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N-acetilcisteína

N-acetilcisteína - Bula do remédio

N-acetilcisteína com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de N-acetilcisteína têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com N-acetilcisteína devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Referência

Fluimucil (Zambon)

Apresentação de N-acetilcisteína

env. Infantil (sabor laranja): cx. c/ 16 un. c/ 100mg cada. env. Adulto (sabor laranja): cx. c/ 6 ou 16 un. c/ 200mg cada. env. D (sabor laranja): cx. c/ 16 un. c/ 600mg cada. compr. Eferv. c/ aspartame (sabor limão) : cx. c/ 16 un. c/ 600mg cada Xarope infantil: fr. 120 ml (20mg/ml) sabor franboesa ou morango com romã. Xarope adulto: fr. 120 ml(40 mg/mL) sabor morango com romã.

N-acetilcisteína - Indicações

Fluimucil oral é indicado quando se tem dificuldade para expectorar e há muita secreção densa e viscosa, tais como: bronquite crônica e suas exacerbações, enfisema pulmonar, bronquite tabágica, bronquite aguda, broncopneumonia, abscessos pulmonares, atelectasias pulmonares, mucoviscidose (doença hereditária que produz muco espesso, também conhecida por fibrose cística) e outros. Também é indicado como antídoto na intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol.

Contra-indicações de N-acetilcisteína

Este medicamento é contra-indicado para pacientes com histórico de hipersensibilidade conhecida à acetilcisteína e/ou demais componentes de suas formulações. Não deve ser administrado à pacientes com úlcera gastroduodenal.

Advertências

Pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controlados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo, o tratamento deverá ser suspenso imediatamente. A presença eventual de odor sulfuroso não indica alteração no preparo, pois é própria do princípio ativo contido no mesmo. Especialmente no início do tratamento a acetilcisteína é capaz de fluidificar as secreções brônquicas, ao mesmo tempo em que aumenta o volume das mesmas. Se o paciente não conseguir expectorar com eficiência, será necessário recorrer à drenagem postural e a broncoaspiração, a fim de evitar a retenção das secreções. Somente para Fluimucil comprimido efervescente: Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina Somente para Fluimucil Granulado 100 e 200 mg: Atenção diabéticos: contém açúcar. Fluimucil xarope 40 mg/mL contém sorbitol, que quando utilizado em excesso pode provocar dor estomacal e diarréia, devendo ser usado com cautela por pacientes diabéticos. Fluimucil granulado D 600 mg contém frutose, e não deve ser utilizado em pacientes com intolerância hereditária à frutose. Esta apresentação deve ser utilizada com cautela por pacientes diabéticos.

Uso na gravidez de N-acetilcisteína

Categoria B: Este medicamento não dever ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista. Amamentação Não se dispõe de dados em mulheres no período da amamentação, por isso não se recomenda utilizar este medicamento durante a amamentação.

Interações medicamentosas de N-acetilcisteína

Existe interação de Fluimucil oral com alguns antibióticos, portanto recomenda-se o uso intercalado entre os medicamentos. Sugere-se o uso de Fluimucil oral 2 horas antes ou depois da administração do antibiótico. Amoxicilina, doxiciclina, cefalexina:acetilcisteína administrada por via oral aumentou a biodisponibilidade de amoxicilina, não alterou a da doxiciclina e reduziu a absorção da cefalexina. Ampicilina:quando administrada concomitantemente com a acetilcisteína, não foram detectadas alterações da biodisponibilidade da ampicilina por via oral, mas houve um pequeno aumento não significativo na concentração sérica da eritromicina. Achados de testes laboratoriais: alterações clinicamente importantes dos parâmetros laboratoriais padrão, não foram encontradas com a administração de Fluimucil.

Reações adversas / Efeitos colaterais de N-acetilcisteína

O uso do medicamento por via sistêmica pode ser seguido ocasionalmente por reações de hipersensibilidade como náusea, vômito, diarréia e irritação gastrintestinal e, raramente, reações como urticária e broncoespasmo.

