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Alfaepoetina

Alfaepoetina - Bula do remédio

Alfaepoetina com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Alfaepoetina têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Alfaepoetina devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Laboratório

Blau Farmacêutica S.a.

Apresentação de Alfaepoetina

Embalagens contendo 1, 3, 6, 9 ou 12 seringas preenchidas com solução injetável de Alfaepoetina nas apresentações: 1.000 U.I./0,5 mL; 2.000 U.I./0,5 mL; 4.000 U.I./1 mL; 3.000 U.I./0,3 mL; 4.000 U.I./0,4 mL; 10.000 U.I./1 mL; 20.000 U.I./0,5 mL; 30.000 U.I/0,75 mL ou 40.000 U.I./1 mL.

Embalagens contendo 1, 3, 6, 9 ou 12 seringas preenchidas dotadas de dispositivo de segurança com solução injetável de Alfaepoetina nas apresentações: 1.000 U.I./0,5 mL; 2.000 U.I./0,5 mL; 4.000 U.I./1 mL; 3.000 U.I./0,3 mL; 4.000 U.I./0,4 mL; 10.000 U.I./1 mL; 20.000 U.I./0,5 mL; 30.000 U.I/0,75 mL ou 40.000 U.I./1 mL.

Embalagens contendo 1, 3, 6, 9 ou 12 frascos-ampola com solução injetável de Alfaepoetina nas apresentações: 1.000 U.I./2 mL; 1.000 U.I./1 mL; 2.000 U.I./2 mL; 2.000 U.I./1 mL; 3.000 U.I./2 mL; 4.000 U.I./2 mL; 3.000 U.I./1 mL; 4.000 U.I./1 mL ou 10.000 U.I./1 mL.

Embalagens contendo 1, 3, 6, 9 ou 12 frascos-ampola com Alfaepoetina pó liófilo nas dosagens de 1.000 U.I.; 2.000 U.I.; 3.000 U.I. ou 4.000 U.I.; acompanhados de ampola com diluente de 1 mL.

Embalagens contendo 1, 3, 6, 9 ou 12 ampolas com solução injetável de Alfaepoetina na dosagem de: 1.000 U.I./1 mL; 2.000 U.I./1 mL; 3.000 U.I./1 mL; 4.000 U.I./1 mL; 10.000 U.I./1 mL ou 40.000 U.I./1 mL.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO: INTRAVENOSA OU SUBCUTÂNEA
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO
Pó liófilo
Cada frasco-ampola contém:
Alfaepoetina........................................................1.000; 2.000; 3.000 ou 4.000 U.I.
excipientes*...................................................................................q.s.
*glicina, albumina humana, fosfato de sódio dibásico e fosfato de sódio monobásico.
A solução é preparada no momento de usar pela adição de uma ampola de diluente (1 mL de água para injetáveis).

Solução injetável
Frasco-ampola
Cada mL contém:
Alfaepoetina..............................500; 1.000; 1.500; 2.000; 3.000; 4.000 ou 10.000 U.I.
excipientes *..........................................q.s.p...................1 mL
*albumina humana, cloreto de sódio, citrato de sódio, ácido cítrico e água para injetáveis.

Ampola
Cada mL contém:
Alfaepoetina....................................1.000; 2.000; 3.000; 4.000; 10.000 ou 40.000 U.I.
excipientes *..................................................................q.s.p...............1 mL
*albumina humana, cloreto de sódio, citrato de sódio, ácido cítrico e água para injetáveis.

Seringa preenchida
Cada seringa preenchida contém:
Alfaepoetina...........................................1.000 U.I./0,5 mL; 2.000 U.I./0,5 mL; 4.000
U.I./1 mL; 3.000 U.I./0,3 mL; 4.000 U.I./0,4 mL; 10.000 U.I./1 mL; 20.000 U.I./0,5 mL; 30.000 U.I/0,75 mL ou 40.000 U.I./1 mL
excipientes *....................................................q.s.p......................1 mL
*albumina humana, cloreto de sódio, citrato de sódio, ácido cítrico e água para injetáveis.

Alfaepoetina - Indicações

A Alfaepoetina injetável (rHu EPO) é utilizada como estimulante da eritropoiese, sendo portanto um produto antianêmico indicada para tratamento de anemia em pacientes com insuficiência renal e que se submetem ao regime de diálise. Também é indicada no tratamento de anemia associada ao câncer e utilização de quimioterápicos (nefrotóxicos ou mielossupressor), anemia em pacientes HIV-positivosubmetidos ao AZT, em procedimentos pré e perioperatórios, em doenças crônico-degenerativas (artrite-reumatoide).

Contra-indicações de Alfaepoetina

Este medicamento não deve ser administrado em casos conhecidos de hipersensibilidade à Alfaepoetina, albumina sérica humana ou produtos derivados de células de mamíferos.

Alfaepoetina é contraindicada na faixa etária inferior a 18 anos.

Advertências

Advertências
Se houver desenvolvimento de hipertensão arterial deve-se excluir a sobrecarga de fluidos e deve-se receitar drogas anti–hipertensivas, de preferência vasodilatadores periféricos, antes da redução do "peso seco", já que esta poderá dar lugar a uma elevação do hematócrito e da viscosidade. Se ocorrer encefalopatias devido à hipertensão arterial aguda (com ou sem convulsões), deve ser realizado um tratamento anti-hipertensivo agressivo e o tratamento com a Alfaepoetina deverá ser interrompido. Logo após controlada a hipertensão, se recomendado o tratamento com Alfaepoetina, a sua administração somente deverá ser restabelecida com baixas doses(15-20 U.I./Kg, três vezes por semana) e sob controle médico e monitoração rigorosa da hemoglobina e da pressão sanguínea. Se a hipertensão arterial permanecer sob controle, o tratamento poderá continuar até que a hemoglobina atinja valores de 10-12 g/dL.
Não foram observados efeitos sobre a capacidade de condução e utilização de máquinas.

