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Femoston Conti

Femoston Conti - Bula do remédio

Femoston Conti com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Femoston Conti têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Femoston Conti devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Solvay

Apresentação de Femoston Conti

caixas contendo 28 comprimidos revestidos (estradiol 1,0 mg + didrogesterona 5,0 mg).

Femoston Conti - Indicações

Femoston Conti (estradiol + didrogesterona) é indicado em: ?? Terapia Hormonal (TH) para sintomas de deficiência estrogênica em mulheres pós-menopausa. ?? Prevenção da osteoporose em mulheres pós-menopausa com alto risco de fraturas, que são intolerantes ou que apresentam contra-indicações a outros medicamentos aprovados para a prevenção da osteoporose.

Contra-indicações de Femoston Conti

O uso de Femoston Conti (estradiol + didrogesterona) é contra-indicado em casos de: ?? Hipersensibilidade conhecida às substâncias ativas ou a qualquer um dos excipientes; ?? Câncer de mama suspeito ou pregresso conhecido; ?? Tumores malignos estrógeno-dependentes suspeitos ou conhecidos (por exemplo: câncer de endométrio); ?? Neoplasias dependentes de progestágenos suspeita ou diagnosticada; ?? Sangramento genital não diagnosticado; ?? Hiperplasia endometrial não tratada; ?? Tromboembolismo venoso idiopático prévio ou atual (trombose venosa profunda, embolia pulmonar); ?? Doença tromboembólica arterial ativa ou recente (por exemplo: angina, infarto do miocárdio); ?? Doença hepática aguda, ou história de doença hepática, desde que os testes de função hepática tenham falhado em retornar ao normal; ?? Porfiria. Somente quando as indicações não são restritas a mulheres na pós-menopausa; ?? Gravidez ou suspeita de gravidez.

