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Benicar Hct

Benicar Hct - Bula do remédio

Benicar Hct com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Benicar Hct têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Benicar Hct devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Sankyo

Apresentação de Benicar Hct

embalagens com 10 ou 30 comprimidos: 20 mg/ 12,5 mg; 40 mg/ 12,5 mg ou 40 mg/ 25 mg.

Benicar Hct - Indicações

Benicar Hct é indicado para o tratamento da hipertensão arterial. Esta associação em dose fixa não é indicada para o tratamento inicial.

Contra-indicações de Benicar Hct

Benicar Hct é contra-indicado em pacientes hipersensíveis aos componentes da fórmula ou a outros medicamentos derivados da sulfonamida; durante a gestação e em pacientes com insuficiência renal grave (clearance de creatinina menor que 30 ml/min) ou com anúria.

Advertências

Hipotensão em pacientes com depleção de volume ou de sal: em pacientes cujo sistema renina-angiotensina esteja ativado, como aqueles com depleção de volume e/ou sal (ex: pacientes em tratamento com doses altas de diuréticos), pode ocorrer hipotensão sintomática após o início do tratamento com Benicar Hct. Função renal diminuída: em pacientes cuja função renal possa depender da atividade desse sistema (por exemplo, ICC), o tratamento com inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores de angiotensina foi associado com azotemia, oligúria ou, raramente, com insuficiência renal aguda. Há um risco elevado de insuficiência renal quando pacientes com estenose unilateral ou bilateral de artéria renal, são tratados com medicamentos que afetam o sistema renina-angiotensina. Os diuréticos tiazídicos são contra-indicados em pacientes com doença renal grave. Em pacientes com doença renal, pode-se precipitar a azotemia. Insuficiência hepática: os diuréticos tiazídicos devem ser usados com cuidado em pacientes com função hepática prejudicada ou doença hepática progressiva, visto que pequenas alterações no equilíbrio hidroeletrolítico podem precipitar coma hepático. Reações de hipersensibilidade: pacientes com histórico de alergia ou bronquite asmática são mais propensos a apresentar reações de hipersensibilidade a hidroclorotiazida, no entanto, essas reações também podem ocorrer em pacientes sem tal histórico. Lúpus eritematoso sistêmico: os diuréticos tiazídicos podem exacerbar ou ativar a manifestação do lúpus eritematoso. Lítio: não se recomenda o uso concomitante de lítio e diuréticos. Efeitos metabólicos e endócrinos: pode ocorrer hiperglicemia com o uso de diuréticos tiazídicos. Em diabéticos, pode ser necessário um ajuste na dose de insulina ou dos hipoglicemiantes orais. Diabetes Melito latente pode se manifestar durante a terapia com diuréticos tiazídicos. Pode ocorrer também aumento nos níveis de colesterol e triglicérides com o tratamento. O tratamento com diuréticos tiazídicos pode precipitar a ocorrência de hiperuricemia ou crises de gota em alguns pacientes. Desequilíbrio eletrolítico: todos os pacientes em tratamento com diuréticos devem realizar, em intervalos adequados, determinações dos eletrólitos séricos. Os diuréticos tiazídicos, incluindo a hidroclorotiazida, podem provocar desequilíbrio hidroeletrolítico incluindo hipocalemia, hiponatremia e alcalose hipoclorêmica. Os sinais e sintomas de desequilíbrio hidroeletrolítico, consistem em boca seca, sede, fraqueza, letargia, sonolência, inquietação, dores musculares ou câimbras, fadiga muscular, hipotensão, oligúria, taquicardia e distúrbios gastrintestinais como náuseas e vômitos. A hipocloremia é geralmente moderada, não sendo necessário nenhum tratamento de suporte. Demonstrou-se que os diuréticos tiazídicos aumentam a excreção urinária de magnésio, resultando em hipomagnesemia, e podem reduzir a excreção urinária de cálcio, além de provocar elevação discreta e inconstante do cálcio sérico, sem alteração prévia da calcemia. A hipercalcemia significativa pode ser evidência de hiperparatireoidismo. O uso de tiazídicos deve ser interrompido antes da dosagem dos hormônios paratireóides. Pode ocorrer hipocalemia com o uso de diuréticos tiazídicos, especialmente em pacientes com cirrose hepática, diurese excessiva, que estejam recebendo reposição inadequada de eletrólitos e em pacientes que estejam em terapia concomitante com corticosteróides ou hormônio adrenocorticotrófico (ACTH). Morbidade e mortalidade fetal/neonatal: os medicamentos que agem diretamente sobre o sistema renina-angiotensinaaldosterona podem causar morbidade e morte fetal e neonatal quando administrados a gestantes, assim como os diuréticos tiazídicos. Os diuréticos tiazídicos atravessam a barreira placentária e aparecem no cordão umbilical. Eles podem causar distúrbios eletrolíticos e, possivelmente, outros efeitos observados em adultos. Casos de trombocitopenia neonatal e icterícia fetal ou neonatal foram relatados com o uso de diuréticos tiazídicos em mulheres grávidas. Não foram observados efeitos teratogênicos quando o Benicar Hct foi administrado a camundongos e ratas prenhes mas toxicidade fetal foi evidenciada pela redução de peso dos fetos após a administração de Benicar Hct a ratas prenhes.