Precauções
Em pacientes com hipertensão arterial incontrolável, com enfermidade isquêmica e/ou antecedentes de convulsões e perda da memória, este medicamento deverá ser administrado com extremo cuidado, e somente com monitoração clínica rigorosa, incluindo evidência de aumento de hipertensão.
Durante o tratamento com Alfaepoetina, deve ser controlada a pressão arterial, os eletrólitos do sangue, as plaquetas e a hemoglobina. O número de plaquetas pode aumentar moderadamente durante o tratamento inicial. Se a pressão arterial começar a aumentar, eventualmente acompanhada de dor de cabeça, deve-se realizar um tratamento agressivo anti-hipertensivo.
Os pacientes com dificuldade para controlar a pressão arterial devem ser tratados clinicamente até que adquira um adequado controle da pressão sanguínea.
Durante o tratamento com este medicamento, a hemoglobina deve ser controlada, ao menos 1-2 vezes por semana, até que atinja um nível estável de 10-12 g/dL. Uma vez que a hemoglobina se estabilize a um valor desejado, deve ser controlada semanalmente. Durante o tratamento da anemia, pode ocorrer aumento do apetite associado a um aumento do potássio. Se durante a diálise se observar a hipercalemia, deve-se ajustar a dieta e o regime de diálise. Se houver aumento da viscosidade sanguínea devido a um aumento da massa circulante de glóbulos vermelhos, pode ser requerido um acréscimo na demanda de heparina, durante as sessões de diálise.

Uso para pessoas de mais de 65 anos de idade
Não existem estudos clínicos, em quantidade suficiente, para se estabelecer a segurança e a eficácia da Alfaepoetina em idosos.

Crianças
Não existem estudos clínicos, em quantidade suficiente, para se estabelecer a segurança e eficácia de Alfaepoetina em crianças.

Gravidez e lactação
Durante a gestação e lactação, este medicamento deverá ser administrado somente em casos de extrema necessidade. Não se tem conhecimento dos efeitos da administração de Alfaepoetina, durante este período, sobre o feto ou recém-nascido, ou sobre a capacidade reprodutiva.
Categoria de risco na gravidez: C
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Este medicamento pode causar doping.

Interações medicamentosas de Alfaepoetina

As interações medicamentosas a seguir foram selecionadas em vista do seu potencial clínico (não ocorrem necessariamente). Nota: Combinações, contendo algum desses medicamentos, podem interagir com a Alfaepoetina.

Agentes anti-hipertensivos
A Alfaepoetina aumenta a pressão sanguínea, possivelmente a níveis de hipertensão arterial, especialmente quando o hematócrito aumenta rapidamente, sendo aconselhável a administração de uma terapia anti-hipertensiva mais intensiva (aumento na dose, administração adicional e/ou medicamentos mais potentes), para um controle da pressão sanguínea.


Androgênios
Uma vez que os androgênios aumentam a sensibilidade dos progenitores de hemácias para a Alfaepoetina endógena e possivelmente estimulam a secreção de Alfaepoetina residual endógena, estas drogas foram utilizadas como um auxílio para a terapia de Alfaepoetina em alguns pacientes para diminuir a quantidade total de Alfaepoetina necessária para a melhora da anemia. A administração intramuscular semanal de 100 mg de decanoato de nandrolona, em um número limitado de homens com falência renal crônica, proporcionou uma resposta aumentada com baixas doses de Alfaepoetina (isto é, um total de 2.000 U.I. intravenosa, 3 vezes por semana), melhorando a resposta de hematócrito de 27,5%, nos pacientes em terapia de baixa dose isolada para 33%, em pacientes tratados concomitantemente. A terapia androgênica isolada é reconhecidamente associada a efeitos adversos substanciais, e estudos controlados são necessários para estabelecer os riscos e benefícios da terapia combinada de androgênios e Alfaepoetina.

Desmopressina
A terapia combinada de Alfaepoetina e desmopressina resultou em um efeito cumulativo na redução do tempo de sangramento, induzido pela uremia e epistaxia, em pacientes no estágio final da doença renal. O tempo de sangramento diminuiu de 45 minutos para 22, 19 ou 14 minutos, quando o paciente foi tratado com a Alfaepoetina, estrógenos conjugados ou desmopressina, respectivamente. Quando a Alfaepoetina e a desmopressina foram usadas simultaneamente, o tempo de sangramento diminuiu para 10 minutos.

Outras drogas
A probenecida mostrou inibir a secreção tubular renal de Alfaepoetina endógena em animais. A importância dessa inibição em humanos não é conhecida. Mas a possibilidade de tal interação deve ser considerada quando a Alfaepoetina e a probenecida são administradas concomitantemente.

Heparina
Um aumento na dose de heparina pode ser requerido em pacientes que recebem hemodiálise, porque a Alfaepoetina aumenta o volume celular sanguíneo, que pode levar à coagulação no dialisador e/ou acesso vascular.