Advertências

Para o tratamento dos sintomas da pós-menopausa, a Terapia Hormonal (TH) deve ser iniciada somente para sintomas que afetem negativamente a qualidade de vida. Em todos os caos, uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios deve ser feita, pelo menos anualmente, e a TH somente deve ser continuada enquanto os benefícios superarem o risco. Exame médico/ acompanhamento Antes de iniciar ou re-instituir a TH, deve-se realizar uma história clínica pessoal e familiar completa. O exame físico (incluindo pélvico e das mamas) deve ser orientado pela história e pelas contra-indicações e precauções de uso. Durante o tratamento, exames periódicos são recomendados com uma freqüência e natureza adaptadas para a mulher individualmente. As mulheres devem ser orientadas sobre quais alterações nas mamas devem ser relatadas para o seu médico ou enfermeira. Investigações, incluindo mamografia, devem ser realizadas de acordo com as práticas clínicas recomendadas atualmente, modificadas de acordo com as necessidades clínicas de cada paciente. Condições que precisam de supervisão Se alguma das condições seguintes estiverem presentes, tenha ocorrido previamente, e/ou tenha sido agravado durante a gravidez ou tratamento hormonal prévio, a paciente deve ser acompanhada atentamente. Deve ser levado em consideração que estas condições podem ocorrer ou se agravar durante o tratamento com Femoston Conti, em particular: ?? Leiomioma uterino (fibróide uterino) ou endometriose; ?? História ou fatores de risco de desordens tromboembólicas (veja abaixo); ?? Fatores de risco para tumores dependentes de estrógenos, por exemplo, hereditariedade em primeiro grau para câncer de mama (irmã, mãe); ?? Hipertensão; ?? Desordens hepáticas (por exemplo: adenoma hepático); ?? Diabetes mellitus com ou sem envolvimento vascular; ?? Colelitíase; ?? Enxaqueca ou cefaléia (grave); ?? Lupus eritematoso sistêmico; ?? História de hiperplasia endometrial (veja abaixo); ?? Epilepsia; ?? Asma; ?? Otosclerose. Razões para interromper a terapia imediatamente A terapia deve ser descontinuada caso uma contra-indicação seja descoberta (veja CONTRA-INDICAÇÕES) e nas seguintes situações: ?? Icterícia ou deterioração da função hepática; ?? Aumento significante na pressão arterial; ?? Novo início de dor de cabeça tipo enxaqueca; ?? Gravidez. Hiperplasia endometrial O risco de hiperplasia endometrial e carcinoma é aumentado quando estrógenos são administrados isoladamente por períodos prolongados (veja REAÇÕES ADVERSAS). A adição de um progestágeno por pelo menos 12 dias por ciclo, em mulheres não-histerectomizadas, reduz muito o risco. Padrão de sangramento Sangramento intermenstrual e sangramentos de escape (manchas) podem ocorrer ocasionalmente durante os primeiros meses de tratamento. Se ocorrer depois de um tempo da terapia iniciada, ou continuar depois do tratamento ter sido descontinuado, a razão deve ser investigada, o que pode incluir biopsia endometrial para excluir malignidade endometrial. Câncer de mama Um estudo randomizado, controlado por placebo, o estudo Womens Health Initiative (WHI), e estudos epidemiológicos, incluindo o Million Women Study (MWS), relataram um aumento do risco de câncer de mama diagnosticado em mulheres usando estrogênios, estrogênios e progestagênios combinados ou tibolona para TH por muitos anos (veja REAÇÕES ADVERSAS). Para todas THs, um excesso de risco torna-se aparente após alguns anos de uso e aumenta com a duração do uso, mas retorna aos níveis de base dentro de alguns anos (no máximo 5) depois de interrompido o tratamento. No estudo MWS, o risco relativo de câncer de mama com estrógenos eqüinos conjugados (EEC) ou estradiol (E2) foi maior quando um progestágeno foi adicionado, tanto seqüencialmente ou continuamente, independente do tipo de progestagênio. Não houve evidência de diferença de risco entre as diferentes vias de administração. No estudo WHI, o uso contínuo de estrogênios eqüinos conjugados e acetato de medroxiprogesterona (EEC e AMP) combinados, associou-se com cânceres de mama que eram ligeiramente maior no tamanho e mais freqüentemente tinham metástases em linfonodos locais, comparado ao placebo. A TH, especialmente tratamento combinado de estrógenos e progestágenos, aumenta a densidade das imagens na mamografia, o que pode afetar negativamente a detecção radiológica do câncer de mama. Tromboembolismo venoso A TH está associada a um risco relativo mais alto de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), por exemplo trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Um estudo controlado randomizado e estudos epidemiológicos encontraram um aumento de duas a três vezes no risco em usuárias comparados a não usuárias. Para não-usuárias, estima-se que o número de casos de TEV, que vão ocorrer em um período de 5 anos, é de aproximadamente 3 em 1000 mulheres entre 50-59 anos e de 8 em 1000 mulheres entre 60-69 anos. É estimado que em mulheres saudáveis que usam TH por 5 anos, o número de casos adicionais de TEV em um período maior que 5 anos será entre 2 e 6 (melhor estimado = 4) por 1000 mulheres entre 50-59 anos e entre 5 e 15 (melhor estimado = 9) por 1000 mulheres entre 60-69 anos. A ocorrência de tal evento é maior no primeiro ano de TH do que mais tarde. ?? Os fatores de risco geralmente reconhecidos para TEV inclui história pessoal e familiar, obesidade grave (Índice de Massa Corporal > 30 kg/m2) e lupus eritematoso sistêmico (LES). Não há um consenso sobre o possível papel das veias varicosas no TEV. ?? Pacientes com história de TEV ou estados trombofílicos conhecidos têm