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Posologia de Oxycontin

· Princípios gerais: OS COMPRIMIDOS DE LIBERAÇÃO CONTROLADA DE Oxycontin DEVEM SER DEGLUTIDOS INTEIROS, NÃO DEVENDO SER FRACIONADOS, MASTIGADOS NEM TRITURADOS. A INGESTÃO DE COMPRIMIDOS FRACIONADOS, MASTIGADOS OU TRITURADOS PODERÁ PROVOCAR UMA LIBERAÇÃO RÁPIDA DA OXICODONA, COM A ABSORÇÃO DE DOSE POTENCIALMENTE FATAL. No tratamento da dor é fundamental a avaliação sistemática do paciente. Ademais, a terapia deverá ser revisada regularmente, sendo ajustada baseando-se nas informações do próprio paciente referentes à dor e efeitos colaterais, bem como do juízo clínico do profissional. Oxycontin comprimidos é utilizado no tratamento da dor moderada a severa, em pacientes que requeiram terapia com um analgésico opióide oral. A natureza da liberação controlada da formulação permite que Oxycontin comprimidos seja administrado cada 12 horas (veja as seções Farmacologia clínica, Farmacocinética, e Metabolismo). Embora a dosagem simétrica (doses matinal e vespertina iguais) cada 12 horas seja adequada para a maioria dos pacientes, alguns deles poderão beneficiar-se de uma dosagem assimétrica (com a dose da manhã diferindo da dose da tarde), ajustada ao caso. Normalmente é adequado o tratamento com um único opióide, usando-se terapia de 24 horas. · Início da terapia: é impreterível que o regime de dosagem seja iniciado individualmente para cada paciente, considerando-se o tratamento prévio do paciente, com analgésicos opióides ou não-opióides. Entre os fatores a serem considerados, estão os seguintes: 1. A condição geral e o estado médico do paciente. 2. A dose diária, a potência e o(s) tipo(s) do(s) analgésico(s) de uso anterior. 3. A confiabilidade da estimativa de conversão, utilizada para calcular a dose de oxicodona. 4. A exposição do paciente a opióides, e sua tolerância aos mesmos. 5. O equilíbrio entre o controle da dor e as reações adversas. Deve-se tomar precauções no sentido de administrarem-se inicialmente doses baixas de Oxycontin comprimidos, em pacientes que ainda não tenham desenvolvido tolerância aos opióides, especialmente no caso de pacientes que concomitantemente estejam recebendo um tratamento com relaxantes musculares, sedativos ou outros medicamentos que atuem sobre o SNC (veja a seção INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS). · Pacientes que ainda não estejam utilizando opióides: os ensaios clínicos demonstraram que em tais pacientes a terapia analgésica poderá ser iniciada com Oxycontin comprimidos. Para a maioria dos pacientes nessa categoria, uma dose inicial razoável consistiria em 10 mg cada 12 horas. Caso administrado um analgésico não-opióide (aspirina, acetaminofeno ou uma droga antiinflamatória não-esteróide), este nãoopióide poderá ser continuado. Se for descontinuado, é possível que a dose de Oxycontin comprimidos tenha que ser aumentada. · Pacientes tratados com terapia opióide: se o paciente já estiver recebendo medicamentos contendo opióides, antes da terapia com Oxycontin comprimidos, a dose diária total (24 horas) dos outros opióides deverá ser determinada da seguinte forma: 1. usando os fatores de conversão da Tabela 3, multiplicar as doses (em mg/ dia) dos opióides prévios pelo respectivo fator, obtendo-se assim a dose diária total equivalente em termos de oxicodona. 2. dividir pela metade a dose para 24 horas assim obtida, para determinar a dose de Oxycontin comprimidos a ser administrada 2 vezes ao dia (cada 12 horas). 3. ajustando para baixo, calcular a dosagem correta em termos das potências existentes de comprimidos de Oxycontin (10 mg, 20 mg ou 40 mg). 4. ao iniciar a terapia com Oxycontin comprimidos descontinuar dentro de 24 horas a administração de todos os outros medicamentos opióides. É provável que nenhuma conversão fixa se revele satisfatória para a totalidade dos pacientes, especialmente com os que já estejam recebendo altas doses de opióides. As dosagens recomendadas na Tabela 3 representam somente um ponto de partida, sendo necessárias cuidadosas observações e freqüentes titulações, a fim de garantir que os pacientes cheguem a uma nova terapia estável. Tabela 3: Fatores de multiplicação para converter as doses diárias de opióides prévios para a dose diária de oxicodona oral* (mg/dia de opióide prévio x fator = mg/dia de oxicodona oral) Esse cálculo somente deve ser usado para converter à oxicodona oral. No caso de pacientes que estejam recebendo altas doses de opióides parenterais, aconselha-se uma conversão mais conservadora. Assim, no caso de altas doses de morfina parenteral, deve-se usar um fator de conversão igual a 1,5. Em todos os casos deve-se dispor de uma analgesia suplementar (veja mais abaixo), sob forma de um analgésico apropriado do tipo curta ação. Oxycontin comprimidos poderá ser usado com segurança, concomitantemente com as doses habituais de analgésicos não-opióides e adjuvantes analgésicos, cuidando-se sempre de selecionar uma dose inicial apropriada (veja a seção Precauções).Conversão de fentanil transdérmico para Oxycontin em comprimidos: dezoito (18) horas após a eliminação do adesivo (patch) transdérmico de fentanil, pode-se iniciar o tratamento com Oxycontin comprimidos. Embora não tenham sido feitas determinações sistemáticas de tal conversão, inicialmente cada 25 mcg/h do patch adesivo transdérmico de fentanil deverão ser substituídos por uma dose de oxicodona conservadora - aproximadamente 10 mg de Oxycontin cada 12 horas. Deve-se manter vigilância estrita sobre o paciente, com referência a titulação precoce, já que a experiência clínica com esta conversão é muito limitada. Manejo de prováveis reações adversas com opióides: a maioria dos pacientes tratados com opióides - especialmente os que nunca o foram antes - sofrerá reações adversas. As reações adversas causadas pelo Oxycontin comprimidos são freqüentemente transitórias, mas poderão necessitar de avaliação e manejo. As reações adversas tais como a constipação intestinal deverão ser previstas e tratadas agressiva e profilaticamente, com um laxante estimulante e/ou um amaciante de fezes. Habitualmente, os pacientes não se tornam tolerantes aos efeitos constipantes dos opióides. As outras reações adversas dos opióides, tais como a sedação e as náuseas, são geralmente autolimitadas, e freqüentemente não persistem além dos primeiros dias. Caso as náuseas persistam de forma inaceitável ao paciente, deve-se considerar o tratamento com antieméticos ou outras medidas capazes de aliviar esses sintomas. Às vezes os pacientes tratados com Oxycontin comprimidos notam a passagem de uma matriz de comprimido, intacta, nas fezes ou via colostomia. Essas matrizes contêm pouca ou nenhuma oxicodona residual e portanto não têm importância clínica. INDIVIDUALIZAÇÃO DA DOSE: uma vez iniciada a terapia, devem-se avaliar freqüentemente o alívio da dor e os outros efeitos dos opióides. As doses dos pacientes devem ser fixadas de forma a produzirem efeito adequado (geralmente, dor leve ou ausente, com a administração regular de, no máximo, 2 doses de analgesia suplementar durante 24 horas). Deve estar à disposição uma medicação resgate (veja a seção sobre Analgesia suplementar). Já que as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio são alcançadas em aproximadamente 24 a 36 horas, a dose poderá ser ajustada a cada 1 ou 2 dias. O mais adequado é aumentar a dose a cada 12 horas, e não a frequência da dosagem. Não existem informações clínicas sobre intervalos entre administrações menores que 12 horas. A título de diretriz podemos sugerir a possibilidade de aumento, a cada vez, de 10 mg/ 12h ou de 20 mg/12h. Com cada aumento, a dose diária total de oxicodona em uso poderá ser elevada em 25% a 50%. Em caso de sinais de reações adversas excessivas, relacionadas ao opióide, a próxima dose poderá ser reduzida. Se, por sua vez, esse ajuste levar a uma analgesia inadequada, poderá se administrar uma dose suplementar de oxicodona de liberação imediata. Alternativamente, pode-se utilizar adjuvantes analgésicos nãoopióides. Devem ser efetuados os ajustes de dose, necessários para obter o equilíbrio adequado entre o alívio da dor e as reações adversas relacionadas ao opióide. Em caso de reações adversas significativas, antes de se chegar à meta terapêutica (dor leve ou nenhuma dor), tais eventos deverão ser tratados de forma agressiva. Uma vez controladas as reações adversas, deve-se continuar com a titulação ascendente, até a obtenção de um nível aceitável de controle da dor. Durante as fases de mudanças nas necessidades analgésicas - inclusive a titulação inicial - recomenda-se manter freqüentes contatos entre o médico, os outros membros da equipe médica, o paciente, e sua família. Analgesia suplementar É possível que a maioria dos pacientes que recebam terapia 24 horas por dia com opióides de liberação controlada precisem ter à sua disposição medicamentos de liberação imediata tipo resgate, disponíveis para lidar com exacerbações da dor ou para prevenir a dor que ocorre previsivelmente durante certas atividades do paciente (dor incidental). Manutenção da terapia: o objetivo da fase de titulação é determinar a dose necessária para analgesia durante as 12 horas, específica para o paciente, dose essa que manterá uma analgesia adequada com efeitos colaterais aceitáveis, durante todo o tempo necessário para o alívio da dor. Se a dor surgir novamente, a dose poderá ser aumentada, a fim de restabelecer o controle da dor. O método de ajuste da terapia, conforme mencionado acima, deverá ser usado para se restabelecer o controle da dor. Durante a terapia crônica - especialmente em casos de síndromes de dor nãooncológicas - a necessidade contínua de terapia opióide durante 24 horas deverá ser reconfirmada periodicamente (isto é, cada 6 a 12 meses), conforme apropriado a cada caso. Suspensão da terapia Quando o paciente não mais necessitar de terapia com Oxycontin comprimidos, as doses deverão ser diminuídas gradualmente, evitando-se sinais e sintomas de abstinência, comuns ao paciente fisicamente dependente. Conversão do Oxycontin comprimidos para opióides parenterais A fim de evitar superdosagem, devem-se usar índices de conversão de dose conservadores.

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