidência de teratogenicidade após administração intravenosa de tazobactam ou da associação; no entanto, nos ratos houve uma ligeira redução no peso corpóreo fetal em doses tóxicas maternas. A administração intraperitonial de piperacilina / tazobactam foi associada a uma ligeira redução no tamanho da prole e um aumento da incidência de pequenas anomalias esqueléticas (atrasos na ossificação) em doses que produziram toxicidade materna. O desenvolvimento peri e pós-natal foi comprometido (peso reduzido dos filhotes, aumento ainda no nascimento, aumento na mortalidade dos filhotes) concomitante com toxicidade materna.

Prejuízo da Fertilidade - Os estudos de reprodução em ratos não revelaram nenhuma evidência de comprometimento da fertilidade causado pelo tazobactam ou pela associação quando administrado intraperitonealmente.

Gravidez - Estudos em animais não demonstraram teratogenicidade da associação piperacilina/tazobactam quando administrada intravenosamente, mas demonstraram toxicidade reprodutiva em ratos em doses tóxicas maternas quando administrada intravenosamente ou intraperitonealmente. Não existem estudos adequados e bem-controlados com a associação piperacilina/tazobactam ou com a piperacilina ou o tazobactam em monoterapia em mulheres grávidas. A piperacilina e o tazobactam atravessam a placenta. Mulheres grávidas devem ser tratadas apenas se os benefícios previstos superarem os possíveis riscos à mulher e ao feto.

Lactação - A piperacilina é excretada em baixas concentrações no leite materno; as concentrações de tazobactam no leite materno ainda não foram determinadas. As mulheres lactantes devem ser tratadas apenas se os benefícios previstos superarem os possíveis riscos à mulher e a criança.

Tazocin® é um medicamento classificado na categoria B de risco de gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não foram realizados estudos que avaliam os efeitos do medicamento sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas.

Interações medicamentosas de Tazocin

Relaxantes musculares não despolarizantes
A piperacilina quando utilizada concomitantemente à vecurônio têm sido relacionada a prolongamento do bloqueio neuromuscular do vecurônio. Devido à semelhança entre os mecanismos de ação, espera-se que haja prolongamento do bloqueio neuromuscular provocado por qualquer relaxante muscular não despolarizante na presença de piperacilina.

Anticoagulantes orais
Durante a administração simultânea de heparina, anticoagulantes orais e outros medicamentos com potencial para alterar o sistema de coagulação sanguínea, incluindo a função trombocítica, testes adequados de coagulação deverão ser realizados com maior frequência e monitorizados regularmente (ver 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).

Metotrexato
A piperacilina pode reduzir a excreção do metotrexato, portanto os níveis séricos de metotrexato devem ser monitorizados para evitar toxicidade do medicamento.

Probenecida
Como ocorre com outras penicilinas, a administração concomitante de probenecida e Tazocin® prolonga a meia-vida e diminui a depuração renal da piperacilina e do tazobactam, entretanto não há alteração da concentração plasmática máxima de cada droga.

Aminoglicosídeos
A piperacilina em monoterapia ou em associação ao tazobactam não altera significantemente a farmacocinética da tobramicina em pacientes com função renal normal e com insuficiência renal leve ou moderada. A farmacocinética da piperacilina, do tazobactam e do metabólito M1 não sofreu alteração significante com a administração da tobramicina.

Vancomicina
Não foram observadas interações farmacocinéticas entre Tazocin® e vancomicina.

Interações com Exames Laboratoriais
Como ocorre com outras penicilinas, a administração de Tazocin® pode provocar resultado falso-positivo de glicose na urina pelo método de redução de cobre. Recomenda-se o uso de testes de glicose à base de reações enzimáticas da glicose-oxidase.
Há relatos de resultados positivos quando se utiliza o teste para Aspergillus pelo ensaio imunoenzimático (EIA) – Platelia da Bio-Rad Laboratories em pacientes recebendo Tazocin® sem que estejam com Aspergillus. Têm-se relatado reações cruzadas entre polissacarídeos não Aspergillus e polifuranoses no teste da Bio-Rad Laboratories (Platelia Aspergillus EIA).
Assim, resultados positivos para o teste em pacientes recebendo Tazocin® devem ser cuidadosamente interpretados e confirmados por outros métodos diagnósticos.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Tazocin

As reações adversas relacionadas na Tabela abaixo estão de acordo com a frequência do CIOMS:
Muito Comuns: ≥ 10%
Comuns: ≥ 1% e < 10%
Incomuns: ≥ 0,1% e < 1%
Raras: ≥ 0,01% e < 0,1%
Muito Raras: < 0,01%
Desconhecida: a frequência não pode ser precisamente estimada a partir de estudos clínicos

A suspeita de efeitos indesejáveis é baseada nos estudos clínicos e/ou taxas de relatos espontâneos de pós- comercialização.

Classe de
Sistema
Corpóreo

Muito
Comum
≥ 1/10

Comum
≥ 1/100 a < 1/10

Incomum
≥ 1/1.000 a
<1/100

Raro
≥ 1/10.000 a
< 1/1.000

Muito
Raro
< 1/10.000

Frequência
desconhecida
(não pode ser
estimada a partir
dos dados
disponíveis)

Infecções e
Infestações

 Candidíase*    

Desordens do
sistema
linfático e
sanguíneo

 

Trombocitopenia,
anemia*, teste de
Coombs direto
positivo,
prolongamento
do tempo de
tromboplastina
parcial ativada

Leucopenia,
prolongamento
do tempo de
protrombina

Agranulocitose,
epistaxe

 

Pancitopenia*,
neutropenia,
púrpura,
prolongamento do
tempo de
sangramento,
anemia
hemolítica*,
eosinofilia*,
trombocitose*

Desordens do
sistema
imunológico

     

Reação
anafilactoide*,
reação anafilática*,
choque
anafilactoide*,
choque
anafilático*,
hipersensibilidade*

Desordens do
sistema
nutriocional e
metabolismo

 

Diminuição da
albumina
sanguínea,
diminuição da
proteína total

Hipocalemia,
diminuição da
glicose
sanguínea

   

Desordens do
sistema
nervoso

 Cefaleia, insônia    

Desordens
vasculares

   

Hipotensão,
flebite,
tromboflebite,
rubor

   

Desordens
gastrintestinais

Diarreia

Dor abdominal,
náusea, vômitos,
constipação,
dispepsia

 

Colite
pseudomembranosa,
estomatite

  

Desordens
hepato-biliares

 

Aumento da
aspartato
aminotransferase,
aumento da
alanina
aminotransferase,
aumento da
alcalino fosfatase
sanguínea

Aumento da
bilirrubina
sanguínea

  

Hepatite*,
icterícia, aumento
da gamaglutamiltransferase,

Desordens do
sistema
subcutâneo e
pele

 

Erupções,
prurido

Eritema
multiforme*,
urticária,
erupção
maculopapular*

Necrólise
epidérmica tóxica*

 

Síndrome de
Stevens-Johnson*,
dermatite bolhosa

Desordens do
tecido
conectivo
músculoesquelético
e
ósseo

  

Artralgia,
mialgia

   

Desordens dos
sistemas renal
e urinário

 

Aumento da
creatinina
sanguínea,
aumento da ureia
sanguínea

   

Insuficiência renal,
nefrite
tubulointersticial*

Desordens
gerais e
condições no
local de
administração

 

Pirexia, reação
no local da
injeção

Calafrios   

 


*Reações adversas ao medicamento identificadas pós-comercialização

O tratamento com piperacilina está associado a aumento da incidência de febre e erupções cutâneas em pacientes com fibrose cística.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Tazocin - Posologia

Adultos e Crianças Acima de 12 Anos
Em geral, a dose diária total recomendada é de 12 g de piperacilina/1,5 g de tazobactam divididos em doses a cada 6 ou 8 horas. Doses tão elevadas quanto 18 g de piperacilina/2,25 g de tazobactam por dia em doses divididas podem ser utilizadas em caso de infecções graves.

