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Lidocaina Viscosa

Lidocaina Viscosa - Bula do remédio

Lidocaina Viscosa com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Lidocaina Viscosa têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Lidocaina Viscosa devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Apresentação de Lidocaina Viscosa

100mg/mL - Cartucho com 01 frasco de 50Ml

Lidocaina Viscosa - Indicações

Otorrinolaringologia
-Punções dos seios maxilares;
-Anestesia da orofaringe para prevenir náuseas e vômitos durante instrumentação.

Obstetrícia
-Durante o estágio final do parto e antes da episotomia e sutura perineal, como adjuvante no controle da dor.

Odontologia
-Antes de injeções, impressões dentárias, radiografias, remoção de tártaro.

Contra-indicações de Lidocaina Viscosa

A lidocaína está contraindicada em pacientes com história de hipersensibilidade a anestésicos locais do tipo amida ou a outros componentes da fórmula.
A lidocaína não deve ser aplicada na laringe.
O uso do produto não é recomendado em crianças menores de 5 anos ou com menos de 20kg de peso, em vista da concentração elevada (10%) e de sua rápida absorção.

Advertências

De modo a poder controlar possíveis reações adversas, equipamento de ressuscitação, oxigênio e outras drogas afins deverão estar disponíveis quando os anestésicos locais do tipo amida forem administrados em membranas mucosas.
A lidocaína deverá ser utilizada com extremo cuidado se houver infecção ou se a área da aplicação estiver traumatizada, pois sob tais condições, há uma rápida absorção sistêmica.
Deve ser usada a mais baixa dosagem que resulte em anestesia efetiva, para evitar altos níveis séricos e efeitos adversos.
A segurança e eficácia da lidocaína dependem da dose correta, da técnica, precauções adequadas e rapidez nas emergências. Repetidas doses de lidocaína podem causar significativo aumento dos níveis sanguíneos devido à lenta acumulação da droga e seus metabólitos. A tolerância varia de acordo com o estado do paciente.
Pacientes idosos e debilitados, doentes graves e crianças deverão ter doses reduzidas de acordo com a idade e estado físico.
A lidocaína deve ser usada com cuidado em paciente em choque grave ou bloqueio cardíaco. Também deve-se ter cuidado com pacientes com conhecida sensibilidade a drogas. Pacientes alérgicos a derivados do ácido para-aminobenzoico, como procaína, tetracaína e benzocaína, não têm apresentado sensibilidade cruzada à lidocaína.
A absorção através das mucosas e superfícies feridas é relativamente alta, especialmente na laringe e árvore brônquica.
Deve ser usada com cautela em pacientes com epilepsia, falha na condução cardíaca, doença cardiovascular e insuficiência cardíaca, com bloqueio cardíaco parcial ou completo, idosos ou debilitados, com baixa capacidade de ligação proteica ou síndrome nefrótica, com disfunção renal grave, bradicardia, disfunção hepática, doença hepática avançada e choque grave, se a dose ou local de administração propiciarem altos níveis sanguíneos. A anestesia tópica da orofaringe pode interferir com a deglutição e causar perigo de aspiração. Isto é particularmente importante em crianças, devido à frequência da alimentação. A dormência da língua e da mucosa bucal pode aumentar o risco de trauma por mordida. Evitar o contato com os olhos. Pacientes tratados com drogas antiarrítmicas classe III (ex: amiodarona) devem estar sob cuidado e monitoramento cardíaco, uma vez que os efeitos cardíacos podem ser aditivos.



Gravidez e Amamentação:
Gravidez: Categoria B – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. A lidocaína atravessa a barreira placentária, podendo penetrar nos tecidos fetais. A lidocaína tem sido administrada a um grande número de mulheres grávidas ou que possam vir a engravidar. Não têm sido relatados distúrbios específicos no processo de reprodução, como aumento de incidência de malformações ou outros efeitos maléficos diretos ou indiretos no feto.
Da mesma forma que outros anestésicos locais, a lidocaína é excretada pelo leite materno, porém em pequenas quantidades, de tal modo que geralmente não há riscos para a criança quando utilizada nas doses terapêuticas. Como qualquer outra droga, a lidocaína somente deve ser utilizada durante a gravidez ou amamentação se, a critério médico, os benefícios potenciais superarem os possíveis riscos.

Interações medicamentosas de Lidocaina Viscosa

A administração concomitante de depressores centrais pode causar efeito aditivo na depressão do SNC. O uso associado a antiarrítmicos, como a tocainida, pode aumentar os efeitos tóxicos da lidocaína. Anti-convulsivos hidantoínicos aumentam os efeitos depressores cardíacos. Bloqueadores betaadrenérgicos podem diminuir o metabolismo hepático, aumentando atoxicidade da lidocaína. A administração simultânea de cimetidina pode provocar diminuição da depuração hepática da lidocaína. A metoxamina prolonga a restrição da circulação e pode causar necrose. A inibição da transmissão neuronal por anestésico s locais pode antagonizar os efeitos dos antimiastênicos sobre o músculo esquelético, especialmente se randesg quantidades de anestésicos são rapidamente absorvidas; pode ser necessário o ajuste temporário da dose dos antimiastênicos no controle da miastenia gravis. A inibição da transmissão neuronal por anestésicos locais pode aumentar ou prolongar a ação de agentes bloqueadores neuromusculares se grandes quantidades do anestésico forem rapidamente absorvidas.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Lidocaina Viscosa