N-acetilcisteína - Posologia

De maneira geral a posologia de Fluimucil é de 9 a 15 mg/Kg/dia, salvo situações específicas a seguir descritas. Nas formas agudas, o período de tratamento é de 5 a 10 dias; nas formas crônicas, deve-se dar continuidade ao tratamento por alguns meses, a critério médico. As doses descritas a seguir poderão ser aumentadas até o dobro a critério médico. Afecções pulmonares Uso Pediátrico: Fluimucil xarope pediátrico e granulado de 100 mg. Idade Dose Freqüência Até 3 meses 20 mg (1 mL) 3 vezes ao dia 3 a 6 meses 50 mg (2,5 mL) 2 vezes ao dia 6 a 12 meses 50 mg (2,5 mL) 3 vezes ao dia 1 a 4 anos 100 mg (5 mL ou 1 envelope de granulado) 2 a 3 vezes ao dia ou a critério médico Acima de 4 anos 100 mg (5 mL ou 1 envelope de granulado) 3 a 4 vezes ao dia ou a critério médico Uso Adulto: Fluimucil xarope adulto, granulados e comprimido efervescente, de maneira geral 600 mg ao dia, ou conforme a seguir: Apresentação Dose Freqüência Xarope 20 mg/mL 10 mL (200 mg) 3 vezes ao dia Xarope 40 mg/mL 15 mL (600 mg) 1 vez ao dia, de preferência à noite Granulado 200 mg 1 envelope (200 mg) 3 vezes ao dia Granulado D 600 mg 1 envelope (600 mg) 1 vez ao dia, de preferência à noite Comprimidos efervescentes 1 comprimido (600 mg) 1 vez ao dia, de preferência à noite Complicação Pulmonar da Fibrose Cística A posologia recomendada para estes casos é a seguinte: Crianças até 2 anos: de 100 mg ( 5 mL ou 1 envelope ) a 200 mg ( 10 mL ou 2 envelopes ) a cada 12 horas. Crianças de 2 a 7 anos de idade: 200 mg ( 10 mL ou 2 envelopes ) a cada 8 horas. Adultos e crianças maiores de 7 anos de idade: de 200 a 400 mg ( 2 envelopes de 200 mg 5 mL de xarope ) a cada 8 horas. A critério médico, as doses acima podem ser aumentadas até o dobro. Intoxicação acidental ou voluntária por paracetamol Por via oral, dose inicial de 150 mg/kg de peso corporal, a ser ingerida no mínimo dentro de 10 horas após o uso do agente tóxico, seguida por doses individuais de 70 mg/kg de peso a cada 4 horas por 1 a 3 dias.

Superdosagem

Em altas doses pode haver uma intensificação dos efeitos adversos, principalmente do tipo gastrintestinal. Em caso de mobilização intensa de muco e dificuldade de expectoração, recorrer à drenagem postural e/ou à broncoaspiração.

