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Uroctrim

Uroctrim - Bula do remédio

Uroctrim com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Uroctrim têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Uroctrim devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Ems

Apresentação de Uroctrim

Comprimidos revestidos: embalagem contendo 20 comprimidos revestidos.

Uroctrim - Indicações

Uroctrin é indicado ao tratamento das infecções das vias urinárias acompanhadas de dor causadas por microorganismos Gram- negativos sensíveis aos componentes da fórmula.

Contra-indicações de Uroctrim

Uroctrin está contraindicado aos casos de lesões graves do parênquima hepático e em pacientes com insuficiência renal grave quando não se pode determinar regularmente a concentração plasmática. Da mesma forma, Uroctrin está contraindicado aos pacientes com história de hipersensibilidade à sulfonamida ou à trimetoprima. Não deve ser administrado a crianças abaixo de 12 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término. Informar ao médico se está amamentando.

Advertências

Existe maior risco de reações adversas graves em pacientes idosos ou em paciente que apresentem as seguintes condições: insuficiência hepática, insuficiência renal ou uso concomitante de outros fármacos (em cada caso o risco pode ser relacionado a dosagem ou duração do tratamento). Êxito letal, embora raro, tem sido descrito relacionado com reações graves, tais como: discrasias sanguíneas, eritema exsudativo multiforme (síndrome de Stevens-Johnson), necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Leyll) e necrose hepática fulminante. Para diminuir o risco de reações indesejáveis, a duração do tratamento com Uroctrin deve ser a menor possível especialmente em pacientes idosos. Em casos de comprometimento renal a posologia deve ser ajustada, conforme indicado no item “POSOLOGIA”. Pacientes em uso prolongado de Uroctrin devem fazer controle regular de hemograma. Caso haja redução significativa de qualquer elemento figurado do sangue, o tratamento com Uroctrin deve ser suspenso. A não ser em casos excepcionais, Uroctrin não deve ser administrado a pacientes com sérias alterações hematológicas, devido à possibilidade de hemólise. Uroctrin não deve ser administrado a pacientes portadores de deficiências de G6PD (desidrogenase de glicose 6 fosfato), a não ser em casos de absoluta necessidade e em doses mínimas. O tratamento deve ser descontinuado imediatamente ao primeiro sinal de rash cutâneo ou qualquer outra reação adversa séria. Nos pacientes idosos, ou pacientes com história de deficiência de ácido fólico ou insuficiência renal, podem ocorrer alterações hematológicas indicativas de deficiência de ácido fólico. Estas alterações são reversíveis administrando-se ácido folínico. Pacientes em uso prolongado de Uroctrin (em particular, pacientes com insuficiência renal) devem fazer exames de urina e avaliação da função renal regularmente. Adequada administração de líquidos e eliminação urinária devem ser asseguradas durante o tratamento para prevenir cristalúria.

Gravidez: Experimento em animais com doses bastante elevadas de TM e SMZ apresentaram malformações fetais típicas de antagonismo de ácido fólico. Com base em relatórios efetuados espontâneos de malformações, o uso de Uroctrin parece não apresentar riscos de teratogenicidade em seres humanos. Uma vez que, tanto TM com SMZ atravessam a barreira placentária e podem, portanto, interferir com o metabolismo do ácido fólico, Uroctrin somente deverá ser utilizado durante a gravidez se os possíveis riscos para o feto justificarem os benefícios terapêuticos esperados. Recomenda-se que toda mulher grávida, ao ser tratada com Uroctrin, receba concomitantemente 5 a 10 mg de ácido fólico diariamente. Deve-se evitar o uso de Uroctrin durante o ultimo estágio de gravidez tanto quanto possível, devido ao risco de Kernicterus no neonato.

Lactação: Tanto TM como SMZ passam para o leite materno. Embora a quantidade ingerida pelo lactente seja pequena, recomenda-se que os possíveis riscos para o lactente (Kernicterus, hipersensibilidade) sejam cuidadosamente avaliados frente aos benefícios terapêuticos esperados para a lactante.

“Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA, que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico.”