um risco aumentado de TEV. A TH pode aumentar esse risco. História pessoal ou forte história familiar ou aborto espontâneo recorrente devem ser investigados a fim de excluir uma predisposição trombofílica. Até uma avaliação completa de fatores trombofílicos ter sido feita ou o tratamento anticoagulante iniciado, o uso de TH em tais pacientes deve ser visto como contra-indicado. Aquelas mulheres que já estejam em tratamento com anticoagulantes requerem uma avaliação cuidadosa dos riscos-benefícios no uso de TH. ?? O risco de TEV pode ser temporariamente aumentado com imobilização prolongada, grandes traumatismos ou grandes cirurgia. Como em todas as pacientes em pós-operatórios, atenção meticulosa deve ser dada às medidas profiláticas para prevenir TEV pós-cirúrgica. Quando se estiver sujeito a imobilização prolongada depois de cirurgia eletiva, particularmente cirurgia abdominal ou ortopédica dos membros inferiores, deve-se considerar parar a TH temporariamente de quatro a seis semanas antes da cirurgia, se possível. O tratamento não deve ser reiniciado até que a mulher esteja totalmente mobilizada. ?? Se o tromboembolismo venoso se desenvolve depois de iniciada a terapia, o medicamento deve ser descontinuado. As pacientes devem ser avisadas a contatar seu médico imediatamente se cientes de um potencial sintoma tromboembólico (por exemplo: inchaço doloroso de uma perna, dor torácica súbita, dispnéia). Doença arterial coronariana (DAC) Não há evidência em estudos clínicos controlados randomizados de benefício cardiovascular no uso contínuo combinado de estrogênios conjugados e acetato de medroxiprogesterona (AMP). Dois grandes estudos clínicos (WHI e HERS – Heart and Estrogen/progestatin Replacement Study) relataram um possível risco aumentado de morbidade cardiovascular no primeiro ano de uso e nenhum benefício no geral. Para outros produtos para TH há somente resultados limitados de estudos controlados randomizados averiguando efeitos na morbidade e mortalidade cardiovascular. Por isso, é incerto se esses achados também se estendem a outros produtos para TH. Acidente vascular cerebral (AVC) Um grande estudo clínico randomizado (estudo WHI) encontrou, como um resultado secundário, um risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico em mulheres saudáveis durante o tratamento contínuo combinado de estrógenos conjugados e AMP. Para mulheres que não usam TH, estima-se que o número de casos de AVC que vão ocorrer em um período de 5 anos seja de cerca de 3 em 1000 mulheres entre 50-59 anos e 11 em 1000 mulheres entre 60-69 anos. Estima-se que para mulheres que usam estrógenos conjugados e AMP por cinco anos, o número de casos adicionais será entre 0 e 3 (melhor estimado = 1) por 1000 usuárias entre 50-59 anos e entre 1 e 9 (melhor estimado = 4) por 1000 usuárias entre 60-69 anos. Não é conhecido se o risco aumentado se estende para outros produtos para TH. Câncer de ovário O tratamento de longo-prazo (pelo menos 5-10 anos) de TH com estrógenos isolados em mulheres histerectomizadas tem sido associado a um aumento no risco de câncer de ovário em alguns estudos epidemiológicos. É incerto se o uso a longo-prazo de TH combinada apresenta um risco diferente em relação ao uso de estrógenos isolados. Outras condições: ?? Estrógenos podem causar retenção de fluidos, e portanto, pacientes com disfunção renal ou cardíaca, devem ser observadas cuidadosamente. Pacientes com insuficiência renal terminal devem ser observadas cuidadosamente, uma vez que um aumento na quantidade de ativos circulantes de Femoston Conti (estradiol + didrogesterona) é esperado. ?? Mulheres com hipertrigliceridemia preexistente devem ser acompanhadas de perto durante a reposição de estrógeno ou terapia hormonal, visto que, nessas condições, casos raros de aumento de triglicérides plasmáticos levando à pancreatite foram relatados com terapia estrogênica. ?? Estrógenos aumentam a globulina de ligação da tiroxina (TBG), levando a um aumento na circulação de hormônio tiroidiano total, dosado por iodo ligado a proteína (PBI), níveis de T4 (método por coluna ou por radioimunoensaio) ou níveis de T3 (por radioimunoensaio). A recaptação de T3 residual é diminuída, refletindo o elevado nível de TBG. As concentrações de T3 e T4 livres permanecem inalteradas. Outras proteínas de ligação podem estar elevadas no soro, por exemplo, globulina de ligação de corticóide (CBG), globulina de ligação de hormônio sexual (SHBG) levando a um aumento da circulação de corticosteróides e esteróides sexuais, respectivamente. As concentrações de hormônio ativo livre ou biológico permanecem inalteradas. Outras proteínas plasmáticas podem estar aumentas (substrato de renina/angiotensina, alfa-I-antitripsina, ceruloplasmina). ?? Não há evidências conclusivas de melhora das funções cognitivas. No estudo WHI há alguma evidência de risco aumentado de provável demência em mulheres que iniciaram o uso contínuo de EEC e AMP acima de 65 anos. Não se sabe se esses achados se aplicam à mulheres mais jovens na pós-menopausa ou com outros tipos de TH. ?? Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância a galactose, como a deficiência de lactase ou má absorção de glicose-galactose não devem usar este medicamento. Somente quando as indicações não são restritas a mulheres na pós-menopausa: ?? Este tratamento estro-progestagênico combinado NÃO é contraceptivo. Mulheres na fase perimenopausal devem se orientadas a tomar precauções contraceptivas não-hormonais. Femoston Conti não apresenta influência na habilidade de dirigir e operar máquinas, ou ela é negligenciável.

