Feed

Já é assinante?

Entrar
Índice

Brometo de Ipratrópio

Brometo de Ipratrópio - Bula do remédio

Brometo de Ipratrópio com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Brometo de Ipratrópio têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Brometo de Ipratrópio devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Apresentação de Brometo de Ipratrópio

BROMETO DE IPRATRÓPIO Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999 Solução para inalação (0,25mg/mL): embalagens contendo 1 e 50* frascos com 20mL * Embalagem hospitalar USO ADULTO E PEDIÁTRICO Cada mL (20 gotas) da solução para inalação contém: brometo de ipratrópio........................................................0,25mg veículo q.s.p. ........................................................................1mL (cloreto de benzalcônio, edetato dissódico, cloreto de sódio, ácido clorídrico e água purificada.)

Brometo de Ipratrópio - Indicações

O brometo de ipratrópio é indicado como broncodilatador no tratamento de manutenção do broncoespasmo associado à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), incluindo bronquite crônica, enfisema e asma.

Contra-indicações de Brometo de Ipratrópio

ESTE MEDICAMENTO É CONTRA-INDICADO PARAPACIENTES COM HISTÓRIA DE HIPERSENSIBILIDADE A QUAISQUER COMPONENTES DA FÓRMULA, À ATROPINA OU A SEUS DERIVADOS.

Advertências

O brometo de ipratrópio solução para inalação contém, como conservantes cloreto de benzalcônio e EDTA dissódico. Estes componentes podem causar broncoconstrição em alguns pacientes. Embora raros, já foram relatados efeitos oculares como midríase, dor ocular, aumento da pressão intra-ocular e glaucoma de ângulo fechado, quando o conteúdo de aerossóis e nebulizadores contendo brometo de ipratrópio, combinados ou não com beta-2-agonistas, atingiu inadvertidamente os olhos. Portanto, os pacientes devem ser orientados quanto à correta administração de brometo de ipratrópio, devendo-se evitar o contato do produto com os olhos. Desconforto ou dor nos olhos, visão embaçada, visão de imagens coloridas ou halos em associação com olhos avermelhados decorrentes de congestão conjuntiva e edema da córnea podem ser sinais de glaucoma de ângulo fechado. Desenvolvendo-se qualquer desses sintomas, deve-se administrar soluções mióticas e procurar um especialista imediatamente. Os pacientes devem ser instruídos a cumprir exatamente as instruções de uso do brometo de ipratópio solução para inalação. Deve-se tomar cuidado para não expor os olhos ao contato com a solução inalante. Recomenda-se que a solução nebulizada seja administrada através de um bocal. Se for utilizada uma máscara para nebulização, esta deve ajustar-se perfeitamente. Pacientes com predisposição a glaucoma devem ser alertados a proteger os olhos. O brometo de ipratrópio deve ser usado com prudência em pacientes com predisposição a glaucoma de ângulo fechado, obstrução do colo vesical ou hipertrofia prostática. Pacientes com fibrose cística podem estar mais sujeitos a distúrbios na motilidade gastrintestinal. Na aplicação acidental nos olhos podem surgir transtornos ligeiros e reversíveis da acomodação visual. Desconhecem-se restrições ou precauções especiais para o uso do produto em pacientes com idade superior a 60 anos. Gravidez e lactação: A segurança do uso durante a gravidez e lactação ainda não foi estabelecida, deve-se observar as precauções e restrições quanto ao uso durante a gravidez, especialmente no primeiro trimestre. Ainda não se sabe se o brometo de ipratrópio é excretado no leite materno, como muitas drogas são excretadas no leite, deve-se ter cautela ao administrar o brometo de ipratrópio a mulheres que estão amamentando.

Interações medicamentosas de Brometo de Ipratrópio

O uso de beta-adrenégicos e derivados da xantina podem intensificar o efeito broncodilatador. O brometo de ipratrópio tem sido utilizado concomitantemente com outras drogas usuais no tratamento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), incluindo broncodilatadores simpatomiméticos, metilxantinas, esteróides e cromoglicato dissódico, sem evidências de interações medicamentosas prejudiciais. O brometo de ipratrópio solução para inalação não deve ser misturado ao cromoglicato dissódico no mesmo nebulizador, pois pode ocorrer precipitação do produto.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Brometo de Ipratrópio

As reações adversas não-respiratórias mais comumente observadas com o uso de brometo de ipratrópio foram cefaléia, náuseas e secura da boca. Devido a baixa absorção sistêmica do brometo de ipratrópio, reações anticolinérgicas, tais como taquicardia e palpitações, distúrbios na acomodação visual, distúrbios na motilidade gastrintestinal e retenção urinária, são raras e reversíveis, embora o risco de retenção urinária possa estar aumentado em pacientes com obstrução pré-existente do trato urinário. Como ocorre com outras terapias incluindo broncodilatadores, tem-se observado tosse e, mais raramente, broncoconstrição paradoxal. Reações de hipersensibilidade imediata podem ocorrer após a administração do brometo de Colocar o frasco na posição vertical e deixar gotejar a quantidade desejada. ipratrópio solução para inalação, como demonstrado por raros casos de urticária, agioedema, erupção cutânea, broncoespasmo e edema orofaríngeo. Se por manuseio indevido, o produto entrar em contato com os olhos de pacientes com glaucoma de ângulo fechado, poderá ocorrer um aumento da pressão intra-ocular. Nestes casos devem ser administrados colírios para induzir miose e um especialista deve ser consultado imediatamente.

