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Propranolol Comprimidos

Propranolol Comprimidos - Bula do remédio

Propranolol Comprimidos com posologia, indicações, efeitos colaterais, interações e outras informações. Todas as informações contidas na bula de Propranolol Comprimidos têm a intenção de informar e educar, não pretendendo, de forma alguma, substituir as orientações de um profissional médico ou servir como recomendação para qualquer tipo de tratamento. Decisões relacionadas a tratamento de pacientes com Propranolol Comprimidos devem ser tomadas por profissionais autorizados, considerando as características de cada paciente.

Aviso importante

Todas as bulas constantes em nosso portal são meramente informativas. Em caso de dúvidas quanto ao conteúdo de algum medicamento, procure orientação de seu médico ou farmacêutico.

Obs.: A MedicinaNET não vende nenhum tipo de medicamento.

Referência

Propranolol (Sigma Pharma)

Apresentação de Propranolol Comprimidos

USO ADULTO E PEDIATRICO VIA ORAL Comprimido de 10 mg - caixa com 30 comprimidos. FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES USO ADULTO E PEDIATRICO VIA ORAL Comprimido de 40 mg - caixa com 30 comprimidos. FORMAS FARMACÊUTICAS E APRESENTAÇÕES USO ADULTO E PEDIATRICO VIA ORAL Comprimido de 80 mg - caixa com 30 comprimidos. Cada comprimido de Propranolol 10 mg contém: Cloridrato de propranolol...10 mg Excipientes* qsp.. 1 comprimido (*ácido esteárico, lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, dióxido de silício coloidal). Cada comprimido de Propranolol 40 mg contém: Cloridrato de propranolol.. 40 mg Excipientes* qsp.. 1 comprimido (*ácido esteárico, lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, dióxido de silício coloidal). Cada comprimido de Propranolol 80 mg contém: Cloridrato de propranolol...80 mg Excipientes* qsp.. 1 comprimido (*ácido esteárico, lactose, celulose microcristalina, estearato de magnésio, dióxido de silício coloidal).

Propranolol Comprimidos - Indicações

Hipertensão: Propranolol Comprimidos é indicado no tratamento da hipertensão. Pode ser usado isoladamente ou em associação com outros agentes anti-hipertensivos, especialmente com um diurético tiazídico. Propranolol não está indicado para as emergências hipertensivas. Angina Pectoris devido à Aterosclerose Coronariana: Propranolol Comprimidos é indicado no tratamento prolongado de pacientes com angina pectoris. Arritmias Cardíacas: Propranolol Comprimidos é indicado para o tratamento das seguintes arritmias cardíacas: 1. Arritmias supraventriculares: a) Taquicardias atriais paroxísticas, particularmente aquelas arritmias induzidas por catecolaminas, digitálicos ou associadas à síndrome de Wolff-Parkinson-White. b) Taquicardia sinusal persistente que não seja compensatória e prejudique o bem-estar do paciente. c) Taquicardias e arritmias devido a tireotoxicose quando um efeito imediato é necessário, auxiliando no tratamento em curto prazo (2 a 4 semanas). Pode ser usado simultaneamente com o tratamento específico (vide Advertências sobre tireotoxicose). d) Extra-sístoles atriais persistentes, que prejudiquem o bem-estar do paciente e que não respondam aos métodos convencionais. e) Flutter e fibrilação atriais quando a freqüência ventricular não pode ser controlada apenas por digitálicos, ou quando estes são contra-indicados. 2. Taquicardias ventriculares As arritmias ventriculares não respondem ao Propranolol Comprimidos de modo tão previsível como as arritmias supraventriculares. a) Extra-sístoles ventriculares prematuras persistentes que não respondam às medidas convencionais e prejudiquem o bem-estar do paciente. 3. Taquiarritmias por intoxicação digitálica As taquiarritmias induzidas por digitálico que persistem mesmo após a suspensão da droga e a correção dos distúrbios eletrolíticos são geralmente revertidas com o uso oral de Propranolol Comprimidos. Pode ocorrer bradicardia severa (vide Superdose). Infarto do Miocárdio: Propranolol Comprimidos é indicado para reduzir a mortalidade cardiovascular em pacientes que sobreviveram à fase aguda do infarto do miocárdio e estejam clinicamente estáveis. Enxaqueca: Propranolol Comprimidos é indicado na profilaxia da enxaqueca comum. A eficácia de propranolol no tratamento da crise de enxaqueca já instalada não está estabelecida, não sendo indicado para tal uso. Estenose Sub-Aórtica Hipertrófica: Propranolol Comprimidos é útil no tratamento de estenose subaórtica hipertrófica, especialmente no tratamento de angina de esforço, angina de estresse, palpitações e síncope. Propranolol Comprimidos também aumenta a tolerância ao exercício físico. A eficácia de propranolol nesta doença parece ser devido ao bloqueio de receptores beta-adrenérgicos, reduzindo o elevado gradiente de pressão de saída de fluxo que encontra-se exacerbado em conseqüencia ao estímulo contínuo de receptores beta-adrenérgicos. Feocromocitoma: Após a instituição do tratamento primário com um agente bloqueador alfa-adrenérgico, Propranolol Comprimidos pode ser utilizado como tratamento auxiliar, caso o controle da taquicardia seja necessário antes ou durante a cirurgia. É perigoso o uso de propranolol, a menos que drogas bloqueadoras alfa-adrenérgicas já estejam sendo utilizadas, caso contrário poderia predispor a uma severa elevação da pressão arterial. Em feocromocitoma inoperável ou metastático, Propranolol Comprimidos pode ser útil como auxiliar no tratamento dos sintomas, devido ao estímulo excessivo de receptores beta-adrenérgicos.