Neutropenia Pediátrica
Em crianças com função renal normal e menos de 50 kg, a dose deve ser ajustada para 80 mg de piperacilina/10 mg de tazobactam por kg a cada 6 horas e utilizada em associação à dose adequada de um aminoglicosídeo.
Em crianças com mais de 50 kg, seguir a posologia para adultos e utilizar em associação à dose adequada de um aminoglicosídeo.

Infecções Intra-Abdominais Pediátricas
Para crianças entre 2 e 12 anos, com até 40 kg e função renal normal, a dose recomendada é de 112,5 mg/kg a cada 8 horas (100 mg de piperacilina/12,5 mg de tazobactam).
Para crianças entre 2 e 12 anos, com mais de 40 kg e função renal normal, seguir a orientação posológica para adultos. Recomenda-se tratamento mínimo de 5 dias e máximo de 14 dias, considerando que a administração da dose continue por, no mínimo, 48 horas após a resolução dos sinais clínicos e sintomas.

Uso em Pacientes Idosos
Tazocin® pode ser administrado nas mesmas dosagens usadas em adultos, à exceção dos casos de insuficiência renal (ver abaixo).

Uso em Pacientes com Insuficiência Renal
Em pacientes com insuficiência renal ou em hemodiálise, as doses intravenosas e os intervalos entre as doses devem ser ajustados para o grau de insuficiência renal.
As doses diárias recomendadas são as seguintes:

Programa de dosagem intravenosa para adultos com disfunção renal
Clearance de Creatinina *(mL/min)

Dose Recomendada de
piperacilina/tazobactam**

maior que 40Não é necessário nenhum ajuste
20 – 40

12 g/1,5 g/dia em doses divididas
4 g/500 mg a cada 8 horas

menor que 20

8 g/1 g/dia em doses divididas
4 g/500 mg a cada 12 horas

 

 


Para pacientes em hemodiálise, a dose diária máxima é 8 g/1 g de Tazocin®. Além disso, uma vez que a hemodiálise remove 30% - 50% de piperacilina em 4 horas, uma dose adicional de 2 g/250 mg de Tazocin® deve ser administrada após cada sessão de diálise. Para pacientes com insuficiência renal e hepática, medidas dos níveis séricos de Tazocin®, quando disponíveis, poderão fornecer informações adicionais para o ajuste de dose.

Insuficiência Renal em Crianças Pesando Menos que 50 kg


Para crianças pesando menos de 50 kg, com insuficiência renal, a dosagem endovenosa deverá ser ajustada até o grau da insuficiência renal conforme indicado a seguir:

Clearance de Creatinina *(mL/min)

Dose Recomendada de
piperacilina/tazobactam**

40 - 80

90 mg/kg (80 mg piperacilina/10 mg tazobactam) a
cada 6 horas.

20 – 40

90 mg/kg (80 mg piperacilina/10 mg tazobactam) a
cada 8 horas.

menor que 20

90 mg/kg (80 mg piperacilina/10 mg tazobactam) a
cada 12 horas.

 

 


Para crianças pesando menos de 50 kg, submetidas à hemodiálise, a dose recomendada é de 45 mg/kg a cada 8 horas.

Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática
Não é necessário ajustar a dose de Tazocin® em pacientes com insuficiência hepática.

Administração Concomitante de Tazocin® com Aminoglicosídeos
Devido à inativação in vitro do aminoglicosídeo pelos antibióticos betalactâmicos, recomenda-se que o Tazocin® e o aminoglicosídeo sejam administrados separadamente. O Tazocin® e o aminoglicosídeo devem ser reconstituídos e diluídos separadamente quando a terapia concomitante com os aminoglicosídeos ser indicada (ver Incompatibilidades Farmacêuticas).
Nas circunstâncias em que houver preferência da administração concomitante, a formulação de Tazocin® contendo EDTA fornecida em frascos-ampolas é compatível para administração concomitante simultânea via infusão por equipo em Y, apenas com os seguintes aminoglicosídeos e nas seguintes condições:

Aminoglicosídeo

Dose de Tazocin®
(g)

Volume do
Diluente da Dose
de Tazocin® (mL)

Intervalo de
Concentração do
Aminoglicosídeo‡
(mg/mL)

Diluentes
Aceitáveis

amicacina2,25; 3,375; 4,550, 100, 1501,75 - 7,5

cloreto de sódio
0,9% ou
dextrose 5%

gentamicina2,25; 3,375; 4,550, 100, 1500,7 - 3,32

cloreto de sódio
0,9% ou
dextrose 5%

 

 

 


‡A dose do aminoglicosídeo deve se basear no peso do paciente, no status da infecção (séria ou potencialmente fatal) e na função renal (depuração de creatinina).

A compatibilidade do Tazocin® com outros aminoglicosídeos não foi estabelecida. Apenas a concentração e os diluentes da amicacina e da gentamicina com as doses de Tazocin® apresentadas na tabela acima foram estabelecidas como compatíveis para administração concomitante por infusão em equipo em Y. A administração concomitante simultânea via equipo em Y de qualquer maneira diferente da mencionada acima pode resultar em inativação do aminoglicosídeo pelo Tazocin®.

Superdosagem

Sintomas
Há relatos de superdosagem de Tazocin® na experiência pós-comercialização. A maioria desses eventos, incluindo náuseas, vômitos e diarreia, também foi relatada nas doses usuais recomendadas. Os pacientes podem apresentar excitabilidade neuromuscular ou convulsões se forem administradas doses acima das recomendadas por via intravenosa (particularmente na presença de insuficiência renal).

Tratamento de Intoxicação
Nenhum antídoto específico é conhecido.
O tratamento deve ser de suporte e sintomático de acordo com a manifestação clínica apresentada pelo paciente.
Concentrações séricas excessivas de piperacilina ou tazobactam podem ser reduzidas por hemodiálise.
No caso de reações alérgicas graves (anafiláticas), medidas usualmente indicadas devem ser empregadas (anti-histamínicos, corticosteroides, drogas simpatomiméticas e, se necessário, oxigênio e respiração artificial).
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Características farmacológicas

Descrição
Tazocin® é uma associação antibacteriana injetável que consiste de um antibiótico semissintético, a piperacilina sódica e um inibidor da betalactamase, o tazobactam sódico, para administração intravenosa. O produto não contém conservantes. A sua ação farmacológica inicia-se imediatamente após a sua entrada no sangue.
A piperacilina sódica é o (2S,5R,6R)-6-[(R)-2-(4-etil-2,3-dioxo-1-piperazinacarboxamido)-2-fenilacetamido]-3,3-dimetil-7-oxo-4-tia-1-azabiciclo[3.2.0]heptano-2-carboxilato de sódio.
O tazobactam sódico é o (2S,3S,5R)-3-metil-7-oxo-3-(1H-1,2,3-triazol-1-ilmetil)-4-tia-1-azabiciclo[3.2.0]heptano-2-carboxilato-4,4-dióxido de sódio.
A fórmula molecular da piperacilina sódica é C23H26N5NaO7S (peso molecular 539,5) e do tazobactam sódico é C10H11N4NaO5S (peso molecular 322,3).
A piperacilina sódica é um pó cristalino branco, altamente solúvel em água, álcool e metanol; praticamente insolúvel em acetato de etila. O tazobactam sódico é um pó cristalino não higroscópico branco a quase branco.
Cada frasco-ampola contém 2,79 mEq (64 mg) de sódio por grama de piperacilina.

