FECHAR
Feed

Já é assinante?

Entrar
Índice

Itramicos

Itramicos - Bula do remédio

Itramicos com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Itramicos têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Itramicos devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Globo

Referência

Itraconazol

Apresentação de Itramicos

Cápsula de 100 mg em embalagem com 4, 10, 15, 40, 80, 100, 120, 150, 160, 200, 240, 320, 400 ou 600 cápsulas.

Itramicos - Indicações

Este medicamento é indicado para o tratamento das seguintes patologias:
-Indicações ginecológicas: candidíase vulvovaginal.
-Indicações dermatológicas/mucosas/oftalmológicas: dermatomicoses, pitiríase versicolor, candidíase oral e ceratite micótica.
-Onicomicoses causadas por dermatófitos e/ou leveduras.
-Micoses sistêmicas: aspergilose e candidíase sistêmicas, criptococose (incluindo meningite criptocócica); histoplasmose, blastomicose, esporotricose, paracoccidioidomicose e outras micoses sistêmicas e tropicais de incidência rara.

Contra-indicações de Itramicos

Este medicamento é contraindicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade ao itraconazol ou aos excipientes da formulação. A coadministração de certos substratos da CYP3A4 é contraindicada com este medicamento. O aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos, causado pela coadministração com itraconazol, pode aumentar ou prolongar tanto os efeitos terapêuticos como os
efeitos adversos de tal forma que uma situação potencialmente grave pode ocorrer. Por exemplo, o aumento das concentrações plasmáticas de alguns destes medicamentos pode levar ao prolongamento do intervalo QT e a taquiarritmias ventriculares, inclusive Torsade de Pointes, uma arritmia potencialmente fatal. Exemplos específicos estão descritos no item “Interações medicamentosas”.
Este medicamento não deve ser administrado em pacientes com evidências de disfunção ventricular, como insuficiência cardíaca congestiva ou histórico de insuficiência cardíaca congestiva, exceto se o paciente correr risco de vida e em caso de outras infecções graves (vide “Advertências e precauções”).
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência cardíaca.
Este medicamento não deve ser administrado durante a gravidez (exceto nos casos de risco de vida) (vide “Advertências e precauções Gravidez, Lactação e Fertilidade”).
Mulheres em idade fértil utilizando este medicamento devem tomar precauções contraceptivas. Contracepção efetiva deve ser continuada até o próximo período menstrual após término do tratamento com este medicamento.

Advertências

Efeitos cardíacos
Em um estudo com itraconazol intravenoso realizado em voluntários saudáveis foi observado redução transitória assintomática na fração de ejeção do ventrículo esquerdo que se resolveu antes da infusão seguinte. A relevância clínica destes achados para as formulações orais é desconhecida.
O itraconazol mostrou efeito inotrópico negativo e itraconazol tem sido associado a relatos de insuficiência cardíaca congestiva. Insuficiência cardíaca foi mais frequentemente relatada nos relatos espontâneos para a dose diária total de 400 mg do que para doses diárias totais menores, sugerindo que o risco de insuficiência cardíaca pode aumentar com a dose diária total de itraconazol.
Este medicamento não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva ou com história de insuficiência cardíaca congestiva a menos que os benefícios superem os riscos. A avaliação individual do risco/benefício deve considerar fatores como a gravidade da indicação, o esquema posológico (por exemplo: dose diária total) e fatores de risco individuais para insuficiência cardíaca congestiva. Estes fatores de risco incluem doença cardíaca, como isquemia e doença valvular; doença pulmonar significante, como doença pulmonar obstrutiva crônica; e insuficiência renal e outros distúrbios edematosos. Tais pacientes devem ser informados dos sinais e sintomas da insuficiência cardíaca congestiva, devem ser tratados com cautela, e ser monitorados quanto aos sinais e sintomas de insuficiência cardíaca congestiva durante o tratamento; se sinais ou sintomas ocorrerem durante o tratamento, este medicamento deve ser descontinuado. Bloqueadores dos canais de cálcio podem ter efeito inotrópico negativo que pode ser aditivo ao do itraconazol. Adicionalmente, itraconazol pode inibir o metabolismo dos bloqueadores dos canais de cálcio. Portanto, deve-se ter cautela ao administrar concomitantemente itraconazol e bloqueadores dos canais de cálcio, devido a maior risco de insuficiência cardíaca congestiva.



Potencial para interações
A coadministração de medicamentos específicos com itraconazol pode resultar em alterações da eficácia do itraconazol e/ou do medicamento coadministrado, efeitos com risco à vida e/ou morte súbita. Os medicamentos que são contraindicados, não recomendados ou que devem ser usados com cautela em combinação com o itraconazol estão descritos no item “INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”.

Hipersensibilidade cruzada
Existem informações limitadas a respeito da hipersensibilidade cruzada entre o itraconazol e outros agentes antifúngicos azóis. Deve-se ter cuidado na prescrição deste medicamento a pacientes com hipersensibilidade a outros agentes azóis.

Neuropatia
Se ocorrer neuropatia que possa ser atribuída ao itraconazol, o tratamento deverá ser descontinuado.

Perda da audição
Perda da audição transitória ou permanente foi relatada em pacientes recebendo tratamento com itraconazol. Muitos destes relatos incluem administração concomitante de quinidina, que é contraindicada (vide “Contraindicações” e “Interações medicamentosas”). Geralmente, a perda de audição se resolve com a interrupção do tratamento, mas pode persistir em alguns pacientes.

Resistência cruzada
Na candidíase sistêmica, se houver suspeita de cepas das espécies de Candida resistentes ao fluconazol, não se pode assumir que elas sejam sensíveis ao itraconazol. Assim, recomenda-se um teste de sensibilidade antes de iniciar o tratamento com o itraconazol.

Intercambiabilidade
Não é recomendado que itraconazol cápsulas e itraconazol solução oral sejam intercambiados, porque a exposição ao medicamento é maior com a solução oral do que com a cápsula, mesmo quando a mesma dose do medicamento é administrada.

Efeitos hepáticos
Casos muito raros de hepatotoxicidade, incluindo alguns casos de insuficiência hepática aguda fatal, ocorreram com o uso de itraconazol. A maioria destes casos envolveu pacientes com doença hepática preexistente, tratados para indicações sistêmicas, que apresentavam outras condições clínicas significantes e/ou estavam recebendo outros medicamentos hepatotóxicos. Alguns pacientes não apresentavam fatores de risco evidentes para doença hepática. Alguns destes casos foram observados durante o primeiro mês de tratamento, incluindo alguns na primeira semana. Monitoramento da função hepática deve ser considerado em pacientes recebendo itraconazol. Os pacientes devem ser instruídos a relatar imediatamente aos seus médicos sinais e sintomas sugestivos de hepatite tais como anorexia, náusea, vômito, fadiga, dor abdominal ou urina escura. Nestes pacientes, o tratamento deve ser interrompido imediatamente e testes de função hepática devem ser realizados.
Os dados disponíveis sobre o uso de itraconazol em pacientes com insuficiência hepática são limitados. Deve-se ter cautela quando o medicamento for administrado nesta população de pacientes. Recomenda-se que pacientes com insuficiência hepática sejam cuidadosamente monitorados quando estiverem recebendo itraconazol. Recomenda-se que a meia-vida de eliminação prolongada do itraconazol, observada em estudo clínico de dose oral única de itraconazol cápsulas em pacientes com cirrose, seja considerada para a tomada de decisão de iniciar o tratamento com outros medicamentos metabolizados pela CYP3A4.


Em pacientes com níveis anormais ou elevados de enzimas hepáticas, com doença hepática ativa ou que apresentaram toxicidade hepática com outros medicamentos, o tratamento com itraconazol é fortemente desencorajado, exceto na presença de uma situação grave ou com risco à vida, onde o benefício esperado exceda o risco. Recomenda-se monitoramento da função hepática em pacientes com anormalidades pré- existentes da função hepática ou naqueles que apresentaram toxicidade hepática com outros medicamentos (vide“Propriedades farmacocinéticas –Populações especiais, Insuficiência hepática”).

Acidez gástrica diminuída
A absorção do itraconazol é afetada quando a acidez gástrica está diminuída. Em pacientes com acidez gástrica diminuída, quer por doença (por exemplo, acloridria) ou por medicação concomitante (por exemplo, pacientes tomando medicamentos que reduzem a acidez gástrica), é recomendado administrar este medicamento com uma bebida ácida (como refrigerante não dietético à base de cola). A atividade antifúngica deve ser monitorada e a dose de itraconazol aumentada, se necessário. (vide “Interações medicamentosas” e “ Propriedades farmacocinéticas – Absorção”).

Pacientes pediátricos
Dados clínicos sobre o uso de itraconazol em pacientes pediátricos são limitados. O uso deste medicamento em pacientes pediátricos não é recomendado, a menos que seja determinado que os benefícios potenciais superem os riscos potenciais.

Pacientes idosos
Os dados clínicos sobre o uso de itraconazol em pacientes idosos são limitados. O uso deste medicamento nestes pacientes só é recomendado se o potencial benefício superar os potenciais riscos. Em geral, recomenda-se que a seleção da dose para um paciente idoso seja levada em consideração, refletindo a maior frequência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca e da presença de doença concomitante ou outro tratamento medicamentoso.

Insuficiência renal
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência renal. A exposição ao itraconazol pode ser menor em alguns pacientes com insuficiência renal. Recomenda-se cautela quando o itraconazol for administrado em pacientes desta população, e um ajuste da dose pode ser considerado.

Pacientes imunocomprometidos
Em pacientes imunocomprometidos (por exemplo, pacientes neutropênicos, com AIDS ou transplantados), a biodisponibilidade oral de itraconazol pode estar reduzida.,

Pacientes com risco de vida imediato por infecção fúngica sistêmica
Devido às propriedades farmacocinéticas (vide “Propriedades farmacocinéticas”), este medicamento não é recomendado para iniciar o tratamento em pacientes que apresentarem risco de vida imediato por infecção fúngica sistêmica.
Pacientes com AIDS


Nos pacientes com AIDS que receberam recentemente tratamento para infecções fúngicas sistêmicas, tais como esporotricose, blastomicose, histoplasmose ou criptococose (meningea e não meningea) com risco de recaída, o médico deve avaliar a necessidade de um tratamento de manutenção.

Fibrose cística
Em pacientes com fibrose cística, variabilidade nos níveis terapêuticos de itraconazol foi observada com dose, no estado de equilíbrio, de itraconazol solução oral 2,5 mg/kg duas vezes ao dia. Concentrações no estado de equilíbrio > 250 ng/mL foram alcançadas em aproximadamente 50% dos pacientes maiores de 16 anos de idade, mas em nenhum paciente com menos de 16 anos de idade. Se um paciente não responde a este medicamento, deve-se considerar mudança para tratamento alternativo.

Gravidez
Categoria de risco na gravidez: C.
Este medicamento não deve ser usado durante a gravidez exceto nos casos de risco de vida quando o benefício potencial para a mãe superar os potenciais danos ao feto (vide “Contraindicações”).
Em estudos em animais, o itraconazol apresentou toxicidade reprodutiva.
Existem informações limitadas a respeito do uso de itraconazol durante a gravidez. Durante a experiência pós-comercialização foram relatados casos de anormalidades congênitas, incluindo tanto malformações esqueléticas, do trato genitourinário, cardiovascular e oftalmológica, como malformações cromossômicas e múltiplas. A relação causal com itraconazol não foi estabelecida. Dados epidemiológicos da exposição ao itraconazol durante o primeiro trimestre da gravidez (a maioria das pacientes recebendo tratamento de curto prazo para candidíase vulvovaginal) não demonstraram risco aumentado de malformação quando comparados aos indivíduos controles não expostos a teratógenos conhecidos. Tem sido demonstrado que itraconazol atravessa a placenta em ratos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Mulheres férteis
Mulheres com potencial de engravidar utilizando este medicamento devem tomar precauções contraceptivas. Precauções contraceptivas adequadas devem ser mantidas até o próximo período menstrual após término do tratamento com este medicamento.

Lactação
Quantidades muito pequenas de itraconazol são excretadas no leite humano. Portanto, os benefícios esperados com o uso deste medicamento devem ser ponderados contra o risco potencial de se manter a lactação. Em caso de dúvida, a paciente não deverá amamentar.

Fertilidade
Vide “Dados de segurança pré-clínicos” para informações relevantes sobre fertilidade animal para itraconazol.

Efeito sobre a habilidade de dirigir veículos e operar máquinas
Não foram conduzidos estudos para avaliar os efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Ao dirigir veículos e operar máquinas, deve-se levar em consideração a possibilidade de ocorrência de reações adversas como tontura, transtornos visuais e perda da audição (vide “Reações adversas”), as quais podem ocorrer em alguns casos e devem ser levadas em consideração.