Uso na gravidez de Benicar Hct

pacientes do sexo feminino em idade fértil devem ser informadas sobre as conseqüências da exposição no segundo e terceiro trimestres de gravidez a medicamentos que atuam sobre o sistema renina-angiotensina. Quando diagnosticada gravidez, a administração de Benicar Hct deve ser interrompida o mais rapidamente possível. Como não há experiência clínica com seu uso em gestantes, o medicamento é contra-indicado durante a gestação. Categorias de risco para uso durante a gestação: C (primeiro trimestre) e D (segundo e terceiro trimestres). ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA. INFORME IMEDIATAMENTE SEU MÉDICO EM CASO DE SUSPEITA DE GRAVIDEZ. Lactantes: a olmesartana é secretada em concentração baixa no leite de ratas lactantes, mas não se sabe se é excretada no leite humano. Os diuréticos tiazídicos aparecem no leite humano. Devido ao potencial para eventos adversos sobre o lactente, cabe ao médico decidir entre interromper a amamentação ou interromper o uso de Benicar Hct, levando em conta a importância do medicamento para a mãe.

Interações medicamentosas de Benicar Hct

Gerais: o uso concomitante de Benicar Hct com outros medicamentos anti-hipertensivos pode resultar em efeito aditivo ou potencialização. Olmesartana medoxomila: não foram relatadas interações medicamentosas significativas em estudos nos quais a olmesartana medoxomila foi co-administrada com digoxina ou varfarina em voluntários saudáveis. A biodisponibilidade da olmesartana não foi significativamente alterada pela co-administração de antiácidos (hidróxido de alumínio e hidróxido de magnésio). A olmesartana medoxomila não é metabolizada pelo sistema do citocromo P450; portanto, não são esperadas interações com medicamentos que inibem, induzem ou são metabolizados por essas enzimas. Hidroclorotiazida: quando administrados simultaneamente, os fármacos abaixo podem interagir com os diuréticos tiazídicos: álcool, barbituratos ou narcóticos - pode ocorrer potencialização da hipotensão ortostática; medicamentos antidiabéticos (agentes orais e insulina) - pode ser necessário o ajuste de dose do medicamento antidiabético; resinas (colestiramina e colestipol) - a absorção da hidroclorotiazida é prejudicada na presença de resinas de troca aniônica; corticosteróides, ACTH – aumento do risco de hipocalemia; aminas vasopressoras (por exemplo, norepinefrina) - possível resposta diminuída a aminas vasopressoras; relaxantes de musculatura esquelética, não despolarizantes (por exemplo, tubocurarina) - possível resposta aumentada ao relaxante muscular; lítio - de maneira geral, não deve ser administrado com diuréticos pois estes reduzem a depuração renal do lítio e provocam um alto risco de toxicidade por lítio; medicamentos antiinflamatórios não-esteróides - em alguns pacientes, a administração de um agente antiinflamatório não-esteróide pode reduzir os efeitos diuréticos, natriuréticos e anti-hipertensivos dos diuréticos tiazídicos.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Benicar Hct

Olmesartana medoxomila-hidroclorotiazida:em estudos clínicos a incidência de eventos adversos foi semelhante à do placebo. Os índices de desistência dos pacientes tratados com a associação por causa de eventos adversos em todos os estudos foram de 2% e iguais ou menores aos dos grupos tratados com placebo. O evento adverso mais freqüente foi tontura, mais na combinação do que no placebo. Olmesartana medoxomila: o evento adverso mais freqüente relatado foi tontura (incidência > 1% < 10%) Após a comercialização de olmesartana medoxomila, muito raramente (incidência < 0,01%) foram relatados: Aparelho digestório: dor abdominal, náuseas, vômitos e aumento das enzimas hepáticas; Sistema respiratório: tosse; Sistema urinário: insuficiência renal aguda, aumento dos níveis de creatinina sérica; Pele e apêndices: rash cutâneo, prurido e angioedema; Inespecífico: cefaléia; Metabólico/Nutricional: hipercalemia. Hidroclorotiazida: abaixo estão outros eventos adversos relatados com a hidroclorotiazida: Sistema nervoso/psiquiátrico: inquietação. Aparelho digestório: pancreatite, icterícia (icterícia colestática intra-hepática), sialoadenite, gastrite. Sentidos: visão embaçada (transitória), xantopsia. Músculo-esquelético: espasmos musculares. Sistema respiratório: dificuldades respiratórias, incluindo pneumonite e edema pulmonar. Sistema urinário: disfunção renal, nefrite intersticial. Metabólico e nutricional: hiperglicemia, glicosúria, hiperuricemia, desequilíbrio eletrolítico (incluindo hiponatremia e hipocalemia), hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. Pele e apêndices: necrólise epidérmica tóxica, angeite necrosante (vasculite e vasculite cutânea), urticária, fotossensibilidade e reações anafiláticas. Inespecífico: fraqueza, febre. Sistema circulatório: leucopenia, agranulocitose, trombocitopenia, anemia aplástica, anemia hemolítica. Reações de hipersensibilidade à hidroclorotiazida podem ocorrer em pessoas com ou sem histórico de alergia ou asma brônquica, mas são mais prováveis naquelas com tal histórico.

