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Avastin - Bula do remédio

Avastin com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Avastin têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Avastin devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Roche

Apresentação de Avastin

sol. inj. concentrada para infusão intravenosa. cx. c/ 1 fr.-ampola de dose única de 100 mg (4 ml) ou 400 mg (16 ml).

Avastin - Indicações

Avastin (bevacizumabe) em combinação com quimioterapia à base de fluoropirimidina é indicado para tratamento de primeira-linha de pacientes com carcinoma metastático do cólon ou do reto.

Contra-indicações de Avastin

Avastin (bevacizumabe) é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer componente do produto, a produtos de células de ovário de hamster chinês ou a outros anticorpos recombinantes humanos ou humanizados. Avastin (bevacizumabe) é contra-indicado em pacientes com metástases do Sistema Nervoso Central não tratadas. (ver Advertências e Reações Adversas).

Advertências

Perfurações intestinais: pacientes com carcinoma metastático do cólon e do reto podem estar sob risco aumentado para desenvolvimento de perfuração gastrintestinal quando tratados com Avastin (bevacizumabe) e quimioterapia (ver Reações Adversas). Avastin (bevacizumabe) deve ser suspenso permanentemente em pacientes que desenvolverem perfuração gastrintestinal. Hipertensão: foi observada incidência aumentada de hipertensão em pacientes tratados com Avastin (bevacizumabe). Dados de segurança clínica sugerem que a incidência de hipertensão é provavelmente dose-dependente. Não existem informações sobre o efeito de Avastin (bevacizumabe) em pacientes com hipertensão não controlada quando iniciam o tratamento com Avastin (bevacizumabe). Portanto, recomenda-se cautela antes de iniciar o tratamento com Avastin (bevacizumabe) nesses pacientes. A monitoração da pressão arterial é recomendável durante o tratamento com Avastin (bevacizumabe) (ver Reações adversas). A interrupção temporária de Avastin (bevacizumabe) é recomendada em pacientes com hipertensão exigindo terapia medicamentosa até que seja atingido um controle adequado. Se a hipertensão não puder ser controlada com medicamentos, o tratamento com Avastin (bevacizumabe) deve ser permanentemente interrompido. Avastin (bevacizumabe) deve ser permanentemente interrompido em pacientes que desenvolverem crise hipertensiva. Cicatrização: Avastin (bevacizumabe) pode afetar de forma adversa o processo de cicatrização. O tratamento com Avastin (bevacizumabe) não deve ser iniciado durante um prazo de no mínimo 28 dias depois de cirurgia de grande porte ou até que a ferida cirúrgica esteja completamente cicatrizada. Em pacientes que apresentarem complicações da cicatrização de feridas durante tratamento com Avastin (bevacizumabe), este deve ser suspenso até que a ferida esteja completamente cicatrizada. O tratamento com Avastin (bevacizumabe) deve ser suspenso para cirurgia eletiva (ver Reações adversas). Tromboembolismo arterial: em cinco estudos clínicos, a incidência de tromboembolismo arterial, incluindo acidente vascular cerebral, crise isquêmica transitória (CIT) e infarto agudo do miocárdio (IAM) foi maior em pacientes recebendo Avastin (bevacizumabe) em combinação com quimioterapia quando em comparação aos pacientes que receberam apenas quimioterapia. Avastin (bevacizumabe) deve ser definitivamente interrompido em pacientes que desenvolverem eventos tromboembólicos arteriais. História de eventos tromboembólicos arteriais ou idade acima de 65 anos estiveram associadas a um risco aumentado de eventos tromboembólicos arteriais durante o tratamento com Avastin (bevacizumabe). Os pacientes recebendo Avastin (bevacizumabe) mais quimioterapia com história de tromboembolismo arterial e idade acima de 65 anos apresentam maior risco. Recomenda-se cautela ao tratar esses pacientes com Avastin (bevacizumabe). Hemorragia: (ver Reações adversas) O risco de hemorragia no sistema nervoso central em pacientes com metástases no SNC recebendo Avastin (bevacizumabe) não pode ser completamente avaliado, pois tais pacientes foram excluídos dos estudos clínicos. Pacientes com câncer metastático do cólon ou do reto podem apresentar risco aumentado de hemorragia associada ao tumor. Avastin (bevacizumabe) deve ser suspenso definitivamente em pacientes que apresentarem sangramento Graus 3 ou 4 durante o tratamento com Avastin (bevacizumabe). Não existe nenhuma informação sobre o perfil de segurança de Avastin (bevacizumabe) em pacientes com diátese hemorrágica congênita, coagulopatia adquirida ou em pacientes recebendo dose plena de anticoagulantes para tratamento de tromboembolismo antes do início do tratamento com Avastin (bevacizumabe), pois pacientes com estas condições foram excluídos dos estudos clínicos. Portanto, recomenda-se cautela antes de iniciar o tratamento com Avastin (bevacizumabe) nesses pacientes. No entanto, pacientes que desenvolveram trombose venosa enquanto tratados com Avastin (bevacizumabe) não parecem apresentar incidência aumentada de sangramento grave quando tratados com dose plena de varfarina e Avastin (bevacizumabe) concomitantemente.