Medidas gerais de higiene devem ser observadas para controlar fontes de infecção e de reinfecção.

Atenção diabéticos: contém açúcar.

Interações medicamentosas de Itramicos

O itraconazol é um medicamento com elevado potencial de interação. Os vários tipos de interação e as recomendações gerais associadas estão descritas abaixo. Além disso, é fornecido exemplos de medicamentos que podem interagir com itraconazol, organizado por família de medicamentos para facilitar a consulta. Esta lista de exemplos não é abrangente e, por conseguinte, a bula de cada fármaco coadministrado com itraconazol deve ser consultada para obter-se informações relacionadas com a via de metabolismo, via de interação, riscos potenciais e ações específicas a tomar em relação à coadministração.
O itraconazol é metabolizado principalmente pela CYP3A4. Outras substâncias que compartilham desta via metabólica ou que modificam a atividade da CYP3A4 podem influenciar a farmacocinética do itraconazol. A coadministração de itraconazol com indutores moderados ou potentes da CYP3A4 pode diminuir a biodisponibilidade do itraconazol e hidróxi-itraconazol a ponto de reduzir a eficácia. A coadministração com inibidores moderados ou potentes da CYP3A4 pode aumentar a biodisponibilidade de itraconazol, podendo resultar em efeitos farmacológicos aumentados ou prolongados do itraconazol. A absorção do itraconazol a partir da formulação cápsula é menor em indivíduos com acidez gástrica reduzida. Medicamentos que reduzem a acidez gástrica prejudicam a absorção de itraconazol a partir das cápsulas de itraconazol. Para contrabalançar este efeito, recomenda-se administrar as cápsulas de itraconazol com uma bebida ácida (tal como refrigerante não dietético à base de cola) após coadministração com medicamentos que reduzem a acidez gástrica (vide “Advertências e precauções”). O itraconazol e seu principal metabólito, hidróxi-itraconazol, são inibidores potentes da CYP3A4. O itraconazol é um inibidor dos transportadores de medicamentos glicoproteína-P e proteína de resistência ao câncer de mama (BCRP). O itraconazol pode inibir o metabolismo de medicamentos metabolizados pela CYP3A4 e pode inibir o transporte de medicamentos pela glicoproteína-Pe/ou pela BCRP, podendo resultar no aumento das concentrações plasmáticas desses medicamentos e/ou dos seus metabólitos ativos quando estes são administrados com itraconazol. As elevadas concentrações plasmáticas podem aumentar ou prolongar tanto os efeitos terapêuticos como os adversos destes medicamentos. Para alguns medicamentos, a coadministração com itraconazol pode resultar em concentrações plasmáticas diminuídas do medicamento ou de sua fração ativa, podendo resultar em eficácia reduzida do medicamento. Após interrupção do tratamento clínico com itraconazol, as concentrações plasmáticas diminuem abaixo do limite de detecção dentro de 7 a 14 dias, dependendo da dose e duração do tratamento. Em pacientes com cirrose hepática ou recebendo inibidores da CYP3A4, as concentrações plasmáticas diminuem mais lentamente. Isto é particularmente importante e deve ser levado em consideração quando se inicia a terapia com medicamentos cujo metabolismo seja afetado pelo itraconazol. As seguintes recomendações gerais se aplicam, a menos que indicado de forma diferente no texto.



Contraindicado: Em nenhuma circunstância o medicamento deve ser coadministrado com itraconazol. Isso se aplica a:
Substratos da CYP3A4 para os quais as concentrações plasmáticas aumentadas possam aumentar ou prolongar os efeitos terapêuticos e/ou adversos em tal extensão a ponto de acarretar uma situação potencialmente grave (vide “Contraindicações”).

Não recomendado: Recomenda-se que o uso do medicamento seja evitado, a menos que os benefícios superem os riscos potencialmente maiores. Se a coadministração não puder ser evitada, recomenda-se monitoração clínica, e adaptação da dosagem de itraconazol e/ou do medicamento coadministrado conforme necessário. Quando apropriado, recomenda-se que as concentrações plasmáticas sejam medidas. Isso se aplica a:
-Indutores moderados ou potentes da CYP3A4: não recomendados a partir de 2 semanas antes e durante o tratamento com itraconazol;
-Substratos da CYP3A4/P-gp/BCRP para os quais as concentrações plasmáticas aumentadas ou diminuídas resultem em risco significativo: não recomendado durante e até 2 semanas após o tratamento com itraconazol.

Uso com cautela: Recomenda-se monitoração cuidadosa quando o medicamento é coadministrado com itraconazol. Após administração concomitante, recomenda-se que os pacientes sejam cuidadosamente monitorados e que a dosagem de itraconazol e/ou do medicamento coadministrado seja adaptada quando necessário. Quando apropriado, recomenda-se que as concentrações plasmáticas sejam avaliadas. Isso se aplica a:
-Medicamentos que reduzem a acidez gástrica (somente para cápsulas de itraconazol);
-Inibidores moderados ou potentes da CYP3A4;
-Substratos da CYP3A4/P-gp/BCRP para os quais as concentrações plasmáticas aumentadas ou diminuídas resultem em risco clinicamente relevante.
Exemplos de medicamentos que interagem são descritos abaixo. Os medicamentos descritos são baseados em estudos de interação com medicamentos, relatos de casos ou interações potenciais com base no mecanismo de interação.

Classe terapêutica - Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) - omentários clínicos (vide códigos acima para informações adicionais)
Alfabloqueadores: alfuzosina - alfuzosina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a . Silodosina - silodosina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a . Tansulosina - tansulosina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a . Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversascrelacionadas à alfuzosina/silodosina/tansulosina. Analgésicos: alfentanila buprenorfina (IV e sublingual) oxicodona sufentanila - alfentanila AUC (↑↑ a ↑↑↑↑)a buprenorfina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a oxicodona Cmáx ↑, AUC ↑↑ sufentanila aumento da concentração (extensão desconhecida)a,b . Utilizar com cautela, monitorar as reações adversas relacionadas ao analgésico, pode ser necessário redução da dose de alfentanila/buprenorfina/oxicodona/sufentanila.


Fentanila - fentanila IV AUC (↑↑)a outras formulações de fentanila: aumento da concentração (extensão desconhecida)a,b .Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversasc relacionadas à fentanila. Levacetilmetadol (levometadil) - levacetilmetadol Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao levacetilmetadol, tais como prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP). Metadona - (R)-metadona Cmáx (↑), AUC (↑)a . Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à metadona, tais como depressão respiratória potencialmente fatal, prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP). Antiarrítmicos: digoxina - digoxina Cmáx ↑, AUC ↑. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à digoxina, pode ser necessário redução da dose de digoxinac. Disopiramida - aumento da concentração de disopiramida (↑↑)a,b. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à disopiramida, tais como arritmias graves, incluindo Torsade de Pointes (TdP).
Dofetilida - dofetilida Cmáx (↑), AUC (↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à dofetilida, tais como arritmias ventriculares graves, incluindo Torsade de Pointes (TdP). Dronedarona - dronedarona Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à dronedarona, tais como prolongamento do intervalo QT e morte cardiovascular. Quinidina - quinidina Cmáx ↑, AUC ↑↑. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à dronedarona, tais como prolongamento do intervalo QT, Torsade de Pointes (TdP), hipotensão, confusão e delírio. Antibacterianos: bedaquilina - bedaquilina Cmáx (↔), AUC (↑) durante 2 semanas de bedaquilina uma vez ao diaa .Não recomendada coadministração por mais do que 2 semanas a qualquer momento durante uso de bedaquilina.
Ciprofloxacino eritromicina - itraconazol Cmáx ↑, AUC ↑. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas ao itraconazol, pode ser necessário redução da dose de itraconazol. Claritromicina - aumento da concentração de claritromicina (extensão desconhecida)a,b itraconazol Cmáx ↑, AUC ↑. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas ao itraconazol e/ou claritromicinac, pode ser necessário redução da dose de itraconazol e/ou claritromicina. Delamanida - aumento da concentração de delamanida (extensão desconhecida)a,b. Trimetrexato - aumento da concentração de trimetrexato (extensão desconhecida)a,b. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à delamanida/trimetrexato, pode ser necessário redução da dose de delamanida ou do trimetrexatoc. Isoniazida - isoniazida: redução da concentração de itraconazol. Iifampicina - (↓↓↓)a,b. Rifampicina: itraconazol AUC ↓↓↓. Não recomendado 2 semanas antes e durante o tratamento com itraconazol. A eficácia de itraconazol pode ser reduzida. Rifabutina - aumento da concentração de rifabutina (extensão desconhecida)a,b. Itraconazol: Cmáx ↓↓, AUC ↓↓. Não recomendado 2 semanas antes, durante e por 2 semanas após o tratamento com itraconazol. A eficácia de itraconazol pode ser reduzida e aumento do risco de reações adversas relacionadas à rifabutinac. Telitromicina - Em indivíduos saudáveis: telitromicina Cmáx ↑, AUC ↑ Em insuficiência renal grave: telitromicina AUC (↑↑)a Em insuficiência hepática grave: aumento da concentração de telitromicina (extensão desconhecida)a. Contraindicado em pacientes com insuficiência renal ou hepática durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à telitromicina, tais como hepatotoxicidade, prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP). Uso com cautela em outros pacientes: monitorar reações adversas à telitromicina, pode ser necessário redução da dose de telitromicina. Medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários: apixabana - apixabana Cmáx (↑), AUC (↑)a. Rivaroxabana - rivaroxabana Cmáx (↑), AUC (↑ a ↑↑)a. Vorapaxar - vorapaxar Cmáx (↑), AUC (↑)a. Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversasc relacionadas à apixabana/rivaroxabana/vorapaxar. Cumarínicos (exemplo, varfarina) - cumarínicos (exemplo, varfarina aumento da concentração (extensão desconhecida)a,b. Cilostazol - cilostazol Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Adversas relacionadas a cumarínicos/cilostazol, pode ser necessário redução da dose de cumarínicos/cilostazolc. Dabigatrana - dabigatrana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à dabigatrana, pode ser necessário redução da dose de dabigatranac. Ticagrelor - ticagrelor Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao ticagrelor, tal como sangramento.