Interações medicamentosas de Uroctrim

Aumento da incidência de trombocitopenia com púrpura tem sido observado em pacientes idosos que estão sendo tratados concomitantemente com diuréticos, principalmente tiazídicos. Tem sido descrito que Uroctrin pode aumentar o tempo de protombina de pacientes em uso de anticoagulantes tipo varfarina. Esta interação deve ser lembrada quando da administração de Uroctrin a pacientes sob terapêutica anticoagulantes. Em tais casos, o tempo de coagulação deve ser novamente determinado. Uroctrin pode inibir o metabolismo hepático da fenitoína. Após a administração de Uroctrin em doses habituais, tem sido observado 39% de aumento dameia-vida e 27% de diminuição do clearance da fenitoína. Se os dois fármacos são administrados simultaneamente, é importante estar atento para um possível efeito excessivo da fenitoína.
As sulfonamidas, incluindo sulfametoxazol, podem deslocar o metotrexato dos pontos de ligação nas proteínas plasmáticas, aumentando assim a concentração de metotrexato livre. Uroctrin pode afetar a dose necessária de hipoglicemiantes. Relatos ocasionais sugerem que pacientes em uso de primetamina para profilaxia de malária em doses superiores a 25mg/semana, podem desenvolver anemia megaloblástica se Uroctrin for usado concomitantemente. Distúrbios reversíveis da função renal, manifestados por creatinina sérica aumentada, têm sido observado em pacientes tratados com TM-SMZ e ciclosporina após tratamento renal. Este efeito combinado é provavelmente devido ao componente trimetoprima. Níveis aumentados de SMZ no sangue podem ocorrer em pacientes que estiverem recebendo concomitantemente indometacina.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Uroctrim

Os seguintes efeitos adversos têm sido descritos (em ordem de frequência): efeito colateral gastrintestinal: náuseas (com ou sem vômitos), estomatite, diarreia, raros casos de hepatite e casos isolados de enterocolite pseudomembranosa. Casos de pancreatite aguda têm relatado. Rashes cutâneos induzidos por Uroctrin são geralmente leves e rapidamente reversíveis após suspensão da medicação. O uso de Uroctrin tem sido, em alguns casos, relacionado ao surgimento de eritema multiforme, fotossensibilidade, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (síndrome de lyell). Casos raros de comprometimento renal e insuficiência renal (por exemplo, nefrite intersticial) e cristalúria foram reportados. Sulfonamidas, incluindo Uroctrin, podem levar à diurese aumentada, particularmente em pacientes com edema de origem cardíaca. A maioria das alterações hematológicas observadas são leves e assintomáticas, sendo reversíveis com a suspensão de medicação. As alterações mais comumente observadas foram leucopenia, neutroperia, trombocitopenia. Muito raramente podem ocorrer agranulocitose, anemias megaloblásticas, hemolítica ou aplásica, pancitopenia ou púrpura. Podem aparecer reações alérgicas em pacientes hipersensíveis aos componentes de Uroctrin. Raramente observou-se febre e edema argioneurótico. Infiltrações pulmonares, tais como ocorrem na alveolite alérgica ou eosinofilica, raramente foram reportados. Estes podem manifestar-se através de sintomas como tosse ou respiração ofegante. Se tais sintomas forem observados ou inesperadamente apresentarem uma piora, o paciente deve ser reavaliado e a suspensão do tratamento com Uroctrin considerada. Raros casos de meningite asséptica ou sintomas semelhantes à meningite têm sido descrito. Muito raramente, alucinações têm sido relacionadas ao uso de Uroctrin.

Interferência em exames de laboratório: Uroctrin, especificamente o componente trimetoprima, pode alterar a dosagem de metotrexato sérico quando se usa a técnica de ligação protéica competitiva, utilizando como ligante protéico a diidrofolato redutase bacteriana. Entretanto, se a dosagem é feita por radioimunoensaio, não se observa qualquer interferência. A presença de TM e SMZ pode também interferir com os resultados de dosagem de creatinina realizada com a reação de picrato alcalino de Jaffé, ocasionando um aumento de cerca de 10% aos valores da faixa de normalidade.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Uroctrim - Posologia

4 comprimidos ao dia em 2 tomadas, após as principais refeições, de preferência da manhã e a noite, durante 10 a 14 dias, ou segundo critério médico.
Em casos de infecções graves, esta dose pode ser aumentada em 3 comprimidos a cada 12 horas.

Esta posologia pode ser modificada de acordo com o critério médico.