Uso na gravidez de Femoston Conti

Gravidez: categoria C Femoston Conti (estradiol + didrogesterona) não é indicado durante a gravidez. Se a gravidez ocorrer durante o tratamento com Femoston Conti, o mesmo deverá ser descontinuado imediatamente. Clinicamente, dados de um grande número de gravidezes expostas não indicaram nenhum efeito adverso da didrogesterona sobre o feto. Até o momento, os resultados da maioria dos estudos epidemiológicos relevantes sobre exposição fetal inadvertida à combinação de estrógenos com progestágenos, não indicaram nenhum efeito teratogênico ou fetotóxico. Femoston Conti não é indicado durante a lactação. ESTE MEDICAMENTO NÃO DEVE SER UTILIZADO POR MULHERES GRÁVIDAS SEM ORIENTAÇÃO MÉDICA

Interações medicamentosas de Femoston Conti

O metabolismo dos estrógenos pode ser aumentado pelo uso concomitante de substâncias que sabidamente induzem o aumento de enzimas metabolisadoras de medicamentos, especialmente enzimas P450, como anticonvulsivantes (por exemplo: fenobarbital, carbamazepina, fenitoína) e anti-infecciosos (por exemplo: rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz). Ritonavir e nelfinavir, embora reconhecidos como fortes inibidores, em contraste exibem propriedades indutoras quando utilizados concomitantemente com hormônios esteróides. Preparados contendo Erva-de-São-João (Hipericum perforatum) podem induzir o metabolismo de estrógenos. Clinicamente, o aumento do metabolismo de estrógenos e progesterona pode levar a redução do efeito e mudanças no padrão de sangramento uterino. Não foram realizados estudos de interações medicamentosas. Femoston Conti (estradiol + didrogesterona) pode ser administrado independete da ingestão de alimentos.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Femoston Conti