Contra-indicações de Propranolol Comprimidos

Propranolol é contra-indicado em: * 1. Choque cardiogênico; * 2. Bradicardia sinusal; * 3. Bloqueio atrioventricular maior que primeiro grau (o bloqueio beta-adrenérgico pode impedir a facilitação de condução induzida pela atividade simpática); * 4. Asma brônquica; * 5. Insuficiência cardíaca congestiva (vide Precauções), a menos que a insuficiência seja subseqüente a uma taquiarritmia tratável com Propranolol.

Advertências

Deve-se usar Propranolol Comprimidos com cautela em pacientes com insuficiência hepática ou renal.O bloqueio de receptores beta-adrenérgicos pode causar redução da pressã o intra-ocular. Os pacientes devem ser avisados que Propranolol pode interferir em teste de triagem de glaucoma. A interrupção da droga pode reconduzir ao aumento da pressão intra-ocular. A estimulação simpática pode ser um componente vital na função circulatória em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva. Sua inibição pelo bloqueio beta-adrenérgico pode precipitar uma insuficiência cardíaca mais intensa. Embora os bloqueadores beta-adrenérgicos devam ser evitados na insuficiência cardíaca congestiva, se necessário, podem ser usados com um acompanhamento cuidadoso em pacientes com história de insuficiência cardíaca bem compensada, e que estejam recebendo digitálicos e diuréticos. Os bloqueadores beta-adrenérgicos não anulam a ação inotrópica dos digitálicos no músculo cardíaco. O uso contínuo de bloqueadores beta-adrenérgicos em pacientes sem antecedentes de insuficiência cardíaca pode, em alguns casos, conduzir à própria insuficiência cardíaca. Portanto, ao primeiro sinal ou sintoma de insuficiência cardíaca, o paciente deve ser digitalizado e/ou tratado com diuréticos e a resposta rigorosamente observada, ou o uso de Propranolol Comprimidos deve ser interrompido (gradualmente, se possível). Há relatos de exacerbaçã o de angina e, em alguns casos, infarto do miocárdio, após a descontinuidade abrupta do tratamento com Propranolol Comprimidos. Portanto, quando a descontinuidade de Propranolol Comprimidos é desejada, a dosagem deve ser gradualmente reduzida durante pelo menos algumas semanas, e o paciente deve ser alertado contra a interrupção ou o término do tratamento sem a recomendação do médico. Caso o tratamento com Propranolol Comprimidos seja interrompido e ocorrer exacerbação da angina, aconselha-se a reiniciar o tratamento com Propranolol Comprimidos e tomar outras medidas apropriadas para o controle da angina pectoris instável. Uma vez que a doença arterial coronariana pode ser de difícil reconhecimento em pacientes ateroscleróticos que estejam recebendo Propranolol Comprimidos para outras indicações, aconselha-se seguir as recomendações acima. De modo geral, pacientes com doença broncoespástica não alérgica (bronquite crônica, enfisema) não devem receber bloqueadores beta-adrenérgicos. Se necessário, deve ser administrado com cautela, uma vez que o propranolol pode bloquear a broncodilatação