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Arava - Bula do remédio

Arava com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Arava têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Arava devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Sanofi

Apresentação de Arava

Cx c/ 30 compr. de 20 mg ou 3 compr. de 100 mg.

Arava - Indicações

Arava é indicado para o tratamento de artrite reumatóide ativa, reduzindo os sinais e sintomas, inibindo a destruição das articulações e melhorando as funções físicas e de saúde relacionadas à qualidade de vida. Arava é também indicado para o tratamento da artrite psoriática ativa.

Contra-indicações de Arava

Arava é contra-indicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade à leflunomida ou a qualquer um dos componentes da fórmula. Arava é contra-indicado para mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar e não estejam utilizando métodos contraceptivos eficazes durante o tratamento com leflunomida ou que após o tratamento estejam com níveis plasmáticos do metabólito ativo (A771726) acima de 0,02 mg/L. A possibilidade de gravidez deve ser excluída antes de se iniciar o tratamento.

Advertências

Geral Devido à meia-vida prolongada do metabólito ativo da leflunomida - A771726, reações adversas podem ocorrer ou persistir mesmo após a interrupção do tratamento com leflunomida (ver item REAÇÕES ADVERSAS). Caso ocorra uma reação adversa grave com leflunomida, ou se por qualquer outra razão for necessário eliminar rapidamente o A771726 do organismo, deve-se iniciar a administração de colestiramina ou carvão ativado, conforme descrito no item SUPERDOSAGEM, e mantê-la ou repeti-la, se clinicamente necessário. Em caso de suspeita de reação imunológica e/ou alérgica grave, pode ser necessário prolongar a administração de colestiramina ou carvão ativado para se obter a eliminação rápida e suficiente do A771726 (ver item GRAVIDEZ). Sistema Hepático Visto que o metabólito ativo da leflunomida, A771726, apresenta alta taxa de ligação às proteínas plasmáticas e é eliminado do organismo através de metabolismo hepático e secreção biliar, e devido ao possível risco de hepatotoxicidade, leflunomida deve ser utilizada com cautela em pacientes com função hepática prejudicada. O uso de leflunomida é desaconselhado em pacientes com insuficiência hepática significativa ou com doença hepática préexistente. Deve-se monitorizar o nível de TGP antes do início do tratamento e no mínimo em intervalos mensais durante os seis primeiros meses de tratamento, e posteriormente, em intervalos de 6 – 8 semanas. Recomendações para ajuste posológico ou interrupção do tratamento segundo o grau de gravidade e persistência da elevação de TGP estão descritas abaixo: Para elevações confirmadas dos níveis de TGP entre 2 a 3 vezes o limite superior da normalidade (LSN), a dose de Arava pode ser reduzida a critério médico, possibilitando a continuação da administração de leflunomida, desde que sob monitorização rigorosa. Se as elevações dos níveis de TGP entre 2-3 vezes o LSN persistirem ou caso se confirmem elevações de TGP acima de 3 vezes o LSN, deve-se interromper o uso da leflunomida. Deve ser administrada colestiramina ou carvão ativado para reduzir mais rapidamente os níveis de A771726. Durante o tratamento com leflunomida foram relatados raros casos de dano hepático grave, em casos isolados com conseqüência fatal. A maioria dos casos ocorreu durante os seis primeiros meses de tratamento. Embora não tenha sido estabelecida uma relação causal com a leflunomida e múltiplos fatores geradores de dúvida estivessem presentes na maioria dos casos, considera-se essencial que as recomendações de monitorização sejam rigorosamente seguidas. (continua na bula original)

Uso na gravidez de Arava

Arava é contra-indicado em mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar. Caso seja utilizado durante a gravidez, ou se a paciente vier a engravidar durante o tratamento, a mesma deve ser informada sobre os riscos potenciais para o feto. Lactação Estudos com animais indicam que a leflunomida e seus metabólitos são excretados no leite materno, não sendo conhecido, entretanto, se a sua excreção ocorre ou não em humanos. Não é recomendado, portanto, que lactantes amamentem seus filhos durante o tratamento com Arava. A decisão de se iniciar o tratamento ou de se amamentar deve ser baseada na importância do medicamento para a mãe.