Os efeitos indesejados relatados em ensaios clínicos e na experiência pós-comercialização são os que seguem: Comuns (freqüência de 1-10 %) Dor de cabeça, enxaqueca, náusea, dor abdominal, flatulência, cãibra nas pernas, dor ou sensibilidade aumentada nas mamas, sangramento intermenstrual e sangramentos de escape (manchas), dor pélvica, astenia e aumento ou diminuição de peso. Incomuns (freqüência < 1 %) Candidíase vaginal, aumento no tamanho do leiomiomas uterinos, depressão, alteração da libido, nervosismo, tontura, tromboembolismo venoso, doença vesicular, reações alérgicas na pele (por exemplo: rash, urticária, prurido), dor nas costas, mudança no erosão cervical, mudança na secreção cervical, dismenorréia e edema periférico. Raras (freqüência < 0,01 %) Intolerância a lentes de contato por modificações na curvatura da córnea, alterações na função hepática, às vezes com astenia, mal-estar, icterícia e dor abdominal, aumento das mamas e síndorme semelhante à pré-menstrual. Muito raras (freqüência < 0,01 %) Anemia hemolítica, reações de hipersensibilidade, coréia, infarto do miocárdio, AVC, vômito, cloasma ou melasma (que podem persistir quando o medicamento é descontinuado), eritema multiforme, eritema nodoso, púrpura vascular, angiodema e agravamento da porfiria. Câncer de mama De acordo com a evidência de um grande número de estudos epidemiológicos e um ensaio clínico randomizado e controlado por placebo, o Womes’s Health Initiative (WHI), o risco geral de câncer de mama aumenta com o aumento da duração do uso da TH usuárias atuais ou recentes. Para TH com estrógenos isolados, o risco relativo estimado (RR) de uma reanálise de dados originais de 51 estudos epidemiológicos (nos quais > 80 % da TH era de estrógenos isolados) e do estudo epidemiológico Milion Women Study (MWS) são similares a 1,35 (95 % CI: 1,21-1,49) e 1,30 (95% CI: 1,21-1,40), respectivamente. Para TH com estrógenos e progestágenos combinados, muitos estudos epidemiológicos relataram um maior risco em geral para câncer de mama do que com estrógenos isoladamente. O estudo MWS relatou que, comparado com pacientes que nunca usaram TH, o uso de vários tipos TH de estrógenos e progestágenos combinados associou-se a um risco maior de câncer de mama (RR = 2,00; 95 % IC: 1,88-2,12) em relação ao uso de estrógenos isolados (RR = 1,30; 95 % IC: 1,21-1,40) ou uso de tibolona (RR = 1,45; 95 % IC: 1,25-1,68). O estudo WHI relatou um risco estimado de 1,24 (95 % CI: 1,01-1,54) depois de 5,6 anos de uso de TH combinada de estrógeno-progestágenos (ECC e AMP) em todas as usuárias comparadas com placebo. Os riscos absolutos calculados dos estudos MWS e WHI são apresentados abaixo: O estudo MWS estimou, a partir da incidência média de câncer de mama sabida em países desenvolvidos, que: ?? Para mulheres entre 50 e 64 anos não usuárias de TH, espera-se que 32 em cada 1000 terão câncer de mama diagnosticado entre as idades de 50 e 64 anos. ?? Para 1000 usuárias atuais ou recentes de TH, o número adicional de casos durante o período correspondente, será: Para usuárias de TH com estrógenos isolados - entre 0 e 3 (melhor estimado = 1,5) para 5 anos de uso. - entre 3 e 7 (melhor estimado = 5) para 10 anos de uso. Para usuárias de TH combinada com estrógeno e prostagênios - entre 5 e 7 (melhor estimado = 6) para 5 anos de uso. - entre 18 e 20 (melhor estimado = 19) para 10 anos de uso. O estudo WHI estimou que depois de 5,6 anos de acompanhamento de mulheres entre 50 e 79 anos, um adicional de 8 casos de câncer de mama invasivo seria devido à TH estro-progestagênica combinada (EEC e AMP) por 10.000 mulheres/ano. De acordo com os cálculos dos dados do estudo, é estimado que: ?? Para 1000 mulheres no grupo placebo: - cerca de 16 casos de câncer de mama invasivo seriam diagnosticados em 5 anos. ?? Para 1000 mulheres que usaram terapia combinada de estrógenos e progestágenos, o número de casos adicionais seria de: - entre 0 e 9 (melhor estimado = 4) para 5 anos de uso. O número de casos adicionais de câncer de mama em mulheres que usam TH é, de modo geral, similar a mulheres que iniciam TH independente da idade no início do uso (entre 45-65 anos) (veja ADVERTÊNCIAS). Câncer endometrial Em mulheres com o útero intacto, o risco de hiperplasia e câncer de endométrio aumenta com o aumento da duração de uso de estrógenos não-opostos. De acordo com dados de estudos epidemiológicos, a melhor estimativa de risco é aquele de mulheres não-usuárias de TH, cerca de 5 em cada 1000 são esperadas de ter câncer endometrial diagnosticado entre as idades de 50 e 65 anos. Dependendo da duração do tratamento e da dose de estrógeno usado, o aumento relatado de risco de câncer endometrial entre as usuárias de estrógeno sem oposição varia entre 2 e 12 vezes maior comparado às não-usuárias. Adicionar um progestágeno à terapia com estrógeno isolado reduz muito este risco aumentado. Outras reações adversas foram relatadas em associação ao tratamento com estrógeno/progestagênio: ?? Neoplasias dependentes de estrógenos tanto benignas quanto malignas , por exemplo, câncer endometrial e câncer ovariano. ?? Tromboembolismo venoso, por exemplo, trombose venosa profunda pélvica ou nas pernas e embolia pulmonar, é mais freqüente entre pacientes usuárias de TH do que as que entre não-usuárias. Para mais informações veja ADVERTÊNCIAS. ?? Tromboembolismo arterial. Para mais informações veja ADVERTÊNCIAS. ?? Aumento no tamanho de neoplasias dependentes de progestágenos (por exemplo: meningioma) (veja ADVERTÊNCIAS). ?? Provável demência (veja ADVERTÊNCIAS).

