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Interações medicamentosas de Carvedilol

Como ocorre com outros betabloqueadores, o Carvedilol pode potencializar o efeito de outro medicamento com ação hipotensora administrado concomitantemente (por ex., antagonistas de receptores alfa1) ou que tenham a hipotensão como possível efeito adverso.
Casos isolados de distúrbios da condução (raramente com comprometimento hemodinâmico) têm sido observados quando Carvedilol e diltiazem são administrados concomitantemente.
Portanto, como com outros betabloqueadores, deve-se realizar monitoração cuidadosa do ECG e da pressão arterial ao se administrar concomitantemente bloqueadores dos canais de cálcio do tipo verapamil ou diltiazem ou drogas antiarrítmicas classe I.
Essas drogas não devem ser administradas por via venosa concomitantemente.
Após administração concomitante de digoxina e Carvedilol, a concentração plasmática de digoxina aumentou aproximadamente 15%. Recomenda-se monitoração dos níveis de digoxina ao iniciar, ajustar ou descontinuar o Carvedilol.
A administração concomitante de clonidina e betabloqueadores pode potencializar os efeitos de hipotensão e redução da frequência cardíaca. Ao se descontinuar o tratamento com Carvedilol e clonidina, Carvedilol deverá ser descontinuado primeiro, alguns dias antes da redução gradual da dose de clonidina.
Os efeitos da insulina e de antidiabéticos orais podem ser aumentados. Os sinais e sintomas de hipoglicemia podem ser mascarados ou atenuados (especialmente taquicardia). Monitoração regular da glicemia é, portanto, recomendada.
É necessário cautela em pacientes em uso de indutores de oxidases de função mista, como a rifampicina, pois o nível sérico do Carvedilol pode ser reduzido, ou inibidores de oxidases de função mista, como a cimetidina, pois o nível sérico pode ser aumentado.
Entretanto, com base no pequeno efeito da cimetidina sobre os níveis de Carvedilol, a probabilidade de interações clinicamente significativas é mínima.
Atenção especial aos efeitos sinérgicos inotrópico negativo e hipotensor do Carvedilol e drogas anestésicas.
Administração concomitante do Carvedilol e glicosídeos cardíacos pode prolongar o tempo de condução AV.
Pacientes em uso de betabloqueadores e agentes depletores de catecolaminas (por ex., inibidores da MAO) devem ser observados quanto a sinais de hipotensão e/ou bradicardia severa.
Observou-se aumento discreto nas concentrações mínimas de ciclosporina após uso de Carvedilol em pacientes transplantados renais que sofriam de rejeição vascular crônica. Em 30% dos pacientes, foi necessário redução da dose de ciclosporina (em cerca de 20%). Devido à variabilidade interindividual no ajuste necessário da dose, recomenda-se monitoração das concentrações de ciclosporina após introdução do Carvedilol e ajuste da dose da ciclosporina caso necessário.

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