Interações medicamentosas de Arava

Pode ocorrer aumento das reações adversas quando do uso recente ou concomitante de Arava e substâncias hepatotóxicas (incluindo álcool), hematotóxicas ou imunossupressoras. Este fato também deve ser considerado quando o tratamento com leflunomida é seguido da administração de tais substâncias sem que se observe o período adequado de eliminação do mesmo. A interação de leflunomida (10 ou 20 mg por dia) e metotrexato (10 a 25 mg por semana) foi estudada em um grupo de 30 pacientes com artrite reumatóide. Observou-se elevação de 2 a 3 vezes nas enzimas hepáticas em 5 dos 30 pacientes. Estas elevações normalizaram-se em 2 pacientes mantendo-se a administração dos dois fármacos e em 3 pacientes com a interrupção da leflunomida. Observou-se elevação de mais de 3 vezes nas enzimas hepáticas em outros 5 pacientes. Estes pacientes também voltaram ao estado normal, dois dos quais com a continuação da administração dos dois fármacos e três dos quais após a interrupção da leflunomida. Portanto, embora não seja necessário um período de aguardo, é recomendada a monitoração cuidadosa das enzimas hepáticas durante a fase inicial da substituição de leflunomida para metotrexato. Não foi observada interação farmacocinética entre a leflunomida (10 a 20 mg por dia) e metotrexato (10 a 25 mg por semana). As enzimas envolvidas no metabolismo da leflunomida e de seus metabólitos não são exatamente conhecidas. Um estudo de interação in vivo com cimetidina (inibidor inespecífico do citocromo P450) não demonstrou interação significativa. A administração concomitante de dose única de leflunomida em indivíduos recebendo doses múltiplas de rifampicina (indutor inespecífico do citocromo P450) aumentou os picos plasmáticos de A771726 em aproximadamente 40%, enquanto que a AUC (área sob a curva) não foi significativamente alterada. O mecanismo deste efeito não é claro. Deve-se considerar o potencial de aumento dos níveis plasmáticos de leflunomida após administrações múltiplas em pacientes recebendo concomitantemente leflunomida e rifampicina. (continua na bula original)

