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Digoxina

Digoxina (Oral) (substância ativa)

Referência: Digoxina (Aspen)

Genérico: assinalado com G

Similar: Digobal (Baldacci)

 

Uso oral

Comprimido 0,125 mg: Digobal

Comprimido 0,25 mg: Digoxina; G

Elixir pediátrico 0,05 mg/mL: G

 

O que é

antiarrítmico; cardiotônico [glicosídeo cardíaco (derivado da Digitalis lanata); inotrópico positivo; digital].

 

Para que serve

insuficiência cardíaca congestiva; taquicardia atrial paroxística; fibrilação atrial (indicado para controle da velocidade da resposta ventricular em pacientes com fibrilação atrial crônica).

 

Como age

através de um efeito denominado inotrópico positivo, aumenta a força e a velocidade de contração do músculo cardíaco; por aumento do tono parassimpático, diminui a velocidade de condução e aumenta o período refratário efetivo do nodo átrioventricular. Absorção: no intestino delgado (porção proximal); a velocidade da absorção é diminuída por alimentos mas a extensão da absorção não se altera. Biotransformação: no estômago (parcialmente) e também no fígado, mas apenas 16% da Digoxina são metabolizados (dando di- versos metabólitos ativos); 10 % dos pacientes podem apresentar metabólitos inativos por metabolismo da Digoxina pelas bactérias intestinais (nestes pacientes 40% ou mais de uma dose de Digoxina podem sofrer essa inativação). Concentração máxima: 1 a 3 horas. Concentração terapêutica no soro: 0,8 a 2 nanogramas por mL (mas alguns pacientes podem ter intoxicação mesmo com estas concentrações; recém-natos e crianças podem tolerar concentrações mais altas que adultos). Eliminação: urina (50 a 70% de uma dose intravenosa, como Digoxina); bile/fezes. Pode haver acúmulo do produto em indivíduos com diminuição da função renal.

 

Como se usa

Uso oral – Doses

• doses em termos de Digoxina.

ATENÇÃO: as doses de Digoxina podem requerer importantes modificações de acordo com a sensibilidade do paciente, a presença de doenças associadas ou uso de outros medicamentos. Em linhas gerais, considerar: peso do paciente (as doses devem ser calculadas em função do peso ideal); função renal (pelo clearance de creatinina); idade do paciente (crianças e adultos requerem doses diferentes); idosos, mesmo com creatinina sérica normal, podem ter diminuída a sua função renal exigindo doses menores; doenças e medicamentos concomitantes.

A seguir são dadas as doses médias usuais.

Insuficiência cardíaca congestiva adultos

digitalização rápida - dose de ataque: 0,75 a 1,25 mg (iniciar administrando a metade da dose e a outra metade deve ser dividida em tomadas iguais a cada 6 ou 8 horas, com cuidadosa avaliação clínica antes de cada administração).

manutenção: 0,125 a 0,5 mg, em dose única diária.

Idosos: podem apresentar risco maior de toxicidade.

Crianças

digitalização - dose de ataque: em função da idade (as doses totais a seguir devem ser divididas; iniciar administrando a metade da dose e a outra metade deve ser dividida em tomadas iguais a cada 6 ou 8 horas, com cuidadosa avaliação clínica antes de cada administração):

recém-nato prematuro: 0,02 a 0,03 mg por kg de peso. recém-nato a termo: 0,025 a 0,035 mg por kg de peso.

1 mês a 2 anos de idade: 0,035 a 0,06 mg por kg de peso. 2 a 5 anos: 0,03 a 0,04 mg por kg de peso.

5 a 10 anos: 0,02 a 0,035 mg por kg de peso. acima de 10 anos: 0,01 a 0,015 mg por kg de peso.

Manutenção

recém-nato prematuro: 20 a 30% da dose total de digitalização, dividida em 2 ou 3 doses iguais por dia.

recém-nato a termo até criança com 10 anos de idade: 25 a 35% da dose total de digitalização, dividida em 2 ou 3 doses iguais por dia.

criança acima de 10 anos de idade: 25 a 35% da dose total de digitalização, em dose única diária.

 

Cuidados especiais

Risco na gravidez

Classe C

 

Amamentação

eliminado no leite.

 

Não usar o produto

fibrilação ventricular; história de efeitos tóxicos anteriores com digitálicos.

 

Avaliar riscos x Benefícios

bloqueio atrioventricular ou disfunção do nodo sinusal (sem marcapasso funcionante) (pode haver completo bloqueio AV ou bradicardia sinusal); cardiomiopatia hipertrófica, cor pulmonale agudo ou insuficiência cardíaca associada com disfunção diastólica (podem piorar); cardioversão elétrica (se houver suspeita de intoxicação digitálica, a cardioversão deveria ser adiada); diminuição da função do fígado (pode exigir redução da dose de digitoxina); diminuição da função renal (pode haver toxicidade pela Digoxina); hipercalcemia, hipomagnesemia, hipopotassemia (risco de toxicidade digitálica); hipocalcemia (pode anular os efeitos da Digoxina); hipertireoidismo ou hipotireoidismo e shunt arteriovenoso (no tratamento da insuficiência cardíaca ou arritmia atrial associada, pode haver intoxicação digitálica); infarto agudo do miocárdio (pode haver isquemia); síndrome de Wolff-Parkinson-White (perigo de fibrilação ventricular).

 

Reações mais comuns (sem incidência definida):

Sistema nervoso central: agitação, fadiga, fraqueza muscular generalizada, alucinações.

Gastrintestinal: falta de apetite, náusea.

 

Atenção com outros produtos.

A digoxina

•pode aumentar os riscos de arritmias cardíacas com: succinilcolina; simpaticomimético; sal de cálcio (se esse for administrado rapidamente por via intravenosa, em paciente digitalizado, pode ocorrer séria arritmia; por outro lado, a hipocalcemia pode neutralizar os efeitos do digitálico no coração).

•pode aumentar o risco de bloqueio cardíaco com: bloqueador do canal de cálcio.

•pode ter aumentado o risco de intoxicação digitálica com: diurético espoliador de potássio.

•pode incrementar a diminuição da condução no nodo atrioventricular com: betabloqueador.

•pode ter sua concentração aumentada por: amiodarona; propafenona; quinidina; betabloqueador.

 

Outras considerações importantes:

•contatar o médico antes de descontinuar o produto.

•avisar o médico se ocorrer: náuseas, vômitos, diarreia, perda de apetite, pulso irregular ou lento, papitações, perda temporária da consciência (podem indicar intoxicação).

•manifestações gastrintestinais em adultos e cardiovasculares em crianças podem ser sinais iniciais de intoxicação.

•paciente com hipertireoidismo necessita de doses mais elevadas da medicação; paciente com hipotireoidismo necessita de doses menores da medicação.

•antiácidos não devem ser tomados simultaneamente com o produto. Caso haja necessidade deles, tomar o digitálico 1 hora antes ou 2 horas depois do antiácido.

•checar rotineiramente: pulso; concentração do produto no soro; eletrocardiograma; eletrólitos (potássio, cálcio, magnésio); função do fígado; função dos rins.

REMÉDIOS COM DIGOXINA EM SUA COMPOSIÇÃO

Cardcor
Cimecard
Digix
Digobal
Digopress
Digoxan
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