Suplementos de ferro
Alguns pacientes necessitam de suplementação de ferro, por via oral ou endovenosa, de acordo com seu quadro clínico.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Alfaepoetina

As frequências das reações adversas foram definidas como:
Reação muito comum (=>1/10);
Reação comum (=>1/100 <1/10);
Reação incomum (=>1/1.000, <1/100);
Reação rara (=>1/10.000, <1/1.000);
Reação muito rara (<1/10.000).

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência, conforme tabela abaixo:

Classe de sistema de órgãoFrequênciaReação adversa
Doenças do sangue e sistema linfáticoReação incomumTrombocitemia (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaAplasia eritróide pura (AEP) mediada por anticorpos1, trombocitemia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Doenças do sistema imuneFrequência desconhecidaReações anafiláticas devida a ingestão da Alfaepoetina, hipersensibilidade devida a ingestão da Alfaepoetina
Doenças do sistema nervosoReação muito comumCefaleia (pacientes oncológicos)
Reação comumConvulsões, cefaleia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Reação incomumHemorragia cerebral2, convulsões (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaAcidentes vasculares cerebrais, encefalopatia hipertensiva, acidentes isquêmicos transitórios
Alterações ocularesFrequência desconhecidaTromboses da retina
VasculopatiasReação comumTrombose venosa profunda2 (pacientes oncológicos), hipertensão arterial
Frequência desconhecidaTrombose venosa profunda2 (pacientes com insuficiência renal crônica), tromboses arteriais, crises hipertensivas
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastinoReação comumEmbolia pulmonar2 (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaembolia pulmonar2 (pacientes com insuficiência renal crônica)
Doenças gastrintestinaisReação muito comumNáuseas
Reação comumDiarreia (pacientes oncológicos), vômito
Reação incomumDiarreia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Alterações dos tecidos cutâneo e subcutâneoReação comumErupção cutânea devida a ingestão da Alfaepoetina
Frequência desconhecidaEdema angioneurótico, urticária devida a ingestão da Alfaepoetina
Alterações musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos e alterações nos ossosReação muito comumArtralgia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Reação comumArtralgia (pacientes oncológicos)
Reação incomumMialgia (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaMialgia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Alterações congênitas, familiares e genéticasFrequência desconhecidaPorfiria
Perturbações gerais e alterações no local de administraçãoReação muito comumFebre (pacientes oncológicos), sintomas de tipo gripal (pacientes com insuficiência renal crônica)
Reação comumSintomas de tipo gripal (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaMedicamento sem eficácia, edema periférico, febre (pacientes com insuficiência renal crônica), reação no local da injeção devida a ingestão da Alfaepoetina
Exames complementares de diagnósticoFrequência desconhecidaAplasia eritróide pura (AEP) mediada por anticorpos positiva
Complicações de intervenções relacionadas com lesões e intoxicaçõesReação comumTrombose do “shunt”, incluindo equipamento de diálise (pacientes com insuficiência renal crônica)

 



1 As frequências não puderam ser calculadas a partir de ensaios clínicos. 2 Incluindo casos com resultado fatal.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária - NOTIVISA, disponível em www.anvisa.gov.br/hotsite/notivisa/index.htm, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Alfaepoetina - Posologia

Dose inicial
A dose inicial recomendada é de 25-50 U.I./Kg, três vezes por semana, por via intravenosa ou subcutânea, com a recomendação de se iniciar o tratamento com a dose menor desta faixa. A dose e a frequência devem ser ajustadas de acordo com a resposta do paciente. A hemoglobina deve ser analisada, no mínimo, 1-2 vezes por semana, até que se atinja um valor estável de 10-12 g/dL e se estabeleça uma dose de manutenção para "Tratamento prolongado". Quando se usa em pacientes sob esquema de diálise, deve-se administrar depois de realizada a sessão de diálise.
Os níveis de ferro devem ser analisados antes e durante o tratamento. Em caso de deficiência de ferro pode-se administrar ferro por via oral ou intravenosa. As reservas de ferro podem abaixar de forma rápida ao iniciar o tratamento e normalmente, o nível de ferro-ferritina deve ser mantido por volta de 100 ng/mL, antes e durante o tratamento.
Se a taxa de hemoglobina do paciente aumentar muito rapidamente (por volta de 2 g/dL por semana), o tratamento com Alfaepoetina deve ser reduzido ou suspenso e reiniciado com doses menores, quando restabelecidos os níveis desejados.
Antes de iniciar o tratamento, devem ser descartadas outras causas de anemia (deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, intoxicação com alumínio, deficiência de ferro, infecções, etc), caso contrário, a eficiência da Alfaepoetina não pode ser garantida. Para o tratamento inicial, quando for necessária, a dose deverá ser aumentada de 15-25 U.I./Kg, três vezes por semana, depois de duas semanas do início do tratamento, a 40-55 U.I./Kg três vezes por semana, e, se necessário, aumentar, chegando a 60-75 U.I./Kg, três vezes por semana, até atingir um nível ótimo de hemoglobina de 10-12 g/dL (hematócrito 30-35%).
O limite máximo da dose deste medicamento, de 225 U.I./Kg por semana, não deve nunca ser ultrapassado sem serem analisados previamente outros fatores que possam contribuir para a falta de resposta da eritropoiese. Os pacientes com medula óssea funcional, reservas de ferro e isentos de infecções, normalmente respondem ao tratamento com 50 U.I./Kg (ou menos), três vezes por semana, e chegam aos níveis esperados em 3-6 semanas.