Pacientes cominsuficiência renalClearance de creatininaEsquema posologia recomendado
Acima de 30 ml/minPosologia padrão
15 - 30 ml/minMetade da posologia
Menos de 15 ml/minNão é recomendável o uso de Uroctrin



Existindo diminuição da função renal, reduzir a dose ou então prolongar os intervalos entre as tomadas do medicamento, para evitar fenômenos cumulativos. Nesses casos, determinar a concentração plasmática do medicamento. Sempre que Uroctrin for utilizado por longos períodos, são aconselháveis exames hematológicos regulares, já que existe a possibilidade remota de modificações assintomáticas, indicativas das alterações no ácido fólico que são reversíveis com o tratamento pelo ácido folínico. Tratamentos prolongados requerem acompanhamentos com hemogramas completos.
Uroctrin comprimido revestido deve ser utilizado por via oral.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Superdosagem

Sintomas de superdosagem aguda podem incluir náusea, Vômitos, diarreia, cefaleia, vertigens, tontura, distúrbios mentais e visuais; cristalúria, hematúria e anemia podem ocorrer em casos severos. Sintomas de superdosagem crônica podem incluir depressão da medula óssea, manifestada como trombocitopenia ou leucopenia e outras discrasias sanguíneas devido à deficiência de ácido folínico. Dependendo dos sintomas, recomenda-se as seguintes medidas terapêuticas: lavagem gástrica, êmese, excreção renal através de diurese forçada (alcalinização da urina aumenta a eliminação de SMZ), hemodiálise (atenção: diálise peritoneal não é eficaz), controle do hemograma e eletrólitos. Se ocorrer significativa discrasia sanguíneas ou icterícia, deve-se instituir tratamento específico para estas condições. A administração de folinato de cálcio, por via intramuscular, de 3 a 6 mg durante cinco a sete dias, pode contrabalançar os efeitos de TM sobre a hematopoiese.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Características farmacológicas

Uroctrin por suas ações bactericida e analgésica local sobre as mucosas inflamadas das vias urinárias, é utilizado para o tratamento específico das infecções geniturinárias, atenuando rapidamente a dor à micção, a sensação de ardor e a polaciúria. Seus dois componentes antibacterianos agindo sinergicamente, bloqueiam duas enzimas que catalisam estágios sucessivos do ácido folínico no microorganismo.
Este mecanismo usualmente produz uma atividade bactericida “in vitro” em concentrações que são apenas bacteriostáticas para cada um dos componentes. Além disso, é frequentemente eficaz contra microrganismo que são resistentes a um dos seus componentes.
Por causa de seu mecanismo de ação, o risco de resistência bacteriana é minimizado. O efeito antibacteriano “in vitro” atinge um amplo espectro de germes gram-positivos e gram-negativos. O cloridrato de fenazopiridina, responsável pelo efeito analgésico, é de grande utilidade nas infecções das vias urinárias. Por seu efeito emoliente nas mucosas inflamadas produz rápida diminuição da disúria, do ardor e da polaciúria. Algumas horas após a ingestão do medicamento, a urina adquire uma coloração vermelho- alaranjada.
Tal fenômeno não tem maior significado, podendo ser, no entanto, um meio indireto de controle da adequada utilização de terapêutica.

Farmacocinética: As propriedades farmacocinética da trimetoprima (TM) e do sulfametoxazol (SMZ) são muito semelhantes.

Absorção: Após administração oral,TM e SMZ são rápida e quase completamente absorvidos na porção superior do trato gastrintestinal. Após dose única de 160mg de TM + 800mg de SMZ, picos de concentração plasmática de 1,5-3 μg/ml para TM e
40-80 μg/ml para SMZ são obtidos dentro de 1 a 4 horas. Se a administração for repetida a cada 12 horas, a concentração estabiliza- se nesse nível.

Distribuição: O volume de distribuição de TM é cerca de 130 litros e do SMZ é cerca de 20 litros. Ambas as substâncias são excretadas no leite materno. Concentrações no leite materno são similares (TM) ou mais baixas (SMZ) do que as concentrações no plasma materno.