produzida pela ação de catecolaminas endógenas e exógenas sobre receptores beta. A necessidade de interrupção do tratamento com bloqueadores beta-adrenérgicos antes de grandes cirurgias é controversa. Deve-se salientar, entretanto, que a diminuição da resposta cardíaca aos reflexos estimulantes adrenérgicos pode aumentar os riscos da anestesia geral e dos procedimentos cirúrgicos. O propranolol, assim como outros bloqueadores beta-adrenérgicos, é um inibidor competitivo agonista de receptores beta-adrenérgicos e seus efeitos podem ser revertidos pela administração de alguns agentes, como a dobutamina ou o isoproterenol. Entretanto, alguns pacientes podem estar sujeitos a hipotensão severa prolongada. A dificuldade em iniciar e manter o batimento cardíaco também tem sido relatada com bloqueadores beta-adrenérgicos. O agente beta-bloqueador, quando necessário, deve ser utilizado com cautela em pacientes diabéticos. Os bloqueadores beta-adrenérgicos podem mascarar a taquicardia que ocorre com a hipoglicemia, mas outras manifestações, tais como, vertigem e transpiração podem não ser significantemente afetadas. Após a hipoglicemia induzida pela insulina, o propranolol pode retardar a recuperação dos níveis normais de glicose sangüínea. O bloqueio beta-adrenérgico pode mascarar certos sinais clínicos de hipertireoidismo. Portanto, a interrupção abrupta de Propranolol Comprimidos pode ser seguida de uma exacerbação dos sintomas de hipertireoidismo, incluindo ôtempestade tireoidiana. Propranolol pode alterar testes de função da tireóide, aumentando T4 e T3 reverso, e diminuindo T3. Observou-se em diversos casos de síndrome de Wolff-Parkinson-White que, após o uso de propranolol, a taquicardia foi substituída por uma bradicardia intensa, necessitando de marcapasso de demanda. Em um caso, este fato ocorreu após uma dose inicial de 5 mg de propranolol. Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade: Em estudos de 18 meses, em ratos e camundongos, empregando-se doses de até 150 mg/kg/dia, não foram relatados efeitos tumorigênicos relacionados à droga para quaisquer doses utilizadas.Estudos reprodutivos em animais não mostraram qualquer prejuízo na fertilidade que fosse atribuível ao propranolol. O efeito do propranolol na fertilidade humana é desconhecido. Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Uso na gravidez de Propranolol Comprimidos

Categoria C: Estudos em animais demonstraram que o propranolol pode ser embriotóxico em doses 10 vezes maiores que a dose máxima recomendada em humanos. No há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Portanto, a segurança do uso de propranolol durante a gravidez não está estabelecida. Propranolol Comprimidos não deve ser usado durante a gravidez, a menos que os benefícios esperados para a paciente superem os riscos potenciais para o feto, segundo critério médico. Uso durante a lactação: O propranolol é excretado no leite materno. Portanto, deve ser utilizado com cautela em mulheres que estão amamentando.