Tratamento prolongado
Recomenda-se uma dose média de manutenção de 60-100 U.I./Kg por semana, dividida em 2 a 3 doses.
Uma vez que a dose de manutenção for estabelecida, o hematócrito/hemoglobina deve ser analisado semanalmente. Se a resposta hematológica indica a necessidade de uma dose de manutenção que exceda a 100-125 U.I./Kg por semana, deve-se analisar detalhadamente o nível de ferro, perda de sangue, condições inflamatórias, infecções, excesso de alumínio e outras causas de hipoplasia de medula óssea e então somente assim a dose de Alfaepoetina poderá ser aumentada em níveis escalonares de 15-25 U.I./Kg por dose, durante um período de 3-4 semanas, sob a supervisão de um médico. Não se recomenda exceder 200 U.I./Kg, três vezes por semana. Em pacientes com reservas baixas de ferro, ou com infecções, ou com intoxicação por alumínio, o efeito da Alfaepoetina pode ser retardado ou reduzido.

Programa de pré-doação de sangue autólogo em pacientes adultos a serem submetidos à cirurgia.
Todas as contraindicações, precauções e advertências associadas ao programa de doação sanguínea autóloga devem ser respeitadas. A Alfaepoetina deve ser administrada duas vezes por semana, durante 3 semanas antes da cirurgia, se o intervalo de tempo entre a doação e a cirurgia permitir. A cada visita do paciente, uma unidade de sangue é coletada e armazenada para a transfusão autóloga, caso o paciente possua taxa de hematócrito e/ou de hemoglobina aceitáveis (≥ 33% e ≥ 11 g/dL, respectivamente).
Recomenda-se a posologia de 600 U.I./Kg por via intravenosa, 2 vezes por semana.
Nos pacientes que necessitam de menor grau de estimulação, a posologia de 150-300 U.I./Kg, 2 vezes por semana, mostrou-se útil em aumentar os níveis de pré-doação autóloga e em reduzir a subsequente redução do hematócrito.
O estado férrico deve ser avaliado para todos os pacientes antes do tratamento com Alfaepoetina. A deficiência de ferro, se presente, deve ser corrigida antes do paciente ser arrolado no programa de doação autóloga. Em pacientes anêmicos, a causa da anemia deve ser explorada antes do início da terapia com Alfaepoetina. A suplementação adequada com ferro (por exemplo, pelo menos 200 mg de ferro elementar via oral diariamente) deve ser iniciada assim que possível e deve ser continuada ao longo de toda terapia.

Pacientes pericirúrgicos (sem doação de sangue autólogo)
Deve ser usada a via subcutânea de administração. Todos os pacientes tratados com Alfaepoetina devem receber uma adequada suplementação de ferro (por exemplo, 200 mg/dia de ferro elementar, por via oral), durante todo o tempo de tratamento com Alfaepoetina.
A dose recomendada é de 600 U.I./Kg de Alfaepoetina, por semana, durante três semanas (dias -21, -14 e -7) antes da cirurgia e no dia da cirurgia. Nos casos em que há necessidade de se encurtar o tempo de preparação para a cirurgia para menos de três semanas, a dose de 300 U.I./Kg deve ser administrada diariamente durante dez dias consecutivos, antes da cirurgia, no dia da cirurgia e nos quatro dias imediatamente posteriores à mesma.
Se possível, a suplementação férrica deve ser iniciada antes do tratamento com Alfaepoetina para atingir estoques adequados de ferro.

Superdosagem

A dose máxima que pode ser administrada em dose única ou doses múltiplas não foi determinada. Doses maiores que 1.500 U.I./Kg por três ou quatro semanas foi administrada sem ser observado efeito tóxico direto. A terapia com Alfaepoetina pode resultar em policitemia se o hematócrito não for cuidadosamente monitorado e a dose apropriadamente ajustada. Se o valor do hematócrito exceder os níveis esperados, o tratamento com Alfaepoetina poderá ser interrompido temporariamente até que os níveis do hematócrito retornem aos valores planejados; a terapia poderá ser mantida utilizando-se baixas doses. Uma flebotomia poderá ser indicada na presença de níveis extremamente elevados de hemoglobina e/ou de hematócrito.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Características farmacológicas

A Alfaepoetina injetável é uma solução estéril e apirogênica, altamente purificada. O gene de Alfaepoetina (rHu EPO) encontra-se na cadeia longa do cromossomo 7. Possui 5 éxons e 4 introns.
O gene codifica um polipeptídeo de 193 aminoácidos. Os primeiros 27 aminoácidos constituem o peptídeo sinalizador e são clivados na célula previamente à sua secreção.
A codificação da EPO está cercada pelas sequências reconhecidas pela enzima de restrição APA I, que, por sua vez, necessita das sequências internas da APA I. Portanto, o tratamento de um fragmento do gene de EPO com esta enzima libera um único fragmento que contém a totalidade da sequência codificante.
Em 1984, POWEL et al. construíram um vetor de expressão inserindo o fragmento APA I frente a um promotor forte de eucariontes, obtendo-se linhagens estáveis produtoras de grandes quantidades de EPO. Esta EPO é imunológica e biologicamente indistinguível da EPO humana endógena e é estruturalmente similar. Foi caracterizada química e biologicamente como Alfaepoetina, apresentando ligeiras diferenças de comportamento com outras versões de EPO tais como a epoetina ômega e a epoetina beta. A produção deste princípio ativo realiza-se por fermentação de células desta linha em bioreatores. É purificada por métodos sucessivos de cromatografia em coluna, a partir de sobrenadantes do meio de cultura isentos de soro e antibióticos.

Farmacologia
A Alfaepoetina injetável (rHu EPO) é utilizada como estimulante da eritropoiese, sendo portanto um produto antianêmico.

