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Editorial MedicinaNET - Agosto - 2017

Objetivos do Sistema de Saúde

 

Os cidadãos brasileiros almejam um sistema de saúde que possibilite serem atendidos. Essa frase traz um objetivo claro: que exista um sistema de saúde público que garanta suas premissas. Como está sendo proferida dentro do contexto de existência do SUS, pode-se dizer que se trata de garantias de que a universalidade, a integralidade e a equidade pregadas pelo SUS sejam fatos, e não meras ideias.

Realmente, vive-se um verdadeiro paradoxo, em nosso País, no que tange ao acesso à saúde. Há um sistema de saúde público desenhado no papel que, em verdade, não entrega o que promete, e um sistema de saúde privado que todos desejam ter. Não há dúvida de que isso advém, em grande parte, do subfinanciamento do sistema público, já extensamente discutido em outros momentos, e também do fato de haver problemas de gestão.

Todavia, para entender o paradoxo, é importante enxergar a ótica do usuário. Sob essa perspectiva (sob a ótica do cidadão), é mais fácil estabelecer o que sustenta a saúde suplementar, mesmo diante da seguinte premissa: todos almejam ter um sistema de saúde onde possam ser atendidos de forma adequada e a contento; além disso, ninguém, de fato, deseja pagar a mais por isso (lembrando que qualquer serviço ofertado pelo Governo advém de alguma esfera de arrecadação, ou seja, já “se paga” por isso).

Infelizmente, ainda há muito que fazer para atingir essa meta, e não há dúvidas de que reformas na área da saúde precisam ser feitas para garantir mais acesso. Por outro lado, a gestão é, muitas vezes, engessada pelo funcionalismo público; além do mais, tem-se o impacto do subfinanciamento que ainda sofre desgastes pela judicialização. É evidente, portanto, a necessidade de uma reforma política que traga um norte neste cenário difícil de equalizar.

 

Atenciosamente, Os Editores.