Interações medicamentosas de Propranolol Comprimidos

Pacientes recebendo drogas depletoras de catecolaminas, tais como a reserpina, devem ser rigorosamente durante o tratamento com propranolol. A ação adicional bloqueadora da catecolamina pode provocar uma redução excessiva da atividade nervosa simpática final. Esta atividade pode resultar em hipotensão, bradicardia acentuada, vertigem, crises de síncope ou hipotensão ortostática. Deve-se ter cautela quando da administração de drogas bloqueadoras de canais de cálcio em pacientes que estejam recebendo beta-bloqueadores, especialmente verapamil intravenoso, pois ambas as drogas podem deprimir a contratilidade miocárdica ou a condução atrioventricular. O gel de hidróxido de alumínio reduz consideravelmente a absorção intestinal de propranolol. O álcool etílico reduz a velocidade de absorção de propranolol. A fenitoína, fenobarbital e rifampicina aceleram oclearance de propranolol. A clorpromazina quando usada concomitantemente com propranolol resulta em aumento do nível plasmático de ambas as drogas. A antipirina e a lidocaína têm o clearance reduzido quando usadas concomitantemente com propranolol. A administração concomitante de tiroxina e propranolol pode resultar em concentração de T3 menor do que a esperada. A cimetidina diminui o metabolismo hepático de propranolol, retardando sua eliminação e aumentando os níveis sangüíneos da droga. O clearance de teofilina é reduzido quando usada concomitantemente com propranolol. Interações com Testes Laboratoriais: Propranolol pode alterar alguns testes clínicos laboratoriais, provocando níveis elevados de uréia sangüínea em pacientes com severa doença cardíaca, elevação de transaminase sérica, fosfatase alcalina e desidrogenase lática.

Reações adversas / Efeitos colaterais de Propranolol Comprimidos

A maioria dos efeitos adversos são de intensidade leve e transitórios e raramente exigem a interrupção do tratamento. Cardiovasculares: bradicardia; insuficiência cardíaca congestiva; intensificação do bloqueio atrioventricular; hipotensão; parestesia das mãos; púrpura trombocitopênica; insuficiência arterial, geralmente do tipo Raynaud. Sistema Nervoso Central: depressão mental manifestada por insônia, lassidão, fraqueza, fadiga, depressão mental reversível progredindo para catatonia, distúrbios visuais, alucinações, sonhos vividos, uma síndrome aguda reversível caracterizada por desorientação de tempo e espaço, perda temporária da memória, labilidade emocional, leves distúrbios sensoriais, desempenho psicomotor prejudicado. Gastrintestinais: náusea; vômito; dor epigástrica; cólica abdominal; diarréia; constipação; trombose arterial mesentérica; colite isquêmica. Alérgicas: faringite; agranulocitose; rash eritematoso; febre associada a dor e inflamação da garganta; laringoespasmo; dificuldade respiratória. Respiratória: broncoespasmo. Hematológicas: agranulocitose; púrpura não trombocitopênica; púrpura trombocitopênica. Autoimunes: em casos extremamente raros, lupus eritematoso sistêmico (LES) tem sido relatado. Outras: alopecia; reações semelhantes à do lupus eritematoso sistêmico; erupções psoriasiformes; olhos secos; impotência masculina e doença de Peyronie têm sido raramente relatadas.