Eliminação: As meias-vidas dos dois componentes são muito semelhantes (em média de 10 horas para TM e 11 horas para SMZ). Ambas as substância, assim como seus metabólitos, são eliminadas quase exclusivamente por via renal através de filtração glomerular e secreção tubular, o que determina concentração urinaria das substancia ativas consideravelmente mais altas do que a concentração no sangue. Apenas uma pequena parte das substancia é eliminar por via fecal. Após a dose de 600mg de fenazopiridina, cerca de 90% aparecem na urina ao fim de 24horas; 41% sob forma não-modificada, 18% como N-acetil-p- aminoferol, 24% como p-aminoferol e 7% como anilina.

Farmacocinética em condições clínicas especiais: A eliminação pode ser prolongada no idoso e nos pacientes com comprometimento renal grave, o que requer ajuste da posologia nesses casos.

Resultados de eficácia

Fenazopiridina: a fenazopiridina tem sido utilizada para o alívio da dor, ardor, urgência, freqüência e outros desconfortos associados com menor irritação da mucosa do trato urinário devido à infecção, trauma, cirurgia, procedimentos endoscópicos, ou a passagem de sons ou cateteres. Embora a Fenazopiridina proporcione alívio sintomático, terapia antibacteriana é essencial para o tratamento da infecção.
Sulfametoxazol/Trimetoprima: sulfametoxazol-trimetoprima é o tratamento padrão recomendado para infecções não complicadas do trato urinário em mulheres. A terapia de 3 dias com sulfametoxazol-trimetoprima demonstrou ser tão eficaz quanto a terapia de 7 dias.

Armazenagem

Manter á temperatura ambiente (15ºC a 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco. Este medicamento tem validade de 36 meses a partir da data de sua fabricação.

Numero de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem original.

Comprimido revestido: Comprimido revestido amarelo intenso, circular e biconvexo.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

Registro MS nº. 1.6773.0212.
Farm.Resp.: Dra. Maria Betânia Pereira
CRF - SP nº 37.788

Registrado por:
LEGRAND PHARMA INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA
Rodovia Jornalista Francisco Aguirre Proença, Km 08,
Bairro Chácara Assay
CEP 13.186-901 - Hortolândia / SP
CNPJ nº . 05.044.984/0001-26
INDÚSTRIA BRASILEIRA
Fabricado por:
EMS S/A
São Bernardo do Campo (SP)
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

Uroctrim - Bula para o Paciente

1. INDICAÇÕES
Uroctrin é indicado ao tratamento das infecções das vias urinárias acompanhadas de dor causadas por microorganismos Gram- negativos sensíveis aos componentes da fórmula.

2. RESULTADOS DE EFICÁCIA
Fenazopiridina: a fenazopiridina tem sido utilizada para o alívio da dor, ardor, urgência, freqüência e outros desconfortos associados com menor irritação da mucosa do trato urinário devido à infecção, trauma, cirurgia, procedimentos endoscópicos, ou a passagem de sons ou cateteres. Embora a Fenazopiridina proporcione alívio sintomático, terapia antibacteriana é essencial para o tratamento da infecção.
Sulfametoxazol/Trimetoprima: sulfametoxazol-trimetoprima é o tratamento padrão recomendado para infecções não complicadas do trato urinário em mulheres. A terapia de 3 dias com sulfametoxazol-trimetoprima demonstrou ser tão eficaz quanto a terapia de 7 dias.

Referência:
Sweetman S (Ed), Martindale: The Complete Drug Reference. London: Pharmaceutical Press. Versão eletrônica. Thomson Micromedex, Greenwood Village, Colorado, USA. Disponível em: http://www.thomsonhc.com (acesso em 19/05/2010).

3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS
Uroctrin por suas ações bactericida e analgésica local sobre as mucosas inflamadas das vias urinárias, é utilizado para o tratamento específico das infecções geniturinárias, atenuando rapidamente a dor à micção, a sensação de ardor e a polaciúria. Seus dois componentes antibacterianos agindo sinergicamente, bloqueiam duas enzimas que catalisam estágios sucessivos do ácido folínico no microorganismo.
Este mecanismo usualmente produz uma atividade bactericida “in vitro” em concentrações que são apenas bacteriostáticas para cada um dos componentes. Além disso, é frequentemente eficaz contra microrganismo que são resistentes a um dos seus componentes.
Por causa de seu mecanismo de ação, o risco de resistência bacteriana é minimizado. O efeito antibacteriano “in vitro” atinge um amplo espectro de germes gram-positivos e gram-negativos. O cloridrato de fenazopiridina, responsável pelo efeito analgésico, é de grande utilidade nas infecções das vias urinárias. Por seu efeito emoliente nas mucosas inflamadas produz rápida diminuição da disúria, do ardor e da polaciúria. Algumas horas após a ingestão do medicamento, a urina adquire uma coloração vermelho- alaranjada.
Tal fenômeno não tem maior significado, podendo ser, no entanto, um meio indireto de controle da adequada utilização de terapêutica.