Mecanismo de Ação
Tazocin® é uma associação de antibacterianos injetáveis que consiste no antibiótico semissintético piperacilina sódica e o inibidor da ß-lactamase tazobactam sódico para administração intravenosa. Assim, piperacilina/tazobactam combina as propriedades de um antibiótico de amplo espectro e um inibidor da ß-lactamase.
A piperacilina sódica exerce sua atividade bactericida pela inibição da formação do septo e da síntese da parede celular. A piperacilina e outros antibióticos ß-lactâmicos bloqueiam a etapa de transpeptidação terminal da biossíntese do peptidoglicano da parede celular em organismos suscetíveis ao interagir com as proteínas de ligação às penicilinas (PBPs), as enzimas bacterianas responsáveis por essa reação. A piperacilina é ativa in vitro contra várias bactérias aeróbicas gram-positivas e gram-negativas e bactérias anaeróbicas.
A piperacilina apresenta atividade reduzida contra bactérias que dispõem de ß-lactamases que inativam quimicamente a piperacilina e outros antibióticos ß-lactâmicos. O tazobactam sódico, que tem muito pouca atividade antimicrobiana intrínseca, devido à sua pequena afinidade com as PBPs, pode restaurar ou potencializar a atividade da piperacilina contra muitos desses organismos resistentes. O tazobactam é um inibidor potente de muitas ß-lactamases classe A (penicilinases, cefalosporinases e enzimas com espectro estendido), apresentando atividade variável contra carbapenemases classe A e ß-lactamasesclasse D. O tazobactam não é ativo contra a maior parte das cefalosporinases classe C e é inativo contrametalo-ß-lactamases classe B.
Duas características da piperacilina/tazobactam levam a um aumento da atividade contra alguns organismos portadores de ß-lactamases que, quando testadas como preparações enzimáticas, são menos inibidas pelo tazobactam e outros inibidores; o tazobactam não induz ß-lactamases mediadas por cromossomos nos níveis de tazobactam alcançados com os esquemas de doses recomendados e a piperacilina é relativamente refratária à ação de algumas ß-lactamases.
Como outros antibióticos ß-lactâmicos, a piperacilina, com ou sem tazobactam, demonstra atividade bactericida dependente de tempo contra organismos suscetíveis.

Mecanismo de resistência:
Existem três principais mecanismos de resistência aos antibióticos ß-lactâmicos: alterações nas PBPs-alvo resultando em redução da afinidade ao antibiótico, destruição do antibiótico pelas ß-lactamases bacterianas e baixos níveis intracelulares de antibiótico devido à redução da captação ou efluxo ativo dos antibióticos.
Nas bactérias gram-positivas, as mudanças nas PBPs são o mecanismo primário de resistência aos antibióticos ß-lactâmicos, incluindo piperacilina/tazobactam. Esse mecanismo é responsável pela resistência à meticilina em estafilococos e pela resistência à penicilina em Streptococcus pneumoniae e estreptococos do grupo viridans. Também ocorre resistência causada por alterações nas PBPs em espécies gram-negativas fastidiosas como Haemophilus influenzae e Neisseria gonorrhoeae. A piperacilina/tazobactam não tem atividade contra cepas cuja resistência contra antibióticos ß-lactâmicos é determinada por alterações das PBPs. Como indicado acima, existem algumas ß-lactamases que não são inibidas pelo tazobactam.

Metodologia para determinação da susceptibilidade in vitro das bactérias a piperacilina/tazobactam:
Testes de susceptibilidade devem ser conduzidos usando métodos laboratoriais padronizados, como os descritos pelo Instituto de Padrões Clínicos e Laboratoriais (Clinical and Laboratory Standards Institute - CLSI). Estes incluem métodos de diluição (determinação da concentração inibitória mínima, MIC) e métodos de suscetibilidade a discos. Tanto o CLSI quanto o Comitê Europeu para Testagem da Suscetibilidade aos Antimicrobianos (European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing –
EUCAST) fornecem critérios para interpretação da suscetibilidade em algumas espécies bacterianas com base nesses métodos. Deve-se observar que, para o método de difusão dos discos, o CLSI e o EUCAST usam discos com conteúdos diferentes de drogas.

Os critérios do CLSI para interpretação dos testes de suscetibilidade a piperacilina/tazobactam são listados na tabela a seguir:

CRITÉRIOS DO CLSI PARA INTERPRETAÇÃO DOS TESTES DE SUSCETIBILIDADE A
PIPERACILINA/TAZOBACTAM

Patógeno

 

Concentração inibitória
mínima (MIC)
em mg/L de piperacilina a

Zona inibitória na difusão do
disco b
(mm diâmetro)

SIRSIR
Enterobacteriaceae e
Acinetobacter baumanii
≤ 1632 - 64≥ 128≥ 2118 - 20≤ 17
Pseudomonas aeruginosa≤ 1632 - 64≥ 128≥ 2115 - 20≤ 14

Determinados bacilos gram-negativos nãofastidiosos
c

---≥ 2118 - 20≤ 17
Haemophilus influenzae≤ 1-≥ 2≥21--
Staphylococcus aureus≤ 8-≥ 16≥ 18-≤ 17
Grupo Bacteroides fragilis d≤ 3264≥ 128---

Fonte: Clinical and Laboratory Standards Institute. Performance Standards for Antimicrobial Susceptibility Testing;
22nd Informational Supplement. CLSI document M100-S22. CLSI, Wayne, PA, 2012.
S = suscetível. I = intermediário. R = resistente.
a As MICs são determinadas usando uma concentração fixa de 4 mg/L de tazobactam e variando a concentração de
piperacilina.
b Os critérios de interpretação do CLSI são baseados em discos contendo100 μg de piperacilina e 10 μg de
tazobactam.
c Consulte a Tabela 2B-5 do Documento M100-S22 do CLSI para a lista dos organismos incluídos.
d Com exceção do Bacteroides fragilis em si, as MICs são determinadas apenas pela diluição em ágar.


Os procedimentos padronizados dos testes de suscetibilidade requerem a utilização de microrganismos de controle de qualidade para controlar os aspectos técnicos dos procedimentos do teste. Os microrganismos de controle de qualidade são cepas específicas com propriedades biológicas intrínsecas relacionadas aos mecanismos de resistência e às expressões genéticas dos mesmos dentro do microrganismo; as cepas específicas usadas para controle de qualidade dos testes de suscetibilidade não são clinicamente significativas.
Os organismos e as variações do controle de qualidade da piperacilina/tazobactam que devem ser utilizados com os critérios de interpretação dos testes de suscetibilidade e a metodologia do CLSI são listados na tabela a seguir:

FAIXAS DE VARIAÇÃO DOS CONTROLES DE QUALIDADE DE
PIPERACILINA/TAZOBACTAM A SEREM USADOS JUNTAMENTE COM OS CRITÉRIOS
PARA INTERPRETAÇÃO DOS TESTES DE SUSCETIBILIDADE

 

Concentração inibitória
mínima

Variação em mg/L de
piperacilina

Diâmetro da zona
inibitória da difusão do
disco

Variação em mm
Cepa para controle de qualidade
Escherichia coli ATCC 259221 - 424 - 30
Escherichia coli ATCC 352180,5 - 224 - 30
Pseudomonas aeruginosa ATCC 278531 - 825 - 33
Haemophilus influenzae ATCC 492470,06 – 0,533-38
Staphylococcus aureus ATCC 292130,25 - 2-
Staphylococcus aureus ATCC 25923-27 - 36
Bacteroides fragilis ATCC 252850,12 – 0,5 a-
Bacteroides thetaiotaomicron ATCC 297414 - 16 a-

Fonte: Clinical and Laboratory Standards Institute. Performance Standards for Antimicrobial
Susceptibility Testing; 22nd Informational Supplement. CLSI document M100-S22. CLSI, Wayne, PA,
2012.
a Apenas diluição em ágar.