Propranolol Comprimidos - Posologia

A dose de PROPRANOLOL difere para cada indicação. Hipertensão: A dose deve ser individualizada. A dose inicial usual é de 40 mg de Propranolol duas vezes por dia, quer usado isoladamente ou associado a um diurético. A dose pode ser aumentada gradualmente até que se atinja o controle adequado da pressão arterial. A manutenção usual é de 120 mg a 240 mg por dia. Em alguns casos, podem ser necessárias doses superiores a 640 mg por dia. O tempo necessário para a obtenção de resposta completa à hipertensão para uma determinada dose administrada é variável, podendo estender-se de poucos dias a várias semanas.Embora doses divididas em duas vezes ao dia sejam eficazes para manter a redução da pressão arterial ao longo do dia, alguns pacientes, especialmente quando baixas doses são utilizadas, podem apresentar um discreto aumento da pressão arterial ao final do intervalo de 12 horas. Com o intuito de determinar se está sendo mantido o controle adequado da pressão arterial ao longo do dia, recomenda-se medir a pressão arterial próximo ao fim do intervalo. Caso o controle da pressão arterial não esteja adequado ao final do intervalo de 12 horas, recomenda-se aumento da dose ou regime de doses divididas 3 vezes ao dia para melhor controle. Angina Pectoris: Doses diárias totais de 80 mg a 320 mg, quando administradas oralmente, duas, três ou quatro vezes ao dia, têm demonstrado aumentar a tolerância ao exercício físico e reduzir as alterações isquêmicas ao eletrocardiograma.Em caso de interrupção do tratamento, deve-se reduzir as doses gradualmente, durante várias semanas (vide Precauções). Arritmias: A dose recomendada é de 10 mg a 30 mg, três ou quatro vezes por dia, antes das refeições e ao deitar. Infarto do Miocárdio: A dose recomendada é de 180 mg a 240 mg por dia, em doses divididas. Embora um regime posológico de três vezes ao dia tenha sido utilizado no BHAT e um regime de quatro vezes ao dia no Estudo Multicêntrico Norueguês, há base científica suficiente para indicação de um esquema posológico de 2 ou 3 vezes ao dia.A eficácia e segurança de doses diárias superiores a 240 mg, na prevenção da mortalidade cardíaca, não foram estabelecidas.Entretanto, doses superiores podem ser necessárias para o tratamento eficaz de doenças coexistentes, tais como angina ou hipertensão. Enxaqueca: A dose deve ser individualizada. A dose oral inicial recomendada é 80 mg de Propranolol por dia, em doses divididas, aumentando gradualmente até atingir a dose eficaz para a profilaxia da enxaqueca. A dose usualmente eficaz é geralmente conseguida com 160 mg a 240 mg por dia.Caso não seja obtida resposta satisfatória dentro de 4 a 6 semanas após atingida a dose máxima, o tratamento deve ser interrompido. Deve-se alertar para que a interrupção da droga seja feita gradualmente, durante várias semanas. Estenose Sub-Aórtica Hipertrófica: A dose recomendada é de 20 mg a 40 mg, três ou quatro vezes por dia, antes das refeições e ao deitar. Feocromocitoma: No pré-operatório, recomenda-se 60 mg por dia, em doses divididas, durante três dias anteriores à cirurgia, concomitantemente com um agente bloqueador alfa-adrenérgico.No controle de tumor inoperável, recomenda-se 30 mg por dia, em doses divididas. Uso Pediátrico: A dose oral para o tratamento de hipertensão requer triagem individual, iniciando-se com 1,0 mg por kg de peso corporal, por dia (exemplo: 0,5 mg por kg, duas vezes ao dia).A dose pediátrica de manutenção é de 2 mg a 4 mg por kg por dia, em duas doses divididas igualmente (exemplo: 1,0 mg/kg duas vezes ao dia a 2,0 mg/kg duas vezes ao dia). A dose pediátrica calculada pelo peso geralmente produz níveis plasmáticos na faixa terapêutica similares aos dos adultos. Por outro lado, as doses pediátricas calculadas com base na superfície corpórea (não recomendadas), geralmente resultam em níveis plasmáticos acima da média terapêutica em adultos. Doses acima de 16 mg/kg/dia não devem ser usadas em crianças.Caso o tratamento com Propranolol deva ser interrompido,é necessária a diminuição gradual da dose por um período de 7 a 14 dias.

