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Sulfato de Morfina

Última revisão: 27/12/2009

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2008

 

Sulfato de Morfina

 

Aline Lins Camargo

 

Na Rename 2006: itens 1.1.3 e 2.2

 

APRESENTAÇÕES

      Solução injetável 10 mg/mL.

      Cápsula de liberação prolongada 60 mg.

      Comprimido 30 mg.

      Solução oral 2 mg/mL.

 

INDICAÇÕES1,2,4-6

      Dor intensa, aguda e crônica.

      Adjuvante de anestesia geral.

      Analgesia pós-operatória.

 

CONTRA-INDICAÇÕES1,2,4-6

      Asma grave ou aguda.

      Alcoolismo agudo.

      Choque circulatório.

      Hipersensibilidade a morfina.

      Ileo paralítico.

      Pressão intracraniana aumentada.

      Trauma craniano ou tumor cerebral.

      Depressão respiratória aguda.

      Obstrução das vias aéreas superiores.

      Feocromocitoma (injeção).

 

PRECAUÇÕES1,2,4-6

      Reduzir dose em pacientes idosos e debilitados.

      Crianças com menos de 3 meses de idade são mais suscetíveis à depressão do SNC.

      Uso crônico leva à dependência física, ocorrendo sintomas graves de abstinência se o uso for interrompido abruptamente.

      Cautela em pacientes com asma ou reserva respiratória diminuída, insuficiência adrenocortical, doença ou cirurgia do trato biliar ou pancreatite, hipotiroidismo, doenças convulsivas, hipotensão, choque, doença intestinal obstrutiva ou inflamatória, miastenia grave, hipertrofia da próstata, psicose tóxica, insuficiências renal (ver apêndice D) e hepática (ver apêndice C).

      A dose e os intervalos de administração devem ser individualizados de acordo com a gravidade da dor e resposta do paciente.

      Em crianças, idade e peso também devem ser considerados para seleção de dose.

      No período pós-operatório, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorizados para alívio da dor e para efeitos adversos, especialmente depressão respiratória.

      Para dor crônica não existe dose máxima ou ótima de morfina. A dose apropriada é aquela que alivia a dor sem causar efeitos adversos que não sejam possíveis de manejar.

      Categoria de risco na gravidez (FDA): C (ver apêndice A).

 

ESQUEMAS DE ADMINISTRAÇÃO1,2,4,5

Adultos

Dor Aguda

      De 10 a 30 mg, por via oral, a cada 3 a 4 horas (formulação de liberação imediata), ou

      10 mg, por via subcutânea ou intramuscular, a cada 2 a 4 horas, ou

      2,5-5 mg, por via intravenosa lenta, a cada 4 horas, ou

      0,8-10 mg/hora, por infusão intravenosa.

 

Adjuvante em Anestesia Geral

      De 150 a 200 microgramas/kg (máximo 10 mg); injeção subcutânea ou intramuscular, 1 hora antes de cirurgia.

      Dar 100 microgramas/kg, por injeção intravenosa, a cada 40 a 60 minutos, durante o procedimento cirúrgico.

      De 150 a 300 microgramas/kg (máximo de 10 mg), por injeção intramuscular, a cada 4 horas, após procedimento cirúrgico, ou

      8-10 mg, por infusão intravenosa, em 30 minutos; após, 2-2,5 mg/hora.

 

Infarto do Miocárdio (Dor)

      Dar 10 mg, por via intravenosa lenta (2 mg/minuto), seguidos de dose adicional de 5 a 10 mg, se necessário.

 

Dor Crônica

      De 5 a 30 mg, por vias oral, subcutânea ou intramuscular, a cada 4 horas; dose pode ser aumentada de acordo com a necessidade.

      Cápsula de liberação prolongada: somente deve ser utilizada após ter sido estabelecida a dose de morfina necessária ao paciente com a apresentação de liberação imediata. A dose deve ser administrada a cada 12 a 24 horas. A dose máxima dessa apresentação é de 1.600 mg/dia.

 

Edema Agudo de Pulmão (Dor)

      De 5 a 10 mg, por via intravenosa lenta (2 mg/minuto).

 

Crianças

Dor Aguda

1.    Via Oral

      De 1 a 12 meses de idade: 80-200 microgramas/kg, por via oral, a cada 4 horas.

      De 1 a 2 anos de idade: 200-400 microgramasg/kg, por via oral, a cada 4 horas.

      De 2 a 12 anos de idade: 200-500 microgramas/kg, por via oral, a cada 4 horas (máximo: 20 mg).

 

2.    Vias Subcutânea ou Intramuscular

      Neonatos: 100 microgramas/kg, por vias subcutânea ou intramuscular, a cada 6 horas.

      De 1 a 6 meses de idade: 100-200 microgramas/kg, por vias subcutânea ou intramuscular, a cada 6 horas.

      De 6 meses a 1 ano de idade: 100-200 microgramas/kg, por vias subcutânea ou intramuscular, a cada 4 horas.

      De 2 a 12 anos de idade: 200 microgramas/kg, por vias subcutânea ou intramuscular, a cada 4 horas.

 

3.    Via Intravenosa

      Neonatos: 25-100 microgramas/kg, por injeção intravenosa, seguida de infusão intravenosa contínua à velocidade de 5 a 40 microgramas/kg/hora.

      De 1 a 6 meses de idade: 100-200 microgramas/kg, por injeção intravenosa, seguida de infusão intravenosa contínua, à velocidade de 10 a 30 microgramas/kg/hora.

