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Criptosporidíase

Última revisão: 19/01/2011

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Reproduzido de:

DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS – GUIA DE BOLSO – 8ª edição revista [Link Livre para o Documento Original]

MINISTÉRIO DA SAÚDE

Secretaria de Vigilância em Saúde

Departamento de Vigilância Epidemiológica

8ª edição revista

BRASÍLIA / DF – 2010

 

Criptosporidíase

 

CID 10: A07.2

 

ASPECTOS CLÍNICOS E EPIDEMIOLÓGICOS

Descrição

Infecção causada por protozoário coccídeo, parasito reconhecido como patógeno animal. Atinge as células epiteliais das vias gastrintestinais, biliares e respiratórias do homem, de diversos animais vertebrados e grandes mamíferos. É responsável por diarreia esporádica em todas as idades, diarreia aguda em crianças e diarreia dos viajantes. Em indivíduos imunocompetentes, esse quadro e autolimitado, entre 1 e 20 dias, com duração média de 10 dias. Em imunodeprimidos, particularmente com infecção por HIV, ocasiona enterite grave, caracterizada por diarreia aquosa, acompanhada de dor abdominal, mal-estar, anorexia, náuseas, vômitos e febre. Esses pacientes podem desenvolver diarreia crônica e severa, acompanhada de desnutrição, desidratação e morte fulminante. Nessa situação, podem ser atingidos os pulmões, trato biliar ou surgir infecção disseminada.

 

Agente etiológico

Cryptosporidium parvum.

 

Reservatório

O homem, o gado e animais domésticos. O agente pode ser encontrado no solo, agua ou alimentos contaminados com fezes.

 

Modo de Transmissão

Fecal-oral, de animais para a pessoa ou entre pessoas, pela ingestão de oocistos, que são formas infecciosas e esporuladas do protozoário.

 

Período de Incubação

De 2 a 14 dias.

 

Período de Transmissibilidade

Várias semanas, a partir do início dos sintomas e enquanto houver eliminação de oocistos nas fezes. Fora do organismo humano, em ambientes úmidos, o oocisto pode permanecer infectante por ate 6 meses.

 

Complicações

Enterite, seguida de desnutrição, desidratação e morte fulminante. Comprometimento do trato biliar.

 

Diagnóstico

Identificação do oocisto do parasito por meio de exame de fezes, utilizando-se coloração ácido-resistente. Biopsia intestinal, quando necessária. O diagnostico também pode ser realizado pela detecção do antígeno nas fezes, por meio do ensaio imunoenzimático (Elisa) ou imunofluorescência direta.

 

Diagnóstico Diferencial

Em pacientes com aids, deve ser realizado o diagnóstico diferencial com outros agentes causadores de enterites, como Giardia lamblia, Entamoeba histolytica, Salmonella, Shigella, Campylobacter jejuni, Yersinia, Cyclospora cayetanensis e microsporídeos.

 

Tratamento

Reidratação e correção de distúrbios hidroeletrolíticos, suplementação nutricional. Em indivíduos imunocompetentes, a doença é autolimitada. Azitromicina, na dose de 900 a 1.200 mg/dia, VO, pode ser benéfica para alguns pacientes. Roxitromicina, na dose de 300 mg, 2 vezes por dia, diariamente, por 4 semanas. Para pacientes com imunodeficiência relacionada ao HIV, a terapia com imunoglobulina hiperimune pode ser útil, associada com Zidovudine.

 

Características Epidemiológicas

Ocorre em todos os continentes. Em países desenvolvidos, a prevalência estimada e de 1% a 4,5%. Nos países em desenvolvimento, pode atingir ate 30%. Os grupos mais atingidos são os menores de 2 anos, pessoas que manipulam animais, viajantes, homens que fazem sexo com homens e contatos íntimos de infectados. Ha relatos de epidemias a partir de agua potável contaminada, além de banhos em piscina ou lagoas contaminadas.

 

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Objetivo

Diagnosticar os casos, para impedir a cadeia de transmissão da doença.

 

Notificação

Não é doença de notificação compulsória. Os surtos devem ser notificados aos órgãos de saúde pública.

 

MEDIDAS DE CONTROLE

     Gerais – Educação em saúde e saneamento.

     Específicas – Medidas de higiene pessoal, como lavar mãos após dejeções, antes do manuseio de alimentos e apos o manuseio de animais domésticos ou bovinos, lavar bem e desinfetar verduras cruas ou ingerir vegetais cozidos, filtração da agua ou sua fervura durante 10 minutos.

     Isolamento – Adoção de isolamento do tipo entérico para pacientes internados. Pessoas infectadas devem ser afastadas de atividades de manipulação dos alimentos e crianças atingidas não devem frequentar creches.

     Desinfecção – Concorrente das fezes e de material contaminado com as mesmas.

 

Observação: As medidas de higiene devem ser rigorosas em ambientes especiais, como creches e hospitais, devido a grande quantidade de indivíduos suscetíveis.

 

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