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Cilostazol

Cilostazol - Bula do remédio

Cilostazol com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Cilostazol têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Cilostazol devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Referência

Cebralat (Libbs)

Apresentação de Cilostazol

USO ADULTO Vias de administração: oral comprimido cartucho contendo 30 comprimidos de 50 mg e cartucho contendo 30 comprimidos de 100 mg Composição: Cilostazol ... 50 mg ou 100 mg. Excipientes:(amido, hipromelose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, dióxido de silício coloidal e corante azul indigotina).

Cilostazol - Indicações

CEBRALAT é indicado para doença vascular periférica, para redução do sintoma da claudicação intermitente e na prevenção da recorrência de acidente vascular cerebral.

Contra-indicações de Cilostazol

CEBRALAT é contra-indicado em portadores de insuficiência cardíaca congestiva, pacientes com hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula, pacientes com desordens hemostáticas, com úlcera péptica hemorrágica ou hemorragia intracraniana.

Advertências

As conseqüências do uso prolongado de inibidores da fosfodiesterase III em pacientes que não apresentam insuficiência cardíaca ainda não foram estabelecidas. Estudos com duração de cerca de 6 meses mostraram que, neste período, os pacientes permaneceram relativamente estáveis. O risco relativo calculado de morte de 1,2 apresentou um limite de confiança de 95% (0,5 a 3,1). Foram reportados casos raros de trombocitopenia ou leucopenia evoluindo a agranulocitose quando o Cilostazol não foi imediatamente descontinuado. A agranulocitose, no entanto, foi reversível com a descontinuação do Cilostazol. Pacientes com insuficiência hepática moderada a severa não foram avaliados em estudos clínicos. Cuidado especial é recomendado nestes pacientes. Pacientes com insuficiência renal com clearance de creatinina menor que 25 mL/min devem ser cuidadosamente acompanhados. Pacientes em diálise não foram avaliados, mas é improvável que o Cilostazol seja removido eficientemente por diálise devido à sua alta taxa de ligação protéica. CEBRALAT poderá ser utilizado em pacientes com mais de 65 anos, desde que observadas as contra-indicações, precauções, interações medicamentosas e reações adversas.

Uso na gravidez de Cilostazol

Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Num estudo de desenvolvimento de toxicidade em ratos, a dose oral de 1000 mg de Cilostazol/Kg/dia foi associada à redução do peso fetale aumento da incidência de anomalias cardiovasculares, renais e esqueléticas (anomalias do septo ventricular, arco aórtico e da artéria subclávia, dilatação renal pélvica, 14ª costela, e ossificação retardada). Nesta dose, a exposição sistêmica ao Cilostazol livre em ratas não prenhas foi cerca de 5 vezes a exposição humana na dose máxima recomendada. Incidência aumentada de defeitos do septo ventricular e ossificação retardada foram também observadas com doses de 150 mg/Kg/dia (5 vezes a dose máxima recomendada em humanos com base na exposição sistêmica). Em um estudo de toxicidade em coelhos, uma incidência aumentada de retardo da ossificação do esterno foi observada em doses tão baixas quanto 150 mg/Kg/dia. Em coelhas não prenhas que receberam 150 mg/Kg/dia, a exposição ao Cilostazol livre foi consideravelmente mais baixa do que a observada nos humanos na dose máxima recomendada e a exposição ao 3,4-deidro-Cilostazol foi escassamente detectável. Quando o Cilostazol foi administrado a ratos durante o final da gravidez e lactação foi observada incidência aumentada de natimortos e redução de peso da prole nas doses de 150 mg/Kg/dia (5 vezes a dose máxima recomendada em humanos com base na exposição sistêmica). Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Lactação: em experimentos animais (ratos) foi relatada a transferência do Cilostazol para o leite. Por causa do risco potencial aos lactentes, deve ser avaliada a interrupção da amamentação ou a descontinuação do Cilostazol.

Interações medicamentosas de Cilostazol

CEBRALAT é extensivamente metabolizado pelas enzimas do citocromo P 450. Deve-se ter cautela na co-administração com inibidores da CYP3A4, tais como o cetoconazol, eritromicina ou inibidores da CYP2C19, tais como o omeprazol. O diltiazem aumenta a concentração plasmática do Cilostazol e metabólitos. Entretanto, o Cilostazol parece não causar aumento dos níveis plasmáticos de fármacos metabolizados pelo CYP3A4. Com anticoagulantes, antiagregantes plaquetários, agentes trombolíticos e prostaglandina E1 pode ocorrer aumento de tendência hemorrágica.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Cilostazol

