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Dissecção tipo A

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 22/09/2017

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Paciente do sexo masculino, 77 anos, hipertenso e tabagista, chega ao pronto-socorro com intensa dor torácica em “facada”, com início súbito, sem fatores de melhora ou piora. O paciente chega hipertenso, taquicárdico, referindo dor 10/10. Sua pressão arterial está assimétrica nos membros superiores (MMSS). Prontamente, é estabilizado de forma adequada com ß-bloqueador e nitroprussiato. A Figura 1 mostra a tomografia computadorizada a qual foi submetido.

 

 

TC: tomografia computadorizada.

Figura 1 - TC.

 

Podemos ver, no detalhe da imagem, uma dissecção que acomete a aorta ascendente e a descendente, em quadro que pode ser configurado como agudo. Os esquemas de classificação mais utilizados para uma dissecção de aorta são os sistemas De Bakey e Stanford. Para fins de classificação, a aorta ascendente refere-se à parte da aorta proximal à artéria braquiocefálica, e a descendente, à aorta distal à artéria subclávia esquerda.

A dissecção aguda é definida como ocorrendo dentro de 2 semanas do início dos sintomas iniciais até o momento da primeira apresentação; a subaguda, entre 2 e 8 semanas a partir do início dos sintomas; a crônica, mais de 8 semanas após o início dos sintomas.

No cenário de suspeita de doença aórtica, o diagnóstico pode incluir eletrocardiograma (ECG), radiografia de tórax, marcadores miocárdicos, ecocardiograma transtorácico, ecocardiograma transesofágico, TC e ressonância nuclear magnética.

Os achados eletrocardiográficos em pacientes com dissecção aórtica não são muito típicos. Três quartos dos ECGs com dissecção são normais ou demonstram alterações no segmento ST ou segmento T não específicas, e 25% têm hipertrofia ventricular esquerda.

Uma radiografia de tórax pode mostrar o alargamento do contorno aórtico; outras características da radiografia podem incluir calcificação deslocada no contorno aórtico. Um possível marcador bioquímico a ser utilizado é o D-dímero, que, quando elevado em valores >500µg/L (método Elisa), parece correlacionar-se com a extensão e a gravidade da dissecção aórtica aguda, mas não consegue distinguir a situação de uma embolia pulmonar.

No contexto agudo, os principais objetivos da imagem diagnóstica em pacientes com suspeita de dissecção de aorta são a confirmação de suspeita clínica, a classificação anatômica, a localização do flap, a avaliação da extensão da dissecção e a identificação de sinais que indicam a necessidade de uma intervenção de emergência (envolvimento pericárdico ou mediastinal com hemorragia).

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