Farmacocinética: As propriedades farmacocinética da trimetoprima (TM) e do sulfametoxazol (SMZ) são muito semelhantes.

Absorção: Após administração oral,TM e SMZ são rápida e quase completamente absorvidos na porção superior do trato gastrintestinal. Após dose única de 160mg de TM + 800mg de SMZ, picos de concentração plasmática de 1,5-3 μg/ml para TM e
40-80 μg/ml para SMZ são obtidos dentro de 1 a 4 horas. Se a administração for repetida a cada 12 horas, a concentração estabiliza- se nesse nível.

Distribuição: O volume de distribuição de TM é cerca de 130 litros e do SMZ é cerca de 20 litros. Ambas as substâncias são excretadas no leite materno. Concentrações no leite materno são similares (TM) ou mais baixas (SMZ) do que as concentrações no plasma materno.

Eliminação: As meias-vidas dos dois componentes são muito semelhantes (em média de 10 horas para TM e 11 horas para SMZ). Ambas as substância, assim como seus metabólitos, são eliminadas quase exclusivamente por via renal através de filtração glomerular e secreção tubular, o que determina concentração urinaria das substancia ativas consideravelmente mais altas do que a concentração no sangue. Apenas uma pequena parte das substancia é eliminar por via fecal. Após a dose de 600mg de fenazopiridina, cerca de 90% aparecem na urina ao fim de 24horas; 41% sob forma não-modificada, 18% como N-acetil-p- aminoferol, 24% como p-aminoferol e 7% como anilina.

Farmacocinética em condições clínicas especiais: A eliminação pode ser prolongada no idoso e nos pacientes com comprometimento renal grave, o que requer ajuste da posologia nesses casos.

4. CONTRAINDICAÇÕES
Uroctrin está contraindicado aos casos de lesões graves do parênquima hepático e em pacientes com insuficiência renal grave quando não se pode determinar regularmente a concentração plasmática. Da mesma forma, Uroctrin está contraindicado aos pacientes com história de hipersensibilidade à sulfonamida ou à trimetoprima. Não deve ser administrado a crianças abaixo de 12 anos de idade.

Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término. Informar ao médico se está amamentando.

5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES
Existe maior risco de reações adversas graves em pacientes idosos ou em paciente que apresentem as seguintes condições: insuficiência hepática, insuficiência renal ou uso concomitante de outros fármacos (em cada caso o risco pode ser relacionado a dosagem ou duração do tratamento). Êxito letal, embora raro, tem sido descrito relacionado com reações graves, tais como: discrasias sanguíneas, eritema exsudativo multiforme (síndrome de Stevens-Johnson), necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Leyll) e necrose hepática fulminante. Para diminuir o risco de reações indesejáveis, a duração do tratamento com Uroctrin deve ser a menor possível especialmente em pacientes idosos. Em casos de comprometimento renal a posologia deve ser ajustada, conforme indicado no item “POSOLOGIA”. Pacientes em uso prolongado de Uroctrin devem fazer controle regular de hemograma. Caso haja redução significativa de qualquer elemento figurado do sangue, o tratamento com Uroctrin deve ser suspenso. A não ser em casos excepcionais, Uroctrin não deve ser administrado a pacientes com sérias alterações hematológicas, devido à possibilidade de hemólise. Uroctrin não deve ser administrado a pacientes portadores de deficiências de G6PD (desidrogenase de glicose 6 fosfato), a não ser em casos de absoluta necessidade e em doses mínimas. O tratamento deve ser descontinuado imediatamente ao primeiro sinal de rash cutâneo ou qualquer outra reação adversa séria. Nos pacientes idosos, ou pacientes com história de deficiência de ácido fólico ou insuficiência renal, podem ocorrer alterações hematológicas indicativas de deficiência de ácido fólico. Estas alterações são reversíveis administrando-se ácido folínico. Pacientes em uso prolongado de Uroctrin (em particular, pacientes com insuficiência renal) devem fazer exames de urina e avaliação da função renal regularmente. Adequada administração de líquidos e eliminação urinária devem ser asseguradas durante o tratamento para prevenir cristalúria.