Toxicologia Toxicidade aguda
Foram administrados três níveis de doses em ratos e cachorros: dose máxima (25.000 U.I./Kg), dose média (10.000 U.I./Kg) e dose mínima (4.000 U.I./Kg). A administração foi realizada em um único dia, dose única, ficou-se em observação por 7 dias. A DL50 estimada não é menor que 25.000 U.I./Kg tanto em ratos como em cachorros.

Toxicidade crônica
As maiores mudanças observadas no teste de toxicidade crônica são a hiperplasia eritróide e megacariocítica de baço e medula óssea devido à excessiva ação farmacológica. Um efeito adverso secundário de desordem hemocinética é devido ao aumento de hemácias, congestão e trombogênese em coração e rim, e cardiomiopatia e infarto do rim foram observados. Concluiu-se que 10 U.I./Kg/dia era NOAEL (no observed adverse effect level – sem efeito adverso observado) em machos e NOEL (no observed effective level- nível de efeito não observado) em fêmeas. Nenhuma morte foi observada em 60 U.I./Kg/dia e 60 U.I./Kg/dia foi considerado ser a dose máxima tolerada (MTD).

Farmacocinética
Absorção
O pico na concentração plasmática de EPO foi alcançado em 600-720 minutos após administração subcutânea e a concentração declinou exponencialmente após o pico. A biodisponibilidade é de 43,1%.

Distribuição
A quantidade de EPO em todos os órgãos testados foi menor que no plasma com exceção na bile, indicando que a afinidade da EPO pelos tecidos é muito baixa.

Metabolismo
A concentração de EPO excretada pela urina em 24 horas foi de 13,6%, 12,5% e 19,4%, nas doses de 1.000, 5.000 e 10.000 U.I./Kg, respectivamente.

Eliminação
A quantidade de EPO excretada na urina por 24 horas foi de 318 ± 225, 1.500 ± 866, e 4.590 ± 4.600 U.I. nas doses de 1.000, 5.000 e 10.000 U.I./Kg, respectivamente.

Resultados de eficácia

As porcentagens de eficácia satisfatória são acentuadamente superiores às porcentagens de eficácia não-satisfatória ou parcialmente-satisfatória aos 60 dias, sendo muito semelhantes nos três produtos, Eprex , Eritromax e Alfaepoetina, quando a medida é baseada nos níveis de hemoglobina e em hematócrito. Os testes de associação entre tratamentos e eficiência indicam que não existem diferenças nas proporções de eficiência satisfatória nos 3 tratamentos.

Modo de usar

Tanto as apresentações em frasco-ampola com solução injetável como as em seringa preenchida são administradas pela via subcutânea ou pela via intravenosa. Qualquer solução remanescente deverá ser descartada.
Siga as instruções abaixo para obter a solução reconstituída:
1)Deixar o medicamento fora da geladeira por 15 minutos antes de utilizá-lo. Respeitar as regras de higiene habituais.
2)Retirar o lacre de plástico do frasco-ampola do liofilizado.
3)Fazer a limpeza da superfície da tampa com algodão umedecido com álcool.
4)Abrir a ampola de diluente, cuidado para não tocar na extremidade aberta da ampola.
5)Com auxílio de uma seringa retirar a água da ampola do diluente.
6)Perfurar a parte central da tampa do frasco-ampola do liofilizado e injetar o diluente vagarosamente.
7)Agitando suavemente, aguardar a completa dissolução do liofilizado. O produto reconstituído deve resultar numa solução incolor e transparente
8) Retirar, com o auxílio da seringa, a solução reconstituída e aplicar a injeção. No caso da solução pronta para o uso, seguir as instruções 1, 2, 3 e 8 acima descritas.

Armazenagem

Conservar sob refrigeração entre 2°C e 8°C. Não congelar. Qualquer solução remanescente deverá ser descartada.

Prazo de validade
O produto possui prazo de validade de 18 meses ou 24 meses (de acordo com o descrito na tabela abaixo) a partir da data de fabricação, se conservado em geladeira. Não usar a Alfaepoetina após a data de vencimento indicada no rótulo.
ValidadeSolução injetável em Frasco-ampolaSolução injetável em Seringa PreenchidaSolução injetável em AmpolaPó liófilo em Frasco-ampola
18 meses500 U.I./mL2.000 U.I./mL

1.000 U.I./mL
2.000 U.I./mL
3.000 U.I./mL
4.000 U.I./mL
10.000 U.I./mL
40.000 U.I./mL

1.000 U.I.
2.000 U.I.
3.000 U.I.
4.000 U.I.

24 meses

1.000 U.I./mL
1.500 U.I./mL
2.000 U.I./mL
3.000 U.I./mL
4.000 U.I./mL
10.000 U.I./mL

4.000 U.I./mL
10.000 U.I./mL
40.000 U.I./mL

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Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas

Pó liófilo
Pó branco injetável liofilizado.

Solução injetável
Solução injetável límpida, incolor e praticamente livre de partículas visíveis.
Tanto a solução reconstituída como a solução injetável pronta para o uso, deverão ser transparentes e não devem ser observadas partículas estranhas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Dizeres legais

Farm. Resp.: Eliza Yukie Saito – CRF-SP n° 10.878
Reg. MS nº 1.1637.0059

Fabricado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0005-93
Rodovia Raposo Tavares km 30,5 nº 2833 – Prédio 200
CEP 06705-030 - Cotia – SP
Indústria Brasileira

Registrado por:
Blau Farmacêutica S.A.
CNPJ 58.430.828/0001-60
Rodovia Raposo Tavares
Km 30,5 n° 2833 - Prédio 100
CEP 06705-030 – Cotia – SP
Indústria Brasileira
www.blau.com.br
Venda sob prescrição médica.

