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Nimodipino Comprimidos

Nimodipino Comprimidos - Bula do remédio

Nimodipino Comprimidos com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Nimodipino Comprimidos têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Nimodipino Comprimidos devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Referência

Nimotop (Bayer)

Apresentação de Nimodipino Comprimidos

USO ADULTO USO ORAL Nimotop é apresentado em embalagens contendo 30 comprimidos de 30 mg de nimodipino. COMPOSIÇÃO Cada comprimido contém 30 mg de nimodipino. Componentes inertes: polividona, celulose microcristalina, amido, crospovidona, estearato de magnésio, hiproxipropilmetilcelulose, macrogol, dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo.

Nimodipino Comprimidos - Indicações

1. Após infusão prévia de nimodipino solução para infusão para profilaxia e tratamento das deficiências neurológicas isquêmicas causadas por vasoespasmo cerebral subseqüente à hemorragia subaracnóidea causada por aneurisma (HSAa). 2. Tratamento das alterações da função cerebral em idosos com sintomas pronunciados, como perda da memória, alterações do comportamento e da concentração e oscilações de humor (AFCI). Antes de iniciar o tratamento com nimodipino, deve-se excluir a possibilidade de os sintomas serem causados por doença subjacente requerendo tratamento específico.

Contra-indicações de Nimodipino Comprimidos

O nimodipino não deve ser administrado em caso de hipersensibilidade a substância ativa ou a qualquer um de seus componentes inertes. É contra-indicada a utilização de nimodipino com rifampicina, uma vez que a eficácia do nimodipino pode ser significativamente reduzida quando administrado concomitantemente com rifampicina (vide Interações medicamentosas). É contra-indicada a administração concomitante de nimodipino por via oral com os antiepilépticos fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina uma vez que a eficácia do nimodipino pode ser significativamente reduzida (vide Interações medicamentosas). No tratamento das alterações da função cerebral em idosos (AFCI) considerar adicionalmente: Distúrbios graves da função hepática, particularmente cirrose hepática, podem resultar em aumento da biodisponibilidade de nimodipino por motivo de menor capacidade de primeira passagem e redução da depuração metabólica. Portanto para o tratamento das alterações das funções cerebral em idosos, o nimodipino não deve ser administrado a portadores de insuficiência hepática grave (cirrose).

Advertências

Tratamento das alterações da função cerebral em idosos (AFCI): Recomenda-se muita cautela com pacientes idosos com enfermidades múltiplas com insuficiência renal grave (depuração < 20 ml/min) ou naquelas com insuficiência cardíaca grave, considerandose cuidadosamente a necessidade do uso de nimodipino e o posterior acompanhamento regular. Profilaxia e tratamento das deficiências neurológicas isquêmicas causadas por vasoespasmo cerebral subseqüente à hemorragia subaracnóidea (HSAa): Embora não se tenham constatado aumentos da pressão intracraniana associado ao tratamento com nimodipino, recomenda-se monitorar a dose nesses casos ou quando o teor de água no tecido cerebral for elevado (edema cerebral generalizado). HSAa e AFCI: Requer-se cautela em pacientes com hipotensão (pressão arterial sistólica inferior a 100 mm Hg). O nimodipino é metabolizado pelo sistema citocromo P450 3A4. Fármacos que sabidamente inibam ou induzam esse sistema enzimático podem por isso alterar a primeira passagem ou a depuração de nimodipino (vide Interações medicamentosas). Fármacos sabidamente inibidores do sistema citocromo P450 3A4 e que, portanto, podem causar elevações das concentrações plasmáticas do nimodipino são p. ex. - antibióticos macrolídeos (p. ex. eritromicina) - inibidores da protease anti-HIV (p. ex. ritonavir) - antimicóticos azólicos (p. ex. cetoconazol) - os antidepressivos nefazodona e fluoxetina - quinupristina/dalfopristina - cimetidina - ácido valpróico Na co-administração com essas drogas deve-se monitorar a pressão arterial e, se necessário, considerar uma redução da dose de nimodipino.

Uso na gravidez de Nimodipino Comprimidos

Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Portanto, havendo a necessidade de administrar nimodipino durante a gravidez, os benefícios e riscos potenciais deverão ser considerados cuidadosamente, levando-se em conta a gravidade do quadro clínico. Lactação O nimodipino e seus metabólitos foram encontrados no leite humano em concentrações correspondentes às concentrações plasmáticas maternas. Assim, recomenda-se as lactantes não amamentar seus bebês durante o tratamento com o medicamento. Fertilização in vitro Houve casos individuais de fertilização in vitro em que se associaram antagonistas de cálcio com alterações bioquímicas reversíveis na seção da cabeça do espermatozóide, que poderão prejudicar a função do esperma.