Carbamazepina - (↑)a,b concentração da carbamazepina (↓↓)a,b concentração de itraconazol. Não recomendado 2 semanas antes, durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Eficácia do itraconazol pode ser reduzida e aumento do risco de reações adversasc relacionadas à carbamazepina. Fenobarbital - fenobarbital: (↓↓↓)a,b concentração de itraconazol. Fenitoína - fenitoína: itraconazol AUC ↓↓↓. Não recomendado 2 semanas antes, durante o tratamento com itraconazol. Eficácia do itraconazol pode ser reduzida. Antidiabéticos: repaglinida - repaglinida Cmáx ↑, AUC ↑. Saxagliptina - saxagliptina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à repaglinida/saxagliptina, pode ser necessário redução da dose de repaglinida/saxagliptinac. Anti-helmínticos, antifúngicos e antiprotozoários: arteméter – arteméter Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Lumefantrina - lumefantrina Cmáx (↑), AUC (↑). Quinina - quinina Cmáx ↔, AUC. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à arteméter/lumefantrina/quininac. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas. Halofantrina - aumento da concentração de halofantrina (extensão desconhecida)a,b. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à halofantrina, tais como prolongamento do intervalo QT e arritmias fatais. Isavuconazol - isavuconazol Cmáx (↔), AUC (↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao isavuconazol, tais como reações adversas hepáticas e toxicidade embriofetal. Praziquantel - praziquantel Cmáx (↑↑), AUC (↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas ao praziquantel, pode ser necessário redução da dose de praziquantelc. Anti-histamínicos: astemizol - astemizol Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao astemizol, tais como prolongamento do intervalo QT, Torsade de Pointes (TdP) e outras arritmias ventriculares. Bilastina - bilastina Cmáx (↑↑), AUC (↑)a. Ebastina - ebastina Cmáx ↑↑, AUC ↑↑↑. Rupatadina - aumento da concentração de rupatadina (↑↑↑↑)a,b. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à bilastina/ebastina/rupatadinac, pode ser necessário redução da dose de bilastina/ebastina/rupatadinac. Mizolastina - mizolastina Cmáx (↑), AUC (↑). Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à mizolastina, tal como prolongamento do intervalo QT. Terfenadina - aumento da concentração de terfenadina (extensão desconhecida)b. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à terfenadina, tais como prolongamento do intervalo QT, Torsade de Pointes (TdP) e outras arritmias ventriculares. Medicamentos para enxaqueca. Eletriptana - eletriptana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas à eletriptana, pode ser necessário redução da dose de eletriptana. Alcaloides do Ergot (tais como diidroergotamina, ergometrina, ergotamina, metilergometrina) - aumento da concentração dos alcaloides do Ergot (extensão desconhecida)a,b. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas aos alcaloides do Ergot, tal como ergotismo. Antineoplásicos: bortezomibe - bortezomibe AUC (↑)a. Brentuximabe vedotina - brentuximabe vedotina AUC (↑)a. Bussulfano - bussulfano Cmáx ↑, AUC ↑. Erlotinibe - erlotinibe Cmáx (↑↑), AUC (↑)a. Gefitinibe - gefitinibe Cmáx ↑, AUC ↑. Imatinibe - imatinibe Cmáx (↑), AUC (↑)a. Ixabepilona - ixabepilona Cmáx (↔), AUC (↑)a. Nintedanibe - nintedanibe Cmáx (↑), AUC (↑)a. Panobinostate - panobinostate Cmáx (↑), AUC (↑)a . Ponatinibe - ponatinibe Cmáx (↑), AUC (↑)a. Ruxolitinibe - ruxolitinibe Cmáx (↑), AUC (↑)a. Sonidegibe - sonidegibe Cmáx (↑), AUC (↑↑). Vandetanibe - vandetanibe Cmáx (↔), AUC. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas a medicamentos antineoplásicos, pode ser necessário redução da dose dos medicamentos antineoplásicos. Idelalisibe - idelalisibe Cmáx (↑), AUC (↑)a. Aumento da concentração sérica de itraconazol (extensão desconhecida)a,b. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas ao itraconazol e/ou idelalisibe, pode ser necessário redução da dose de itraconazol e/ou idelalisibe. Axitinibe - axitinibe Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Bosutinibe - bosutinibe Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑)a. Cabazitaxel - cabazitaxel Cmáx (↔), AUC (↔)a. Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversasc relacionadas a medicamentos antineoplásicos. Cabozantinibe - cabozantinibe Cmáx (↔), AUC (↑)a. Ceritinibe - ceritinibe Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Cobimetinibe - cobimetinibe Cmáx ↑↑, AUC ↑↑↑. Crizotinibe - crizotinibe Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Dabrafenibe - dabrafenibe AUC (↑)a. Dasatinibe - dasatinibe Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Docetaxel - docetaxel AUC (↔ a ↑↑)a. Ibrutinibe - ibrutinibe Cmáx (↑↑↑↑), AUC (↑↑↑↑)a . Lapatinibe - lapatinibe Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Nilotinibe - nilotinibe Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Olaparibe - olaparibe Cmáx ↑, AUC ↑↑. Pazopanibe - pazopanibe Cmáx (↑), AUC (↑)a. Sunitinibe - sunitinibe Cmáx (↑), AUC (↑)a . Trabectedina - trabectedina Cmáx (↑), AUC (↑)a. Trastuzumabe entansina - aumento da concentração de trastuzumabe entansina (extensão desconhecida)a,b. Para cabazitaxel, apesar de alteração de parâmetros farmacocinéticos não ter atingido significância estatística em estudo de interação com dose reduzida do medicamento com cetoconazol, observou-se elevada variabilidade nos resultados. Para ibrutinibe, consulte a bula para ações específicas a serem tomadas. Alcaloides de vinca - aumento da concentração dos alcaloides de vinca (extensão desconhecida)a,b


Regorafenibe - regorafenibe AUC (↓↓ por estimativa de fração ativa). Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. A eficácia de regorafenibe pode ser reduzida. Irinotecano - aumento da concentração do irinotecano e seus metabólitos ativos (extensão desconhecida)a,b
Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao irinotecano, tais como mielossupressão, com risco potencial de vida, e diarreia. Antipsicóticos, ansiolíticos e hipnóticos: alprazolam - alprazolam Cmáx ↔, AUC ↑↑. Aripiprazol - aripiprazol Cmáx ↑, AUC ↑. Brotizolam - brotizolam Cmáx ↔, AUC ↑↑. Buspirona - buspirona Cmáx ↑↑↑↑, AUC ↑↑↑↑. Haloperidol - haloperidol Cmáx ↑, AUC. Midazolam (IV) - midazolam (IV) aumento da concentração ↑↑b. Perospirona - perospirona Cmáx ↑↑↑, AUC ↑↑↑.
Quetiapina - quetiapina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a. Ramelteona - ramelteona Cmáx (↑), AUC (↑)a. Risperidona - risperidona aumento da concentração ↑b. Suvorexanto - suvorexanto Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Zopiclona - zopiclona Cmáx ↑, AUC ↑. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas aos antipsicóticos, ansiolíticos ou hipnóticosc pode ser necessário redução da dose destes medicamentos. Lurasidona - lurasidona Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à lurasidona, tais como hipotensão, colapso circulatório, sintomas extrapiramidais graves, convulsões. Midazolam (oral) - midazolam (oral) Cmáx ↑ a
↑↑, AUC ↑↑ a ↑↑↑↑. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao midazolam, tais como depressão respiratória, parada cardíaca, sedação prolongada e coma. Pimozida - pimozida Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à pimozida, tais como arritmias cardíacas, possivelmente associadas ao prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP). Sertindol - aumento da concentração de sertindol (extensão desconhecida)a,b. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao sertindol, tais como prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP). Triazolam - triazolam Cmáx ↑ a ↑↑, AUC ↑↑ a ↑↑↑↑.
Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao triazolam, tais como convulsões, depressão respiratória, angioedema, apneia e coma. Antivirais: asunaprevir (potencializador) - asunaprevir Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑)a.
Fumarato de tenofovir desoproxila (TDF) - aumento da concentração de tenofovir (extensão desconhecida)a,b. Utilizar com cautela, contudo, consulte a bula para ações específicas a serem tomadas. Boceprevir - boceprevir Cmáx (↑), AUC (↑↑)a aumento da concentração de itraconazol (extensão desconhecida)a,b. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas ao itraconazol e/ou boceprevir, pode ser necessário redução da dose de itraconazol. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas. Cobicistate - aumento da concentração de cobicistate (extensão desconhecida)a,b aumento da concentração de itraconazol (extensão desconhecida)a,b. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas ao itraconazol, pode ser necessário redução da dose de itraconazol. Daclatasvir - daclatasvir Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Vaniprevir - vaniprevir Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑)a . Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas ao daclatasvir/vaniprevir, pode ser necessário redução da dose de daclatasvir/vaniprevir. Darunavir (potencializado) - darunavir potencializado com ritonavir: itraconazol Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Fosamprenavir (potencializado com ritonavir) - fosamprenavir potencializado com ritonavir: itraconazol Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Telaprevir - telaprevir: itraconazol Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas, pode ser necessário redução da dose de itraconazol.


Elvitegravir (potencializado) - elvitegravir Cmáx (↑), AUC (↑)a aumento da concentração de itraconazol (extensão desconhecida)a,b
Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas ao itraconazol e/ou elvitegravir (potencializado com ritonavir). Pode ser necessário redução da dose de itraconazol. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para elvitegravir. Efavirenz - efavirenz: itraconazol Cmáx ↓, AUC ↓. Nevirapina - nevirapina: itraconazol Cmáx ↓, AUC ↓↓. Não recomendado nas 2 semanas antes e durante o tratamento com itraconazol. Eficácia do itraconazol pode ser reduzida. Indinavir - ↑b concentração de itraconazol indinavir Cmáx ↔, AUC ↑. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas ao itraconazol e/ou indinavir. Pode ser necessário redução da dose de itraconazol e/ou indinavir. Maraviroque - maraviroque Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc. Pode ser necessário redução da dose de maraviroque. Ritonavir - itraconazol Cmáx (↑), AUC (↑↑)a ritonavir Cmáx (↔), AUC (↑)a . Utilizar com cautela, monitorar as reações adversasc ao itraconazol e/ou ritonavir. Pode ser necessário redução da dose de itraconazol. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para ritonavir. Saquinavir - saquinavir (não potencializado) Cmáx ↑↑, AUC ↑↑↑ itraconazol (com saquinavir potencializado) Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc ao itraconazol e/ou saquinavir. Pode ser necessário redução da dose de itraconazol. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para saquinavir. Simeprevir - simeprevir Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a . Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Betabloqueadores: nadolol - nadolol Cmáx ↑↑, AUC ↑↑. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc ao nadolol. Pode ser necessário redução da dose de nadolol. Bloqueadores dos canais de cálcio: bepridil - aumento da concentração de bepridil (extensão desconhecida)a,b.
Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao bepridil, tais como novas arritmias, taquicardia ventricular do tipo Torsade de Pointes (TdP). Diltiazem - aumento da concentração de diltiazem & itraconazol (extensão desconhecida)a,b. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc relacionadas ao itraconazol e/ou diltiazem, pode ser necessário redução da dose de itraconazol e/ou diltiazem. Felodipino - felodipino Cmáx ↑↑↑, AUC ↑↑↑. Lercanidipino - lercanidipino AUC (↑↑↑↑)a . Nisoldipino - nisoldipino Cmáx (↑↑↑↑), AUC (↑↑↑↑)a.. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à diidropiridina, tais como hipotensão e edema periférico. Outras diidropiridinas - aumento da concentração da diidropiridina (extensão desconhecida)a,b.


Verapamil - aumento da concentração de verapamil (extensão desconhecida)a,b . Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc à diidropiridina e/ou verapamil, pode ser necessário redução da dose da diidropiridina e/ou verapamil. Medicamentos cardiovasculares, Diversos: alisquireno riociguate - alisquireno Cmáx ↑↑↑, AUC ↑↑↑ riociguate Cmáx (↑), AUC (↑↑)a . Sildenafila (hipertensão pulmonar) tadalafila (hipertensão pulmonar) - aumento da concentração de sildenafila/tadalafila (extensão desconhecida, mas o efeito pode ser maior do que o relatado com medicamentos urológicos)a,b . Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazol. Risco aumentado de reações adversas relatadas para medicamentos cardiovasculares. Bosentana - bosentana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Guanfacina - guanfacina Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc à bosentana e/ou guanfacina, pode ser necessário redução da dose de bosentana e/ou guanfacina. Ivabradina - ivabradina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à ivabradina, tais como fibrilação atrial, bradicardia, parada sinusal e bloqueio cardíaco. Ranolazina - ranolazina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à ranolazina, tais como prolongamento do intervalo QT e insuficiência renal. Contraceptivos: dienogeste - dienogeste Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Ulipristal - ulipristal Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc a contraceptivos. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para dienogeste/ulipristal. Diuréticos: eplerenona - eplerenona Cmáx (↑), AUC (↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à eplerenona, tais como hipercalemia e hipotensão.
Medicamentos gastrintestinais: aprepitanto - aprepitanto AUC (↑↑↑)a. Loperamida - loperamida Cmáx ↑↑, AUC ↑↑. Netupitanto - netupitanto Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc ao aprepitanto/loperamida/netupitanto. Pode ser necessário redução da dose de aprepitanto/loperamida. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para netupitanto. Cisaprida - aumento da concentração de cisaprida (extensão desconhecida)a,b. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à cisaprida, tais como eventos cardiovasculares graves incluindo prolongamento do intervalo QT, arritmias ventriculares graves e
Torsade de Pointes (TdP). Domperidona - domperidona Cmáx ↑↑, AUC ↑↑. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à domperidona, tais como arritmias ventriculares graves e morte cardíaca repentina. Medicamentos que reduzem a acidez gástrica - itraconazol: Cmáx ↓↓, AUC ↓↓. Utilizar com cautela: Medicamentos que reduzem a acidez gástrica: por ex, medicamentos neutralizadores de ácido, como hidróxido de alumínio ou supressores de secreção ácida, como antagonistas do receptor H2 e inibidores da bomba de próton. Quando tratamento concomitante com medicamentos neutralizadores de ácidos (ex: hidróxido de alumínio) estes devem ser administrados pelo menos 2 horas antes ou 2 horas após ingestão de Itraconzol cápsulas (vide “Advertências e precauções”).