Alfaepoetina - Bula para o Paciente

1. PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?
A Alfaepoetina injetável (rHu EPO) esta destinada para o tratamento de anemia em pacientes com insuficiência renal e que se submetem ao regime de diálise.
Também é destinada para o tratamento de anemia associado ao câncer e utilização de quimioterápicos, anemia em portador de AIDS submetido ao AZT, em procedimentos pré e perioperatórios, em doençascrônico-degenerativas (artrite-reumatoide).

2. COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?
A Alfaepoetina injetável (rHu EPO) é utilizada como estimulante para a formação de glóbulos vermelhos, sendo portanto um produto que combate a anemia.

3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
A Alfaepoetina é contraindicada nos casos conhecidos de hipersensibilidade à Alfaepoetina, a albumina sérica humana ou a produtos derivados de células de mamíferos.
Alfaepoetina é contraindicada na faixa etária inferior a 18 anos.

4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Advertências
Se houver desenvolvimento de pressão alta o seu médico deverá realizar o tratamento adequado, incluindo receitar drogas anti-hipertensivas. Se ocorrer problemas no cérebro devido à pressão alta (com ou sem convulsões), deve ser realizado um tratamento adequado agressivo e o tratamento com a Alfaepoetina deverá ser interrompido. Logo após controlada a pressão alta, se recomendado o tratamento com Alfaepoetina, a sua administração somente deverá ser restabelecida com baixas doses (15-20 U.I./Kg, três vezes por semana) e sob controle médico e monitoração rigorosa da hemoglobina e da pressão sanguínea. Se a pressão alta permanecer sob controle, o tratamento poderá continuar até que a hemoglobina atinja valores de 10-12 g/dL.
Não foram observados efeitos sobre a capacidade de condução de veículos e utilização de máquinas.

Precauções
Em pacientes com pressão alta incontrolável, com problemas de anemia local devido a alguma obstrução mecânica (isquemia) e/ou antecedentes de convulsões e perda da memória, este medicamento deverá ser administrado com extremo cuidado, e somente com monitoração clínica rigorosa, incluindo evidência de aumento da pressão arterial. Durante o tratamento com Alfaepoetina, deve ser controlada a pressão arterial, os eletrólitos do sangue, as plaquetas e a hemoglobina. O número de plaquetas no sangue pode aumentar moderadamente durante o tratamento inicial. Se a pressão arterial começar a aumentar, eventualmente acompanhada de dor de cabeça, deve-se realizar um tratamento agressivo para combater a pressão alta.
Os pacientes com dificuldade para controlar a pressão arterial devem ser tratados clinicamente até que adquira um adequado controle da pressão sanguínea.
Durante o tratamento com este medicamento, a hemoglobina deve ser controlada, ao menos 1-2 vezes por semana, até que atinja um nível estável de 10-12 g/dL. Uma vez que a hemoglobina se estabilize a um valor desejado, deve ser controlada semanalmente. Durante o tratamento da anemia, pode ocorrer aumento do apetite associado a um aumento do potássio. Se durante a diálise se observar um aumento anormal de potássio circulante no sangue, deve-se ajustar a dieta e o regime de diálise. Se houver aumento da viscosidade sanguínea devido a um aumento da massa circulante de glóbulos vermelhos, pode ser requerido um acréscimo na demanda de heparina, durante as sessões de diálise.

Uso para pessoas de mais de 65 anos de idade
Não há experiência clínica suficiente para que se estabeleça a segurança e a eficácia da Alfaepoetina em idosos.

Crianças
Não há experiência clínica suficiente para que se estabeleça a segurança e a eficácia da Alfaepoetina em crianças.

Gravidez e lactação
Durante a gestação e lactação, este medicamento deverá ser administrado somente em casos de extrema necessidade. Não se tem conhecimento dos efeitos da administração de Alfaepoetina, durante este período, sobre o feto ou recém- nascido, ou sobre a capacidade reprodutiva.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.

Interações medicamentosas
As interações medicamentosas a seguir foram selecionadas em vista do seu potencial clínico (não ocorrem necessariamente).
Nota: Combinações, contendo algum desses medicamentos, podem interagir com a Alfaepoetina.

Agentes que tratam a pressão alta
A Alfaepoetina aumenta a pressão sanguínea, possivelmente a níveis de pressão alta, especialmente quando ocorre um aumento rápido do volume de células sanguíneas, sendo aconselhável administração de uma terapia anti- hipertensiva mais intensiva (aumento na dose, administração adicional e/ou medicamentos mais potentes) para um controle da pressão sanguínea.

Androgênios
Uma vez que os androgênios aumentam a sensibilidade dos progenitores de hemácias para a Alfaepoetina endógena e possivelmente estimulam a secreção de Alfaepoetina residual endógena, estas drogas foram utilizadas como um auxílio para a terapia de Alfaepoetina em alguns pacientes para diminuir a quantidade total de Alfaepoetina necessária para a melhora da anemia. A administração intramuscular semanal de 100 mg de decanoato de nandrolona, em um número limitado de homens com falência renal crônica, proporcionou uma resposta aumentada com baixas doses de Alfaepoetina (isto é, um total de 2.000 U.I. intravenosa, 3 vezes por semana), melhorando a resposta de hematócrito de 27,5%, nos pacientes em terapia de baixa dose isolada para 33%, em pacientes tratados concomitantemente. A terapia androgênica isolada é reconhecidamente associada a efeitos adversos substanciais, e estudos controlados são necessários para estabelecer os riscos e benefícios da terapia combinada de androgênios e Alfaepoetina.