Interações medicamentosas de Nimodipino Comprimidos

Drogas que afetam nimodipino: O nimodipino é metabolizado por meio do sistema citocromo P450 3A4 localizado tanto na mucosa intestinal como no fígado; portanto, fármacos que inibam ou induzam esse sistema enzimático podem alterar a primeira passagem ou a depuração de nimodipino. O grau e a duração das interações deve ser levada em conta na administração de nimodipino com os seguintes fármacos: rifampicina Experiências relatadas com outros antagonistas de cálcio levam a crer que a rifampicina deva acelerar por indução enzimática o metabolismo de nimodipino. Portanto, a administração concomitante de rifampicina pode reduzir a eficácia de nimodipino. Portanto, a administração de nimodipino em combinação com rifampicina é contra-indicada (vide Contra-indicações). Antiepilépticos que induzem o sistema citocromo P450 3A4, tais como fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina A administração crônica anterior dos antiepilépticos fenobarbital, fenitoína ou carbamazepina reduz acentuadamente a biodisponibilidade do nimodipino administrado oralmente. Portanto é contraindicado o uso concomitante de Nimodipino Comprimidos com esses antiepilépticos (vide contraindicações). Na co-administração com os seguintes inibidores do sistema citocromo P450 3A4 deve-se monitorar a pressão arterial e, se necessário, considerar uma adaptação da dose de nimodipino (vide Posologia e Modo de usar). antibióticos macrolídeos (p. ex. eritromicina) Não se realizaram estudos de interação entre nimodipino e antibióticos macrolídeos. Sabe-se que certos antibióticos macrolídeos inibem o sistema citocromo P450 3A4, de modo que, neste estágio, o potencial para interação medicamentosa não pode ser excluído. Portanto, os antibióticos macrolídeos não devem ser administrados em combinação com nimodipino (vide Advertências e precauções). A azitromicina, embora estruturalmente relacionada com a classe dos antibióticos macrolídeos, não inibe o CYP3A4. inibidores da protease anti-HIV (p. ex. ritonavir) Não se realizaram estudos formais para investigar a possível interação entre nimodipino e os inibidores da protease anti-HIV. Consta que os fármacos dessa classe sejam potentes inibidores do sistema citocromo P450 3A4. Portanto não se pode excluir a possibilidade de uma elevação acentuada e clinicamente relevante das concentrações plasmáticas de nimodipino com esses inibidores da protease (vide Advertências e precauções). antimicóticos azólicos (p. ex. cetoconazol) Não se realizaram estudos para investigar o potencial de interação medicamentosa entre nimodipino e cetoconazol. Sabe-se que os antimicóticos azólicos inibem o sistema citocromo P450 3A4 e existem relatos de várias interações com outros antagonistas do cálcio diidropiridínicos. Portanto, na administração concomitante com nimodipino oral, não se pode excluir uma elevação substancial da biodisponibilidade sistêmica de nimodipino em razão de decréscimo do metabolismo de primeira passagem (vide Advertências e precauções). nefazodona Não se realizaram estudos para investigar a possível interação entre nimodipino e nefazodona. Este antidepressivo consta ser um potente inibidor do citocromo P450 3A4. Portanto, as possibilidades de elevação das concentrações plasmáticas de nimodipino na co-administração com nefazodona não podem ser excluídas (vide Advertências e precauções). fluoxetina Houve um aumento de cerca de 50% da concentração plasmática do nimodipino quando administrado concomitantemente com fluoxetina. Houve redução acentuada da fluoxetina, enquanto o seu metabólito ativo, a norfluoxetina, não foi afetado (vide Advertência e precauções). quinupristina/dalfopristina Tendo em vista as experiências com o antagonista de cálcio nifedipino, a co-administração de quinupristina/dalfopristina pode causar elevações das concentrações plasmáticas de nimodipino (vide Advertências e precauções). cimetidina A administração simultânea com o antagonista H2 cimetidina pode aumentar a concentração plasmática de nimodipino (vide Advertências e precauções). ácido valpróico A administração simultânea com o antiepiléptico ácido valpróico pode aumentar a concentração plasmática de nimodipino (vide Advertências e precauções). nortriptilina A administração concomitante de nortriptilina e nimodipino causou uma leve redução deste, sem afetar a concentração plasmática de nortriptilina. Efeitos de nimodipino sobre outros fármacos: Medicamentos anti-hipertensivos: Nimodipino pode aumentar o efeito hipotensor de anti-hipertensivos administrados concomitantemente, tais como: - diuréticos - beta-bloqueadores - inibidores da ECA - antagonistas A1 - outros antagonistas de cálcio - bloqueadores alfa-adrenérgicos - inibidores de PDE5 - alfa-metildopa Todavia, se alguma combinação desse tipo for inevitável, o paciente deverá ser monitorado com particular atenção. zidovudina A administração simultânea do anti-HIV zidovudina i.v. e de nimodipino i.v. em macacos resultou em significativo aumento da AUC da zidovudina, enquanto o volume de distribuição e a depuração foram significativamente reduzidos. suco de toronja (grapefruit) O suco de toronja (grapefruit) inibe o sistema citocromo P450 3A4. A administração de antagonista de cálcio diidropiridínico junto com suco de toranja eleva as concentrações plasmáticas de nimodipino por reduzir o metabolismo de primeira passagem ou a sua depuração. Em conseqüência, o efeito anti-hipertensivo pode aumentar. Após a ingestão de suco de toranja, esse efeito poderá permanecer por pelo menos 4 dias após a última ingestão do suco de toranja. Portanto, deve-se evitar a ingestão de toranja ou suco de toranja durante o tratamento com nimodipino.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Nimodipino Comprimidos