Naloxegol - naloxegol Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao naloxegol, tais como sintomas de abstinência a opioides. Saccharomyces boulardii - Saccharomyces boulardii diminuição da colonização (extensão desconhecida). Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazol. A eficácia de
Saccharomyces boulardii pode ser reduzida. Imunossupressores: budesonida - budesonida (inalação) Cmáx ↑, AUC ↑↑ budesonida (outras formas) aumento da concentração (extensão desconhecida)a,b . Ciclesonida - ciclesonida (inalação) Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Ciclosporina - ciclosporina (IV) aumento da concentração ↔ a ↑b ciclosporina (outras formas) aumento da concentração (extensão desconhecida)a,b .
Dexametasona - dexametasona Cmáx ↔ (IV) ↑ (oral), AUC ↑↑ (IV, oral). Fluticasona - fluticasona (inalação) aumento da concentração ↑↑b
Fluticasona (nasal) aumento da concentração (↑)a,b. Metilprednisolona - metilprednisolona (oral) Cmáx ↑ a ↑↑, AUC ↑↑ metilprednisolona (IV) AUC ↑↑. Tacrolimo - tacrolimo (IV) aumento da concentração ↑b tacrolimo (oral) Cmáx (↑↑), AUC (↑↑). Tensirolimo - tensirolimo (IV) Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc a imunossupressores. Pode ser necessário redução da dose de imunossupressores.
Everolimo - everolimo Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑)a . Sirolimo (rapamicina) - sirolimo Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑)a. Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazolc. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao everolimo /sirolimo. Medicamentos reguladores de lipídeos: atorvastatina - atorvastatina Cmáx ↔ a ↑↑, AUC ↑ a ↑↑. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc à atorvastatina. Pode ser necessário redução da dose de atorvastatina. Lomitapida - lomitapida Cmáx (↑↑↑↑), AUC (↑↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à lomitapida, tais como hepatotoxicidade e reações gastrintestinais graves. Lovastatina - lovastatina Cmáx ↑↑↑↑, AUC ↑↑↑↑. Sinvastatina - sinvastatina Cmáx ↑↑↑↑, AUC ↑↑↑↑. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à lovastatina/sinvastatina, tais como miopatia, rabdomiólise e alterações nas enzimas hepáticas. Medicamentos anti-inflamatóriosnão-esteroidais: meloxicam - meloxicam Cmáx ↓↓, AUC ↓
Utilizar com cautela, monitorizar redução de eficácia do meloxicam, poderá ser necessário adaptação da dose do meloxicam.
Medicamentos respiratórios: salmeterol - salmeterol Cmáx (↑), AUC (↑↑↑↑)a. Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversasc relacionadas ao salmeterol. ISRS, antidepressivos e tricíclicos e relacionados: reboxetina - reboxetina Cmáx (↔), AUC (↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações. Venlafaxina - venlafaxina Cmáx (↑), AUC (↑)a. Adversasc à reboxetina/venlafaxina. Pode ser necessário redução da dose de reboxetina/venlafaxina. Medicamentos urológicos: avanafila - avanafila Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à avanafila, tais como priapismo, problemas visuais e perda repentina da audição. Dapoxetina - dapoxetina Cmáx (↑), AUC (↑)a . Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à dapoxetina, tais como hipotensão ortostática e efeitos oculares. Darifenacina - darifenacina Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑ a ↑↑↑↑ )a. Vardenafila - vardenafila Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑)a. Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversasc relacionadas à darifenacina/vardenafila. Dutasterida - aumento da concentração da dutasterida (extensão desconhecida)a,b. Imidafenacina - imidafenacina Cmáx ↑, AUC ↑. Oxibutinina - aumento da concentração da oxibutinina ↑b . Sildenafila (disfunção erétil) - sildenafila Cmáx (↑↑), AUC (↑↑ a ↑↑↑↑)a. Tadalafila (disfunção erétil e hiperplasia benigna prostática) tolterodina - tolterodina Cmáx (↑ a ↑↑), AUC (↑↑)a em metabolizadores fracos da CYP2D6. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc aos medicamentos urológicos. Pode ser necessário redução da dose de medicamentos urológicos; consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para dutasterida. (Para sildenafila e tadalafila, vide também ‘Medicamentos cardiovasculares’, ‘Medicamentos diversos e outras substâncias’). Udenafila - udenafila Cmáx (↑), AUC (↑↑)a . Fesoterodina - fesoterodina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a.


Contraindicado em pacientes com insuficiência renal ou hepática moderada a grave, durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à fesoterodina, tal como efeitos anticolinérgicos graves. Utilizar com cautela em outros pacientes, monitorar reações adversasc à fesoterodina, pode ser necessário redução da dose de fesoterodina.
Solifenacina - solifenacina Cmáx (↑), AUC (↑↑)a. Contraindicado em pacientes com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática moderada a grave, durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à solifenacina, tais como efeitos anticolinérgicos e prolongamento do intervalo QT. Utilizar com cautela em outros pacientes, monitorar reações adversasc à solifenacina, pode ser necessário redução da dose de solifenacina. Medicamentos diversos e outras substâncias: alitretinoína (oral) - alitretinoína Cmáx (↑), AUC (↑)a.
Cabergolina - cabergolina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a . Canabinoide - aumento da concentração do canabinoide (extensão desconhecida, mas provável) (↑↑)a. Cinacalcete - cinacalcete Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Utilizar com cautela, monitorar reações adversas à alitretinoína / cabergolina / canabinoide / cinacalcete, pode ser necessário redução da dosec de alitretinoína / cabergolina / canabinoide / cinacalcete. Colchicina - colchicina Cmáx (↑), AUC (↑↑)a . Contraindicado em pacientes com insuficiência renal ou hepática, durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à colchicina, como diminuição do débito cardíaco, arritmias cardíacas, dificuldades respiratórias e depressão da medula óssea. Não recomendado em outros pacientes durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversasc relacionadas à colchicina. Eliglustate - EMs da CYP2D6: eliglustate Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a. Maiores aumentos são esperados em IMs/PMs da CYP2D6 e após coadministração com um inibidor da CYP2D6. Contraindicado em EMs da CYP2D6 que tomam um inibidor forte ou moderado da CYP2D6 / IMs e PMs da CYP2D6, durante e 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionados ao eliglustate, como prolongamento do intervalo PR, QTc e/ou QRS e arritmias cardíacas. Utilizar com cautela em metabolizadores extensivos da CYP2D6, monitorar reações adversasc ao eliglustate, pode ser necessário redução da dose do eliglustate. Alcaloides do Ergot - aumento da concentração dos alcaloides do Ergot (extensão desconhecida)a. Contraindicado durante e por 2 semanas após o tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas aos alcaloides do Ergot, como ergotismo. (vide também ’Medicamentos para enxaqueca’).
Ivacaftor - ivacaftor Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a .Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc ao ivacaftor, pode ser necessário redução da dose de ivacaftor. Lumacaftor/ivacaftor - ivacaftor Cmáx (↑↑), AUC (↑↑)a lumacaftor Cmáx (↔), AUC (↔ diminuição da concentração do itraconazol, extensão desconhecida, mas provável ↓↓↓. Não recomendado nas 2 semanas anteriores, durante e 2 semanas após tratamento com itraconazol. A eficácia de itraconazol pode ser reduzida e aumento do risco de reações adversasc relacionadas ao ivacaftor/lumacaftor.


Antagonistas do receptor de vasopressina. conivaptana - conivaptana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑)a . Tolvaptana - tolvaptana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑)a.
Não recomendado durante e 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversasc relacionadas à conivaptana/ tolvaptana. Mozavaptana - mozavaptana Cmáx ↑, AUC ↑↑. Utilizar com cautela, monitorar reações adversasc à mozavaptana, pode ser necessário redução da dose de mozavaptana. EMs: metabolizadores extensivos; IMs: metabolizadores intermediários, PMs: metabolizadores fracos; TdP: Torsade de Pointes.
Observação:
Aumento médio:
↑: <100% (i.e. < 2 vezes)
↑↑: 100-400% (i.e. ≥ 2 vezes a <5 vezes)
↑↑↑: 400-900% (i.e. ≥ 5 vezes e < 10 vezes)
↑↑↑↑: ≥ 10 vezes
Diminuição média:
↓: < 40%
↓↓: 40-80%
↓↓↓: > 80%
Sem efeito:

Para o efeito (coluna do meio), é indicado o nome do medicamento original, mesmo quando o efeito estiver relacionado à fração ativa ou ao metabólito ativo de um medicamento.
a Para os medicamentos com setas entre colchetes, a avaliação baseou-se no mecanismo de interação e na informação clínica de interação do medicamento com cetoconazol, outros inibidores potentes da CYP3A4 e/ou inibidores da glicoproteína-P ou BCRP, em técnicas de modelagem, relatos de casos e/ou dados in vitro. Para os demais medicamentos, a avaliação baseou-se na informação clínica de interação do medicamento com itraconazol. b Os parâmetros farmacocinéticos não estavam disponíveis.
c Consulte a bula correspondente para informações sobre eventos adversos relacionados ao medicamento.

População pediátrica
Os estudos de interação foram conduzidos apenas em adultos.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Itramicos

Neste item são apresentadas as reações adversas. Reações adversas são eventos adversos que foram considerados como razoavelmente associados ao uso do itraconazol, com base na avaliação abrangente da informação disponível sobre eventos adversos. Relação causal com itraconazol não pode ser estabelecida de forma confiável em casos individuais. Além disso, como os estudos clínicos são conduzidos sob condições amplamente variáveis, as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um medicamento não podem ser comparadas diretamente às taxas de estudos clínicos de outro medicamento e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.

Dados de estudos clínicos
A segurança do itraconazol cápsulas foi avaliada em 8.499 pacientes que participaram de 107 estudos clínicos abertos e duplo-cegos. Dos 8.499 pacientes tratados com itraconazol, 2.104 pacientes foram tratados durante os estudos duplo-cegos. Todos os 8.499 pacientes receberam pelo menos uma dose de itraconazol para o tratamento de dermatomicoses ou onicomicoses e forneceram dados de segurança. Reações adversas relatadas por => 1% dos pacientes tratados com itraconazol nestes estudos clínicos são mostradas a seguir:



Reações adversas relatadas por => 1% dos pacientes tratados com itraconazol em 107 estudos clínicos
Classe de sistema/órgão: reação adversa: % (N=8.499). Distúrbios do sistema nervoso: cefaleia: 1,6. Distúrbios gastrintestinais:
náusea/dor abdominal: 1,6/1,3. Reações adversas que ocorreram em < 1% dos pacientes tratados com itraconazol nestes estudos clínicos estão listadas a seguir:
Reações adversas relatadas por < 1% dos pacientes tratados com itraconazol em 107 estudos clínicos
Classe de sistema/órgão: reação adversa. Infecções e infestações: rinite, sinusite, infecção do trato respiratório superior. Distúrbios do sistema linfático e do sangue: leucopenia. Distúrbios do sistema imunológico: hipersensibilidade. Distúrbios do sistema nervoso: disgeusia, hipoestesia, parestesia. Distúrbios do ouvido e do labirinto: tinido. Distúrbios gastrintestinais: constipação, diarreia, dispepsia, flatulência, vômito. Distúrbios hepatobiliares: função hepática anormal, hiperbilirrubinemia. Distúrbios da pele e tecido subcutâneo: prurido, erupção cutânea, urticária. Distúrbios renais e urinários: polaciúria. Distúrbios das mamas e do sistema reprodutivo: disfunção erétil, distúrbio da menstruação. Distúrbios gerais e condições no local de administração: edema.
Pacientes pediátricos
A segurança de itraconazol cápsulas foi avaliada em 165 pacientes pediátricos com idade entre 1 e 17 anos que participaram em 14 estudos clínicos (4 estudos duplo-cegos controlados por placebo, 9 estudos abertos e 1 estudo com uma fase aberta seguida de uma fase duplo- cega). Estes pacientes receberam pelo menos uma dose de itraconazol cápsulas para tratamento de infecções fúngicas e forneceram dados de segurança. Com base nos dados de segurança agrupados destes estudos clínicos, as reações adversas mais comuns relatadas em pacientes pediátricos foram: dor de cabeça (3,0%), vômito (3,0%), dor abdominal (2,4%), diarreia (2,4%), função hepática anormal (1,2%), hipotensão (1,2%), náusea (1,2%) e urticária (1,2%). Em geral, a natureza das reações adversas em pacientes pediátricos é semelhante às observadas em indivíduos adultos, mas a incidência é maior nos pacientes pediátricos.