As reações adversas mais comuns foram: cefaléia, 27 e 34 % para 100 e 200 mg/dia, respectivamente e 14% para placebo; diarréia e fezes anormais, 12 e 15% para 100 e 200 mg/dia, respectivamente e 4% para placebo; dor abdominal, 4 e 5% para 100 e 200 mg/dia respectivamente e 3% para placebo; palpitações, 5 e 10% para 100 e 200 mg/dia, respectivamente e 1% para placebo; tontura, 9 e 10% para 100 e 200 mg/dia, respectivamente e 6% para placebo. Reações adversas // Freqüência Mais Freqüentes // Menos Freqüentes (<2%) // Relatos pós-comercialização Gerais // Dor abdominal, dor nas costas, cefaléia, infecção. // Calafrios, edema de face ou língua, febre, edema generalizado, mal-estar, rigidez do pescoço, dor pélvica, hemorragia retroperitonial. // Dor, dor no peito, ondas de calor. Cardiovascular // Palpitação, taquicardia. // Fibrilação atrial, flutter atrial, infarto cerebral, isquemia cerebral, insuficiência cardíaca congestiva, parada cardíaca, infarto do miocárdio, isquemia miocárdica, arritmia nodal, hipotensão, hipotensão postural, hemorragia, taquicardia supraventricular, síncope, varizes, vasodilatação, extra-sístoles ventriculares, taquicardia ventricular. // Torsades de Pointes e prolongamento do intervalo QTc1; trombose subaguda 2 . Digestivo // Fezes anormais, diarréia, dispepsia, flatulência, náusea. // Anorexia, colelitíase, colite, úlcera duodenal, duodenite, hemorragia esofagiana, esofagite, GGT aumentada, gastrite, gastrenterite, hemorragia gengival hematemese, melena, úlcera péptica, abscesso periodontal, hemorragia retal, úlcera gástrica, glossite. // Hemorragia gastrintestinal Endócrino // - // Diabetes mellitus // -- Hepático // - // - // Disfunção hepática, anormalidades nos testes funcionais, icterícia. Hematológico e linfático // - // Anemia, equimose, anemia ferropriva, policitemia, púrpura. // Agranulocitose, granulocitopenia, trombocitopenia, leucopenia, tendências hemorrágicas. Metabólico e nutricional // Edema periférico // Creatinina aumentada, gota, hiperlipidemia, hiperuricemia. // - Músculo-esquelético // Mialgia // Artralgia, dor óssea, bursite. // - Nervoso // Tontura, vertigem. // Ansiedade, insônia, neuralgia. // Hemorragia intracraniana, acidente cérebro-vascular. Respiratório // Tosse aumentada, faringite, rinite. // Asma, epistaxe, hemoptise, pneumonia, sinusite. // Hemorragia pulmonar, pneumonia intersticial. Pele e anexos // - // Pele seca, furunculose, hipertrofia cutânea, urticária.// Hemorragia subcutânea, prurido, erupções cutâneas incluindo Síndrome de Stevens-Johnson, erupção fármaco-cutâneo, dermatite medicamentosa. Sentidos // - // Ambliopia, cegueira, conjuntivite, diplopia, dor de ouvido, hemorragia ocular, hemorragia retiniana, tinitus. // - Urogenital // - // Albuminúria, cistite, urgência urinária, hemorragia vaginal, vaginite. // - Outros // - // - // Danos, complicações de procedimento e envenenamento3 Investigações 4 . ------------- 1: Torsades de Pointes e prolongamento do intervalo QTc ocorreram em pacientes com distúrbios cardíacos, como bloqueio átrio-ventricular, insuficiência cardíaca e bradiarritmia, quando tratados com Cilostazol. O Cilostazol foi utilizado em indicação não aprovada devido à sua ação cronotrópica positiva. 2: Os casos de trombose subaguda ocorreram em pacientes tratados com ácido acetilsalicílico e uso de indicação não-aprovada do Cilostazol para prevenção de complicação trombótica após stent coronário. 3: Foram descritos : hematoma extradural e subdural. 4: Aumento da glicose sangüínea, aumento do ácido úrico sangüíneo, redução na contagem de plaquetas, redução na contagem das células brancas, aumento da uréia sangüínea.

Cilostazol - Posologia

A dosagem recomendada é de 50 ou 100 mg, duas vezes ao dia, conforme orientação médica. Os dados disponíveis não mostraram reações indesejáveis com a interrupção do tratamento ou redução da dosagem. Deve-se considerar a dose de 50 mg, duas vezes ao dia quando houver co-administração com inibidores do CYP3A4 como o cetoconazol, itraconazol, eritromicina e diltiazem e com inibidores do CYP2C19 como o omeprazol.

Superdosagem

Os dados sobre superdosagem do Cilostazol em humanos são limitados. Os sinais e sintomas de uma sobredose aguda podem ser antecipados pelos seguintes efeitos farmacológicos: cefaléia severa, diarréia, hipotensão, taquicardia e possivelmente arritmias cardíacas. O paciente deve ser cuidadosamente observado e, se necessário, receber tratamento de suporte. A DL 50 oral em cães é maior que 2,0 g/kg e em ratos é maior que 5,0 g/kg. Devido à alta taxa de ligação às proteínas é improvável que o Cilostazol possa ser removido por hemodiálise ou por diálise peritoneal.