Seguem abaixo as reações adversas ao medicamento baseadas em estudos clínicos com nimodipino na indicação para profilaxia e tratamento das deficiências neurológicas isquêmicas causadas por vasoespasmo cerebral subseqüente à hemorragia subaracnóidea (HSAa), classificadas por categoria de freqüência CIOMS III (estudos placebo-controlados: nimodipino N = 703, placebo N = 692; estudos não controlados: nimodipino N = 2496; posição de 31/08/2005). Alterações do sangue e do sistema linfático: trombocitopenia é incomum. Alterações do sistema imunológico: reações agudas de hipersensibilidade incluem reações alérgicas leves a moderadas de ocorrência incomum; sintomas clínicos associados relativos à pele (erupção cutânea incomum). Alterações do sistema nervoso: sintomas vasculares cerebrais inespecíficos incluem ocorrência incomum de cefaléia. Distúrbios cardíacos: arritmias cardíacas inespecíficas: taquicardia é incomum; bradicardia é rara. Distúrbios vasculares: sintomas cardiovasculares inespecíficos, tais como hipotensão e vasodilatação, incomuns. Distúrbios gastrintestinais: os sintomas gastrintestinais e abdominais inespecíficos incluem ocorrência incomum de náusea; há raros relatos de íleo. Alterações hepatobiliares: as reações hepáticas incluem raras ocorrências de elevação transitória das enzimas hepáticas (incl. elevação de transaminases, fosfatase-alcalina e gama-GT). Seguem abaixo as reações adversas ao medicamento baseadas em estudos clínicos com nimodipino na indicação para tratamento das alterações da função cerebral em idosos (AFCI), classificadas por categoria de freqüência CIOMS III (estudos placebo-controlados: nimodipino N = 1.594; placebo N = 1.558; estudos não controlados: nimodipino N = 8.049; posição de 20/10/2005) e relatos pós-comercialização (posição de 10/2005). Alterações do sistema imunológico: reações agudas de hipersensibilidade incluem reações alérgicas leves a moderadas de ocorrência incomum; sintomas clínicos associados relativos à pele (erupção cutânea incomum). Alterações do sistema nervoso: os sintomas cerebrovasculares inespecíficos incluem ocorrência incomum de cefaléia e vertigem; sintomas neurológicos inespecíficos incluem ocorrência incomum de tontura, hipercinesia e tremor. Distúrbios cardíacos: arritmias cardíacas inespecíficas são incomuns e incluem palpitação e taquicardia. Distúrbios vasculares: os sintomas cardiovasculares inespecíficos incluem ocorrência comum de hipotensão e vasodilatação e ocorrência incomum de síncope e edema. Distúrbios gastrintestinais: os sintomas gastrintestinais inespecíficos incluem ocorrência incomum de constipação, diarréia e flatulência.