Distribuição
Tanto a piperacilina como o tazobactam apresentam taxa de ligação às proteínas plasmáticas de aproximadamente 30%. Essa taxa ligação da piperacilina ou do tazobactam não sofre alteração pela presença de outro composto. A taxa de ligação do metabólito do tazobactam é desprezível.
Tazocin® distribui-se amplamente por tecidos e fluidos corporais, incluindo mucosa intestinal, vesícula biliar, pulmão, bile e osso. As concentrações teciduais médias são normalmente 50% a 100% das observadas no plasma.

Metabolismo
A piperacilina é transformada no metabólito (desetil) com atividade microbiológica pequena. O tazobactam é metabolizado em um único metabólito microbiologicamente inativo.

Eliminação
A piperacilina e o tazobactam são eliminados pelos rins por filtração glomerular e secreção tubular.
A piperacilina é rapidamente excretada como fármaco inalterado, sendo 68% da dose eliminada na urina. O tazobactam e seu metabólito são eliminados principalmente por excreção renal, 80% da dose como fármaco inalterado e o restante como metabólito único. A piperacilina, o tazobactam e a desetil piperacilina também são secretados na bile.
Após administração única ou múltipla de Tazocin® a indivíduos saudáveis, a meia-vida plasmática da piperacilina e do tazobactam variou de 0,7 a 1,2 hora e não sofreu alteração com a dose nem com a duração da infusão. As meias-vidas de eliminação da piperacilina e do tazobactam aumentaram com a diminuição da depuração renal.
Não houve alterações significantes da farmacocinética da piperacilina devido ao tazobactam. Aparentemente, a piperacilina reduz a taxa de eliminação do tazobactam.

Populações Especiais
A meia-vida da piperacilina e do tazobactam aumenta em cerca de 25% e 18%, respectivamente, em pacientes com cirrose hepática em comparação aos indivíduos saudáveis.
A meia-vida da piperacilina e do tazobactam aumenta com a diminuição da depuração de creatinina. Esse aumento é de duas e quatro vezes para piperacilina e tazobactam, respectivamente, com depuração de creatinina menor que 20 mL/min em comparação aos pacientes com função renal normal.
A hemodiálise remove 30% a 50% de Tazocin® e outros 5% da dose do tazobactam foram removidos como metabólito do tazobactam. A diálise peritoneal remove aproximadamente 6% e 21% das doses da piperacilina e do tazobactam, respectivamente; até 18% da dose do tazobactam na forma do seu metabólito.

Microbiologia
Tazocin® é altamente ativo contra microrganismos sensíveis à piperacilina, bem como microrganismos produtores de betalactamase, e resistentes à piperacilina.

Espectro antibacteriano:
Demonstrou-se que a piperacilina/tazobactam apresenta atividade contra a maioria das cepas dos seguintes microrganismos, tanto in vitro quanto nas infecções clínicas indicadas:

Microrganismos gram-positivos aeróbios e facultativos:
Staphylococcus aureus (apenas cepas suscetíveis à meticilina)
Microrganismos gram-negativos aeróbios e facultativos:
Acinetobacter baumanii Escherichia coli
Haemophilus influenzae (excluindo cepas resistentes à ampicilina e negativas para β-lactamase)
Klebsiella pneumoniae
Pseudomonas aeruginosa (administrada juntamente com um aminoglicosídeo ao qual a cepa isolada é suscetível)

Anaeróbios gram-negativos:
Grupo do Bacteroides fragilis (B. fragilis, B ovatus, B thetaiotaomicro, e B vulgatus)
Os seguintes dados in vitro estão disponíveis, porém seu significado clínico é desconhecido.
Pelo menos 90% dos seguintes microrganismos apresentam uma concentração inibitória mínima (MIC) in vitro menor ou igual ao ponto de corte de suscetibilidade para piperacilina/tazobactam. Entretanto, a segurança e a efetividade da piperacilina/tazobactam no tratamento de infecções clínicas devido a essas bactérias não foram estabelecidas em estudos clínicos adequados e bem controlados.

Microrganismo gram-positivos aeróbios e facultativos:
Enterococcus faecalis (apenas cepas suscetíveis à ampicilina ou penicilina)
Staphylococcus epidermidis (apenas cepas resistentes à meticilina)
Streptococcus agalactiae†
Streptococcus pneumoniae† (apenas cepas suscetíveis à penicilina)
Streptococcus pyogenes†
Estreptococos do grupo viridans †
Microganismos gram-negativos aeróbios e facultativos:
Citrobacter koseri
Moraxella catarrhalis
Morganella morganii
Neisseria gonorrhoeae
Proteus mirabilis
Proteus vulgaris
Serratia marcescens
Providencia stuartii
Providencia rettgeri
Salmonella enterica
Anaeróbios gram-positivos:
Clostridium perfringens
Anaeróbios gram-negativos:
Bacteroides distasonis
Prevotella melaninogenica
† Essas não são bactérias produtoras de β-lactamase e, desta forma, são suscetíveis apenas à piperacilina.