Reações adversas / Efeitos colaterais de Arava

- Sistemas Gastrintestinal e Fígado: - 1 a 10% dos pacientes podem apresentar diarréia, náusea, vômitos, anorexia, alterações da mucosa oral (por exemplo: estomatite aftosa, ulcerações na boca), dor abdominal, elevação dos parâmetros laboratoriais hepáticos (por exemplo: transaminases, menos freqüentemente gama-GT, fosfatase alcalina, bilirrubina); - raramente, em 0,01 - 0,1% dos pacientes pode ocorrer: hepatite, icterícia/colestase; - muito raramente (em ? 0,01% dos pacientes) pode ocorrer dano hepático grave, como insuficiência hepática e necrose hepática aguda, que pode ser fatal. Pode ocorrer também pancreatite. • Sistema Cardiovascular: - 1 a 10% dos pacientes podem apresentar elevação da pressão sangüínea. • Sistema Hematológico e Linfático: - 1 a 10% dos pacientes podem apresentar leucopenia com contagem de leucócitos > 2 x 109/L (>2 G/L); - 0,1 a 1,0% dos pacientes podem apresentar anemia, trombocitopenia com contagem de plaquetas <100 x 109/L (<100 G/L); - Raramente (0,01-01% dos pacientes) podem apresentar leucopenia com contagem de leucócitos < 2 x 109/L (<2 G/L) e eosinofilia ou pancitopenia; - O uso recente, concomitante ou consecutivo de agentes potencialmente mielotóxicos pode estar associado ao maior risco de efeitos hematológicos; - Muito raramente (em ? 0,01% dos pacientes), pode ocorrer vasculite, porém devido à doença subjacente, vasculite não pôde ser relacionada à utilização de leflunomida. • Sistema Nervoso: - 1 a 10% dos pacientes podem apresentar cefaléia, vertigem e parestesia; - 0,1 a 1% dos pacientes podem apresentar distúrbios do paladar e ansiedade; - Muito raramente (em ? 0,01% dos pacientes), pode ocorrer neuropatia periférica. • Reações alérgicas, pele e anexos: - 1 a 10% dos pacientes podem apresentar reações alérgicas leves (incluindo exantema-maculopapular e outros), prurido, eczema, pele ressecada, aumento da perda de cabelo; - 0,1 a 1% dos pacientes podem apresentar urticária; - Muito raramente (em ? 0,01% dos pacientes) podem ocorrer reações anafiláticas/anafilactóides graves, síndrome de Stevens-Johnson (eritema multiforme grave) e necrólise epidérmica tóxica. Nos casos relatados não foi possível estabelecer uma relação causal com o tratamento com leflunomida, entretanto esta hipótese não pode ser excluída. • Infecção: - Muito raramente (em ? 0,01% dos pacientes) pode ocorrer infecção severa e sepsis, que pode ser fatal. A maioria dos casos relatados foi confundida por tratamento imunossupressor concomitante e/ou doença co-mórbida, em adição à artrite reumatóide, que pode predispor os pacientes à infecção. Medicamentos como leflunomida que apresentam potencial imunossupressor podem levar os pacientes a serem mais susceptíveis à infecções, incluindo infecções oportunistas. Em estudos clínicos, a incidência de rinite e bronquite (5% vs. 2%) e pneumonia (3% vs. 0%) foi levemente aumentada em pacientes tratados com leflunomida, comparativamente ao placebo, enquanto que a incidência geral de infecções foi comparável entre os dois grupos. • Doenças do mediastino, torácica e respiratória: - Raramente (em 0,01 - 0,1% dos pacientes) pode ocorrer doença intersticial pulmonar (incluindo pneumonite intersticial), que pode ser fatal. • Outras reações: - 1 a 10% dos pacientes podem apresentar perda de peso e astenia; - 0,1 a 1% dos pacientes podem apresentar hipopotassemia; - Pode ocorrer hiperlipidemia leve. As concentrações de ácido úrico geralmente diminuem, devido ao efeito uricosúrico. Outras observações laboratoriais encontradas cuja relevância clínica não foi estabelecida, foram: pequenos aumentos das taxas de LDH e creatina quinase e pequenas reduções no fosfato. Foram reportados alguns casos de tendossinovites e ruptura de tendão como efeitos adversos sob o tratamento com leflunomida; no entanto, não foi possível estabelecer uma relação causal entre o fármaco e os casos citados. Pequena diminuição na concentração de espermatozóides, contagem total de espermatozóides e na motilidade progressiva rápida, todas reversíveis, não podem ser excluídas. O risco de malignidade, particularmente desordens linfoproliferativas, também é conhecido por estar aumentado com o uso de alguns fármacos imunossupressores.

Arava - Posologia

O tratamento com Arava deve ser iniciado e acompanhado por médicos com experiência no tratamento de artrite reumatóide. Para recomendações de monitorização, verificar item PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS. O tratamento com Arava para artrite reumatóide é iniciado com uma dose de ataque de 100 mg uma vez/dia, durante 3 dias. A dose de manutenção recomendada é de 20 mg de Arava uma vez/dia. Se a dose de 20 mg não for clinicamente tolerada, a dose pode ser reduzida a critério médico. O tratamento com Arava para artrite psoriática é iniciado também com uma dose de ataque de 100 mg uma vez/dia, durante 3 dias. A dose de manutenção é de 20 mg de Arava uma vez/dia. O resultado do tratamento pode ser evidenciado após 4 semanas e pode melhorar de 4 a 6 meses após o seu início. O tratamento com Arava é geralmente de longa duração. Arava deve ser ingerido inteiro, com quantidade suficiente de líquido. Arava não é recomendado para o uso em crianças e adolescentes com idade inferior a 18 anos, uma vez que a segurança e eficácia nestes grupos ainda não foram estabelecidas. Não é necessário ajuste de dose em pacientes acima de 65 anos de idade.