Femoston Conti - Posologia

Femoston Conti não é recomendado para uso em crianças de idade abaixo de 18 anos por insuficiência de dados sobre eficácia e segurança. A dose é de um comprimido ao dia. Femoston Conti 1/5 deve ser tomado continuamente sem interrupção entre as caixas. Para se iniciar ou continuar o tratamento dos sintomas da pós-menopausa, deve-se usar a menor dose efetiva pela menor duração. Início do tratamento com Femoston Conti (estradiol + didrogesterona): Femoston Conti só deve ser usado em mulheres que estejam na pós-menopausa há mais de 12 meses. Femoston Conti previne a estimulação do endométrio nas mulheres pós-menopáusicas, causando, em geral, amenorréia. Deve-se excluir uma possível gravidez antes de se iniciar o tratamento. Prevenção da osteoporose A Terapia Hormonal para a prevenção de osteoporose pós-menopausa deve levar em consideração o efeito esperado na massa óssea, que é dose-dependente, e a tolerabilidade individual do tratamento. Mudança de outra TH As pacientes que estão mudando de outros tipos de TH para Femoston Conti devem fazê-lo ao final da fase estrógeno mais progestágeno, sem intervalo entre os comprimidos. Femoston Conti deve ser utilizado, preferencialmente, em mulheres que se encontram na pós-menopausa. Se não for possível uma correta avaliação do status da menopausa (por exemplo, por causa do uso prévio de TH seqüencial ou combinação de contraceptivos orais), lembre-se de que o estrógeno endógeno ainda pode estar alto. Isto pode ser causa de sangramentos imprevisíveis, especialmente nos primeiros ciclos. Conduta em casos de dosagem omitida Caso o paciente se esqueça de tomar o medicamento no horário estabelecido, o oriente a tomar a dose esquecida o mais rapidamente possível. Entretanto, se estiver próximo da próxima dose, informe ao paciente para ignorar a dose esquecida e tomar somente a próxima dose no horário habitual. Não dobre a dose.