Experiência pós-comercialização
Em adição às reações adversas relatadas durante os estudos clínicos e listadas anteriormente, as seguintes reações adversas foram relatadas durante a experiência pós-comercialização. As frequências são fornecidas utilizando a seguinte convenção:
Muito comum (=>1/10); Comum (=>1/100, <1/10); Incomum (=>1/1000, <1/100); Rara (=>1/10000, <1/1000); Muito rara (<1/10000), incluindo relatos isolados.
As reações adversas são apresentadas pela categoria de frequência baseada em taxas de relatos espontâneos seguem apresentadas a seguir:

Reações adversas identificadas durante a experiência pós-comercialização com itraconazol por categoria de frequência estimada a partir de taxas de relatos espontâneos


Distúrbios do sistema imunológico: muito rara. Doença do soro, edema angioneurótico, reação anafilática. Distúrbios nutricionais e do metabolismo: muito rara. Hipertrigliceridemia. Distúrbios do sistema nervoso: muito rara. Tremor. Distúrbios oftalmológicos: muito rara. Distúrbios visuais (incluindo diplopia e visão turva). Distúrbios do ouvido e do labirinto: muito rara. Perda transitória ou permanente da audição. Distúrbios cardíacos: muito rara. Insuficiência cardíaca congestiva. Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: muito rara. Dispneia. Distúrbios gastrintestinais: muito rara. Pancreatite. Distúrbios hepatobiliares: muito rara. Hepatotoxicidade grave (incluindo alguns casos de insuficiência hepática aguda fatal). Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo: muito rara. Necrólise epidérmica tóxica, Síndrome de Stevens-Johnson, pustulose exantemática generalizada aguda, eritema multiforme, dermatite esfoliativa, vasculite leucocitoclástica, alopecia, fotossensibilidade. Exames laboratoriais: muito rara. Aumento da creatina fosfoquinase sanguínea.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Itramicos - Posologia

Este medicamento deve ser administrado por via oral.
Para se obter um grau máximo de absorção, este medicamento deve ser administrado imediatamente após uma refeição. As cápsulas devem ser ingeridas inteiras.
Veja posologia a seguir:

Indicação ginecológica
Indicação:
Candidíase vulvovaginal
Dose: 200 mg duas vezes ao dia ou 200 mg uma vez ao dia. Duração do tratamento: 1 dia ou 3 dias

Indicações dermatológicas/ mucosas/ oftalmológicas
Em alguns pacientes imunodeprimidos, por exemplo com neutropenia, portadores do vírus HIV ou transplantados, a biodisponibilidade oral do itraconazol pode estar diminuída. Portanto, pode ser necessário dobrar as doses.

INDICAÇÃODOSEDURAÇÃO
Dermatomicose

200 mg uma vez ao dia ou 100 mg uma vez ao
dia

7 dias ou 15 dias

Regiões altamente queratinizadas, como
palma das mãos e planta dos pés

200 mg duas vezes ao dia ou 100 mg uma vez ao
dia

7 dias ou 30 dias
Pitiríase versicolor200 mg uma vez ao dia7 dias
Candidíase oral100 mg uma vez ao dia15 dias

Em alguns pacientes imunodeprimidos, por exemplo com neutropenia, portadores do vírus HIV ou transplantados, a biodisponibilidade
oral do itraconazol pode estar diminuída. Portanto, pode ser necessário dobrar as doses.

Ceratite micótica200 mg uma vez ao dia

21 dias – A duração do tratamento deve
ser ajustada de acordo com a resposta
clínica.





Onicomicose causadas por dermatófitos e/ou leveduras
Onicomicose – Pulsoterapia - Dose e duração do tratamento
A pulsoterapia consiste na administração de 200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia durante 7 dias. Recomendam-se dois pulsos para infecções das unhas das mãos e três pulsos para infecções das unhas dos pés. Tratamentos em pulso são sempre separados por intervalos de 3 semanas sem medicamento. A resposta clínica se tornará evidente à medida que a unha crescer após a descontinuação do tratamento.

Micoses sistêmicas
INDICAÇÃO:
Aspergilose
Dose: 200 mg uma vez ao dia. Duração média: 2 - 5 meses
Candidíase
Dose: 100 - 200 mg uma vez ao dia. Duração média: 3 semanas - 7 meses
Observações: Aumentar a dose para 200 mg duas vezes ao dia em caso de doença invasiva ou disseminada.
Criptococose não meningeana
Dose: 200 mg uma vez ao dia. Duração média: 2 meses - 1 ano
Meningite criptocócica
Dose: 200 mg uma vez ao dia. Duração média: 2 meses - 1 ano.
Observações: terapia de manutenção: vide “Advertências e precauções”.
Histoplasmose
Dose: 200 mg uma vez ao dia - 200 mg duas vezes ao dia. Duração média: 8 meses.
Blastomicose
Dose: 100 mg uma vez ao dia - 200 mg duas vezes ao dia. Duração média: 6 meses.
Esporotricose - Linfocutânea e cutânea
Dose: 100 mg uma vez ao dia. Duração média: 3 meses
Paracoccidioidomicose
Dose: 100 mg uma vez ao dia. Duração média: 6 meses
Observações: Dados de eficácia de itraconazol cápsulas nesta dose para tratamento de paracoccidioidomicose em pacientes com AIDS não estão disponíveis.
Cromomicose
Dose: 100 - 200 mg uma vez ao dia. Duração média: 6 meses.
A duração do tratamento deve ser ajustada de acordo com a resposta clínica.
Populações especiais
Uso pediátrico
Dados clínicos sobre o uso de itraconazol em pacientes pediátricos são limitados. O uso deste medicamento em pacientes pediátricos não é recomendado, a menos que os benefícios potenciais superem os riscos potenciais (vide “Advertências e precauções”).
Uso em idosos
Os dados clínicos sobre o uso de itraconazol em pacientes idosos são limitados. O uso deste medicamento nestes pacientes só é recomendado se o potencial benefício superar os potenciais riscos. Em geral, recomenda-se que ao selecionar a dose para um paciente idoso seja levada em consideração a maior frequência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca, a presença de doenças concomitante ou outro tratamento medicamentoso (vide “Advertências e precauções”).



Uso em pacientes com insuficiência hepática
São limitados os dados disponíveis sobre o uso de itraconazol oral em pacientes com insuficiência hepática. Este medicamento deve ser administrado com cautela em pacientes desta população (vide “Propriedades farmacocinéticas – Populações especiais, Insuficiência hepática”).

Uso em pacientes com insuficiência renal
São limitados os dados disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência renal. A exposição ao itraconazol pode ser menor em alguns pacientes com insuficiência renal. Recomenda-se cautela quando este medicamento for administrado em pacientes nesta população e o ajuste de dose pode ser necessário.

Este medicamento não deve ser aberto ou mastigado.

Superdosagem

Sinais e sintomas: em geral, os eventos adversos relatados com superdose foram consistentes com aqueles relatados com o uso do itraconazol (vide Reações adversas).

Tratamento: no caso de superdose, devem ser adotadas medidas de suporte. Se considerado apropriado, pode ser dado carvão ativado. O itraconazol não pode ser removido por hemodiálise. Não há antídoto específico.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Características farmacológicas

Farmacodinâmica
Grupo farmacoterapêutico: antimicóticos para uso sistêmico, derivados de triazol, código ATC: J02AC02.

Mecanismo de ação
Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe a síntese do ergosterol em células fúngicas. O ergosterol é um componente vital da membrana celular dos fungos. A inibição da sua síntese tem como última consequência um efeito antifúngico.

Relação farmacocinética/farmacodinâmica
A relação farmacocinética/farmacodinâmica para itraconazol, e para os triazóis em geral, é pouco compreendida.

Efeitos farmacodinâmicos
Microbiologia
O itraconazol, um derivado triazólico, apresenta amplo espectro de ação. Para o itraconazol, foram estabelecidos pontos de corte por CLSI apenas para Candida spp. de infecções micóticas superficiais (CLSI M27-A2). Os pontos de corte pelo CLSI são: sensível ≤ 0,125; sensível, dependente da dose 0,25-0,5 e resistente ≥ 1 mcg/mL. A interpretação de pontos de corte não foi estabelecida por CLSI para fungos filamentosos.
Pontos de corte de EUCAST para itraconazol foram estabelecidos para Aspergillus flavus, A. fumigatus, A. nidulans e A. terreus, e são os seguintes: sensível ≤ 1 mg/L, resistente > 2 mg/mL. Pontos de corte de EUCAST ainda não foram estabelecidos para itraconazol e Candida spp. Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe o crescimento de um amplo espectro de fungos patogênicos aos seres humanos em concentrações geralmente entre ≤ 1 mcg/mL, incluindo: Candida spp. (inclusive Candida albicans, Candida tropicalis, Candida parapsolosis, e Candida dubliniensis), Aspergillus spp., Blastomyces dermatitidis, Cladosporium spp., Coccidioides immitis, Cryptococcus neoformans, Geotrichum spp., Histoplasma spp., inclusive H. capsulatum, Paracoccidioides brasiliensis, Penicillium marneffei, Sporothrix shcenckii e Trichosporon spp. O itraconazol também apresentou atividade in vitro contra Epidermophyton floccosum, Fonsecaea spp.,


Malassezia spp., Microsporum spp., Pseudallescheria boydii, Trichophyton spp. e vários outros fungos e leveduras.
Candida krusei, Candida glabrata e Candida guillermondii são geralmente as espécies de Candida menos susceptíveis, sendo que algumas cepas isoladas demonstraram resistência inequívoca ao itraconazol in vitro. Os principais tipos de fungos não inibidos pelo itraconazol são Zygomycetes (por exemplo, Rhizopus spp., Rhizomucor spp., Mucor spp. e Absidia spp.), Fusarium spp., Scedosporium spp. E Scopulariopsis spp.
A resistência aos azóis parece se desenvolver lentamente e, frequentemente, resulta de diversas mutações genéticas. Os mecanismos descritos são superexpressão de ERG11, que codifica a enzima alvo 14-alfa-demetilase, mutações pontuais no ERG11 que levam à diminuição da afinidade do alvo e/ou superexpressão do transportador resultando, em aumento do efluxo. Foi observada resistência cruzada entre membros da classe dos azóis com Candida spp., embora a resistência para um membro da classe não necessariamente confira resistência para outros azóis. Foram relatadas cepas de Aspergillus fumigatus resistentes ao itraconazol.

Farmacocinética
Características farmacocinéticas gerais
Os picos de concentração plasmática do itraconazol são atingidos de 2 a 5 horas após administração oral. Como consequência da farmacocinética não linear, o itraconazol se acumula no plasma durante a administração de doses múltiplas. As concentrações no estado de equilíbrio são geralmente alcançadas em 15 dias, com valores de Cmáx de 0,5 mcg/mL, 1,1 mcg/mL e 2,0 mcg/mL após administração oral de 100 mg uma vez ao dia, 200 mg uma vez ao dia e 200 mg duas vezes ao dia, respectivamente. Em geral, a meia-vida terminal do itraconazol varia de 16 a 28 horas após dose única e aumenta para 34 a 42 horas com administração repetida. Terminado o tratamento, a concentração plasmática de itraconazol diminui para uma concentração quase indetectável em 7 a 14 dias, dependendo da dose e da duração do tratamento. Após administração intravenosa, a depuração plasmática total média é de 278 mL/min. A depuração do itraconazol diminui em doses maiores devido a saturação do seu metabolismo hepático.

Absorção
O itraconazol é rapidamente absorvido após administração oral. Picos de concentração plasmática do fármaco inalterado são obtidos 2 a 5 horas após administração de uma dose oral da cápsula. A biodisponibilidade oral absoluta de itraconazol é cerca de 55% e é máxima quando as cápsulas são ingeridas imediatamente após uma refeição completa.
A absorção das cápsulas de itraconazol é menor em indivíduos com acidez gástrica reduzida, como naqueles tomando medicamentos supressores da secreção do ácido gástrico (por exemplo, antagonistas de receptor H2, inibidores da bomba de prótons) ou com acloridria causada por certas doenças (vide “Advertências e precauções” e “Interações medicamentosas”). Nestes indivíduos, a absorção de itraconazol em jejum aumenta quando este medicamento é administrado com uma bebida ácida (como refrigerantes não-dietéticos à base de cola). Quando as cápsulas de itraconazol são administradas em dose única de 200 mg em jejum com refrigerante não-dietético à base de cola, após pré-tratamento com ranitidina (antagonista de receptor H2), a absorção de itraconazol foi comparável à observada quando itraconazol foi administrado isoladamente. (vide “Interações medicamentosas”).


A exposição ao itraconazol é menor com a formulação cápsula em comparação à solução oral, quando a mesma dose do medicamento é administrada. (vide “Advertências e precauções”).

Distribuição
A maior parte do itraconazol disponível no plasma está ligada a proteína (99,8%), sendo a albumina a principal proteína de ligação (99,6% para o hidróxi-metabólito). Também há afinidade considerável por lipídios. Apenas 0,2% do itraconazol presente no plasma está na forma livre. O itraconazol se distribuí em um volume corpóreo aparentemente grande (> 700 L), sugerindo extensa distribuição nos tecidos. As concentrações encontradas nos pulmões, rim, fígado, ossos, estômago, baço e músculos foram 2 a 3 vezes maiores do que as concentrações correspondentes no plasma, e a captação pelos tecidos queratinizados, particularmente a pele, foi até 4 vezes maior. As concentrações no líquor são muito menores do que no plasma, mas foi demonstrada eficácia contra infecções no líquor.