      De 6 meses a 12 anos de idade: 100-200 microgramas/kg, por injeção intravenosa, seguida de infusão intravenosa contínua à velocidade de 20 a 30 microgramas/kg/hora.

      A injeção intravenosa deve ser administrada por pelo menos 5 minutos.

 

Adjuvante Em Anestesia Geral

      Dar 150 micrograms/kg; injeção subcutânea ou intramuscular, 1 hora antes de cirurgia.

      Dar 100 microgramas/kg, por injeção intravenosa, a cada 40 a 60 minutos, durante o procedimento cirúrgico.

      Dar 100 a 200 microgramas/kg (máximo de 10 mg), por injeção intramuscular, a cada 4 horas, após procedimento cirúrgico.

 

ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS CLINICAMENTE RELEVANTES5,6

Início de Ação

      epidural/intratecal: 15 a 60 minutos.

      subcutânea: 10 a 30 minutos.

      intravenosa: 5 a 10 minutos.

      intramuscular: 10 a 30 minutos.

      oral (liberação imediata): 30 minutos.

 

Duração da Ação

      epidural/intratecal: acima de 24 horas.

      subcutânea: 4 a 7 horas.

      intramuscular e intravenosa: 4 a 5 horas.

      oral (liberação imediata): 4 horas.

      oral (liberação prolongada): 8 a 12 horas.

      Metabolismo: hepático.

      Meia-vida de eliminação: 1,5 a 4 horas.

      Excreção: renal e fecal.

 

EFEITOS ADVERSOS1,2,4,5

      Edema periférico (5-10%); prurido (acima de 80%); rubor (5-10%); sudorese (5-10%).

      Dor abdominal (5-10%); constipação (acima de 10%); diarréia (5-10%); perda de apetite (5-10%); náuseas e vômitos (7-70%); xerostomia (5-10%).

      Astenia (5-10%); tontura (6%); sonolência (acima de 10%); ambliopia (acima de 5%); miose; ansiedade (6%); depressão (5-10%); confusão; alucinações; choque; síncope (acima de 5%).

      Retenção urinária (15-70%).

      Febre (5-10%).

      Soluços (acima de 5%).

      Rigidez muscular.

      Bradicardia, taquicardia, palpitação, hipotensão ortostática (acima de 5%).

      Anafilaxia (rara).

      Dispnéia (5-10%); depressão respiratória (intratecal: 4-7%; epidural: 0,25-0,4%).

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS5

      Agonistas/antagonistas de opióides (por exemplo, naloxona, buprenorfina, nalbufina): seu uso pode resultar em sintomas de abstinência dos opióides (cólicas abdominais, náuseas, vômitos, lacrimejamento, rinorréia, ansiedade, inquietação, elevação da temperatura ou piloereção). Antagonistas de opióides devem ser administrados cautelosamente em pessoas com suspeita de dependência física de qualquer agonista de opióide.

      Benzodiazepínicos, barbitúricos, relaxantes musculares de ação central: possível depressão respiratória aditiva.

      Ciclosporina: possível aumento do risco de anormalidades e mau funcionamento do sistema neurológico.

      Cimetidina: pode aumentar toxicidade da morfina (depressão do SNC e respiratório).

      Inibidores da monoamina oxidase (IMAO): aumentam hipotensão e depressão do SNC e respiratório.

      Naltrexona: pode resultar em sintomas de retirada dos opióides e decréscimo da efetividade do opióide.

      Rifampicina e somatostatina: possível perda da eficácia da morfina.

 

ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES4-6

      Orientar para ingerir com alimentos para evitar desconforto gástrico.

      Informar que a solução oral de morfina pode ser misturada a sucos de frutas para melhorar o sabor.

      Orientar para ingerir as cápsulas de liberação prolongada de morfina inteiras.Não morder, esmagar ou dissolver.

      Alertar que este medicamento pode causar dependência.

      Orientar para obedecer rigorosamente às determinações de dose e horários.

      Alertar para evitar o uso de qualquer outro medicamento que cause sono, como hipno-sedativos, anti-histamínicos, medicamentos para alívio sintomático de gripes e resfriados.

      Não tomar bebidas alcoólicas enquanto estiver utilizando este medicamento.

      Beber bastante líquido e fazer exercícios para evitar constipação.

      Este medicamento pode causar tontura ou sonolência. Evitar dirigir, usar máquinas ou fazer qualquer atividade que possa ser perigosa se a pessoa não estiver alerta.

 

ASPECTOS FARMACÊUTICOS4,5

      Comprimidos: armazenar em temperatura entre 15 a 30 °C, em embalagem bem fechada.

      Solução oral: armazenar em temperatura entre 15 a 30 °C, em embalagem bem fechada e protegida da luz. Evitar congelamento. Frascos abertos devem ser descartados após 90 dias.

      Cápsula de liberação prolongada: armazenar em temperatura ambiente controlada (15 a 30 °C), protegida de luz e umidade.

      Solução injetável: armazenar em temperatura ambiente controlada (15 a 30 °C); proteger da luz. Escurecimento da solução indica degradação. Soluções sem preservativos não devem ser autoclavadas. Porções não utilizadas de soluções sem preservativos devem ser desprezadas.

      Concentração usual para infusão intravenosa contínua: 0,1-1 mg/mL, diluída com solução de glicose a 5% ou cloreto de sódio a 0,9%.

      Para administração epidural e intratecal, utilizar soluções sem preservativos.

 

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