Reações adversas são geralmente relacionadas com a dose de anestésicos locais e resultam de altos níveis plasmáticos causados por dosagem excessiva ou rápida absorção, bem como por tolerância reduzida do paciente, idiossincrasia ou hipersensibilidade. As reações sistêmicas podem ocorrer rapidamente ou até 30 minutos após administração. A cidose acentuada ou hipóxia podem aumentar o risco e a gravidade das reações tóxicas. São raras as reações adversas à lidocaína nas doses recomendadas. As seguintes reações adversas foram observadas com todas as vias de administração e não foram necessariamente relatadas durante seu uso tópico.
Reações Alérgicas: São extremamente raros os casos de reações alérgicas associadas a anestésicos locais do tipo amida, sendo que nos casos mais graves pode ocorrer choque anafilático. Podem ocorrer rash cutâneo, eritema, urticária, prurido, espirros, edema urticariforme na face, lábios, língua, boca ou garganta, que podem ser acompanhados por náusea com ou sem vômito. O valor dos testes cutâneos para determinação de sensibilidade é duvidoso.


Sistema Cardiovascular: As manifestações cardiovasculares são normalmente depressoras e caracterizadas por vasodilatação periférica, bradicardia, hipotensão, depressão do miocárdio, diminuição do débito cardíaco, arritmias ventriculares e colapso cardiovascular que podem levar a parada cardíaca. A hipóxia causada por convulsões e apneia pode ser um fator contribuinte nas reações cardiovasculares.
Sistema Nervoso Central: São manifestações excitatórias e/ou depressivas caracterizadas por delírio, nervosismo, apreensão, euforia, confusão, tontura, sonolência, tinido, visão turva, vômito, sensações de calor e frio, tremores, contorções, convulsões, inconsciência, depressão respiratória e colapso. As manifestações excitatórias podem ser muito breves ou podem simplesmente não ocorrer. Em alguns pacientes, especialmente crianças, a primeira manifestação de toxicidade pode ser uma sonolência, progredindo para inconsciência e parada respiratória.

Metemoglobinemia:
Pode ocorrer muito raramente com anestésicos locais, porém é mais provável quando anestésico é a prilocaína.

Interferência em Exames Laboratoriais:
Determinação da função pancreática usando bentiromida: A administração de lidocaína 3 dias antes deste teste pode invalidar seu resultado, devido ao aumento aparente do PABA.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br, ou para Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Lidocaina Viscosa - Posologia

Como para qualquer anestésico local, as reações e complicações são evitadas utilizando-se a mínima dos e eficaz.
O cloridrato de lidocaína é destinado ao uso em mucosas e proporciona eficaz anestesia de superfície, que dura aproximadamente 10 a 15 minutos. A anestesia geralmente ocorre dentro de 1 - 3 minutos, dependendo da área de aplicação.
Nos pacientes idosos ou debilitados e nas crianças, deve-se adequar as doses com a idade e as condições físicas.

Cada nebulização libera 10mg de lidocaína base. É desnecessário secar o local antes da aplicação.
Em adulto, não se deve fazer mais de 20 nebulizações para se alcançar a anestesia desejada.
O número de nebulizações depende da extensão da área a ser anestesiada:
Odontologia: 1 a 5 aplicações (10 a 50mg).
Otorrinolaringologia: 3 aplicações para punção da cavidade maxilar (30mg ).
Durante o parto: até 20 aplicações (até 200mg).
Durante instrumentação: até 20 aplicações (200mg)
Para pequenos procedimentos, o medicamento deve ser administrado por não menos que 1 minuto.
Para grandes procedimentos, a duração da aplicação é de não mais que 5 minutos.
Uma vez que a absorção é variável e especialmente alta na traqueia e nos brônquios, a dose máxima recomendada varia dependendo da área de aplicação.



Modo de Usar:
Para utilizar a solução spray, basta orientar a cânula para a região a ser anestesiada e imprimir uma leve pressão sobre o botão.
Aconselha-se, após o uso, retirar o botão com a cânula e conservá-los em solução alcoólica, de modo a evitar uma possível deposição de cristais.

Superdosagem

Emergências graves consequentes aos anestésicos locais geralmente estão relacionadas com altos níveis plasmáticos do anestésico.
A primeira consideração é preventiva, com cuidadoso acompanhamento de sinais vitais respiratórios e cardiovasculares e do nível de consciência do paciente após cada administração de anestésico.
O tratamento do paciente com manifestações tóxicas consiste em assegurar a oxigenação através da ventilação, controle das convulsões e suporte hemodinâmico. As convulsões devem ser tratadas através da administração de diazepam intravenoso 0,1mg/kg ou tiopental sódico 1 - 3mg/kg. Considerando que o tratamento pode também causar depressão respiratória, os meios de manutenção ou controle da respiração devem estar disponíveis. O tratamento de suporte da depressão circulatória pode requerer a administração de fluidos intravenosos e, quando apropriado, um vasopressor, conforme situação clínica.

Em caso de intoxicação ligue par 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Pacientes idosos são, em geral, mais sensíveis aos efeitos tóxicos sistêmicos. O uso nesses pacientes deverá ser cauteloso e as doses deverão ser reduzidas.

Dizeres legais

MS: 1.1343.0175
Farm Resp: Dr. Renato Silva
CRF-MG: 10.042
HIPOLABOR FARMACÊUTICA Ltda.
Rod BR 262 - Km 12,3 Borges /Sabará - MG
CEP: 34.735-010
SAC 0800 031 1133
CNPJ: 19.570.720/0001-10
Indústria Brasileira

Data da bula

13/10/2017

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