Uso na gravidez de Avastin

Gestação categoria X: este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento. Foi demonstrado que Avastin (bevacizumabe) é embriotóxico e teratogênico quando administrado a coelhos. Os efeitos observados incluíram reduções de peso materno e fetal, número aumentado de reabsorções fetais e incidência aumentada de alterações macroscópicas e esqueléticas fetais específicas. As evoluções fetais adversas foram observadas em todas as doses testadas, de 10 a 100 mg/kg. Foi demonstrado que a angiogênese é criticamente importante para o desenvolvimento fetal. A inibição da angiogênese depois da administração de Avastin (bevacizumabe) pode causar resultado adverso da gravidez. Não houve nenhum estudo adequado e bem controlado em gestantes. Sabe-se que IgGs cruzam a barreira placentária e Avastin (bevacizumabe) pode inibir a angiogênese no feto. Portanto, Avastin (bevacizumabe) não deve ser usado durante a gravidez. Em mulheres com potencial para engravidar, medidas contraceptivas adequadas são recomendadas durante o tratamento com Avastin (bevacizumabe). Com base em considerações farmacocinéticas, as medidas contraceptivas são recomendadas durante pelo menos 6 meses depois da última dose de Avastin (bevacizumabe). Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento. Não se sabe se o bevacizumabe é excretado no leite humano. Como a IgG materna é excretada no leite e Avastin (bevacizumabe) pode prejudicar o crescimento e desenvolvimento do lactente, as mulheres devem ser orientadas a interromper o aleitamento materno durante o tratamento e a não amamentar durante pelo menos 6 meses depois da última dose de Avastin (bevacizumabe).

Interações medicamentosas de Avastin

No estudo AVF2107g, as concentrações de irinotecan foram semelhantes em pacientes recebendo IFL (irinotecan/5-fluoruracil/leucovorin) isolado ou em combinação com Avastin (bevacizumabe). Concentrações de SN38, o metabólito ativo do irinotecan, foram analisadas em um subgrupo de pacientes, aproximadamente 30 pacientes por braço de tratamento. As concentrações de SN38 foram em média 33% mais elevadas em pacientes recebendo IFL em combinação com Avastin (bevacizumabe) em comparação ao braço de pacientes que receberam IFL apenas. Devido à elevada variabilidade entre pacientes e à amostra limitada, não está claro se o aumento dos níveis de SN38 observado foi devido ao Avastin (bevacizumabe). Houve um pequeno aumento nos eventos adversos diarréia e leucopenia (conhecidas reações adversas ao irinotecan) e também mais reduções de dose de irinotecan foram descritas nos pacientes tratados com IFL + Avastin. Nos pacientes que desenvolvem diarréia grave, leucopenia ou neutropenia com Avastin (bevacizumabe) combinado com irinotecan, deve-se modificar a dose de irinotecan conforme especificado na bula do mesmo. Não foi realizado nenhum estudo formal de interação medicamentosa com outros agentes antineoplásicos. No entanto, os dados existentes sugerem que o bevacizumabe não afeta a farmacocinética do 5-fluoruracil (5-FU), da carboplatina, do paclitaxel e da doxorrubicina.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Avastin

