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Eletrocardiograma 1

Autores:

Fernando de Paula Machado

Médico pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Residência em Clínica Médica no Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP). Residência em Cardiologia pelo Instituto do Coração (InCor) do HC-FMUSP. Médico Diarista do Pronto-Atendimento do Hospital Sírio-Libânes.

Leonardo Vieira da Rosa

Médico Cardiologista pelo Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Médico Assistente da Unidade de Terapia Intensiva do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Doutorando em Cardiologia do InCor-HC-FMUSP. Médico Cardiologista da Unidade Coronariana do Hospital Sírio Libanês.

Última revisão: 09/02/2012

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Quadro Clínico

Homem de 55 anos, sem antecedentes pessoais relevantes, referindo dor torácica há 2 dias.

 

Eletrocardiograma do paciente

 



veja o comentário


















































Interpretação

 

A) Frequência = 93 Regular;

B) Morfologia da onda P = normal, positiva em DI/DII/aVF, precedendo cada complexo QRS;

C) Intervalo PR = 0,12 s, com infradesnível do segmento PR em todas as derivações (exceto V1 e aVR com supradesnível);

D) Morfologia QRS = eixo 0 grau (orientação normal), duração normal;

E) Morfologia segmento ST = supradesnível côncavo em todas as derivações (exceto V1 e aVR onde há infradesnível) melhor visualizado em DI/DII/V5/V6;

F) Morfologia onda T = normal, mesma orientação do QRS;

G) Intervalo QTc = 0,40s normal;

H) Ritmo sinusal.

 

Diagnóstico

               Trata-se de traçado típico de PERICARDITE AGUDA com a presença de supradesnível de ST difuso (devio a inflamação epicárdica difusa) e infradesnível de PR, muito específico de PERICARDITE AGUDA, que ocorre devido à inflamação epicárdica atrial.

 

Comentário

            O eletrocardiograma é o mais importante teste laboratorial para o diagnóstico de PERICARDITE AGUDA. O achado clássico é a elevação difusa do segmento ST, que geralmente não é visto nas derivações AVR e V1. O diagnóstico diferencial é com infarto agudo do miocárdio e repolarização precoce. Em relação ao primeiro, a diferença é que na pericardite existe uma elevação difusa do segmento ST sem infradesnivelamento recíproco ("imagem em espelho"). Já com a repolarização precoce, que é uma variante normal e também pode causar elevação disseminada do ST, deve-se observar a relação ST/T. Na repolarização precoce as ondas T são apiculadas e a relação geralmente encontra-se < 0,25. Na pericardite essa relação é maior. Outro achado de extrema especificidade para pericardite é a depressão do PR.

 

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