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Última revisão: 31/05/2009

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Reproduzido de:

Dermatologia na Atenção Básica de Saúde / Cadernos de Atenção Básica Nº 9 / Série A - Normas de Manuais Técnicos; n° 174 [Link Livre para o Documento Original]

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Políticas de Saúde

Departamento de Atenção Básica

Área Técnica de Dermatologia Sanitária

BRASÍLIA / DF – 2002

 

Erisipela

CID-10: A46

 

DESCRIÇÃO DA ERISIPELA

Infecção aguda da pele envolvendo a derme e o subcutâneo, que se caracteriza por febre, anorexia, calafrios, outros sintomas gerais, leucocitose e lesão cutânea em placa eritematosa, edematosa e dolorosa. Dessa placa podem ter origem faixas eritematosas ao longo do trajeto de vasos linfáticos (linfangites). Existe adenite satélite à região comprometida. Vesículas e bolhas podem ser observadas - Erisipela bolhosa. As áreas comprometidas são em geral membros inferiores, face ou abdome.

 

SINONÍMIA

Mal-do-monte, esipra.

 

ETIOLOGIA DA ERISIPELA

Os estreptococos são os beta-hemolíticos do grupo A. Muito raramente, quadros clínicos semelhantes podem ser produzidos por StaphyIococus aureus.

 

RESERVATÓRIO

O homem.

 

MODO DE TRANSMISSÃO DA ERISIPELA

A penetração do estreptococo na pele ocorre por soluções de continuidade. São portas de entrada freqüentes nos membros inferiores as úlceras de perna e dermatomicoses interdigitais.

 

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Um a três dias.

 

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE

Não é transmitida pessoa a pessoa.

 

COMPLICAÇÕES DA ERISIPELA

Linfedema ou elefantíase como conseqüência dos surtos recidivantes.

 

DIAGNÓSTICO DA ERISIPELA

Clínico e laboratorial. Este último em geral é desnecessário.

 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Erisipelóide (quadro que surge em ponto de inoculação, em geral de um ferimento resultante de manuseio de carne de peixe contaminada, porco e outros animais); dermatite de contato (história clínica e a localização orientam quanto a um agente sensibilizante).

 

TRATAMENTO DA ERISIPELA

Repouso no leito é essencial, principalmente quando é acometido o membro inferior, que deve ser mantido elevado. A droga de escolha é a penicilina procaína na dose de 400.000 UI, de 12 em 12 horas por dez dias, ou em pacientes alérgicos eritromicina na dose de 30 a 50 mg/kg/dia, dividida de seis em seis horas, por sete a dez dias e cefalexina na dose de 30 a 50 mg/kg/dia, de seis em seis horas, de sete a dez dias. Quadros graves podem necessitar de penicilina cristalina (IV) associada a oxacilina ou vancomicina. Após a fase aguda, para evitar recaídas, é conveniente administrar penicilina benzatina por período prolongado, se necessário, o paciente deve ser afastado do trabalho ou hospitalizado. Quando houver edema residual orientar para uso de meias elásticas. Referenciar ao angiologista quando houver comprometimento venoso.

 

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS DA ERISIPELA

Infecção universal, não tendo prevalência maior em determinado grupo etário. Doenças vasculares, doenças debilitantes, má nutrição, usuários de drogas e álcool e traumas são considerados fatores de risco. Pode haver surtos de Erisipela numa mesma região - Erisipela recidivante.

 

OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Não se aplica.

 

NOTIFICAÇÃO

Não é doença de notificação compulsória.

 

MEDIDAS DE CONTROLE DA ERISIPELA

2.400.000 UI, de 20 em 20 dias, durante um ano para evitar a reinfecção, ou pode-se aplicar uma dose de 1.200.000 UI (IM) de penicilina benzatina, a cada três semanas, por um período de 5 anos no mínimo. As pessoas alérgicas devem fazer uso de sulfametoxazol mais trimetoprima ou ainda sulfisoxizol.

 

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