Experiência de Estudos Clínicos O perfil geral de segurança de Avastin (bevacizumabe) é baseado em 1132 pacientes com carcinoma metastático de cólon ou reto, câncer de pulmão não pequenas células localmente avançado ou metastático, câncer de mama metastático e câncer de próstata resistente a hormônios, que receberam Avastin (bevacizumabe) como agente isolado ou em combinação com quimioterapia durante a participação em estudos clínicos. Os eventos adversos mais graves foram: • Perfurações Gastrintestinais (ver Advertências) • Hemorragia (ver Advertências) • Tromboembolismo Arterial (ver Advertências) Os eventos adversos mais freqüentemente observados em todos os estudos clínicos nos pacientes recebendo Avastin (bevacizumabe) com ou sem quimioterapia foram astenia, diarréia, náusea e dor (não especificada). As análises dos dados de segurança clínica sugerem que a ocorrência de hipertensão e proteinúria durante o tratamento com Avastin (bevacizumabe) são provavelmente dose-dependentes. Em um estudo de fase III, randomizado, duplo-cego, com controle ativo, em pacientes com carcinoma metastático do cólon ou reto (estudo AVF2107g), 396 pacientes foram tratados com IFL + placebo (Braço 1), 392 pacientes foram tratados com IFL + Avastin (Braço 2) e 109 pacientes foram tratados com 5-FU/LV (5-fluoruracil/leucovorin) + Avastin (Braço 3). A inclusão de pacientes no braço 5-FU/LV + Avastin do estudo foi interrompida, conforme predeterminação do protocolo, já que a segurança do esquema combinando Avastin mais IFL foi estabelecida e considerada segura por um comitê de monitoração independente, após realizar análise provisória não cega. No estudo AVF2107g, 4,9% dos pacientes no Braço IFL e 3,0% dos pacientes no Braço IFL + Avastin morreram no prazo de 60 dias a partir da randomização, dos quais 90% em decorrência da progressão do tumor. A duração mediana da observação de segurança foi de 28 semanas para o Braço IFL + placebo e 40 semanas para IFL + Avastin. A ocorrência de eventos adversos não foi ajustada para a diferença de tempo de tratamento. Durante o tratamento após randomização, os eventos adversos graves que levaram ao óbito ocorreram em 2,8% dos pacientes no Braço IFL + placebo e em 2,6% dos pacientes no Braço IFL + Avastin. Durante o tratamento após randomização, os eventos adversos que levaram à interrupção da medicação em estudo – Avastin (bevacizumabe) ou placebo - ocorreram em 7,1% dos pacientes no Braço IFL + placebo e em 8,7% dos pacientes no Braço IFL + Avastin. Foram notificados eventos Graus 3 ou 4, classificados de acordo com o NCI-CTC (National Cancer Institute – Common Toxicity Criteria) em 74% dos pacientes no Braço IFL + placebo e 85% dos pacientes no Braço IFL + Avastin (Tabela 5). Eventos adversos freqüentes de qualquer grau, identificados como toxicidade possivelmente relacionada a Avastin (bevacizumabe) foram anorexia, obstipação, epistaxe, hipertensão e dor (Tabela 6). As incidências de epistaxe e hipertensão foram relativamente persistentes em todos os estudos de Avastin (bevacizumabe). Dados apresentados na Tabela 5 são baseados na experiência com a dose recomendada de Avastin (bevacizumabe) em 788 pacientes tratados com IFL no estudo AVF2107g.

Avastin - Posologia

Dosagem padrão A dose recomendada de Avastin (bevacizumabe) é de 5 mg/kg de peso administrada uma vez a cada 14 dias em infusão intravenosa. A redução da dose de Avastin (bevacizumabe) devida à presença de eventos adversos não é recomendada. Se indicado, Avastin (bevacizumabe) deve ser suspenso ou temporariamente interrompido, (ver Advertências). Recomenda-se que o tratamento com Avastin (bevacizumabe) seja mantido continuamente até a progressão da doença de base. Instruções de Dosagens Especiais Crianças e adolescentes: A segurança e eficácia de Avastin (bevacizumabe) em crianças e adolescentes não foram estudadas. Insuficiência Renal: A segurança e eficácia de Avastin (bevacizumabe) não foram estudadas em pacientes com insuficiência renal. Insuficiência Hepática: A segurança e eficácia de Avastin (bevacizumabe) não foram estudadas em pacientes com insuficiência hepática. Idosos: Não há recomendações especiais de doses para indivíduos com idade =65 anos. Entretanto recomenda-se cautela nesses pacientes devido ao risco aumentado de eventos tromboembólicos. (ver Advertências e Reações Adversas: pacientes idosos.)

Superdosagem

A maior dose testada no ser humano (20 mg/kg de peso, intravenosa) foi associada com enxaqueca intensa em vários pacientes.

Avastin - Informações

Avastin (bevacizumabe) é o nome comercial para o bevacizumabe, um anticorpo monoclonal humanizado recombinante, produzido por tecnologia de DNA recombinante em um sistema de expressão de célula de mamífero, de ovário de Hamster Chinês, em um meio nutriente contendo o antibiótico gentamicina e é purificado por um processo que inclui inativação viral específica e etapas de remoção. Gentamicina é detectável no produto final em = 0,35 ppm. O bevacizumabe é constituído por 214 aminoácidos e tem um peso molecular de aproximadamente 149.000 daltons.

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