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Cloridrato de Piridoxina

Última revisão: 07/04/2010

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Reproduzido de:

Formulário Terapêutico Nacional 2008: Rename 2006 [Link Livre para o Documento Original]

Série B. Textos Básicos de Saúde

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos

Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos

Brasília / DF – 2008

 

Cloridrato de Piridoxina

 

Liziane Maahs Flores

 

Na Rename 2006: item 11

 

SINONÍMIA3,5,7

      Vitamina B6.

 

APRESENTAÇÃO

      Comprimido 50 mg.

 

INDICAÇÕES1,5,7

      Profilaxia e tratamento de deficiência de piridoxina.

      Prevenção de neurite periférica induzida por fármacos.

      Tratamento da síndrome de dependência a piridoxina.

 

CONTRA-INDICAÇÃO3

      Hipersensibilidade à piridoxina.

 

PRECAUÇÕES5,7

      Pode ocorrer ataxia e neurite sensorial com uso prolongado de doses de 50 mg a 2 g.

      Inibe a liberação de prolactina.

      Dependência e síndrome de retirada têm ocorrido em adultos recebendo cerca de 200 mg/dia.

      Categoria de risco na gravidez: A e C (dose superior a dietética recomendada) (ver apêndice A).

 

ESQUEMAS DE ADMINISTRAÇÃO1,3,5,7

Adultos

Deficiência de Piridoxina

      Profilaxia: em gravidez e lactação, 1,5-2,5 mg/dia.

      Tratamento: 25 a 50 mg, via oral, 3 vezes/dia.

 

Prevenção de Neurite Periférica induzida por Fármacos

      50 mg, 3 vezes ao dia.

 

Tratamento da Síndrome de Dependência a Piridoxina

      10-250 mg/dia.

 

Crianças

Deficiência de Piridoxina

      Neonatos: 50-100 mg/dia.

      Lactentes: 2-15 mg/dia.

      Crianças: 10-250 mg/dia.

 

Prevenção de Neurite Periférica induzida por Fármacos

      Neonatos: 5-10 mg, diariamente.

      Crianças de 1 mês a 12 anos: 5-10 mg/dia.

 

Tratamento da Síndrome de Dependência a Piridoxina

      10-250 mg/dia.

 

Ajuste de dose em:

      insuficiência renal crônica: dose suplementar de 5 mg/dia.

      hemodiálise: dose suplementar de 10 mg/dia.

 

ASPECTOS FARMACOCINÉTICOS CLINICAMENTE RELEVANTES5,7

      Pico de concentração: 1,25 horas.

      Meia-vida de eliminação: 15 a 20 dias.

      Metabolismo: hepático.

      Excreção: renal (35-63%).

      É removível por hemodiálise.

 

EFEITOS ADVERSOS1,3,5,7

      Ocorrem em menos de 1%.

      Ácido fólico sérico diminuído.

      Reações alérgicas (fotossensibilidade).

      Cefaléia, insônia.

      Enzimas hepáticas aumentadas, náusea.

      Parestesia.

      Diminuição da lactação.

      Neuropatia periférica relacionada a altas doses administradas por longos períodos de tempo.

 

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS1,2,3,4,5,7

      Piridoxina diminui efeito de: levodopa, fenobarbital e fenitoína. No caso de levodopa, redução do efeito ocorre quando há administração sem o inibidor da dopa-descarboxilase.

 

ORIENTAÇÕES AOS PACIENTES5,7

      Orientar para adotar na dieta ou aumentar a ingestão de carnes, legumes e cereais, que são ricos em piridoxina.

 

ASPECTOS FARMACÊUTICOS5,7

      Deve ser armazenada em recipientes herméticos, à temperatura de até 30°C e protegida da luz.

 

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