Características farmacológicas

Mecanismo de ação A acetilcisteína é um fármaco mucolítico direto que atua sobre as características reológicas do muco, destruindo as pontes de dissulfeto das macromoléculas mucoproteícas presentes na secreção brônquica. Esta ação farmacológica realiza-se graças à presença de um grupo sulfidrilo (-SH) livre na molécula que lhe proporciona a sua atividade biológica. A ação determina a formação de moléculas com um peso molecular inferior, o que contribui para uma maior fluidez do muco ao reduzir a sua viscosidade. A acetilcisteína é eficaz na redução da consistência e elasticidade do muco, observando-se uma relação dose e tempo/resposta. Os aumentos progressivos das concentrações de acetilcisteína provocam uma maior e mais rápida redução de viscosidade. A atividade do epitélio respiratório ciliar depende do grau de viscosidade das secreções aderidas ao referido epitélio, como a acetilcisteína provoca a quebra das pontes de dissulfeto deixando o muco mais fluido, aumentando a atividade ciliar, através da lise eficaz do muco e uma redução de sua aderência. A acetilcisteína protege o epitélio respiratório contra a agressão de radicais livres, pois é um precursor da glutationa. A acetilcisteína apresenta um efeito protetor nas intoxicações por paracetamol. A maior parte do metabolismo do paracetamol consiste na conjugação com glucorônico e sulfato, existindo uma pequena parte que se converte através do citocromo P - 450 reductase, num metabólito muito reativo que se liga ao hepatócito de forma irreversível. O primeiro efeito tóxico do paracetamol é a hepatoxicidade causada por este metabólito reativo, chamado n-acetil-p-benzoquinonimina (NABQI). Em doses terapêuticas o NABQI é inativado pela glutationa, mas em altas doses ocorre um aumento do NABQI formado causando a diminuição na reserva hepática de glutationa. A NABQI livre em excesso provoca necrose hepática e aumento do estresse oxidativo no fígado. O dano celular pode ser resultado de uma ligação covalente irreversível do NABQI as proteínas vitais do hepatócito. Nem a ligação covalente e a necrose hepática ocorrem até que os níveis de glutationa reduzam de 20 a 30% do normal. A NABQI oxida os grupos tióis em enzimas chaves dentro do hepatócito, em particular Ca+2 translocases, conduzindo a elevação dos íons cálcio intracelular e conseqüente morte celular (24). O uso da acetilcisteína repõe as reservas de glutationa no fígado e nos rins. Esta reposição de glutationa vai inativar os NABQI que estão livres e em excesso devido à superdosagem. Mantendo as reservas de glutationa no fígado consegue-se baixar os de níveis de NABQI e conseqüentemente os níveis de Ca+2 intracelular. A acetilcisteína pode permitir reparar o dano oxidativo por produzir cisteína e glutationa e pode agir como fonte de sulfato para permitir a união com o paracetamol. Tem sido sugerido também que a acetilcisteína pela sua ação antioxidante conduzir a prevenção da resposta inflamatória iniciada pelo dano oxidativo, e prevenir a diminuição da permeabilidade microvascular aumentando a isquemia em torno da zona danificada da região periacinal no fígado. Referente aos efeitos benéficos tardios, esperase que a acetilcisteína tenha uma ação protetora secundária, resultado da redução do grupo tióis previamente oxidados pela NABQI, permitindo o restabelecimento da homeostase do cálcio prevenindo a morte celular. Foi sugerido que a acetilcisteína melhora o fluxo sanguíneo microcirculatório na insuficiência hepática, particularmente nos pacientes com insuficiência hepática induzida por paracetamol. O mecanismo sugerido pode ser o efeito do L-isômero da acetilcisteína em reparar a sensibilidade vascular normal para o fator relaxante derivado do endotélio, apesar desta hipótese não ser comprovada (24). Farmacocinética No quadro que se segue são apresentados os resultados farmacocinéticos obtidos após uma dose oral de acetilcisteína em voluntários saudáveis: Parâmetros Dose 200 mg** Dose 600 mg* Cmáx ( mcmol/L) 9,9 15,00 Tmáx (h) 0,5 0,67 MRT (h) 7,0 2,34 T1/2(h) 6,2 --- F(plasma) 9,0 9,10 T(urina) --- 7,70 *acetilcisteína medida no plasma desproteinizado. **acetilcisteína medida no plasma não desproteinizado. Cmáx: concentração máxima; Tmáx: tempo para alcançar a Cmáx; MRT: tempo de permanência média; T1/2: tempo de meia-vida; F (plasma): biodisponibilidade calculada a partir da concentração plasmática; T (urina): biodisponibilidade calculada a partir da excreção urinária. Absorção: estudos realizados em seres humanos, utilizando acetilcisteína marcada, demonstraram