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Efeitos Colaterais de Revia

Durante dois estudos aleatórios, de 3 meses, duplo-cego, placebo-controlado, para avaliar a eficácia da Naltrexona como tratamento auxiliar na dependência de álcool, houve boa tolerância à Naltrexona. Nestes estudos, os pacientes receberam diariamente 50 mg de Naltrexona. Cinco por cento desses pacientes tiveram que abandonar o uso da substância devido a náuseas. Nenhuma reação adversa séria foi relatada durante esses dois estudos.
Enquanto os extensos estudos que avaliaram o uso de Naltrexona em pacientes detoxificados, anteriormente dependentes de opioides, não conseguiram identificar nenhum risco sério com o uso do produto, os estudos placebo-controlados, que usaram doses de até 5 vezes (até 300 mg/dia) maiores que as recomendadas para uso em bloqueio dos receptores opioides, mostraram que a Naltrexona causa lesão hepatocelular em uma proporção substancial de pacientes submetidos a altas doses.
Ao lado destas descobertas e o risco da precipitação de abstinência opioide, as evidências disponíveis não indicam que a Naltrexona usada em qualquer dose seja causa de qualquer outra reação adversa em pacientes que estejam livres de opioides. É crítico reconhecer que a Naltrexona pode precipitar ou exacerbar os sinais e sintomas em paciente que não esteja completamente livre de opioides exógenos. Pacientes viciados, especialmente em narcóticos, têm risco de sofrer reações adversas e ter valores de resultados de laboratório anormais, incluindo-se aí as anormalidades funcionais hepáticas. Dados de estudos controlados e de observação sugerem que estas anormalidades, outras que a hepatotoxicidade, relacionadas à dose e descritas anteriormente, não estão relacionadas ao uso da Naltrexona.
Entre os pacientes livres de opioides, a administração de Naltrexona em doses recomendadas não tem sido associada com o perfil previsível de reações adversas ou eventos desfavoráveis. Entretanto, como acima mencionado, entre os pacientes que usam opioides, a Naltrexona pode causar sérias reações de abstinência.
A Naltrexona não tem demonstrado causar aumentos significativos de queixas em experimentos placebo-controlados em pacientes sabidamente livres de opioides por mais que 7 a 10 dias. Estudos de farmacologia clínica com alcoólatras e em voluntários têm sugerido que uma pequena fração de pacientes pode experimentar um sintoma complexo semelhante à síndrome de abstinência, consistindo de lacrimejamento, náusea moderada, cãibra abdominal, inquietação, dores nas articulações, mialgia e sintomas nasais.
Isto pode representar o mascaramento do uso oculto de opioides ou pode representar sintomas atribuíveis à Naltrexona. Um número de doses padrões alternativas tem sido recomendado para tentar reduzir a frequência destas queixas.

Alcoolismo:
Em um estudo aberto com pacientes alcoólatras, recebendo Naltrexona, foram observadas as seguintes reações adversas em 2% ou mais pacientes: náusea (10%), cefaleia (7%), tontura (4%), nervosismo (4%), fadiga (4%), insônia (3%), vômitos (3%), ansiedade (2%) e sonolência (2%).
Em grupos controle concomitantes, sob tratamento de alcoolismo, e recebendo Naltrexona, foram relatados: depressão (5 a 7%), tendência ao suicídio (2%) e tentativa de suicídio (< 1%).
Embora não haja nenhuma relação de causa com a Naltrexona, os médicos devem ter cuidado com o tratamento porque a Naltrexona não reduz o risco de suicídio nesses pacientes.

Viciados com Narcóticos:
As seguintes reações adversas foram relatadas tanto na linha de base como durante os ensaios clínicos com a Naltrexona em viciados com narcóticos:
_ numa incidência maior que 10%: dificuldade de dormir, ansiedade, nervosismo, dor ou cãibra abdominal, náusea e/ou vômito, adinamia, dores nas juntas e músculos, cefaleia.
_ numa incidência menor que 10%: perda de apetite, diarreia, constipação, sede aumentada, energia aumentada, depressão, irritabilidade, tonturas, exantema cutâneo, ejaculação retardada, diminuição da potência e calafrios.

Em incidência menor que 1%:
Respiratórios: congestão nasal, prurido, rinorreia, espirros, garganta inflamada, muco excessivo ou catarro, respiração pesada, rouquidão, tosse, respiração diminuída.
Cardiovasculares: sangramento nasal, flebite, edema, aumento de pressão arterial, mudanças de ECG inespecíficas, palpitações, taquicardia.
Gastrintestinais: flatulência, hemorroidas, diarreia, úlcera.
Musculoesqueléticas: ombros, pés ou joelhos doloridos, tremores, contrações.
Genitourinários: poliúria ou disúria, aumento ou diminuição de interesse sexual.
Dermatológicos: pele oleosa, prurido, acne, pé-de-atleta, herpes simples, alopecia.
Psiquiátricos: depressão, paranoia, fadiga, inquietação, confusão, desorientação, alucinação, pesadelos.
Sensoriais: visão turva, queimação, sensibilidade à luz, tumefação, dor, cansaço; obstrução de ouvido, dor, tinido.
Gerais: aumento de apetite, perda de peso, ganho de peso, bocejos, sonolência, febre, boca seca, cabeça pesada, dor inguinal, glândulas inchadas, dores laterais, pés frios, fases de calor.
Outros: depressão, suicídio, tentativa de suicídio têm sido relatados durante o uso de Naltrexona no tratamento de dependência narcótica sem nenhuma relação demonstrada de causa.

Testes Laboratoriais: com exceção dos testes de anormalidades hepáticas, os resultados de testes laboratoriais relatados em Advertências, não têm mostrado modelo consistente de anormalidades que possam ser atribuídas ao tratamento com Naltrexona. Foi relatada púrpura idiopática trombocitopênica em um paciente que pode ter sido sensibilizado com Naltrexona em um tratamento prévio com o medicamento. A condição foi resolvida sem sequelas após descontinuação da Naltrexona e tratamento com corticosteroide.

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