Brometo de Ipratrópio - Posologia

A dose deve ser adaptada conforme as necessidades do paciente, o qual deve ser mantido sob supervisão médica durante o tratamento. Adultos: 0,25 - 0,5mg /20 - 40gotas/1 - 2mL a cada 4 a 6 horas. Crianças acima de 5 anos: 0,125 - 0,25mg/10 - 20gotas/ 0,5 - 1mL a cada 4 a 6 horas. Crianças menores de 5 anos: a posologia deve ser adaptada a critério médico, sendo que os estudos realizados demonstram ser a dose adequada a de 0,05 - 0,125mg/ 4 - 10gotas/0,2 - 0,5mL a cada 4 a 6 horas. Este medicamento deve ser administrado via inalatória por nebulização da solução; diluída em 3-5mL de solução salina (NaCl 0,9%), utilizando-se oxigênio ou ar comprimido e inalada até esgotar a solução. A solução deve ser diluída sempre antes de cada utilização; qualquer quantidade residual da solução deve ser eliminada. Este medicamento pode ser combinado com um beta-2-agonista como o fenoterol na inalação para o tratamento da crise aguda do broncoespasmo. Colocar o frasco na posição vertical e deixar gotejar a quantidade desejada.

Superdosagem

Até o momento não foram observados sintomas de superdose. Não é de se esperar que ocorram sintomas anticolinérgicos de maior gravidade. Em caso de suspeita de superdose procure orientação médica. Manifestações sistêmicas menores do tipo anticolinérgicas podem ocorrer, como secura da boca, distúrbios de acomodação visual e taquicardia.