Metabolismo
O itraconazol é extensamente metabolizado no fígado, transformando-se em grande número de metabólitos. Como demonstrado nos estudos in vitro, CYP3A4 é a principal enzima envolvida no metabolismo do itraconazol. O principal metabólito é o hidróxi-itraconazol, que apresenta, in vitro, atividade antifúngica comparável à do itraconazol. As concentrações plasmáticas deste metabólito são aproximadamente duas vezes as do itraconazol.

Excreção
O itraconazol é excretado principalmente como metabólitos inativos na urina (35%) e nas fezes (54%) dentro de uma semana após administração de uma dose de solução oral. A excreção renal do itraconazol e do metabólito ativo hidróxi-itraconazol representa menos de 1% de uma dose intravenosa. Com base em uma dose oral marcada radioativamente, a excreção fecal do medicamento inalterado varia de 3% a 18% da dose. Como a redistribuição do itraconazol a partir dos tecidos queratinizados é aparentemente desprezível, a eliminação do itraconazol destes tecidos está relacionada à regeneração epidérmica. Ao contrário do plasma, a concentração na pele permanece por 2 a 4 semanas após término de um tratamento de 4 semanas de duração e na queratina das unhas, onde o itraconazol pode ser detectado já com uma semana de tratamento, por pelo menos, seis meses após o final de um tratamento de 3 meses.

Populações especiais
Insuficiência hepática
O itraconazol é predominantemente metabolizado pelo fígado. Estudo de farmacocinética foi conduzido em 6 indivíduos saudáveis e 12 pacientes com cirrose, que receberam uma dose única de 100 mg de itraconazol na forma de cápsula. Redução estatisticamente significativa na Cmáx média (47%) e aumento de duas vezes na meia-vida de eliminação (37 ± 17 horas versus 16 ± 5 horas) do itraconazol foram observados em pacientes com cirrose comparado aos indivíduos saudáveis. Entretanto, a exposição geral ao itraconazol baseada na AUC foi similar em pacientes com cirrose e indivíduos saudáveis. Dados sobre o uso prolongado de itraconazol em pacientes com cirrose não estão disponíveis (vide “Posologia e modo de usar” e Advertências e precauções”).



Insuficiência renal
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência renal. Um estudo de farmacocinética usando uma dose única de 200 mg de itraconazol (quatro cápsulas de 50 mg) foi conduzido em três grupos de pacientes com insuficiência renal (uremia: n=7; hemodiálise: n=7 e diálise peritoneal ambulatorial contínua: n=5). Em indivíduos urêmicos, com depuração média de creatinina de 13 mL/min x 1,73 m2, a exposição baseada na AUC foi ligeiramente reduzida em comparação aos parâmetros da população normal. Este estudo não demonstrou nenhum efeito significativo da hemodiálise ou da diálise peritoneal ambulatorial contínua na farmacocinética do itraconazol (Tmáx, Cmáx e AUC0-8h). Os perfis de concentração plasmática versus tempo mostraram ampla variação entre os indivíduos nos três grupos.
Após dose intravenosa única, as meias-vidas terminais médias do itraconazol em pacientes com insuficiência renal leve (definida neste estudo como depuração de creatinina = 50-79 mL/min), moderada (definida neste estudo como depuração de creatinina = 20-49 mL/min) e grave (definida neste estudo como depuração de creatinina < 20 mL/min) foram semelhantes às de indivíduos saudáveis (variação média de 42-49 horas versus 48 horas em pacientes com comprometimento renal e indivíduos saudáveis, respectivamente).
A exposição global ao itraconazol, baseada na AUC, diminuiu em aproximadamente 30% e 40% em pacientes com insuficiência renal moderada e grave, respectivamente, em comparação aos indivíduos com função renal normal.
Não há dados disponíveis em pacientes com comprometimento renal durante uso de itraconazol a longo prazo. A diálise não tem efeito na meia-vida ou na depuração do itraconazol ou hidróxi-itraconazol (vide “Posologia e modo de usar” e “Advertências e precauções”).

População pediátrica
São limitados os dados farmacocinéticos disponíveis sobre o uso de itraconazol na população pediátrica. Estudos de farmacocinética clínica em crianças e adolescentes com idades entre 5 meses e 17 anos foram realizados com cápsulas de itraconazol, solução oral ou formulação intravenosa. Doses individuais com formulação em cápsula e em solução oral variaram de 1,5 a 12,5 mg/kg/dia, administradas uma vez ao dia ou duas vezes ao dia. A formulação intravenosa foi administrada tanto como infusão única de 2,5 mg/kg, ou infusão de 2,5 mg/kg administrada uma vez ao dia, ou duas vezes ao dia. Para a mesma dose diária, a administração duas vezes ao dia, em comparação a administração uma vez ao dia produziu pico e concentrações comparáveis à dose única diária em adultos. Não foi observada relação significativa entre a idade e a AUC de itraconazol e depuração corporal total, no enquanto, foram observadas fracas associações entre idade e volume de distribuição, Cmáx e taxa de eliminação terminal de itraconazol. A depuração aparente e o volume de distribuição de itraconazol parecem estar relacionados ao peso.



Dados de segurança pré-clínicos
O itraconazol foi testado em uma série padrão de estudos pré-clínicos de segurança. Estudos de toxicidade aguda com itraconazol em camundongos, ratos, porquinho da Índia e cães indicam uma ampla margem de segurança. Estudos de toxicidade oral sub (crônica) em ratos e cães revelaram vários órgãos ou tecidos alvo: córtex adrenal, fígado e sistema fagocitário mononuclear, bem como distúrbios do metabolismo lipídico apresentando-se como células de xantoma em vários órgãos. Em doses elevadas, as investigações histológicas do córtex adrenal mostraram edema reversível com hipertrofia celular da zona reticular e fasciculata, algumas vezes associado a adelgaçamento da zona glomerulosa. Alterações hepáticas reversíveis foram encontradas em doses elevadas. Observaram-se discretas alterações nas células sinusoidais e vacuolização dos hepatócitos, este último indicando disfunção celular, mas sem hepatite visível ou necrose hepatocelular. As alterações histológicas do sistema de fagocitose mononuclear foram caracterizadas principalmente por macrófagos com aumento de material proteináceo em vários tecidos parenquimatosos. Observou-se densidade mineral óssea global menor em cães jovens após administração crônica de itraconazol. Em três estudos de toxicologia em ratos, o itraconazol induziu defeitos ósseos. Os defeitos incluíram redução da atividade da placa óssea, adelgaçamento da zona compacta dos grandes ossos e aumento da fragilidade óssea.

Carcinogenicidade e mutagenicidade
Itraconazol não é um carcinógeno primário em ratos ou camundongos. Em ratos machos, no entanto, houve maior incidência de sarcoma de partes moles, atribuído a aumento de reações inflamatórias crônicas não neoplásicas do tecido conjuntivo como consequência dos níveis elevados de colesterol e colesterose no tecido conjuntivo. Não existem indicações de potencial mutagênico do itraconazol.

Toxicologia reprodutiva
Verificou-se que o itraconazol causou aumento na toxicidade materna, embriotoxicidade e teratogenicidade relacionados à dose em ratos e camundongos com doses elevadas. Em ratos, a teratogenicidade consistiu em defeitos esqueléticos maiores; em camundongos, consistiu de encefalocele e macroglossia.

Fertilidade
Não há evidência de influência primária na fertilidade no tratamento com itraconazol.

Resultados de eficácia

Dermatofitoses
Em um estudo multicêntrico envolvendo 2.741 pacientes com infecções por dermatófitos, no qual os pacientes foram tratados durante 15 ou 30 dias com 100 mg de itraconazol diariamente, a taxa de resposta foi de 93% para o tratamento de Tinea corporis/Tinea cruris durante 15 dias. A resposta ao tratamento em pacientes com Tinea pedis/Tinea manus foi de 85% e 86% em grupos tratados durante 15 e 30 dias, respectivamente. O tempo mediano para o início da melhora clínica foi de 7 a 8 dias.1


Um estudo duplo-cego, controlado com placebo utilizando 50 mg de itraconazol demonstrou uma taxa de cura significativamente superior ao placebo. Comparando-se 50 mg e 100 mg administrados diariamente até obter-se a cura clínica em 173 pacientes com 185 locais de infecção (91 casos de Tinea corporis/cruris, 94 casos de Tinea pedis/mannum) observou-se que ambos foram efetivos com resposta de 80% em todos os grupos tratados, sendo que os pacientes recebendo 100 mg diários manifestaram sinais de melhora mais rápida.

Criptococose
Foi descrito o uso de 200 mg de itraconazol duas vezes/dia em 48 pacientes com infecções criptococócicas. Entre os 28 pacientes avaliáveis com meningite criptococócica, 24 tinham AIDS. Dezoito dos 28 pacientes obtiveram resposta completa (resolução clínica e culturas do líquor negativas); seis pacientes tiveram resposta parcial e em quatro a terapia falhou. Respostas parciais ou falhas estavam associadas a falhas de tratamentos antifúngicos prévios, doença grave, baixas concentrações séricas de itraconazol ou resistência do microrganismo.

Aspergilose
Aspergilose invasiva é mais frequentemente observado em pacientes imunocomprometidos e está associada a alta morbidade e mortalidade. Em três séries, um total de 54 pacientes com aspergilose invasiva foi tratado com 100 a 400 mg de itraconazol diariamente. Praticamente todos os pacientes estavam imunocomprometidos. No geral, 42 pacientes foram considerados curados após o tratamento com itraconazol.
Em uma visão geral e experiências utilizando itraconazol para tratar micoses sistêmicas, 78% dos pacientes (n = 60) diagnosticados com aspergilose invasiva obtiveram melhora através do tratamento com itraconazol, 53% ficaram curados ou melhoraram significativamente e 25% obtiveram melhora moderada, com doses diárias de 200 mg por um período de duração de 4 meses.

Blastomicose
Quarenta e oito pacientes com cultura ou histopatologia com evidência de blastomicose foram tratados com doses diárias de 200 a 400 mg de itraconazol. O tratamento foi considerado sucesso em 43 pacientes (89,5%) e teve duração mediana de 6,2 meses.

Paracoccidioidomicose
Entre 51 pacientes tratados com 50 ou 100 mg de itraconazol diariamente durante 6 a 12 meses, foi observada cura clínica ou melhora significativa dos sintomas em 100% dos pacientes.

Pitiríase versicolor
Um estudo envolveu 60 pacientes com pitiríase versicolor, escolhidos randomicamente e divididos em 3 grupos de 20 pacientes cada. Fez-se uma avaliação clínica e micológica antes do tratamento e no 7° e 28° dias após o tratamento. Doses de 400 mg/dia durante 3 dias e 200 mg/dia durante 5 dias foram consideradas eficazes para tratamento de pitiríase versicolor.3


Em um estudo multicêntrico aberto, não comparativo, foram analisados 333 pacientes que receberam duas cápsulas de 100 mg de itraconazol, via oral, uma vez ao dia durante cinco dias. Os pacientes foram submetidos a avaliações clínica e micológica no pré-tratamento e 30 dias após o término do tratamento. Observou-se cura micológica em 93,7% dos casos.

Candidíase vaginal
Estudo multicêntrico, simples-cego, randomizado, de grupos paralelos foi realizado utilizando 200 mg de itraconazol duas vezes ao dia em 109 pacientes com candidíase vaginal. A cura micológica após uma semana de tratamento foi alcançada em 74% das pacientes tratadas com itraconazol. Um número significativamente maior de pacientes preferiu o tratamento com itraconazol ao tratamento prévio recebido.
Pacientes com candidíase vulvovaginal aguda micologicamente confirmada (n = 229) foram randomicamente distribuídas para receber: 200 mg de itraconazol duas vezes ao dia por 1 dia, comparativo oral ou comparativo tópico. Obteve-se cura micológica em 96% das pacientes do grupo itraconazol, comprovando sua eficácia no tratamento da candidíase vaginal aguda.
Foram estudadas 101 pacientes portadoras de candidíase vaginal, confirmadas clínica e micologicamente em um estudo multicêntrico aberto, comparativo, randomizado. A dose de itraconazol foi 200 mg, duas vezes ao dia, por um dia. No 28° dia, os resultados mostraram que 70% das mulheres do grupo itraconazol estavam clínica e micologicamente curadas enquanto que no grupo comparativo esta resposta foi de 40%. Considerando-se somente a cura micológica, o percentual foi de 84%.

Candidíase oral e esofágica
Estudou-se a atividade do itraconazol e de outro agente com atividade antifúngica em 111 pacientes HIV positivos com candidíase oral e esofágica. Os pacientes foram randomicamente distribuídos para receber 200 mg/dia de itraconazol ou 200 mg de cetoconazol duas vezes/dia durante 28 dias, em um estudo duplo-cego. Após uma semana de tratamento, 75% e 82% dos pacientes recebendo itraconazol e cetoconazol, respectivamente, responderam clinicamente e após 4 semanas de tratamento esta taxa aumentou para 93% em ambos os grupos.