Nimodipino Comprimidos - Posologia

Salvo prescrição médica contrária, recomenda-se a seguinte posologia: A) Tratamento das alterações da função cerebral em idosos (AFCI): A dose diária é de três vezes 1 comprimido de nimodipino (3 x 30 mg de nimodipino). Em pacientes com função renal seriamente comprometida (taxa de filtração glomerular <20 ml/min), a necessidade do tratamento deve ser cuidadosamente avaliada, com realização regular de exames de acompanhamento. B) Profilaxia e tratamento das deficiências neurológicas isquêmicas causadas por vasoespasmo cerebral subseqüente à hemorragia subaracnóidea (HSAa): Tendo-se completado o tratamento parenteral (5 a 14 dias), prosseguir a administração de nimodipino por via oral por aproximadamente sete dias: 6 x 2 comprimidos de nimodipino de 4 em 4 horas (60 mg de nimodipino – seis vezes ao dia em intervalos de quatro horas). Em pacientes que desenvolverem efeitos colaterais, deve-se reduzir a dose conforme a necessidade ou interromper o tratamento. Na insuficiência hepática grave, em especial na cirrose, a biodisponibilidade do nimodipino pode aumentar devido à diminuição do efeito de primeira passagem e à redução na depuração metabólica. Nesses casos, os efeitos terapêuticos e os efeitos colaterais (p. ex. hipotensão) podem ser mais pronunciados. Nessas circunstâncias, a dose deverá ser reduzida ou, se necessário, o tratamento deverá ser descontinuado.

Superdosagem

Sintomas da intoxicação: Nos casos de intoxicação aguda, pode-se esperar queda acentuada da pressão arterial, acompanhada de taquicardia ou de bradicardia, desconforto gastrintestinal e náuseas. Tratamento da intoxicação: O tratamento com nimodipino deve ser descontinuado imediatamente. Adotar medidas de suporte, de acordo com os sintomas apresentados. Recomenda-se lavagem gástrica imediata, acrescida de carvão como medida de emergência. Para tratamento da hipotensão arterial, administrar dopamina ou noradrenalina i.v..Como não existe antídoto específico o tratamento subseqüente dos demais efeitos secundários dependerá dos sintomas mais evidentes.

Características farmacológicas

O nimodipino apresenta acentuada seletividade de ação em algumas áreas do cérebro. Suas propriedades terapêuticas relacionam-se com sua capacidade de inibir a contração das células musculares lisas induzidas por íons de cálcio. O nimodipino protege os neurônios e estabiliza suas funções, promove o fluxo sangüíneo cerebral e amplia a tolerabilidade isquêmica agindo nos receptores neuronais e vasculares cerebrais ligados ao canal de cálcio. Outros pesquisadores demonstraram que isso não leva a fenômeno de roubo. Demonstrou-se clinicamente que o nimodipino melhora os transtornos de memória e a concentração em pacientes com comprometimento da função cerebral. Outros sintomas típicos também foram favoravelmente influenciados, tendo-se demonstrado os efeitos benéficos na avaliação da impressão clínica global e dos transtornos individuais, pela observação do comportamento e por testes psicométricos de desempenho. PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS Absorção A substância ativa nimodipino, administrada por via oral é absorvida de forma praticamente completa. A concentração plasmática máxima e a área sob a curva aumentam proporcionalmente à dose até a dose máxima testada (90 mg). O volume de distribuição (Vss, modelo bicompartimental) para administração IV foi calculado como sendo de 0,9 – 1,6 l/kg de peso corporal. A depuração total (sistêmica) é de 0,6 – 1,9 l/h/kg. Ligação protéica e distribuição O nimodipino apresenta 97 - 99 % de ligação às proteínas plasmáticas. Metabolismo, eliminação e excreção O nimodipino é eliminado por via metabólica, através do sistema citocromo P450 3A4. Biodisponibilidade A biodisponibilidade absoluta de 5 – 15% é atribuída ao extenso metabolismo de primeira passagem (aprox. 85 – 95%). DADOS DE SEGURANÇA PRÉ-CLÍNICOS Não constam riscos especiais para humanos nos dados pré-clínicos baseados em estudos convencionais de toxicidade, genotoxicidade, carcinogenicidade e fertilidade masculina e feminina com doses simples e repetidas. Em ratas prenhes, doses de 30 mg/kg/dia e superiores inibiram o crescimento fetal e resultaram em redução do peso fetal. Com 100 mg/kg/dia ocorreu embrioletalidade. Não se observou evidência de teratogenicidade. Em coelhas não ocorreu embriotoxicidade nem teratogenicidade com doses de até 10 mg/kg/dia. Em um estudo intra e pósnatal em ratas, observou-se mortalidade e desenvolvimento físico retardado com doses de 10 mg/kg/dia e superiores. Os achados não se confirmaram em estudos subseqüentes.