que o medicamento é bem absorvido por via oral através da mucosa intestinal. Os picos plasmáticos de radioatividade são atingidos após 2 a 3 horas deduzindo-se, portanto, que a acetilcisteína tem uma rápida absorção oral. A biodisponibilidade por via oral é escassa (6 - 10%), provavelmente devido a uma metabolização na parede intestinal e ao efeito de primeira passagem no fígado. Depois de absorvida a acetilcisteína se desacetila e se adapta a um modelo monocompartimental e linear. Depois da administração de uma dose de 600 mg, por via oral, a Cmáx para a acetilcisteína livre foi de 15 mcmol/mL, a Tmáx de 0,67 h e a meia-vida de aproximadamente 6 horas. Observou-se também um aumento nos níveis plasmáticos de cisteína e glutationa, aspecto relacionado ao seu próprio mecanismo de ação. Metabolismo: o estudo metabólito demonstra que a acetilcisteína sofre um grande e extenso metabolismo hepático, o que lhe confere uma baixa biodisponibilidade, avaliada em cerca de 10%. A reduzida biodisponibilidade da acetilcisteína possui pouca relevância clínica, por seguir principalmente a via metabólica em direção a cisteína e glutationa. Quando a acetilcisteína é administrada diretamente no intestino delgado dos ratos e se determinam os níveis de tióis circulantes da veia porta hepática, verifica-se um aumento da concentração de cisteína juntamente com a de acetilcisteína em cisteína e glutationa. A acetilcisteína pode encontrar-se no plasma e no tecido pulmonar, sob três formas distintas: - livre (acetilcisteína inalterada e seus respectivos metabólitos); - ligada à proteína plasmática de um modo lábil e reversível; - incorporada em cadeias polipeptídicas O equilíbrio existente entre a acetilcisteína ligada à proteínas plasmáticas e a que está sob a forma livre, funciona provavelmente, como reserva de grupos sulfidrílicos das moléculas. Distribuição: num estudo envolvendo 10 pacientes, mediu-se a radioatividade total no plasma, tecido pulmonar e secreção brônquica, após administração oral de 100 mg de 35 Sacetilcisteína. Comprovou-se que a radioatividade no plasma atingia o seu máximo 2-3 horas depois, e permanecia elevada até 24 horas. A radioatividade no tecido pulmonar, 5 horas depois, era comparável à do plasma. A presença de pequenas quantidades de radioatividade nas secreções brônquicas indicou que a acetilcisteína havia penetrado no muco. Os estudos farmacocinéticos demonstraram um volume de distribuição de acetilcisteína entre 0,33 e 0,47 L/kg destacando-se a presença do fármaco no rim, fígado, glândula supra-renal, pulmão, baço, sangue, músculo, cérebro e urina, o que confirma a sua ampla distribuição. A ligação a proteínas plasmáticas é escassa, aproximadamente 50%. Eliminação: o clearance renal de acetilcisteína determinada em dois estudos com seres humanos foi de 0,21 L/h/Kg e de 0,19 L/h/Kg onde se pode concluir, que aproximadamente 70% do clearance total do fármaco não é renal. Farmacodinâmica O princípio ativo do Fluimucil é a acetilcisteína, que exerce intensa ação mucolítico-fluidificante das secreções mucosas e mucopurulentas, despolimerizando os complexos mucoproteícos e os ácidos nucléicos que dão viscosidade ao escarro e às outras secreções, além de melhorar a depuração mucociliar. Estas atividades tornam Fluimucil particularmente adequado para o tratamento das afecções agudas e crônicas do aparelho respiratório caracterizadas por secreções mucosas e mucopurulentas densas e viscosas. Além disso, a acetilcisteína exerce ação antioxidante direta, sendo dotada de um grupo tiol livre (-SH) nucleofílico em condições de interagir diretamente com os grupos eletrofílicos dos radicais oxidantes. De particular interesse é a recente demonstração de que a acetilcisteína protege a alfa-1-antitripsina, enzima inibidora da elastase, de ser inativada pelo ácido hipocloroso (HClO), potente agente oxidante que é produzido pela enzima mieloperoxidase dos fagócitos ativados. A estrutura da sua molécula lhe permite, além disso, atravessar facilmente as membranas celulares. No interior da célula, a acetilcisteína é desacetilada, ficando assim disponível a Lcisteína, aminoácido indispensável para a síntese da glutationa (GSH). A GSH é um tripeptídio extremamente reativo que se encontra difundido por igual nos diversos tecidos dos organismos animais e é essencial para a manutenção da capacidade funcional e da integridade da morfologia celular, pois é o mecanismo mais importante de defesa intracelular contra os radicais oxidantes (tanto exógenos como endógenos) e contra numerosas substâncias citotóxicas.