Onicomicoses
Realizou-se um estudo envolvendo 182 pacientes tratados oralmente com itraconazol cápsulas duas vezes ao dia. A taxa de cura foi 90,9% em 55 dos pacientes com onicomicose nas unhas das mãos e 80,3% em 127 pacientes com onicomicose nas unhas dos pés e ambas ao mesmo tempo. A melhora do aspecto das infecções fúngicas foi de 98% e 96,5% para os pacientes com onicomicoses nos dedos das mãos e dos pés, respectivamente.



Histoplasmose
Realizou-se um estudo com 37 pacientes HIV-negativos com histoplasmose pulmonar crônica (27 pacientes) ou histoplasmose extrapulmonar localizada ou disseminada (10 pacientes). A principal doença de base era a doença pulmonar obstrutiva crônica tratada com doses altas de itraconazol (200-400 mg diários) durante uma média de 9 meses. O sucesso da terapia foi observado em 81% dos pacientes. Todos os pacientes com a forma disseminada crônica, com envolvimento mediastinal ou nódulo parenquimatoso pulmonar, ou ambos, foram curados.10 A eficácia de itraconazol foi avaliada em 27 pacientes adicionais portadores de AIDS com histoplasmose disseminada confirmada. Onze pacientes apresentavam reações sorológicas positivas. Os pacientes foram tratados com 200 mg diários (24 pacientes) ou 400 mg diários (3 pacientes) durante 6 meses e aqueles considerados curados após terapia de indução, foram mantidos com 100 mg/dia de itraconazol como terapia de supressão. Em geral, 85% dos pacientes responderam à terapia.

Esporotricose
Um total de 78 pacientes com esporotricose foi tratado com 100 mg/dia de itraconazol, durante uma média de 94 dias. A resposta clínica global nos pacientes avaliáveis foi de 100% para o tipo cutâneo (n = 32) e 90% para o tipo linfático (n = 39). Um de dois pacientes com esporotricose disseminada respondeu ao tratamento. Ao final do tratamento as culturas foram negativas em 93% dos pacientes com esporotricose cutânea e em 82% dos pacientes com esporotricose linfática.

Armazenagem

Este medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 °C e 30 °C). Proteger da luz e umidade. Nestas condições o prazo de validade é de 24 meses a contar da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Este medicamento apresenta-se na forma de uma cápsula gelatinosa dura, azul e rosa.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

MS - 1.2568.0170
Farmacêutico Responsável: Dr. Luiz Donaduzzi
CRF-PR 5842

Registrado e fabricado por:
PRATI, DONADUZZI & CIA LTDA
Rua Mitsugoro Tanaka, 145
Centro Industrial Nilton Arruda - Toledo - PR
CNPJ 73.856.593/0001-66
Indústria Brasileira

Itramicos - Bula para o Paciente

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?


Este medicamento é utilizado no tratamento de infecções fúngicas (micoses) da vagina, pele, boca, olhos, unhas ou órgãos internos.

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe a síntese do ergosterol em células fúngicas. O ergosterol é um componente vital da membrana celular dos fungos. A inibição da sua síntese tem como última consequência um efeito antifúngico. Nas infecções de pele, as lesões irão desaparecer completamente apenas em algumas semanas após o término do tratamento (2 a 4 semanas). O itraconazol mata o fungo propriamente, mas a lesão desaparece junto com o crescimento da pele sadia. As lesões das unhas desaparecem apenas 6 a 9 meses após o final do tratamento uma vez que o itraconazol apenas mata o fungo, havendo necessidade de a unha crescer para a cura ser observada. Portanto, não se preocupe se você não notar melhora durante o tratamento, o medicamento permanecerá na unha por vários meses exercendo seu efeito.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Não utilize este medicamento:
- se você for alérgico ao itraconazol ou a qualquer um dos componentes do medicamento;
- se você estiver grávida (a menos que seu médico saiba que você está grávida e decida que você precisa tomar este medicamento);
- se você estiver em idade fértil, você deve tomar precauções contraceptivas adequadas para ter certeza de que não engravidará enquanto estiver tomando este medicamento. Como o itraconazol permanece no organismo por algum tempo após o término do tratamento, você deve continuar com as medidas contraceptivas até a próxima menstruação após o final do tratamento com este medicamento;
- se você possui insuficiência cardíaca (também chamada de insuficiência cardíaca congestiva ou ICC) o itraconazol pode agravar a doença. Caso seu médico decida que você deva utilizar este medicamento mesmo que você tenha essa condição, procure auxílio médico imediatamente se você tiver falta de ar, ganho de peso inesperado, inchaço das pernas, fadiga não usual ou começar a acordar durante a noite.
Você também não deve utilizar certos medicamentos enquanto estiver utilizando este medicamento. Existem muitos medicamentos que interferem com o itraconazol. (vide O que devo saber antes de usar este medicamento? – Interações medicamentosas).

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência cardíaca.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?


Informe seu médico ou farmacêutico se você estiver usando qualquer outro medicamento, pois o uso em conjunto com alguns medicamentos pode ser prejudicial.
Você deve informar ao seu médico se possui algum problema de fígado, pois pode ser necessário ajustar a dose deste medicamento.
Você deve parar de tomar este medicamento e procurar seu médico imediatamente se qualquer dos seguintes sintomas aparecer durante o tratamento com este medicamento: falta de apetite, náuseas, vômitos, cansaço, dor abdominal, coloração amarelada da pele ou dos olhos, fezes claras (nas evacuações) ou urina muito escura. Se for necessário que você tome este medicamento, seu médico poderá solicitar monitoramento sanguíneo constante. Esta ação tem como objetivo descartar distúrbios hepáticos em tempo hábil, já que estes distúrbios podem ocorrer, embora muito raramente.
Você deve informar ao seu médico se possui algum problema no coração. Informe imediatamente ao seu médico se apresentar falta de ar, aumento de peso inesperado, inchaço das pernas, cansaço não usual, ou se você começar a acordar durante a noite, pois estes podem ser sintomas de insuficiência cardíaca.
Você deve informar ao seu médico se possui algum problema no rim, pois pode ser necessário ajustar a dose deste medicamento.
Informe ao seu médico ou procure assistência médica imediatamente se você apresentar uma reação alérgica grave (caracterizada por erupção de pele significativa, coceira, urticária, dificuldade para respirar e/ou inchaço da face) durante o tratamento com este medicamento.
Pare de tomar este medicamento e informe ao seu médico imediatamente se você:
-se tornar muito sensível à luz solar;
-apresentar um problema de pele grave, como erupção disseminada com descamação da pele e bolhas na boca, olhos e genitais, ou uma erupção cutânea com pequenas pústulas ou bolhas.
-apresentar qualquer sensação de formigamento, diminuição da sensibilidade ou fraqueza nos membros ou outros problemas com os nervos dos braços ou pernas.
Informe ao seu médico se você já apresentou reação alérgica a este medicamento ou a outro antifúngico. Antes de iniciar o tratamento com este medicamento, informe ao seu médico se você apresenta fibrose cística. Informe ao seu médico se você for um paciente neutropênico (apresentar número de neutrófilos sanguíneos abaixo do normal), com AIDS ou transplantado. Pode ser necessário adaptar a dose deste medicamento. Pare de tomar este medicamento e informe ao médico imediatamente se você apresentar qualquer sintoma de perda da audição. Em casos muito raros, pacientes tomando este medicamento relataram perda temporária ou permanente da audição.


Informe ao seu médico se sua visão se tornar turva ou se você tiver visão dupla, ouvir um zumbido no ouvido, perder a capacidade de controlar a urina ou urinar muito mais do que o normal.

Gravidez
Você não deve usar este medicamento durante a gravidez. Se você está em idade que pode engravidar, tome medidas contraceptivas adequadas para não ficar grávida enquanto estiver tomando o medicamento.
Como este medicamento permanece no organismo durante algum tempo após o término do tratamento, você deve continuar a usar algum método anticoncepcional até o próximo ciclo menstrual depois da interrupção deste medicamento.

Amamentação
Você deve informar ao médico se está amamentando, pois pequenas quantidades do medicamento podem estar presentes no leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.

Efeito sobre a habilidade de dirigir veículos e operar máquinas
Algumas vezes este medicamento pode causar tontura, visão turva/dupla ou perda da audição. Se você apresentar estes sintomas, você não deve dirigir ou operar máquinas.

Atenção diabéticos: contém açúcar. Interações medicamentosas
Você deve comunicar ao seu médico quais os medicamentos que você está usando no momento. Em particular, você não deve tomar alguns medicamentos ao mesmo tempo e, se isto ocorrer, algumas alterações serão necessárias, em relação à dose, por exemplo.

Medicamentos que nunca devem ser tomados enquanto você utilizar itraconazol:
-terfenadina, astemizol e mizolastina, para alergia;
-bepridil, felodipino, nisoldipino, lercanidipino, ivabradina, ranolazina, eplerenona, usados para tratar angina (sensação de aperto ou dor no peito) ou hipertensão (pressão alta);
-ticagrelor, para diminuir a coagulação sanguínea;
-cisaprida, um medicamento utilizado para certos problemas digestivos;
-sinvastatina, lomitapida e lovastatina que diminuem o colesterol;
-midazolam (oral) e triazolam, que são comprimidos para dormir;
-lurasidona, pimozida, sertindol, usados para distúrbios psicóticos;
-levacetilmetadol (levometadil) e metadona, usados para tratar dor intensa ou para dependência química;
-halofantrina, usado para tratar malária;
-irinotecano, um medicamento contra o câncer;
-di-hidroergotamina ou ergotamina (chamados alcaloides do Ergot), usados no tratamento da enxaqueca;
-ergometrina (ergonovina) ou metilergometrina (metilergonovina), (chamados de alcaloides de Ergot), usados para controlar o sangramento e manter a contração uterina após o parto;
-disopiramida, dronedarona, quinidina e dofetilida, para tratar irregularidades do batimento cardíaco;
-domperidona, para tratar a náusea e vômito;


-isavuconazol, para tratar infecções fúngicas;
-naloxegol, para tratar constipação causada pela ingestão de analgésicos opiáceos;
-avanafila, para tratar disfunção erétil;
-dapoxetina, para tratar ejaculação precoce.
Após o término do tratamento com itraconazol, você deve aguardar pelo menos duas semanas antes de tomar qualquer um destes medicamentos.

Medicamentos que não são recomendados, pois podem diminuir a ação de itraconazol:
-carbamazepina, fenitoína e fenobarbital, para tratar epilepsia;
-rifampicina, rifabutina e isoniazida, para tratar tuberculose;
-efavirenz e nevirapina, para tratar HIV/AIDS.
Portanto, você sempre deve informar ao seu médico se estiver usando qualquer um destes medicamentos para que medidas apropriadas possam ser adotadas.
Após o término do tratamento com qualquer um destes medicamentos, você deve aguardar pelo menos duas semanas antes de tomar itraconazol.

Medicamentos não recomendados, exceto se o médico julgar necessário:
-axitinibe, bosutinibe, carbazitaxel, cabozanitibe, ceritinibe, cobimetinibe, crizotinibe, dabrafenibe, dasatinibe, docetaxel, ibrutinibe, lapatinibe, nilotinibe, olaparibe, pazopanibe, regorafenibe, sunitinibe, trabectedina, trastuzumabe entansina, alcaloide da vinca, usados no tratamento do câncer;
-riociguate, sildenafila, tadalafila, quando usados para tratar hipertensão pulmonar (aumento da pressão sanguínea nas veias do pulmão);
-everolimo, rapamicina (também conhecida como sirolimo), usualmente utilizadas após transplante de órgão;
-bedaquilina, rifabutina, para tratar tuberculose;
-conivaptana, tovaptana, para tratar baixas quantidades de sódio no sangue;
-apixabana, rivaroxabana, para diminuir a coagulação do sangue;
-alfuzosina, sildosina, para tratar crescimento benigno da próstata;
-alisquireno, para tratar hipertensão (pressão alta);
-sildenafila, quando usado para tratar hipertensão pulmonar (aumento da pressão sanguínea nas veias do pulmão);
-carbamazepina, para tratar epilepsia;
-colchicina, para tratar gota;
-darifenacina, para tratar incontinência urinária;
-fentanila, um medicamento potente para analgesia;
-vorapaxar, para tratar ataques cardíacos ou derrames;
-salmeterol, para melhorar a respiração;
-simeprevir, para tratar hepatite C;
-tansulosina, para tratar a incontinência urinária masculina;
-vardenafila, para tratar a disfunção erétil;
-Saccharolmyces boulardii, para tratar diarreia;
-Lumacaftor/ivacaftor, usados para tratar Fibrose Cística.
Após o término do tratamento com o itraconazol você deve aguardar pelo menos duas semanas antes de tomar qualquer um destes medicamentos, exceto se o seu médico julgar que a administração é necessária.

