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Efeitos Colaterais de Citarabina

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Reações esperadas: como a Citarabina é uma supressora da medula óssea, podem ocorrer anemia, leucopenia, trombocitopenia, megaloblastose e redução de reticulócitos como resultado de sua administração. A gravidade dessas reações depende da dose e do esquema terapêutico empregados. Pode-se esperar, também, a ocorrência de alterações celulares na morfologia em esfregaços de medula óssea e de sangue periférico. Após infusões constantes por 5 dias ou injeções agudas de 50 mg/m2 a 600 mg/m2, a depressão das células brancas segue um curso bifásico. Independente da contagem inicial, nível posológico ou esquema terapêutico, existe uma queda inicial nas primeiras 24 horas, com nadir nos dias 7-9. Segue-se uma ligeira elevação que atinge seu pico próximo ao décimo segundo dia. Uma segunda e mais profunda queda atinge seu nadir nos dias 15-24. Ocorre, então, uma rápida elevação acima da linha de base nos 10 dias seguintes. A depressão plaquetária é notada em 5 dias, com o pico de depressão ocorrendo entre os dias 12-15. A partir daí, uma rápida elevação acima dos valores basais ocorre nos 10 dias seguintes. Complicações infecciosas: infecções virais, bacterianas, fúngicas ou parasitárias, em qualquer local do corpo, podem estar associadas ao uso de Aracytin (Citarabina) sozinho ou combinado com outros agentes imunossupressores após doses imunossupressoras que afetem a imunidade celular ou humoral. Essas infecções podem ser leves, mas também graves e até fatais. Síndrome da Citarabina: Castleberry (1981) descreveu uma síndrome da Citarabina. Essa caracteriza-se por febre, mialgia, dor óssea, ocasionalmente dor torácica, rash maculopapular, conjuntivite e mal-estar. Geralmente ocorre 6-12 horas após a administração do fármaco. Os corticosteróides mostraram ser benéficos no tratamento ou prevenção dessa síndrome. Se os sintomas forem considerados tratáveis, o uso de corticosteróides deve ser considerado, assim como a continuação da terapia com Aracytin. Reações adversas mais freqüentes: náuseas, anorexia, vômitos, diarréia, disfunção hepática, febre, erupções, tromboflebite, inflamação ou ulceração oral e anal, sangramento. Náuseas e vômitos são mais freqüentes após a administração por injeção intravenosa rápida. Reações adversas menos freqüentes: sepse, disfunção renal, dor abdominal, celulite no local da injeção, pneumonia, neurite ou neurotoxicidade, esofagite, dor torácica, dores articulares, dor de garganta, ulcerações cutânea e da mucosa, retenção urinária, ulceração esofágica, pericardite, necrose intestinal, pancreatite, cefaléia, urticária, sardas, icterícia, conjuntivite (pode ocorrer com erupções), tonturas, alopecia, anafilaxia, edema alérgico, prurido, dispnéia (vide Advertências e Precauções). Terapia com altas doses: toxicidade pulmonar, gastrintestinal e do sistema nervoso central, grave, diferente daquela observada com os regimes terapêuticos convencionais de Citarabina, e por vezes fatal, foi relatada após a administração de esquemas terapêuticos com altas doses de Citarabina (2-3 g/m2). Essas reações incluem toxicidade corneal reversível e conjuntivite hemorrágica, que podem ser evitadas ou diminuídas pela profilaxia com o uso local de um colírio com corticosteróide; disfunção cerebral e cerebelar, geralmente reversível, incluindo alterações da personalidade, sonolência e coma; ulceração gastrintestinal grave, incluindo pneumatose cistóide intestinal, levando à peritonite, sepse e abscesso hepático; edema pulmonar; dano hepático com hiperbilirrubinemia; necrose intestinal; e colite necrosante. Dois pacientes adultos com leucemia mielocítica aguda desenvolveram neuropatias periféricas motoras e sensoriais após consolidação com altas doses de Citarabina, daunorrubicina e asparaginase. Pacientes tratados com altas doses de Citarabina devem ser observados quanto a neuropatias, uma vez que podem ser necessárias alterações do esquema terapêutico para evitar distúrbios neurológicos irreversíveis. Dez pacientes tratados com doses experimentais intermediárias de Citarabina (1 g/m2) com e sem outros agentes quimioterápicos (meta-AMSA, daunorrubicina, VP-16) desenvolveram pneumonite intersticial difusa, sem causa evidente, que pode ter sido relacionada à Citarabina. Raramente relatou-se rash cutâneo grave, levando a descamação. A alopecia total é mais freqüentemente observada quando se utilizam esquemas de altas doses ao invés dos esquemas convencionais com Citarabina. Foram relatados casos de cardiomiopatia, com morte subseqüente, após o uso de terapia experimental com altas doses de Citarabina e ciclofosfamida, na preparação para transplante de medula óssea. Esta reação pode ser dependente desse esquema terapêutico. Relatou-se uma síndrome de angústia respiratória súbita rapidamente progressiva para edema pulmonar e cardiomegalia radiologicamente pronunciada, após a administração experimental de Citarabina em altas doses, utilizada em uma instituição no tratamento de recidiva de leucemia. O efeito foi observado em 16 de 72 pacientes. Em um caso, o resultado dessa síndrome foi fatal.