Superdosagem

Propranolol não é significantemente dialisável. Caso ocorra superdosagem ou resposta exagerada, deve-se empregar as seguintes medidas: Geral: Caso a ingestão tenha sido recente, esvaziar o conteúdo gástrico, tomando cuidado para prevenir aspiração pulmonar. Bradicardia: Deve-se administrar atropina (0,25 mg a 1,0 mg). Caso não haja resposta ao bloqueio vagal, administrar isoproterenol cautelosamente. Insuficiência cardíaca: Digitalização e diuréticos.Hipotensão: Vasopressores como norepinefrina ou epinefrina (evidências indicam a epinefrina como droga de escolha). Broncoespasmo: Deve-se administrar isoproterenol e aminofilina.

Características farmacológicas

Propranolol, quimicamente designado de cloridrato de 1-isopropilamino-3-(1-naftiloxi)-2-propranol, é um agente bloqueador de receptores beta-adrenérgicos, não seletivo, não possuindo qualquer outra atividade sobre o sistema nervoso autônomo. O propranolol compete especificamente com agentes estimulantes de receptores beta-adrenérgicos pelos sítios receptores disponíveis. Quando o acesso aos sítios dos receptores beta-adrenérgicosé bloqueado pelo propranolol, as respostas cronotrópica, inotrópica e vasodilatadora do estímulo beta-adrenérgico sãs proporcionalmente diminuídas. O mecanismo do efeito anti-hipertensivo do propranolol não está totalmente elucidado. Entre os fatores que podem estar envolvidos, contribuindo para a ação anti-hipertensiva, estão a diminuição do débito cardíaco, a inibição da liberação de renina pelos rins e a diminuição do tônus simpático proveniente dos centros vasomotores do cérebro. Embora a resistência periférica total possa aumentar inicialmente, ela reajusta-se ao nível anterior ao tratamento ou abaixo dele com o uso crônico de Propranolol injetável. Os efeitos sobre o volume plasmtico são menores e mais variáveis. O propranolol tem demonstrado causar um pequeno aumento na concentração sérica de potássio, quando usado no tratamento de pacientes hipertensos. Não há correlação simples entre o nível plasmático ou dose e o efeito terapêutico, e a variação dose-resposta demonstrada clinicamente é ampla. Uma vez que não há teste seguro para estimar o tônus simpático ou determinar se o bloqueio beta-adrenérgico total foi alcançado, a dose exata requer rastreamento. Em angina pectoris, o propranolol geralmente reduz a necessidade de oxigênio do coração em qualquer nível de esforço, pelo bloqueio do aumento da freqüência cardíaca induzido pelas catecolaminas, reduzindo a pressão arterial sistólica, a velocidade e a extensão da contração miocárdica. O propranolol pode aumentar a demanda de oxigênio por aumentar o tamanho das fibras do ventrículo esquerdo, a pressão diastólica final e o período de ejeção sistólica. O efeito fisiológico final do bloqueio beta-adrenérgico é geralmente vantajoso e manifesta-se durante o exercício, retardando o surgimento da dor e aumentando a capacidade de trabalho cardíaco. Propranolol exerce seus efeitos antiarrítmicos em concentrações relacionadas ao bloqueio beta-adrenérgico e este parece ser seu principal mecanismo de ação antiarrítmica. Em doses superioresàs requeridas para o bloqueio beta-adrenérgico, o propranolol exerce efeito quinidina simile ou anestésico simile que afeta o potencial de ação cardíaca. O significado desta ação de membrana no tratamento das arritmias é incerto. O mecanismo do efeito antienxaqueca de propranolol não está estabelecido. Receptores beta-adrenérgicos foram identificados nos vasos da pia-máter do cérebro. O mecanismo específico dos efeitos antitremores de propranolol não está estabelecido, mas receptores beta-2 (não cardíacos) podem estar envolvidos. Um efeito central também pode ser possível. Propranolol é usado para diminuir o risco de mortalidade cardiovascular em pacientes que sobreviveram à fase aguda do infarto do miocárdio e que estão clinicamente estáveis. O propranolol é quase que completamente absorvido pelo trato gastrintestinal. Em seguida, vai ao fígado onde fixa-se aos sítios de ligação não específicos. Ocorrem grandes diferenças individuais na saturação hepática, devido às diferenças de fluxo hepático. Após administração oral, a droga não atinge a circulação geral até que os sítios de ligação hepática estejam saturados. Após a saturação, as ligações hepáticas não mais afetam a passagem de propranolol para a corrente sangüínea. A quantidade de propranolol que atinge a circulação após uma dose oral também depende da quantidade da droga metabolizada durante a primeira passagem pelo fígado. O propranolol atinge nível plasmático em 30 minutos após administração oral. O pico de concentração plasmática ocorre entre 60 a 90 minutos. O propranolol é largamente distribuído nos tecidos do organismo, incluindo fígado, coração, rins e pulmões. A droga atravessa rapidamente a barreira hemato-encefálica e a placenta. O propranolol, em mais de 90%, está ligado às proteínas plasmáticas. Tanto o propranolol livre quanto o propranolol ligado às proteínas são metabolizados. A eliminação da droga parece seguir cinética de primeira ordem. A meia-vida biológica é de aproximadamente 4 horas. Propranolol é quase que completamente metabolizado no fígado, e pelo menos oito metabólitos foram diferenciados na urina. Somente 1 a 4% de uma dose oral da droga aparece nas fezes de forma inalterada ou como metabólito. O propranolol não é significantemente dialisável.