Resultados de eficácia

Hemorragia subaracnóidea (HSA) O papel do nimodipino na prevenção ou no tratamento das deficiências isquêmicas decorrentes da HSA foi estudado em sete estudos clínicos prospectivos, randomizados, duplo-cegos, controlados com placebo, usando-se Nimodipino Comprimidos ou cápsulasou somente nimodipino por via intravenosaou em esquema seqüencial de infusão intravenosa seguida de administração oral de comprimidos, e também em dois estudos prospectivos, randomizados, duplo-cegos com variação de dose, usando-se nimodipino oral ou intravenoso. A análise global de eficácia de todos os estudos evidenciou efeito favorável com nimodipino. Para aumentar o poder estatístico nos objetivos primários, os resultados agrupados de sete destes estudos controlados com placebo foram posteriormente sujeitos a uma metanálise formal. Os resultados, classificados segundo a Escala de Resultados Glasgow, foram agrupados em categorias de resultado bom ou resultado insatisfatório. O grupo bom incluiu todos os pacientes que se recuperaram completamente ou ficaram moderadamente incapacitados. O grupo insatisfatório incluiu todos os pacientes que apresentaram incapacitação grave, estado vegetativo persistente ou óbito. Para os estudos controlados individuais, o risco relativo e o risco de obter resultado insatisfatório (óbito, estado vegetativo, incapacitação grave) foram calculados levando-se em conta a taxa de probabilidade com intervalo de confiança de 95%. A aplicação da taxa de probabilidade também foi usada como ferramenta de interpretação geral para todos os estudos. Calculado em 0,58 (IC 95% 0,45 a 0,74), essa taxa mostra que o risco de obter resultado insatisfatório foi aproximadamente 40% menor na população de nimodipino do que nos pacientes tratados com placebo. Existem descrições independentes de resultados similares, de modo que há a evidência clínica definitiva de que o nimodipino reduz a ocorrência de deficiência isquêmica em pacientes com hemorragia subaracnóide e melhora assim o resultado clínico. Outras Síndromes vasculares cerebrais Na chamada síndrome de disfunção cerebral crônica, estudou-se nimodipino em ensaios clínicos abertos e em ensaios duplo-cegos em mais de 1.000 pacientes com sintomatologia vascular cerebral, mas sem antecedentes de AVC. Os resultados correspondem às informações obtidas em 12 estudos clínicos duplo-cegos de comparação com placebo. Cada um desses estudos demonstrou a eficácia do nimodipino nos diferentes processos vasculares cerebrais crônicos, proporcionando uma idéia suficientemente clara do benefício/risco da utilização de nimodipino na terapêutica dessas síndromes cerebrais de difícil identificação e classificação. Para cada um dos sintomas analisados, a porcentagem de pacientes com melhora de pelo menos dois pontos sobre a situação basal após três meses de tratamento com nimodipino foi claramente superior à registrada com placebo.

Modo de usar

Na co-administração com inibidores ou indutores de CYP 3A4 poderá haver necessidade de uma adaptação da dose (vide Interações medicamentosas). De modo geral, os comprimidos devem ser deglutidos inteiros com um pouco de líquido, independentemente das refeições. Evitar suco de toranja (grapefruit) (vide Interações medicamentosas). O intervalo entre as doses sucessivas de comprimido não deve ser inferior a 4 horas. Os comprimidos de nimodipino devem ser mantidos na embalagem original, à temperatura ambiente (15° - 30°C).

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Idosos Recomendações especiais para a indicação em comprometimento cerebral em idosos. Recomenda-se muita cautela com pacientes idosos com enfermidades múltiplas com insuficiência renal grave (depuração < 20 ml/min) ou naqueles com insuficiência cardíaca grave, considerandose cuidadosamente a necessidade do uso de nimodipino e o posterior acompanhamento regular. Crianças e adolescentes A experiência clínica referente ao uso de nimodipino em crianças e adolescentes é insuficiente; portanto, não se recomenda o seu uso nessa faixa etária.

Armazenagem

Os comprimidos de nimodipino devem ser mantidos na embalagem original, à temperatura ambiente (15° - 30°C).

Dizeres legais

Registro M.S.: 1.0429.0059.006-9 Farmacêutico(a) responsável: Shidue Ishitani - CRF/SP-5683 Fabricado por Bayer AG, Alemanha. Embalado e distribuído por Bayer S.A. Rua Domingos Jorge, 1.000 - São Paulo, SP - CNPJ 14.372.981/0001-02 VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Atendimento ao Consumidor: 0800-121010 Lote, datas de fabricação e validade: vide cartucho.

Data da bula

Sep 10 2008 12:00AM

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