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Ezetimibe associado à estatina em síndrome coronariana aguda

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 16/10/2015

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Contexto Clínico

A terapia com estatinas reduz a lipoproteína de baixa densidade (LDL) de colesterol e o risco de eventos cardiovasculares, mas não se sabe se há benefício adicional em doentes coronarianos agudos de se associar o ezetimibe, uma droga que reduz a absorção de colesterol intestinal.

 

O Estudo

Foi realizado um estudo duplo-cego, randomizado, envolvendo 18.144 pacientes que tinham sido hospitalizados por uma síndrome coronariana aguda nos últimos dez dias e tinham níveis de colesterol LDL de 50 a 100 mg/dL recebendo estatina, ou LDL de 50 a 125 mg/dL sem receber estatina.  A combinação de sinvastatina (40 mg) e a ezetimiba (10 mg) (sinvastatina-ezetimibe) foi comparada com sinvastatina (40 mg) e placebo (monoterapia sinvastatina). O desfecho primário foi um composto de morte cardiovascular, infarto do miocárdio não fatal, angina instável necessitando de re-hospitalização, revascularização coronária (maior ou igual a 30 dias após a randomização), ou acidente vascular cerebral não fatal. O acompanhamento médio foi de seis anos.

O nível médio de colesterol LDL ponderado no tempo durante o estudo foi de 53,7 mg/dL no grupo sinvastatina-ezetimiba, em comparação com 69,5 mg/dL no grupo sinvastatina-monoterapia ( P <0,001). A taxa de eventos, a curva de Kaplan-Meier, para o ponto final primário em sete anos foi de 32,7% no grupo sinvastatina-ezetimibe, em comparação com 34,7% no grupo sinvastatina-monoterapia (diferença absoluta de risco, 2,0 pontos percentuais; hazard ratio, 0,936; IC95%: 0,89-0,99; P = 0,016). Taxas de eventos adversos foram semelhantes nos dois grupos.

 

Aplicações Práticas

 Este estudo muito interessante da área de cardiologia mostra que quando adicionado ao tratamento com estatina, o ezetimibe resultou em incremento na redução dos níveis de colesterol LDL, além de impactar nos desfechos cardiovasculares. Além disso, a redução do colesterol LDL para níveis abaixo dos objetivos anteriores proporcionou um benefício adicional. Esta é uma prática muito interessante para ser adotada como rotina, quando possível.

  

Bibliografia

Cannon CP, et al. Ezetimibe Added to Statin Therapy after Acute Coronary Syndromes. N Engl J Med 2015; 372:2387-2397

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