Medicamentos que podem requerer uma alteração da dose (ou do itraconazol ou do outro medicamento):
-ciprofloxacino, claritromicina, eritromicina e telitromicina, que são antibióticos;
-delamida, usada para tratar de tuberculose;


-trimetrexato, usado para tratar pneumonia em pacientes com problema no sistema imunológico;
-bosentana, digoxina, nadolol, e certos bloqueadores do canal de cálcio, (incluindo verapamil) que agem no coração ou vasos sanguíneos;
-guanfacina, usado para tratar Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade;
-diltiazem, usado para tratar hipertensão;
-cumarínicos (por exemplo varfarina), cilostazol e dabigatrana, que diminuem a coagulação sanguínea;
-metilprednisolona, budesonida, ciclesonida, fluticasona ou dexametasona, ( medicamentos administrados por via oral, injetável ou inalatória para o tratamento de inflamações, asma e alergias);
-ciclosporina, tacrolimo, tensirolimo, que são medicamentos utilizados geralmente após transplantes de órgãos;
-cobicistate, elvitegravir potencializador, fumarato de tenofovir desoproxila (TDF), maraviroque e inibidores da protease: indinavir, ritonavir, darunavir potencializado, fosamprenavir potencializado com ritonavir, saquinavir, que são usados no tratamento de HIV/AIDS;
-asunaprevir, boceprevir, daclatasvir, vaniprevir potencializado, telaprevir, usado no tratamento da Hepatite C;
-bortezomibe, brentuximabe vedotina, bussulfano, erlotinibe, gefitinibe, idelalisibe, imatinibe, ixabepilona, nintedanibe, panobinostate, ponatinibe, ruxolitinibe, sonidegibe, vandetanibe, utilizados no tratamento do câncer;
-buspirona, perospirona, ramelteona, midazolam IV, alprazolam e brotizolam, usadospara ansiedade ou para dormir (tranquilizantes);
-alfentanila, buprenorfina, oxicodona e sufentanila, que são medicamentos fortes para tratar dor;
-repaglinida e saxagliptina, para tratar diabetes;
-aripiprazol, haloperidol, quetiapina e risperidona, para tratar psicose;
-suvorexanto, zopiclona, para tratar insônia;
-aprepitanto, netupitanto, para tratar a náusea e o vômito durante tratamento de câncer;
-loperamida, para tratar diarreia;
-fesoterodina, imidafenacina, oxibutinina, solifenacina e tolterodina, usados para controlar a bexiga irritada;
-utasteride, usado para tratar aumento benigno da próstata;
-sildenafila, tadalafila, udenafila, para tratar disfunção erétil;
-praziquantel, para tratar fasciolíase e teníase;
-bilastina, ebastina, rupatadina, usados para alergia;
-reboxetina, venlafaxina, para tratar depressão e ansiedade;
-atorvastatina, para redução do colesterol;
-meloxicam, para tratar inflamação e dor de articulações;
-cinacalcete, para tratar a atividade excessiva da paratireoide;
-mozavaptana, para tratar o nível baixo de sódio no sangue;
-alitretinoína (formulação oral), para tratar eczema;
-cabergolina, para tratar doença de Parkinson;
-canabinoides, para tratar náusea e vômito, perda de peso em pacientes com problemas no sistema imunológico e espasmos musculares em pacientes com Esclerose Múltipla;
-eletriptana, para tratamento da enxaqueca;
-telitromicina, para tratar pneumonia;
-ivacaftor, para tratar Fibrose Cística.

Se você sabe que você metaboliza medicamentos que são manuseados/decompostos pela enzima CYP2D6 muito rapidamente, você deve verificar com seu médico se você pode tomar este medicamento, pois pode ser necessário uma mudança de dose:


- eliglustate.
Informe ao seu médico se você estiver tomando qualquer um destes medicamentos.
Deve haver acidez estomacal suficiente para garantir que este medicamento seja apropriadamente absorvido pelo organismo. Desta forma, medicamentos que neutralizam a acidez estomacal (antiácidos) devem ser tomados pelo menos duas horas antes da ingestão do itraconazol ou somente duas horas após a ingestão deste medicamento.
Pela mesma razão, se você toma medicamentos que interrompem a produção estomacal de ácido, você deve tomar o itraconazol junto com refrigerantes não dietéticos à base de cola. Em caso de dúvida consulte seu médico ou farmacêutico.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Você deve conservar este medicamento em temperatura ambiente (entre 15 °C e 30 °C). Proteger da luz e umidade. Nestas condições o prazo de validade é de 24 meses a contar da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Este medicamento apresenta-se na forma de uma cápsula gelatinosa dura, azul e rosa.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso você observe alguma mudança no aspecto do medicamento que ainda esteja no prazo de validade, consulte o médico ou o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Este medicamento deve ser administrado por via oral.
Você deve tomar este medicamento imediatamente após uma refeição. As cápsulas devem ser tomadas inteiras com auxílio de água.

Posologia
Você deve sempre tomar este medicamento imediatamente após uma refeição completa, pois este medicamento atua melhor desta maneira. A dose e a duração do tratamento dependem do tipo de fungo e do local de infecção em seu corpo. Seu médico vai informá-lo exatamente o que fazer.

As seguintes doses são utilizadas com maior frequência:

INDICAÇÃODOSEDURAÇÃO
Dermatomicose

200 mg uma vez ao dia ou 100 mg uma vez ao
dia

7 dias ou 15 dias

Regiões altamente queratinizadas, como
palma das mãos e planta dos pés

200 mg duas vezes ao dia ou 100 mg uma vez ao
dia

7 dias ou 30 dias
Pitiríase versicolor200 mg uma vez ao dia7 dias
Candidíase oral100 mg uma vez ao dia15 dias

Em alguns pacientes imunodeprimidos, por exemplo com neutropenia, portadores do vírus HIV ou transplantados, a biodisponibilidade
oral do itraconazol pode estar diminuída. Portanto, pode ser necessário dobrar as doses.

Ceratite micótica200 mg uma vez ao dia

21 dias – A duração do tratamento deve
ser ajustada de acordo com a resposta
clínica.





Infecções cutâneas: com infecções na pele, as lesões vão desaparecer completamente algumas semanas após o final do tratamento com este medicamento. Isto é típico das lesões causadas por fungos: o medicamento elimina o fungo, mas a lesão somente desaparece com o surgimento de uma pele saudável.

Infecções nas unhas: as lesões de unhas desaparecem após 6 a 9 meses após o final do tratamento com este medicamento, uma vez que o medicamento elimina apenas o fungo. A unha afetada ainda precisa crescer novamente após o fungo ser morto na unha infectada, o que ocorre em alguns meses. Então, não se preocupe se você não observar melhora durante o tratamento: o medicamento permanece agindo em suas unhas por vários meses para matar o fungo. Portanto, você só deve interromper o tratamento conforme instruído por seu médico, mesmo que você não observe nenhuma melhora.
Se você tiver infecções de órgãos internos, pode ser necessário tomar doses altas por um período maior.

Infecções em órgãos internos: doses mais elevadas com este medicamento podem ser necessárias por mais tempo.
Você deve sempre seguir as instruções do seu médico, pois ele pode adaptar o tratamento de acordo com as suas necessidades.

Populações especiais Pediátrico
O uso deste medicamento em pacientes pediátricos não é recomendado, a menos que os benefícios potenciais superem os riscos potenciais.

Idosos
O uso deste medicamento em pacientes idosos deve ser avaliado pelo médico. Em geral, o médico selecionará uma dose adequada para o paciente idoso com base na avaliação de sua função hepática, renal ou cardíaca e com base na presença de outra doença concomitante ou outro tratamento medicamentoso.

Uso em pacientes com insuficiência hepática ou insuficiência renal
Este medicamento deve ser administrado com cautela em pacientes com insuficiência hepática (redução da função do fígado) ou insuficiência renal (redução da função dos rins). Se necessário, o médico deverá ajustar a dose para estes pacientes.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Se você esquecer de tomar seu medicamento, tome a próxima dose normalmente e continue com seu medicamento como recomendado pelo médico. Não tome uma dose dupla.



Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar reações adversas; no entanto estas reações não se manifestam em todas as pessoas. Informe ao seu médico se você notar algumas das seguintes reações adversas durante a utilização deste medicamento.
Os seguintes sintomas podem ocorrer: dor de estômago, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, constipação (prisão de ventre) ou excesso de gás no estômago. Falta de ar, tosse, líquido nos pulmões, alteração da voz, sinusite, inflamação do nariz, infecção do trato respiratório superior, dor de cabeça, distúrbio menstrual, disfunção erétil, tonturas, confusão, tremor, sonolência, fadiga (cansaço), calafrios, fraqueza ou dor muscular, dor nas articulações, dor, dor no peito, inchaço, inchaço generalizado, inflamação do pâncreas, paladar desagradável, febre, transpiração excessiva, perda de cabelo também podem ocorrer. Além disso, também podem ocorrer aumento da frequência cardíaca, aumento da pressão arterial, diminuição da pressão arterial, ou insuficiência cardíaca. Podem ocorrer alterações nos testes laboratoriais, tais como diminuição dos níveis de granulócitos (células de defesa no corpo humano), diminuição dos glóbulos brancos, diminuição das plaquetas, diminuição de magnésio no sangue, diminuição de potássio no sangue, aumento de potássio no sangue, aumento de açúcar no sangue, aumento de creatina fosfoquinase (enzima presente em vários tecidos e tipos de células) no sangue, aumento de enzimas hepáticas (do fígado), aumento de bilirrubina (substância amarelada encontrada na bile) no sangue, aumento de triglicérides (principais gorduras em nosso organismo) no sangue, ou aumento da ureia (substância produzida no fígado, resultante do metabolismo de proteínas e eliminada pela urina) sanguínea. Pode ocorrer hipersensibilidade (alergia) com este medicamento. Podem ser reconhecidas como: comum: erupção cutânea, coceira, urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa coceira), falta de ar ou dificuldade respiratória, e/ou inchaço na face. Incomum: sensibilidade diminuída nos membros, sensação de formigamento nos membros, ou outros problemas com os nervos dos braços ou das pernas. Muito raro: hipersensibilidade (alergia) à luz solar, distúrbio grave da pele (erupção cutânea generalizada com descamação da pele e bolhas na boca, olhos e órgãos genitais ou erupção cutânea com pequenas pústulas ou bolhas).
Você pode ter um ou mais dos seguintes sintomas que podem estar relacionados com insuficiência cardíaca: falta de ar, ganho de peso inesperado, inchaço das pernas, fadiga incomum, ou começar a acordar de madrugada. Podem aparecer um ou mais dos seguintes sintomas que podem estar relacionados com distúrbios hepáticos: falta de apetite, náuseas, vômitos, cansaço, dor abdominal, icterícia (cor amarelada nos olhos e na pele), urina muito escura e fezes esbranquiçadas.


Sua visão pode ficar turva ou você pode ver em duplicidade. Você pode ouvir um zumbido em seus ouvidos. Você pode perder a capacidade de controlar sua urina ou urinar muito mais do que o habitual. Você pode ter perda auditiva temporária ou permanente.
Você deve informar ao seu médico ou farmacêutico se qualquer uma dessas reações adversas se tornar grave, ou se você apresentar qualquer reação adversa não listada nesta bula.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Se você tomar uma grande quantidade do medicamento acidentalmente, deve procurar um médico imediatamente.

Informações ao médico em caso de superdosagem
No caso de ingestão excessiva acidental, devem ser adotadas medidas adequadas de suporte. Se considerado apropriado, pode ser dado carvão ativado. O itraconazol não pode ser removido por hemodiálise. Não há antídoto específico.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Data da bula

21/11/2017

Conecte-se

Feed

Sobre o MedicinaNET

O MedicinaNET é o maior portal médico em português. Reúne recursos indispensáveis e conteúdos de ponta contextualizados à realidade brasileira, sendo a melhor ferramenta de consulta para tomada de decisões rápidas e eficazes.

Medicinanet Informações de Medicina S/A
Av. Jerônimo de Ornelas, 670, Sala 501
Porto Alegre, RS 90.040-340
Cnpj: 11.012.848/0001-57
(51) 3093-3131
info@medicinanet.com.br


MedicinaNET - Todos os direitos reservados.

Termos de Uso do Portal