Superdosagem

Sintomas: Foram relatados casos de superdosagem crônica em pacientes sob tratamento com Arava, com doses diárias 5 vezes superiores à dose diária recomendada e relatos de superdosagem aguda em adultos e crianças. Não houve efeitos adversos relatados na maioria dos casos de superdosagem. Os efeitos adversos foram consistentes com o perfil de segurança para Arava. As reações adversas mais freqüentes foram diarréia, dor abdominal, leucopenia, anemia e elevação nos testes de função hepática. Procedimento em caso de superdosagem: Caso ocorra superdosagem ou toxicidade relevante, recomenda-se a administração de colestiramina ou carvão ativado para acelerar a eliminação da leflunomida. A administração de colestiramina por via oral, na dose de 8 g, três vezes ao dia, durante 24 horas a três voluntários sadios, diminuiu os níveis plasmáticos do metabólito ativo (A771726) em aproximadamente 40% nas primeiras 24 horas e em 49% a 65% após 48 horas. A administração de carvão ativado (em suspensão) por via oral ou através de uma sonda nasogástrica (50 g a cada 6 horas durante 24 horas) demonstrou reduzir as concentrações plasmáticas do metabólito ativo em 37% após 24 horas e em 48% após 48 horas. Estes procedimentos de eliminação podem ser repetidos caso seja clinicamente necessário. Estudos, tanto com hemodiálise quanto com CAPD (diálise peritoneal contínua) indicaram que A771726, o metabólito primário de leflunomida, não é dialisável. Dependência: não é conhecido o potencial de leflunomida para causar dependência.

Arava - Informações

A leflunomida é um agente anti-reumático com propriedades antiproliferativas. A leflunomida demonstrou melhorar os sinais e sintomas e reduzir o progresso da destruição das articulações na artrite reumatóide ativa. Nos estudos realizados, a maioria dos pacientes estava utilizando concomitantemente AINEs ou baixas doses de corticosteróides. Em modelos animais, a leflunomida demonstrou ser efetiva em artrites, outras doenças autoimunes e transplantes. A leflunomida possui características imunomoduladoras/ imunossupressoras, age como agente antiproliferativo e apresenta propriedades antiinflamatórias. In vivo, a leflunomida é rapidamente e quase completamente metabolizada em seu metabólito ativo (A771726), que é ativo in vitro e se presume ser o responsável por toda a ação farmacológica do Arava. Em modelos animais de doenças autoimunes, a leflunomida apresentou os melhores efeitos protetores quando administrada logo no início da doença. Em modelos animais de rejeição a orgãos transplantados e doença crônica enxerto versus hospedeiro, a leflunomida prolongou o tempo de rejeição ou até mesmo reverteu reações de rejeição já instaladas. Além disso, a leflunomida demonstrou atividades antiinflamatórias, ainda que com atividades analgésica e antipirética fracas ou ausentes. Em um modelo experimental de septicemia, a leflunomida não alterou a resistência de ratos a infecção por bactérias patogênicas. O A771726, metabólito ativo da leflunomida, reduz a progressão das células-alvo atuando em diferentes fases do ciclo celular. In vitro, após a estimulação da mitose, o metabólito ativo A771726 inibe a proliferação de células T e a síntese de DNA. O metabólito ativo inibe também a proliferação estimulada por mitose de células mononucleadas de sangue periférico humano e a proliferação de linhagens de células humanas e murinas de forma dosedependente. Esta atividade antiproliferativa é revertida pela adição de uridina na cultura celular, indicando que o A771726 age na biosíntese de pirimidina. Estudos de ligação utilizando substâncias radiomarcadas, demonstraram que o metabólito ativo se liga e inibe a enzima humana diidroorotato desidrogenase. Em conjunto, estes dados sugerem que in vivo, as concentrações plasmáticas alcançáveis em pacientes recebendo a leflunomida podem inibir a síntese de novo de pirimidina em linfócitos e outras células com alta velocidade de divisão. (continua na bula original)

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