Desmopressina
A terapia combinada de Alfaepoetina e desmopressina resultou em um efeito cumulativo na redução do tempo de sangramento, induzido pela uremia e epistaxia, em pacientes no estágio final da doença renal. O tempo de sangramento diminuiu de 45 minutos para 22, 19 ou 14 minutos, quando o paciente foi tratado com a Alfaepoetina, estrógenos conjugados ou desmopressina, respectivamente. Quando a Alfaepoetina e a desmopressina foram usadas simultaneamente, o tempo de sangramento diminuiu para 10 minutos.

Outras drogas
A probenecida mostrou inibir a secreção tubular renal de Alfaepoetina endógena em animais. A importância dessa inibição em humanos não é conhecida. Mas a possibilidade de tal interação deve ser considerada quando a Alfaepoetina e a probenecida são administradas concomitantemente.

Heparina
Um aumento na dose de heparina pode ser requerido em pacientes que recebem hemodiálise, porque a Alfaepoetina aumenta o volume celular sanguíneo, que pode levar à coagulação no dialisador e/ou acesso vascular.

Suplementos de ferro
Pode ser prescrita, para alguns pacientes, a suplementação de ferro por via oral ou intravenosa, de acordo com suas condições clínicas.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde. Este medicamento pode causar doping.

5. ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?
Conservar sob refrigeração entre 2°C e 8°C. Não congelar.
O prazo de validade está indicado na embalagem do produto, deve ser conservado em geladeira. Não usar a Alfaepoetina após a data de vencimento indicada na embalagem. Qualquer solução remanescente deverá ser descartada.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento
Pó liófilo
Pó branco injetável liofilizado.

Solução injetável
Solução injetável límpida, incolor e praticamente livre de partículas visíveis.
Tanto a solução reconstituída como a solução injetável pronta para o uso, deverão ser transparentes e não devem ser observadas partículas estranhas.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

6. COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?
Como usar
A injeção deve ser aplicada por via intravenosa ou por via subcutânea. Não se devem repetir injeções no mesmo local.
Siga as instruções abaixo para obter a solução reconstituída:
1)Deixar o medicamento fora da geladeira por 15 minutos antes de utilizá-lo. Respeitar as regras de higiene habituais.
2)Retirar o lacre de plástico do frasco-ampola do liofilizado
3)Fazer a limpeza da superfície da tampa com algodão umedecido com álcool.
4)Abrir a ampola de diluente, cuidado para não tocar na extremidade aberta da ampola.
5)Com auxílio de uma seringa retirar a água da ampola do diluente.
6)Perfurar a parte central da tampa do frasco-ampola do liofilizado e injetar o diluente vagarosamente.
7)Agitando suavemente, aguardar a completa dissolução do liofilizado. O produto reconstituído deve resultar numa solução incolor e transparente.
8)Retirar, com o auxílio da seringa, a solução reconstituída e aplicar a injeção.
No caso da solução pronta para o uso, seguir as instruções 1, 2, 3 e 8 acima descritas.

Posologia
Dose inicial
A dose inicial recomendada é de 25-50 U.I./Kg três vezes por semana, por via intravenosa ou subcutânea, com a recomendação de se iniciar o tratamento com a dose menor desta faixa. A dose e a frequência devem ser ajustadas de acordo com a resposta do paciente. A hemoglobina deve ser analisada, no mínimo, 1-2 vezes por semana até que se atinja um valor estável de 10-12 g/dL e se estabeleça uma dose de manutenção para "Tratamento prolongado". Quando se usa em pacientes sob esquema de diálise, deve-se administrar depois de realizada a sessão de diálise.
Os níveis de ferro devem ser analisados antes e durante o tratamento. Em caso de deficiência de ferro pode-se administrar ferro por via oral ou intravenosa. As reservas de ferro podem abaixar de forma rápida ao iniciar o tratamento e normalmente, o nível de ferro-ferritina deve ser mantido por volta de 100 ng/mL, antes e durante o tratamento.
Se a taxa de hemoglobina do paciente aumentar muito rapidamente (por volta de 2g/dL por semana), o tratamento com Alfaepoetina deve ser reduzido ou suspenso e reiniciado com doses menores, quando restabelecidos os níveis desejados.
Antes de iniciar o tratamento, devem ser descartadas outras causas de anemia (deficiência de vitamina B12 ou ácido fólico, intoxicação com alumínio, deficiência de ferro, infecções, etc), caso contrário, a eficiência da Alfaepoetina não pode ser garantida. Para o tratamento inicial, quando for necessário, a dose deverá ser aumentada de 15-25 U.I./Kg, três vezes por semana, depois de duas semanas do início do tratamento, a 40-55 U.I./Kg três vezes por semana, e, se necessário, aumentar a dose chegando a 60-75 U.I. /Kg, três vezes por semana, até atingir um nível ótimo de hemoglobina de 10-12 g/dL (hematócrito 30-35%).

O limite máximo da dose deste medicamento, de 225 U.I./Kg por semana, não deve nunca ser ultrapassado sem serem analisados previamente outros fatores que possam contribuir para a falta de resposta da eritropoiese. Os pacientes com medula óssea funcional, reservas de ferro e isentos de infecções, normalmente respondem ao tratamento com 50 U.I./Kg (ou menos), três vezes por semana, e chegam aos níveis esperados em 3-6 semanas.