Resultados de eficácia

A cura ou a melhora clínica foi atingida em 85% a 94% dos pacientes com infecções do trato respiratório inferior comunitárias tratadas com várias doses da associação piperacilina/tazobactam. Na dose de 3/0,375 g a cada 6 horas, piperacilina/tazobactam foi significativamente mais eficaz que ticarcilina/ácido clavulânico 3/0,1 g, 4x/dia, em pacientes com pneumonia comunitária. As avaliações finais do estudo (geralmente 10 a 14 dias após a descontinuação do tratamento) mostraram respostas clínicas favoráveis em 84% e 64% dos que receberam piperacilina/tazobactam e ticarcilina/ácido clavulânico, respectivamente (p menor que 0,01). A associação piperacilina/tazobactam também atingiu uma taxa de erradicação bacteriana significativamente mais elevada do que ticarcilina/ácido clavulânico ao final do tratamento (91% vs. 68%; p < 0,01) e 10 a 14 dias depois (91% vs. 83%; p = 0,02).
Em pacientes com pneumonia nosocomial associada à ventilação mecânica na unidade de terapia intensiva, a piperacilina/tazobactam 4/0,5 g, 4x/dia, + amicacina 7,5 mg/kg, 2x/dia, foi no mínimo tão eficaz quanto ceftazidima 1 g, 4x/dia, mais amicacina 7,5 mg, 2x/dia, com resultados clínicos e bacteriológicos bem sucedidos documentados em 51% e 36% dos pacientes tratados com piperacilina/tazobactam e dos tratados com ceftazidima, 6 a 8 dias após o final do tratamento. A eficácia da piperacilina/tazobactam foi semelhante à de imipenem/cilastatina em pacientes com pneumonia nosocomial. Em pacientes com bronquite purulenta aguda adquirida no hospital ou pneumonia bacteriana aguda, piperacilina/tazobactam 3/0,375 g a cada 4 horas (+ tobramicina ou amicacina) foi significativamente mais eficaz que ceftazidima 2 g a cada 8 horas (+ tobramicina ou amicacina); a resposta clínica na avaliação final do estudo foi alcançada por 75% e 50% dos pacientes (p < 0,01).
As taxas de erradicação bacteriana variaram de 76% a 100% em pacientes com infecções intra-abdominais tratados com piperacilina/tazobactam. A eficácia clínica da piperacilina/tazobactam foi semelhante à da clindamicina + gentamicina e em 1 estudo foi significativamente melhor que a de imipenem/cilastatina 0,5 g, a cada 8 horas (uma dose mais baixa que a recomendada em países fora da Escandinávia). A associação piperacilina/tazobactam (80/10 mg/kg, cada 8 horas) também foi benéfica no tratamento de crianças com apendicite ou peritonite, com cura ou melhora de 91% dos pacientes.
Foram relatadas taxas de sucesso clínico de 41% a 83% em pacientes com neutropenia febril ou granulocitopenia), que receberam tratamento empírico com piperacilina/tazobactam 12-16/1,5-2 g/dia (em doses divididas) em associação a um aminoglicosídeo. Após 72 horas do início do tratamento, as taxas de resposta clínica foram significativamente mais elevadas em pacientes tratados com piperacilina/tazobactam + amicacina do que nos tratados com ceftazidima + amicacina (61% vs. 45% ou 54%; p ≤ a 0,05). Em pacientes semelhantes, a piperacilina/tazobactam em associação à gentamicina foi significativamente mais eficaz que a piperacilina/gentamicina; as taxas de resposta clínica de 83% e 48% (p < 0,001) foram relatadas em 72 horas.
A eficácia da piperacilina/tazobactam em monoterapia foi semelhante à da ceftazidima + amicacina em pacientes com neutropenia febril com 81% e 83% de episódios febris que desapareceram em pacientes tratados com piperacilina/tazobactam e ceftazidima mais amicacina; o tempo mediano para redução da febre também foi semelhante nos 2 grupos de tratamento (3,3 vs. 2,9 dias).
A associação piperacilina/tazobactam também demonstrou boa eficácia clínica e bacteriológica em pacientes com bacteremia e em pacientes com infecções de pele e tecidos moles, ginecológicas ou ósseas e articulares. A associação piperacilina/tazobactam também foi um tratamento eficaz para pacientes com infecções do trato urinário com complicações e atingiu a cura ou melhora em 88% e 90,4% dos pacientes, 5 a 9 dias após o final do tratamento e em 80% ou mais dos pacientes, após 4 a 6 semanas de seguimento. As taxas de erradicação bacteriana após o mesmo período de seguimento foram de 79,6% e 73%; E. coli, K. pneumoniae e P. aeruginosa foram identificados como patógenos persistentes comuns.

1 Perry, C.M. and Markham A. Piperacillin/Tazobactam. An update Review of its Use in the Treatment of Bacterial Infections. Drugs 1999;57 (5): 805-843.

Modo de usar

Tazocin® é para uso intravenoso somente. Quando utilizado de outra forma que não a recomendada nesta bula, não há garantia de sua efetividade nem da sua segurança.
Tazocin® deve ser administrado em infusão intravenosa lenta (p. ex., de 20-30 minutos).

Duração do Tratamento
A duração do tratamento deve ser definida com base na gravidade da infecção e nos progressos clínico e bacteriológico do paciente.

INSTRUÇÕES PARA RECONSTITUIÇÃO E DILUIÇÃO PARA USO INTRAVENOSO

Injeção Endovenosa
Reconstituir cada frasco-ampola conforme o quadro abaixo, usando um dos diluentes compatíveis para reconstituição. Agitar até dissolver. Quando agitado constantemente, a reconstituição geralmente ocorre dentro de 5 a 10 minutos.

Frasco-ampola (Tazocin®)Volume do diluente a ser adicionado ao frascoampola

2,25 g
(2 g/0,25 g)

10 mL

4,50 g
(4 g/0,5 g)

20 mL

 


Após a reconstituição de Tazocin® 2,25 g com 10 mL de diluente, espera-se um volume final aproximado de 11,5 mL de solução dentro do frasco. Da mesma forma, após a adição de 20 mL de diluente para reconstituição de Tazocin® 4,5 g espera-se um volume final aproximado de 23 mL.

As soluções sabidamente compatíveis com Tazocin® contendo EDTA para reconstituição são:
•solução de cloreto de sódio a 0,9% (solução fisiológica)
•água estéril para injeção
•solução glicosada a 5% (solução de dextrose a 5%)
•solução fisiológica bacteriostática/parabenos
•água bacteriostática/parabenos
•solução fisiológica bacteriostática/álcool benzílico
•água bacteriostática/álcool benzílico

Infusão Endovenosa
Cada frasco-ampola de Tazocin® 2,25 g deverá ser reconstituído com 10 mL de um dos diluentes acima. Após a reconstituição, espera-se um volume final aproximado de 11,5 mL de solução dentro do frasco.
Cada frasco-ampola de Tazocin® 4,5 g deverá ser reconstituído com 20 mL de um dos diluentes acima. Após a reconstituição, espera-se um volume final aproximado de 23 mL de solução dentro do frasco.
A solução reconstituída deve ser retirada do frasco-ampola com seringa. Quando reconstituído como recomendado, o conteúdo do frasco-ampola retirado com a seringa fornecerá a quantidade prevista de piperacilina e tazobactam.

A solução reconstituída de Tazocin® contendo EDTA pode ainda ser diluída ao volume desejado (p.ex., de 50 mL a 150 mL) com um dos solventes compatíveis para uso intravenoso mencionados a seguir:
•solução de cloreto de sódio a 0,9% (solução fisiológica)
•água estéril para injeção*
•solução glicosada a 5% (solução de dextrose a 5%)
•dextrano a 6% em solução fisiológica
•injeção de Ringer Lactato
•solução de Hartmann´s
•acetato de Ringer
•acetato/malato de Ringer
* Volume máximo recomendado de água estéril para injeção por dose é 50 mL.

Incompatibilidades Farmacêuticas
Sempre que Tazocin® for utilizado concomitantemente a outro antibiótico (p.ex., aminoglicosídeos, que não amicacina e gentamicina nas especificações recomendadas), os medicamentos devem ser administrados separadamente. A mistura de Tazocin® com um aminoglicosídeo in vitro pode inativar consideravelmente o aminoglicosídeo (ver 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR).
Tazocin® não deve ser misturado com outros medicamentos na mesma seringa ou no mesmo frasco de infusão, pois ainda não foi estabelecida a compatibilidade.
Devido à instabilidade química, Tazocin® não deve ser usado em soluções que contenham somente bicarbonato de sódio.
Tazocin® não deve ser adicionado a sangue e derivados ou a hidrolisados de albumina.

Armazenagem

Conservar o medicamento em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC) antes da reconstituição.
Este medicamento possui prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após preparo (reconstituição), manter em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC) por 24 horas ou manter sob refrigeração (temperatura entre 2ºC e 8ºC) por 48 horas.

Se a solução não for usada imediatamente, o tempo e as condições de armazenagem antes da administração serão responsabilidades do usuário. As soluções não usadas deverão ser descartadas.
Tazocin® é um pó branco a quase branco. Após reconstituição, Tazocin® apresenta-se como uma solução incolor a amarelo pálido livre de partículas não dissolvidas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

MS – 1.2110.0095
Farm. Resp.: Edina S. M. Nakamura - CRF- SP nº 9258

Registrado por:
Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.
Rua Alexandre Dumas, 1.860
São Paulo – SP – CEP 04717-904
CNPJ nº 61.072.393/0001-33

Fabricado e embalado por:
Wyeth Lederle S.r.l – Zona Industriale, Catania, Itália

Importado por:
Wyeth Indústria Farmacêutica Ltda.
Rodovia Castelo Branco, km 32,5
Itapevi – SP – CEP 06696-270
CNPJ nº 61.072.393/0039-06

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

Tazocin - Bula para o Paciente

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
Tazocin® (piperacilina sódica, tazobactam sódico) é indicado para o tratamento das seguintes infecções bacterianas:
Pessoas adultas
1.Infecções do aparelho respiratório inferior (pneumonias).
2.Infecções das vias urinárias (complicada ou não complicada).
3.Infecções intra-abdominais.
4.Infecções da pele e tecidos moles.
5.Infecção generalizada bacteriana.
6.Infecções ginecológicas, incluindo infecção da parede interna do útero no pós-parto e doença inflamatória do aparelho reprodutor feminino.
7.Infecções neutropênicas febris, em associação a um antibiótico aminoglicosídeo.
8.Infecções dos ossos e articulações.
9.Infecções polimicrobianas (mais de um microrganismo causador).

