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Osteoartrite de Quadril

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 16/08/2017

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Quadro Clínico

 

Paciente feminina, 67 anos, faz seguimento ambulatorial por diabetes mellitus e dislipidemia, com boa adesão às medicações. Há alguns meses vem tendo dores articulares nas mãos e nas pernas, principalmente no quadril direito. A dor no quadril vem se tornando cada vez mais intensa e incapacitante, o que motivou a realização de uma tomografia de quadril. Podemos verificar os achados na imagem 1.

 

Imagem 1 - Detalhe da tomografia de quadril

 

Discussão

 

Este paciente apresenta uma osteoartrite de quadril, bem caracterizada nesta imagem por cistos subcondrais, diminuição do espaço articular, esclerose subcondral, osteófitos e subluxação articular. De todos os sinais radiológicos, a diminuição do espaço articular é aceita como fator mais relevante para avaliar a progressão da osteoartrite.

Os principais sintomas da osteoartrite (OA) são dor nas articulações, rigidez e restrição locomotora. Os sintomas geralmente são presentes em apenas uma ou algumas articulações em uma pessoa de meia-idade ou mais idosa. Outras manifestações em pacientes com OA incluem fraqueza muscular e diminuição do equilíbrio, além de ser uma doença que cursa muito com fibromialgia de forma concomitante.

Especificamente quanto à dor, na OA ela se caracteriza por ser pior com o uso da articulação e é aliviada pelo repouso. Ela é pior no final da tarde e início da noite, mas também pode ser pior de manhã logo após acordar. Em algumas pessoas, a dor é em queimação (característica neuropática), é generalizada em torno da articulação e está associada com parestesia. É frequentemente o sintoma o mais frequente e progride geralmente através de três estágios. No primeiro estágio a dor é aguda e provocada por um insulto mecânico que, eventualmente, limita atividades de alto impacto com pouco efeito sobre a função. A seguir a dor torna-se mais constante e começa a afetar as atividades diárias. Pode haver episódios imprevisíveis de rigidez. E por fim, a dor passa a ser constante, com episódios de dor frequentemente imprevisíveis, intensa e que resulta em severas limitações na função e qualidade de vida.

No osteoartrite de quadril a dor geralmente é sentida na virilha, mas pode envolver a coxa anteromedial ou lateral superior e, ocasionalmente, as nádegas. A irradiação distal não é incomum, e alguns indivíduos apresentam dor na coxa distal ou no joelho sem quaisquer sintomas proximais. No entanto, ao contrário da dor originada do joelho, tal dor referida ao quadril é geralmente mais generalizada e pode ser melhorada por fricção. A dor é exacerbada particularmente pela elevação a partir da posição sentada e durante o início da deambulação. Ao contrário da OA do joelho, a OA do quadril é frequentemente unilateral. A rotação interna com o quadril flexionado é frequentemente o movimento mais afetado.

 

Bibliografia

1.   Osteoarthritis: national clinical guideline for care and management in adults. In: Conditions. NCCfC (Ed), Royal College of Physicians, London 2008.

2.    Hayashi D, Roemer FW, Guermazi A. Imaging for osteoarthritis. Ann Phys Rehabil Med 2016; 59:161.

3.   Kim C, Nevitt MC, Niu J, et al. Association of hip pain with radiographic evidence of hip osteoarthritis: diagnostic test study. BMJ 2015; 351:h5983.

 

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