Superdosagem

Nenhum caso de superdosagem foi relatado para Femoston Conti (estradiol + didrogesterona). Tanto estradiol quanto a didrogesterona são substâncias com baixa toxicidade. Teoricamente, sintomas como náusea, vômito, sonolência e tontura podem ocorrer em casos de superdosagem. É improvável que haja necessidade de tratar sintomas específicos. Estas informações também são aplicáveis para superdosagem em crianças. Se a superdosagem for tão extensa a ponto de exigir tratamento, poder-se-á fazer lavagem gástrica nas primeiras 2 a 3 horas após a ingestão. Não existe antídoto específico e o tratamento posterior deverá ser sintomático.

Características farmacológicas

O comprimido de FEMOSTON® CONTI (estradiol + didrogesterona) não apresenta sabor.

Modo de usar

As cartelas com os comprimidos de FEMOSTON® CONTI (estradiol + didrogesterona) são identificadas com os dias da semana para ajudá-la a ter certeza de que você está tomando seu comprimido todos os dias. A dose é de um comprimido ao dia. FEMOSTON® CONTI deve ser tomado continuamente sem interrupção do tratamento. FEMOSTON® CONTI pode ser tomado com ou sem alimentos. Para se iniciar ou continuar o tratamento dos sintomas da pósmenopausa, deve-se usar a menor dose efetiva pela menor duração. Conduta em casos de esquecimento de dose (dosagem omitida): Caso você se esqueça de tomar uma dose de FEMOSTON® CONTI (estradiol + didrogesterona) no horário estabelecido pelo seu médico, tome-a assim que possível. Entretanto, se já estiver próximo do horário da dose seguinte, ignore a dose esquecida e tome somente a próxima dose no horário habitual, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Nunca tome o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas. “SIGA A ORIENTAÇÃO DE SEU MÉDICO. RESPEITE SEMPRE OS HORÁRIOS, AS DOSES E A DURAÇÃO DO TRATAMENTO.” “NÃO INTERROMPA O TRATAMENTO SEM CONSULTAR O SEU MÉDICO.” “NÃO USE O MEDICAMENTO COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO. ANTES DE USAR, OBSERVE O ASPECTO DO MEDICAMENTO.” “ESTE MEDICAMENTO NÃO PODE SER PARTIDO OU MASTIGADO.”

Armazenagem

Conservar em temperatura ambiente entre 15ºC e 30ºC.

Femoston Conti - Informações

O princípio ativo estradiol é química e biologicamente idêntico ao estradiol endógeno humano sendo, portanto, classificado como um estrógeno humano. O estradiol é o estrógeno primário e o mais ativo dos hormônios ovarianos. Os estrógenos endógenos estão envolvidos em certas funções do útero e órgãos anexos, incluindo a proliferação do endométrio e alterações cíclicas no colo do útero e vagina. Os estrógenos são conhecidos por desempenhar importante função no metabolismo ósseo e no metabolismo de gorduras. Além disso, os estrógenos também afetam o sistema nervoso autônomo e podem desempenhar, indiretamente, ações psicotrópicas positivas. A didrogesterona é um progestágeno oralmente ativo com atividade comparável à progesterona administrada por via parenteral. Quando utilizada em terapia hormonal (TH), a didrogesterona produz um endométrio secretório completo no útero previamente estimulado por estrógenos, dessa forma promove proteção ao risco aumentado de hiperplasia e/ou carcinogênese do endométrio induzido por estrógenos, sem efeitos colaterais androgênicos. Como o estrógeno promove o crescimento do endométrio, estrógenos não-opostos aumentam o risco de hiperplasia e câncer de endométrio. A adição de um progestágeno reduz significativamente o risco induzido por estrógenos de hiperplasia endometrial em mulheres não-histerectomizadas.

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