Crianças
1.Infecções febris em pacientes pediátricos, que apresentem baixa quantidade de células sanguíneas responsáveis pela defesa do organismo (neutrófilos) em associação a um aminoglicosídeo (classe de antibiótico como amicacina).
2.Infecções intra-abdominais em crianças com 2 anos ou mais.
Tazocin® é indicado para garantir ampla cobertura e mantê-lo eficaz em debelar as infecções causadas pelas bactérias sensíveis ao Tazocin®.
Converse com o seu médico e se oriente para que tipo de infecção você está recebendo esse medicamento.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Tazocin® é uma associação antibacteriana injetável que consiste de um antibiótico, a piperacilina sódica, utilizada contra as principais bactérias sensíveis a este antibiótico causadoras de infecção, e um ácido, tazobactam sódico, que age inibindo a resistência que algumas bactérias adquirem ao antibiótico piperacilina. A sua ação farmacológica inicia-se imediatamente após a sua entrada no sangue.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento não deve ser usado em pacientes alérgicos ao antibiótico ou a um dos componentes do produto. Informe seu médico caso tenha tido alguma reação alérgica ou pouco comum a algum medicamento antibiótico.
Não utilizar o antibiótico sem antes conversar com o seu médico, se for diabético, se estiver em dieta com restrição de sal ou se estiver tomando outros medicamentos.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Antes do início do tratamento com Tazocin, seu médico deve questioná-lo se você já teve alguma vez qualquer tipo de reação alérgica a algum medicamento, pois reações alérgicas podem acontecer e essas reações são mais comuns em pessoas com história de alergia a vários tipos de alérgenos, incluindo medicamentos.
Ocorreram hemorragias (sangramento) em alguns pacientes tratados com antibióticos betalactâmicos
(classe de medicamento do Tazocin). Essas reações são, às vezes, associadas a anormalidades nos testes de coagulação (capacidade do organismo de parar um sangramento). Se essas reações ocorrerem, o médico deve ser informado.
Leucopenia (redução de células de defesa no sangue) e neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos) podem ocorrer, principalmente durante tratamento prolongado. Converse com seu médico sobre essas situações.
Como em qualquer outro tratamento com penicilina (tipo de antibiótico como o Tazocin), complicações neurológicas na forma de convulsões podem ocorrer quando altas doses são administradas, especialmente em pacientes com insuficiência renal.
Como qualquer outro antibiótico, o uso dessa droga pode resultar em um aumento do crescimento de organismos não suscetíveis, incluindo fungos. Os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente durante o tratamento. Se ocorrer superinfecção, medidas apropriadas devem ser tomadas.
Embora Tazocin® possua características de baixa toxicidade do grupo das penicilinas, recomenda-se fazer exames periódicos para a avaliação das funções orgânicas dos rins, fígado e medula óssea quando o medicamento for usado por tempo prolongado.
Como com qualquer antibiótico, deve-se considerar a possibilidade de aparecimento de microrganismos resistentes, que podem causar superinfecções, principalmente durante tratamento prolongado. Poderá ser necessário efetuar acompanhamento microbiológico a fim de detectar qualquer superinfecção importante. Caso isto ocorra, seu médico estará tomando as medidas necessárias para controlar esta superinfecção.
Como com outras penicilinas, se doses maiores que as recomendadas forem administradas por via intravenosa (principalmente em pacientes com insuficiência renal), podem ocorrer excitabilidade neuromuscular (espécies de tremores) ou convulsões.
Como com outras penicilinas semissintéticas, o tratamento com piperacilina tem sido associado com um aumento na incidência de febre e vermelhidão em pacientes com fibrose cística.
Este produto pode aumentar a quantidade total de sódio do paciente, portanto, isto deve ser considerado caso o paciente necessite de restrição de sal em sua dieta (como em pacientes hipertensos, por exemplo).
Também pode ocorrer diminuição de potássio em pacientes com baixas reservas de potássio ou que recebem medicamentos concomitantes que podem diminuir os níveis de potássio; recomenda-se a determinação periódica de eletrólitos nesses pacientes.
O uso de antibióticos em altas doses por curto período de tempo para tratar gonorreia pode mascarar ou atrasar os sintomas iniciais da sífilis. Portanto, antes do tratamento, os pacientes com gonorreia também devem ser avaliados para sífilis. Converse com seu médico em caso de qualquer lesão suspeita de alguma dessas doenças.
Reações cutâneas graves, tais como síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica, tem sido relatadas em pacientes recebendo Tazocin®. Se você desenvolver erupções cutâneas, o médico deverá ser informado.
Antes de iniciar o tratamento com Tazocin® você deve informar ao seu médico se tiver ou estiver em uma das seguintes condições: insuficiência renal, gravidez e lactação.
Não foram realizados estudos que avaliam os efeitos do medicamento sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas.

Gravidez – Tazocin® atravessa a placenta. Mulheres grávidas devem ser tratadas apenas se os benefícios previstos superarem os possíveis riscos à mulher e ao feto.

Lactação – Tazocin® é excretado em baixas concentrações no leite materno. As mulheres lactantes devem ser tratadas apenas se os benefícios previstos superarem os possíveis riscos à mulher e à criança.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Interações Medicamentosas
Informe ao seu médico se estiver utilizando outros medicamentos concomitantemente com o Tazocin®.

Interações com Testes Laboratoriais
Tazocin® pode interferir com resultados de alguns exames laboratoriais. Converse com o seu médico sobre essa situação.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5.ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar o medicamento em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC) antes da reconstituição.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após preparo (reconstituição), manter em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC) por 24 horas ou manter sob refrigeração (temperatura entre 2ºC e 8ºC) por 48 horas.

Se a solução não for usada imediatamente, o tempo e as condições de armazenagem antes da administração serão responsabilidades do usuário. As soluções não utilizadas deverão ser descartadas.
Tazocin® é um pó branco a quase branco. Após reconstituição, Tazocin® apresenta-se como uma solução incolor a amarelo pálido livre de partículas não dissolvidas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Tazocin® é um pó liófilo injetável, compacto, liofilizado, branco ou quase branco que deve ser reconstituído antes de sua aplicação.
Tazocin® é para ser usado injetável, por via intravenosa. Deve ser utilizado em ambiente apropriado, manipulado por pessoal da área de saúde e sob recomendação do médico prescritor.

INSTRUÇÕES PARA RECONSTITUIÇÃO E DILUIÇÃO PARA USO INTRAVENOSO
Tazocin® deve ser administrado em infusão intravenosa lenta (p.ex., de 20-30 minutos).

Duração do Tratamento
A duração do tratamento deve ser definida com base na gravidade da infecção e nos progressos clínico e bacteriológico do paciente.

Injeção Endovenosa
Reconstituir cada frasco-ampola conforme o quadro abaixo, usando um dos diluentes compatíveis para reconstituição. Agitar até dissolver. Quando agitado constantemente, a reconstituição geralmente ocorre dentro de 5 a 10 minutos.