Características farmacológicas

O mecanismo de ação do Cilostazol se dá pela inibição da ação da fosfodiesterase III e supressão da degradação do AMP cíclico, com o conseqüente aumento de sua concentração nas plaquetas e vasos sangüíneos, produzindo inibição da agregação plaquetária e vasodilatação. O Cilostazol inibe reversivelmente a agregação plaquetária induzida por uma variedade de estímulos, incluindo trombina, ADP, colágeno, ácido aracdônico, epinefrina, estresse de cisalhamento. Os efeitos nos lipídios circulantes foram analisados nos pacientes que tomaram o Cilostazol. Após 12 semanas, em comparação ao placebo, o Cilostazol produziu uma redução nos triglicérides de 29,3 mg/dL (15%) e um aumento de 4,0 mg/dL do HDL-colesterol (cerca de10%), após uma dose oral diária de 200 mg de Cilostazol. FARMACODINÂMICA O Cilostazol afeta tanto a estrutura como a função cardiovascular. Produz uma dilatação dos leitos vasculares de forma não homogênea, com maior dilatação na artéria femoral do que na vertebral e na carótida ou mesentérica superior. As artérias renais não foram responsíveis aos efeitos do Cilostazol. Foi observado que em cachorros e macacos, o Cilostazol aumentou os batimentos cardíacos, a força contrátil miocárdica e o fluxo sangüíneo coronário, bem como a automaticidade ventricular. A contratilidade ventricular esquerda foi aumentada nas doses requeridas para inibir a agregação plaquetária. A condução AV foi acelerada. Nos humanos, os batimentos cardíacos aumentaram proporcionalmente às doses em uma média de 5,1 a 7,4 batimentos por minuto em pacientes tratados com doses orais de 50 mg e 100 mg 2 vezes ao dia, respectivamente. Em 264 pacientes avaliados com monitorização por Holter, numericamente mais pacientes tratados com Cilostazol tiveram aumento nas extra-sístoles ventriculares e episódios de taquicardia ventricular não-sustentada, comparados ao grupo placebo. Os aumentos não foram relacionados às doses.

Resultados de eficácia

Estudos duplo-cego (placebo controlados) demonstraram que CEBRALAT aumenta a distância caminhada sem dor em pacientes com claudicação intermitente estável em cerca de 3 a 4 semanas. A capacidade do Cilostazol em aumentar a distância caminhada sem dor em pacientes com claudicação intermitente estável foi estudada em oito grandes estudos, randomizados, placebo-controlados, duplo-cegos, com 12-24 semanas de duração, utilizando dosagens de 100 mg/diários/via oral (n=303); 200 mg/diários/via oral (n=998) e placebo (n=973). A eficácia foi determinada principalmente pela mudança na distância máxima caminhada em relação ao basal (comparada à alteração com placebo) em um dos vários testes padrão de exercício em esteira rolante. Comparados aos pacientes tratados com placebo, os pacientes tratados com o Cilostazol 50 ou 100 mg, 2 vezes ao dia por via oral apresentaram aumentos estatisticamente significantes nas distâncias caminhadas tanto antes do início da dor de claudicação e da distância antes dos sintomas limitantes do esforço sobrevirem (distância máxima caminhada). O efeito do Cilostazol na distância caminhada foi observado já no primeiro ponto de observação da terapia de 2 a 4 semanas. Por meio de oito ensaios clínicos, a taxa de aumento da distância máxima caminhada nos pacientes tratados com Cilostazol 100 mg, 2 vezes ao dia por via oral expressos como porcentagem média alterada em relação ao basal, foi de 28% a 100%. As alterações correspondentes no grupo placebo foram de – 10% a 41%.

Modo de usar

CEBRALAT deve ser tomado conforme orientação médica, devendo ser ingerido com um copo de água em jejum, ou respeitando o intervalo de 1½ hora antes ou duas horas após o café da manhã ou jantar.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Uso pediátrico: não foram estabelecidas a segurança e eficácia do Cilostazol para uso em crianças. Pacientes Idosos: conforme estudo clínico realizado com um total de 2274 indivíduos, nos quais 56% estavam na faixa etária acima de 65 anos, enquanto que 16% tinham mais de 75 anos, não foram observadas diferenças com relação à eficácia e segurança entre esses indivíduos e indivíduos mais jovens, e outra experiência clínica reportada não identificou diferenças nas respostas entre pacientes idosos e jovens, porém, uma maior sensibilidade em alguns indivíduos idosos não pode ser descartada. Estudos farmacocinéticos não revelaram nenhum efeito relacionado à idade quanto à absorção, distribuição, metabolismo e eliminação do Cilostazol e seus metabólitos.

Armazenagem

Este medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente, entre 15°C e 30°C, protegido da luz e umidade. O prazo de validade do medicamento é de 24 meses após a data de fabricação impressa na embalagem externa.

Dizeres legais

MS nº. 1.0033.0101. Farmacêutica Responsável: Cíntia Delphino de Andrade – CRF – SP nº. 25.125 LIBBS FARMACÊUTICA LTDA Rua Raul Pompéia, 1071 – São Paulo – SP CEP 05025-011 CNPJ: 61.230.314/0001-75

Data da bula

Sep 17 2008 12:00AM

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