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Medicamentos Injetáveis – Principais Considerações

Última revisão: 04/06/2010

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1.    Medicamentos injetáveis só devem ser preparados e administrados por profissionais qualificados.

2.    Um medicamento só pode ser injetado se tiver sido preparado com técnica asséptica. ATENÇÃO: um erro muito comum é esquecermos de limpar a a rolha do produto com álcool após a retirada do “flip off” (aquela peça plástica que se insere sobre a rolha).

3.    LEIA SEMPRE TODAS AS INFORMAÇÕES PROVENIENTES DO LABORATÓRIO FABRICANTE.

 

AGULHAS PARA PREPARAÇÃO DE PRODUTOS INJETÁVEIS

Agulhas 30 x 8 ou 25 x 8, embora dificultem o processo de preparação dos produtos, são as recomendadas para a reconstituição e/ou diluição de medicamentos injetáveis porque têm menor probabilidade de fragmentar rolhas que as agulhas 40 x 12.

 

INSTRUÇÕES DE RECONSTITUIÇÃO, DILUIÇÃO E CONSERVAÇÃO DOS MEDICAMENTOS

SIGA AS INSTRUÇÕES DE RECONSTITUIÇÃO, DILUIÇÃO E CONSERVAÇÃO DOS MEDICAMENTOS.

Neste Guia procuramos sempre mencionar se o produto em questão é compatível com os diluentes mais comuns: Água Estéril para Injeção, Cloreto de Sódio 0,9% e Glicose 5%. Não utilize diluentes não referendados pelo laboratório fabricante.

Muitas vezes, por ausência de informação adequada sobre diluentes nas bulas brasileiras, inserimos informações a partir de padrões internacionais.

Antes de administrar uma injeção, verifique se o produto se apresenta dentro dos padrões costumeiros: descarte produtos com precipitados, fragmentos de vidro ou rolha, produtos com coloração alterada ou que não estejam em conformidade com as instruções de uso; se persistirem dúvidas sobre a sua qualidade, ligue para o Laboratório fabricante.

Certifique-se que a via de administração esteja permitida para o medicamento que se pretende administrar: confira na bula do produto se o medicamento prescrito pode ser administrado pela via que consta da receita.

Respeite a velocidade de administração recomendada para o produto: devemos exigir que o fabricante defina claramente o tempo de administração do produto em minutos ou horas (um minuto, 5 minutos, 30 minutos, duas horas etc). Precisamos esquecer termos como administração intermitente, contínua, bolus e outros mais que promovem uma tremenda confusão.

Atente também para dois termos que são universalmente confundidos: RECONSTITUIÇÃO E DILUIÇÃO.

A confusão se insere em bulas de fabricantes, em tratados de farmacologia e até mesmo em respeitadas farmacopeias. Se um laboratório confunde os termos reconstituição e diluição não podemos confiar nos dados de estabilidade do produto (produtos mais concentrados geralmente têm menos estabilidade que produtos diluídos).

 

Reconstituição

Significa fazer o produto que se quer injetar retornar à sua forma original líquida. Assim, reconstituímos os pós para injeção e isso é feito geralmente adicionando-se Água Estéril para Injeção ao frasco que contém o pó (outras vezes, desde que autorizados pelo fabricante, podemos também adicionar Solução Bacteriostática, Cloreto de Sodio 0,9% ou Glicose 5%).

 

Diluição

Significa diminuir a concentração de um produto que já era uma solução injetável, uma suspensão injetável ou era um pó que foi previamente reconstituído para a forma líquida. Fazemos a diluição de um medicamento -segundo as orientações do fabricante - adicionando Cloreto de Sodio 0,9%, Glicose 5% ou outro diluente indicado.

Quando um medicamento em pó é preparado com as bolsas especiais de diluentes para uso como Sistema Fechado de Infusão Intravenosa, a reconstituição e a diluição são feitas simultaneamente.

 

COMO ADMINISTRAR OS MEDICAMENTOS INJETÁVEIS

Injeção Intramuscular (IM)

      Seguir sempre as instruções de preparação da injeção fornecidas pelo fabricante, obviamente respeitando técnicas assépticas.

      limpar a área da aplicação com um algodão embebido em álcool a 70%.

      nos adultos aplicar de preferência nas nádegas (quadrante superior externo); em lactentes, ou crianças menores pode-se utilizar a face lateral externa das coxas.

      dar a picada no local programado, introduzindo profundamente a agulha.

      antes de injetar o produto, puxar o êmbolo da seringa para trás, a fim de verificar se a agulha não atingiu nenhum vaso sanguíneo. Se aparecer sangue na seringa, ou se a cor do produto sofrer alteração, retirar a agulha e injetar em outro local, tendo o cuidado de repetir a operação, para saber se nenhum vaso sanguíneo foi atingido.

      aplicar a injeção lentamente.

      retirar o conjunto de agulha e seringa e descartá-los em recipientes apropriados.

      fazer pressão por alguns instantes no local da injeção, com um algodão embebido em álcool a 70%.

 

ATENÇÃO:

      interromper a administração da injeção se o paciente se queixar de dor intensa no local.

      colocar bolsa de gelo no local da aplicação (a menos que outra orientação seja fornecida pelo fabricante) para minorar a sensação de dor.

 

1.    Principais locais de aplicação de injeção intramuscular

COXA: face lateral externa (geralmente utilizada em lactentes e crianças menores).

NÁDEGAS: região glútea – quadrante superior externo. A linha horizontal, que demarca os quadrantes da região glútea, passa exatamente no final da coluna óssea, na altura do osso denominado cóccix.

 

Injeção Intravenosa (IV)

São basicamente duas as formas de se injetar um produto por via intravenosa: via intravenosa direta ou infusão intravenosa.

 

      Via intravenosa direta: quando se injeta o produto diretamente na veia, ou através de um tubo nela inserido.

      Infusão intravenosa: quando se goteja o produto na veia.

 

Injeção Subcutânea

      Seguir as instruções de preparação fornecidas pelo Laboratório.

      limpar a área de aplicação com algodão embebido em álcool a 70% (a escolha da área de aplicação deve obedecer determinação profissional).

 

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