Frasco-ampola (Tazocin®)Volume do diluente a ser adicionado ao frascoampola

2,25 g
(2 g/0,25 g)

10 mL

4,50 g
(4 g/0,5 g)

20 mL

 


Após a reconstituição de Tazocin® 2,25 g com 10 mL de diluente, espera-se um volume final aproximado de 11,5 mL de solução dentro do frasco. Da mesma forma, após a adição de 20 mL de diluente para reconstituição de Tazocin® 4,5 g espera-se um volume final aproximado de 23 mL.

As soluções sabidamente compatíveis com Tazocin® contendo EDTA para reconstituição são:
•solução de cloreto de sódio a 0,9% (solução fisiológica)
•água estéril para injeção
•solução glicosada a 5% (solução de dextrose a 5%)
•solução fisiológica bacteriostática/parabenos
•água bacteriostática/parabenos
•solução fisiológica bacteriostática/álcool benzílico
•água bacteriostática/álcool benzílico

Infusão Endovenosa
Cada frasco-ampola de Tazocin® 2,25 g deverá ser reconstituído com 10 mL de um dos diluentes acima. Após a reconstituição, espera-se um volume final aproximado de 11,5 mL de solução dentro do frasco.
Cada frasco-ampola de Tazocin® 4,5 g deverá ser reconstituído com 20 mL de um dos diluentes acima. Após a reconstituição, espera-se um volume final aproximado de 23 mL de solução dentro do frasco.
A solução reconstituída deve ser retirada do frasco-ampola com seringa. Quando reconstituído como recomendado, o conteúdo do frasco-ampola retirado com a seringa fornecerá a quantidade prevista de piperacilina e tazobactam.

A solução de Tazocin® contendo EDTA reconstituída pode ainda ser diluída ao volume desejado (p. ex., de 50 mL a 150 mL) com um dos solventes compatíveis para uso intravenoso mencionados a seguir:
•solução de cloreto de sódio a 0,9% (solução fisiológica)
•água estéril para injeção*
•solução glicosada a 5% (solução de dextrose a 5%)
•dextrano a 6% em solução fisiológica
•injeção de Ringer Lactato
•solução de Hartmann´s
•acetato de Ringer
•acetato/malato de Ringer
* Volume máximo recomendado de água estéril para injeção por dose é 50 mL.
Antes de utilizar Tazocin®, deve-se ler com atenção o item “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”. Converse com o seu médico a respeito desses itens.

POSOLOGIA
Adultos e Crianças Acima de 12 Anos
Em geral, a dose diária total recomendada é de 12 g de piperacilina/1,5 g de tazobactam divididos em doses a cada 6 ou 8 horas. Podem ser usadas doses tão elevadas quanto 18 g de piperacilina/2,25 g de tazobactam por dia em doses divididas em caso de infecções graves.

Neutropenia Pediátrica
Em crianças com função renal normal e menos de 50 kg, a dose deve ser ajustada para 80 mg de piperacilina/10 mg de tazobactam por kg a cada 6 horas e utilizada em associação à dose adequada de um aminoglicosídeo.
Em crianças com mais de 50 kg, seguir a posologia para adultos e utilizar em associação à dose adequada de um aminoglicosídeo.

Infecções Intra-Abdominais Pediátricas
Para crianças entre 2 e 12 anos, com até 40 kg e função renal normal, a dose recomendada é de 112,5 mg/kg a cada 8 horas (100 mg de piperacilina/12,5 mg de tazobactam).
Para crianças entre 2 e 12 anos, com mais de 40 kg e função renal normal, seguir a orientação posológica para adultos. Recomenda-se tratamento mínimo de 5 dias e máximo de 14 dias, considerando que a administração da dose continue por, no mínimo, 48 horas após a resolução dos sinais clínicos e sintomas.

Uso em Pacientes Idosos
Tazocin® pode ser administrado nas mesmas dosagens usadas em adultos, à exceção dos casos de insuficiência renal (ver abaixo).

Uso em Pacientes com Insuficiência Renal
Em pacientes com insuficiência renal ou em hemodiálise, as doses intravenosas e os intervalos entre as doses devem ser ajustados para o grau de insuficiência renal.

As doses diárias recomendadas são as seguintes:

Programa de dosagem intravenosa para adultos com disfunção renal

Clearance de Creatinina *(mL/min)

Dose Recomendada de
piperacilina/tazobactam**

maior que 40Não é necessário nenhum ajuste
20 – 40

12 g/1,5 g/dia em doses divididas
4 g/500 mg a cada 8 horas

menor que 20

8 g/1 g/dia em doses divididas
4 g/500 mg a cada 12 horas

 

 


*Exame para medir a função renal
**Tazocin

Para pacientes em hemodiálise, a dose diária máxima é 8 g/1 g de Tazocin®. Além disso, uma vez que a hemodiálise remove 30% - 50% de piperacilina em 4 horas, uma dose adicional de 2 g/250 mg deTazocin® deve ser administrada após cada sessão de diálise. Para pacientes com insuficiência renal e hepática (insuficiência da função do fígado), medidas dos níveis séricos (sanguíneos) de Tazocin®, quando disponíveis, poderão fornecer informações adicionais para o ajuste de dose.

Insuficiência Renal em Crianças Pesando Menos que 50 kg
Para crianças pesando menos de 50 kg, com insuficiência renal, a dosagem endovenosa deverá ser ajustada até o grau da insuficiência renal conforme indicado a seguir:

Clearance de Creatinina *(mL/min)

Dose Recomendada de
piperacilina/tazobactam**

40 - 80

90 mg/kg (80 mg piperacilina/10 mg tazobactam) a
cada 6 horas.

20 – 40

90 mg/kg (80 mg piperacilina/10 mg tazobactam) a
cada 8 horas.

menor que 20

90 mg/kg (80 mg piperacilina/10 mg tazobactam) a
cada 12 horas.

 

 


*Exame para medir a função renal
**Tazocin

Para crianças pesando menos de 50 kg, submetidas à hemodiálise, a dose recomendada é de 45 mg/kg a cada 8 horas.

Uso em Pacientes com Insuficiência Hepática
Não é necessário ajustar a dose de Tazocin® em pacientes com doença hepática.

Administração Concomitante de Tazocin® com Aminoglicosídeos
Devido à inativação in vitro (fora do corpo humano) do aminoglicosídeo pelos antibióticos beta-lactâmicos (classe de antibiótico do Tazocin), recomenda-se que o Tazocin® e o aminoglicosídeo sejam administrados separadamente. O Tazocin® e o aminoglicosídeo devem ser reconstituídos e diluídos separadamente quando a terapia concomitante com os aminoglicosídeos é indicada (ver Incompatibilidades Farmacêuticas).

Nas circunstâncias em que houver preferência da administração concomitante, a formulação de Tazocin® contendo EDTA fornecida em frascos-ampolas é compatível para administração concomitante simultânea via infusão por equipo em Y, apenas com os seguintes aminoglicosídeos e nas seguintes condições:

Aminoglicosídeo

Dose de Tazocin®
(g)

Volume do
Diluente da Dose
de Tazocin® (mL)

Intervalo de
Concentração do
Aminoglicosídeo‡
(mg/mL)

Diluentes
Aceitáveis

amicacina2,25; 3,375; 4,550, 100, 1501,75 - 7,5

cloreto de sódio
0,9% ou
dextrose 5%

gentamicina2,25; 3,375; 4,550, 100, 1500,7 - 3,32

cloreto de sódio
0,9% ou
dextrose 5%

 

 

 



‡A dose do aminoglicosídeo deve se basear no peso do paciente, no status da infecção (séria ou potencialmente fatal) e na função renal (depuração de creatinina).

