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Última revisão: 31/05/2009

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Reproduzido de:

Dermatologia na Atenção Básica de Saúde / Cadernos de Atenção Básica Nº 9 / Série A - Normas de Manuais Técnicos; n° 174 [Link Livre para o Documento Original]

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Políticas de Saúde

Departamento de Atenção Básica

Área Técnica de Dermatologia Sanitária

BRASÍLIA / DF – 2002

 

Tinha do Couro Cabeludo

CID-10: B35.0

 

DESCRIÇÃO DA TINHA DO COURO CABELUDO

Micose superficial que atinge o couro cabeludo caracterizada por lesões eritematosas, escamosas e alopecia tonsurante. Inicia-se com pequena lesão eritematosa, escamosa, folicular. O quadro é de evolução crônica com o surgimento de tonsura. A lesão pode ser única ou múltipla. É rara no adulto, acomete principalmente as crianças.

 

SINONÍMIA

Pelada.

 

ETIOLOGIA DA TINHA DO COURO CABELUDO

Causada por espécies de Tricophyton ou Microsporum. Uma forma muito rara em nosso meio é a tinea favosa, ocasionada pelo Trichophyton Schoenleinii. O agente mais comum é o M. canis, transmitido pelo cão ou gato doméstico. Outra possibilidade é a infecção pelo T. rubrum, de transmissão inter-humana.

 

RESERVATÓRIO

Animais (cães e gatos).

 

MODO DE TRANSMISSÃO DA TINHA DO COURO CABELUDO

De animais contaminados para o homem, de pessoa a pessoa, por contato direto ou indireto através de máquina de cortar cabelo e artigos de toucador.

 

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

10 a 14 dias.

 

PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE DA TINHA DO COURO CABELUDO

Enquanto houver lesão habitada, o fungo vive em material contaminado por longo período de tempo.

 

COMPLICAÇÕES DA TINHA DO COURO CABELUDO

Pode surgir uma forma aguda com intensa reação inflamatória e formação de pústulas e microabcessos - o chamado Kerion Celsi.

 

DIAGNÓSTICO DA TINHA DO COURO CABELUDO

Clínico, epidemiológico e laboratorial.

 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Dermatite seborréica, psoríase, alopécia areata (pelada), impetigo e foliculite. Miíase Furunculóide: provocada por larvas de moscas e caracterizada por lesões nodulares com abertura central, por onde drena secreção serosa e onde pode ser visto o movimento da larva.

 

TRATAMENTO DA TINHA DO COURO CABELUDO

Griseofulvina: 15 mg/kg de peso/dia, por um período de 30 a 60 dias ou até a regressão das lesões, ou Terbinafina nas seguintes doses: em crianças abaixo de 20 kg é de 62,5 mg por dia (metade de um comprimido de 125 mg); de 20 a 40 kg um comprimido de 125 mg ao dia; e acima de 40 kg, 250 mg por dia. Em adultos a dose é de 250 mg por dia. O tempo de tratamento é de no mínimo 30 dias ou até a cura clínica. Como medida complementar, antifúngicos locais. No Kerion Celsi, utilizar compressas de permaganato de potássio 1:40.000 e Griseofulvina oral.

 

CARACTERÍSTICAS EPIDEMIOLÓGICAS DA TINHA DO COURO CABELUDO

Doença universal mais comum nos países tropicais.

 

OBJETIVOS DA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Não se aplica.

 

NOTIFICAÇÃO

Não é doença de notificação compulsória.

 

MEDIDAS DE CONTROLE DA TINHA DO COURO CABELUDO

Diagnóstico precoce e tratamento dos pacientes. Exame de crianças contactantes no ambiente familiar e na escola.

 

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