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Nódulo Pulmonar

Autor:

Lucas Santos Zambon

Doutorado pela Disciplina de Emergências Clínicas Faculdade de Medicina da USP; Médico e Especialista em Clínica Médica pelo HC-FMUSP; Diretor Científico do Instituto Brasileiro para Segurança do Paciente (IBSP); Membro da Academia Brasileira de Medicina Hospitalar (ABMH); Assessor da Diretoria Médica do Hospital Samaritano de São Paulo.

Última revisão: 12/12/2017

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Quadro Clínico

 

Paciente do sexo masculino, 67 anos, história de tabagismo pesado, opta por fazer rastreamento de câncer de pulmão com tomografia computadorizada (TC). O resultado traz imagens de nódulos pulmonares, e uma discussão com o médico sobre o achado será absolutamente necessária (detalhes na Figura 1).

 

 

 

TC: tomografia computadorizada.

Figura 1 - Detalhe da TC de tórax com nódulos pulmonares.

 

Discussão

 

Ao se deparar com nódulo pulmonar solitário ou mesmo mais de um nódulo, a grande pergunta que o paciente quer responder é se se trata de algo maligno. Para dar essa resposta, devem ser levados em conta fatores de risco, características clínicas e radiológicas.

A probabilidade de câncer aumenta com o aumento da idade do paciente. O panorama de risco é: de 35 a 39 anos: 3%; de 40 a 49 anos: 15%; de 50 a 59: 43%; =60 anos: >50%. Outra questão é que a probabilidade de câncer é sempre maior quando um nódulo ocorre em um paciente com história de tabagismo, especialmente fumante atual.

Outro ponto é o tamanho do nódulo, geralmente medido como o diâmetro máximo. O risco se dá da seguinte maneira: nódulos <5mm: <1%; nódulos de 5 a 9mm: 2 a 6%; nódulos 8 a 20mm: 18%; nódulos >20 mm: >50%. No que concerne à TC, os nódulos são classificados em sólidos e subsólidos. As lesões sólidas são mais comuns, mas as subsólidas têm maior probabilidade de serem malignas.

Ainda do ponto de vista da imagem, nódulos que crescem claramente em imagens em série têm alto risco de câncer, muitas vezes necessitando de um diagnóstico histológico. Por outro lado, um nódulo sólido estável por 2 anos e um nódulo subsólido estável por 5 anos provavelmente serão benignos, e a biópsia de tecido imediata pode ser evitada. Sobre as bordas do nódulo, o risco de câncer é menor se as bordas são lisas (20%) e maior naquelas com bordas irregulares, variando de 60 a 95% dependendo das características da irregularidade.

A calcificação assimétrica, também conhecida como calcificação “excêntrica”, deve suscitar uma preocupação com câncer. Por outro lado, em contraste, os padrões de calcificação em “pipoca”, laminados (concêntricos), centrais e difusos/homogêneos podem sugerir lesão benigna. Por fim, tem-se a localização. Embora os nódulos malignos possam ser encontrados em qualquer lobo do pulmão, aqueles que estão localizados no lobo superior têm uma maior probabilidade de serem malignos.

 

Bibliografia

 

1.             Ost D, Fein AM, Feinsilver SH. Clinical practice. The solitary pulmonary nodule. N Engl J Med 2003; 348:2535.

2.             Gould MK, Donington J, Lynch WR, et al. Evaluation of individuals with pulmonary nodules: when is it lung cancer? Diagnosis and management of lung cancer, 3rd ed: American College of Chest Physicians evidence-based clinical practice guidelines. Chest 2013; 143:e93S.

3.             Midthun DE, Swensen SJ, Jett JR. Approach to the solitary pulmonary nodule. Mayo Clin Proc 1993; 68:378.

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