Resultados de eficácia

Bronquite aguda Foi realizado um ensaio multicêntrico duplo-cego, controlado com placebo, em 215 pacientes diagnosticados de patologia respiratória obstrutiva aguda, os quais receberam durante 10 dias uma dose de 600 mg/dia de acetilcisteína (1). A análise estatística comparativa entre o volume de expectoração e a viscosidade da mesma, e os parâmetros como a redução da tosse e volume expiratório, evidenciaram uma eficácia da acetilcisteína considerada como altamente significativa em relação ao placebo. Bronquite crônica Num ensaio clínico realizado em 1392 pacientes, evidencia-se a eficácia da acetilcisteína com uma dose de 600 mg/dia ao reduzir a viscosidade da expectoração, facilitar a expectoração e diminuir a gravidade da tosse (2). Após 2 meses de tratamento com acetilcisteína, observou-se uma melhoria na viscosidade da expectoração em 80% dos casos, do caráter da expectoração em 59%, da dificuldade para expectorar em 74% e da gravidade da tosse em 71%. Esta melhoria da sintomatologia clínica resultante do tratamento com acetilcisteína é comprovada num estudo multicêntrico, duplo-cego, paralelo, de longa duração realizado em 744 pacientes que sofriam de bronquite crônica, os quais foram aleatoriamente divididos em dois grupos, um tratado com acetilcisteína e outro com placebo (3). Os resultados confirmam a eficácia da acetilcisteína sobre os parâmetros relacionados com a hipersecreção brônquica. Para além de toda a sintomatologia clínica referida, o desenvolvimento da bronquite crônica é freqüentemente associado à existência de exacerbações agudas recorrentes do seu processo brônquico, as quais determinam um agravamento da referida sintomatologia. No estudo multicêntrico anteriormente mencionado (3), avaliou-se também a eficácia da acetilcisteína sobre a redução do número de exarcebações agudas surgidas ao longo de seis meses de tratamento. Os resultados apontam para uma redução estatisticamente significativa do número de exacerbações agudas surgidas no grupo tratado com acetilcisteína em relação ao grupo placebo. Outro processo freqüente na bronquite crônica é o aumento da flora bacteriana brônquica, durante o período livre de reagudizações. A acetilcisteína revelou-se como um fármaco eficaz na redução do número de bactérias presentes na árvore brônquica dos pacientes fumantes com bronquite crônica. Esta ação da acetilcisteína tem um efeito preventivo no aparecimento de exacerbações agudas. Num estudo (4) realizado em 22 fumantes sem bronquite crônica, 19 fumantes com crônica, com e sem obstrução das vias aéreas e 14 não fumantes saudáveis, determinou-se a flora bacteriana existente nas suas secreções, bem como o efeito da acetilcisteína sobre a referida flora bacteriana. Observou-se que o número de colônias bacterianas é superior nos indivíduos fumantes com bronquite crônica, relativamente aos outros grupos. Além disso, comprovou-se, também, que o número de bactérias intrabrônquicas é significativamente inferior nos pacientes que estavam sendo tratados com acetilcisteína, em comparação aos outros. Este efeito é mais acentuado nos pacientes com bronquite crônica das vias aéreas. A acetilcisteína em pacientes com bronquite crônica provoca uma redução do uso de tratamentos antibióticos associados às exacerbações. Isto está demonstrado num ensaio duplo-cego, com uma duração de seis meses, entre a acetilcisteína e o placebo administrado em 116 pacientes com bronquite crônica (5). No final do estudo, o número de dias de doença aguda era significativamente inferior no grupo tratado com acetilcisteína. Tal fato foi acompanhado por uma redução significativa do uso de tratamento com antibióticos. Num estudo, incluíram-se 113 pacientes com bronquite crônica, onde os mesmos foram distribuídos em função da idade, sexo e função respiratória, para determinar se o tratamento de longa duração com acetilcisteína em doses de 600 mg diários, conseguiria reduzir a descida da FEV1 nestes pacientes, comparado com um grupo controle. Após 5 anos de estudos, os resultados demonstraram que a perda de FEV1 no grupo tratado com acetilcisteína é muito menor que no grupo com placebo, alcançando-se uma melhoria significativa da função respiratória (6). O efeito benéfico da acetilcisteína sobre a clearance mucociliar foi comprovado através de um ensaio com 12 voluntários saudáveis com clearance mucociliar lenta. Neste estudo foi administrado a acetilcisteína em doses de 600 mg/dia, por via oral, durante 2 meses, tendo sido avaliado o seu efeito sobre a clearance mucociliar. A acetilcisteína produz melhorias significativas ao nível da eliminação da secreção brônquica nos paciente com clearance mucociliar lenta, reduzindo, assim, o risco de desenvolvimento de broncopneumopatias obstrutivas crônicas. Acetilcisteína na pediatria A acetilcisteína via oral foi estudada em 50 crianças com infecções agudas das vias respiratórias com doses de 100 mg, durante 6 dias, com idades inferiores a 2 anos, 200 mg entre os 2 e 4 anos e 300 mg em idades superiores (7). Os parâmetros estudados de febre, ruídos úmidos torácicos e tosse refletem uma diminuição significativa da sua persistência no grupo tratado. Intoxicação por paracetamol Os estudos clínicos realizados (10-14) mostraram o efeito protetor da acetilcisteína sobre o fígado dos pacientes intoxicados por paracetamol. Num estudo (10) observou-se o referido efeito protetor comparando os parâmetros de lesão hepática, transaminase (SGCT) e o tempo de protrombina em pacientes tratados com acetilcisteína e com medidas de suporte. Dez horas após a ingestão, o efeito protetor diminui progressivamente, sendo muito escasso ou nulo a partir das 15 horas após a ingestão. Síndrome do Distress Respiratório do Adulto Num estudo duplo-cego com pacientes que sofrem desta síndrome, detectou - se níveis plasmáticos reduzidos da glutationa, comprovando que a administração posterior de acetilcisteína pode provocar o aumento dos referidos níveis (11). Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) Num estudo randomizado duplo-cego, duplo-mascarado, placebo-controlado com 123 pacientes com exacerbação aguda de DPOC foi administrado 1200 mg/dia e 600 mg/dia e doseou-se a proteína C - reativa. O tratamento com acetilcisteína 1200 mg/dia melhorou os marcadores biológicos e os resultados clínicos em pacientes com exacerbações de DPOC. É especulado que o efeito de acetilcisteína nos marcadores inflamatórios pode ser devido às propriedades mucolítica e antioxidante (23). Fibrose Cística A acetilcisteína demonstrou ser eficaz no tratamento da fibrose cística, melhorando vários parâmetros clínicos da mesma (15-20). Realizou-se um estudo (21) em 76 pacientes com fibrose cística que estava sendo administrado a acetilcisteína em aerossol, passando depois, a tomar por via oral. Os parâmetros estudados de tosse, expectoração e radiografia do tórax, refletem uma melhoria antes da mudança de administração, os quais se mantêm, ou melhoram com a acetilcisteína por via oral. Um estudo avaliou a administração de acetilcisteína na dose de 1800 mg/dia em 155 pacientes com fibrose pulmonar idiopática. Depois de um ano de estudo obteve-se uma melhora significativa no volume corrente e no DLco(25).