Características farmacológicas

O brometo de ipratrópio é um composto de amônio quaternário com propriedades anticolinérgicas (parassimpaticolíticas). Em estudos realizados parece atuar na inibição do reflexo vagal, antagonizando a ação da acetilcolina. Agentes anticolinérgicos impedem o aumento da concentração intracelular de monofosfato de guanosina cíclico (GMP cíclico) causado pela interação da acetilcolina com o receptor inalação do brometo de ipratrópio é local e específico para o pulmão, não sendo de natureza sistêmica. Em estudos controlados de 90 dias em pacientes com broncoespasmo associado à doença pulmonar obstrutiva crônica (bronquite crônica e enfisema), foi observada uma melhora na função pulmonar dentro de 15 minutos, alcançando pico em 1 a 2 horas e persistindo na maioria dos pacientes, até 6 horas. Em estudos controlados de 90 dias em pacientes com broncoespasmo associado à asma, foi observada uma significante melhora na função pulmonar em 40% dos pacientes estudados. Estudos clínicos e pré-clínicos sugerem que o brometo de ipratrópio não possui efeitos prejudiciais sobre a secreção mucosa das vias aéreas, a depuração mucociliar e a troca gasosa. Seu efeito broncodilatador no tratamento de broncoespasmo agudo associado à asma foi demonstrado em estudos em adultos e crianças acima de 6 anos de idade. Na maioria desses estudos o brometo de ipratrópio foi administrado em combinação com um medicamento beta-2- agonista. Embora os dados sejam limitados, o brometo de ipratrópio mostrou ter um efeito terapêutico no tratamento do broncoespasmo associado a bronquite viral e à displasia broncopulmonar em lactentes e crianças pequenas. O fármaco é absorvido muito rapidamente após inalação. O pico de concentração plasmática é alcançado em poucos minutos. Sua biodisponibilidade sistêmica após a inalação foi de cerca de 7% da dose. Os parâmetros farmacocinéticos básicos foram calculados a partir dos dados do nível plasmático, após a administração intravenosa (IV). Observa-se um rápido declínio bifásico para o ipratrópio no plasma. A meia-vida da fase terminal de eliminação foi de aproximadamente 1,6 horas. A meia-vida de eliminação da droga e dos metabólitos, determinada por marcação radioativa, foi de 3,6 horas. Os metabólitos principais encontrados na urina ligam-se fracamente aos receptores muscarínicos. A depuração total do principio ativo é de 2,3L/min. Aproximadamente 40% da depuração é renal (0,9L/min) e 60% é não-renal, ocorrendo principalmente pelo metabolismo hepático. O volume de distribuição é de 338L (correspondentes a aproximadamente 4,6L/Kg). A excreção renal do ipratrópio é de 45% da dose após a administração IV e de 8% após a inalação de um aerossol. Menos de 20% da droga liga-se às proteínas plasmáticas. O íon ipratrópio não atravessa a barreira hematoencefálica, condizentemente com a estrutura da amina quaternária da molécula. A toxicidade aguda tem sido investigada em várias espécies de roedores e não-roedores, com períodos de observação de 14 dias. A dose letal mínima em cobaias, administrada por inalação, foi de 199mg/Kg e, em ratos, doses de 11,5 mcg/L/h, 4 vezes ao dia ou 48 mcg/Kg/4h não causaram mortalidade. A DL 50 via oral (V.O.) e a DL 50 I.V. foram consideravelmente maiores que a dose letal mínima por inalação. A DL 50 variou de 2050mg/kg em camundongos (V.O.) a 17,5mg/kg em cães (I.V.). A baixa toxicidade oral, comparada com a maior toxicidade da administração I.V. reflete a pobre absorção gastrintestinal do fármaco. Estudos com administrações diárias em animais foram realizados em ratos, coelhos, cães e macacos Rhesus. Em estudos realizados com inalação por até 6 meses em ratos, cães e macacos Rhesus, o nível de não-observação de efeitos tóxicos foi de 0,252mg/kg/dia, 0,18mg/kg/dia e 0,8mg/kg/dia, respectivamente. Histopatologicamente, nenhuma lesão relacionada ao fármaco foi observada no sistema broncopulmonar. Em ratos, o nível de não-observação de efeitos tóxicos após 18 meses de administração oral foi de 0,5mg/kg/dia. Uma solução aquosa de brometo de ipratrópio (48mcg/kg/4horas) administrada em ratos, por inalação, foi bem tolerada localmente. Anafilaxia ativa ou reações anafiláticas cutâneas passivas não foram observadas em cobaias. A mutagenicidade "in vitro" em bactérias (teste de Ames) não indicou potencial mutagênico. Os resultados de ensaios "in vivo" (teste de micronúcleo, teste letal dominante em macacos, ensaio citogênico nas células da medula óssea de hamsters chineses) não demonstraram aumento na taxa de anomalias cromossômicas. Não foram detectados efeitos tumorigênicos e carcinogênicos em estudos a longo prazo em camundongos e ratos. Estudos para investigar uma possível influência de brometo de ipratrópio na fertilidade, na embriofetotoxicidade e sobre o desenvolvimento peri e pós-natal foram realizados em camundongos, ratos e coelhos. Mesmo as mais altas doses orais empregadas (100mg/Kg/dia em ratos e 125mg/Kg/dia em coelhos), as quais provaram ser tóxicas à mãe, não induziram malformações à prole.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Desconhecem-se restrições ou precauções especiais para o uso do produto em pacientes com idade superior a 60 anos

Brometo de Ipratrópio - Informações

Ação esperada do medicamento: O brometo de ipratrópio tem ação broncodilatadora, seu efeito se inicia dentro de alguns minutos após a inalação, durando, em média por 5 a 6 horas. Cuidados de conservação: Conservar em temperatura ambiente entre 15° e 30° C. Proteger da luz. Prazo de validade: 24 meses após a data de fabricação. "Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento". Gravidez e Lactação: Este medicamento não deve ser utilizado durante os três primeiros meses de gravidez e durante a lactação. Informe seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após seu término. Informe seu médico se está amamentando". Cuidados de administração: Este medicamento deve ser administrado via inalatória por nebulização da solução; diluída em 3-5mL de solução salina (NaCl 0,9%), utilizando-se oxigênio ou ar comprimido e inalada até esgotar a solução. A solução deve ser diluída sempre antes de cada utilização; qualquer quantidade residual da solução deve ser eliminada. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. Reações adversas: As reações adversas que ocorreram mais comumente foram: dor de cabeça, náuseas e secura da boca. (Ver REAÇÕES ADVERSAS). TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. Ingestão concomitante com outras substâncias: Beta-adrenérgicos e derivados da xantina podem intensificar o efeito broncodilatador do brometo de ipratrópio. Contra-indicações e precauções: É contra-indicado para pacientes com história de hipersensibilidade a quaisquer componentes da fórmula, à atropina ou a seus derivados. Contra-indicado para crianças menores de 2 anos de idade. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento. NÃO TOME MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

Conecte-se

Feed

Sobre o MedicinaNET

O MedicinaNET é o maior portal médico em português. Reúne recursos indispensáveis e conteúdos de ponta contextualizados à realidade brasileira, sendo a melhor ferramenta de consulta para tomada de decisões rápidas e eficazes.

Medicinanet Informações de Medicina S/A
Av. Jerônimo de Ornelas, 670, Sala 501
Porto Alegre, RS 90.040-340
Cnpj: 11.012.848/0001-57
(51) 3093-3131
info@medicinanet.com.br


MedicinaNET - Todos os direitos reservados.

Termos de Uso do Portal