Gravidez: Experimento em animais com doses bastante elevadas de TM e SMZ apresentaram malformações fetais típicas de antagonismo de ácido fólico. Com base em relatórios efetuados espontâneos de malformações, o uso de Uroctrin parece não apresentar riscos de teratogenicidade em seres humanos. Uma vez que, tanto TM com SMZ atravessam a barreira placentária e podem, portanto, interferir com o metabolismo do ácido fólico, Uroctrin somente deverá ser utilizado durante a gravidez se os possíveis riscos para o feto justificarem os benefícios terapêuticos esperados. Recomenda-se que toda mulher grávida, ao ser tratada com Uroctrin, receba concomitantemente 5 a 10 mg de ácido fólico diariamente. Deve-se evitar o uso de Uroctrin durante o ultimo estágio de gravidez tanto quanto possível, devido ao risco de Kernicterus no neonato.

Lactação: Tanto TM como SMZ passam para o leite materno. Embora a quantidade ingerida pelo lactente seja pequena, recomenda-se que os possíveis riscos para o lactente (Kernicterus, hipersensibilidade) sejam cuidadosamente avaliados frente aos benefícios terapêuticos esperados para a lactante.

“Este produto contém o corante amarelo de TARTRAZINA, que pode causar reações de natureza alérgica, entre as quais asma brônquica, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico.”

6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
Aumento da incidência de trombocitopenia com púrpura tem sido observado em pacientes idosos que estão sendo tratados concomitantemente com diuréticos, principalmente tiazídicos. Tem sido descrito que Uroctrin pode aumentar o tempo de protombina de pacientes em uso de anticoagulantes tipo varfarina. Esta interação deve ser lembrada quando da administração de Uroctrin a pacientes sob terapêutica anticoagulantes. Em tais casos, o tempo de coagulação deve ser novamente determinado. Uroctrin pode inibir o metabolismo hepático da fenitoína. Após a administração de Uroctrin em doses habituais, tem sido observado 39% de aumento dameia-vida e 27% de diminuição do clearance da fenitoína. Se os dois fármacos são administrados simultaneamente, é importante estar atento para um possível efeito excessivo da fenitoína.
As sulfonamidas, incluindo sulfametoxazol, podem deslocar o metotrexato dos pontos de ligação nas proteínas plasmáticas, aumentando assim a concentração de metotrexato livre. Uroctrin pode afetar a dose necessária de hipoglicemiantes. Relatos ocasionais sugerem que pacientes em uso de primetamina para profilaxia de malária em doses superiores a 25mg/semana, podem desenvolver anemia megaloblástica se Uroctrin for usado concomitantemente. Distúrbios reversíveis da função renal, manifestados por creatinina sérica aumentada, têm sido observado em pacientes tratados com TM-SMZ e ciclosporina após tratamento renal. Este efeito combinado é provavelmente devido ao componente trimetoprima. Níveis aumentados de SMZ no sangue podem ocorrer em pacientes que estiverem recebendo concomitantemente indometacina.

7. CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO
Manter á temperatura ambiente (15ºC a 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco. Este medicamento tem validade de 36 meses a partir da data de sua fabricação.

Numero de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem original.

Comprimido revestido: Comprimido revestido amarelo intenso, circular e biconvexo.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

8. POSOLOGIA E MODO DE USAR Adultos e crianças acima de 12 anos
4 comprimidos ao dia em 2 tomadas, após as principais refeições, de preferência da manhã e a noite, durante 10 a 14 dias, ou segundo critério médico.
Em casos de infecções graves, esta dose pode ser aumentada em 3 comprimidos a cada 12 horas.

Esta posologia pode ser modificada de acordo com o critério médico.