Modo de usar

Fluimucil comprimido efervescente, granulado e xarope devem ser administrado somente por via oral. Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). O granulado e o comprimido efervescente devem ser protegidos da umidade. O granulado deve ser dissolvido com o auxílio de uma colher, em meio copo d’ água (100 mL) à temperatura ambiente, conforme figura abaixo, e ingerido em seguida. Não se deve guardar a solução. O comprimido efervescente deve ser dissolvido em ½ copo dágua (100 mL) e ingerido em seguida. Não se deve guardar a solução obtida. O comprimido causa pouca efervescência ao ser dissolvido. O xarope não deve ser diluído.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Uso em idosos: recomenda-se reduzir a dose inicial para metade da dose para adulto e em caso de necessidade, e se o medicamento for bem tolerado, a dose poderá ser aumentado gradativamente. Uso pediátrico: devem-se seguir as orientações gerais descritas para o medicamento. Grupos de risco: pacientes portadores de asma brônquica devem ser rigorosamente controlados durante o tratamento; se ocorrer broncoespasmo, o tratamento deverá ser suspenso imediatamente.

Armazenagem

Conservar em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Fluimucil comprimido efervescente e granulado: Proteger da umidade. Fluimucil xarope 20 mg/mL e 40 mg/mL: Este medicamento, depois de aberto, somente poderá ser consumido em 14 dias.

Dizeres legais

Registro MS - 1.0084.0075 Farm. Resp.: Dr. Helcio Garcia de Souza - CRF-SP 37.345 ZAMBON LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS LTDA. Rua Descampado, 63 - Vila Vera CEP: 04296-090 - São Paulo/SP CNPJ nº. 61.100.004/0001 - 36 Fluimucil xarope e granulados Fabricado e distribuído por: ZAMBON LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS LTDA. Indústria Brasileira Marca Registrada Fluimucil comprimido efervescente Fabricado por: Zambon S.p.A. Via della Chimica, 9, Vicenza - Itália Importado e distribuído por: ZAMBON LABORATÓRIOS FARMACÊUTICOS LTDA.

Data da bula

May 19 2009 12:00AM

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