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Informativo número 2 - Gripe Suína Recomendações da OMS para profissionais de saúde

Autores:

Euclides F. de A. Cavalcanti

Médico Colaborador da Disciplina de Clínica Médica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Marcelo Litvoc

Médico da Disciplina de Infectologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

Última revisão: 05/05/2009

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Estas recomendações serão atualizadas conforme a Organização Mundial de Saúde divulgar novos documentos e atualizações.

 

1 - 05/05/2009 - Última atualização sobre a doença e mapa com os casos confirmados de gripe suína

 

(Link para o mapa atualizado da epidemia)

 

 

 

(Link para a atualização sobre a infecção de influenza A (H1N1))

 

         A OMS sugere que a gripe suína passe a ser chamada de influenza A (H1N1).

         21 países já tiveram casos de gripe suína confirmados, com um total de 1124 casos documentados. O México já reportou 590 casos e 25 mortes e os Estados Unidos já confirmaram 286 casos e 1 morte. Outros países com casos documentados, mas sem nenhuma morte são: Áustria (1), Canadá (140), China - Hong Kong (1), Costa Rica (1), Colombia (1), Dinamarca (1), El Salvador (2), França (2), Alemanha (8), Irlanda (1), Israel (4), Itália (2), Holanda (1), Nova Zelândia (6), Coréia (1), Espanha (54), Suíça (1) e Reino Unido (15). Nestes números, destacamos o primeiro caso confirmado na América do Sul, na Colômbia

         Não há risco de infecção através do consumo de carne de porco bem cozida.

         Os indivíduos são aconselhados a lavar as mãos com água e sabão com regularidade e a procurar atenção médica se desenvolverem qualquer sintoma típico de infecção por influenza.

 

2 - A OMS não recomenda que viagens sejam restritas

 

(link para as recomendações)

 

         A OMS não sugere restrição a viagens ou fechamento de fronteiras. É considerado prudente que pessoas doentes adiem viagens internacionais e é recomendado que pessoas que desenvolveram sintomas após uma viagem procurem atenção médica.

         Limitar as viagens e impor restrições a elas terá pouco efeito em impedir que o vírus se espalhe e será prejudicial para a comunidade global.

         O Influenza A (H1N1) já foi confirmado em muitas partes do mundo e o foco agora é em minimizar o impacto do vírus através da rápida identificação dos casos suspeitos e tratamento adequado.

 

3 - Recomendação para uso de máscaras na comunidade em surtos de Influenza A (H1N1)

 

(Link para o documento original)

 

         As evidências sugerem que a principal via de transmissão entre humanos é por gotículas respiratórias, como as liberadas durante a fala, tosse ou espirros.

         Qualquer pessoa que estiver em contato próximo (um metro aproximadamente) de alguém com sintomas de influenza (febre, coriza, tosse, espirros, calafrios, mialgia, etc.) esta em risco de exposição a gotículas respiratórias infecciosas.

         Em ambientes hospitalares estudos sugerem que o uso de máscaras pode reduzir a transmissão de influenza.

         Na comunidade, no entanto, os benefícios de usar máscaras não está estabelecido, especialmente em áreas abertas. Em espaços fechados onde houver contato próximo com pessoas com sintomas de influenza este benefício pode existir.

         Mesmo sem benefício comprovado para o uso de máscaras na comunidade, muitos indivíduos podem querer usá-las no domicílio ou na comunidade, principalmente se estiverem em contato com pessoas com sintomas de influenza. Usar a máscara incorretamente, no entanto, pode aumentar o risco de infecção, ao invés de reduzir. Se as máscaras forem utilizadas, devem ser usadas corretamente e associadamente a outras medidas gerais.

 

Medidas gerais para prevenção da disseminação de influenza

 

         É importante ressaltar que medidas gerais provavelmente são mais efetivas do que o uso de máscaras para prevenir a disseminação do vírus influenza na comunidade.

 

Para indivíduos que não estão doentes

 

         Manter uma distância de pelo menos um metro de qualquer indivíduo com sintomas de influenza.

         Não tocar o nariz e a boca.

         Lavar as mãos com água e sabão com freqüência, ou utilizar soluções alcoólicas.

         Reduzir o máximo possível o tempo de contato próximo com pessoas que podem estar doentes.

         Reduzir o máximo possível o tempo em aglomerações.

         Melhorar a circulação de ar no domicílio abrindo as janelas sempre que possível.

 

Para indivíduos com sintomas de influenza

 

         Permanecer no domicílio se não se sentir bem e seguir as recomendações dos órgãos de saúde locais.

         Manter o máximo possível distância de outros indivíduos (pelo menos um metro).

         Cobrir a boca e nariz quando tossir ou espirrar, com tecidos ou lenços, para conter as secreções respiratórias. Descartar ou lavar imediatamente o material e lavar as mãos imediatamente após contato com secreções respiratórias.

         Melhorar a circulação de ar no domicílio abrindo as janelas o máximo possível.

 

Uso de máscaras

 

         Caso se opte pela utilização de máscaras, é necessário que sejam usadas corretamente para assegurar que a utilização seja eficaz e para evitar o aumento no risco de transmissão associada com o uso incorreto.

         A máscara deve ser colocada cuidadosamente de forma a cobrir a boca e o nariz e de forma a minimizar os espaços entre a face e a máscara

         Quando estiver em uso, evitar tocar a máscara.

         Sempre que tocar uma máscara usada, lavar as mãos com água e sabão ou com solução alcoólica.

         Trocar a máscara quando estiver úmida.

         Não reutilizar máscaras descartáveis

 

 

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