Tratamento prolongado
Recomenda-se uma dose média de manutenção de 60-100 U.I./Kg por semana, dividida em 2 a 3 doses. Uma vez que a dose para o tratamento for estabelecida, o hematócrito/hemoglobina deve ser analisado semanalmente. Se a resposta hematológica indica a necessidade de uma dose de tratamento que exceda a 100-125U.I./Kg por semana, deve-se analisar detalhadamente o nível de ferro, perda de sangue, condições inflamatórias, infecções, excesso de alumínio e outras causas de diminuição / destruição das células (hipoplasia) da medula óssea e então somente assim a dose de Alfaepoetina poderá ser aumentada em níveis gradativos de 15-25 U.I./Kg por dose, durante um período de 3-4 semanas, sob a supervisão de um médico. Não se recomenda exceder 200 U.I./Kg, três vezes por semana. Em pacientes com estoque reduzido de ferro, ou com infecções, ou com intoxicação por alumínio, o efeito da Alfaepoetina pode ser retardado ou reduzido.

Pacientes que foram tratados com outras EPOs
Os pacientes que tenham recebido tratamento com outras Alfaepoetinas recombinantes deverão iniciar o tratamento com este produto seguindo o protocolo de "Tratamento prolongado". Deve ser estabelecida a dose-resposta do paciente controlando a hemoglobina 1-2 vezes por semana. Deve-se ter o cuidado de não administrar este medicamento com doses mais altas que as utilizadas para outras rHu EPOs, já que este produto pode ter uma maior potência ou dose-resposta. Iniciar o tratamento com doses de 50-75 U.I./Kg por semana, divididas em 2 ou 3 doses. Estas doses não devem ser aumentadas durante as primeiras semanas. Logo, deve-se seguir as recomendações do "Tratamento prolongado". Em pacientes intoxicados com alumínio, com infecções ou com reservas baixas de ferro, o efeito da Alfaepoetina pode ser retardado ou decrescer.
Com a suspensão do tratamento, pode-se esperar que a hemoglobina diminua aproximadamente 0,5g/dL por semana.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

7. O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?
Nunca tome duas doses ao mesmo tempo. Caso você esqueça de administrar uma dose, esta deverá ser administrada assim que possível, respeitando e seguindo, o intervalo determinado pelo seu médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
As frequências das reações adversas foram definidas como: Reação muito comum (=>1/10);
Reação comum(=>1/100, <1/10);
Reação incomum (=>1/1 000, <1/100);
Reação rara (=>1/10 000,<1/1 000);
Reação muito rara (<1/10 000).

Os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade dentro de cada classe de frequência, conforme tabela abaixo:

Classe de sistema de órgãoFrequênciaReação adversa
Doenças do sangue e sistema linfáticoReação incomumTrombocitemia (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaAplasia eritróide pura (AEP) mediada por anticorpos1, trombocitemia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Doenças do sistema imuneFrequência desconhecidaReações anafiláticas devida a ingestão da Alfaepoetina, hipersensibilidade devida a ingestão da Alfaepoetina
Doenças do sistema nervosoReação muito comumCefaleia (pacientes oncológicos)
Reação comumConvulsões, cefaleia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Reação incomumHemorragia cerebral2, convulsões (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaAcidentes vasculares cerebrais, encefalopatia hipertensiva, acidentes isquêmicos transitórios
Alterações ocularesFrequência desconhecidaTromboses da retina
VasculopatiasReação comumTrombose venosa profunda2 (pacientes oncológicos), hipertensão arterial
Frequência desconhecidaTrombose venosa profunda2 (pacientes com insuficiência renal crônica), tromboses arteriais, crises hipertensivas
Doenças respiratórias, torácicas e do mediastinoReação comumEmbolia pulmonar2 (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaembolia pulmonar2 (pacientes com insuficiência renal crônica)
Doenças gastrintestinaisReação muito comumNáuseas
Reação comumDiarreia (pacientes oncológicos), vômito
Reação incomumDiarreia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Alterações dos tecidos cutâneo e subcutâneoReação comumErupção cutânea devida a ingestão da Alfaepoetina
Frequência desconhecidaEdema angioneurótico, urticária devida a ingestão da Alfaepoetina
Alterações musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos e alterações nos ossosReação muito comumArtralgia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Reação comumArtralgia (pacientes oncológicos)
Reação incomumMialgia (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaMialgia (pacientes com insuficiência renal crônica)
Alterações congênitas, familiares e genéticasFrequência desconhecidaPorfiria
Perturbações gerais e alterações no local de administraçãoReação muito comumFebre (pacientes oncológicos), sintomas de tipo gripal (pacientes com insuficiência renal crônica)
Reação comumSintomas de tipo gripal (pacientes oncológicos)
Frequência desconhecidaMedicamento sem eficácia, edema periférico, febre (pacientes com insuficiência renal crônica), reação no local da injeção devida a ingestão da Alfaepoetina
Exames complementares de diagnósticoFrequência desconhecidaAplasia eritróide pura (AEP) mediada por anticorpos positiva
Complicações de intervenções relacionadas com lesões e intoxicaçõesReação comumTrombose do “shunt”, incluindo equipamento de diálise (pacientes com insuficiência renal crônica)

 



1 As frequências não puderam ser calculadas a partir de ensaios clínicos. 2 Incluindo casos com resultado fatal.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

9. O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?
Deve-se encaminhar o paciente imediatamente ao hospital para receber tratamento adequado, levando consigo a embalagem do medicamento.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Data da bula

09/09/2016

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