Resultados de eficácia

O propranolol é usado para diminuir o risco de mortalidade cardiovascular em pacientes que sobreviveram à fase aguda do infarto do miocárdio e que estão clinicamente estáveis. Nos Estados Unidos, o estudo BHAT (Beta-Blocker Heart Attack Trial) demonstrou que a administração prolongada (duração de até 39 meses) de cloridrato de propranolol (iniciado entre o 5º e 21º dia após o infarto do miocárdio) reduziu a taxa de mortalidade cardiovascular, mortalidade por doença aterosclerótica cardíaca e a morte súbita em doentes cardíacos ateroscleróticos. Um estudo multicêntrico realizado na Noruega forneceu resultados que apóiam os obtidos nos Estados Unidos.

Modo de usar

Manter em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco. Propranolol Comprimidos deve ser administrado por via oral conforme descrito no item Posologia.

Uso em idosos, crianças e em outros grupos de risco

Uso pediátrico: A avaliação dos efeitos de Propranolol por via oral em crianças, relacionados à eficácia e segurança da droga, não tem sido tão sistematicamente realizada como para adultos. Portanto, o uso de Propranolol Comprimidos em crianças somente deve ser feito com acompanhamento médico. Uso em idosos: Não há relatos de diferenças quanto ao uso de propranolol em pacientes acima de 65 anos e pacientes mais jovens.

Armazenagem

O produto deve ser armazenado em sua embalagem original.Manter em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC). Proteger da luz e manter em lugar seco.

Dizeres legais

Registro M.S.: 1.3569.0017.002-6 Registro M.S.: 1.3569.0017.003-4 Registro M.S.: 1.3569.0017.004-2 Farmacêutico(a) responsável: Dr. Carlos Alberto Fonseca de Moraes - CRF/SP- 14546 Fabricado e Comercializado pela EMS S/A Distribuido por EMS S/A Embalado por EMS S/A Registro no M.S sob no.: 1.3569.0017 Fabricado e comercializado pela EMS S/A. CNPJ: 57.507.378/0001-01 Indústria Brasileira Comprimidos: Rua Comendador Carlo Mario Gardano, 450 São Bernardo do Campo - SP CEP: 09720-470 Solução Injetável: Rodovia SP-101 KM 8 Hortolândia - SP CEP: 13.186-481 Detentora do Registro: SigmaPharma LTDA Rodovia SP-101 KM 8 Hortolândia-SP CEP: 13.186-481 CNPJ: 00.923.140/0001-31 Atendimento ao Consumidor: 0800-191222 Caixa Postal 3 Hortolândia-SP CEP: 13.186-481 Email: sac.sigmasigmapharma.com.br

Data da bula

Jul 28 2005 12:00AM

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