A compatibilidade do Tazocin® com outros aminoglicosídeos não foi estabelecida. Apenas a concentração e os diluentes da amicacina e da gentamicina com as doses de Tazocin® apresentadas na tabela acima foram estabelecidas como compatíveis para administração concomitante por infusão em equipo em Y. A administração concomitante simultânea via equipo em Y de qualquer maneira diferente da mencionada acima pode resultar em inativação do aminoglicosídeo pelo Tazocin®.

Incompatibilidades Farmacêuticas
Sempre que Tazocin® for utilizado concomitantemente a outro antibiótico (p. ex., aminoglicosídeos, que não amicacina e gentamicina nas especificações recomendadas), os medicamentos devem ser administrados separadamente. A mistura de Tazocin® com um aminoglicosídeo in vitro pode inativar consideravelmente o aminoglicosídeo (ver POSOLOGIA).
Tazocin® não deve ser misturado com outros medicamentos na mesma seringa ou no mesmo frasco de infusão, pois ainda não foi estabelecida a compatibilidade.
Devido à instabilidade química, Tazocin® não deve ser usado em soluções que contenham somente bicarbonato de sódio.
Tazocin® não deve ser adicionado a sangue e derivados ou a hidrolisados de albumina.
Se a solução não for usada imediatamente, o tempo e as condições de armazenagem antes da administração serão responsabilidades do usuário. As soluções não usadas deverão ser descartadas.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

7.O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você esquecer de utilizar Tazocin no horário estabelecido pelo seu médico, utilize-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de utilizar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não utilize o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas.
O esquecimento de dose pode comprometer a eficácia do tratamento.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR?

Classe de
Sistema
Corpóreo

Muito
Comum
(ocorre em
mais de 10%
dos pacientes
que utilizam
este
medicamento)

Comum
(ocorre entre
1% e 10% dos
pacientes que
utilizam este
medicamento)

Incomum
(ocorre entre
0,1% e 1%
dos pacientes
que utilizam
este
medicamento)

Raro
(ocorre entre
0,01% e 0,1%
dos pacientes
que utilizam
este
medicamento)

Muito Raro
(ocorre em
menos de
0,01% dos
pacientes que
utilizam este
medicamento)

Frequência
desconhecida
(não pode ser estimada
a partir dos dados
disponíveis)

Infecções e
Infestações

 Candidíase*    

Desordens
do sistema
linfático e
sanguíneo

 

Trombocitopen
ia (diminuição
das células de
coagulação do
sangue:
plaquetas),
anemia*
(diminuição da
quantidade de
células
vermelhas no
sangue:
hemácias),
teste de
Coombs direto
positivo
(exame
realizado para
avaliar a
presença de
anticorpos nos
glóbulos
vermelhos do
sangue),
prolongamento
do tempo de
tromboplastina
parcial ativada
(resultado de
exame que
indica
diminuição na
velocidade de
coagulação do
sangue)

Leucopenia
(redução das
células de
defesa no
sangue),
prolongamento
do tempo de
protrombina
(resultado de
exame que
indica
diminuição no
tempo de
coagulação do
sangue)

Agranulocitose
(ausência de
células de
defesa:
neutrófilos,
basófilos e
eosinófilos),
epistaxe
(sangramento
nasal)

 

Pancitopenia*
(diminuição de todas as
células do sangue),
neutropenia (diminuição
de um tipo de célula de
defesa no sangue:
neutrófilos), púrpura (cor
vermelha ou arroxeada na
pele), prolongamento do
tempo de sangramento,
anemia hemolítica*,
(diminuição do número
de glóbulos vermelhos
por destruição dos
mesmos), eosinofilia*
(aumento do número de
um tipo de célula de
defesa do sangue
chamado eosinófilo),
trombocitose* (aumento
da quantidade de
plaquetas – célula de
coagulação – no sangue
acima do normal)

Desordens
do sistema
imunológico

     

Reação anafilactoide*
(reação alérgica grave),
reação anafilática*
(reação alérgica grave),
choque anafilactoide*,
choque anafilático*,
hipersensibilidade*

Desordens
do sistema
nutriocional
e metabolismo

 

Diminuição da
albumina
sanguínea (tipo
de proteína),
diminuição da
proteína total

 

Hipocalemia
(potássio
sanguíneo
baixo),
diminuição da
glicose
sanguínea

   

Desordens
do sistema
nervoso

  

Cefaleia (dor
de cabeça),
insônia

    

Desordens
vasculares

  

Hipotensão
(pressão
baixa), flebite
(inflamação da
veia),
tromboflebite
(inflamação da
veia com
formação de
coágulos),
rubor
(vermelhidão
na pele)

   

Desordens
gastrintestin
ais

Diarreia

Dor
abdominal,
náusea (enjôo),
vômitos,
constipação
(prisão de
ventre),
dispepsia (má
digestão)

 

Colite
pseudomembran
osa (infecção do
intestino por
bactéria da
espécie C.
dificille),
estomatite
(inflamação da
mucosa da boca)

  

Desordens
hepatobiliares

 

Aumento da
aspartato
aminotransfera
se (AST ou
TGO: enzima
do fígado),
aumento da
alanina
aminotransfera
se (ALT ou
TGP: enzima
do fígado),
aumento da
alcalino
fosfatase
sanguínea
(enzima
encontrada em
diversos órgãos
e tecidos)

Aumento da
bilirrubina
sanguine
(substância
resultante da
destruição e
metabolização
da célula
sanguínea)

  

Hepatite* (inflamação do
fígado), icterícia
(coloração amarelada da
pele e mucosas por
acúmulo de pigmentos
biliares), aumento da
gama-glutamiltransferase
(tipo de enzima
principalmente do
fígado)

Desordens
do sistema
subcutâneo e
pele

 

Erupções
(lesões),
prurido
(coceira)

Eritema
multiforme*
(manchas
vermelhas,
bolhas e
ulcerações em
todo o corpo),
urticária
(alergia da
pele), erupção
maculopapular
* (pequenas
lesões
vermelhas
arredondadas
e/ou manchas
vermelhas na
pele)

Necrólise
epidérmica
tóxica*
(descamação
grave da camada
superior da pele)

 

Síndrome de Stevens-
Johnson* (reação
alérgica grave com
bolhas na pele e
mucosas), dermatite
bolhosa (inflamação da
pele com presença de
bolhas)

Desordens
do tecido
conectivo
músculoesquelético
e ósseo

  

Artralgia (dor
nas
articulações),
mialgia (dor
muscular)

   

Desordens
dos sistemas
renal e
urinário

 

Aumento da
creatinina
sanguínea
(substância
eliminada pela
urina cujo
aumento no
sangue indica
que há algum
problema no
funcionamento
dos rins),
aumento da
ureia sanguínea

   

Insuficiência renal
(diminuição da função
renal), nefrite
tubulointersticial* (tipo
de inflamação nos rins)

Desordens
gerais e
condições no
local de
administração

 

Pirexia (febre),
reação no local
da injeção

Calafrios   

 

 

 

 


*Reações adversas ao medicamento identificadas pós-comercialização
O tratamento com piperacilina está associado ao aumento da incidência de febre e erupções cutâneas em pacientes com fibrose cística (doença genética que afeta principalmente o sistema respiratório).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA GRANDE QUANTIDADE DESTE MEDICAMENTO DE UMA SÓ VEZ?
Os pacientes podem apresentar excitabilidade neuromuscular (espécie de tremores) ou convulsões se forem administradas doses acima das recomendadas por via intravenosa (particularmente na presença de insuficiência renal).
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Data da bula

20/05/2015

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