Benicar Hct - Posologia

Em pacientes cuja pressão arterial está inadequadamente controlada por olmesartana medoxomila ou por hidroclorotiazida em monoterapia, pode-se substituir por Benicar Hct conforme a titulação de dose, de forma individualizada. O efeito anti-hipertensivo de Benicar Hct é crescente na seguinte ordem de concentrações dos princípios ativos, respectivamente, olmesartana medoxomila e hidroclorotiazida: 20 mg e 12,5 mg; 40 mg e 12,5 mg; 40 mg e 25 mg. Dependendo da resposta da pressão arterial, a dose pode ser titulada a intervalos de 2 a 4 semanas. Benicar Hct deve ser administrado uma vez ao dia, com ou sem alimentos e pode ser associado a outros antihipertensivos conforme a necessidade. Não se recomenda a administração de mais de 1 comprimido ao dia. Substituição: a associação pode ser substituída pelos seus princípios ativos isoladamente. A dose diária máxima recomendada de olmesartana medoxomila é de 40 mg e de hidroclorotiazida de 50 mg. Pacientes com insuficiência renal: as doses recomendadas podem ser seguidas, contanto que o clearance de creatinina seja maior que 30 ml/min. Pacientes com insuficiência hepática: não é necessário ajuste de dose.

Superdosagem

Não há informação disponível sobre os efeitos ou tratamento em casos de superdosagem após a administração de Benicar Hct. Os dados disponíveis com relação à superdosagem em seres humanos após a administração de olmesartana medoxomila isolada são limitados. A manifestação mais provável é a hipotensão. A superdosagem após a administração de hidroclorotiazida está associada à depleção de eletrólitos (hipocalemia, hipocloremia) e desidratação resultante da diurese excessiva. Os sinais e sintomas mais comuns são náuseas e sonolência. A hipocalemia pode acentuar o risco de arritmias cardíacas no caso de uso concomitante de digitálicos glicosídicos. No caso de superdosagem com Benicar Hct, o tratamento de suporte deve ser iniciado. Não se sabe ainda se a olmesartana e/ou a hidroclorotiazida são passíveis de remoção por diálise.

Benicar Hct - Informações

Olmesartana medoxomila: é uma pró-droga que, durante a absorção pelo trato gastrintestinal, é convertida por hidrólise em olmesartana, o composto biologicamente ativo. É um bloqueador seletivo do receptor de angiotensina II do subtipo AT1. A angiotensina II é formada a partir da angiotensina I em uma reação catalisada pela enzima conversora da angiotensina (ECA, cininase II). A angiotensina II é o principal agente pressórico do sistema renina-angiotensina-aldosterona, com efeitos que incluem vasoconstrição, estimulação da síntese e liberação de aldosterona, estimulação cardíaca e reabsorção renal de sódio. A olmesartana liga-se de forma competitiva e seletiva ao receptor AT1 e impede os efeitos vasoconstritores da angiotensina II, bloqueando seletivamente sua ligação ao receptor AT1 no músculo liso vascular. A sua ação é independente da via de síntese da angiotensina II. O bloqueio do receptor AT1 de angiotensina II inibe o feedback negativo regulador sobre a secreção de renina, entretanto, o aumento resultante na atividade de renina plasmática e nos níveis de angiotensina II circulante não suprime o efeito da olmesartana sobre a pressão arterial. Não é esperado o aparecimento de tosse devido à alteração da resposta à bradicinina pelo fato da olmesartana medoxomila não inibir a ECA. Receptores AT2 também são encontrados em outros tecidos, mas se desconhece a sua associação com a homeostasia cardiovascular. A olmesartana tem uma afinidade 12.500 vezes superior ao receptor AT1 comparada ao receptor AT2. Doses de 2,5 a 40 mg de olmesartana medoxomila inibem o efeito pressórico da infusão de angiotensina I. A duração do efeito inibitório está relacionada com a dose. Com doses de olmesartana medoxomila maiores de 40 mg obtêm-se mais de 90% de inibição em 24 horas.

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