Pacientes cominsuficiência renalClearance de creatininaEsquema posologia recomendado
Acima de 30 ml/minPosologia padrão
15 - 30 ml/minMetade da posologia
Menos de 15 ml/minNão é recomendável o uso de Uroctrin



Existindo diminuição da função renal, reduzir a dose ou então prolongar os intervalos entre as tomadas do medicamento, para evitar fenômenos cumulativos. Nesses casos, determinar a concentração plasmática do medicamento. Sempre que Uroctrin for utilizado por longos períodos, são aconselháveis exames hematológicos regulares, já que existe a possibilidade remota de modificações assintomáticas, indicativas das alterações no ácido fólico que são reversíveis com o tratamento pelo ácido folínico. Tratamentos prolongados requerem acompanhamentos com hemogramas completos.
Uroctrin comprimido revestido deve ser utilizado por via oral.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

9. REAÇÕES ADVERSAS
Os seguintes efeitos adversos têm sido descritos (em ordem de frequência): efeito colateral gastrintestinal: náuseas (com ou sem vômitos), estomatite, diarreia, raros casos de hepatite e casos isolados de enterocolite pseudomembranosa. Casos de pancreatite aguda têm relatado. Rashes cutâneos induzidos por Uroctrin são geralmente leves e rapidamente reversíveis após suspensão da medicação. O uso de Uroctrin tem sido, em alguns casos, relacionado ao surgimento de eritema multiforme, fotossensibilidade, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (síndrome de lyell). Casos raros de comprometimento renal e insuficiência renal (por exemplo, nefrite intersticial) e cristalúria foram reportados. Sulfonamidas, incluindo Uroctrin, podem levar à diurese aumentada, particularmente em pacientes com edema de origem cardíaca. A maioria das alterações hematológicas observadas são leves e assintomáticas, sendo reversíveis com a suspensão de medicação. As alterações mais comumente observadas foram leucopenia, neutroperia, trombocitopenia. Muito raramente podem ocorrer agranulocitose, anemias megaloblásticas, hemolítica ou aplásica, pancitopenia ou púrpura. Podem aparecer reações alérgicas em pacientes hipersensíveis aos componentes de Uroctrin. Raramente observou-se febre e edema argioneurótico. Infiltrações pulmonares, tais como ocorrem na alveolite alérgica ou eosinofilica, raramente foram reportados. Estes podem manifestar-se através de sintomas como tosse ou respiração ofegante. Se tais sintomas forem observados ou inesperadamente apresentarem uma piora, o paciente deve ser reavaliado e a suspensão do tratamento com Uroctrin considerada. Raros casos de meningite asséptica ou sintomas semelhantes à meningite têm sido descrito. Muito raramente, alucinações têm sido relacionadas ao uso de Uroctrin.

Interferência em exames de laboratório: Uroctrin, especificamente o componente trimetoprima, pode alterar a dosagem de metotrexato sérico quando se usa a técnica de ligação protéica competitiva, utilizando como ligante protéico a diidrofolato redutase bacteriana. Entretanto, se a dosagem é feita por radioimunoensaio, não se observa qualquer interferência. A presença de TM e SMZ pode também interferir com os resultados de dosagem de creatinina realizada com a reação de picrato alcalino de Jaffé, ocasionando um aumento de cerca de 10% aos valores da faixa de normalidade.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em http://www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

10. SUPERDOSE
Sintomas de superdosagem aguda podem incluir náusea, Vômitos, diarreia, cefaleia, vertigens, tontura, distúrbios mentais e visuais; cristalúria, hematúria e anemia podem ocorrer em casos severos. Sintomas de superdosagem crônica podem incluir depressão da medula óssea, manifestada como trombocitopenia ou leucopenia e outras discrasias sanguíneas devido à deficiência de ácido folínico. Dependendo dos sintomas, recomenda-se as seguintes medidas terapêuticas: lavagem gástrica, êmese, excreção renal através de diurese forçada (alcalinização da urina aumenta a eliminação de SMZ), hemodiálise (atenção: diálise peritoneal não é eficaz), controle do hemograma e eletrólitos. Se ocorrer significativa discrasia sanguíneas ou icterícia, deve-se instituir tratamento específico para estas condições. A administração de folinato de cálcio, por via intramuscular, de 3 a 6 mg durante cinco a sete dias, pode contrabalançar os efeitos de TM sobre a hematopoiese.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Data da bula

29/09/2016

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