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Infarto Pulmonar

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 05/10/2017

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Paciente do sexo masculino, 67 anos, portador de diabetes melito, hipertensão, insuficiência cardíaca, em seguimento ambulatorial, procurou o pronto-socorro com história de dor torácica à direita do tipo pleurítica há 12h associada à dispneia. Na chegada, encontrava-se hipoxêmico e taquicárdico. Diante do quadro, foi realizada uma tomografia computadorizada (TC) de tórax, conforme mostra a Figura 1.

 

 

TC: tomografia computadorizada.

Figura 1 - Detalhe da TC de tórax.

 

 

Discussão

O achado de opacidades no parênquima pulmonar à direita configurou uma área compatível com infarto pulmonar (IP). Na fase arterial, com base no contraste utilizado, foi possível evidenciar uma embolia pulmonar (EP), que se caracteriza por uma obstrução da artéria pulmonar ou de um dos seus ramos por material que teve origem em outra área do corpo, podendo ser incluídos aqui como materiais os coágulos, os tumores, o ar ou a gordura.

A EP pode ser classificada, conforme o padrão temporal, em aguda (pacientes com EP aguda, em geral, desenvolvem sintomas e sinais imediatamente após a obstrução dos vasos pulmonares), subaguda (alguns pacientes podem apresentá-la dentro de dias ou semanas após o evento inicial) e crônica (pacientes com EP crônica desenvolvem lentamente sintomas de hipertensão pulmonar ao longo de muitos anos).

A EP também pode ser classificada conforme a presença ou a ausência de estabilidade hemodinâmica. A EP com instabilidade hemodinâmica também é chamada de “maciça” ou de “alto risco”. Já a EP estável hemodinamicamente será chamada de “submaciça” ou de “risco intermediário” se houver repercussão em ventrículo direito ou EP de “baixo risco” se não houver evidência de repercussão ventricular direita.

A EP hemodinamicamente instável é basicamente aquela que resulta em hipotensão. Esses pacientes são mais propensos a morrer por choque obstrutivo (ou seja, insuficiência ventricular direita severa). É importante observar que a morte por via hemodinâmica instável ocorre, em geral, nas primeiras 2 horas e o risco permanece elevado por até 72 horas após a apresentação inicial.

Um último detalhe classificatório é a questão anatômica. Existe a EP “a cavaleiro”, que se localiza na bifurcação da artéria pulmonar principal, com frequência se estendendo para as artérias pulmonares principais direita e esquerda. Aproximadamente, 3 a 6% dos pacientes com EP têm essa localização anatômica. Os estudos retrospectivos sugerem que, entre aqueles diagnosticados com uma EP a cavaleiro, apenas 22% são hemodinamicamente instáveis, com uma mortalidade associada de 5%.

Lembra-se que a maioria das EP se localiza distalmente nos principais ramos lobares, segmentares ou subsegmentares de uma artéria pulmonar, podendo ser uni ou bilateral. Os trombos mais pequenos que estão localizados nos ramos periféricos segmentares ou subsegmentares são os mais propensos a causar IP e pleurite.

 

 

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